tem essa série e esse filme aqui que eu simplesmente amo e é impressionante como um meio que responde o outro mesmo que sejam coisas completamente distantes eu sou PH Santos crítico de cinema e comunicador e eu vou falar nesse vídeo sobre dias perfeitos e deber o urso esse filme essa série que como eu disse meio que se encaixam uma vez que seos protagonistas estão indo para caminhos opostos a partir do mesmo Ponto para ficar nesse vídeo você não precisa nem ter assistido o urso nem dias perfeitos nem os dois juntos nenhum dos dois fica tranquilo
fica tranquila E vamos lá que eu vou te mostrar primeira coisa que eu preciso fazer aqui é dar contexto é sobre cada um dos dois sobre o que cada um dos dois conta tá primeiro sobre o urso o urso é essa série que tem três temporadas Só que tem um protagonista chamado carm o Carmen ele foi ser um grande cozinheiro um chefe de cozinha michelan Esse negócio todo e um grande resto restaurante de muitas estrelas acontece que em dado momento ele resolve voltar pra sua origem e passa a trabalhar no restaurante do seu irmão como
o seu irmão havia morrido ele assume o lugar ali como uma liderança esse restaurante onde o Carmen vai trabalhar Vai liderar no caso ele é bem mais singelo do que os grandes restaurantes que ele tinha e também bem caótico bem desorganizado é uma é quase que uma lanchonete sabe Serv sanduíches ah outros pratos mais comuns e esse esse caos vem de como as pessoas estavam já acostumadas a gerir aquele local em meio não só a confusão que está financeiramente estruturalmente mas também até uma proposta meio perigosa né de de se agir tanto que no primeiro
episódio um dos personagens o primo do Carmen que não é bem primo mas é primo ele organiza uma fila ou a algazara de uma fila dando tiros para cima esse é o urso um sujeito que saiu de um canto para fugir daquilo tudo mas tem que ir de volta para essa outra vida do outro lado nós temos dias perfeitos é um filme dirigido por um alemão que é o vin venders que se passa no Japão o seu hirayama é o protagonista eu chamo de seu hirayama por respeito é o hirayama o hirayama por sua vez
ele é um sujeito simples ele limpa banheiros em Tóquio E além disso curte o resto da sua vida olhando as árvores fazendo fotografias regando suas plantinhas aparando seu bigode enfim Vivendo uma vida bem cotidiana e tentando se aproveitar né Desse sentimento desses mic pros sentimentos do dia a dia perceba que a gente tá aqui já começando as comparações entre um personagem que vai para dentro do alvoros como se tivesse indo para dentro do olho do furacão e o outro personagem o seu hirayama ele tá bem distante desse Furacão né tá aceitando a simplicidade das coisas
eu tenho a ideia desse vídeo quando eu vejo um vídeo lá no canal do thomas thomas flight ele fala faz um recorte disso que eu vou falar baseado em Sucesso como o filme dias perfeitos é um personagem que se contenta com o sucesso que tem nega essa esse do Sucesso da prosperidade etc Enquanto o outro personagem o Carmen parece nunca conseguir atingir isso daí eu vou partir desse ponto e assim começar a comparar os dois personagens de fato mas eu vou para outros lugares e aí eu vou um pouquinho além do que o vídeo do
Thomas consegue ir de fato os dois personagens eles pensam sucesso de uma maneira muito diferente o senhor hirayama o sucesso dele Aquela vida mediocre o dias perfeitos é um filme bem repetitivo ele passa pelo mesmo dia quatro cinco vezes é um filme substancialmente e por querer enfadonho porque ele vai falar sobre o cotidiano vai falar sobre essa vida que se repete portanto dias perfeitos né e dias perfeitos também porque aquele personagem principal para ele ele não tá buscando o sucesso como a gente vê em vários filmes vários Vários vários filmes sobretudo os filmes americanos ele
