เฮ [Música] [Música] [Aplausos] [Música] Bem-vindo a mais um podcast de Nilson Show com o meu parceiro Chico Garcia. Alô, Chico Garcia, hein? E aí, irmão? Mais um episódio especial no nosso podcast. São 4 anos de podcast. A gente tá muito satisfeito com o resultado que A gente vem tendo ao longo desses 4 anos. Eh, como eu sempre falo nesse comecinho de podcast, a gente agradece muito a você que acompanha o podcast nas redes sociais. Obrigado por todo o carinho. Todos os convidados que recebemos aqui no podcast, obviamente, são especiais, mas o de hoje tem um
um lugar um lugar guardado no meu coração, porque ele sempre me tratou com muito carinho, muito respeito. É um podcast diferente, porque é difícil você Conversar, trocar ideia, entrevistar amigo, né? Porque a gente tem várias histórias juntos dentro de campo. Fora de campo a gente sempre teve um relacionamento de de amizade, obviamente feliz com o crescimento pessoal e principalmente profissional, porque nessa bolha que vivemos, eh, eu vivi durante muitos anos, o convidado também viveu durante muitos anos, a gente às vezes acaba acaba se relacionando com pessoas que são envolvidas só com o Futebol. Então, quando
a gente consegue abrir a nossa mente e conversar com outras pessoas, o amadurecimento vem. E esse o convidado de hoje vai dar uma aula pra gente de amadurecimento de reinvenção pós-carreira. Agradecer a nossa patrocinadora master a KTO, parceira do podcast, minha parceira pessoal, parceira do meu companheiro Chico Garcia pessoal, a Brama que hoje está nos presenteando, participando desse desse episódio. Melita. Alô, Melita. Aí, meu parceiro Ronaldo eh, Sangue Bom, não é o nosso convidado, é um amigo, um amigo meu também que chama Ronaldo e vocês vão saber daqui a pouquinho quem é o nosso convidado,
porque o cafezinho é para esse podcast, ele é essencial porque une essa paixão pelo futebol, a resenha e o cafezinho que tanto eu como convidado aprendemos a beber lá no futebol europeu. Chico Garcia, Denilson Show, como estamos, irmão? Pô, eu tô fingindo o costume Aqui. Tudo bem? Mais um podcast. É, é, é mais uma, não é mais um, né? É, é um, é bem especial, é bem diferente para quem nasceu, por exemplo, eu sou de 81, então a minha primeira Copa mesmo é 94, 2002, né, acho que você lembra dessa, né, e tal. Eh, eh,
já é uma Copa que a gente acompanha vivamente e assim agradecer você que tá aí, porque tava até brincando com um amigo, né? Falou: "Pô, a gente, claro, a gente todo convidado que a gente recebe aqui, a gente recebe Com muita atenção desde sempre, desde antes. Eh, e é muito legal, tem muitos campeões que passaram por aqui, do Tetra, do Penta, muitos jogadores em atividade, treinadores. Eh, mas hoje a nossa, sei lá, e eu ia dizer final de Champions League, mas talvez seja uma final de Copa, né? Hoje a gente tá tá numa final de
Copa do Mundo e e eu até eh antes da gente apresentar, tem uma frase que para mim resume o nosso convidado, resume. Eu não sei se ele Conhece essa frase, mas ele já deve ter ouvido essa frase e eu não sei eu não sei a quem ela é atribuída, mas para mim resume, porque ela diz o seguinte: as lesões dele, né, desse cara, foram a forma que Deus encontrou para corrigir o exagero que ele havia cometido. Para mim é o que resume o nosso convidado Ronaldo Fenômeno. Bem-vindo, Ronaldo Nazário, antes de ser Ronaldo fenômeno. Bem-vindo,
irmão. Obrigado por prestigiar o nosso o nosso trabalho Aqui. Não, obrigado você, Denis. Chico, já tava devendo essa visita aí há algum tempo e aí eu sempre entrando em confusões e na na pegando um clube ali para administrar aquela coisinha. Aí vou, tento o CBF ali. Aí umas confusões gostosas daquelas que gostos. Enfim, mas eu tava devendo realmente essa visita e agradecer a a Brama que acelerou esse processo e e conseguiu Acelerar para eu vir e bater esse papo contigo. Obrigado pelas palavras, pô. Só a nossa amizade vem de desde muito muito a gente era
muito novinho, né, cara? muito moleque. Crescemos junto, eh, jogamos muito, muito tempo junto na seleção. Eh, tivemos uma convivência fora de campo também espetacular, muita resenha e e eu não sei, Chico, essa frase foi, mas eu já ouvi ela. Mas assim, eh, é bem isso, assim, o Eu acho que o o futebol Ele, assim, só de maneira já mais resumida, ele ele me deu tanta coisa bacana, né, tanta oportunidade, abriu tantas portas que eu nem imaginava. eh e ao mesmo tempo também me colocou obstáculos na frente assim que eu não sabia que tinha tanta força
para poder superar as coisas. E e cara, graças ao futebol, esse mundo maravilhoso que que a gente viveu e vive até hoje, eu sou o que eu sou, tenho a família que eu tenho, eh, a Estabilidade que eu tenho, os valores que eu tenho. Então, obrigado futebol, né, por me apresentar tanta gente bacana que nem você, Denilson, que convivemos tanto tempo e é um prazer realmente estar aqui com vocês e poder dividir um pouquinho dessa dessa história toda. É muito gostoso te ouvir. Há muitos anos eu tenho te acompanhado, obviamente, por tudo que você tem
construído nesse teu pós-carreira. Eu falei no início do podcast aqui, né, a Gente às vezes fica vivendo dentro dessa bolha do futebol durante muitos anos. Você só se relaciona com pessoas envolvidas com com o futebol. Às vezes você não senta para trocar ideia com um advogado ou com um doutor ou com uma outra pessoa de um outro segmento, um CEO de uma grande empresa para você ter uma outra visão, né, de de mercado, porque a gente fica só falando ali de balada, de festa, de mulher, de bebida, disso, de aquilo, da o que quando você
Começa a a abrir sua mente para outras coisas, eh, a o amadurecimento vem. Foi o que eu falei no começo. Quando que essa chave mudou na tua cabeça? Eh, Ronaldo, cara, eu acho que foi bem já no final da carreira, eh, depois que eu machuquei com jogando no Milan e aí eu vim pro Brasil e eu pensei, cara, dificilmente eu posso até me recuperar e vou me recuperar dessa lesão, mas dificilmente eu vou voltar pra Europa. E eu tinha esse sonho de jogar no Flamengo, tava treinando lá e não deu certo. enfim, e apareceu o
Corinthians. Eh, e eu não tive dúvida nenhuma de de de fazer essa escolha do Corinthians, até porque não tinha outra, não tive outra escolha. Foi foi realmente a única que apareceu, mesmo estando treinando lá no Foi surpresa para você não ter aparecido outras opções, cara? Foi ao mesmo tempo não, porque pô, a Segunda lesão, sabe, futebol às vezes ele é ingrato, às vezes as pessoas não acreditam, quer o o resultado imediato e enfim, mas eu não levo mágoa absolutamente nenhuma de ninguém e muito menos do Flamengo, que é um clube que eu adoro, amo, que
foi meu time de infância. Mas assim, o a oportunidade que eu tive de conhecer o Corinthians foi maravilhoso. E e a partir daquele momento, quando eu vim pro Corinthians, eu vi São Paulo Diferente também. Eu comecei a me relacionar com muita gente, diferente do mundo que eu convivia. Eh, e eu já tava prevendo, assim o final da minha carreira, né, com muitas dores, muito sacrifício depois de muitos anos. E você tinha quantos anos ali, Ronaldo, nessa fase do Corinthians? 34 e eu terminei com 35, que teoricamente os jogadores na da nossa geração jogavam até essa
idade, né? É que hoje Prolongaram um pouquinho mais, né? Alguns também. Zé Roberto foi até 62, mas são poucos ainda os que chegam, né? Zé, se pudesse tava até hoje jogando, cara. Poderia, né? Fisicamente ele tá voando, né? Mas tem uma história, o Joaquim Grava teve aqui com a gente, né? que ele conta que que ele que ele ele garantiu, digamos assim, né? Porque ainda existia uma dúvida, né, por conta da lesão. E o e o e o Andrês naquela época, né, muito eh consultando o mestre Joaquim Grava, foi ele que deu o aval e
tal, tem uma uma história de um jantar, uma reunião, acho que na tua casa e tal, que vamos, vamos. E foi foi mais ou menos isso. Foi. Eh, logicamente ele queria fazer os exames. Eu fiz os exames que ele precisava. Eu botei a minha equipe que tava treinando, né, o Maziote, para conversar com ele, mostrar os últimos exames que tínhamos feito, inclusive em relação à parte física, que Já tava treinando com bola, mas estava treinando muito a parte física, porque depois de duas lesões graves como aquela, normal que a gente intensifique muito mais na força
para que não tem uma recaída. Mas eh foi assim, depois a gente encontrou, ele falou: "Cara, se os exames tiver tudo OK, vamos para cima e você tá dentro." Aí eu fiquei amarradão. E aí, só para terminar aquela história, eh quando eu decidi que não ia jogar Mais, eh, que parei no Corinthians em 2011, eh, na minha cabeça eu queria fazer muita coisa com a minha fundação, que hoje já tá com eh 15 anos, que é a Fundação Fenômenos. E paralelamente eu abri uma uma agência de marketing esportivo que foi a a Nine, que tivemos
um sucesso incrível. Eh, foi muito legal porque a gente participou de um grupo eh muito grande que é o grupo da eh que é uma agência de Publicidade gigante e é global. E com o suporte deles e com eh a nossa disposição e o nosso conhecimento de de esporte, a gente fez um negócio muito bacana e foi inclusive muito divertido de trabalhar, que é o marketing desportivo. O negócio foi foi bacana, durou aí uns 5 anos aí, né? Mudei a chave de novo. Eu comprei a Otagon que a gente tem até hoje. O grupo hoje
tá um grupo relativamente grande com com produtora, Com agência de viagem, com eh com a um family office que, pô, eu acho que é um dos negócios mais bacanas que eu tenho, que é justamente para cuidar do patrimônio do atleta, né? A gente tem histórias de muitos atletas, falar sobre isso, muitos atletas que ganham dinheiro e que depois não sabe administrar ou que bota o amigo ou que bota o pai que não é a especialidade e acaba fazendo investimentos errados, não faz um Planejamento longo prazo e acaba perdendo tudo depois de 5 anos que para
de jogar. Tudo que vocês não tiveram, né? Tudo que vocês não tiveram quando começaram ali, né? Bom, eu posso te dizer que tive eh e tenho até hoje. Eu meu plano mesmo jovem assim quando começou desde muito cedo. Eh eh eu sempre gastei muito dinheiro com advogados, eh com com eh financeiro, com tributarista, Staff, né, com a imagem, enfim, sempre que tive isso. E depois que eh depois de uns anos, a gente decidiu abrir, há poucos anos atrás, inclusive acho que se anos atrás, eu decidi abrir o que eu tenho de serviço para cuidar da
minha carreira, do meu dinheiro, da minha imagem, do do dos meus investimentos. Eu decidi abrir isso para mais atletas, né, que é uma forma de poder garantir também o futuro desses que tão, né, comigo e fazer um planejamento de pós-carreira Para eles também, né? Ah, essa estatística é muito triste e não é só no futebol. Eh, 95% dos atletas norte-americanos da NBA que ganham dinheiro depois de 5 anos eles querem manter o nível e o padrão de vida, eles quebram. Eh, porque além de de não além de continuar gastando o que gastava, eh o cara
