O Olá boa tarde boa noite bom dia eu sou Roseli Machado e nós vamos hoje conversar um pouco sobre história e cultura afro-brasileiras aqui hoje nós vamos tratar mais nessa finalidades e democracias políticas teorias e experiências E como sempre nós vamos trabalhar mais uma vez com as tradições africanas agradecendo aos mais velhos aos tem Passados as forças Guardiões principalmente a vocês que estão nos dando atenção e energia necessárias para que a gente possa fazer esse trabalho no dia de hoje bom então a sala de hoje ela vai seguir mais ou menos os mesmos moldes da
anterior vamos abordar alguns aspectos novos e trazendo sempre alguns conceitos que a gente já discutiu anteriormente só para reforçar o nosso conhecimento nosso Aprendizado eu vou colocar aqui são meus óculos porque facilita para mim então vamos lá por aula para vocês e vamos em frente e não aqui nós vamos estar discutindo um pouco sobre as africanidades E democracias então é de que forma essas construções de conhecimento na atualidade nos remetem a democracia ou seja é construções políticas construções sociais é que validam a participação de Todos a participação de todos os estratos sociais inclusive nos seus
desdobramentos no caso nós não tá falando de políticas nós vamos está falando sobre teorias então nós estamos falando de produção de conhecimento e Acerca das experiências também então o recorte continua sendo a questão das sociedades realizadas porque esse é o é a base é o assustem e Das relações sociais particularmente no Brasil e inclusive no mundo a partir da modernidade é a questão racial antes de mais nada ela nos remete a três aspectos que a gente precisa estar sempre voltando de uma forma de outro a cultura Ou seja a forma como a gente se organiza
simbolicamente e a relação ao as relações que nós estabelecemos com o outro seja esse outro o mundo a natureza os outros grupos sociais A questão do Mercantilismo europeu as relações de dominação e a a própria formulação da ideologia e as resistências as re-significações e alças as alternativas que a gente pode buscar e encontrar e produzir coletivamente é a questão racial como nós já colocamos em outras ocasiões ela nos remete as a forma como o quesito raça foi constituído como Um marcador que estabelece uma hierarquia e que a partir daí vem outras referências Como por exemplo
o próprio racismo né ou seja uma ordem estabelecida uma ordem social hierarquizada e hierarquizante que estrutura as Relações raciais as relações sociais EA própria sociedade então quando a gente fala sobre a questão racial muitas vezes as pessoas colocam é a questão do negro a pergunta que nós colocamos agora é é uma questão Do negro é uma questão de toda a sociedade como um conjunto o complexo quilo organiza E propõe uma ordem simbólica da realidade e a escravidão definir o Brasil que que essa afirmação ela tá querendo trazer para gente né que tipo de reflexão a
gente pode pensar a partir daí né o sociólogo G7 de Souza ele destaca aqui a escravidão ela é um fio condutor que marca a sociedade brasileira até hoje Por que que ele fala disso né porque que ele traz essa essa colocação porque foi a partir da escravidão das relações advindas dessa forma de se estabelecer no Brasil na antiga Terra de Pindorama né foi a partir daí a partir dessa relação que nós construímos aquilo que da base e sustentação para as Ordenações simbólicas das o que nós fomos desenvolvendo de Relações sociais então é desde a formulação
das narrativas né as narrativas que vem desde aquele momento e que perduram até hoje aquelas narrativas que tem um viés ideológico que é carregado de de uma intenção é de legitimar a situações os grupos e as relações eternizados que a gente tem dão o autor ele ele busca e elucida que a formação Social é ela ainda ela ainda é baseada na relação entre senhores e escravos o que a gente tem hoje é uma mentalidade uma racionalidade que acompanha essa mesma lógica até hoje e por isso que a vela Nas condições atuais em quando tragédia porque
é é essa condição que perpetua inclusive relações desiguais né marcadas por discriminações marcadas por outro lado por privilégios e que se Colocam quase como a de eterno na nossa sociedade isso é marcado tanto nas instituições e poder judiciário educação é conceitos Morais religiosos enfim e inclusive essa situação ela ainda marca as perspectivas de futuro o que a gente pode vir a construir e nessa perspectiva é interessante a gente que tomar um pouquinho conceito de cultura a cultura ela é não só na dimensão Das Artes do aprendizado mas ela também ela ela se destaca enquanto tudo
aquilo que humano constrói é planeja projeta em termos de significados em termos de representações sociais e que dá valor a sua existência dá sentido à sua existência né então os dois sentidos os dois aspectos eles são representativos da própria existência humana bom E porque é que a gente está fazendo isso de novo então vamos lá nós estamos falando de seres humanos as relações Sociais ela se dão entre seres humanos a relação que a gente está dizendo que é a base da sociedade brasileira ou seja o senhor de engenho de um escravo o proprietário e o
aquele que o serve o empresário e o operariado essas relações elas se dão entre humanos Ambos são o que que a gente tem aqui nós temos aqui o ser humano né lembra aqui onde está Olá polegar opositor capaz de fazer a pinça Lóbulo frontal avantajado capaz de fazer reflexões projeções representações da vida é capaz de produzir alteridades ou seja se colocar no lugar do outro e entender a dor e os o que vai a na existência do outro e por isso mesmo ele é capaz de transformar as suas relações transformar o mundo transformar assim mesmo
e transformar a sua própria ordem simbólica Oi e um dos aspectos interessantes e Importantes que a gente tem que é trazido pela antropologia antropologia de guettes a a antropologia interpretativa ela nos remete a uma uma perspectiva de que a cultura ela veio acompanhando o desenvolvimento humano não é que eu desenvolvimento humano aconteceu ou seja o ser humano estava pronto e a partir daí você teve a cultura e ele começou a desenvolver a cultura não aspectos que eles chamam de Protocultura que são prévios à cultura já estavam presentes em alguns dos Australopithecus lá do passado e
que vieram sendo sobrepostos super postos ao longo da própria evolução de certa forma condicionando essa própria essa própria evolução E aí bom então assim nessa medida é importante a gente é também retomar um aspecto da aula passada quando a gente falava a Respeito da necessidade da gente está sempre problematizando as coisas que a gente vai ouvindo os conhecimentos que nós vamos adquirindo as formas pelas quais a gente vai levando e evoluindo o nosso raciocínio então nós estamos falando de um conceito que ele é formulado dentro de uma tradição uma tradição moderna a tradição europeia uma
tradição branca uma tradição que existe enquanto Acho voltar bom então é importante Inclusive a gente trazer um pouquinho desse aspectos e lembrar uma um combinado que a gente já tinha feito na outra aula que é a importância da gente tá sempre problematizando as coisas que a gente vai conhecendo encontrando refletindo porque quando você problematizam uma situação você Desnaturaliza então as coisas Elas começam a ter profundidade e Elas começam a a fazer parte dessa teia de significados que a gente vai construindo enquanto seres humanos então é importante a gente lembrar que é a forma como a
gente vê o conhecimento a forma como a gente é produz conhecimento ela faz parte de uma tradição é um a europeia é uma tradição branca é uma tradição que busca é legitimar a sua o seu poder a sua Dominação então é importante que a gente perceba de onde é que a gente está falando ou de que forma nós estamos construindo também os nossos conhecimentos então a cultura ela faz parte de uma tradição de conhecimento e que é o que durante muito tempo inclusive ela foi usada como forma de dominação e apropriar-se dessa dessa desse tipo
de representação simbólica Desse tipo de modo de construir conhecimento é importante é esse conhecimento ele não é um conhecimento descartável mas a gente tem que saber de onde ele veio e até que ponto nós podemos seguir por essa via e até que ponto nós podemos começar com uma outra via a gente fala sobre isso principalmente quando a gente vai discutir a questão da modernidade então às vezes você ouvir as pessoas falando sobre algo que é moderno moderno O moderno é algo que foi criado é mais ou menos por volta dos séculos 14 e 15 lá
pelos mil e quatrocentos desculpe entre os séculos 15 e 16 entre 1401 1500 né É É uma das grandes navegações das grandes descobertas como por exemplo a própria A Bússola EA partir dali você começou a ter uma nova ordem instaurada né você tinha até então a uma ordem que era ligada ao feudalismo EA partir dali você começa a ter Uma ordem que ela é centrada nos interesses da burguesia é que instaura o mercantilismo né ou seja uma forma de Capitalismo ligado o atrelado diretamente as relações de Comércio e E com isso você começa a ter
os interesses desses grupos dessa classe dominante desse desse dessa classe em ascensão que seria a burguesia em obter novos mercados em conseguir mercadorias de uma forma mais acessível Barata em bom e isso é é o que a gente costuma atenderam a trazer como nove né pelo nome de modernidade a esses podem perguntar assim mas Roseli oq que a modalidade tem a ver com questão racial que que a cultura tem a ver com a questão racial eu não tô entendendo então a gente pode pensar assim ó é Essa ordem que foi estabelecida Essa ordem simbólica Chamada
modernidade que veio para atender aos interesses de uma determinada classe de um determinado grupo de pessoas num determinado tempo e espaço Essa ordem ela se perpetua ao longo dos últimos 500 anos e parte e nos países que mais sofreram com a ação desses grupos que seriam a África e a América naquilo que a gente costuma até falar sobre o Atlântico negro nessas Relações entre Europa África e as Américas né bom então vamos assim por partes né Nós temos um país imenso dimensões continentais é cuja população 55 porcento da população se autodeclara como nega que significa
esse negro né esse negro segundo o IBGE é é a junção de duas outras categorias né então negro é uma categoria de análise e ela junta a categoria pretos e pardos Então quando Você tem a denominação negros a gente está falando de pretos e pardos Então você tem cerca de 55 porcento da população brasileira que se autodeclara como Negra e você tem relações que são histórica e estruturalmente racializados então você com A Hierarquia desqualificantes dos grupos sociais e que trazem uma aura de supremacia para outro grupo social Com base nisso você tem particularmente aqui uma
e vamos um por partes vamos pegar aqui o nosso texto O Povo Brasileiro o da cerveira ele ele fala de um de um de um termo que é muito interessante ele falar de ninguém dadi né O que que é essa ninguém idade né Você tem um povo mestiço uma nação mestiça que rejeita a sua própria identidade mestiça e isso até encontro forma de Sobrevivência Então as pessoas que elas não são tão re tintas elas se elas puderem fugir do estigma que é ser negro ou fazer parte desse grupo muitas pessoas vão fugir muitas pessoas vão
