olá este é o conexão futura aqui pelo canal futura e também pela internet acessando o site futuro apontou org.br barra conexão futura você encontra programas anteriores e os links para as nossas redes sociais o facebook o twitter eo nosso canal no youtube dados do instituto brasileiro de geografia e estatística mostram que brasileiros negros estão tendo maior acesso às universidades mas a pesquisa também revela que a maioria dos alunos do ensino superior ainda branca em pleno século 21 no brasil onde vive a segunda maior população negra do mundo raça não deveria ser motivo de segregação mas
diariamente muitas pessoas sofrem com atitudes que têm origem no pensamento de que umas pessoas são melhores são superiores que outras o racismo pode acontecer contra negros asiáticos índios mulatos o motivo tanto de cor da pele quanto de cultura e religião o brasil tem buscado soluções para corrigir erros históricos de reparação de tantos anos de oportunidades diferentes como por exemplo com as políticas de cotas mas que aspectos ainda são desafiadores para a nossa sociedade será que o ambiente da internet têm contribuído para discursos de empoderamento ou tornou se um espaço para reprodução de discursos de ódio
para falar com a gente no programa de hoje recebemos aqui no estúdio e na e lopes dos santos que é professora da fgv rio de janeiro boa tarde na ebi anda brigando e mahmour sua unidade que é professor do centro federal de educação tecnológica o cefet boa tarde uma mulher bem vindo obrigada amor você do senegal veio em 1998 para o brasil estudar e acabou aqui fincando suas raízes nem acabou se tornando o professor também passou por mestrado doutorado e você fala muito sobre uma questão que a gente pode falar que é o racismo no
meio acadêmico é como a gente vê a gente tem dados que mostram que em dez anos entre 2004 e 2004 hoje a população negra nas universidades brasileiras aumentou muito subiu 16,7 por cento para 45 e meio por cento mas você percebe isso dentro da sala de aula e além de aumentar a participação dos universitários negros como é que é a questão do comportamento né do racismo dentro da universidade na sua opinião bom eu absolutamente não concordo porque de fato eu tô no brasil em 1998 eu vim pra cá enfim é eu fui o único negro
da minha turma para você ter uma idéia como você mesmo falou um país que tem a segunda população negra do mundo aí um cidadão vila da áfrica para ser o único negro da sua turma esse fato me chamou profundamente a atenção porque em geral no brasil os negros não costumam no começo eu sabe eu não podia compreender isso precisou de muitas idas e vindas para que eu posso compreender o meu modo de ver o que tem no brasil é bem pior do que o racismo porque o racismo bem uma mão até ao longo do debate
vamos falar muito sobre isso mas bem o mal é um problema que a gente tem que solucionar mais para mim que têm no brasil lá na áfrica nós tenhamos consciência sobre isso e lutarmos e acabamos é a parte porque veja bem em diariamente sabe né ea que tem na universidade por exemplo eu leciono engenharia elétrica há na minha turma sobre o universo de 70 80 alunos você não tem cinco membros - até quando isso vai acontecer tudo bem tem as políticas raciais de entrar na economia exatamente o que as pessoas que estão entrando na universidade
estão fazendo com que o curso está fazendo onde se eles querem saber ou seja quando as cordas e entraram eu já estava no brasil 98 mas quando eu fui fazer mestrado e doutorado também de fato eu fui o único aluno negro da minha turma essas coisas no meio acadêmico com definitivamente é a gente não tem representatividade eu vou a eni no meio acadêmico no meio político nem no meio do evento atende trabalho sabe a coisa mais básica no mundo só tem no brasil sorvetes da cultura exata também sou que no brasil tem aquele problema porque
no brasil não se discute isso o brasil se nega a afrontar discutir e resolver problemas raciais porque eu ouvi um autor celebrar americano dizendo a melhor maneira para ele ver que há racismo não tem é na próxima ele é exatamente isso que o brasil está adotando e não é isso mesmo o brasil ele assume que tem a gente pode dizer assume que o brasil tem o racismo velado e que não assume ser um país racista mas sim nas suas origens como uma mulher colocava nas ações no dia a dia seja no meio universitário nem acadêmico