para de receber também o que ele ganhava antes, né? Esse esse número continua, Ronaldo, esse número pode ser mais alto. É, pode ser mais alto. Eh, Eh, porque, eh, infelizmente na nossa indústria e a nossa classe de de de jogador de futebol, eles eles eles não se interessam muito eh em outras coisas, a não ser o futebol. E e durante a carreira é até um pouco compreensível, mas tem que ter pessoas profissionais para cuidar do teu negócio, da tua imagem, dos teus contratos, enfim, do teus investimentos. E eu acho que esse serviço a gente tá
Hoje aí com mais de 40 atletas e artistas no nosso negócio, se chama Galáticos Capital. é um asset que a gente tá abrindo aos poucos, um crescimento gradual aí para paraa nossa categoria e tá tá funcionando muito bem. Eu fico orgulhoso de poder garantir que essa galera aí vai ter um futuro brilhante, vai ter um futuro sustentável. O a gente vem, a gente é de uma geração que não tinha internet tão bombada quanto agora. Hoje qualquer Informação, você na palma da mão, numa concentração, você consegue ter a informação no que você quiser, seja qual assunto
for. A gente não tinha essa facilidade. Então a gente normalmente de repente terceirizava ali um conhecimento, né? perguntava para alguém o que você queria saber ou aprender. Eh, quando eu te ouço falando e esse dado que você falou agora em relação aos jogadores da NBA, já há um bom tempo você já citou isso em em várias Entrevistas que você já deu. Recentemente eu vi um dado também de jogadores profissionais do Brasil que são inscritos lá no na CBF, no tal, eh, 92 ou 93% recebem três salários mínimos. Na classe atleta de futebol, de jogador de
futebol. A gente tem um poder hoje do microfone, tem a internet bombando, então a gente tem esse direito e acho que necessário falar sobre isso. Voltando um pouquinho na fase de Ronaldo Lima Nazário, eh me fizeram uma pergunta Eh já há um bom tempo e eu fiquei me fez pensar, falei: "Caramba, faz tanto tempo e eu vou te fazer a mesma pergunta. Há quanto tempo você esse barulhinho? Não sei se vocês estão conseguindo ouvir daí. Isso é a brama, pai. Tá preparando Isso é a brama. Preparando o produto. Você que tá acompanhando o podcast, tá
com a pedra de sal na garganta. É gostosinho. Papai também tá com a pedra de sal, mas estamos trabalhando. É Pro me fizeram, Ronaldo, a seguinte pergunta: Há quanto tempo, Denilson, e eu faço essa para você? Você não entra num local e as pessoas não sabem quem é você, as pessoas não te reconhecem? Há quanto tempo faz que você entra no lugar e alguém sabe que você é o Ronaldo? Vixe, cara, eu tenho um, eu tenho uma tática agora que eu consigo, é, tem uma técnica muito boa agora que que depois do depois do da
pandemia, do covid, eu continuei com a máscara. Não é possível. Eu continuei com a máscara do COVID. Mas consegue enganar com a máscara? Eh, cara, eu diminui, até você começar a falar, né? falar, esquece, falar já era. Mas eu, assim, tem locais que eu me sinto muito vulnerável. Por exemplo, para mim, o lugar que eu fico mais vulnerável é um aeroporto. Eh, e aí é difícil. Então, aí eu coloco a máscara, ando rápido e aí eu consigo dar uma escapada. Mas Cara, eh, eu acho que a fama, eh, eu, eu jurava que quando eu parava
parasse de jogar ia diminuir e ia, sei lá, aproveitar algumas outras coisas que não pude na minha carreira, mas não não diminuiu. muito pelo contrário, eu acho que aumentou e eu acho que é eh como você disse, hoje o poder da informação rápida da internet eh revolucionou isso, né? A gente eu vejo muita gente jovem eh que que Conhece minha história toda, mas não não tem nem idade para ter me acompanhado, né? E então isso é o poder do YouTube, né? Da das redes sociais. Mas teve alguma viagem que você fez assim em algum canto
do mundo que você teve um pouquinho mais de sossego ou sei lá, em qualquer canto do planeta? Alguém te acha? Não, é, é difícil encontrar um lugar assim, isolado na minha casa. Talvez, talvez. Você se você se personalizou com 16 anos, 17 anos? É, no Cruzeiro. A partir daí, qualquer lugar que você vai, as pessoas já sabem quem é o Ronaldo e depois, obviamente, depois do tempo que você foi construindo a tua imagem como atleta, passaram a te chamar de de Ronaldo Fenômeno. Mas até chegar a ser o Ronaldo Fenômeno, como é que foi esse
processo, cara? Eh, nessa época eu só queria era jogar mesmo, dar o meu melhor nos treinos, nos jogos. era fominha, queria todos os jogos, queria queria me Divertir jogando e nunca me liguei assim pros apelidos. Até que quando eu fui para pra Inter de Milão que os italianos inventaram esse apelido, né? E cara, durante um tempo eu também resisti esse esse apelido, né, de que, pô, Ronaldo Fenômeno já uma pressãozinha aí, né? Uma pressão aí, né, cara? Já mais, né? E e eu tentei resistir, mas cara, quando eu vi já era só Ronaldo fenômeno e
e não Tinha mais para onde correr. Ficou um Ronaldo Nazário em você? Tem muito de Ronaldo Nazário em você. Tem que você citou aí a minha essência toda, meus valores são os valores que eu aprendi com meus pais, eh, com a escola do futebol, que eu acho que é uma das melhores escolas eh eh do mundo, né? Eu não trocaria a vida que eu tive no futebol e o aprendizado que eu tive no futebol com um curso em Harvard ou Stanford ou Qualquer outra universidade [ __ ] no mundo, entendeu? Não não trocaria de jeito
nenhum. Acho que o futebol, nossa, o que ensina, eh, assim, eu tento passar um pouco paraos meus filhos, né, a convivência do que é a indústria do futebol, o que que é uma concentração, o que que você aquela disputa saudável de território, de espaço, de ambiente, de vestiário, de, né, o time titular, eh, o time reserva, pô, estádio lotado, é tudo isso é um aprendizado Na nossa vida que a gente vai carregar para sempre. E é difícil colocar isso em perspectiva para pros jovens de hoje, né? Porque é diferente demais hoje. Não tem, cara, não
tem a hierarquia num vestiário antigamente, cara, era sagrada. É lembrado. Hoje não tem, não tem. Hoje os jovens, cara, tem muita influência externa, né? empresário, assessor, muito o staff trabalhando que é necessário, mas é o jogador hoje ele não Tá sozinho. Vocês, você até, não sei, eu não sei se é bom ou se é ruim essa mudança toda, porque, pô, antigamente os bullying que a gente sofria eram muito pesados também, né, cara? Eu sofri muito bullying na época de de jogador e principalmente quando o Denilson chegou uma época que era o mais novo também, sofreu
bullying também. E eu também sofri, pô. Imagina em 94, o Romário pedia para pegar um cafezinho. Tinha um monte de gente para pegar cafezinho Porque ele pedia para mim, cara. Ia ia eu. E eu ia ia lá, pegava o café, entregava açúcar, doçante, entendeu? E hoje não tem mais, né? Hoje não tem, não tem. Ah, eu eu percebo isso, Chico. Mas então, até aí eu não sei o que é bom, o que é ruim, porque não acho que tem coisas que melhorou, que melhoraram, outras que e infelizmente vem com o progresso, com a evolução, não
tem como barrar, né? Por exemplo, a influência da das mídias Sociais, do digital que tá no jogadores, tem como orientar, não tem como travar tudo isso. Eu eu vejo hoje, Ronaldo, muitos e exjogadores históricos e aí sempre questionados naquelas listas lá e tal. Eh, e você é sempre citado como eh um fenômeno, um dos maiores de todos os tempos, tudo aquilo que você já sabe. Mas aí o o tava falando, né, do apelido que veio de fenômeno quando você surge lá. Eh, eh, eh, o Denilson também já falou muito sobre isso. Vocês estão Desenvolvendo a
carreira, eu acho que vocês não estão pensando muito no que acontece ali naquele momento, né? Hoje você consegue ter uma noção eh da sua importância. Você ouve esses caras, você deve ter celular, né? Você abre, daqui a pouco tem alguém falando de um Tierry Henry falando de você, tem um Zidani falando de você. Esses cara é é bom. Eh, tenho, lógico, acompanho todo mundo, tenho Instagram, acompanho a galera toda. Tô ligado em tudo. É, não é que Hoje a gente tem mais noção do que você representou, porque eh o futebol mudou muito de várias maneiras
e a e nós brasileiros, né, a gente tem uma uma nostalgia, não tem como ser diferente com a geração de vocês, porque, enfim, as coisas mudaram, né? Mas a qualidade ela ela ela ela era muito absurda e hoje a gente consegue ter mais noção disso, entendeu? é mais palpável dentro do teu pós-carreira? Bom, eu logicamente sei da importância Que tive na minha carreira como como jogador. Afinal de contas, eh o tempo vai mostrando que o que eu conquistei realmente não era fácil e difícil. Parecia parecia normal, né? três finais de Copa ali vocês emendaram, parecia
tranquilo. Eh, e então eu eu tenho noção exata do que eu represento e do que eu fiz dentro de campo para merecer esse respeito e essa notoriedade de hoje. Mas, cara, eu sou muito Tranquilo em relação a isso também, cara. Eu não vou por aí com um rank de importância me apresentando. Enfim, eu eu sou muito mais tranquilo do que as pessoas podem imaginar de que eu sou realmente o teu processo quando você vai pro PSV da Holanda, eh, Cruzeiro PSV da Holanda, esse processo te ajudou nessa adaptação na sequência de futebol europeu? Cara, ajudou
muito. Chegou novinho lá também. É muito novo. Eu cheguei com 17 anos. Cara, e assim, tu chega em eh julho, agosto, né, na Europa tá quentinho, tá gostosinho, tu vai, pô, chega novembro, final de outubro, novembro, dezembro, cara, é um frio, frio, é um frio aqui, tá maluco. E aí você não, você começa a sentir aquele e aquela dificuldade, né? Porque, pô, treinar 9 hor da manhã, tu tem que acordar às 7, pô. Tu prepara ali um casaquinho, abre a porta, Menos, cara, vem aquele vento gelado, menos três, cara, é melhor botar outro casaco. Aí
tu vai, tu chega no clube preparação, tu sai para treinar, cara. Cara, aquele vento pegou isso, cara. É, é desesperador, cara. Aquele vento gelado inverno, chovendo, às vezes nevando. Você não gosta muito de frio, não? Eu adoro frio, mas quando tá com roupa malareira. Adoro frio, mas não para treinar. Esses dias eu fui treinar às 7 Horas da manhã que eu tinha um compromisso e e cara tava um frio. Eu treinei de calça e casaco, né? Jogando tênis no ar livre e e tava muito frio assim, mas eu fui assim, OK. É, mas mas é
ruim. É ruim. O você você tinha quantos anos quando você foi pro PSV? 17 anos. Fiquei 12 anos e meio. Aí fui pro Barcelona nesse período. Porque hoje em dia a gente vê e houve muitos jogadores jovens com talento batendo e voltando. Tá que eu fico, cara, eu fico Indignado assim porque eles não estão suportando a uma uma as os coaches, né? motivacionais usam muito isso, né? Eles não suportam o processo para lá na frente ter o resultado. Eh, te incomoda também porque você vai com 17, eu fui com 19, também tive vontade já na