tá se contentando com aquilo e não é olhando para menos não não não é eu tinha uma visão muito ruim da vida Medíocre antes de assistir o dias perfeitos eu ao mesmo tempo que queria atingir esse tipo de vida inconscientemente eu negava que as pessoas pudessem aceitá-la como é que pode né E aí nessa do filme repetir 1 2 3 4 5 dias quando coisas que acontecem no quinto dia não estão correspondendo ao que aconteceu nos outros quatro três dias quer que seja eu me irrito Como assim né Eu estava rejeitando aquela vida Medíocre daquele
sujeito e depois eu estava junto com ele querendo que as coisas se encaixassem naquele cotidiano Essa é a magia de perfeitos um filme que já tem um ano na minha cabeça impregnado no meu viver na minha essência de uma maneira impressionante eu paro do nada no meio do dia e começo a pissar como é que tá o senhor hirayama será que nessa hora ele já regou as plantas Será que ele já terminou de limpar os banheiros Será que ele já comeu o sanduíche dele Em contrapartida a gente tem uma série O urso completamente caótica a
busca do Sucesso do Carme ela foi interrompida porque ele volta para casa só que ele não para com esse sentimento ele não para em nenhum momento ele vai naquela lanchonete Tenta colocar tudo em ordem dentro dos padrões dele de ordem e meu quando as coisas começam a andar começa a funcionar ele implode aquilo delali ele destrói aquilo dali para colocar uma outra visão de restaurante ou seja pro Carmen não adianta atingir um cotidiano comum dentro daquela realidade diferente do seu hirayama não ele tem que destruir para criar o novo e assim vem a segunda temporada
enfim percebe já a diferença dos dois personagens isso O Thomas fala no vídeo dele só que eu quero ir além eu quero falar sobre melancolia sobre solidão e um pouco mais sobre o sucesso só que de outros de outros pontos de vista os dois o Carmen e o hirayama são sujeitos solitários Só que tem uma diferença o Carme ele tá rodeado de gente ele tá rodeado de pessoas e mesmo assim a gente consegue ver esse sujeito completamente sozinho ele tá sozinho porque parece que só ele entende os métodos dele a única pessoa que entende não
consegue aplicar tão bem não tem a mesma experiência do que ele e nessa busca de atingir esse sucesso inverter adamente né e alvoro adamente eu diria o Carmen arrodeado de gente está sozinho o senhor hirayama Ele não tá sozinho mas visivelmente ele tá com ninguém ao lado dele pelo contrário quando vem a sobrinha dele em dado momento e atrapalha ali o cotidiano eu me irrito ele se irrita A tá atrapalhando aqui eu só queria regar minhas plantinhas Bagunçou o Coreto como a gente diz não é que ele ama a solidão não é isso é que
ele não se sente em solidão ele busca companhias ele busca companhia num restaurante que tem uma moça que canta ele busca uma companhia meio que distante quando ele vai no outro restaurante comer a sua refeição diária ele fala com um com o outro de vez em quando esbarra com algumas pessoas nas bicicletas ali eu não consigo ver o senhor hirayama como uma pessoa em Solitude por mais que esteja visualmente sozinha é o oposto do Carmen acompanhado sozinho e ele seu hirayama sem ninguém porém completo porém satisfeito um cara que se satisfaz com seus livros os
livros que V no sebo e que deixa que esses livros o escolham por portanto quase como uma amizade livros com os quais ele vai dormir muitas vezes chega a sonhar e assim sucessivamente esse cara não tá sozinho ao mesmo tempo os dois sujeitos vivem uma certa melancolia só que olha só olha como é diferente olha olha que Magia é pegar o mesmo sentimento e transformar em duas coisas completamente diferentes a melancolia do senhor hirayama faz ele ver aquele mundo de uma maneira que pouco a gente vê faz ele ver aquele mundo através de uma reflexo
ou melhor da sombra que dá numa árvore e essa sombra muda e ele vai lá e faz foto com sua câmera analógica depois ele seleciona os melhores retratos elimina os piores sua melancolia faz ele todo dia cortar o bigode sempre igual regar as plantinhas Como eu disse pegar uma plantinha no pé dessa árvore que ele observa guardar num jornalzinho colocar terra e depois levar para casa para cuidar essa melancolia faz ele comer um sanduíche muito calmamente apenas a metade come observa o todo e entra no estado contemplativo a melancolia do seu hirayama o coloca num