nas artes a gente tem esse racismo de forma velada o que significa então esse apartheid que a gente tem aqui no brasil eu queria agradecer um convite concordar totalmente com o professor amor é é de fato a gente tem o racismo que ao mesmo tempo que ele é velado com muitas aspas né porque ele é velado de uma forma mas ele também é muito visível de outra corrente vai pegar por exemplo as estatísticas da polícia quem é mais assassinado pela polícia no brasil geralmente são jovens negros mas 70% e ao mesmo tempo que ele é
velado no racismo que estrutura o brasil ele estrutura nossa história né estrutura a nossa vida cotidiana então o que a gente tem aqui é uma espécie de lugares determinados é como se o racismo criasse no brasil uma nuvem em que os lugares são determinadas as pessoas não podem discutir e se essa normalidade então normal ligar a tv e não ver negros e quando eu vejo negros estão lugares realmente subalternos ou são os escravos ou são as empregadas domésticas né é quando você tem alguns esportistas negros isso acontece você consegue ver né só falando nessa momento
de olimpíada é interessante ver muitos atletas negros mas você não vê comentarista de esportes negro geralmente também tem uma nova desproporção se vai para o congresso brasileiro você não vê em negros e negras enfim na publicidade brasileira então de fato existe não apartai de como existiu na áfrica do sul nos estados unidos até a década de 60 que eram uma era ele era legal era institucional né mas existe uma prática cotidiana de apartheid então determinados bairros de qualquer cidade do brasil que tem uma população negra significativa os negros e em lugares determinados né e geralmente
ocupam ou não vão alguns outros lugares então de fato a gente tem um problema muito sério que ao mesmo tempo essa estruturação ea negação de que isso existe então a gente não consegue olhar para esse problema ou enfim não se quer olhar também pode ser uma possibilidade para esse problema para conseguir resolver de forma estrutural a gente está falando até de origens as sociais do problema é uma questão histórica e desde o período colonial é o período de cravo prata né a gente tem aí tentando como a gente já colocou no início da nossa conversa
as políticas de cotas cantando a trazer um pouco né é uma como se fosse o brasil tentando sou dar desculpas para o que vem acontecendo na sua opinião uma mulher até quando a política de cotas será necessário no brasil para que a gente tem aí uma igualdade de participação de negros e brancos é na universidade na realidade para mim as copas são muito bem-vindas eu apoiei eu me mobilizei eu sou a favor porque do jeito que está não dá até porque às vezes um problema foi acontecer com você tenta corrigir eu corrigir de forma errada
tudo bem a gente aceita o pior é não fazer nada eu não tô dizendo as cotas estão errados não muito pelo contrário são muito bem-vindas que deveriam ser a ampliar é sempre melhoradas mas ao mesmo tempo o que o percebendo porque não é à toa que no momento com as cotas estão querendo começar a dar resultados o brasil começou a discutir outro problema a menoridade penal que a lei da maioridade penal é o maioridade penal como teria que vender é basicamente a mesma coisa é a lei até cota porque já que a ele pelo nome
de afago o único lugar no brasil onde o negro é a maioria na casa então uma vez que ele não conseguimos botar na escola pra gente estudar então vamos criar as ferramentas para sempre chegar então não é à toa eles estão atrás de criar essa lei da maioridade penal é sistematicamente para não pôr sabiá para a gente aproveitar é como se fosse toda vez que alguém tem de dar uma solução sempre vem a contra a solução é tudo contra a solução eles favorável a gente então é esse cuidado que nós temos que olhar e tentar
solucionar eu sei que não vai ser simples mais uma vez como você mesmo disse nós somos a maioria do brasil eu acho que é mais urgente para a gente começar a rever tudo isso porque do jeito que está não trabalhar nas origens né do problema né dá acesso à educação de qualidade para todos não importa a sua cor da pele ou a sua origem sua classe social nem é que outras questões históricas né de origem histórica estão envolvidas ainda o racismo no brasil na sua opinião é você tem um grande problema que é a escravidão