primeira temporada de voltar para casa, porque aqui era minha zona de conforto. Chegou a passar pela tua cabeça esse esses primeiros anos e falar: "Puta, preciso voltar ou você já foi sabendo Que tinha que suportar o processo"? irmão, eh, me incomodar não, não me incomoda porque isso é muito pessoal, né, de cada atleta. Eh, e uma vez que você passa a entender a indústria como um todo, você passa também a entender os personagens de cada situação. Por exemplo, o jogador jovem que tá lá, por exemplo, eh, um o Hendrick, pode não ser um Hendricker, pode
ser qualquer outro jogador jovem. É um empresário hoje tem que ter um cuidado, né, para falar alguma coisa que parece que vai ficar o João, o João tem que ter um cuidado, né? Se não parece que vai fulano, fulano, eh, tá, completou 18 anos, mas, pô, desde os 10 anos o empresário tá com ele bancando ele, a família dele, a ansiedade dele, tal, que não sei o quê. E isso leva um estresse danado. E a ansiedade do menino, a ansiedade do pai do menino, a ansiedade da família do menino, tudo Isso tem tudo tem é
um cara é muita muita coisa envolvido, né? chega uma primeira proposta, o cara que investiu ali o empresário, vamos dizer assim, porque tem muitos empresários que já controla essa situação junto com o clube e o clube também tá no aperto, precisando de dinheiro, ele não vai ficar esperando a oportunidade do Barcelona ou do Real Madrid. Eh, e, e dificilmente Uma grande verdade é que tem poucos que fazem um planejamento eh ordenado e gradual pro atleta ir subindo e evoluindo na carreira. Então, eu acho que o mercado tá ditando que a oportunidade aparece, o cara pega
e vai embora. Depois vê o que vai acontecer. Eh, na minha época eu eu tinha tive chance de escolher outras oportunidades. Na mesma época eu tive a oportunidade de de ir pra Inter de Milão, mas aí eu Influenciado pelo Romário na época que tinha ido para pro PSV e depois do PSV pro Barcelona, mesmo caminho, tal e e com aquela ideia de adaptação no futebol europeu, num campeonato de segundo escalão onde talvez seria mais fácil adaptação, cara, aquilo ali suou para mim perfeição. Então eu escolhi aquilo para mim, entendeu? Mas eu entendo, por isso que
não me decepciona às vezes o cara ir voltar, mas são oportunidade assim, tu não sabe a história de cada um E a história do empresário que tá investido, do pai que tá precisando. Então tem que entender um pouco o contexto geral de cada situação para depois poder julgar, né? É muito fácil julgar, né? Sim, tem muita gente que faz isso sem nenhum conhecimento de causa. E quando eu comprei e me aventurei em em ser proprietário de clubes e eu passei a ter uma visão do futebol, uma visão mais macro, né, cara? Você não é só
a opinião do do ex-atleta, do jogador. E tanto Que, pô, eu eu me envolvia muito pouco nas questões. Esse barulhinho, né? Esse barulhinho, hein? Tá. Pronto. Sede, pai. Esse barulhinho tá corta até o raciocío meu pai. Motor do avião ligou. Mas pô, eh, molou, molou esse barulhinho. Molhou tudo o barulhinho. Rapaz do céu. Uma água para mim. você fala, não, eu eu entendo, né, quando você fala da eh as oportunidades e cada jogador tem a o poder, obviamente, de Decisão. Eh, eu quando eu vou para lá, eu falei que eu queria voltar porque eu não
conseguia jogar na primeira temporada e eu falava pro meu pai: "Pô, pai, vou voltar porque lá no Brasil eu pegava a bola no meio, levava a bola até o gol, driblava todo mundo e tava gostosinho. Aqui eu tô driblando um, o segundo já tá roubando a bola." Então, tô me sentindo confortável. Aí vem a presença do da minha família, do meu pai, da minha mãe Fala: "Cara, paciência, vai ficar, vamos suportar o processo, vamos ficar aqui". Depois acabei ficando aí, cara, durante muitos anos. Eh, quer fazer alguma pergunta, Chico? Senão eu vou ficar tanta coisa
para perguntar para ele. Tem muita coisa, tem muita coisa, tanta coisa para perguntar para ele. Eh, quando você chega no Barcelona, pra gente começar a adiantar o processo, que eu quero chegar na nas nossas copas, né, que eu acho que são histórias Maravilhosas. Hoje eu tô espectador aqui, viu, galera? as nossas copas, é, e tudo mais. Eh, eu tive o privilégio, né, cara? Às vezes eu paro, eu paro às vezes privilégio tô tendo eu aqui, cara. [ __ ] joguei com grandes jogadores, assim, o privilégio de ter amizade no pós-carreira com grandes jogadores e grandes
pessoas. Eh, quando você chega no Barcelona, você já chega sendo uma realidade ou ou era uma promessa ainda, cara? Moi não sei para pros outros não sei. Para mim eu chego com uma fome e com a vontade de atropelar quem tivesse o meu caminho, sei lá, o Stoiskov, Pis que tava lá, eh, o Giovani. A gente sempre teve um entrosamento bacana desde o primeiro primeiro jogo, desde o primeiro treino. a na minha cabeça, eu ia fazer a minha parte e atropelar quem tivesse no meu caminho. Então, e assim, a essa influência do Romário em Mim
foi foi muito forte, cara, porque eh na Holanda eu chego e e falo igualzinho ele, pô, vou fazer 30 gols, cara, você é 7 anos. O que você tá falando, cara? Como assim? É por que você vai falar isso, né, cara? Vai lá, faz os 30 gols sem falar isso aí. Tá. Eu até fiz, com e tal, mas no Barcelona eu cheguei e falei a mesma coisa, 30 gols, aí fiz 34 no primeiro ano. Foi o recorde de gols na em temporada. Foi droga 52 gols numa temporada. Foi gol que não Acabava mais assim. Era
a fome mesmo, hein? E você jogou menos no Barcelona do que você gostaria ou pretendia ou você na temporada eu joguei quase não, eu digo o tempo que você ficou no Barcelona que depois você Inter depois Real. Cara, mas o Barcelona historicamente ele tem esse problema com as estrelas, com não sei, cara. É, todo mundo sai meio estranho de lá, né? Até o Messi saiu mal de lá, cara. É impressionante. Não cuidaram da saída dele, verdade? Não, o Meu caso, a gente tava na Noruega com a seleção, um um amistoso com a seleção brasileira e
eu tinha acabado o ano e eu tinha palavrada a renovação. Aí tava na seleção, dei entrevista que a gente tinha renovado o contrato, melhorado o contrato e deu três dias, os caras do Barcelona me ligaram, falaram: "Cara, a gente não vai poder cumprir com o seu contrato, você tá livre aí de negociar com quem tu quiser, só vem aqui, paga a cláusula e Caramba". E aí foi do nada assim, depois de Como é que tinha sido a temporada? a tua temporada, cara. Ganhamos só não ganhamos a liga pro pro Real Madrid do Capelo nesse ano.
Não foi 96, 97. Você tava no auge, tava voando e e ganhamos uma Recopia Europeia, ganhamos Copa do Rei, ganhamos que mais tinha sido uma grande temporada. Uma grande temporada. Te pegou de surpresa quando vem a notícia rolo com alguém lá ou não? Não, nenhum Rolo, nada. Coisa estranha, né? E e aí eu vou a gente rescind o contrato. Isso aconteceu primeiro com Romário, aconteceu comigo, aconteceu com Rivaldo, que fez temporadas incríveis de lá e foi, saiu mal, depois manteve a relação com eles. Eh, o Ronaldinho Gaúcho também, né? fez duas temporadas lá que até
chover ele fazia chover. Bizarra as temporada que o Ronaldinho fez. Eh, e aí saiu mal também. Eh, bom, enfim, Neymar saiu mal. Ah, só uma escolha, né? Neymar meio que escolheu também, né? ou não é, mas o também podendo te segurar, ele vai fazer um esforço para manter um um jogador que entrega resultado, né? Soares saiu meio também o com o técnico dizendo não conto mais e tal, ele foi pro Atlético de Madrid, foi campeão em cima do Barcelona. Enfim, mas o Barcelona é um clube fantástico, uma cidade fantástica e vai continuar sendo um clube
fantástico e e uma fábrica de talentos também. Na Espanha você tem o reconhecimento provavelmente, né, dos torcedores do Real, mas do Barcelona é você tem também carinho, respeito ou é ou é assim? Temho, cara, eu acho que é quando eu vou a Barcelona sempre eu sou muito bem tratado, sou eh uma parte que reconhece esse torcedores do Barcelona sempre entendem que minha relação com o Real Madrid é muito melhor e mas sempre fazem questão de dizer que a melhor temporada da minha carreira foi com eles. Enfim, foi torcedor, é, torcedor engraçado. E na Itália também,
aproveitando o gancho com Inter e Milan, dividido também. Não, não, não. É muito mais Inter do que Milan. Eu tive um ano e meio com o Milan, mas assim, muito difícil, já com acima do peso. Eh, enfim, tive muita dificuldade de de de jogar. Fiz pouquíssimos jogos, acho Que 20 jogos, 12 gols. Minha identificação com Mila é bem menor. Daqui a pouco a gente fala essa parada do peso aí quando começou a pegar pesado mesmo. Depois a gente fala, se você quiser falar também, se sente confortável em em falar sobre isso. Eh, pausa pra gente
tomar um cafezinho, porque a Melita é a nossa parceira aqui no podcast, patrocinadora, já está com a gente há um bom tempo. Aliás, agradecer, né, porque o podcast tem tudo a ver com Um cafezinho, porque essa resenha, essa paixão, né, pela resenha e pelo pelo futebol. E sempre comelita aqui nos apoiando no nosso no nosso podcast Denilson Show com Chico Garcia, não é isso, Chico? É isso mesmo. Cafezinho, futebol, resenha, podcast, tem tudo a ver. E eu queria já dar o recado para você, ó, que tá vendo aí o site na tela, melita.com.br. Você usa
o nosso cupom ali, Melita Show, fácil, né? Podcast Denilson Show. Po, o Cupomita show para você se abastecer lá de cafés, acessórios, como essa caneca linda aqui, ó, na medida para você tomar o seu cafezinho de manhã, de tarde, de noite. Tem gente que toma de noite também, né? Eu dou uma seguradinha ali, mas pode tomar a qualquer hora do dia. Você pode se abastecer lá usando o cupom, você ganha 10% de desconto. E 10%, que era agora a gente trocar uma ideia era 5% 10%, 10% tá mais gostosinho. E ó, em compras acima de
R$ 250 você ainda tem o frete grátis. Então acessa o site lá, usa o nosso cupom e aproveita. Melita desperta você para sentir mais o esporte. Obrigado, Melita pela parceria aqui no podcast Denilson Denilson Show com ele, Chico Garcia que daqui a pouco a gente vai começar a falar de Corinthians, você vai poder abrir o seu coraçãozinho. Eu sou gremista. Sei por que ele fez, você tá numa, você tá num corintiano. Meu Deus do céu. É que depois que a gente conhece O Corinthians, né, Ronaldo, as coisas mudam um pouco, né? E tal, tá rindo,
né, Ronaldo? Ele conhece o ele conhece também. Ele fala que até os 11 era. É, mas tá feia a situação. Tá complicado. É, vamos falar disso. Vamos falar disso. Daqui a pouco a gente chega nisso. Eu quero te fazer melhor até não. Caramba, deixa aqui. Eu quero te fazer uma pergunta que eu acho, eu tava pensando quando você falou: "Cara, eu vou lá no no podcast do Dena trocar uma ideia com ele." Eh, hoje a gente vê o Neymar vivendo uma situação de instabilidade por causa da questão física, clínica, muito próximo da Copa do Mundo.