tentar se colocar numa posição em que elas possam ser menos prejudicadas não é nem aqui o e serem beneficiadas ou receber os privilégios que os grupos brancos que os grupos mais elitizados teriam mais só o fato de não ter Os prejuízos já seria o suficiente então ao longo da história do Brasil a mestiçagem ela foi sendo construída né E ao mesmo tempo inferiorizada em muitos dos textos mais antigos a gente ouvi muito as pessoas dizendo assim os negros e seus descendentes e seus mestiços os mestiços ele é nunca são agregados ao grupo que está no
poder eles não são as eles não não não recebem a pertença do grupo que está no poder Mas eles são relegadas ao o que estão sendo inferiorizados bom então por tudo isso pensar na questão a questão racial no Brasil é um é um aspecto bastante complexo né então envolve muito mais do que as cores das nossas peles né envolve as formas como a gente se relaciona as formas como os grupos se organizem como Qual a relação que eles estabelecem com o resto da Nação então por exemplo nós podemos pensar Na na questão das elites por
exemplo nós temos elites que são considerada a vamos dizer assim as piores dentro do ranking das elites do mundo porque elas não têm nenhum compromisso muito pouco compromisso com a nação elas estão mais interessadas em conseguir o mais rápido possível uma quantidade de lucros é um o exorbitantes né independentemente do Quão isso vai significar para o restante da Nação isso é extremamente complicado né É principalmente porque você esse esse trâmite é a ele é celulite acaba funcionando como se fosse uma espécie de Capataz das dos interesses internacionais então eles estão aqui para atender aos interesses
internacionais para entender a atender as necessidades desse Imperialismo dessa colonialidade que ainda persiste né então isso é bastante complicado e isso inclusive fomenta as relações fomenta o próprio racismo do Brasil Professor kabengele munanga ali ele costuma dizer que o racismo e no Brasil é o crime perfeito porque ninguém aparece enquanto Executor do racismo todo mundo é contra o racismo E no entanto ele existe Persiste e de uma forma muito cruel muito perversa em inúmeras circunstâncias ele ainda coloca o próprio grupo racializado como sendo responsável é por sua miséria por sua condição de desigualdade é por
sua situação perante perante a própria sociedade então eu gostaria que a gente ele é esse depois esse texto né no caso vocês lessem esse Texto e fizesse uma reflexão a respeito do que isso significa vocês podem procurar inclusive outros textos do professor kabengele munanga é fã Eu peço é na na internet e é isso E aí vem os parâmetros culturais negros africanos por quê que é importante a gente falar sobre isso né porque que é importante a gente a gente reforçar né Essas construções simbólicas culturais Negro-africanas porque elas foram diz construídas historicamente né ao longo
de todos os últimos 500 anos elas foram sendo espoliados esse foram sendo diz construídas descaracterizadas menosprezados absorvidas naquilo que pudessem ser absorvidas e incorporados ao saber do dominador E desqualificados então o templo a todos Os grupos sociais eles criam seus próprios arranjos eles criam suas próprias formas seus meios de subsistência as suas representações simbólicas suas formas de dar sentido ao mundo é quando o outro grupo de um outro espaço tempo se arvora como sendo o ápice do desenvolvimento humano e de se qualifica aquele outro você tem uma série de implicações principalmente porque essa Desqualificação ela
ideológica existe no sentido de que eu estou te desqualificando para que eu possa te dominar e possa ser seu senhor é usufruir da sua das suas conquistas é poder observar e Olá tudo que tá nesse seu universo e usar inclusive contra você bom então muito embora cada sociedade tenha o seu tempo às suas necessidades suas prioridades A gente pode pensar assim é e quais são os tempos Quais as necessidades que as elites mercantis tiveram em relação à ao seu contato com as outras civilizações com as quais Eles foram estabelecendo relações não é quais os paradigmas
que trazem a essas elites europeias mercantis né Elas atropelaram o que né porque nós estamos falando de paradigmas de de valores de percepções e perspectivas De humanidades de forma de se Veres e ver o mundo né A forma como os africanos eles se relacionavam entre si com os outros grupos é muito diferente da forma como por exemplo as nações europeias colocaram para eles a partir de seus domínios né é a retomada de da própria perspectiva tende a trazer o que que tipo de diferenças Que tipo de alternativas os grupos hoje podem Encontrar levando-se em consideração
que nós tivemos aí 300 500 anos de interferência domínio e exploração é um a formação de uma de organizações sociais que não eram compatíveis Ou pelo menos não eram as tradicionais de África é a formação e a formação desses grupos dessas culturas desse momento atual é no seu próprio tempo com as suas próprias prioridades Respeitando o desenvolvimento propósitos formulados por seu próprio grupo é dentro da sua pertença da sua coletividade das relações de trabalho é isso é traz um modo de ser e de estar no mundo que pode contribuir sim com as perspectivas da contemporaneidade
é de que forma isso pode ser assimilado por nós que já estamos tão imersos e tão devorados pela pela forma de ser e estar no mundo da acidentalidade Eu e mais uma vez a cultura E mais uma vez nós estamos aqui para dizer que somos humanos mais uma vez descrevendo O que é humano é e como é difícil é conseguir dar conta de uma do conjunto de relações que coloca humanos como mais humanos e outros humanos como menos humanos isso é muito complicado isso é perverso Isso é uma lógica cruel não se cada grupo social
está em seu constante desenvolvimento e aí em seu constante desenvolvimento Cada grupo vai vai estar acompanhando a sua própria direção a sua própria necessidade os combinados aquele que foi pactuado em seu próprio grupo então é uma ação dessa sociedade a formação desse desses grupos e de cada um dos grupos ela ela necessita de seu próprio tempo para Que ela possa atender a seus próprios interesses de desenvolvimento dos propósitos que eles estão formulando né e dentro do seu seus espaços físicos geográficos E suas pertenças as suas coletividades as coisas que eles estão realizando não não tempo
de um de alguém que queira algo seu algo que você faça que queira te dominar isso isso em si é extremamente complicado Oi e essa africanidade essa esses parâmetros é que estamos discutindo aqui enquanto cultura enquanto aspectos que nos fazem humanos Isso é parece um discurso teórico só mas a vida continuou a vida seguiu e apesar de dos altos e baixos a gente tem hoje constituída no cotidiano uma realidade e essa realidade e a realidade de África hoje e aí a gente pare e pergunte que africanidade foram foi construída ao longo desse período histórico com
todos os percalços com todas as dificuldades que foram acontecendo é que tipo de valores como que é a construção do conhecimento se deu Então você teve um a Parada daquele daquela forma como o conhecimento era desenvolvido até antes do contato com a civilização europeia é que tipo de construção de conhecimento você tem hoje que tipo de representação simbólica são feitas hoje eu lembro alguns anos atrás conversando com o professor ele contava aqui em alguns grupos é em África é a mentira era algo assim passível de crime porque as tradições Eram tradições orais Então você passava
o conhecimento desenvolvimento a história do seu povo através da via oral contando falando se você preferir se uma mentira você estaria profanando o canal que conta a história dos seus você bom então por esse motivo é mentira era tão tida como algo tão pernicioso então a gente fica pensando que tipo de formulações que é construções Sociais foram sendo estabelecidas ao longo de todos esses anos é essas africanidades que estão sendo construídas hoje elas tem a ver com a população com o grupo com as etnias que estão em África hoje e as relações que elas estabelecem
então não dá para gente ficar querendo retomar uma África aqui a gente nem sabe se existiu porque ela é uma África mítica é uma África de Perspectivas do passado e hoje Quais são as construções que podemos fazer hoje é que tipo de as soluções que narrativas África nos traz hoje bom então ao longo desse desse nossa conversa eu tenho que falar bastante de construção de conhecimento da perspectiva de da ciência enfim é nós estamos falando de narrativas nós estamos falando de como um determinado do grupo é ele ele criou a perspectiva da realidade ele é
a Observa ele a pensa ele reflete acerca dela e e de que forma ele vai desenvolver uma interpretação da realidade A isso a gente pode tá chamando de narrativa e a gente tá acostumada com um tipo de narrativa um tipo de narrativa que a gente chama de pensamento cartesiano que tem tudo separado nas caixinhas nas disciplinas tudo divididinho como um corpo humano você tem um especialista para os olhos um especialista por o ouvido nariz e Garganta o espelho especialista de ossos especialista de cérebro mas o corpo humano ele não é o uma junção de partes
ele funciona de uma forma é integrada em uma perspectiva de é de narrativa de interpretação do mundo que não seja segmentada como é que é isso é possível existem essas possibilidades então é uma das coisas que a gente precisa pensar é um pouco sobre isso Temos ali dentro da dessas africanidades dessas perspectivas culturais uma na visão chamada um bluetooth e esse um Guto ele ele ele parte de uma premissa que diz assim eu sou porque nós somos Então existe essa essa premissa do coletivo e essa essa visão é muito diferente de uma visão competitiva de
uma visão individualista uma visão que consegue permear se Sendo feliz in the a semente da realização ou da infelicidade dos outros então esses aspectos nos remetem a uma formulação de ser estar no mundo diferentes bom então assim pensando na nossa problematização seria interessante gente pensar que parâmetros norteiam as nossas tomadas de decisões aquilo que a gente valoriza nas nossas relações a partir de que parâmetros nós estamos entendendo a Realidade é esse significando nos dentro dessa dessa própria realidade o que significa por exemplo pensar um mundo numa outra chave numa outra perspectiva né é aquilo que
a gente costuma chamar de a o parâmetro ou as narrativas que a gente vai colocando pela nós e que a gente ouve e em que medida essas narrativas elas vem sendo colocada para nós de uma forma tão pronta tão automática que a gente nem para para desnaturalizar as para Problematizá-los Oi e aí eu faço uma indicação de alguns autores alguns autores de Literatura e Alguns alguns autores intelectuais e filósofos para a gente entender um pouquinho como é que é essa construção de conhecimento como é que é que se vê a realidade como em que perspectivas
