[Música] Olá pessoal tudo bem Estamos na terceira aula do nosso curso e agora vamos falar sobre a análise do comportamento aplicada a ideia dessa aula não é já oferecer tudo que vocês vão fazer devem fazer com a criança quando estiver na intervenção mas sim de dar uma ideia da importância e do que é a análise do comportamento aplicada ou então como a gente conhece o aba porque muitas pessoas podem ter a ideia do aba como um livro de receitas como uma técnica do que se fazer com a criança que é padronizada e que vamos fazer
da mesma forma independente da criança independente do caso que a gente esteja atendendo então o objetivo aqui hoje é de desmistificar essa ideia do aba como uma técnica porque lá nesse comportamento não é uma técnica é uma ciência Então vou explicar um pouco sobre alguns aspectos importantes da análise de comportamento para que vocês Quando chegarem em um atendimento quem for atender nessa abordagem tem essa visão mas completa do que que é análise do comportamento e saiba como realizar Como olhar para demanda daquela criança como proceder com a intervenção de uma forma mais adequada baseada no
olhar da análise do comportamento e não numa ideia pré-estabelecida do que se deve fazer então para começarmos a análise do comportamento ela é uma ciência Então vamos imaginar bem como está nesse esquema que representado dentro da análise do comportamento que é uma ciência Ampla nós temos podemos colocar algumas definições colocam de forma diferente mas nós podemos colocar três separações que englobam e estão dentro dessa análise comportamento A primeira é o behaviorismo que é o nosso braço filosófico Então vou colocar aqui filo de filosófico que é a teoria do Skinner que vai ser esse aporte científico
filosófico da teoria que a gente vai utilizar como base para nossa intervenção então quando a gente fala das intervenções dos conceitos e dos ideais da análise do comportamento eles estão baseados nesses princípios filosóficos propostos pelo Skinner depois nós temos análise Experimental do comportamento que é o braço empírico então é a parte das pesquisas da comprovação científica porque uma característica muito importante da análise comportamento é que por ser uma ciência ela é muito preocupada e muito embasada nas metodologias científicas na comprovação científica nas práticas baseadas em evidência E aí análise Experimental do comportamento é onde isso
se manifesta Então a gente tem como exemplo que alguns podem conhecer o ratinho do esquina Então aquela ideia de ficar no laboratório com Ratinho ensinando ele a pressionar a barra isso é só um recorte é só uma parte da análise do comportamento e temos a análise do comportamento aplicada que é a aplicação desse dessa base empírica desses conhecimentos a problemas as situações que socialmente relevantes então quando a gente está falando da análise do comportamento aplicado a gente não tá falando de algo que é específico só para o transtorno do espectro autista e sim de uma
aplicação dessa ciência desse conceito científico em problemas que são socialmente relevantes a gente vai ver mais para frente um pouco melhor o que isso quer dizer e no o que isso interfere no que isso implica para ciência para análise comportamento como um todo mas é basicamente o ponto principal para a gente ter em mente é que a análise do comportamento aplicada Ela não é uma técnica e sim uma ciência análise do comportamento é uma ciência e análise comportamento aplicada é aplicação é a utilização dessa ciência de forma muitas vezes empírica então de forma científica em
pesquisas com controle de dentro de em situações que são socialmente relevantes então frequentemente a gente associa a análise do comportamento aplicado ao aba com uma intervenção um método ou uma prática psicológica então Muitas pessoas acreditam que o aba exclusivo para o transtorno do espectro autista e que é uma forma de atender as crianças em que você vai pegar um manual do que fazer vai saber o que você tem que trabalhar vai ter já tudo pronto estabelecido E você só vai entrar no consultório e aplicar aquilo mas não é bem mais complexo do que isso é
bem mais profundo bem mais aprofundado do que essa visão reducionista que a gente tem na análise do comportamento então quando a gente vai fazer a intervenção vai atender na abordagem da análise do comportamento nós estamos fazendo o uso de toda um acabou teórico de toda um levantamento científico de estudos que tem que ser levado em consideração por isso que muitas pessoas têm também essa ideia de que aba de que análise comportamento ela é muito complexa ela é muito difícil é impossível sem entendida mas não é só que realmente assim como qualquer abordagem de atendimento psicológico