estado de contemplação de reflexão constante a melancolia do Carmen não o coloca num lugar como se ele não conseguisse atingir seus objetivos nem lá na vida boa que tinha e com o dinheiro que tinha nem aqui nessa vida caótica ele vai pro fundo do bar melhor o fundo do restaurante respira inspira essa melancolia e em vez de receber contemplação recebe ansiedades essa melancolia dá para ele tristeza do mesmo sentimento um encontra tristeza o outro encontra contemplação observação reflexão vida é como se os dois filmes eles tivessem compondo meio que uma banda de jazz vai vou
vou dizer dessa maneira uma dupla de jazz um fala algo o outro Responde um diz alguma coisa o outro Toma Lá Da Cá parece dois Viajantes que vão subir uma montanha um vai com o mapa e outro vai sem o mapa o sujeito que vai com o mapa ele quer atingir o cume o topo dessa montanha o que vai sem mapa ele consegue sentir toda jornada todo o prazer que está lá no final das contas um deles atinge o topo é verdade só que tão cansado nem consegue levantar o braço nem consegue comemorar aquela conquista
o outro Muito provavelmente no meio do caminho sumiu desapareceu na nevoa nessa montanha enevoada mas a última coisa que viram dele foi um sorriso eu não tô dizendo que o jeito correto é o jeito do carm tampouco é o jeito do senhor hirayama não é isso que eu tô dizendo tô dizendo como essas duas Produções esses dois roteiros eles mostram duas visões completamente diferentes de mundo como pode um sujeito que se contenta em limpar banheiros é porque dada a realidade dele aquele mínimo é bem Digno na realidade do outro o máximo Isto é est no
restaurante três estrelas cinco estrelas michelan sei lá como é que se chama não tá nem perto do máximo é uma sociedade do Progresso do Sucesso de sempre tá buscando a próxima luz do fim do túnel Porque não basta aquela luz que já está no fim do túnel em detrimento a uma sociedade dentro desse contexto do basta do suficiente porque dentro de dias perfeitos é suficiente ter cinco seis fitas que toca música no carro não precisa do Spotify não precisa você buscar todas as músicas do mundo não precisa as que você tem já basta não precisa
de um Kindle para ter todos os livros do mundo não precisa os três qu cinco que você pega no CEO baratinho inclusive basta pro carm não basta estar lá no michelan ele volta não basta ele organizar o restaurante que Aí estava ele destrói ele precisa construir um novo e na concepção desse novo nunca acha que vai dar certo nunca acha nunca em nenhum momento e se der tudo errado meu Deus e se der tudo errado ele é preciso ser guardado Numa geladeira para que as coisas deem certo porque não é que ele é pessimista é
que a melancolia dele é que o sentimento dele dessa busca constante pro Sucesso faz tudo sempre por por água abaixo porque nada nunca é o suficiente são duas sociedades dois filmes do Enfim uma série e um filme que partem sempre do mesmo lugar e vão para lugares bem diferentes em uma cena do dias perfeitos com a sua sobrinha quando Pergunta pro seu tio sobre onde é que essa água deságua acho que é mais ou menos isso e o tio disse que é bem para lá bem longe de onde eles estão ela pergunta se não tem
vontade de ir lá e ele responde que tem mas não agora e ela mas quando será E ele diz que ah vai ser quando vai ser né porque o agora é o agora condá condo imá imá o depois é o depois o agora é o agora isso é é muito profundo não mas é muito simples pegar depois é depois é lógico Não não não se o depois for agora o depois não existe se o agora for baseado no depois o agora não existe é bem mais profundo do que você imagina bem mais profundo Veja só
o Carmen sempre tá pensando depois as ansiedades dele levam para isso nunca tá vivendo agora a concepção do Isto é sempre a concepção do aquilo porque é justamente as diferenças das sociedades a sociedade do ter não se contenta com isso que já tem precisa ter mais buscar mais conseguir mais destruir para construir seu hirayam dado momento com seus amigos tá de frente para um local que teve um prédio que caiu caiu não que foi enfim demolido né e ficam ali contemplando aquele local porque pro seu hirayama as coisas que se vão É que importam até