a gente vai estar contando as nossas histórias ou em que perspectivas as africanidades contam as suas próprias histórias E aí e aqui eu selecionei alguns autores africanos pensadores filósofos que podem dar um pontapé inicial para uma investigação para um conhecimento maior da produção de conhecimento em África e especificamente aqui em termos dos aspectos mais ligados às humanidades Mas eu acredito que uma pesquisa pela Internet Vocês conseguem encontrar muitos outros eu fico muito feliz de poder trazer esses aspectos para vocês que eu mesmo eu não tive essa formação é onde a gente pudesse ter à disposição
o contingente de autores africanos são poucos É verdade mas já é o início para que se vou começar a fazer uma pesquisa e aumentar o nosso conhecimento a respeito do pensamento africano hoje bom então agora nós chegamos aqui as Tecnologias africanas no Brasil e o escravismo né é tecnologias africanas do Brasil Roseli sim é cada um dos ciclos de desenvolvimento seja da cana-de-açúcar da mineração a questão cafeeira enfim cada um deles o ser o ser humano que veio escravizado de África além do seu corpo né que foi Julho Penteado foi maltratado foi violentado desse humanizado
Ele trouxe e seus conhecimentos e suas experiências acumuladas A partir de sua cultura é esses conhecimentos são os conhecimentos que foram usados para o desenvolvimento nacional para o desenvolvimento da desta terra que nós costumamos chamar de Brasil e é e é muito importante a gente tá trazendo esses aspectos agora porque normalmente esses conhecimentos são colocados de uma forma e forma de pagamento em forma de silenciamento é como se os grupos africanos eles não tivessem cultura Nenhuma como se ele não tivesse conhecimento de nenhum fossem absolutamente absolutamente primitivos e como a gente já viu no vídeo
anterior isso não é verdade né a a história de África e a história da humanidade se confunde a humanidade é ela tem como berço ou continente Africano então é importante que a gente saiba que houve um conjunto de saberes de conhecimentos e a cada ciclo do Brasil é os escravizados eles Eram buscados a dedo eu o que se estava é aquele momento eram pessoas especializadas em lavoura em agricultura em em desmatarem em plantar fazer o plantio inicial da cana-de-açúcar trabalhar nos engenhos aqui lembrando que assim é o Brasil exportava açúcar ele não exportava cana-de-açúcar então
é a era uma produção industrial naquele momento nós estão falando de 1.600 é produção industrial em 1600 em 1500 os anos 1500 todos Isso é uma coisa que a gente às vezes perde a noção a gente fica pensando no que tá acontecendo no hoje no aqui no agora e esquece aqui a tecnologia da lavoura é era uma coisa bastante avançada é a tecnologia da mineração era algo muito especializado e quando o Brasil disse e as pedras preciosas enfim é todo toda é aquele grupo que foi trazido para o Brasil em um grupo que foi trazido
por que tinha esse conhecimento desde lá de África Bom Então essas são questões que eu acho que é importante a gente colocar e a gente saber que os grupos que vieram para cá era um grupos que tinham seu conhecimento e que deixaram aqui seus corpos foram exauridos até a morte Aqui Neste País Oi e essa contribuição é uma contribuição que é compulsório Eles foram obrigados Eles foram trazidos para cá foram obrigados a trabalhar obrigados A usar o seu talento o seu conhecimento sem nenhum valor sendo desqualificado em muitos casos os grupos que vieram para cá
tinha um mais conhecimento daquela tecnologia do que os próprios portugueses os próprios europeus que os estavam escravizando Então é isso foi é muito é muito complexo para a gente dar pensando e o que nos levam um passo seguinte lá e por que que todo todo essa essa informação nos foi tirada Por que Que a gente não sabia disso ainda não sabe A esse respeito por que que a gente ainda continua achando o que os grupos em África era um tribos unificadas como se uma tribo fosse igual a outra ou que os grupos falassem não eram
muito mais complexos você tinha reinos você te impérios a isso nos foi tirado esse conhecimento e isso é lamentável porque sua bala auto-estima de meninos e meninas por todo para o país por todo mundo né Toda a diáspora Negra ela ela passou por isso né ela foi desqualificada sistematicamente seu conhecimento o conhecimento dos seus ancestrais por surrupiado e em troca lhe foi dada a condição de Servidão isso é muito mais complexo e doentil do que a gente gostaria meditar e lidando com isso não é e no texto do vídeo anterior eu eu indiquei o para
leitura o o artigo do professor Dagoberto José Fonseca acho que ele seria bem interessante de estar Sendo retomado é aquele que fala sobre a caderneta do fiado né é que fala da contribuição das culturas africanas e suas diversas etnias é para o mundo desde o Egito né com todo o conhecimento inclusive conhecimento que foi levado para a Grécia e depois é passado como se fosse um conhecimento advindo daqueles daqueles pensadores mas é um pouco mais amplo do que isso né E também das contribuições do Brasil dos grupos africanos para o próprio Brasil Né então pensando
e os escravizadas eles conseguiram garantir a posse da Terra para os portugueses porque não haviam um contingente de pessoas tão amplo que desce conta se não fossem as pessoas negras que estavam aqui escravizadas o desbravar do Brasil né o enterro desbravar pelo interior né então a gente imagina quem que estava indo faz ele falar os bandeirantes Bandeiras quem estavam com esses com essas pessoas quem Estava à frente ao lado quem estava atrás carregando as coisas enfim então eram os escravizados que fizeram e construíram Esta Nação e isso é importante dizer isso é importante a gente
refletir buscar mais informação A esse respeito e terceira as nossas próprias opiniões aí se a respeito bom então antes de se aprofundar um Pouco mais nessa nessa questão da escravidão né É é importante a gente lembrar algum alguns conceitos que acho que acabou ficando pouco para trás é muito comum a gente ouvir as pessoas dizendo assim ah mas em África já já tinha os escravos não foram os brancos que os escravizaram eles já eram escravizados na África e aí o pessoal só comprou e trouxe para cá não é exatamente assim né vamos vamos levar em
consideração o que que é escravidão qual Conceito que a gente tá levantando aqui agora né é quando você pensa em escravidão ou seja um grupo subjugando o outro por seja por guerra seja pôde vida seja tudo você tem isso em toda a história da humanidade praticamente e acaba acontecendo em um momento outro e esse tipo de situação tão seja no Egito Babilônia Grécia Roma nas Américas antes do envolvimento com os europeus sim avião só que a gente Precisa deixar bem claro seguinte o conceito de escravidão que se tinha no passado não é nada é relacionado
Ou pelo menos parecido com o tipo de escravidão que foi desenvolvido pelos grupos burgueses europeus a partir desse advento que a gente tá chamando de modernidade a partir do Mercantilismo Então esse tipo de escravidão é uma coisa que a única trágica e específica deste momento Oi Google E para alguns autores inclusive eles eles colocam que não existia a escravidão em África pelo menos não nesse sentido que a gente está abordando enquanto modernidade enquanto manejo exclusivo vamos dizer assim dos grupos operadores do Mercantilismo na Europa Dom em África você tinha o que eles chamavam de cativo
da Serra ou cativo da casa é uma pessoa que é ela ela ela se Colocava em condição de Servidão né Por uma questão de dívida por uma questão de guerras mesmo mas o que acontecia que com o passar do tempo essa pessoa conseguia retomar as é verdade né E em momento nenhum ela perdi a sua humanidade ela perdia os seus direitos a ter uma cultura ao aos seus cultos ela em momento algum ela deixava de ser a pessoa que ela era o tem alguns exemplos que Os as pessoas que eram escravizados ela depois de algum
tempo ela passavam a fazer parte da família ou casando-se ou tendo um tipo de relação de afetos que acabava colocando os na condição de parentes diferente dessa história que a gente tem aqui no Brasil de dizer que a empregada doméstica é como se fosse da família ser uma outra relação e é extremamente perversa é uma inclusão é complicada e tem alguns autores que traz é bem essa Relação e não é tão simples quanto parece e no segundo ponto que é importante também a gente a gente conversar eu sempre brinco com os meus educandos eu digo
assim pelo amor de Deus não vai dizer por aí que você teve aula comigo e falar que de escravos pelo amor de Deus por que que eu brinco assim porque existe uma diferença muito grande a gente você falar de escravos escravizados Quando você fala de escravo é um pouquinho da noção do que a gente acabou de conversar agora aí ele já eram escravos se antes eles sempre foram escravo eles vão continuar assim é a de infinito um disse que nasceu viveu e morreu como escravos seus filhos ou seja se dá uma determinismo para cá para
situação que não tem você não abre para alternativas e e a gente sabe que quando você faz isso você inclusive oculta 11 o Personagem importante que é o personagem do escravizador Porque se alguém está sendo escravizado se alguém comprou essas peças de pessoas em África e as trouxe para as Américas a essa pessoa esse traficante ele ele fez ele ele exerceu um papel Eliel escravizador ele não comprou essas pessoas e as libertou na esquina ele as comprou as trouxe para o Brasil elas foram vendidas foram usadas até à exaustão até o seu exaurir-se morrer né
E e fica ocultado o papel desta a figura que é a figura do escravizador então quando a gente fala do escravizado implicitamente você já tá fazendo e colocações a colocação ué nós estamos falando de um ser humano lembra ser humano tavam de novo polegar Cadê o Polegar vão voltar aqui ó polegar opositor é capaz de fazer a pinça com lóbulo frontal avantajado capaz de fazer reflexões criar representações Simbólicas da realidade formula linguagem produzir a arte criar tecnologias o que transforma um mundo as suas relações e o faz pertencente a raça humana a raça humana e
e e essa exploração desses potenciais humanos ela foi ela foi houve uma pesquisa para que isso se realizasse naquele momento nos anos do século 14 desculpe do século 15 e do Século 16 particularmente no Brasil a partir do século 16 ou seja os anos 1500 é você teve ali a participação bastante intensa da igreja que a partir do seu trabalho como missionária eu ficava conhecendo quais ela um dos potenciais das pessoas informavam a coroa e essa coroa no caso A coroa portuguesa ela direcionavam o tráfico de acordo com seus interesses quando eu falo que as
relações é a Constituir o Brasil São relações muito complexas e elas estão dando a sustentação para as desigualdades sociais ainda hoje é porque a situação é bem profunda muito extensa e e ela permeia todas as instituições todas as relações que a gente possa imaginar que foram constituídas desde o momento em que o português pisou nesta terra de Pindorama até os dias atuais e em termos de problematização e eu proponho que a gente pensa um pouquinho A respeito das elites né Os Herdeiros desses donatários dos Engenhos das sesmarias o que que qual o papel que essas