por exemplo ela exige dedicação ela exige um estudo exige o interesse de você se aprofundar e claro existe também que você se identifique com que você está fazendo porque se você não concorda com a visão de mundo com a forma de olhar para demanda daquela criança que a análise do comportamento tem você não se relaciona nem um pouco com isso vai ser mais difícil para você conseguir entender a linha de ra estruturar sua intervenção para fazer com essa criança nessa abordagem então é a análise do comportamento aplicada ela vem aí produzindo aplicações bem sucedidas em
diversas áreas e organizações com diversas populações então aqui a gente vai romper com uma outra ideia que muitas vezes podemos ter de que o aba Ele é igual autismo Então você só aplica o aba com as crianças com Transtorno do espectro autista ela só tem utilidade para isso não vamos romper com essa ideia porque não é isso que acontece só para vocês terem noção dos locais das organizações diárias em que a gente pode utilizar da análise do comportamento então escolas hospitais empresas gerenciamento de organizações negócios gerenciamento de pessoas aconselhamento infantil terapia conjugal segurança no trânsito
dentre outras diversas áreas e demandas então crianças com desenvolvimento típico e com desenvolvimento atípico adolescentes adultos com ou sem deficiência e pessoas idosas com ou sem doenças crônicas associadas e até animais de estimação ou de serviço e aqui um outro ponto que eu acho bem interessante porque eu já ouvi pessoas relatarem que não sabiam é que a gente pode utilizar a análise do comportamento com adultos ou com pessoas idosas Então também não é uma abordagem que só é eficaz e só pode ser utilizada como crianças então se você se identifica com análise comportamento mas não
quer necessariamente atender apenas criança ou apenas transtorno do espectro autista você pode continuar fiel abordagem utilizando-se da abordagem e atendendo diferentes demandas então nós temos na história da análise do comportamento a gente tem um esforço o esforço de diversas autores aqui entre parentes do CT alguns para estabelecer a aba como uma ciência que influencia a direção da análise do comportamento aplicada a outra mistura do espectro autista então nós temos sim a utilização em diversas áreas mas temos autores que estão que trabalharam muito para consolidar como uma ciência por transtorno do espectro autista para aplicação a
demanda do Terra e aqui dentre os autores alguns talvez possam conhecer o louvar ele tem uma obra bem extensa sobre análise de comportamento aplicado ao tea é uma obra realmente bem sensacional que já foi muito referência lá atrás mas que hoje nós temos obras nós temos livros e manuais de aplicação muito mais atualizados e recentes para utilizar mas esse é um nome que talvez quem estude quem se aprofunde no ABA protea acabe esbarrando nesse nome aqui em algum momento então é a aplicação dos princípios e procedimentos analíticos comportamental comportamentais há problemas de relevância social é
a característica do aba então quando a gente fala de análise do comportamento aplicada como eu falei lá no primeiro slide nós estamos falando de aplicação dos princípios da análise do comportamento a problemas de relevância social logo o que nós temos como um problema de relevância social e aqui no sentido eu vou explicar melhor o que nós temos como um problema de relevância social o transtorno do espectro autista e aqui a questão não é que ser autista é um problema mas tem relevância social e se a gente ignorar não der atenção e não estudar e aprofundar
de uma forma melhor para garantir uma qualidade de vida para as pessoas autistas nós temos prejuízos em diversas áreas para essas pessoas então isso faz com que ele seja uma demanda social relevante e por isso os esforços em direcionais estudos de conhecimentos da análise do comportamento para essa demanda então Atualmente como eu falei nós temos diversos artigos capítulos de livros módulos e manuais que oferecem informações acerca de práticas baseadas em evidência que são aquelas práticas que passaram por estudo e comprovação científica que comprovam que elas são eficazes para aquela determinada demanda ou para aquele determinado
público e nós temos uma crescente no estudo dessas práticas na importância na relevância dessas práticas Então pelo menos na área da Psicologia cada vez mais se fala sobre a utilização de práticas baseadas em evidência E aí aqui não temos uma abordagem específica que vai ser das quais as suas práticas serão retiradas Então são apenas práticas da comportamental são apenas práticas canários não A ideia é que as práticas são levantadas são passadas por verificação científica é aquelas que forem comprovadas eficazes elas se mostram como práticas baseadas em evidências e podem ser utilizados porque já foram sistematizados
já foi comprovado cientificamente e na análise do comportamento nós temos algumas práticas baseadas em evidências que foram comprovadas como eficazes para o atendimento para intervenção de crianças com transtornos autista então nós temos muitos livros capítulos nós temos cursos e manuais de intervenção a pessoas autistas a crianças autistas baseadas na análise do comportamento e muita das suas práticas que vão aparecer nesses manuais nessa nesses livros nesses artigos são práticas baseadas em evidência Então antes a gente focar Mais especificamente nessa parte das práticas baseadas em evidências eu vou trazer um pouco do que a análise do comportamento
