O PASSADOR DE CEO É UM SUPER-HERÓI? Caso você esteja por fora, Luigi Mangione é provavelmente o cara que passou dessa pra melhor o CEO de uma seguradora de saúde nos Estados Unidos. Não está claro ainda qual foi a experiência pessoal de Mangione com o sistema de saúde americano.
Mas cabe lembrar, nos Estados Unidos não há SUS, como no Brasil. Coisa de país atrasado, saca? E além de privada, a saúde é caríssima.
Pra piorar, as seguradoras de saúde são acusadas de recusarem atendimento para quem precisa, com base em cálculos algorítmicos, apenas pra garantir o lucro da empresa. Sim, mesmo você pagando um seguro saúde, o atendimento não é garantido. Histórias como essa capturam o imaginário coletivo porque elas lidam com as nossas fantasias de poder.
Quem nunca, ao tentar reclamar seus direitos diante de uma mega-empresa, sentiu que seria mais fácil tentar falar com Deus? E uma sociedade que cresceu lendo histórias de heróis, anti-heróis e vilões, naturalmente vai codificar o caso do passador de CEO como um Justiceiro. A jaqueta que ele usava passou a ser mais vendida, pessoas estão postando cartazes de procura-se com o rosto de outros CEOs de seguradoras.
A realidade, porém, tem menos glamour.