elites Elas têm no desenvolvimento do para eles ou não desenvolvimento do país então eu sugiro que a gente Leia esse artigo que tá aqui e a gente pensa um pouquinho sobre esses donatários do Brasil o Brasil com bebê pequeno porque não é o nosso Brasil é um Brasil complicado é um Brasil é que até hoje continua sendo Tomado como se fosse uma colônia estrategista mesmo na década de 2020 E aí e vamos pensar um pouquinho então sobre as resistências né porque aconteceram todas essas coisas que a gente falou mas o verbo Resistência é claro que
a gente tem que pensar num sistema extremamente violento em que as pessoas eram mortas né É tem algumas Passagens da história do Brasil que a gente ouvir as pessoas falando sobre de captação das pessoas quando os escravizadas não suportando a situação buscavam se matar ou qualquer coisa eles eram decapitados e tendo conhecimento inclusive de que para algumas culturas para algumas etnias a cabeça é o que te leva até o Paraíso cortar a cabeça com a cortaram sua a sua o seu ingresso para entrar no casais então algumas situações E devem ser muito muito é pensadas
e a gente tem que entender que o tipo de violência que a gente vive pensa crê hoje é completamente diferente daquela violência daqueles séculos de escravidão é porque ali apesar de hoje a gente ter uma política pública de extermínio uma política que não cuida e não preserva a a juventude Negra por exemplo ali você tinha os senhores dos Engenhos Senhores dos escravisados que tinham poder de vida e de morte sobre as pessoas né então é as formas de existência elas elas foram inúmeras desde a os aspectos da cultura de preservação a própria Cultura né no
vídeo passado nós falamos sobre essa reconstrução das identidades né Então essa coisa de se juntar de criar um sincretismo trazendo aos aspectos que eram obrigatórios como o os ritos católicos e O quanto isso de certa forma isso foi importante porque eles estavam dentro de uma tradição e eles conseguiam garantir os ritos funerários os seus mortos não eram largados ao relento para serem comidos pelos animais isso é muito importante para as culturas Prazeres nias né é essa coisa da família que eles foram é desarraigados eles foram as famílias foram totalmente dizimados cada cada membro para um
navio diferente o carro Diferente é tendo que reaprender a se organizar reaprender a se socializar com grupos outros e muitas vezes que falavam idiomas diferentes além do idioma do idioma do português eles ainda precisavam aprender a se comunicar com os outros escravizados das outras etnias que estavam ali né E aí construir um outro tipo de família re-significar essa essas relações de amizade a religião foi um um aspecto importantíssimo nesse drible Né tô sincretismo de cultuar os seus ancestrais os seus mitos os seus orixás a partir da referência dos dos Santos católicos Então são aspectos que
te a complexidade muito grande e que muitas vezes a gente passa ao Largo passa por cima e não consegue perceber então no caso desse sincretismo por exemplo o negro ele era o protagonista ele conseguia fazer as relações entre uma coisa e outra e ele acabou É como diz o nosso Pensador é entre entre Os seus próprios a deuses e os deuses que eles eram impostos ele acabou ficando com os dois e aí essa noção de dupla pertence o quê que isso significa em termos de rituais em termos de vida Lembrando que como eu falei era
um várias etnias vários grupos que cultuavam deuses diferentes de formas diferentes então quando a gente fala para o Zé do Candomblé lembra que nós já conversamos sobre isso quando a gente fala do candomblé É é é uma expressão que acontece no Brasil porque porque aqui reuniu-se as diversas etnias para fazer um culto único das diversas entidades das diversas manifestações dos orixás dos os outros determinados nomes eu não não deu nome no tudo agora mas isso criou também o outro tipo de relação da família extensa a forma como essa religião afro se relacionava com a religião
católica Lembrando que os Nervos também não podiam entrar nas igrejas então eles tinham que ter as suas irmandades os seus grupos e aí você começa a ter um um catolicismo diferente no catolicismo Popular que quebra um pouco os ritos tradicionais né aqui e o formal né do latim etc nós estamos falando de 1.600 de 1.500 não é houveram ainda as lutas as mobilizações desde as fugas individuais ou em Pequenos Grupos até a formação de quilombos é E revoltas né tomando fazendas sendo além de terem as fazendas tomadas em alguns casos eles eles recebiam é essa
essas terras vamos dizer assim como herança de um determinado o senhor enfim houve uma ressignificação das suas resistências E isso também se transformou numa resistência é uma forma diferente de estar e ser nessa nova terra a conquista por exemplo da própria alforria consegui Alcançar os valores que seriam equivalentes a essas alforrias vamos continuar isso no próximo slide pera aí bom então uma das formas também de resistência Era exatamente essa a compra da alforria consegui de alguma forma conseguir os valores para poder comprar era essa alforria E aí você tinha o trabalho das negras de ganha
o Quem é essa eram essas mulheres as mulheres Dos Senhores de Engenho Elas não iam para a Rua Elas não iam para Cidade quem ia para a cidade eram exatamente as mulheres negras elas iam até a cidade elas faziam os dedos de serviço e acabavam fazendo pequenos trabalhos também entrega de recados levando uma coisa ali outra aqui e recebendo o valor por isso é claro que havia o aquelas que eram Ultra exploradas por seus senhores Existe inclusive o caso de uma a menina de 13 anos que ela era Prostituída pela família né para garantir o
estudo desse que se tornou até um escritor que que é conhecido Santa Rita Durão é esse esse relato o relato da Família Cristã no Brasil então Não Existe Pecado do lado debaixo do Equador então você pode a prostituir uma jovem uma menina de 13 anos para garantir os estudos do seu filho em Portugal lá na metrópole não é então a gente tinha o Uso os arranjos né A forma como os grupos juntavam dinheiro tinham as irmandades aa como que essas irmandades a auxiliavam como que tinha essa coisa de guardar o dinheiro e como que a
gente como é que os libertos ajudavam aqueles que ainda não era enfim você tinha ainda você voltas e as instituições ainda na escravidão e depois da escravidão também né E aos poucos você vai tendo inúmeras situações nas Quais os grupos vão se organizando e criando Alternativas de resistência de resistência aqueles que conseguiram a liberdade aqueles que por exemplo você tem imprensa Negra Paulista Você tem o senso de Negritude você tem a frente negra brasileira que apesar de ter algum algumas nuances com o integralismo é uma coisa mais ou menos complicada disse disse pensaram inclusive Vale
Há algum estudo nesse sentido quem tiver o interesse tá aí mais uma dica né e até Mesmo a construção ou desconstrução do mito da Democracia brasileira que na verdade é é uma equívoco é um engodo né que se construiu para se desorganizar para deslegitimar as lutas as organizações as formas de Resistir do negro do afro-brasileiro nas terras agora nas terras do Brasil é nós também falamos sobre esqui longos né no vídeo passado eu falei bastante Sobre o Quilombo dos Palmares mas houveram Quilombos por todo todo o país onde havia escravizadas avião fugas e avião sim
os quilombos claro que com dimensões diferente arranjos diferentes do Quilombo dos Palmares mas principalmente Minas Gerais a Goiás enfim Pernambuco enfim avião e números outros quilombos e ainda hoje mas ainda temos um conjunto bastante extenso de quilombos que tem uma configuração diferente daquela configuração dos Escravos e escravizados desculpe dos escravizados é o que fugiam e que iam para esses refúgios Oi e aí a gente tem esse arranjo diferente de Quilombo né essa organização social que acaba criando uma nova ordem uma ordem diferente daquela dos quilombos durante a escravidão não ao fim da escravidão você começa
a ter a Organização de outras formas de quilombos inclusive aquilo que a gente pode estar chamando de quilombos urbanos aqui em São Paulo a gente tem Os relatos dos quilômetros do Jabaquara e da sala cura que está ali na região de Bela Vista no na região do bexiga né então de que forma que esses que esses locais né De certa forma abrigavam de forma insalubre obviamente né é as populações que receberam alforria Ah e nada mais né Nenhuma indenização nenhuma condição de trabalho nenhum nenhuma habitação de terra para trabalho em fim esses grupos Eles foram
se organizando né e de uma forma ou de outra acabaram desenvolvendo as suas sociabilidades e as suas táticas de sobrevivência né na verdade que a gente tensão exatamente as táticas de sobrevivência até os dias de hoje né vide as nossas periferias que também podem ser chamadas de de Quilombos urbanos e de resistência muitas vezes e Quilombos culturais Oi gente pensa os quilombos na atualidade de uma forma diferente do que a gente pensava anteriormente então eles têm mais a ver com a formas de ser e estar no mundo vivências comunidade comunitárias manutenção de tradições enfim é
a partir desse conceito contemporâneo de Colombo você pode identificar Comunidades desse tipo no seu município onde Quais são as principais características e aí eu ainda Posso acrescentar enquanto movimentos de resistência culturais você Você conhece algum bom então vamos voltar de novo falar sobre a questão das Relações raciais né E quando a gente fala de Relações raciais é muito comum alguém diz assim a vai falar sobre a questão do negro na verdade não é a questão do negro é a Questão das relações entre os grupos que estão em disputa enquanto um grupo ele é extremamente prejudicado
pelas contingências pela forma como a sociedade está organizada é e as suas instituições se colocam por outro lado nós temos um outro grupo que é extremamente beneficiado extremamente é privilegiado nessas relações E aí é essa relação vamos dizer assim é e acaba acontecendo um silenciamento Bastante estranho que não se fala sobre esse grupo de pessoas que estão sendo privilegiadas de uma forma ou de outra direta ou indiretamente mas só o fato de não cair sobre ela todo o peso todo o tipo de situação que acomete as pessoas que são vítimas desse racismo E aí o
nome dessa dessa situação dessa dessa organização de sistema de poder dessa organização do Poder É racismo né é a essas pessoas que passam ao Largo Das Relações raciais como se não tivessem e nenhum nenhuma responsabilidade eu esportes eu posso escolher não falar não estar não vivenciar isso a esse grupo a gente costuma chamar de branquitude e similarmente como que a gente estava conversando a pouco quando a gente dizia que você tem escravisado e você quando quando dizes cravo você não coloca o Outro elemento ou seja o elemento escravizador é quando a gente pensa nas Relações