coloca como algo a ser analisando a ser estudado então dois aspectos importantes como a gente está falando de análise o comportamento a gente está falando que é do estudo do comportamento e a visão que a análise do comportamento tem para a o porquê a gente se comporta é a grande diferença entre outras abordagens da Psicologia então para o Skinner para análise do comportamento O que explica o porque nós nos comportamos é a relação entre o nosso entre o organismo E o nosso ambiente então a minha relação com o meio ambiente que vai explicar que vai
determinar o porquê que eu me comportei de alguma forma e isso se separa um pouco da ideia de que a gente se comporta por causa de questões da mente não comporta porque eu me sinto de alguma forma porque eu penso de alguma forma porque a minha mente funciona desse jeito então ele atribui que a relação entre a pessoa e o seu ambiente é o que determina um comportamento e aí dentro da teoria do comportamento Nós temos dois comportamentos que é o que a gente vai pincelar porque é muito mais complexo de se compreender do que
eu vou passar aqui mas só para vocês terem uma visão é nós temos dois comportamentos duas formas de comportamento tipos de comportamento que são os mais são importantes da gente saber então primeiro é o comportamento respondente ele está relacionado aos nossos reflexos Então são aqueles comportamentos inatos como por exemplo o movimento da nossa pupila de acordo com a luminosidade da sala então se ela retrai se ela é se ela se amplia se ela de lata o movimento que a gente a nossa reação emocional que é automática diante de algum estímulo que nós assustam então um
barulho alto são aqueles reflexos que nós conhecemos e que nós temos porque somos seres humanos então É principalmente proposto por pavlov e depois por Watson a gente vai falar do comportamento respondente que é basicamente essa relação organismo em ambiente no qual nós temos um estímulo que é do ambiente que inicia que provoca uma resposta do organismo então Lembrando aqui que a gente está sempre falando de uma relação vamos ver se eu consigo escrever com a letra um pouco decente entre o organismo e o ambiente então a gente está sempre falando de uma relação entre o
organismo e o ambiente e nessa relação o comportamento respondente vai envolver os nossos reflexos que é se configuram pelo um estímulo do ambiente que provoca uma resposta do organismo o ambiente tem uma luz muito forte próximo do meu olho me pupila vai é se retrair Então esse é um reflexo outra categoria de comportamento outro comportamento que a gente vai ter na análise do comportamento e aí é a maior parte do nosso olhar e da nossa intervenção vai ser pautado nele é o comportamento operante que foi proposto pelo Skinner no comportamento operante basicamente isso quer dizer
que nós modificamos o ambiente e a consequência que esse que nós temos dessa modificação afeta a probabilidade da gente se comportar novamente Então o que estamos famosos que a gente produz consequências nossos comportamento produz consequências no ambiente que mudam o nosso comportamento nós temos aqui um paradigma um modelo diferente do que a gente viu uma relação diferente do que a gente viu acima na qual nós temos um estímulo antecedente do ambiente que serve de contexto para uma resposta do organismo e isso a resposta produz uma consequência isso aqui deixa eu só representar aqui ambiente a
resposta sempre do organismo e a consequência também vem do ambiente esse aqui é o que a gente chama análise comportamento de Tríplice contingência e quando formos ver mais sobre intervenção e atuação no transtorno do espectro autista nós vamos ver que a gente vai estar utilizando esse esqueminha aqui de formas diferentes mas utilizando ele em dentro da nossa intervenção para fazer o levantamento desse comportamentos e entender o porquê que eles estão acontecendo Então por exemplo nós vamos entender Qual que é o antecedente que em contexto aquele comportamento aconteceu Então os pais vão chegar e vão relatar
algumas situações de algum comportamento inadequado dessa criança e aí você vai perguntar mas onde vocês estavam o que que ele tava fazendo o que que tava acontecendo nessa hora nesse momento você tá pegando qualquer um antecedente Esse é esse aqui Aí os pais vão falar e aí você vai perguntar e o que que é criança fez Ah mas você jogou no chão chorou ela fez birra aí você vai pegar a descrição do que que é a sua mirra e você tá coletando a resposta e aí você vai perguntar e o que que aconteceu depois e