no brasil ea forma como ela foi gestado na então a gente viveu num país que foi durante o período colonial e depois durante o período de império da monarquia que no total e foi o que mais recebeu africanos escravizados né e mais do que isso é uma coisa que geralmente a gente não aponta o que as pesquisas históricas até ser mas isso não chega enfim as escolas do grande público que é o fato de ter tido um estado nacional brasileiro que se gestou a partir da escravidão então você tem um estado que eu tô justamente
no momento em que boa parte do resto do mundo estava iniciando o processo de abolição você tinha acabado de revolução do haiti por exemplo né outros países latino americanos estavam fazendo sua independência e junto com isso trazendo discutindo o fim da escravidão e muitas vezes abolir a escravidão você tem um país que nasce a partir da escravidão é só você pegar a carta funcional do brasil de 1824 você não tem a palavra escravidão escrita então digamos que é o momento que você estrutura essa questão racial né é consequentemente claro que está vinculado à escravidão ea
questão da propriedade privada e você é justamente vela essa essa problemática a partir da desta não nomeação né ea partir de então você tem uma história do brasil república que é enfim uma história de um outro estado né republicano sim mas que continua durante muitos anos pelo menos 50 anos se pensando nos moldes de um estado branco né quase dentro da lógica de eugénie entanto tem uma série de políticas de branqueamento explícitos feitos pelo estado brasileiro é claro que você tem uma resposta que foi dada por parte da população negra que se organizou para criar
grupos para criar agremiações lugares de representatividade porque você não era bem visto nem como trabalhador nem como padrões de beleza nem como jogador de futebol que hoje pra gente pode parecer estranho mas durante o começo do século 20 isso acontecia muito então você tem uma opção política que tem mudado nos últimos anos mas acho que é preciso ressaltar que a luta contra o racismo é uma luta que só pode acontecer dentro de um regime democrático e uma democracia plena só acontece se tiver uma luta contra o racismo efetiva então são duas coisas que precisam caminhar
juntas infelizmente não é isso que está acontecendo atualmente no país vocês acham que a internet tem contribuído para essa causa ou tem se tornado também um veículo de empoderamento eu sou eu particularmente acompanhando várias e várias discussões sobre a à internet ou seja pelo menos 2 graças a deus que é a gente está se comunicando melhor está tentando se comunicar porque veja bem a eu naturalmente eu desconheço algum negro brasileiro que não tenha sofrido racismo para começar a questão não é essa sofri racismo não sou ele chorar o estudo o racismo não há o fato
de que quero falar aqui sobre racismo ea fíbula e futuro para mim é claro que a gente deveria estar falando sobre a solução para que isso não aconteça a solução contra o racismo é informação é unir a gente se unir porque também está entre nós é gente nossa africa é o que eu percebi claramente no brasil muita gente para da africa muita gente no brasil se historiador a que nunca foi para a áfrica ou seja como alguém consegue ser um especialista dá porque nunca fui para lá até o próprio sistema no brasil giarrizzo ele tem
uma forma de mostrar o negro é essa forma eles querem o negro no brasil quanto no veículo próprio em cena da história dos povos africanos é muito recente né naledi é a obrigatoriedade é muito recente mas veja a operação mesmo obrigatoriedade do atendimento porque a história da áfrica que houve no brasil se essa história que eles vão ensinar na escola é melhor canal porque eu lhe garanto que aquilo que eu vejo aqui culpa só usa como história da áfrica eu te garanto que não é porque nós temos uma história assim nós temos uma civilização ou