raciais é a gente pensa que há uma atenção e essa atenção ela não é explicitado da é porque porque o outro elemento ele está apagado ele está neutralizado o é o que o que a gente precisa ter Claro é que assim mesmo que essa branquitude não seja uma escolha desse indivíduo E aí nós estamos pensando no indivíduo ele O recebe historicamente o privilégio de não ser negro de não está fora do grupo de brancos ele pode usufruir como se fosse natural e como se fosse o seu mérito é receber esses privilégios que a branquitude concede
aos seus e a branquitude inclusive ela ela tem uma coisa que a gente chama de silêncio epistemológico que quer dizer isso quer dizer que até um determinado momento da Nossa história pouco se sabia sobre os brancos na mesma forma que é pouco se sabe ainda hoje sobre os bilionários do Brasil é são grupos que existem tem grande poder grande influência em toda a sociedade inclusive consegue convencer os estratos médios a lutar as lutas deles grupo de elite como se fossem 10 desses grupos desses estratos médios né E isso através dos meios de comunicação e isso
através daquilo que a gente está chamando de senso comum de Imaginário Coletivo de um conjunto de situações e um conjunto as formulações um conjunto de representações simbólicas que faz com que esses estratos médios realmente Acredite e legitime as lutas que são lotadas para aqueles grupos lá para os grupos elitizados para os donatários do Poder ao longo da história né somos herdeiros da casa-grande cerdeiros do Engenho Então a branquitude ela ela tem esse silêncio epistemológico quer dizer que poucos a estudava até um determinado tempo vamos dizer assim que nos últimos 20 anos se esses estudos estejam
começando a se aprofundar E aí entender o que é essa branquitude é porque o os indivíduos vamos dizer assim em geral eles não podem ser culpabilizados por uma situação que o sistema coloca é um sistema racista é o sistema que ele Está estruturado na ele é a estrutura da sociedade ele dá a sustentação em todas as suas em todas as suas instituições para que esse grupo é continue no poder e que aquele outro grupo permaneça como sendo o grupo é estigmatizado então e o outro grupo continue sendo o grupo privilegiado então a branquitude é essa
condição de Privilégio que independe daquilo que você faça Você tem a branquitude e cabe Ai que eu dizendo que cabe ou não as pessoas né mas o ideal é que os a todos tomem consciência desta branquitude E se posicionem assim eu sou uma pessoa branca sou privilegiado legal Boss tu disse vou continuar sendo privilegiado mas eu sei que eu sou privilegiado e que o meu privilégio ele decorre necessariamente do prejuízo do outro mas eu prefiro assim estou feliz essa é uma posição Ou assim eu faço parte dessa branquitude não concordo com isso vou tomar uma
atitude anti-racista uma atitude para a médio-longo para desconstruir essa situação essa estrutura esta forma de organização essas representações simbólicas que dão sustentação às relações a sociais Neste País E aí Esta é a minha posição e essa é a situação que a gente coloca tá Bom e é curioso pensar né ó enquanto a Negritude é exatamente o movimento de colocar as características negras que são tão é criticada ser humilhadas diz valorizadas colocá-las em condição de afirmação de positividade de valorização Então ela quer visibilizar as relações sociais A branquitude exatamente contrário em sua essência o objetivo dela
é exatamente é Silenciar-se manter-se neutra e não se posicionar Por isso mesmo que é muito complicado se você é busca relações justas anti-racistas etc não basta de eu não sou racista é necessariamente imprescindível que se faça um movimento efetivo em prol do anti-racismo e para nossa problematização agora eu proponho assim vamos fazer uma reflexão sobre todos esses aspectos que a gente Colocou até agora raça racismo no Brasil Relações raciais negação omissão do Estado branquitude invisibilizada de inconsciência o que temos como reflexão desses aspectos equacionadas como responder o criar novas problemas problematizações a Constituição do ser
negro no Brasil tendo em vista O tipo de Relações raciais que aqui estão em publicadas e que fazem parte do histórico Brasileiro De que modo os privilégios hoje de Alguns podem vir a ser direitos sociais de todos bom então nós temos o racismo é enquanto uma estrutura sistêmica é Ampla transversal é que permeia todas as instituições e todas as relações e a gente costuma falar sempre no Brasil mas não é só no Brasil o racismo ele ele É uma estrutura que ele se espraia pelo mundo todo a partir da modernidade é sempre colocando um determinado
grupo no poder e na em Estados de supremacia sempre o grupo europeu grupo branco e particularmente o gênero masculino a bom e é detentor de poder e o que que a gente tem aí a gente tem a agora vem me dizer seus atravessamentos né Que ocorrem a partir dessa do desdobramento do Mercantilismo em capitalismo em capitalismo industrial financeiro tecnológico enfim esses desdobramentos todos eles vão é trabalhando os aspectos diversos da nossa sociedade então quando a gente pensa nessa transversalidade nesse nessa Interseccionalidade como diria a pensadora brasileira lélia Gonzalez você pensa Exatamente isso você pensa é
as relações de classe as relações de gênero as a raça e uma 10 cada em cada uma dessas camadas vou se sobrepondo e criando cada vez mais complexidades cada vez no papel estrutural estruturante vai tomando cada vez mais forma e a High grande puxando e trazendo para baixo Esses indivíduos que vão sendo atravessados por cada uma dessas situações e é de uma forma geral do Brasil a gente pode pensar em algumas consequências trágicas Como por exemplo o extermínio da Juventude negra brasileira encarceramento em massa dessas populações a vulnerabilização social de todas as populações não Brancas
EA desumanização em todos os níveis da sociedade brasileira e dessa forma a gente pode pensar alguns desdobramentos né pensando nesse sistema que é racista sexista eurocentrismo né é que pensa é cada uma dessas partes compondo uma estrutura compondo uma racionalidade né Que deve ser que vem para legitimar a compreensão de uma ordem que existe para manter as relações sociais de interesse desses Grupos estão sendo ali beneficiados é e a complexidade que vai adquirindo cada uma dessas situações esse se desdobra agravamentos cada vez piores né em termos de construção de conhecimento nós podemos pensar que a
participação por exemplo de pensadores e ativistas na vida social na vida pública na vida intelectual ao longo da história ela vem sendo apagada assim como houve o Apagamento da uma das constituintes das contribuições e das conquistas dos povos africanos a contribuição feminina aos movimentos a da própria democracia ela vem sendo sistematicamente apagada e isso porque porque essa racionalidade ela permeia todas as instituições inclusive as instituições onde Nascem onde vibrou onde acontecem os movimentos sociais e o por que isso acontece porque nós estamos mergulhados nessa racionalidade nós estamos mergulhados nessa cultura nós estamos instituídos dela ao
ponto de achar normal alguns aspectos que é na verdade ele e deveriam ser considerado como contra respeitosos vão contra aquilo que deveria ser o chamado Politicamente correto que que é O correto é o ético é o que dá condições de igualdade para as pessoas Então esses são aspectos que se desdobram a partir de um sistema o que está entrelaçado com diversas no diversos aspectos da vida social que permeiam a realidade das pessoas e as impulsionam ou as retraem de acordo com os interesses é que estão instituídos por essa ordem Simbólica é promovida e que se
apresenta como racista sexista e eurocêntrica hoje na atualidade Você tem os agravamentos desse desses aspectos sistêmicos dessas mentalidades é em incluídos dentro de uma crise econômica as dimensões são globais né e elas são históricas elas são sociais e são históricas Neste contexto pensando nessa Interseccionalidade em que é cada aspecto vai se sobrepondo ao outro né as mulheres negras elas tendem a ser as principais vítimas das desigualdades econômicas e sociais bom então a gente pode pensar em termos dessas desigualdades Então quem é a mulher negra Quem é essa mulher preta que mora na periferia mulher negra
pobre é com serviço subalternizados com baixo acesso à Educação é que constitui 78 por cento das mulheres que sustentam as famílias e que recebem e salários irrisórios são chefes de famílias nessa as chamadas famílias monoparentais chefiadas por mulheres né da Qual mais da metade moram sozinhas com seus filhos e uma outra parte aqui são casadas e um pequeno número número em torno de 17 15 Por cento dessas mulheres né moram sozinhas em suas resistências é esse estudo é um estudo que revela que quarenta por cento das mulheres chefes de família é estão morando na região
metropolitana de São Paulo e ainda nesse nesse nessa mesma avaliação né pensando nas mulheres negras e na intersecção das desigualdades a elas atribuídas nós encontramos um dado extremamente triste É segundo o ipea no período de 2006 a 2016 a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71 por cento superior às de mulheres nãon negras E aí levanta-se a pergunta que não quer calar vamos problema matizar e como eurocentrismo racismo eo sexismo ainda hoje fundamentam as sociedades no século 21 é o que diz o que dinamiza essa desigualdade e hegemonia das elites no mundo A violência
racial acaba sendo um traço da própria dinâmica dessa desse sistema Cruel perverso que é Trans passa que é ultrapassa que permeia todas as relações e todas as as instituições em termos de mortes violências por raça e cor entre 2008 e 2018 enquanto a produção os indivíduos não brancos a violência ela diminuiu 6,8 por cento é para as populações Negra Ela aumentou 23,1 por cento Esse é um dado bypay a 2018 vocês podem procurar se instala e a violência Então ela seria o uso da força né contra a natureza de alguém com o objetivo de dano
físico de coagir de torturar de causar abuso psicológico inclusive é simples dobrando inclusive em diversas formas de violência como a própria violência simbólica que aquela que você muitas vezes sequer percebe que está sendo vítima dela a situação ela Toma hummm hummm hummm aspectos tão de naturalidade naturalização de normalidade é que as pessoas que são vítimas desse tipo de violência elas acabam muitas vezes não há percebendo isso pode estar acontecendo a na forma como O que é tratado em diversos ambientes isso pode acontecer por meio das formas como o estado lida com o Acesso ou não
acesso dos nossos direitos a forma como a justiça é se coloca perante os grupos que podem ou não podem pagar uma fiança enfim e dessa forma o racismo também é Essa é uma das formas de violência principalmente porque ele ele se coloca enquanto violência estrutural é ele não só impede as pessoas de exercer o seu direito de se desenvolver enquanto ser humanos como ainda a partir das Forças Armadas do Estado sua ação ou sua Omissão é você tem uma violência que extermina as pessoas né a violência estrutural ela é gerada pela desculpe a violência estrutural