é como que vocês lidaram o que que ele acabou acontecendo Ah ele tava chorando tanto que eu entreguei o que ele queria E aí você pegou a consequência com esse levantamento do comportamento penalti a gente consegue ver que essa resposta do organismo que a criança fez produzir uma consequência Então ela ganhou que ela queria e essa consequência vai influenciar na probabilidade dessa criança repetir ou não esse comportamento basicamente é isso que o comportamento operante está analisando é isso que ele quer dizer quando fala que o nosso comportamento produz Nossa resposta produz uma consequência essa consequência
também nos modifica Porque dependendo de qual foi a consequência ou vai aumentar a probabilidade de eu me comportar dessa forma de novo ou vai diminuir e isso é só uma pincelada para vocês entenderem mais ou menos a essência da análise do comportamento e aí quando a gente fala de condicionamento então vocês podem encontrar condicionamento operante com funcionamento respondente nós estamos falando de uma relação de aprendizagem então quando Nós aprendemos comportamentos novos então quando a criança aprende que se ela chorar ela ganha o que ela quer que se ela gritar a mãe vai dar atenção que
se ela apontar ela ganha o brinquedo que está em cima do armário então a gente está falando dessa relação de aprendizagem E por que que a gente tem que entender esses dois aspectos Por que que a gente tem que entender a causa do comportamento porque como eu falei o que causa o nosso comportamento para análise comportamento é diferente do que para por exemplo uma abordagem cognitivista que já atribui um aspecto muito mais de causa para nossa mente para análise do comportamento é o porque a gente se comporta a casualidade do nosso comportamento já é diferente
ela é multicausal então nós temos diferentes causas que explicam o nosso comportamento e é o que o Spinner coloca e a gente vai conhecer muitas vezes como os três níveis de seleção anotar aqui então os três níveis de seleção que são esses três níveis aqui representados no esquema o primeiro nível é o nível filogenético que envolve as nossas características genéticas únicas então aquelas características que nós temos por causa do nosso desenvolvimento como espécie humana aqui entra o comportamento respondente que a gente viu lá anteriormente o segundo nível de seleção envolve a nossa história única de
reforçamento ou seja nossa experiência de vida que envolve por exemplo nosso comportamento operante então de acordo com a nossa história de vida e as consequências as nossas respostas nós vamos selecionando alguns comportamentos ou não para entrar no Nosso repertório E aí eles estão aqui nesse segundo nível de seleção E também o terceiro nível de seleção que é o cultural esse aqui o segundo é o ontogenético e o terceiro nível de que é o nível cultural envolve a relação do indivíduo com as práticas culturais então nosso contexto social nosso contexto cultural também vai estar lá determinando
tendo um papel na causalidade do nosso comportamento e a ideia é que esses três níveis de seleção estão atuando em conjunto para determinar o Nosso repertório comportamental que é o porquê que a gente se comporta daquela forma é a nossa personalidade Nossa identidade então quando a gente vai lá entender o porquê que a criança chora quando ela quer algo porque ela se joga no chão porque aquela mordeu os amiguinhos porque que ela não quer conversar com determinado coleguinha a gente vai fazer o levantamento dessa história comportamental de entender qual que é essa relação dessa criança
com o ambiente O que que está mantendo como que esse comportamento entrou no repertório levando em consideração esses níveis de seleção bom E aí aqui atrás a gente viu no segundo nível de seleção história única de reforçamento podemos algumas pessoas podem estar mais familiarizadas com esse termo de reforço de reforçamento e é um tema que a gente geralmente utiliza até em um caráter senso comum muitas vezes sem pensar na análise do comportamento mas ele está aqui na análise do comportamento basicamente quando a gente tem o nosso esquema aqui de estímulo resposta e consequência dentro do
condicionamento operante dentro dessa teoria da análise do comportamento a nossa consequência ela produz um efeito E aí esse efeito pode ser um efeito de reforço ou de punição que são esses representados aqui em cima então se a criança tá no shopping ela chora porque quer um brinquedo E aí porque ela chorou a mãe deu o brinquedo o efeito de dar o brinquedo vai ser determinante para essa criança chorar ou não numa próxima vez para aumentar ou diminuir diminuir a probabilidade dessa criança chorar na próxima vez que estiver no shopping se a gente observar que na
próxima vez que ela foi no shopping ela chorou de novo para ganhar o brinquedo a gente vai dizer que reforçou essa consequência reforçou a resposta de chorar e o que que é o reforço então o reforço aqui como a gente tá vendo na no esquema é quando essa consequência aumenta a probabilidade do comportamento acontecer Então sempre que a gente está falando de reforço a gente está falando de uma consequência e é que a gente vai diferenciar resposta de reforço então quando a gente está falando de reforço a gente está falando de uma consequência que aumenta
