o Olá pessoal eu sou a professora Raíssa Lobato e na aula de hoje nós falaremos sobre a história das terapias comportamentais embora o termo terapia comportamental de a impressão de um tipo específico de intervenção Clínica Não Existe um único modelo de terapia comportamental logo podemos considerar a terapia comportamental como um campo Mais amplo por exemplo psicoterapia funcional analítica afap terapia da aceitação e compromisso a arte EA terapia cognitiva dentre outras o campo das terapias comportamentais é portanto composto por terapias que utilizam intervenções mais ou menos fundamentadas na filosofia de rigorismo e para que possamos entender
melhor esse retrospecto histórico é fundamental que entendamos as Três Gerações das terapias comportamentais a primeira delas data da década de 40 que foi caracterizada pela modificação do comportamento isso porque era muito utilizada as técnicas do behaviorismo para a mudança do comportamento a segunda geração data da década de 60 em que tem como característica principal a revolução cognitivo-comportamental em que são apresentadas técnicas de modificação de pensamentos e crenças distorcidas e por fim temos a terceira geração que data da década de 80 que se caracteriza pelo retorno ou birreveurismo a importância do contexto e o foco na
relação terapêutica é a primeira onda ou primeira geração caracterizou-se por tanto pela modificação do comportamento na década de 40 os behavioristas radicais realizavam intervenções fundamentadas nos conhecimentos teórico do behaviorismo radical e empíricos da análise experimental essa geração tinha uma insatisfação com o modelo de psicoterapia tradicional vigente era um período em que havia uma forte influência psicanalítica o método introspectivo e baixa a comprovação científica da eficácia desses tratamentos os profissionais dessa geração aplicavam técnicas de modificação do comportamento em ambientes específicos como escolas hospitais psiquiátricos e penitenciárias em 1953 linsley Skinner e solo um fizeram a primeira
referência ao termo terapia comportamental que Bom dia a utilização dos procedimentos que envolviam o condicionamento operante junto a pacientes de instituições é a segunda geração data do final da década de 50 em que surge o modelo cognitivo-comportamental de Albert Ellis já na década de 60 surge a terapia cognitiva de Aaron Beck baseada no modelo cognitivo na década de 70 temos o grande Estopim da terapia cognitivo-comportamental que ficou conhecida como revolução cognitiva ainda Existiam os terapeutas da modificação do comportamento mais surgiram e números terapeutas que passaram a incorporar conceitos teóricos de outras abordagens cognitiva na sua
atuação Clínica o foco de atuação dos terapeutas dessa geração era o atendimento de pacientes adultos em terapia Face a Face em consultório a principal diferença entre o modelo cognitivo e o modelo behavioristas é o o aumento dado aos eventos privados é a principal crítica que os cognitivista as faziam era segundo eles A análise do comportamento dava grande ênfase nas variáveis ambientais e desconsiderava os eventos privados como mediadores de qualquer ação dos indivíduos logo atuação Clínica passou a ter a necessidade de ser complementada com outros modelos teóricos A partir dessa argumentação os terapeutas cognitivo-comportamentais privilegiaram o
desenvolvimento de estratégias de alteração de pensamentos ao invés de intervir diretamente nas contingências externas relacionadas ao comportamento focalizado o que se tornou característica marcante para distinção entre terapias cognitivo-comportamentais e outras abordagens clínicas comportamentais é a definição de terapia cognitivo-comportamental compõem alguns elementos como por exemplo é uma psicoterapia breve estruturada orientada para o presente para a solução de problemas e para modificação de comportamentos e pensamentos disfuncionais essa terapia ela é baseada no modelo que afirma que os transtornos psicológicos envolvem pensamentos disfuncionais os pensamentos negativos portanto não são apenas sintomas da dessa visão eles mantêm o quadro
depressivo pois contém distorções que afetam o modo de sentir da pessoa os objetivos da terapia cognitivo-comportamental são proporcionar a pessoa um novo hábito de pensar ampliando sua consciência e ajudando a é a realidade de modo Realista e justo em outras palavras o grande objetivo é a modificação dos esquemas cognitivos e agora veremos com um pouco mais de detalhes alguns enfoques que influenciaram as terapias comportamentais contemporâneas foram as aplicações terapêuticas derivadas do condicionamento respondente do condicionamento operante da teoria da aprendizagem social e da modificação do comportamento cognitivo e o enfoque respondente foi resultante da transição gradual