seja é consequência de uma cultura muito sólida é bem ou mal a os brasileiros também nós a essa coisa de racismo tudo o que está a acontecer na que nós erramos na áfrica porque depois da escravidão depois da colonização a fruta não foi atrás de seus filhos porque essa forma que a gente não conseguisse reagir como essas racismos velados e sobretudo tamir e quero essa nossa falta de conhecimento da nossa história é gente às vezes fique totalmente perdido ea gente tem tudo para a final para o qual os valores esses valores estão na áfrica o
pessoal não fui buscar a áfrica na altura luís mas dá para corrigir qualquer então a gente não conhece a nossa própria origem né muito pouco eu concordo que enfim eu sou eu vejo com bons olhos a obrigatoriedade da lei mas essa obrigatoriedade ela só vai ser ficar e transformar efetivamente olhar que a gente tem sobre a nossa própria história nosso passado as nossas origens se for um olhar é histórico e que levar em consideração as especificidades das histórias da áfrica porque também é uma história só são várias histórias né então de fato a gente tem
por um lado uma iniciativa positiva que é trazer essa questão esse debate para a educação em todos assim todos os anos em todos os segmentos mas por outro lado ele para formar as pessoas que vão tá falando né contando essas histórias ou trazendo questões relativas à ela pra gente não correr o risco de fomentar aquilo que chama amanda be chamou de história única não é como se eu tivesse uma forma única maneira de ser africano uma única história africana que geralmente é uma história muito mal vista néné mal contada é mal compreendida então eu acredito
que de fato conhecer o nosso passado edifício significa muito estudo muito empenho e de todo mundo né é é fundamental é uma das que eu talvez um dos primeiros passos porque conhecer a origem é fundamental do ser humano é todo ser humano precisa saber da onde veio é pra questões não só a estruturais enfim de como a poder reagir o racismo de maneira mais política até mesmo por questões psicológicas de entender de onde você veio porque eu acho que cobra jeito são muitas origens né como ele falou são muitas as áfricas nem muitas histórias no
mesmo continente né está aqui no brasil muitas origens né eu vou interromper vocês porque eu preciso trazer mais um convidado para a nossa conversa porque o tempo está passando muito rápido é o paulo rogério nunes ele é consultor da universidade de harvard ele fala com a gente de salvador na bahia ele vai falar com a gente sobre como racismo aparece no meio digital no brasil boa tarde paulo tudo bem boa tarde paulo você tá me ouvindo acho que a gente teve um probleminha de conexão eu voltar então pra nossa conversa vocês acreditam que o que
acontece no meio digital no brasil em relação às discussões sobre racismo difere muito de outros países como por exemplo nos estados unidos ou em outros países que essa questão ainda muitas vezes aparece como uma demanda olha eu acho que até retomando pouco sua pergunta anterior respondendo essa junto assim eu vejo que a internet ela acaba sendo uma faca de dois gumes ao mesmo tempo em que ela possibilita empoderamento e isso é muito importante porque ela se retira a solidão de muitas pessoas negras enfim e afro descendentes é desse lugar que o racismo cria né ao
mesmo tempo que você tem isso e você cria grupos coletivos de mulheres e homens de questões negras de cabelo enfim isso é muito interessante porque trabalho com vários aspectos e várias questões do que é ser negro no brasil é você tem outro lado que são pessoas de discursos fascistas e de ódio que também se utilizam dessa ferramenta pra né falar o que eles acham correto dentro da lógica deles né esse anonimato que a internet cria pode ser muito perigoso por causa disso porque coisas que integra se fossem ditas pra mim provavelmente com testemunhas levaria um
processo da pessoa que me disse só que na internet isso fica um pouco mais complicado de ser é descer de ser colocado né então ser punido muitas vezes e apreensão também enfim a punição do racismo no brasil é um problema por sessões é porque na realidade é isso que que a verdade é que as leis que punem o racismo não são feitas por nós ou seja nós que sofremos racismo na as leis não foram feitas por onde foram feitos os outros como foi como sempre que aconteça na áfrica então eu desconheço realmente algum brasileiro algo