ela é uma violência que ela é gerada pela própria estrutura social pela própria dinâmica pela própria pelo próprio estado e promove assim é a justiça exploração a nossa problematização então é como perceber as formas mais subliminares e de violência impregnada no nosso cotidiano com aspectos Naturalizados a pensar consciência negra na verdade é mais do que pensar numa data comemorativa é pensar é como que o indivíduos se reconhece ou se considera enquanto negro ou mais como a que a Sociedade Brasileira de uma forma geral se reconhece percebe e aceita e está em paz com a sua
vertente Negra dentro da sociedade brasileira é Esse aspecto é de consciência negra ele ele diz praia diversas outras situações né tem a ver com identidade né aquele que lhe confere pertença ou e da distinção e é essa consciência até que ponto ela ela é efetiva ela existe de fato Ou ela é apenas uma uma construção fake e ao longo da história do Brasil é o processo de consciência negra de construção de uma Negritude ele foi acontecendo lentamente né essa percepção De que ser negro de que se tem um valor e de que Esse valor deve
ser positivado Então como a gente conversou agora pouco diversos aspectos da cultura negra da presença negra do corpo negro que eram desqualificados começaram a ser valorizados dos cabelos negros né os cabelos crespos né é a forma de se vestir a possibilidade de seria estar nos diversos espaços Onde esteja é todas as resistências todas as formas que foram É tematicamente colocadas em xeque como por exemplo a religião afro a a música Negra toda a construção cultural congadas rizadas é todas as os aspectos da cultura do povo negro brasileiro que foi invisibilizado o diminuído isso começa a
ser resgatado e colocado de uma forma positiva é para Guerreiro Ramos Ele disse que foi Um um caminho que foi encontrado né é que possibilitou ao Negro livrar-se do medo e da Vergonha de proclamar a sua condição racial levando em consideração inclusive que durante muito tempo dizer se negro era complicada as pessoas falam não você não é negro você é moreno Você é mulato se você enfim uma série de outras colocações é porque esse adjetivo seria pejorativo estaria ofendendo alguém porque ele é preto porque ele é negro ou porque ele faz parte De uma religião
de matrizes de matriz africana como el candomblé como na umbanda como outras religiões se colocam também é um dos aspectos que acabou acatando melhor essa essa colocação foi exatamente o aspecto cultural o aspecto das Artes em particular né aqui eu coloco um trecho de uma música do William e é que parece que recentemente foi gravada pelo Rappa então ele disse que bloco é esse Eu quero saber é o mundo negro que viemos mostrar para você e aí ele diz somos doido e sou bem legal temos cabelo duro somo black power então aqui alguns aspectos são
interessantes para a gente perceber então ele ele ele se coloca no mundo e ele tá perguntando quem são essas pessoas que estão se colocando no mundo dessa forma a sem vergonha de uma forma o medo de se expor mesmo Que o português não esteja correto somo doido somo bem legal E aí tem essa coisa da valorização Não importa se eu estou falando certo sou vocês estão falando errado o que importa é que eu sou legal o meu cabelo é duro é black power é um cabelo de poder eu essas construções foram sendo cada vez mais
é apresentadas pela cultura negra é particularmente os grupos mais ligados às tradições africanas Então a gente tem e em particular os grupos das religiões de matrizes africanas os grupos voltados à pro samba para o reggae para o afoxé não acabam é criando ali em uma circunstância na qual os grupos começam a convergir começam a conversar começam a refletir e começa uma valorizar aquela cultura que sai dos seus nichos vão para os espaços maiores voltam para os seus ministros vão para os espaços maiores e Elas começam a se pensar Elas começam a Criar um movimento que
faz de si mesmo é melhor e nesse sentido a gente pode destacar aqui alguns movimentos culturais né de afirmação da condição Negra Então você tem grupos a que trabalham com a questão da música com a questão da Cultura como o Ilê Aiyê Olodum na Bahia aqui em São Paulo você tem URI achei ele Obá de min você tem em termos de Posicionamentos políticos né Você tem o movimento negro Unificado a própria ao negro tem os núcleos de estudos afro-brasileiros que acabaram se desenvolvendo na maior parte das Universidades do país em particular as Universidades públicas os
corpos os conselhos de representação governamental conselho de Municipal conselho negro Municipal Estadual é diversos coletivos Oi jovens de grupos específicos de pretos e pretas por exemplo o coletivo de paz pretos e além da própria militância sindical e partidária que se destaca também é trazendo o lucros de estudos núcleos de atuação dos grupos afro-brasileiros é dentro das suas instituições e como problematização a gente podia pensar um pouquinho nessa nesse aspecto da consciência de sermos negros ou não é de fazermos parte de um país que é um País mestiço de que a nossa cultura aquele que permeia
nossa realidade está impregnado de Negritude é de africanidades né então que tipo de posicionamentos nós nos colocamos e o quê que isso implica de que forma eu tenho coragem de ser efetivamente anti-racista no meu cotidiano de forma consciente em todas essas discussões elas elas Permeiam inclusive como como lidar com isso em sala de aula como que essa cultura africana e afro-brasileira pode permitir a ou trazer benefícios para a própria sociedade brasileira de que forma isso se estabelece como a a história africana a organização a participação social a forma de ser e estar no mundo dos
grupos africanos é o pertencimento as dinâmicas de aprendizagem a formulação é e a formulação do Conhecimento como que isso é pode ser importante para os alunos é e em sala de aula levando em consideração que nas escolas públicas nós temos uma grande quantidade de meninos e meninas pretas de meninos e meninas pardos de meninos e meninas indígenas é essa africanidade assim como a indígena realidade desculpa a gente estou inventando palavras mas é essa Condição de ser também indígena como que isso se coloca nas práticas pedagógicas do nosso dia a dia nas práticas pedagógicas das escolas
as quais a gente tem acesso mesmo que indiretamente bom e é com base nessa reflexão que a gente pode pensar para além desse espelho narcísico da eurocentres idade a gente pode pensar uma nação a gente pode pensar a formulação de saberes a valorização dos corpos e da disposição como esses corpos atuam e desenvolvem e Implementam transformações no mundo é de uma outra forma que não seja esta Que nós conhecemos a partir da modernidade porque parece que sempre foi assim é o mundo sempre foi assim as pessoas sempre foi assim desde que o mundo o mundo
é assim não é desde que a modernidade Se instaurou desde que esse é esse essa essa essa forma de organização do mundo essa representação simbólica A cidade é feito e elaborada ideologicamente por um grupo de pessoas para dominar para controlar e para dar cabo de seus interesses está no mundo então isso é são perspectivas que nós precisamos pensar existem outras formas de ver o mundo existem outras formas de valorizar de encontrar conhecimento de formular a nossa existência na terra com uma formulação interessante é é a Filosofia um Bluetooth é um botou eu sou porque nós
somos Então você já parte de uma de um pressuposto é em que você se coloca na pertence a com os outros é isso em si já nos coloca as chaves diferentes de acesso às informações a essência do ser humano é a forma como ele se comporta em sociedade ele vai passar por uma outra por uma outra um outro paradigma por uma Outra por um outro ponto de vista é isso em si já é um ganho para a nossa sociedade já é um ganho para a humanidade Oi e aí nós podemos pensar em termos da nossa
problematização é é e como essa valorização a a valorização EA identidade social onde que assista ela pode [Música] transformar uma sociedade ela pode trazer perspectivas Diferentes para as relações sociais dentro da escola por exemplo E aí Oi e aí Nós entramos na sala discussão a respeito de fatores factores identitários é importante pensar que nós fazemos parte de uma sociedade né E ao mesmo tempo Essa sociedade é ela é parte de nós né Nós somos nós a constituímos e somos constituídos por ela né na mesma forma a cultura ela tem pressa em cada um dos indivíduos
Não existe uma cultura individual existe a sociedade sua cultura EA forma como cada um de nós vai se relacionar com isso né A bom então a gente faz parte de uma espécie né E essa espécie é é cada um de nós né é a identidade nesse sentido ela ela acaba sendo a forjada a partir das relações sociais é dentro do grupo social em que cada indivíduo está inserido ela existe em função do outro a a minha identidade ela Está expressa em função do outro e é essa relação que estabelece a distinção ou a associação é
um dos aspectos mais interessantes importantes fantásticos que existem particularmente na cultura negra brasileira é essa capacidade de Resistir de existir de se fazer presente de se contrapor de assimilar de transformar e de subverter a ordem que está sendo Colocado para si mesmo né É nesse sentido é essa identidade de ex-escravo é que é da nossa é é terrível particularmente para as crianças ela ela é diz construída ela começa a ser reformulada a partir do momento em que você começa dar a devida importância à Alta valorização do indivíduo e do grupo do grupo e sua cultura
né os aspectos que nos tornam próprios né que nos fazem ser quem somos Então a Negritude por exemplo é um traço importantíssimo porque tudo aquilo que era desconstruído no cotidiano é de forma desrespeitosa humilhante jocosa ela começa a ser re laboratório da ela começa a ser ressignificada e essa identidades Elas começam a fluir então quando a gente pensa é um termos de fatores que [Música] Contribuem para essa formulação de identidade nós podemos destacar para todas as todos os aspectos culturais a linguagem as linguagens artísticas a formulação de pensamento de Filosofia de conhecimento nós temos a
at no matemática nós temos a filosofia africana nós temos há pensadores das ciências humanas Fantásticos e em todos os continentes e o que acontece que existe uma pagamento existe o silenciamento É nos Espaços em que se deveria estar promovendo esse o vento essas informações não acontece E aí a gente precisa pensar né é de que forma né está sendo construída essa nossa identidade com que interesses né E aí é pergunta Quem é o negro brasileiro que identidades negras nós estamos consumindo nas escolas brasileiras Oi e para além desses aspectos da negritude é existe essa pergunta
Quem é o brasileiro é o que que essa ninguém dade por quê que essas relações de cunhadismo desde o início do da colonização os portugueses que se aproximavam dos grupos indígenas e acabavam se casando com as índias estabelecer nessas relações de cunhadismo e tal mas os filhos dessas uniões Eles não eram Reconhecidos como um filho legítimo é esse esse divido ele era considerado um Ninguém é de que forma isso se reflete nessa complexo de vira-lata que dizem que o brasileiro tem né E como que o negro brasileiro se Eu já te disse que identidade coletiva