a probabilidade daquela resposta voltar a acontecer e dentro do reforço e da punição Nós temos dois tipos reforço positivo e negativo a punição positiva e negativa e eu vou falar um pouco sobre cada um deles daqui a pouco primeiro eu quero falar da punição se a criança chorou porque queria o presente e a mãe gritou com ela e essa criança suportou e não quis mais chorar e aí da próxima vez foi no shopping ela não chorou porque ela não queria levar o grito a gente pode dizer que essa consequência naquela hora de gritar com a
criança diminuiu a probabilidade do comportamento voltar a acontecer foi uma consequência punitiva então na punição a gente tem a diminuição da probabilidade do comportamento voltar a acontecer e aí a gente fala ah reforço positivo reforço negativo punição positiva punição negativa o que que esse positivo e negativo indicam não quer dizer bom ou ruim a gente tem que treinar bastante a nossa mente às vezes para não cair nessa ideia de que positivo quer dizer bom e negativo quer dizer ruim nesse caso o positivo quer dizer que houve O acréscimo que se adicionou um estímulo que foi
que reforçador para essa criança então no reforço positivo nós temos a adição de um estímulo que é desejável depois que o comportamento esperado aconteceu então a criança gritou e ganhou um brinquedo esse comportamento é um comportamento desejável Não mas esse esse ganho esse estímulo que foi adicionado do brinquedo reforçou este comportamento porque era algo que ela queria era algo que era agradável para ela quando a gente fala que de negativo a gente está querendo dizer da retirada de um estímulo aversivo então no reforço negativo nós estamos tirando algo que é aversivo que aquela pessoa não
tá gostando tanto porque a ideia aqui se a gente tira algo que é ruim eu tiro algo que está me incomodando eu volto a repetir aquilo que fez isso aí então por exemplo daqui o exemplo da Fuga e da esquiva porque dentro do reforço negativo nós temos fuga eu retiro o estímulo indesejável na Fuga após o comportamento correto então por exemplo desligar o despertador pressionando o botão de soneca o despertador tá lá tocando no meu ouvido me enchendo o saco eu acordo desligo ele eu fazer isso eu desligar o despertador para o barulho é algo
que eu gosto é algo que é bom para mim me reforça então numa próxima vez eu sei que para parar esse barulho eu tenho que tocar o despertador na esquiva também tem essa retirada de um estímulo mas a diferença é que eu estou evitando um estímulo desejável então por exemplo vou usar o exemplo do despertador eu acordar antes do despertador porque eu não suporto aquele barulho e já desligar ele antes dele tocar eu estou evitando ter contato com algo que é agressivo para mim e aí como funcionou a tendência aqui da próxima vez eu faço
isso de novo por isso que aumenta a probabilidade do meu comportamento na punição negativa na punição positiva de novo a mesma dinâmica a gente adiciona um estímulo que é aversivo então um grito uma bronca é uma chinelada no caso que não é adequado mas com a gente sabe que acontece no caso do experimento do Ratinho do Skinner era acrescentado um choque que também não é muito legal mas só para a gente ter o exemplo então o acréscimo de um estímulo aversivo e na punição negativa nós temos a retirada de um estímulo desejável então quando a
gente fica de castigo e tira o celular da criança tira a TV da criança nós estamos tirando alguma coisa que é boa que é positiva para ela que é desejável para ela para que ela não repita mais aquele comportamento então vamos recapitular porque é muita coisa reforço aumenta a probabilidade de eu repetir aquele comportamento eu faço alguma coisa aqui na consequência eu recebo do ambiente algo aqui que faz com que o meu comportamento tende as tendas punição algo acontece aqui na consequência que diminui a chances de eu repetir esse comportamento se o que aumentou ou
diminuiu for positivo quer dizer que se acrescentou um estímulo se for negativo retirou um estímulo e não está aqui nesse esquema mas a gente tem um outro processo que é o de extinção que basicamente quando a gente pega uma história de reforço positivo e tira o acesso a esse reforçador então Se toda vez que a criança chora eu dou atenção chora eu dou atenção eu tô reforçando esse choro aí agora eu cansei disso toda vez que ela chora eu vou ignorar ela chora eu vou ignorar eu não vou dar atenção que ela quer então a