brasileira que sofreu alguma punição por causa do racismo aquele exemplo que você deu no começo do programa já nem a conhecer o marcos dia seguinte a mulher estava livre era não é é justamente isso acontece porque enquanto as pessoas estão legislando por noite também e aí nós não vamos ter nenhuma outra saída o fato é que realmente a internet permitiu a nossa articulação hoje em dia a gente está falando mais a gente está ficando melhor os negros chocou percebi pelo menos essa forma de conscientização de que era porque o que eu percebi no brasil a
identidade que eles tenham a áfrica para mim é uma coisa de louvar vejo bastante brasileiro com muito interesse e querendo resgatar suas raízes e para mim isso é um ponto muito muito muito positivo é que permitiu isso é internet eu vou trazer o paulo que acho que a gente já retomo a conexão com ele meu amor paulo você me ouvir agora o uso sim agora sim eu falo que o paulo rogério nunes que é consultor da universidade de harvard paulo a gente fala exatamente sobre um assunto que você especialista é sobre o meio digital como
é que o racismo tenha parece aparecida no meio digital no brasil anahí falava dessa questão antagônica da internet é que ao mesmo tempo que permite o empoderamento e permite também a mobilização aí né dos movimentos sociais pela causa do racismo também permite o anonimato né de discursos racistas como é que você avalia essa questão como é que o brasil se difere de outros países olha é a internet uma grande praça pública é onde você tem coisas positivas interessantes na produção de conhecimento o compartilhamento de informações é a possibilidade de de pessoas que no geral de
data é buscar esses conteúdos mas ao mesmo tempo você tem também as ondas perigosas neodi o racismo a xenofobia o discurso de ódio a intolerância são cada vez mais propagados né isso é observado nos últimos anos uma gravidade é é assim imensa de casos discurso de ódio na internet ultimamente trabalhava para esse instituto de pesquisa da universidade de harvard que é o barquinho 60 ea gente está muito preocupado sobre esse assunto e estamos fazendo uma pesquisa global sobre o discurso de ódio na internet envolvendo questões nomes agora religiosa do sef mesmo ano a proposta de
btt e dentro do contexto brasileiro a gente optou em discutir a questão do racismo como entendo que são alto algo estrutural na sociedade brasileira que é o elemento que é que causa da gravação na prática em que esse é um assunto não somente velado na rua falar mas que tem consequências brutais na vida das pessoas é sempre fala que o o dado todo de todos o genocídio de toda a prática nefasta de assassinatos que fica em um discurso de ódio né esse discurso de ódio gravemente no brasil principalmente pelas redes sociais é comparando com outros
países é que o objeto nas pesquisas iniciando agora que isso que nós vamos analisando o caso da colômbia e dos estados unidos o brasil fica linda intermediários nesse dos países quando estamos unidos em um debate muito franco e aberto por algumas décadas no mesmo movimento dos direitos civis sobre esse assunto é e já colômbia começando agora uma seqüência de baixa como é que a população afrodescendente entre 25 e 35 por cento da sua população eo brasil ao comentário da sua população negra que esse debate é já tem alguns anos também está sendo feito de fato
no brasil mas que de fato a nos últimos anos é tem tomado proporção maior por conta desses casos emblemáticos de racismo é que surgiram aí é noticiado pelo meio de comunicação com figuras celebridades e figuras públicas mas que é só a ponta do iceberg muito maior né e é justamente esse racismo estrutural cidade para todo mundo fala a gente está caminhando para o fim do programa eu queria uma umas palavras rápidas sobre essa questão da punição que a gente falou rapidamente a internet possibilita o anonimato muitas vezes a gente precisa sair de uma longa pesquisa
né a polícia tem que fazer um trabalho muito árduo para chegar até quem está cometendo o crime de racismo na internet essa também é uma questão importante a gente dá agilidade a esses processos isso disseram que o papel muito importante no sentido de analisar o caso da encaminhamento correto nenhum dos casos é não mostrar como racismo é crime inafiançável é são consideradas comédia racial é que tem uma condição diferenciada é muitas vezes a atividade muito grande dentro do sistema apresentado à delegacia com seu papel denúncia contra isso contra o crime de racismo ah e também