nós construímos e brasileira é esse que brasileiro negro é esse essa seria algumas das problematizações que acharia interessante a gente fazer Neste momento e a gente pode dizer assim que a não existe um traço característico das culturas em que você valoriza sempre a cultura em que você pertence é o que acontece no caso do eurocentrismo é que esse eurocentrismo ele ele é ele é um sinônimo de dominação ele é um sinônimo de formas e representações simbólicas estruturas sociais Internacionais em termos globais que desqualificam todas as outras culturas e se coloca e coloca a sua forma
de racionalidade a sua forma de ser e estar no mundo como a correta ou a suprema e de modo tal que isso daqui a 1000 anos as outras culturas vão chegar a esse estágio aqui em tese a cultura europeia estaria ali no no século 16 e inclusive na atualidade E é por isso mesmo que a gente tem essa afirmação né a emergência BC eurocentrismo dessa forma como ele está colocado no mundo hoje desce emergência Você tem o racismo EA formação desse Atlântico negro que a gente tá se referindo quando a gente vai falar a respeito
da das relações que se estabeleceram entre a a Europa e os outros continentes né é time boca errando e ele ele ele diz o Seguinte a história da modernidade começa com violento encontro entre a Europa EA América ao final do século 15 e é lá pelos mil e quatrocentos e tá tá lá no finalzinho quase 1.500 porque a parte desse fato se esboça Nos Dois Mundos uma radical reconstituição da imagem do universo tão para ambos os continentes as coisas iriam ter grandes mudanças Só que essa violência é ela marcou muito mais as relações é para
para as Américas para a África para os continentes invadidos que sofreram com a violência sofreram com a imposição da força a exploração e termina de seus povos a colonização é E no caso de África é um e o retirar de sua população numa diáspora é incrível e indescritível até hoje né É no Brasil extra essa constituição nesse é criar um racismo que é tão estrutural que ele ele ele permeia As relações sociais com uma mentalidade com uma racionalidade é [Música] similar àquela do Senhor de Engenho as classes dominantes no Brasil as elites aquele um por
cento de um por cento eles desqualificam a própria nação eles não se colocam como membros dessa nação e se constitui com a parte E ao qual seria é permitido é tudo e em detrimento dos outros grupos então é além do abuso das populações em termos de trabalho em termos de exploração é O Extermínio dos grupos que não interessam a o uso dos recursos naturais do país como se fossem propriedades particulares deles não Essas são algumas das características que vem com essa Euro e esse eurocentrismo esse racismo e essa formação do Mundo desse mundo Atlântico né
particularmente no Brasil o bom então só para voltar um pouquinho né É nesse período né nesse período Inicial lá quando a gente tem as grandes navegações a descoberta A Bússola esse momento de encontro das culturas do acidente com o restante do mundo você tem a formulação de uma relação de superioridade e inferioridade Dos grupos étnicos a partir de uma coisa que eles inventaram chamada raça lembrando desde o outro vídeo nós já conversamos sobre isso é raça em termos de humanidade não existem é eu vocês podem pegar por exemplo o livro do Guido barbujani é além
de tensão das raças aí você pode pegar todo o trabalho é que está sendo que foi divulgado nos anos 50 as raças humanas não existem essa é uma construção é Social tanto que ela é usada enquanto categoria social Aí sim né porque ela cria marcadores sociais de distinção e que é interferem diretamente nas relações entre as pessoas as relações sociais as relações culturais no mundo dão raça é um conceito sociológico né ela não é biológica e ela marca exatamente essa noção de que alguém criou esse Conceito para criar uma divisão uma hierarquiza são né a
partir da Qual é esse grupo é permanece no topo e desqualifica e os outros grupos enquanto é usurpar enquanto faz o uso dos corpos enquanto cria uma série de estratégias de dominação de enfim imperialismo colonização e por aí vai e não a situação do negro escravizado ficou bastante complicada porque e como a gente costuma dizer O pós-abolição foi assim a a liberdade e nada mais né Então as pessoas elas não tinham emprego ela ou ela se submetiam a permanecer nos locais onde elas estavam ou elas e para a vida não é um dia assim então
passar daquela festividade vamos dizer assim é o que que aconteceu né Você tem o escravizado com um estigma de esses cravo havia um conjunto de regras um conjunto de leis inclusive é que foram instituídas e cada uma dessas leis Tinham um objetivo de barrar de impedir o desenvolvimento desse desses indivíduos Então até mesmo por medo de que o Brasil se transformasse no Haiti ou qualquer coisa do gênero e você tinha ali de terras desde 1950 que impedia os negros de terem a acesso à terra né os impostos enfim é você tinha a lei de vadiagem
então das pessoas que não não conseguimos empregos elas vagavam pela cidade eram tomadas Por vagabundo e eram presos por vadiagem essa lei ela ela continua ainda em vigor de alguma forma né Então essas essas situações todas elas foram colocadas logo após a abolição se não tinha acesso à educação não tinha acesso às condições de moradia em fim muito menos de trabalho nessa situação toda o a gente pode dar de está e é particularmente algumas formulações que alguns grupos De intelectuais brasileiros acabaram desenvolvendo é em uma delas ela consta no documento original do senso de 1920
Onde eles fazem uma um prognóstico o prognóstico que até o os anos 2000 não haveriam mais negros no Brasil em que nós temos é que em 2020 55 porcento da população se alto declara Negra né é outro aspecto e esse esse documento é você pode encontrar sobre a autoria de Oliveira Viana também eu vou ver se eu consigo colocar para Vocês na bibliografia também é outro aspecto que foi construído né é o que a gente chama de Mito da democracia racial ou um racismo cordial ou qualquer coisa que valha é essa construção né se mito
da democracia racial apesar a ser atribuído ao Gilberto Freyre não existe nenhum uma parte de documento importante pelo menos que que ele ele City isso talvez Arthur Ramos para Arthur Ramos traga isso em algum trabalho mas o próprio Gilberto Freyre não e o que que seria esse mito da democracia racial eu usei esse mito com o nome diz é uma é uma inverdade né Ele é uma construção mais uma construção simbólica mais uma forma de representar ideologicamente né Há a ideia de que o Brasil não é um país racista em que o Brasil é aqui
no Brasil você teria uma democracia das raças então Diferentemente por exemplo dos Estados Unidos o dia da África do Sul você não teria uma legislação que impedisse as pessoas é de evoluírem de acessar cargos públicos enfim é Oi e aí a gente tem uma forma de racismo do Brasil que é muito pior que o racismo velado Então como você não fala sobre esse racismo como esse racismo não existe então não tem como reclamar Não tem como você se articular para conseguir direitos civis como por exemplo no caso dos Estados Unidos não Quis que a forma
do racismo dele seja seja melhor não existe racismo melhor o racismo pior não existe racismo é mesma coisa que falar não existe é mais morto menos morto morto é morto então racismo nesse sentido ele ele ele usa dessa ideologia né É é usada é pelos grupos na dominância nos grupos É principalmente os ligados a mídia os ligados a produção de conhecimento inclusive né o mundo acadêmico tal Esses grupos em princípio divulgaram muito essa essa essa ideia né é que incluia o Brasil no mundo de uma forma excepcional né pintavam um Brasil muito diferente daquele que
existe é isso aconteceu e isso assim acabou passando por um momento de grande ufanismo vamos dizer assim principalmente após a Segunda Guerra e aí a Unesco Nega foi formulada a partir da Organização das Nações Unidas Nações Unidas E aí a Unesco resolveu fazer uma pesquisa aqui no Brasil para saber como é que era essa democracia racial no Brasil qual não foi a sua é essa e é por volta dos anos 50 a Anísio Teixeira era responsável pela secretaria de educação e saúde da Bahia e ele fez um acordo com a Universidade de Columbia eles começaram
a fazer um grande projeto na região da Bahia para saber como é que era a relação entre a comunidade era e a educação chamados estudos de comunidade É como ele já estavam fazendo esse trabalho a Unesco acabou se aproximando e ampliou um pouquinho essa discussão porque a questão racial já estava sendo apresentada pelos pesquisadores de Columbia em seus relatórios que eram um apresentados periodicamente a E aí foi fim e esse esse grande projeto que eu chamado projeto Unesco ele tá à disposição na Internet vocês podem ver e ali o que que acontece é ali eles
desconstrói todo o mito do da democracia racial brasileira apresentando as inúmeras formas de racismo fazendo algumas comparações entre Brasil e Estados Unidos é o que no final das contas nos deixa da mesma forma o como eu acabei de dizer agora um racismo diferente mas o racismo Bom Então apesar desse desse desmentido né do mito da democracia racial a partir de 1964 a gente teve o golpe militar E aí é uma série de situações foram criadas né para divulgar um padrão Cultural de interação interracial né E esse padrão se colocava como igualitário né e trazendo assim
aquela aquela discussão de que das três raças enfim Vivendo em harmonia e etc é enquanto modalidade de de racismo é esse é um discurso Sofista quer dizer ele cria todo uma argumentação só que é muito bem construída só que não tem nenhuma fundamentação na realidade ela promo o silêncio né ele grande ao grande Marco a grande tragédia dessa situação é que ele efetiva um coletivo um Imaginário coletivo que vai permear a sociedade brasileira até os dias de hoje então às vezes a gente ouvir algumas pessoas dizendo assim ah mas eu não acho que o que
o racismo isso Que o racismo aquilo eu acho que todo mundo é igual eu acho que então a questão que se coloca nesse nessa discussão é que a questão não é o que eu acho não é o que a maior parte de nós que estamos aqui assistindo vivenciando essa aula acha a questão é que existe uma estrutura e a partir dessa estrutura dessas Relações raciais que os grupos são exterminados o que as pessoas não conseguem empregos que existe é um Uma exploração expoencial da mão de obra é mais pobre mas vulnerabilizada e esses aspectos ainda
perpassam né É por atravessamentos outros e pelo silenciamento pela invisibilizar invisibilização da dos próprios privilégios que a branquitude tem que uma determinada classe social dentro da Estrutura hierárquica do país usufruir A reflexão que eu gostaria que a gente fizesse é pensar um pouquinho como é que como se deu a resistência dos africanos dos ex escravizadas né é depois da Abolição né a marginalização a falta de emprego a questão de habitação como esse esse esse homem negro em particular principalmente o homem nego se colocou neste mundo porque as mulheres Elas Começaram com o trabalho doméstico elas