porque são memórias que talvez não voltem no máximo que seu hirayama faz é olhar pro passado para trás pro agora é regra o Carmen Ele olha para trás e quer responder esse para trás com pra frente não vive isso não vive Carme ele tá fugindo de alguma coisa a gente sabe na sério eu não vou dizer o que é o seu hirayama também quando a irmã do seu hirayama chega e caçoa daquela vida de limpador de banheiros que ele leva é como se chegasse para ele o próprio Carmen e dissesse ei essa tua vida não
é sucesso essa tua vida é medíocre se rirem pouco entende pouco entende porque é tão bem-sucedido poder andar numa bicicletinha sentir o vento sem tanta preocupação tomar um banho tranquilo vive o agora do banho comer uma refeição vivendo-a agora esperar que seja a roupa ficar pronta na lavanderia mas uma imperativa lendo um livro Conhecendo algo novo a gente não sabe quais são os sonhos do Carmen quando ele dorme ele só dorme a gente sabe quais são os sonhos do se hirayama ele sonha com aquele cotidiano continuar com aquela rotina continuar com seus ritos continuarem o
Carmen sempre tá tentando destruir esse cotidiano para construir o quê sabe se lá sabe se lá um sonho um desejo de algo porque o que que tem de novo não é o suficiente nunca basta tudo bem que limpar banheiros em Tóquio parece até algo legal né os banheiros são tão bonitos mas ainda assim é limpar banheiro srir aama vê a beleza de estar ali é gigante demais então enquanto o Carme foge e depois tem que voltar e quando volta tem que impor aquele lugar como se fosse dele a face dele o jeito dele e isso
parece que nunca acaba porque o jeito dele nunca chega nunca é suficiente sorrir aama rejeita pena que a sua irmã não entendeu o que sua filha entendeu inclusive sobrinho do seu hirayama que existe uma beleza naquilo tudo que o senhor tá fazendo naquilo tudo que aquele japonês tá fazendo existe uma beleza muito profunda e um dos episódios mais caóticos de o urso o episódio seguinte é dias perfeitos o episódio mais caótico do urso vai na origem do Carmen na num jantar em família segunda temporada no dia seguinte ou melhor no episódio seguinte é o dia
mais tranquilo dessa série inteira é quando o primo ele aprende a elegância do processo a importância do processo a tranquilidade do processo é quando o seu primo encontra-se com seu hirayama e entende que talvez as coisas já estejam funcionando só precisa desacelerar ver o mundo com um pouco mais de tranquilidade seria bom pro Carmen vê um pouco de dias perfeitos mas ele não vê eu vou terminar esse vídeo com algo que eu escrevi tá eu falei em dado momento aqui que Carmen tá sempre buscando essa luz no fim do túnel e sempre que ele chega
Nessa luz ele vai atrás de outra luz eu falei também desses dois sujeitos que que sobe a montanha e um desaparece e o outro por ventura meio que desaparece também só que um desaparece com sorriso na cara e o outro fica só a silhueta porque ele foi escalar outra montanha aquela montanha não foi o que lhe bastava não era o que lhe bastava não era o suficiente não era o bastante e se você chegar a essa luz do fim do túnel e descobrir que em vez de encontrar o que você esperava em vez de encontrar
o sucesso isso não preencher aquele vazio interno seu hirayama Ele não enxerga essa luz no fim do túnel Ele olha para cima para enxergar a luz ele prefere a sombra dessa luz do que a luz em si o Carmen por sua vez parece que sempre tá buscando uma próxima luz no fim do túnel cientes disso entendendo essa diferença de vida o caos versus a tranquilidade ou um caos controlado de um lado versus um caos que parece Só se resolver a partir disso demais caus ainda demais confusão ainda tendo tudo isso em vista eu te pergunto
será que se você viveu o urso Será que realmente vai atingir os dias perfeitos C [Música]