gente tá num processo de extinção o objetivo aqui também é diminuir esse comportamento pincelada resumão sobre os efeitos das consequências da análise comportamento porque quem quiser se aprofundar tem um curso sobre análise do comportamento na Clínica Infantil que aborda isso muito mais profundamente Mas voltando as práticas baseadas em evidência quando a gente fala transtorno do espectro autista isso que a gente viu serve de base para muitas vezes práticas que a gente vai ver que estão citadas que são da análise do comportamento então a gente precisa ter esse conhecimento para entender do que que a gente
está falando quando diz é para mãe que tem que Observar se ela reforçou um comportamento se ela não reforçou se foi punitivo se não foi o porquê que quando a criança chora a mãe dá atenção ela continua chorando ao invés de pedir por atenção de forma adequada para a gente entender toda essa dinâmica do porque essa criança se comporta dessa forma a gente tem que entender aquilo Mas voltando aqui dentro das práticas baseadas em evidências para autismo o que a gente tem que é da análise do comportamento principalmente a intervenção comportamental intensiva precoce então o
atendimento acompanhamento precoce e intensivo é o único tratamento compreensivo para até com suporte empírico suficiente ou seja científico suficiente para ser identificado como uma prática baseada em evidência então utiliza aí na análise do comportamento e de práticas e técnicas da análise do comportamento para fornecer no mínimo 30 horas semanais de terapia comportamental individualizada por dois ou mais anos para crianças de dois ou três anos Isso quer dizer que toda criança de dois ou três anos precisa passar por esse padrão de terapia não mas foi com base em estudos os resultados mostraram que teve uma eficácia
para o desenvolvimento dessas crianças autistas nessa faixa etária só que claro a gente tem sempre pensar em um plano de atendimento e de intervenção especializado para criança para demanda daquela criança então os resultados variam dependendo da gravidade dos sintomas anteriores ao tratamento mas cerca de 40 a 45% das crianças que receberam essa intervenção precoce comportamental intensiva melhoraram o suficiente para entrar no Jardim de Infância regular juntamente com a população em geral Então teve aí um desfecho positivo para o desenvolvimento dessas crianças por isso que hoje nós temos muito forte a divulgação e estruturação de serviços
de intervenção precoce e de serviços de terapia intensiva mas todo caso poder analisado e estudado de forma individualizada o auto gerenciamento que é uma outra prática um dos procedimentos mais importantes a serem incluídos no tratamento do transtorno espectro autista por causa da sua generalidade para novos contextos ou seja ele é bem eficaz no momento de generalizar de aplicar esses essas coisas O que foi aprendido em outros ambientes da Criança e maior probabilidade de manutenção da mudança de comportamento ou seja tem maior probabilidade de após sair da terapia continuar sendo feita a manutenção para que esses
comportamentos continuem acontecendo aqui comportamentos adaptativos adequados que essa criança aprende depois do tratamento durante a intervenção então o indivíduo que recebe o tratamento é ensinado a identificar eventos essenciais que ocorrão naturalmente dentro de um ambiente e assim engajarem comportamentos específicos quanto esses eventos ocorrem avaliar se desempenhou o comportamento corretamente e apresentar a consequência reforçadora contingente ao desempenho correto basicamente aqui ele tá aprendendo a fazer essa análise então ele tá aprendendo a identificar análise funcional do seu comportamento e aí aumenta a probabilidade de que indivíduos com tea possam ser incluídos em uma variedade de contextos alivia
a demanda de prestações de serviços educacionais e comportamentais porque a ideia é que a criança a pessoa autista vai aprender a identificar seus comportamentos a identificar os contextos no quais eles acontecem e a manejar as comportar de uma forma mais adequada e aquilo lembrando É claro que vai depender muito do nível de suporte do desenvolvimento dessa criança e das habilidades que ela possui para ela conseguir fazer isso de uma forma autônoma outro procedimento é o de modelação então muitas pesquisas têm mostrado que a modelação pode ser uma intervenção muito eficaz para o ensino de diferentes
habilidades para indivíduos com Teca já são capazes de imitar os outros a modelação é um procedimento muito utilizado no na intervenção com as crianças a modelação e a modelagem tem uma diferença aí Entre esses dois mas a modelação ela é muito utilizada na intervenção para ensinar para criança uma habilidade nova E aí a modelação ela envolve então uma instrução para que eu aprendi atente é um outro indivíduo ou seja para que ele Siga para ele que ele observe um modelo e em seguida engagem comportamento semelhante ao modelo por isso que a criança precisa conseguir precisa
