batebola ele ele mexe com o Imaginário né e o que talvez nem todo mundo saiba que todo batebola é um artista cono já desde pequeno desde criança a gente via na rua aí já dá aquela vontade de sair para saber como é que é aí em 2011 eu fui ver na na turma Nilópolis vi como é que era o barracão como é que era as coisas como é que era como é que como é que fazia achei legal interessante acabou que viciou o batebola entrou na minha vida criança assim eu não sei nem eu não
tenho nem dimensão assim de data né datada de quando foi a primeira vez porque eu era muito criança fez parte do da minha memória né meu irmão meus primos todo mundo saía meus amigos todo mundo saia de batebola então o batebola ele ele é uma memória ancestral e que perpassa minha vida inteira assim né eu me tornei olheiro mesmo quando eu vi as fotos do meu pai ele vesti de bate bola a bateu a curiosidade quer saber como é que saí né atrás daquela fantasia e essa foto aqui representa Isso aí até hoje eu dou
continuidade né tem outras fotos também mas essa daqui foi a mais marcante que foi o começo de tudo o bate bola ele determina tudo que eu tenho de memória cultural assim né de memória e não no lugar só da memória da cabeça assim mas do meu corpo eu bati bola eu já eu comecei a sair assim em grupo há 20 anos atrás foi em 2004 foi o primeira primeira turma que eu saí mas antes disso a gente já brincava com os Cariri né que que era os kariri era aqueles batebola de duas bandas que era
tipo macacão E aí o Cariri é o quê é um nome indígena né o nome de malê indígena né de um grupo né de um grupo étnico E aí o Cariri tem a ver com o quê eles usam o que cocá né o cocá são penas e a gente tem as máscaras por exemplo né que hoje depois de muito tempo tem um outro olhar também sobre o batebola assim né que eu fui pesquisar mais a fundo também assim e aí tem a ver com sciri assim que tem a ver com o cocá então isso tem
a ver com uma memória muito ancestral que eu aprendi assim é você dar continuidade à cultura eu ouvi de pessoas mais velhas passei a praticar hoje eu passo para pessoas mais novas entendeu que é a cultura no Rio de Janeiro que é uma cultura basicamente Só existe aqui no Rio de Janeiro bate bola então uma parada assim que é legal que passaram para mim hoje eu repasso no final do do do do carnaval sempre dou as as minhas coisas para crianças para incentivar para fomentar fica fica legal que aí eu tô incentivando como me incentivaram
quando eu era pequeno hoje em dia eu incentivo as crianças também então o batebola cara é uma parada que para quando você é criança que é um mundo é um universo paralelo é universo que chega ali né e não chega só no carnaval porque chega nos barracões o que acontece para você fazer o batebola né fevereiro você passa o ano inteiro ali nos barracões Então os cabeças de turma normalmente são lugares são Quintais né garag é uma casa é de uma família nada e aí tem uma casa vazia então ali vira os barracões Então vira
um grande encontro um lugar de Grande Encontro onde a gente se encontra para fazer as fantasias para estampar os os tecidos né hoje em dia um pouco menos porque hoje em dia existe mais recurso tecnológico né para para fazer os bate bolas Mas antes a gente fazia no na no palitinho hoje em dia assim mudou muito desde que era desde lá para trás uns 10 20 anos atrás mudou aqu essa parte de assustar de gritar hoje em dia mais se divertir brincar fazer uma ter aquela coisa de uma fantasia mais bonita que a outra o
meu o meu tênis é é mais bonito é mais caro tal Hoje em dia é mais a parte de ostentar de uma meu adereço é mais legal entendeu a autoestima se levanta também porque a gente a gente não é sapatilha a gente é bola e Bandeira é bola e beiga então a a gente usa mais tênis de marca entendeu disputa também que é ma uma guerra de ego também porque tem não tem só a minha turma tem outras turmas também aí se torna aquela guerra de ego de de quem bate bola tá mais bonito quem
gastou mais no batebola entendeu Aí tem gente que já gosta mesmo já de sair em turma mesmo cara mesmo para falar mesmo pô sair nessa turma tal e ela gastou tanto fantasia foi tanto o tênis foi tanto é uma magia mesmo né o dia da saída por exemplo é um grande acontecimento reúne criança idosos mulheres homens todo mundo gêneros cores tá todo mundo ali aonde tá todo mundo na saída n e tá todo mundo em prol daquela manifestação cultural isso é muito bonito então uma cultura como essa ela precisa muito de incentivo porque Olha quantas
crianças podem P ser Transform através do batebola né antigamente tinha os festivais hoje em dia já não tem mais os festivais acabou os festivais muito por conta da violência também mas tem muitos grupos de resistência também tem muitos grupos hoje que tão pela cultura é muito importante que a gente Olhe pelo pelo grupo que tá pela cultura pelo grupo que tá ali pelo pelo pelo amor né O legal do batebola é que cada um é de um jeito e então aí você você imagina que basicamente aí tem 100 200 turmas pelo Rio de Janeiro como
é que é é a cabeça de cada um para fazer um de cada jeito e ser menos o menos parecido possível apesar de todo mundo ter a sua ideia às vezes c é uma ideia mais ou menos igual à outra então eu acho que a parte da lacra é uma parte bem bem difícil de fazer aa mar que é de corte é são partes de retalhos e desenhos diferentes então é uma das partes que eu particularmente acho mais difícil a fantasia que a gente faz cada uma tem um tema então cada tema já as pessoas
já gostam né tipo de desenho animado ou Realismo que Realismo que a gente fala de uma pessoa que foi importante numa história entendeu Aí se conecta essas coisas transmite PR rapaziada que já já gosta também que a gente sai também muito também gente do Rio de Janeiro Praticamente tudo da Zona Oeste Baixada a zona sul quando a gente coloca a máscara é é sobrenatural aqui já não é mais um uma pessoa já não é mais o Juninho já não é mais o junet já não é mais o rei Black aqui é um estado de espírito
aqui é uma criança aqui é um adulto aqui é um velho aqui é um moleque aqui é um menino né E quando a gente coloca a máscara é é como se fosse um ancestral que che e que toma conta do nosso corpo que toma conta da gente que a gente só vai entender mesmo 6 horas da manhã quando a gente realmente tira a máscara bebe uma água tira a roupa aí a gente vai entender o que aconteceu porque quando a máscara Tá mesmo dentro da gente na nossa cabeça a gente também tá dentro dela o
bagulho é doido