dos achados e conceitos derivados da pesquisa experimental para aplicações clínicas o estudo mais famoso foi experimento feito com pequeno Albert no qual Watson e Renner demonstraram que estímulos neutros poderiam passar a eliciar reações de medo Esse estudo contribuiu levantando evidências de como as fobias são criadas ou ainda como elas podem ser tratadas e e limitadas o estudo de Jones foi outro importante avanço para o desenvolvimento da terapia comportamental nele foram testadas 7 técnicas anteriormente sugeridas por Watson e Renner para eliminar reações emocionais de medo em crianças institucionalizadas com isso houve a demonstração da eficácia do
tratamento do Medo a partir de uma abordagem e direta do comportamento e no final dos anos 40 Volpi desenvolveu uma técnica para tratamento da ansiedade a conhecida dessensibilização sistemática essa técnica envolvia inicialmente a exposição do indivíduo a um estímulo descrito pelo mesmo como ele se a dor de ansiedade em Associação com o estado de relaxamento que deveria inibir essa reação emocional na presença daquele estima o enfoque respondente foi predominante na terapia até a década de 50 quando análise de problemas comportamentais era restrita a um modelo explicativo do tipo estímulo-resposta e vejamos agora o enfoque o
perante as técnicas operantes foram mais difundidos nos Estados Unidos onde algumas universidades Americanas tornaram-se centros para pesquisas em condicionamento operante uma das principais técnicas foi a economia de fichas que era um sistema de reforçamento para alterar comportamento de pacientes psicóticos reduzindo a frequência de vários comportamentos inadequados Essa era uma estratégia viável para ser aplicada em larga escala em ambientes planejados como escolas e organizações apesar da evolução da terapia comportamental com aplicação Clínica dos princípios operantes a ênfase numa intervenção direta nas contingências de reforçamento parece ter contribuído para que os eventos privados ficassem em segundo plano
o Peter manifestou sua preocupação com a necessidade do desenvolvimento de habilidades pessoais do terapeuta para que a aplicação de técnicas comportamentais tivesse êxito a partir da década de 60 os terapeutas comportamentais começaram a se preocupar com temas como a relação terapeuta-cliente a queixa relatada pelo cliente aceitação de evidências clínicas EA valorização dos eventos privados bandura critica a terapia comportamental por um suposto determinismo ambiental excessivo embora estivesse fazendo referência ao modelo respondente com a teoria da aprendizagem social como base Ele desenvolveu o conceito de aprendizagem vicariante ou por observação no qual o indivíduo aprende uma resposta
a partir da observação de sua emissão a outra pessoa alguns teóricos afirmavam que o modelo de condicionamento respondente era insuficiente para uma psicoterapia efetiva dessa forma no final dos anos 60 predominavam uma avaliação paradoxal da terapia comportamental ao mesmo tempo que havia o interesse geral pelas suas técnicas existe um desinteresse ou insatisfação dos novos terapeutas comportamentais pela teoria behavioristas tal situação tornou-se então propícia para a inserção de outras teorias e técnicas no campo da terapia comportamental gerando distintos modelos de análise intervenção e propostas para adoção de um ecletismo teórico a terapia portanto estava fragmentada em
meio ao ambiente de indefinições alguns terapeutas interessados na maior valorização dos aspectos os objetivos no processo psicoterápico podemos citar Albert Ellis Aaron Beck Michael Marrone e Donald meichenbaum Que desenvolveram de forma independente novas abordagens terapêuticas apesar de terem sido desenvolvidas várias abordagens terapêuticas existiam algumas semelhanças das terapias cognitivo-comportamentais que estavam sendo desenvolvidas uma delas era a atividade cognitiva afeta o comportamento essa afirmação resgata a ideia de que alterações cognitivas levariam a alterações comportamentais a segunda é a atividade cognitiva pode ser monitorada e alterada que diz respeito ao fato da pessoa ter acesso direto às suas
próprias cognições e portanto ser capaz e alterá-las a terceira a mudança de comportamento almejada pode ser afetada pela mudança cognitiva o que eles queriam dizer era que além da mudança nas contingências de reforçamento as alterações ao nível cognitivo funcionariam como métodos alternativos para se efetuar mudanças comportamentais a principal crítica dos cognitivista se era a Grande ênfase nas variáveis ambientais e o fato de desconsiderar os eventos privados essas críticas surgiram pelos seguintes motivos o primeiro deles algumas considerações que o Skinner havia dado davam certo o valor secundário aos eventos privados a segunda a Ampla tradição da