ter já desenvolvida a habilidade de imitação porque que ela precisa observar o modelo que vai ser feito e imitar reproduzir este comportamento Pode parecer que não é tão importante mas as crianças típicas neurotípicas naturalmente elas aprendem por meio da imitação por meio da modelação elas olham o modelo e repetem reproduzem com isso vão aprendendo quantas a gente não vê a criança brincando com as bonecas se reproduzindo a mesma coisa que a mãe faz sem a mãe tem ensinado isso não é a mãe ter falado que é assim que ela tem que fazer isso ela está
aprendendo com base no modelo e aqui para crianças com Transtorno do espectro autista já que essa é uma habilidade muito importante para aprendizagem a gente muitas vezes precisa estimular porque ela tem a dificuldade em adquirir naturalmente a habilidade da imitação então existem programas de intervenção para ensinar a imitar e utilizando o procedimento da modelação então isso pode ser feito por um modelo ao vivo ou por meio de um vídeo previamente desenvolvido com ações específicas vai depender do engajamento do interesse da habilidade da Criança e aí aprender a observar o modelo esse comportar de forma semelhante
permite que indivíduos com ideia possam adquirir inúmeras novas habilidades e resolver problemas em novos ambientes então é uma habilidade da imitação que precisa ser estimulada uma habilidade muito importante e a gente pode utilizar da modelação para ir fazendo o treino de novas habilidades por meio da imitação o pão tem que são as dicas e o reforço que a gente também já viu lá atrás do que indica então apresentado em algumas combinações esses dois representam os pacotes de intervenção mais estudados e utilizados com Transtorno do espectro autista então é utilização da combinação com o reforço as
dicas envolvem aí alguma ajuda alguma forma algum suporte ou ajuda física dica descritiva dica escrita ou palavra modelada apresentado pelo terapeuta após uma instrução e antes que a criança engaja uma dada a resposta então basicamente ela funciona é como um antecedente para resposta junto com a instrução você vai falar o que você quer que a criança faça e você vai dar uma dica já antes do que que ela faça realmente para garantir que ela tenha a resposta correta E aí você consiga reforçar ao final então por isso que é um combo da Dica com um
reforço de novo o nosso esquema a dica tá acontecendo aqui e o reforço tá acontecendo aqui então é quando a criança responde corretamente Porque você deu ajuda deu a dica que ela precisa você entrega um reforçador para aumentar a probabilidade da criança ter essa resposta de novo em outro momento e aí existem programas os programas geralmente de intervenção autismo Eles são muito estruturados num esquema de dicas Então você já tem estabelecido você já tem uma noção de que tipo de dica você vai utilizar E como você vai fazer você vai esvanecer as dicas ou você
vai aumentando as dicas Conforme você perceba que tem uma necessidade maior Geralmente os programas optam por fazer até para ter uma garantia de acerto Então tem um ensino de sem erro que que dê as dicas mais fáceis que Mais primeiro e depois vai esvanecendo essa dica para ir promovendo a autonomia resposta dessa criança de uma forma mais autônoma que ela consiga responder sozinha então é o que tá dizendo aqui a dica pode ser gradualmente exvanecida ao longo das tentativas sucessivas então conforme você vai vendo que a criança tá adquirindo aquela habilidade você vai vanessando a
dica para que ela vá aos poucos respondendo emitindo aquela resposta sozinha e a entrega do reforço também pode ser diluída para um nível manejável porque a ideia é que a criança consiga emitir essa resposta sem precisar ganhar um item ou algum doce ou algum brinquedo que seja reforçador que ela Aprenda que por exemplo o meu pedido foi a ponta para boneca que a criança entenda que cadeia cada boneca aponta para boneca ou pega a boneca que a criança tem que seguir quando ela escuta essa instrução é isso que é a resposta esperada por ela e
não que ela tem que pegar a boneca Porque ela vai ganhar um doce depois ou porque ela vai ganhar um brinquedo depois E aí a quantidade de dicas e de reforço vai variar de criança para criança de situação para situação precisa de novo ver qual quais são as habilidades dessa criança Qual o nível de suporte que ela precisa Se ela já tem habilidade que você tá tentando ensinar e você só quer aumentar ou aprimorar ou fazer a manutenção então muitas pesquisas escrevem vários métodos de uso de dicas e de reforço com indivíduo Esther em todas
as idades então nós temos aí é toda uma estruturação nós temos planos de intervenção que descrevem de diferentes formas da utilização das dicas do reforço e antes de decidir de decidir qual que vai ser o procedimento utilizado é muito importante que a gente faça uma coleta de informações sobre a criança e sobre a família então nós temos que ter um conhecimento aprofundado e entender maior Qual que é a dinâmica dessa criança Qual que é o ambiente em que ela está inserida Qual que é a dinâmica é desses comportamentos em base na relação dessa criança com