Em algum momento você se vê nele, nessa situação ou não? Muito me vejo muito e toda hora. Eh, esses dias eu tive tive com ele, a gente gravou um anúncio eh juntos e foi legal que eu troquei essa ideia com ele, cara. E ele, ô, que bom. Eh, não foi uma pergunta boba, né? Foi uma pergunta Legal do final. É, não mandou bem demais, porque eu vejo assim, eh, logicamente vai ter sempre gente maldosa queim querendo provocar, fazer o que for, mas a grande maioria eh, do dos torcedores de futebol eh tem que entender que
não é fácil você ficar parado um ano, voltar de uma lesão grave e e voltar a jogar como se nada tivesse acontecido. É muito natural o que o Neymar tá passando. aconteceu com todos que tiveram lesão de mais de um ano. Quase todos. É, pode fazer uma, buscar aí a estatística que não tem como. É muito difícil o ritmo de jogo. você volta a aos poucos, aí você tem recaída, você tem eh problema muscular que não às vezes não quer dizer nada diretamente com a tua antiga lesão, o que você recuperou, mas o corpo ele
é frágil e e o o o esporte de autodesempenho exige muito do corpo do atleta, né? Eh, e o futebol tá cada vez Mais rápido, cada vez mais intenso. Cada vez os atletas fazem, percorrem mais distância, com maior velocidade, eh, e, e, e cada vez a recuperação é menor para isso tudo. Então, é muito normal. Eu falei para ele, cara, vai no teu tempo, joga um tempo, depois sai, joga outro. Eh, só não falei para ele não botar a mão na bola, né? Mas aí ele aproveita e descansa, descansa um jogo, eh, foca na Recuperação.
Cara, eu acho que agora, logicamente, quando o cara tá jogando, ele vai dar o melhor pro seu clube, mas ele tem que respeitar esse planejamento de recuperação do do do físico dele, porque você conseguia ter esse controle, cara? É, eu sempre dividia, né, com o Masiot, tipo assim, vou até ali jogador quer jogar, mas tem que respeitar isso daí, cara. tem, é muito importante você respeitar o limite do corpo. E hoje a fisiologia esportiva te Dá dados que você só machuca se você quer, porque ele você chega no teu limite, o corpo já avisa, tem
mecanismo de você eh identificar isso. Então você não precisa chegar nesse limite, ainda mais sendo ele uma a maior esperança brasileira pra seleção brasileira. Então eu conversei bastante com ele nesse dia para ele ir tranquilo, pô, para ele manter o foco, continuar treinando para caramba, forte, ficar com as pernas muito forte e e que o objetivo Dele tem que ser a Copa do Mundo, né, cara? Pô, ele é apaixonado no no na seleção brasileira, é um dos maiores craques que nós já tivemos no na seleção brasileira, o maior artilheiro de todos os tempos, passando até
o Pelé, passando até o Pelé. Então, cara, para ele ficar tranquilo e é lógico que a pressão em cima dele é muito grande também, né? Isso é um problema, vocês tinham uma parceria ali que e dividia muito a responsabilidade, Né? eram, eram muitos craques, né, na geração de vocês, muitos jogadores acima da média. Hoje a gente tem bons jogadores, né? Vinho, Rafinha são ótimos jogadores, mas me parece que no nível dele ele ele ele já há algum tempo, não de agora tá meio sozinho assim no nível dele. Ah, não, não esteja sozinho, não. Eu acho
que não, eu falo no nível dele. Eu acho que o nível dele é muito acima do nível dele é é muito acima dos outros, mas assim, nós temos grandes Jogadores. Eu acho que o os problemas da seleção brasileira vem vem das das lideranças eh da da CBF. Eu acho que e eu acredito muito também na na na capacidade do esporte e e no simples fato de que futebol é um esporte que se ganha e se perde e enfim fatalidades acontecem. Por exemplo, a eliminação contra a Croácia. Aí pai, tá chegando a hora, hein? Calma, calma,
Brama, a gente Vai falar de você. Calma, fia. Acelerada, bebê. Calma que vai chegar esse Calma, vai chegar esse momento. E a eliminação da contra a Croácia, né? Aquele jogo que a Croácia não não jogou absolutamente nada. Você olha para aquele jogo, cara. Você, pô, é loucura, né? Perder aquele jogo. Eu ficaria, eu fiquei muito bravo, né, cara? Diferente do 7 a um, que foi uma coisa terrível que eu não consigo ver explicação. Eu Tava comentando aquele jogo com o Galvão e dei graças a Deus que o Galvão e fala, falou por todo mundo e
e ali eu não fiz questão nenhuma de falar porque eu também não não tinha o que falar. Eh, é inexplicável. Mas é assim, o o da Croácia, cara, jogou muito bem, dominou o jogo todo e aí perde, cara. Desclassificado. É, é complicado. Mas os anos, os Mas eu acho que nós temos grandes jogadores, sim. Eu Acho que a chegada do Ancelote vai ser bem legal. Eu conheço muito bem o Ancelote. Ele é um cara extremamente de grupo. Ele vai dominar os jogadores, vai ganhar na resenha, vai usar de toda a experiência dele eh para para
conquistar os jogadores e a confiança dos jogadores, porque para mim treinador também ele tem que saber se envolver com os atletas, né, de ganhar confiança, saber puxar, saber esticar a corda, saber afrouxar. Eu acho que isso É uma relação muito pessoal, não é só de treinador e e jogador. Eu falo, eu acho que não sei se você vai concordar comigo, que esse esse fora campo, né, ele é mais importante do que aqueles 90 minutos. Esse relacionamento do dia a dia, ele é mais importante do que aqueles 90 minutos, que eu acho que esse esse essa
construção de ambiente que tem fora do trabalho, no dia a dia, acaba refletindo, né? Qualquer trabalho coletivo, né? Você tem um ambiente de Saudável para trabalhar, para treinar, para e tá a hora que você vai pro jogo, cara, parece que é uma parada mais leve, né? Os 90 minutos acaba sendo, você tá falando do Ancelote que tem essa facilidade que é importante, né? Eu eu, por exemplo, conheço o Ancelote, mas nunca trabalhei com ele, mas a gente conhece a história, jogadores falando e é importante quando você com toda a tua experiência falando pr caramba o
Felipão, lembra como é que você falou? Lembrei no hotel, prisão, dia a dia, pô. Os trein era chato, para caram picante, mas, pô, no dia a dia, cara, é, ia todo mundo lá, cara, dava um pique a mais por ele, dava um, né, um sacrifício a mais por ele e tava todo mundo sempre de boa cara, cara. Isso faz diferença, cara. É, eu eu nesses primeiros contatos assim, né, a gente tem uma impressão, ele é um italianão assim, né, até pela idade assim, o o Anelote no caso é italiano, mas ele ele é porque eu
digo jeito Assim, né, um pouco mais bronco e tal, mas aí você vê que ele tá tentando, né, sendo simpático, ele cede numa brincadeira ou outra, abre um sorriso, tenta falar português e tal. Tô achando ele bem bem à vontade assim, né? A sensação que passa é essa, pelo menos, né? Ah, é, ele vai tá super à vontade, né? E, e eu acho que ele tem que saber separar isso mesmo, né? o lado político de CBF com o lado de seleção brasileira que tem que, eu acho que eh eh a a CBF Tem que saber
isolar a seleção brasileira, não pode usar a seleção brasileira na política que hum quando vocês quiserem também falar, a gente fala, mas para mim é uma vergonha tudo que tá acontecendo com com a CBF, mas a a seleção brasileira tem que tá completamente isolada disso, cara. Você sabe que a CBF vai utilizar politicamente da imagem da seleção, como já tá usando o caso do Anchelote, né? O Anchelote, inclusive foi um uma medida Extremamente positiva pelo tamanho que ele tem, mas você sabe que também tem um pouco de escudo de trazer de de amenizar um pouco,
trazer uma imagem mais positiva pro torcedor em detrimento de tudo que tá acontecendo. Você sabe que vai ser dessa forma, não. E tá sendo, tá maquiando bem, inclusive. Mas assim, a gente que é do futebol, a gente tem que continuar cobrando a CBF para que tenha um planejamento pro futuro do futuros jogadores, o futuro da seleção Brasileira. Depende do que a gente vai fazer agora, cara. E essa você desistiu de ser presidente? Você tirou isso da tua cabeça ou ainda não? Eu fui obrigado a desistir, né, cara? Saíram com você, né? Bom, eu não, os
caras, os presidentes de federações não quiseram nem me receber. Eu só tive com o Reinaldo e o Mauro Silva, que foram os únicos que me receberam e o resto, todos em questão de 48 horas eh me responderam a minha solicitação, Eh, via e-mail de ter uma conversa, né, sobre futebol, sobre o projeto que eu tenho, que é que eu que eu tinha de de CBF, as ideias que eu tinha para CBF, simplesmente A resposta foi inclusive uma resposta bem parecida, protocolar e de todos que apoiava o Ednaldo e e apoiava a excelente gestão do Ednaldo
e que eh respeitava muito a minha história com a seleção brasileira no futebol, enfim, mas que eh não poderia receber me Receber na em na nas federações. Isso foi todas, tá? Todas resposta tudo padronizada. Padronizada. Eh, muito parecida, né? Mas eu te pergunto agora que o Samir tá lá, você desistiu de voltar de alguma forma? Você, tipo assim, tirou da cabeça ou não, não, eu vou tá próximo, eu vou ser oposição, eu vou eu vou fiscalizar e eu vou tentar de alguma maneira chegar lá. É, eu eu desisti e eu acho que é definitivo, mas
não desistir do futebol brasileiro. Vou Continuar querendo ajudar o futebol brasileiro e e cobrando. Eu acho que a gente tem um poder muito grande na sociedade enquanto ex-jogadores. Eh, e a gente tem que saber usar isso melhor. Eh, hoje, do jeito que é o estatuto, eh, eu não tenho esperança nenhuma de que entre uma pessoa capacitada lá para fazer um trabalho dignamente Eh bom, a altura da seleção, a altura da seleção ou o que comece a fazer alguma coisa, não precisa ser a altura da seleção, porque se fosse a altura da seleção teria que fazer
coisas incríveis, né? Mas eh, infelizmente o estatuto que tá hoje, onde as federações eh que determinam o rumo da CBF, elas controlam essa essas essa narrativa peso da votação, né, do voto das federações e todos eles, quase todos votam juntos. Eh, e quando eu apareci para concorrer, Eles falavam assim: "Cara, se o Ronaldo entrar, ninguém mais vai entrar aqui". Então, e aí se reúne todo mundo e os caras pegam lá e não quer que ninguém novo entre ali, né, cara? Sim. Tinha tinha da tua parte, Ronaldo, a a o interesse de conversar pessoalmente, porque eu
ouvi em alguém da da dessa gestão de alguma federação falando que foi por telefone, online. Tem alguma coisa a ver? Eu mandei eh um e-mail eh no mesmo dia para para todas as Federações. Sim. Todas pedindo um encontro pessoal com cada um deles e para marcar eh eh esse encontro. Eu tava já meu comitê todo de campanha, a gente tava preparado, inclusive com com orçamento para pegar o avião, para ir para qualquer lugar e encontrar as pessoas. E em menos de 48 horas todos responderam que não ia me receber, que me adorava. Então, então tá
é que hoje o argumento é: "Ah, foi por e-mail? Ah, não foi Pessoal, ah, não sei o que o presidente". Mas aí aí nós vamos entrar num Ah, foi porque ele mandou um e-mail e não mandou um zap. Aí, desculpa, não, porque é importante falar isso aí, porque a às vezes a gente só ouve a imprensa e a narrativa de de determinada federação ou presidente de federação, porque eu ouvi isso. Ah, mas ele ele mandou a a o convite, a sugestão, mas não veio falar. Ele não deram espaço para você ir sentar e trocar uma