pegavam as roupas das pessoas e eu lavar em passava entregavam agora os homens negros tinham mais dificuldade de lidar com isso como é que a gente pode interpretar por exemplo esse texto que a gente tem aqui e o Brasil é um país desigual ea ea desigualdade brasileira ela ela se estrutura nas Relações raciais ela se estrutura a partir das relações de racismo e de discriminação De desigualdade e é importante a gente é trabalhar um pouquinho nesse aspecto porque às vezes as pessoas falam assim ah mas existem todo ninguém é igual as pessoas são diferentes então
é quando a gente fala desigualdade nós estamos falando não de pessoas que são diferentes diferenças é uma coisa desigualdade é quando a gente coloca pessoas Diferentes dentro de uma mesma sociedade que deveria gozar dos mesmos direitos sociais bom e que são tratadas de forma desigual não haveria necessidade de haver uma igualdade por conta de uma igualdade é essencial igualdade jurídica uma igualdade que se estabelece enquanto cidadania é mas infelizmente essa relação se coloca de forma perversa Os Edis qualifica o causando prejuízos pobreza falta de acesso à educação saúde habitação condições dignas de vida e submete
as pessoas e a situação cada vez mais vexatórias pela sobrevivência E aí E aí nessa havia de raciocínio a gente vai Percebendo que esse essa frase é muito muito emblemática a racionalidade escreve escravista é a mantenedora das relações altamente desiguais na sociedade brasileira até à contemporaneidade não basta haver uma grande de uma grande distância entre os mais ricos e os mais pobres entre os mais pobres a As populações racializados Ainda recebem o estão nas piores condições da sociedade a cinquenta por cento da população negra é encontra-se abaixo da linha da pobreza o 25 porcento é
tão abaixo da linha da indigência e isso Esse é um dado extremamente alarmante bom então a gente tem que é estrutura Social e é institucional e é socioeconômica do Brasil ela produz o racismo ela é estrutura adra no racismo esse racismo ele produz as desigualdades e essa desigualdade ela produz as pobrezas o e os seus extremos E nessa problematização Oi eu gostaria de acrescentar mais uma mais um questionamento Mais uma falta para reflexão e é se o principal determinante da pobreza no Brasil é a desigualdade e essa desigualdade ela é formulada é pelas Relações raciais
que se estruturam E são estruturantes do Brasil quais as alternativas é E para que a população é negra não branca é possa ascender possa sair dessa situação de pobreza e inclusão perversa bom então enquanto alternativas para as relações entre os países em África e no final dos anos o final do século 19 e início do século 20 fui para o posto né O movimento é que se chamou panafricanismo Pan no sentido de toda né total né africanistas elementos africanos os as etnias os grupos As populações povos africanos né é estariam se unindo para formar um
estado único né um dizer assim de uma forma diferente de organização que não fosse estados-nação como é foi deixado pela pelos colonizadores europeus Essa é uma das coisas que é interessante A gente pensar que também é é que esse movimento ele e foi pensado por pessoas fora de África né é particularmente Marcus garvey e o duplo Ah é que eram pensadores né ele que estavam nos Estados Unidos e começaram a elaborar essa proposta de organização social uma proposta para lidar com as dificuldades fazer a defesa dos direitos dos povos africanos é pensando no desenvolvimento de
uma de uma unidade é o africano em princípio Inclusive a ideia seria reunir novamente as etnias que tinham sido separadas né pela pelas colonizações europeias de forma que elas pudessem retomar as suas origens e culturais e a longo do tempo essa proposta ela foi Tomando outras outras perspectivas os grupos africanos começaram a participar mais efetivamente Dessa e a um dos principais dados vamos ver assim é que houve um pensamento diferente então ao invés de pensar a África como tudo pensar se ia a África Subsaariana ou seja abaixo da linha do Saara que a chamada África
Negra a África do Norte que estaria mais ligado aos povos árabes ela ela não estaria tão próxima pelo menos não nesses momentos dessa dessa unificação vamos dizer assim uma outra proposta é a dinâmica de se trabalhar Com o eixo sul-sul né e os países 2 em todos os países a questão mais próximo e coincidente mente são os países que sofreram com a colonização e com as relações de dominação com os grupos da os grupos hegemônicos em em Europa então esses esse essa reunião vamos dizer assim dos grupos e dos países desse eixo Sul é peria
como objetivo principal principalmente é pensar em Soluções para os problemas que são comuns pensar em alternativas e desenvolvimento moto sem a relação de independência sem a relação de domínio ou de exploração Então essas alternativa quem teriam inclusive cooperação dentro dessa dessa perspectiva dos estudos decoloniais lembra nós conversamos sobre isso descoloniais aquele que não tem mais não É mais uma coluna mas ainda mantém aquele traço decolonialidad as perspectivas a cultura que ali foi colocada o de Colonial é aquele que está querendo estar pensando exatamente em formular as suas novas Produções e os novos paradigmas né é
de forma a conseguir autossuficiência Independência crescimento local é e compartilhar de interesses coletivos E Durante muito tempo o Brasil estabelecer algumas relações com a África intelectuais negros como Abdias nascimento compartilhavam dos ideais panafricanismo contribuíram inclusive intelectualmente para essa construção no início do Século 21 Os o governo os governos brasileiros eles ampliaram também essa essas relações internacionais Brasil A África é nessa nessa nessa perspectiva é dessas relações sul-sul né o Brasil durante um tempo despontou como um país líder dentro desse Cone Sul mas atualmente hoje é as relações parecem bastante inertes vamos dizer assim ó tô
pensando no desenvolvimento dessa proposta ou propostas similares em Que países de condições similares que passaram pela colonização que buscam alternativas de desenvolvimento como que a gente pode pensar essas alternativas indo de encontro né Aos interesses do mercado globalizado das Nações e das potências em mais industrializadas e inclusive pensando no próprio fomento da indústria da Guerra e nessa perspectiva a gente chega a Esse aspecto que é a diversidade dos racismos no século 21 né a gente pensava que o século 21 já não estaríamos mais discutindo esse tipo de abordagem os classicistas eles estão se expandindo né
nós tivemos um grande retrocesso inimaginável vamos dizer assim é E os diversos grupos estão sendo colocados na berlinda também e da mesma forma Claro começam a Ver também as mobilizações as as reações né a que vão tentar da conta e se posicionar a inúmeras medidas que estão sendo colocadas é em voga na atualidade quem é bom Então na verdade que nós estamos vivendo são um grande retrocesso na verdade em que A discussão é do racismo ela é colocada de lado então o inconsciente coletivo não existe mais essa questão né pelo menos é essa a ideia
que você quer passar a existem novas formas de supremacia racial tentando ratificar essa racionalidade de Senhor de Engenho né é o mito da democracia racial brasileira É parece querer ressuscitar mais uma vez né E essa fala não somos racistas e enfim Você tem a violência institucional é aplicada ela seja marginalizando o clima analisando a pobreza o incluindo perversamente né esse terminando e assassinando grupos não brancos no cotidiano da Vida nacional e essas coisas é sendo apresentadas quase como se fossem naturais as pessoas morrem Isso faz parte então é uma desumanização é De grupos inteiros né
desumanização daquele que está sendo olhado como menos humano e desumanização por parte daquele também olha para o outro como se fosse menos humano porque ele perde a sua humanidade também então o racismo cada vez mais velado cada vez mais o culto as Relações raciais no Brasil é o sendo dissociadas né e o pensamento Das populações negras e das populações indígenas ou seja dos grupos não Branco sendo mais uma vez colocados de forma a serem silenciadas hoje mais do que nunca as Relações raciais ela é precisão entrar no debate e é necessário que se fale sobre
isso que se converse que se apresente argumentos e que os estigmas sensos comuns estereótipos eles possam ser apagados né as leituras E deu lógicas do quadro Nacional elas precisam ser explicitados tanto a a questão de gênero como a questão racial como as questões de construção de um pensamento social de um pensamento Nacional de um pensamento próprio de cada um dos grupos que estão sendo marginalizados culpabilizados criminalizados isso tu se apresentar num debate aberto e Franco né É importante que o Brasil é Estenda a mão para o Brasil é importante que o Brasil possa falar e
ouvir o outro Brasil né é importante que a gente se coloque perceba as realidades e principalmente se disponha a uma ação efetivamente anti-racista no cotidiano nas nossas práticas sociais nas nossas práticas de trabalho nas nossas vidas de uma forma Geral e com base nas nossas discussões as nossas reflexões do dia de hoje é pensando nos versos de Cazuza é possível é possível e identificar quem é o sujeito indagador das questões propostas na canção acima e para quem ele se dirige Quem é esse Brasil por seu ali dizer nada bom então finalizando essa nossa conversa de
hoje a nossa aula essa essa troca Meio virtual meio meio simbólica né final eu também sou um ser humano compositor com o Polegar opositor é capaz de fazer reflexões e criar representações da realidade eu e vocês né esperemos que essa nossa capacidade de transmutar o material possa nos encaminhar para soluções pras questões que estão sendo postas no nosso dia a dia e particularmente No que diz respeito ao racismo estrutural racismo Institucional a as condições que permeiam e que são tão danosas particularmente para as nossas as crianças nossos jovens é de uma forma o jogo acaba
sendo o grupo mais vulnerabiliza veu né dessa dessa equação então eu espero que vocês possam ler todos os slides vão atrás de outras informações na sequência eu deixo aqui alguns a alguns materiais algumas indicações Bibliográficas botar um pouco extensa mas assim é para que a gente tenha a opção a maior parte desses desses materiais que estão aqui eles estão à disposição na internet então eu espero que vocês possam ler se aprofundar trocar ideias com outros a outros estudantes levar para os seus locais de trabalho para sua vida pessoal e de bater e principalmente A fazer
problematizações né pensar para além daquilo que a gente tá vendo para além das formulações que são apresentadas né que outras questões vocês podem usar colocar que outros aspectos podem ser apresentados ou questionadas ao longo dessa dessa nossa conversa dessa nossa aula de hoje então muito obrigada a todos eu espero que vocês tenham um bom aproveitamento e tchau Eu sinto muito me perdoe sou grato eu te amo E aí