o ambiente O que que está reforçando os comportamentos inadequados o que está impedindo que os comportamentos adequados aconteça assim por diante para isso é importante fazer a formulação de caso que vai englobar vários Vários vários aspectos do desenvolvimento da história e dos comportamentos dessa criança para a gente ter um quadro bem estruturado bem definido da criança que a gente está atendendo Então vai envolver histórico do paciente registro comportamento de relatórios a idade as habilidades que são para requisitos dessa criança a gente tem que saber quais são as habilidades que são necessários serem trabalhadas para que
ela tenha os comportamentos que a gente quer que a gente quer estimular contexto valores crenças das partes interessadas então o que que Quais são as expectativas Quais são as ideias que esses pais cuidadores e educadores tem sobre essa criança Além disso é importante realizar as avaliações de preferência esse também é um ponto bem Inicial que a gente sempre faz quando vai atender uma criança e aí Independente de ser até mas a gente dá um destaque maior para crianças então a gente faz uma avaliação de preferências geralmente o que que a gente faz um levantamento já
na entrevista Inicial com os pais de quais são as preferência Quais são os interesses o que essa criança gosta mas geralmente mas também podemos fazer em Dois Passos então o primeiro descoberta de uma grande variedade de itens que possa vir a ser utilizada como reforçadores Então seja porque observamos essa criança seja porque fizemos o levantamento com os pais de Quais são esses itens então brinquedos atividades objetos comidas lugares tudo que a gente pode chegar a utilizar como reforçador para aumentar o engajamento e a motivação dessa criança E aí depois nós vamos fazer a apresentação sistemática
desses itens com propósito de identificar suas preferências nós vamos ir apresentando esses itens para criança para entendendo o que que é mais motivador qual desses reforçadores tem um valor maior qual que ela gosta mais qual que ela tem o interesse maior qual que é mais eficaz para a gente utilizar como reforçador dependendo da atividade porque se for uma atividade que é mais tranquila para criança que ela goste mais o reforçador não precisa ter um valor tão alto agora são uma atividade que essa criança não tá afim de fazer a barganha que a gente geralmente fala
que é assim o reforçador que a gente tem que utilizar já tem que ter um valor mais alto a criança tem que ficar mais interessada mais motivada a ganhar esse motivador esse reforçador então é Além disso é de grande importância para análise do comportamento realizar a avaliação contínua utilizar de medidas objetivas Então a gente vai estar sempre fazendo avaliação do desempenho dessa criança do ganho das habilidades e vai utilizar de medidas objetivas a gente vai estar sempre fazendo isso de uma forma estruturada anotada de uma forma de um modo objetivo e estamos ajuda a tomar
decisões bem informadas sobre as nossas intervenções e realizar mudanças sutis no comportamento por isso que a análise comportamento ela é muito baseada em evidências porque tudo é sempre muito quantificado muito avaliado e continuamente acompanhado então já que a gente tem que ter essa medida objetiva fazer essa avaliação do comportamento na análise comportamentos acaba sendo crucial para intervenção e para avaliação é preciso que a gente tem uma definição apropriada do comportamento Então a gente tem que definir o comportamento alvo ou os comportamentos ovos que serão trabalhados na intervenção e estruturar o como o passo a passo
de como iremos trabalhar esses comportamentos E aí o método de medição né que a gente utilizar para fazer essa medição também tem que capturar com precisão essa mudança que a gente está fazendo na avaliação contínua Então tem que ficar muito claro o que que estamos trabalhando como estamos trabalhando e como que isso está decorrendo nos atendimentos qual que tá sendo a eficácia ou não da intervenção que a gente está utilizando então o que que a gente faz nesse O que que a gente observa nessa medição que a gente anota análise da tarefa o registro de
ocorrência a frequência a duração e a taxa E aí ressalta-se que é difícil avaliar os efeitos de um tratamento se você não tiver certeza que a intervenção foi conforme planejado e esse é um ponto que é muito reforçado é muito falado na intervenção no transtorno do espectro autista com base na análise do comportamento e que a gente precisa ter essa certeza de como foi feita a intervenção de que ela aconteceu como planejado de que nós fizemos de uma forma adequada de que tudo foi muito bem mensurado muito bem é anotado e descrito por isso que
é importante a gente entender bem sobre o que que a gente está anotando Então a gente tem que entender sobre a análise do comportamento para poder saber o que que estamos olhando como estamos olhando e como nós devemos atualizar como nós devemos fazer essas anotações bom por hoje é só essa aula finalizada nos vemos na próxima aula obrigada