a variação afeta eh todas as Faces da língua claro que é mais Evidente é a pronúncia mas também o vocabulário e também a sintaxe a maneira como nós eh construímos as sentenças por exemplo desde coisas elementares eh o artigo com o nome próprio em boa parte do Brasil não se usa o artigo com o nome próprio então eu digo encontrei Pedro vi Maria e e Em contrapartida em outra parte do Brasil o o nome próprio vem sempre com artigo encontrei o Pedro encontrei a Maria né e isso dá uma já uma distinção Clara entre as
variedades do português do Brasil nome próprio com ou sem artigo né Eh o tratamento eh do interlocutor varia também muito entre os diversas as diversas variedades do português por ex exemp em Portugal se usa o tu muito claramente com a segunda pessoa do do do verbo é no tratamento informal no tratamento formal se usa a terceira pessoa do verbo raramente se usa você em Portugal n ou não se usa nada então o sujeito é vazio você vai dizer vai ao cinema ou então se preenche com uma expressão de terceira pessoa do tipo a professora vai
ao cinema quando um português diz conversando com uma professora a professora vai ao cinema ele não quer saber se a terceira pessoa vai ao cinema Ele quer saber se você vai ao cinema né então para nós brasileiros muitas vezes isso é estranho né então eles dizem o Carlos vai ao cinema e eu fica pensando mas que Carlos não é você certo vejam é características né da do tratamento do interlocutor agora no Brasil o que que predomina predomina você o tratamento interlocutor mas em muitos lugares do Brasil nós usamos o tu só que usamos o tu
com verbo na terceira pessoa então em Portugal ele diria tucantar e no Brasil nós dizemos tucantar da África também isso acontece em que o tu vem com a terceira pessoa do verbo Então são fenômenos sintáticos que também marcam a variedade ou geográfica ou eh social né em alguns contextos por exemplo no Rio de Janeiro se usa você normalmente mas também há em certos contextos sociais em que aparece o tu com a terceira pessoa né Isso tudo é resultado da história da Língua Portuguesa que alterou profundamente o sistema de tratamento do interlocutor né que aquele tratamento
que ela herdou o sistema que ela herdou do latim ela abandonou e alterou eh eh substancialmente né é uma das marcas que distinguem o português das outras línguas eh românicas as línguas que vi vieram do do latim ainda na sintasse Talvez o fenômeno mais interessante da gente para para para o qual a gente deve chamar atenção é a concordância verbal né então por exemplo eh o pronome nós pede a primeira pessoa do plural Nós vamos só que em muitas variedades do português essa concordância não ocorre vai as pessoas vão dizer nós vai né nós cantamos
nós canta eh agora e eh a falta da da da concordância é um fenômeno que ocorre em todas as variedades do português Esse é o dado interessante só que em maior ou menor grau se a regra de concordância foi aplicada em grande eh foi aplicado em alto grau então é o Português standar o Português Urbano em pouca pouca frequência é o português eh eh rural ou as variedades do português popular e essa frequência da concordância que dá um corte né entre as variedades no Brasil as variedades prestigiadas TM um grau alto de concordância verbal e
as não prestigiadas TM um grau baixo de concordância verbal Mas mesmo os prestigiadas as variedades prestigiadas se o sujeito vier depois do verbo entra sem que a gente perceba a não concordância então acontecer muitos acidentes nessa já aconteceu muitos acidentes nessa esquina isso é comum no português eh falado na cidade o português Urbano certo e eh vejam é um é um exemplo né eh de de de de de falta de concordância mas que é aceitável e há outros exemplos de falta concordâncias que não são aceitáveis né então Eh Outro dia eu lendo o jornal diz
lá fazia parte da comitiva Os assessores da economia fazia parte da comitiva Os assessores Por que que o jornal publicou essa frase com essa o verbo na terceira do do singular e o sujeito é plural porque o sujeito tá depois do verbo sujeito depois do verbo em geral ele puxa a a a o verbo para a terceira pessoa do do singular Então esse é um fenômeno muito estudado no Brasil é uma uma é uma característica eh marcante da diferença entre as as variedades linguísticas outra coisa que está acontecendo muito no Brasil ainda do ponto de
vista sintasse é que nós estamos abandonando pro nome nós e substituindo pelo pronome a gente então a gente vai a gente faz a gente pensa a gente trabalha né a gente terminou o livro O nós está perdendo espaço e o agente ganhando agora veja que interessante o a gente ganhando o verbo é na terceira do singular então a conjugação também se altera né de repente você tem um um uma variedade do Brasil em que tu canta ele canta a gente canta e eles canta eventualmente né certo Quer dizer uma redução da morfologia e claro se
for tu canta não tem problema né porque ele é de uso eh amplo e geral em alguns algumas variedades eh ele canta é a a concordância esperada a gente canta é a concordância esperada se você disser eles cantam Você tá no português Urbano se você disser eles canta Você tá no português Popular né Veja por uma única forma na conjugação verbal