ideia e Colocar tuas ideias. O único que me recebeu novamente foi o Reinaldo e o Mauro Silva. E o Reinaldo também tentou e bateu com a cara na porta também. O os clubes eh acho que os clubes aprovaram, mas as federações não. E aí também não consegu nem ser candidato. A gente tem a gente tem aqui o o povo fala e vamos vamos colocar o povo fala e ver qual pergunta estão fazendo para o nosso, para mim, o Ronaldo, para você o Ronaldo fenômeno. Tão estranhando de me ver aqui invadindo o podcast? Resolvi fazer um
crossover de Qualé e podcast Denilson Show e eu vim pra Paulista perguntar qual é a pergunta da galera pro Ronaldo Fenômeno. Sou fenômeno Ronaldo Nazaro dos Santos. Oi Ronaldo, eu sou o João, sou de Taquera. Eu queria fazer uma pergunta para você. Por que em vez de você comprar o Cruzeiro, você não comprou o Corinthians? Essa é boa, hein? Sou de Itaquera. Essa é B. Ainda dá tempo, Hein, Ronaldoquera. Sou de Itaqueraquera. Quer se incomodar um pouquinho mais? Tipo assim, o Cruzeiro não tava meio. Essa aí é boa, hein? Essa é muito boa. Mas eu
eu não tenho muita esperança não, porque infelizmente a situação no Corinthians hoje eh tá muito complicada, muito complicada. É uma confusão interna, né, no conselho com o a atual gestão, eh, a dívida, enfim. Mas é, eu acho que a única solução pro Corinthians e é o Corinthians virar uma safe. Eh, quando o Corinthians virar uma SF, e isso pode ser um modelo híbrido de SF, que que eh onde o investidor ele ele ele para investir ele passa a ter um controle eh alternado com a associação, por exemplo. Mas assim, os primeiros anos tem que ser
o o investidor. É, e dependendo de quanto for injetar esse Dinheiro, porque a dívida do Corinthians só cresce, né? E mas eu acho que é uma saída, eu acho que o o Fortaleza eu acho que tem uma algo parecido, uma gestão híbrida. É uma saf híbrida, uma gestão parecida que você tá falando Fortaleza. Mas muita gente refuta isso porque o Corinthians tem uma massa, os clubes de grande massa não deveriam virar saf, você entende que é a solução. Mas aí eu acho que a pergunta é séria mesmo, porque você investiu no Cruzeiro, você Não se
colocaria à disposição para investir no Corinthians se fosse nesse modelo interessante aí? Ah, eu falei algumas vezes, se o se o se o Corinthians decidir virar SAF, eu arrumo o dinheiro e e embarco. Não, não, não é uma E não vai ser assim eh uma surpresa não, porque eu acredito muito em enquanto clube e massa social, potencial, ali tem retorno, cara. O Corinthians é uma máquina, uma máquina se se organizar Aquilo ali. Eu acho que assim, eh, o torcedor ele tem que entender o seu papel nessa, nesse papel, nessa nessa nesse processo todo, né? Eu
acho que eh os protestos que a torcida faz, a grande maioria das vezes, é exagerado e e e tumultua ainda mais um ambiente que já tá tumultuado. Eh, mas eu entendo necessidade de mudança, mas às vezes o o tumulto tá sendo criado, você tá atrapalhando e não tá pensando numa solução para isso. Acho que eh para mim Eh e eu acho que pro torcedor no geral a SAF é uma grande solução. E o torcedor não tem que pensar que a SAF vai tirar a identidade do clube, não vai de absolutamente nada. o clube vai ser
eh gerido melhor, vai ter mais investimentos, eh o torcedor vai ter mais facilidade. Eh, então eu acho que é uma solução viável. Eu acho que eh a gente mostrou isso pro pro torcedor no Cruzeiro, né, que eh a gente fez uma Gestão muito sustentável e responsável lá no Cruzeiro durante 2 anos e meio. E olha, foi complicado porque a gente pegou lá uma dívida de 1 B 200, eh diminuímos a dívida na metade, eh aprovamos a RJ, recuperação judicial do clube, eh colocamos o clube nos trilhos novamente, saímos da segunda divisão, onde tava 3 anos.
Enfim, olha esse barulhinho aíó. Ah, momento brava no podcast de Wilson Show com Chico Garcia recebendo Ronaldo Fenômeno. Calma gente, que sede. Mas essa essa história do Cruzeiro acho que dá para comparar porque nos primeiros anos a galera pensou o seguinte: "Nossa, o Ronaldo chegou, então agora a gente vai ter os galáticos aqui no Cruzeiro imediatamente vamos ter timaço e tal". E você e você chegou e disse: "Eu vou pagar a conta, gente, eu vou pagar a conta. Calma." E é questão de tempo que o Cruzeiro realmente domine, porque lá também tá sendo, já tá
acontecendo já tá Acontecendo. O Pedro, ele é agressivo, ele ele é muito bom, é um líder que é apaixonado pelo clube. Eu acho que eu também acertei muito na pessoa que eu escolhi para vender, né, cara? E o Pedrinho sempre teve comigo desde o início. Mas eu acho que o torcedor ele não tem que ter esse medo do clube virar saf. A SAAF ela foi criada para para ajudar os clubes a encontrar soluções de má gestão anteriores, né, de de anos de o exemplo Do Flamengo que o Flamengo não virou uma safe, mas precisou de
anos de organização, curação. Mas assim, mas é difícil fazer isso, né? Ainda mais no nível que tá hoje a dívida do Corinthians, né? É, a dívida é muito alta, 2 B e meio hoje e só de juros. E eu acho que eles não conseguem passar pagar a parcela, paga só os juros. É de um almoço para comprar a janta. É, é uma situação que tá muito complicada. Eh, E dentro de campo também não tá lá grandes coisas, né, que que possa gerar eh grandes receitas, enfim, aí confusão de polícia, enfim, tá um momento muito complicado
e eu sinto muito pelo Corinthians, pela torcida corintiana que tenha que passar por esse momento, né, cara, porque eh eu participei dessa reconstrução do Corinthians em em 2009, né? 2008 já ganhou a Série B. 2009 eu cheguei, pô, a gente treinava lá no no no parque Ecológico e não tinha nem lugar para trocar de roupa, enfim. Aí foi feito o CT, depois veio o estádio que a gente não tinha e era um e era uma coisa que o torcedor sentia falta para caramba e tinha tudo para continuar crescendo e agora uma crise institucional muito pesada.
Vamos ver o que vai acontecer lá nos próximos capítulos lá. Ah, o povo fala mais uma pergunta pro Ronaldo fenômeno. Aquela é muito corintiana, ela perguntou qual foi o gol mais marcante Dele pelo Corinthians. Agora outra pergunta que eu tenho para fazer aqui, qual foi a sensação de levantar a taça de 2002 ali? Porque é uma das coisas mais uma coisa marcante para mim. Eu lembro até hoje ali, ele o Cafu, ele, o pessoal deles voltando. Qual foi a sensação de ser tipo o cara mais [ __ ] do Brasil naquele ano ali de fazer?
Essa é minha pergunta. V perguntar pro Cafu também. Como é que foi o Cafu levantar a taça lá? Cafu dois Jardim. Irene, Regina, te amo. É, agora molou, né? Agora é quebrou, Denilson. Quebrou. Não, tudo bem. Foi o que ele disse lá na época. Tá tudo bem. Mou. E aí a pergunta era o gol mais importante ou mais bonito, mais marcante? Mais importante. Porque são poucos gols, né? São poucos gols. Escolher assim. Não, mas pelo Corinthians Corinthians foram acho que 40 eu acho. Caramba. Estreia lá em Presidente Prudente, né? Foi sensacional. É, mas eu acho
que os dois gols contra o Santos. Ai, aquela cavadinha da lama. O primeiro também. Sim, aquele controle, a chapadinha de esquerda e e o segundo acho que é é um gol lendário ali. Acho que é um dos mais bonitos que você fez assim na toda. E p tem gol bonito, hein? É, eu tenho canhota, né, cara? Eu tenho. Você finalizava bem de canhota. Imagina, Cara. Time aí, mas não era bater pênalti. Eu vou e bate de direita. Mas então, mas ali é diferente porque ali não é uma porrada de esquerda ali. Ali tem que ter
muita técnica. Eu não finalizava bem de canhota. É não. Nem de canhota, nem canhota. Nem com a canhota. Fala, mano. Não, porque eu tava falando que o de esqueda da cavadinha ali não é, por exemplo, você dá um um chute forte Com a perna, eu como joguei, posso falar, né? Você dá um chute forte com a perna esquerda e tal. Ali você tem que ter muita técnica também com a tua perna que não é a preferida, né? Porque ali você dá uma cavadinha, o que a gente tá falando por cobertura no Fábio Costa, você dá
uma cavadinha no no velocidade e no tempo correto de encobrir e entrar no ex além da técnica que muit muita gente pode ter é avaliar em questões de segundos a situação inteira, né, cara? Eu tava vendo o o Fábio Costa várias vezes adiantado durante o jogo e e não é que esse teu pensamento vai ali na hora com no pé, você o zagueiro te marcando, te empurrando, te querendo tomar a bola, você tem que tomar as decisões certas em cada centímetro. E eu acho que deu tudo certo naquele gol ali, inclusive eh eh a finalização,
né, que foi aquela que aquela de cobertura, mas você dá um pulinho para ver se a bola não vai Passar. O Elias fala até hoje que ele me deu o passe. Quem? O Elias. O Elias. Elias. É, não deu. Ele foi dar um tapa para ele mesmo. E possivelmente ele ia me ultrapassar, que ele tava mais rápido já naquela naquela época mais rápido do que eu. Você foi muito diferente, mano. E o gol mais é e o que eu senti em 2002, cara, pô, 2012 foi o o auge assim, cara, de sentimento, de de cara,
porque a gente eu cresci com essa com Copa do Mundo, né, cara, com essa com esse sonho De de ganhar uma Copa do Mundo. E, e, pô, já tinha tínhamos batidos na trave em 98 com vice-campeonato, pô. E a nossa seleção de 98 era uma seleção muito legal. E aí 2002 finalmente a gente conseguiu aquilo. Nossa, foi um uma das melhores sensações assim. E os próximos os os cinco dias seguintes também foram do que eu lembro foi muito legal também. O seu, você lembra e você lembra do Do que eu Lembro? Foi lembra do Começou
a falar sobre a Copa do Mundo 2002, da sensação de de ganhar a Copa do Mundo de 2002. Eu comecei a pensar é o que que eu vou fazer depois do podcast, porque se eu prestar muita atenção no que ele tá falando, eu vou me emocionar, vou chorar, porque é o auge da carreira de um de um jogador de futebol. A gente entrevista muitos jogadores de futebol aqui, ex-jogadores também. E quando a gente entra no assunto em Copa do Mundo, O que não jogou Copa do Mundo fala: "Putz, deve ser maravilhoso". E o que jogou
às vezes fala: "Puta, a conquista não veio ainda" e tal. E a gente tem esse privilégio. O Ronaldo ainda ganhou a de 94 sendo um jogador mais jovem. Eu participei da de 98, aí bateu na trave. Daqui a pouco a gente fala também sobre sobre isso. E aí vem a conquista de 2002, um processo de 98, no meu caso e no caso do Ronaldo também até 2002, né? Eu pessoalmente Passei por alguns problemas e amadureci muito nesse processo. E o Ronaldo, da mesma forma com os problemas que ele teve, amadureceu também, chegou em 2002 e
acabou sendo sendo importante. Eh, aproveitando esse assunto Copa do Mundo, Ronaldo, eh, você eles você é convocado para pra sua primeira Copa do Mundo de 94, assim como eu era o mais jovem em 98, você era o mais jovem em 94. Aquela eram 24 anos da conquista do tetra, né? Passados 24 anos, a gente tá indo pro mesmo processo agora, o mesmo jejum. Meso jejum. E aí você chega naquela seleção com grandes jogadores, aquela conquista tem uns tem uma um sentimento diferente da de 2002, cara. Foi não, eu acho que 2002, cara, para mim vai
ser mais especial por pelo processo que eu passei da lesão, né? depois eh que eu machuquei o joelho, faltava dois anos paraa Copa e cara já Carregava aquele peso nas minhas costas de de 98 de que, pô, de algum de alguma maneira de alguma maneira 98 eu influenciei no resultado final, né? Apesar de de que na eh eu tentei, fiz de tudo para jogar, joguei e tinha que garantir também a minha saúde. Eh, mas pode ser que tenha influenciado outros jogadores e e a gente não entrou na Pegada que a gente tava nos outros jogos.
