que para mim é o que chama mais atenção no mundo de hoje tá gente eu não fiz nenhum estudo aí para responder isso mas eu vou falar agora mais como mãe do que como terapeuta Ok o que eu percebo é o excesso do uso de telas então quando a gente faz uso de telas indevidamente com excesso agora não tô falando que não pode tô falando em excesso a gente não permite que a criança Aprenda a se comportar nos Ambientes diferentes Então por que que eu tô falando isso porque quando eu entro dentro do carro hipoteticamente
tá falando no geral eu entro dentro do carro eu ligo um tablet pro meu filho assistir quando ele sai do carro e ele precisa esperar consulta médica eu dou o celular na mão dele quando a gente vai na igreja eu dou o celular na mão dele quando quando ele vai não sei aonde eu quero que ele fica quietinho eu dou o celular na mão dele quando ele tá em casa que eu preciso fazer faxina gente todo mundo tem que fazer as coisas ele liga a TV então eu não dou a oportunidade eu estou tirando a
oportunidade dessa criança aprender a se comportar nos meios né em todos os meios que ela que ela persp passa toda a hora eu estou distraindo ela ela tá o tempo inteiro distraída Por que que Aé ela faz a téa não ensina a téa distrai Então ela tá o tempo inteiro assim D licença tá gente ela tá assim ó venda né Ela tá aqui ó no mundo que não é real né então tem um monte de criança se vocês virem tá andando na rua e tá com o celular na mão né então ela não tem chance
gente essas crianças não tem chance de aprender a se comportar né E aí chega na escola tem que ficar sem tem que fazer lição tem que não sei imagina vai fazer gente porque elas não são ensinadas elas não são ensinadas então eh eu acho que tem muita coisa tipo a tela que a gente vai evitando né a gente vai trazendo esse conforto mascarado pras crianças e elas não não não aprendem O que é viver né O que é gostar de um tempo de ociosidade nossa meus filhos falam meu Deus mas eu tô entediado Que bênção
estar entediado o tédio Olha o que que se faz num tédio Vamos aprender o que que faz tediado tem que ter chance de aprender com essas esses momentos diferentes da vida né então eh a gente Então em vez da gente ensinar Cid a gente mascar cara a gente vai né dando tela vai dando remédio vai dopando essas crianças nesse mundo gente como é que eles vão ser adultos Me fala como que eles vão chegar na vida adulta Eles não sabem o que que é viver Eles não sabem depressivo né primeira frustração é o fim do
mundo não sabe se frustrar só lida com problema dormindo Se tiver dormindo não liga com problema aí fica fácil é difícil falar agora da minha como eu tô falando com mamãe tá bom eu tenho Davizinho Davizinho é uma criança atípica ele tinha muita dificuldade de socialização mas assim muita dificuldade de socialização dentro de casa e no ambiente escolar dentro de casa e no ambiente escolar né E aí fomos buscar ajuda né ajuda médica e a médica essa médica que a gente encontrou muito bacana ela falou assim Paula eu só medico se tiver sofrimento familiar porque
se não tiver sofrimento familiar eu prefiro que o Davi faça 8 horas de terapia semanais para ele adquirir repertório de comportamento repertório de comportamento se se aprende numa sessão não demora demora E demora Então que que a gente fez nós não não demos medicamento pro Davi mas intensivo nele né de de Psicologia né então ele ainda faz 8 horas semanais de Psicologia aba né e ele tem ganhado repertório de comportamento o que que ele ganha com isso gente ele ganha vida porque ele está aprendendo a se comportar sem a medicação e se um dia ele
não dar conta e precisar de medicação tudo bem porque eu eu não sou contra medicação mas eu já tentei nós já investimos esse tempo do aprendizado dele né a gente também então desde que seja Desde que seja a última opção e não a primeira né que a já tá falando um problema é esse tá sendo a primeira opção não priorizar entendeu não priorizar porque hoje a primeira coisa é a ritalina né nem sa tem diagnótico já é porque é igual a Paula falou eh requer tempo dedicação dos Pais né requer eh envolvimento e dedicação também
do professor né da escola também envolvida então o processo eh eh que requer é mais difícil e é trabalhoso muito então a a a a a medicalização é muito mais fácil o processo né É muito mais fácil que é igual você falou doa criança fica quietinha na escola Ai que alívio Professor DPA criança fica quietinha em casa que alívio pros pais né então Eh é algo que a gente tem vivido né Eu acho que vocês que são os profissionais né da área deve ter experienciado muito isso aí né bastante Sim e eu vejo isso porque