acompanhamento desses casos é muito lenta então a nossa nossa análise está investigando como é que é o judiciário o papel do judiciário assim não vai vendo a no rio de janeiro trazendo pessoas da área do setor judiciário junto com pesquisadores pra falar sobre o assunto também é entende que a internet tem que se manter livre aberta como foi criada então é importante garantir que as pessoas que percebem que quando cometem crimes sejam punidas mas que a internet mantém o seu o seu caráter aberto e plural que é a ela que era pra isso então é
esse dois pontos e um ponto que adicionar para finalizar é também está vendo nosso plantão 1 90m forte de jovens produzindo conteúdos na internet nós chamamos de conta narrativa também produzindo aplicativos páginas nas redes sociais blogs canais na em um software de áudio visual isso é muito interessante porque esse tipo de atuação proativa e para combater esse discurso da lógica é muito forte no brasil é muito frutífera isso a gente tem acompanhado com bons olhos a universidade está interessado em cumprir essas iniciativas que estão é bastante chato é abertas e e e um monte com
muito conteúdo aqui no brasil né nas comunidades periféricas e aldeias indígenas comunidades quilombolas também é bem interessante mesmo brigada paulo a gente está correndo aí pro fim eu já tô chorando o tempo eu queria agradecer sua participação no conexão futura de hoje muito obrigada viu até uma próxima oportunidade de agradecer obrigado rapidamente o amor a gente já falou da questão da educação é de conhecer a história dos povos africanos também como questões importantes aspectos importantes para a gente caminha aí na luta contra o racismo a participação dos jovens uma palavrinha rápida de vocês é importante
também do jovem negro no brasil a atuar nesse movimento nessa mobilização obviamente que sim porque quem tem que acabar com o racismo são isso também que eles porque não são os outros porque o problema é nosso problema somos nós o problema não são os outros a única maneira de acabar porque exatamente isso é fazer aquilo que a áfrica não conseguiu fazer para lutar contra a escravidão posteriormente contra a colonização é agora a favor do seu desenvolvimento quando esses jovens organizam isso já é uma lição para todos nós porque até agora no final conseguimos nos reunir
se a gente conseguir se unir agora eu posso te garantir que nós vamos construir forças disse ativos que podem acabar como por isso esse cocó quadra chroma key um panorâmico para aplicar nesta de gana no dia ensinou da cana e na época favor eu acho que a atuação dos jovens dos mais maduros ela é fundamental que é internet de fato permite que essas contas narrativas que existem já há bastante tempo historicamente tem data dá vários exemplos pressão ganhando mais força mais visibilidade mais links é então acho que é fundamental acho que é uma luta cujo
protagonismo é nosso né da população negra porque ela que mais sofre ela que morre efetivamente ela que não chega aos lugares que teoricamente poderia chegar se tivesse uma cidade mais justa mas acredito que em razão do problema de todo mundo não só da população negra da população branca também que precisa parar e olhar e entender em que medida o racismo estrutura a vida dela seja linguisticamente pequenas exposições que acontecem nesta negra a coisa ficou preta enfim até você olhar para uma pessoa na rua negro você fica com medo então parar pra pensar em que medida
o racismo estrutura e pauta sua vida então acho que é uma luta que todo mundo com o protagonismo obviamente de quem sofre mais de si dessa né essa discriminação problema né olha são muitos aspectos a gente poderia passar a tarde inteira aqui discutindo esse tema que é tão importante eu já estou estourado o tempo pra caramba bom eu queria então agradecer mais uma vez a participação de vocês viu muito obrigada até a próxima a você de casa obrigada pela companhia ou conexão futura vai ao ar de segunda a sexta na tela do futura e o
endereço para você acompanhar na internet está aí na sua tela um beijo que até a próxima