Mas então eu eh e aí depois a lesão aí recuperar e chegar toda desconfiança minha desconfiança não dos outros em mim, mas a minha também de que pô será que meu joelho vai aguentar? Você sentiu dores durante o mundial? Cara, você sentia dores ou bem senti dor desde 96 sem mais ou menos. Jogador tem sempre uma dor, cara. Eu não lembro de não ter jogado. Como você lidou com esse Filho? 96. A desconfiança no corpo, né? Do tipo, caramba, não, desconfiança no joelho. As outras partes de boa, tava de boa, mas dor sempre. E aí
chega a Copa, aí vai o primeiro jogo, aí pra aquele gol lá que o Rivaldo lança, eu me jogo, caio todo torto, tal. Aquela cara já fiquei, cara. O joelho tá aguentando, tá bem. Só sete jogos, vamos lá. Só sete jogos, vamos tudo. E aí, cara, daí foi tudo maravilhoso. 2002 Foi, eu lembro que quando eu saí, eh, no final ali, foi você que entrou no meu lugar, né? Entrei. Eh, de nada. Só isso. Só isso, cara. Eu já tava ali já. Eu eu eu comecei a chorar, cara, no no banco ali, cara, em pé,
nervoso. Lembro que eu abracei o Rodrigo também, que o Rodrigo Pai, ele teve essa, ele teve esses dois últimos anos antes da Copa junto comigo, ele era meu diretor de comunicação e e depois ele foi pra CBF e a gente passou uns perrengue Brabo. E aí aquele filme todo 98, aí a lesão, a recuperação, cara, foi assim um sentimento, sabe, de alívio, de conquista pessoal, de de da do do povo brasileiro também, naquela, porque a gente recebia muito vídeo de como no Brasil tava eh a expectativa e o Felipe fazia isso muito bem, né, de
de nos mostrar às vezes os familiares, as capitais no Brasil, como Tava vivendo Copa do Mundo. E aí, cara, aquilo realmente mexia muito com a gente, né, cara? botar na cabeça dos jogadores como afeta o nosso trabalho para eles, né, no dia a dia, né, a gente ganhar um um jogo, passar de fase que o jogo seguinte é feriado, brasileiro adora também, né, carnaval, a Brama adora como é que vende também para caramba. Pô, a gente a gente jogou, pô, vários Jogos juntos, várias competições, Copa América 97, Copa das Confederações, torneio da França, antes do
Lança, Arábia, né? Arábia. A quando você começou a comemorar com o número um, foi a de 94 ou 98, entre 94, 98, 97, eu acho que eu comecei a comemorar em 98, mas essa história do número um, eh, começou em 94, né? Hã, que eu acho que foi a foi quando a Brama entrou no futebol através da seleção e eu acho eh eh aí tinha Eh a casa da Brama eh nos Estados Unidos, que muitos jogadores iam. Eh, e aí eu lembro que, pô, na foto de comemoração tava todo mundo assim com o número um,
tal, virou uma febre isso aí. E aí eu acho que foi quando eu ganhei a a primeira bola de ouro. Desculpa, só a primeira. A primeira primeira. Tá bom. E aí eu eu a Brama fez, eu acho que uma campanha pra gente eh Comemorar, fazer o número um, né, já que eu tava sendo o número um também. E e a partir daí, cara, eu só comemorava o gol assim, né? Eu lembro porque às vezes eu dava uma pifadinha, aí eu só vi e eu ficava com o braço aqui, ó, te esperando. Você ia lá pro
outro lado aqui, ó. Não, eu ia, eu ia te abraçar primeiro. A gente ia, tinha que sair na foto, né? Sair na foto com o número um, né? Pô, virou uma marca de comemoração para você Durante muito tempo. É, cara, durante a carreira inteira até o final de comemorar gol assim, né? E e era muito espontâneo também, né, cara? Pô, a Brama até parou depois de um tempo de pagar e eu continuava. Deu certo. Tava, tava dando certo porque eu lembro que automático para mim assim, não. Não só para você na pelada, todo mundo jogando
bola queria comemorar desse jeito, cara. Virou uma marca até hoje, né? Até hoje tem jogador que Comemora assim no videogame, pô. No videogame também. Videogame fazer R2, R3 pra esquerda, pai. O cara mete aqui, ó. Só o só o meu bonequinho lá que tem que ser o do Ronaldo, tá? Tem que ser do o meu moleque. Mas teu boneque faz gol no videogame. Tem que ver se ele faz gol, né? Se chuta para fora. Porque eu lembro dessa dessa comemoração em relação à Brama, porque mais guardadas as proporções ou não que todo mundo Começou a
imitar também a comemoração igual foi o lance do cabelo. Sim. Sim. Porque todo mundo cortou o cabelo igual o seu. Porque você já falou algumas vezes a gente tava lá na concentração. A gente não entendeu nada. Nada. Era surpresa. Não era nada. Você errou. Errou cabelo. Errou. Eu só saí no corredor apareceu, irmão. Aí eles que botaram a pilha. Duvido você ir lá treinar assim. Aí eu fui, você foi [ __ ] porque se dá errado porque tipo, sei lá, Se perde a copa, cara. Não foi bom também porque o nego só falava do do
da dor que eu tava no adutor, cara. Era véspera da pensou nisso, né? Você fez de sacanagem na concentração e de repente virou uma parada que que tem nada, cara. Copa do mundo, bicho pegando. Tu vai pensar em o que, cara? Tu vai pensar pegando semifinal, time turco lá correndo, jogando para [ __ ] né? os caras. Pensei nada. E assim, achei que e quando Eu fui pro treino, eh, cara, como é que a galera te recebeu? É, [ __ ] cara, só falava do cabelo, cara. Aí parou de falar do cabelo. Pronto, Brama. Pronto,
Brama. Chegou a hora. Não, ainda não. Aona, não. Que delícia. Vamos. Que comemoração, hein? Galera já tá aqui, ó. Que coisa linda, pai. Não. E, pô, e mas essa relação com a Brama comigo no futebol, a, eu fiquei 25 anos de Brama. Caramba. Não, e os Primeiros anos eu não podia fazer Brama, que era até 25 anos, né? Uhum. Aí que não podia fazer cerveja, então eu fazia guaraná. Mas sempre fiel a brama, né? Sabe que no carnaval, pô, carnavalinha de guaraná e brama dentro porque entrava o comercial, essa é boa. Entrava o comercial antes
do jogo ali, ó, no intervalo do jogo e falava Brama número um e aí durante o jogo rolava o gol e a comemoração. Então, pô, cara, essa essa casamento perfeito conexão, pelo amor de Deus. É, não, mas essa história é o guaraná, a lata de guaraná. Latia de guaraná. Conceito, conceito de estratégia. É, a gente vai, o Ronaldo tem, todo mundo tem seu tempo e, cara, a gente tá muito feliz de receber o Ronaldo aqui. Antes de eu de eu falar um pouquinho do do que foi em 98. Ah, eu quero porque a de 98,
quero ver isso aí, até por ter sido a minha primeira Copa do Mundo também, Você já tinha lugar de fala em 98 por ter vivido a experiência de 94, chega sendo sendo tetra campeão e tudo mais. a quando você fala da da tua cobrança individual e tal, vou deixar uma pergunta, a gente vai fazer KTO, que é a nossa patrocinadora master aqui do nosso podcast. Eh, se nada tivesse acontecido, se o ambiente continuasse do jeito que tava, que era um ambiente muito saudável, você acha que a gente teria feito frente com a seleção francesa? Pensa
nisso para você responder daqui a pouco, porque chegou a hora da gente falar da KTO que tá com a Liga do Milhão. Se você é bom palpitando, chegou o seu momento de ser o melhor palpiteiro do Brasil na Liga do Milão KTO, né, Chico Garcia? Um fenômeno, um sucesso, já que estamos falando de fenômeno, a Liga do Milhão da KTO, você tá convocado também, ó, o Kode tá na tela. Você tem que se cadastrar na KTO, né? Dar o aceite na promoção. E aí? E Aí, se você é bom de palpite, olha, vale a pena,
porque no final do ano, no final do ano você pode faturar uma bolada. Você tem que ser bom de palpite e apostar ali pelo menos R$ 5 numa simples, numa combinada, já vai somando pontos em odis acima de 1,30. E aí tem o ranking semanal, tem o ranking mensal, é distribuído ali uma grana em apostas grátis, né, Dana? Olha, tá muito legal a liga do milhão. É o rank são os 500 melhores, dividem R$ 100.000 R$ 1000 em Apostas grátis e o melhor, os top 10 de cada mês garantem vaga no final do ano, que
é esse evento de 1 milhão deais. A Kate tá brincando, tá uma mãe também a Kate, hein? É uma milha, pai. E é simples de participar, Chico Garcia, acessando o site kto.bet.br. Você clica lá em aceitar e participar e já era. Hoje você já vai estar participando, não é? Não tem 1 milhão esperando por você. Você é o cara dos Você vai na festa lá do final do ano. Estamos lá, né? Eu só tô mal no rank dos influenciadores que tem também, né? É, eu tô participando, mas tô tô mal, tô muito mal, tô tô
abaixo de 40. Eu tô, mas vou subir que tem tempo ainda. E você também pode participar e você também pode faturar R 1 milhão dea. Vem para CTO. KTO com a Liga do Milhão. Mostre que você é o melhor palpiteiro do Brasil e no final do ano a gente se vê lá na festa, provavelmente lá em Porto Alegre, viu pai? Aí sim, lá na casa do Chico Garcia. Lá eu conheço. Lá você não é famoso não. Lá você não é famoso não. Que p lá no aeroporto não preciso andar de máscara não, pai. Os negos
não reconhece. Tô zoando. Obrigado pelo carinho do Brasil inteiro com o nosso com o nosso trabalho. Ronaldo Feno, pra gente ir partindo pra nossa parte final do nosso podcast, da nossa resenha. Espero que você esteja à vontade gostando. A de 98, você acha que a gente faria frente com a seleção francesa se Tivesse tudo bem, corrido tudo direitinho? Eu acho que sim. Ah, eu porque os caras estavam estavam voando também, pô. Os caras voaram, cara. Caras voando. Mas assim, o que que não funcionou? Talvez eu não funcionei como funcionei nos outros, mas assim, o time
todo, pô, é o o primeiro, o primeiro não dá para o primeiro tempo nosso foi ruim. Nosso. Por que que você tem essa essa esse Sentimento, essa cobrança de que por causa eu não se é nós, [ __ ] Eu sei, mas assim, era o melhor do mundo na época, né? [ __ ] vai entender, cara. Eh, parece a que você tinha esse sentimento. Não, eu tenho e sinto muito por isso, mas eh parte de mim também acha que não deveria ter sido daquela maneira, mas assim, se eu acho que o o time francês também
jogou como nunca tinha jogado, eh Pressionou a gente como nunca pressionou durante a Copa. Gols que nós sofremos, cara, foram gols. Dois de bola parada de escanteio, né? Dois dois, dois gol de cabeça do Zidan de bola de escanteio, cara. E um de contra-ataque que aí já tava morta. Um contraataque que a gente já tava bati o escanteio errado. Aí os caras eu não ia falar isso. Dá para rir não, senão torcedor ficar bravo. R não, mano. Perdemos. Mas então eu eu acredito muito na essência do futebol que se ganha e se perde, cara. Eu
não, eu não fico, eu, eu tenho já um conflito interno muito grande para ficar sofrendo, remoendo o resto da minha vida sobre isso. Mas eh, fiquei surpreso com essa tua fala aí. Mas eu mas eu acredito na essência do futebol também, que não era pra gente ganhar ali, não é? Mas se não tivesse 2002 na tua vida, pelo que eu tô sentindo, você ia tá muito mais Carregado, né? Acho 2002 também tira, pô. Deveria tirar todo, né? Mas você tira boa parte desse peso aí. Quando você resolve uma copa, uma final de Copa do Mundo,
você OK, cumprir, cumprir meu objetivo. Não tenha esse sentimento não. Você fez muito por nós. Não, mas é pelo amor de Deus, irmão. Cara, Copa do Mundo, né, cara? Não, você fez muito por nós, mano. É, não, eu sou sou grato, sou orgulhoso de tudo que eu fiz na e as decisões também, porque eu acho que eu Fui muito corajoso naquele momento ali depois de ter tido uma convulsão. E e eu só pensei em querer ajudar o time, meus companheiros e e a final de Copa do Mundo, eh, minimamente eu garanti que minha saúde não
corria risco e eu fui para cima, cara. Fui, pô, e ganhar e perder já é outra parada. Eu acho que essa essa é coisa do futebol, os deuses do futebol não quis e assim, cara, carrego a minha parte de culpa. Sim, muito provavelmente vou vou Carregar isso para sempre e nunca nós vamos saber se como é que teria sido se não tivesse tido aquilo. Eu acho que a gente teria sido mais competitivo porque o nosso segundo tempo foi bom. É, o nosso segundo tempo a gente jogou parecido do que a gente veio direto aquele jogo,