pesquisa básica da aprendizagem animal não requeria o estudo da subjetividade ou seja dos eventos Oi e a terceira era que o tipo de população atendida pelos primeiros terapeutas comportamentais demandavam uma intervenção mais diretamente voltada para mudança das contingências ambientais não tinha surgido ainda na TAC em termos históricos a necessidade de uma preocupação de intervir em pensamentos sentimentos memórias sentimentos de eu ou selfie os eventos privados enquanto os cognitivistas atendiam em consultório pessoas com essas demandas e produziam em inúmeras evidências científicas de sua eficácia o surgimento das terapias cognitiva comportamental contribuiu para intensificar as discussões sobre
a necessidade de elaboração e desenvolvimento de um modelo de intervenção comportamental referente aos eventos privados Foi aí que ver então o funcionamento os princípios da análise do comportamento são suficientes para embasar uma prática Clínica eficaz e coerente com behaviorismo radical frente a verbalizações do cliente que parecem descrever algum estado o processo privado bom E com isso surge a terceira onda ou terceira geração da terapia comportamental que se caracterizou pelo retorno ou errei verismo radical a importância do contexto e da relação terapêutica vemos então um novo modelo de terapia uma terapia verbal que considera a subjetividade
porém mantém coerência com análise do comportamento quando ela leva em consideração o modelo de seleção pelas consequências a ideia monista ou seja do homem como um todo não mais mente cognição e comportamento a perspectiva relacional não há uma ênfase no ambiente e sim uma relação entre ambiente e até mesmo na terceira onda os eventos privados podem fazer parte de relações de controle do comportamento mas não são a causa do comportamento o relato de pensamentos e sentimentos por parte do cliente é de extrema importância para que o terapeuta tem a condições de avaliar o efeito das
contingências que controlarão e ou controlam esses relatos estabelecendo uma análise funcional mais rica e completa do comportamento em Foco e quando terapeuta pergunta o seu cliente sobre pensamentos sentimentos e Emoções ele não faz para intervir diretamente sobre eles porque eles são produtos de contingências e de interações o terapeuta pergunta para conhecer as contingências em vigor eventos privados nesse sentido São meios através dos quais o analista do comportamento pode descobrir e investigar se o verdadeiro material de trabalho as contingências ambientais externas ao indivíduo que podem ser efetivamente modificadas e agora vejamos dois Breves exemplos e quais
seriam as interpretações pela TCC e pela TAC pensemos em um atleta que após uma derrota pensa nunca mais vou conseguir um patrocínio de maneira bem resumida a TCC pode interpretar isso como um pensamento disfuncional no tipo generalização já ataque como um pensamento dando pista de qual contingência ver Siva estava em vigor esse pensamento é mantido por reforçamento senão ele não existiria ou seja relatar esse pensamento já que não é possível ver ele é o correndo dentro da pessoa pode produzir reforçadores como atenção e cuidado se beijamos um segundo exemplo um atleta pensa fiquei tão nervoso
na hora do jogo que sente tontura e até achei que ia desmaiar na TCC podemos interpretar esse pensamento disfuncional e categorizá-lo como catastrofização já na tac esse pensamento também da pista de uma contingência ver civil em vigor a tontura nesse caso pode ter sido ele se a da mas também pode envolver reforçadores do tipo cuidado atenção fuga e esquiva de situações consideradas pelo atleta como aversivas é bom para concluir a aula de hoje não podemos dizer que existe um modelo de psicoterapia certo ou errado nem a TCC nem ataque estão certas ou erradas ntcc o
pensamento evento privado causa o comportamento o papel do terapeuta é ensinar novas formas de pensar já no ataque o pensamento é resultante de interações com o ambiente afetam o comportamento mas não são a causa dele o papel do terapeuta não é mudar a forma de pensar mas sim levar o cliente a mudar a contingência a referência bibliográfica para a aula de hoje foi o capítulo o surgimento das terapias cognitivo-comportamentais e suas consequências para o desenvolvimento de uma abordagem clínica a político comportamental dos eventos privados que está na revista brasileira de terapia comportamental e cognitiva E
obrigada por ter assistido à aula de hoje