den vejo direto. Sério, Ronaldo, que loucura, mano. É loucura aquilo, cara. Eu vi, já vi assim umas 30 vezes aquele jogo e umas cinco vezes só a 2002. É louco. E quando dá o choque com o goleiro ali, quando dá aquele choque ali, é ali, pô, ali você já tá jogando, acontece, né? Outra quem tá em casa que, meu Deus, se assusta, né? Mas a gente tá ali para isso também. pro torcedor, Ronaldo, é uma coisa muito essa final, ela é uma coisa, vocês já falaram, a gente trouxe aqui vários e jogadores que estiveram lá
naquela final, né? O Bebeto, né? Conta como foi no vestiário naquele momento, todo mundo assustado. Denilson fala muito sobre isso, né? Porque, pô, é uma parada que você não controla o que aconteceu com você. E ali não tinha como, né? O grupo todo ficou abalado. Mas o torcedor, a gente, a gente até hoje, é curioso isso, né? Olha quanto tempo faz isso. A gente quase 30 anos. A gente até hoje busca explicações e e naquele momento a gente tinha zero, porque os repórteres mesmo tinham dificuldades para dizer o que tava acontecendo, as informações não chegavam
Tão claras. Então, que aconteceu? E então, eh, foi uma parada pro torcedor. Aí tem o choque com o goleiro, aí meu Deus do céu, Ronaldo. E a gente preocupado com a tua saúde, preocupado com uma final. Foi uma coisa muito, muito louco que aconteceu nessa final, cara. É, foi, foi louco. Foi louco. E mas o pior foi tomar um vareio da França, né? Assim, assim como foi louco a nossa semifinal, vixe, contra a Holanda. Essa esse que Foi um jogo duríssimo, duríssimo que vai paraas penalidades. O Vandersar, o goleiro com 6 m ordem das penalidades.
Eu era o último porque eu empolguei, porque eu entro aí, mas é que entrou bem a criança. Corajoso, enti bem o jogo e aí o Zagal. E aí, quem tá bem para bater? Eu, professor. Aí ele fal, então tá sequência. Eu não. Você foi o primeiro ou você foi Foi o primeiro. É porque acho você, Dung e Emerson. É, eu acho Que sim. Essas eu não lembro da sequência, só que eu era o último. Aquele para acho que para nós foi a foi a grande final, né, cara? Foi um grande jogo, né? Grand foi um
grande jogo. O time holandês era muito bom também, né, cara? Tu vê uma Copa que a gente não ganhou e esse jogo é um dos maiores do Brasil na história das copas. Não tenho dúvida de de afirmar isso. Aquele jogo é fantástico. Acho que a nossa seleção de 98 vai ficar marcada Positivamente, né? Igual a de 82 que revolucionou. Acho que a nossa lembra um pouco, né? A gente jogava com uma alegria, né? Um era ofensivo, era agressivo, tinha tínhamos experiência, tinha o Dunga era gostoso aquele cara. Júo Baiano. O o a lembrança que eu
a lembrança que eu tenho quando o The Champs, a galera toda da França lá em cima recebendo o troféu, esse troféu que 4 anos depois a gente acabou conquistando, aquele ficou na minha Tentar fazer uma analogia com esse sentimento que você tem da da de 98 de pô, pode ser que eu se eu ti tal. Falei: "Putz, mano, eu não, por que não, né? Porque não é a gente que tá ali recebendo. Porque eu fiquei pensando durante muitos anos e você não sabe se você vai ter outra chance, né? Não, não sabe. Copa do Mundo
é muito diferente de copa, né? Pô, você voltar 4 anos, muita coisa acontece. Eu tenho as minhas duas últimas perguntas, tá? Eu quero falar Primeiro, a gente tava falando lá no no meio do podcast sobre o o ambiente do Ancelote. Você acha que a minha opinião antes, eh, quando o Ronal, o o Neymar, perdão, ele tem a lesão, fica muito tempo sem jogar, eu achava que o Vini ia tomar um protagonismo na seleção brasileira, porque era um grande nome na ausência do Neymar. Ele não, acho que ele não assumiu esse protagonismo. Agora com o Ancelotti,
ele pode ter esse protagonismo? Eu acho que ele vai Performar muito melhor com celote. Eh, ele conhece o ele conhece muito bem o Vinícius, conhece as preferências do Vinícius. Eh, mas assim, nos últimos anos, o Ancelote também usou o Vinícius como segundo atacante muitas vezes, mas assim, tem tudo para o o Ancelote. Ele vai arrancar o melhor de cada jogador, pode ter certeza. Pode ter certeza. o ambiente dentro da seleção vai ser diferente, vai ser mais Positivo, eh, e torcer para que a CBF cuide deles e isole eles, né, da maneira que tem que ser
pra competição, eh, com as melhores condições pros atletas, com as melhores condições pra comissão técnica, eh, melhor logística, eh, enfim. E a CBF deveria preocupar muito mais em desenvolver o futebol do futuro, né? Começar a organizar a casa. É, é inaceitável que nós não temos Eh no Brasil uns centros de treinamento da da CBF. Eh, é inaceitável que não tem cada estado brasileiro um centro de treinamento da CBF, onde você eh treina e capacita jovens eh pro futebol, treina e capacita jovens paraa arbitragem, treina e capacita treinadores. Perfeito. Como é como é que é? e
e com 2 bilhões em caixa, com dinheiro em caixa. Eh, e eu acho que nós temos que cobrar Enquanto homens de futebol eh esse tipo de investimentos na da da CBF. Eu vi o manifesto dos campeões mundiais, eu acho que é OK, legal, tá mostrando que estamos acompanhando, tá todo mundo, mas a gente tem que ter uma participação muito mais ativa. A gente não pode aceitar que eh 25 federações se junte e determine quem vai ser o líder da CBF no Brasil. A gente não pode, a gente tem que ter eh A gente tem que
ter lugar nessa mesa primeiro. A gente tem que ter a enquanto ex-jogadores, campeões mundiais com os os jogadores de futebol são os maiores protagonistas desse esporte. Concordo. Eh, e a gente pode ajudar, a gente pode melhorar as coisas, a gente a nossa experiência, a gente pode contribuir pro futebol e não do jeito que tá agora, com 27 presidentes de federações comandando o futebol brasileiro e todos eles amadores. Você não vê nenhuma federação Desenvolvendo futebol amador, eh, com centros de treinamento. Todos eles preocupados na política, todos eles preocupado com sua mesada, todos eles preocupado com com
diretor cargo em diretoria de de CBF. Enfim, eu acho que a gente os próximos 4 anos a gente tem que trabalhar e unir o o a nossa classe de jogador de futebol, de ex-jogador, unir essa classe e pedir e e exigir um lugar dentro dessa galera. a gente tem que ter direito a voto. Perfeito. Eh, eu acho que e as federações não vão querer nunca perder esse peso três, mas a gente tem que ser novos atores dentro dessa organização toda. A gente tem que ter o lugar de fala ali. A gente tem que ter. Vocês
botaram essas cinco estrelas lá. Caramba, pelo amor de Deus. E e nós temos gente muito bacana, muito preparada. Eu não vou concorrer mais. Eh, eh, eh, me estressei demais. Investigaram a Minha vida inteira, investigaram minha fundação, investigaram tudo, não acharam nada, porque eu ando na linha sempre. E e só que ficou um ambiente perigoso, cara. com um ambiente perigoso. Tem muito em jogo ali. Tem as mesadas para presidente de federação, mesada para presidente de federação que é vice-presidente da CBF, mesada para cargo em comenball, né? Tem um monte de mesada ali, cara. E a gente
não vê Investimento no futebol, em desenvolvimento. A gente não vêem eh em eh investimento paraa arbitragem só. E todo final de semana todo mundo cobra a arbitragem aí, né, quando cometem erro e tal, mas ninguém vê o perrengue que eles passam aí. Isso. Ninguém tá vendo que os caras não tento, os caras não têm lugar onde eh eh revisar o que foi feito na semana anterior. São autônomos. Eh eh os caras não tem uma logística. Os caras mesmo Fazem a própria logística. São são de um universo bilionário. [ __ ] é inaceitável. E e depois
cada fim de semana, pô, o cara errou, ainda é mandado embora, afastado, como se o culpado fosse ele. O cara não tá preparado para aquilo. A CBF não tá dando as condições de trabalho pros profissionais. Eu acho que tem muita gente eh na imprensa também despreparada, que cobra coisa errada. Eh, eu acho que a gente tem que começar A rever e buscar soluções e e se condicionar melhor para falar de futebol, para falar do que realmente é importante no futebol. Mas enfim, vamos continuar na luta, porque a gente pode ajudar através do microfone, a gente
pode ajudar através de de de ações específicas, como a próxima que vai vir aí da Brama, que vai ser uma coisa muito bacana aí, que a gente vai ajudar os clubes para caramba. E e é isso, cara. Acho que a gente tem Que continuar vigilante nessa situação toda e exigir o nosso lugar de fala, cara. se quer fazer alguma pergunta, Chico? Eu queria, mas eh para não deixar passar só 2006, você já falou que jogar com o Zidani eh foi um grande prazer, assim, talvez o melhor que você tenha jogado. Eh, aquela atuação dele da
França contra o Brasil foi uma das maiores individuais que eu já vi de um jogador. É, e aí rapidamente para você falar também da Copa de 2006, não dava Mesmo, porque ali também gerou uma grande expectativa pelo elenco que foi formado. Do jeito que tava num ali, perderam na bola mesmo, tudo certo ou dava para fazer diferente? Eu acho que eh perdemos na bola. Eh, e o Zidane realmente foi um cracaço no naquele jogo. Ele jogou muito, diferente de 98, né, que ele ele ele passou assim, ele fez os dois gols de cabeça, mas que
tava ali mais um deles que tavam bem, mas não foi nada especial. 2006, Sim, ele ele jogou muito, mas a gente teve chance também, né, cara? Um timaço, hein? O nosso time era muito bom. Acho que nós erramos eh na preparação que foi bem tumultuada. Eh, acho que a gente tem sempre que fazer o meia culpa da da do do dos nossos problemas também, né? Eh, e analisar bem, né? Acho que a preparação foi bem tumultuada, mas eh eu vou continuar sempre Acreditando na essência do futebol, que se ganha, se perde e não dá para
ganhar sempre e e vai ter hora que a gente vai perder, às vezes merecendo mais, às vezes não merecendo. E e é a beleza do futebol é essa. A gente tem aqui para finalizar, vou fazer mais uma pergunta, a gente vai pro nosso quadro final e a gente encerra o nosso o nosso bate-papo. Tô muito feliz com a tua com a tua presença aqui, com a presença de Brama, de todos os nossos nossos parceiros no Assunto Neymar, que você foi muito muito bem, você colocou toda a tua experiência ali, se ele vai ouvir ou não,
se ele vai seguir ou não. Aí a decisão obviamente é do Neymar na usando também a tua experiência nesse momento que ele vive. Eh, no você no lugar dele e estenderia, ficaria no Santos até o até a Copa do Mundo? Ah, cara, eu não tô no lugar dele, né, Dana? É difícil isso para caramba, né, cara? E e assim É difícil você se colocar no lugar das pessoas também sem saber tudo que tá acontecendo. Mas assim, o que ele precisa é de tranquilidade, né? Um ambiente tranquilo onde ele possa voltar com calma. Eh, o Santos,
do jeito que tá no brasileiro, vai ter muitos problemas até o final. E mas se ele está, a chance do Santos não cair aumenta Muito mais, né? Muito maior, né? Com certeza. É. Eh, eu acho que assim, independente da onde ele escolha aí, cara, ele vai ser a nossa maior esperança eh na próxima Copa do Mundo. E e a gente tem que acreditar nisso porque ele realmente é um fenômeno dentro de campo e se ele tiver bem fisicamente, acabou, ele vai entregar. Ah, ele sempre entregou na seleção. Então a gente tem que Acreditar, talvez não
seja o melhor momento agora com turbulência, recaídas de lesão, eh, teve a expulsão, mas, cara, é, ele vai ser a nossa maior esperança. Eu tinha várias perguntas para fazer para você ainda, mas vamos na parte final que a gente tem um quadro aqui para finalizar, que é um quadro legal e você vai tirar de letra pra gente terminar eh o nosso especial podcast de Nilson Show com o Chico Garcia e recebendo o Ronaldo Fenono, meu Parceiro. Eu vou fazer uma pergunta para você, o Chico vai fazer outra e consecutivamente você vai respondendo, beleza? Coisa simples.
Um jogador em atividade que você escolheria para ser titular no seu time e outro para ser reserva? Uhum. Em atividade. Em atividade. Caraca. Coisa simples, você tira de letra. Eu escolheria o Vini para ser titular. Moral, hein, Vini? E para ser reserva? Pensando, não precisa ser ruim, né? O reserva é só o suplente ali, né? Suplente, né? Pronto. Tá pronto para entrar. que nem o Denilson ali tava já pronto para entrar. Sei eu reserva, né? Tá maluco. Calma. Ã, o Hendrick vai dois do Esses moleques não vão dormir hoje à Noite, hein? Um campeão do
mundo pela seleção para ser titular e um no banco. Ronaldinho Gaúcho, titular. Esse jogou, hein? Nossa. Ah, e Denilson, né? A pressão, né? Hora que o que o bruxo cansou, entra ele. Bom, foi bem. Foi bem. Eh, um país que você visitou para ser titular e outro reserva na tua vida. Um país que eu visitei, é que você gosta, que gostou que é titular, assim, país Titular. Você curte top. Espanha, Espanha titular, Itália reserva. Boa. Um gênero musical que é titular e outro que é reserva. Ah, que qual é, qual é o titular da tua
playlist ali do carro ali que você toca sozinho e vai? Eu gosto muito de rap brasileiro. Tem um vídeo você dançando que viralizou dentro do carro. Aquele ali é o da hora. Virou até figurinha. É o do Aquele vídeo é demais. É o funk. Aquele vídeo é demais. E outro para ser reserva. Outro um pagode funk de reserva. Eh, [ __ ] boa essa daqui. Imagina tua resposta. Uma profissão, ser titular e outra reserva. Pô, você é empresário, gesturo, car, né? Ah, eu titular, continuar na indústria de esporte, entretenimento e para ser reserva aposentado, cara.
É bom, né? Pô, tô também já tô preparando aí minha minha aposentadoria aí que faz uns aninhos só, cara. Não, por Enquanto ainda tô Não, eu agora vou vou vou trabalhar menos os próximos ano e meio dois e aí depois eu entro em alguma confusão gostosa aí. Boa, é um filme titular e outro reserva. Ah, filme pode ser sério. Gosto filme para mim o o melhor de todos os tempos. Para mim foi o A vida é bela, aquele filme italiano. Foi bem, hein? E o Reserva Tropa de Elite. Boa, boa. Ronaldo Fenômeno. Ronaldo Nazário, queria
te agradecer enormemente, cara, pela tua presença aqui, Otávio. Víor, obrigado, tá? Valeu, turma, pela presença. Você sabe que eu tenho um respeito, um carinho, uma admiração muito grande por você. a gente tem só um ano de diferença, então a gente viveu vários vários momentos. Vivemos na mesma geração, jogamos na mesma liga. Eh, você sempre foi inspiração. Então, dividir vestiário, Dividir o dia a dia com você durante muitos anos foi um privilégio. Eh, eu reparo muito depois desse meu pós-carreira que eu tive que também que me reinventar eu, eu na comunicação, você em outros outros braços
aí eh fora dessa bolha que é o que é o futebol. Então você também é uma referência nesse sentido. Obrigado. A equipe toda ficou entusiasmada com tua presença aqui. Não poderia ser diferente, mas eu em especial porque engrandece o trabalho da Nossa equipe como agência 94, como podcast. Então, obrigado por você ter aceitado o convite, tá aqui com a gente. Espero que você tenha gostado, meu parceiro. E antes de encerrar, eu queria que você contasse uma história do Denilson, de preferência fora dos campos, né, que dentro do campo a gente viu vocês brilharem muito, né?
Como é que como é que era a relação de você? Você tem alguma história para contar? Pode ser de jogo de tênis também que Vocês vocês se desenrolam agora no no pós carreira. A gente vai ter agora o nosso próximo desafio vai ser eu e ele. Ele agora conseguiu uma vitória aí do em cima da ol. Ele tá melhorando muito, muito e rápido. A minha evolução no tênis foi muito mais lenta e ele, a esquerdinha dele anda bem, ele joga, tá jogando muito bem. Mas eu queria eh dar os parabéns aqui, Denilson, publicamente pela tua
carreira. Realmente isso que você falou, essa a Gente se reinventar, né, na nossa indústria, cara, não é, tem muitos dos nossos ex-companheiros e colegas que ficaram no caminho aí, né, cara, que hum não se prepararam primeiro, mas também muitos não tiveram essa visão e e e tão no no caminho e como eh eu disse, se no início sobre eh as estatísticas de jogadores que quebram no final da carreira, tem muitos com dificuldade hoje em dia financeira Também e sei lá, mais para frente a gente deveria olhar algo com carinho, né, de de poder ajudar os
nossos ex colegas que passam dificuldade, criar alguma coisa especial para muitos que estão no meio do caminho aí sem oportunidades, né, cara. Então, eh, bacana ver o teu sucesso, cara. E continua arrebentando aonde você vai, se arrebenta. Pô, já tá aí na casa nova, o podcast já é um sucesso absoluto e é uma honra estar aqui com vocês, dividir Minhas histórias e, pô, bacana demais. Obrigado aí pelas palavras e por passar esse tempo comigo aí, ó. Chico, só agradecer também. Eu eu falei aqui em determinado momento de que hoje eu tava aqui como um espectador,
um privilegiado. Tô no meio de dois campeões do mundo. Compartilho da convivência do Denilson já há algum tempo. E depois de 4 anos eu não tenho dúvida de dizer que e a gente chegou no ápice desse podcast, porque receber você Aqui foi era um objetivo desde sempre e e hoje é um dos maiores momentos da minha carreira de mais de 20 anos aí. Não tenho nenhuma dúvida. eu te receber aqui, porque a gente volta no tempo, né? Eu falava isso muito pro Denilson, cara, eu no sofá de casa tava lá torcendo por você, hoje a
gente é colega aqui. E eu digo mesmo, né? Você fez parte das melhores lembranças e memórias que a gente pode ter numa vida. Eh, você fez parte, você foi protagonista delas. Então, em nome de todo mundo que tá aqui, que tá ouvindo, eh, eu, por ser entre os dois aqui um campeão do mundo, mas ser definitivamente um torcedor da seleção, muito obrigado. Valeu, Chico. Obrigado aí. Valeu, Dela. Tamo junto. Bom, KTO, nossa patrocinadora master, Brama. Alô, Brama, hein? Pedra de sal na garganta, hein? Cantou, cantou podcast inteiro. Vai começar. Obrigado pela parceria. Eh, Renko, que
é esse telão maravilhoso, LED, nossos parceiros aqui Há bom tempo. A Brama tá respondendo a gente lá, ó, passou o programa todo aí participando diretamente do nossa da nossa resenha. Eh, Melita Cafezinho Fresco, resenha e aquela paixão une, né, todas essas coisas eh para essa resenha é descontraída e leve. Obrigado pela paciência de vocês, pelo carinho de vocês com o nosso trabalho. Hoje realmente foi um podcast muito especial, principalmente para mim. E para terminar a última pergunta. Um Ronaldo fenômeno Com 48, quase 49. É, diria o que pro aquele Ronaldo lá de 10, 12 anos
de idade? Caramba, pô. Ai, não sei. Só vai, só vai. Acredita, acredita. E cara, eh, eu acho que eu já tinha isso já. Eu olho muito para trás, assim, constantemente eu tô olhando para trás, Denilson. Eh, olhar para trás Me faz eh continuar olhando eh na direção que eu quero ir paraa frente, sabe? E eu olho muito para trás para corrigir erros e caminhos. Ah, mas o de 10 anos, o de lá de trás mesmo, cara. Ele ia falar qualquer coisa, ele já tava obsecado demais com com ser jogador de futebol. Eh, e nada mudaria
a cabeça dele lá atrás. Obrigado, tá? Você fez muito pela gente, pelo Brasil todo. Valeu, um beijo, gente. Até o próximo episódio. Fiquei muito feliz com o episódio de hoje. Emocionado também. Não chorei, hein? Segurei firme porque várias coisas passaram aqui pela minha cabeça. Muito sucesso, tá, meu parceiro? Valeu, tamos junto. Obrigado, gente. Até o próximo episódio. Raldo. Ronaldo. [Aplausos] [Música]