a a escola do meu filho mesmo eles TM uma televisão dentro da sala de aula só que quando ele não tá assistindo o que ele quer aí ele sai pulando ele vai mas você entende que aí vai pelo mesmo caminho quer medicar e também já tem a tela ou seja quer dopar duas vezes aí Tá todo mundo sentado assistindo Como assim esse menino ousa não estar sentado assistindo briga sim e aí a gente percebe né aqui eu tenho tenho alguns casos aqui de de atendimento em que eu percebo em que a criança ela não é
hiperativa de diagnóstico de TDH tá gente ela responde hiperativa porque ela não tem esse repertório de comportamento então ela não tem Olha presta atenção Olha como isso é complicado ela não tem um transtorno eh de desenvolv uhum uhum mas ela responde a forma com que ela tem ação reação né aquilo que ela tem aprendido que tá aqui atrás né tudo a carga que ele tem emocional de vida de cultura do que ela ele aprende que é normal na vida ele responde com imperatividade Porque foi assim que ele aprendeu a ser E aí é uma criança
que não tem transtorno e eu tô medic tô dando medicamento é e acaba sendo rotulada aquele ali é hiperativo né É E você sabe sidia que um um dos grandes maus é que quando a gente põe rótulo a gente dá eh a gente dá menos oportunidade de aprendizado pressa criança invalida todas as possibilidades sim sim porque inconscientemente a gente põe um teto para essa criança isso aqui tá bom para ela né E aí a gente pode falar Ô Paula e eu vejo assim no ambiente escolar também devido a esse Esses medicamentos aí tudo hoje é
TDH né tudo tudo a criança não aprende não quer aprender e não tem incentivo da família também para aprender Ah ele tem TDH vamos lá ele tem TDH faz aí põe aí no laudo não sei o que a família acaba eh eh falando que é que é e acaba Ah tá bom então vou fazer um ludo aqui de TDH e o que que acontece na sala de aula aí essa criança ele tá tão acostumado ali a ser tratado com uma criança especial e não é que a gente sabe que muitos não é e acaba se
encostando no laudo e a família tirando a oportunidade dessa criança de aprender Sim é isso mesmo Marin Não não é nem só o adulto que encosta no diagnóstico né infelizmente a própria criança fica né aqui aqui a gente tem criança ai gente eu acho cúmulo a criança entra inadequado e eu tô falando assim de chilique sabe birra Faz birra e depois quando ela volta ela fala assim ah mas é porque eu sou autista gente ISO de jeito nenhum não pode falar isso você não não pode justificar né então me me Deus do céu eu só
faço o que eu quero porque se eu não fizer o que eu quero eu dou chilique é porque eu sou autista lá pelo amor a gente é a gente tá num mundo assim que a gente tem que ter muitos muitos cuidados né a gente tem muita criança que precisa de diagnóstico e não consegue tem e a gente tem muitas crianças que não tem diagnóstico e consegue É verdade não é e a gente tá ali nesse meio né mas o que eu acho que é o mais importante que é onde a gente tá atuando que a
gente tem essa visão crítica né por isso que para vocês hoje no estudo de casa eu não trouxe como diagnóstico né mas eu trouxe das características das crianças hoje essa criança se apresenta assim mas depois que ela ganhar repertório eh de de né comportamental cognitivo E tá lá essa criança não é mais aquela criança que apresentava esse tipo de característica né Uhum não é aquele né ó tem um um decreto né Para Sempre Também nada definitivo também é é isso sim muito legal eu achei bem legal isso aí que você não não rotulou não trouxe
o diagnóstico aí Pronto né a criança tá apresentando determinadas características né E porque que às vezes os próprios pais eh o próprio professor fica em busca de um diagnóstico igual você falou né você tem que ser amparado por alguma coisa né ah essa criança aqui tá passando isso porque ela é autista essa criança que tem pdh então Eh sempre em busca né de um diagnóstico não trata não trata a pessoa o sujeito né trata é o rótulo dela ela é isso né mas ela é muito mais além do que isso muito mais eu não sou
contra diagnóstico tá o diagnóstico ele é importante porque até por muitas questões burocráticas né a gente as crianças têm acesso ao pleno tratamento correto se elas tiverem um diagnóstico e o diagnóstico cedo e eh correto e precoce né sim e até para te dar uma direção né de interval né direção isso exatamente mas ele não pode ser eu não posso tratar o diagnóstico eu preciso tratar a criança né sim é isso aí tendo até até mudar a área de atuação Olha eu sou apaixonada prer viu queridas todas comprometidas com com a profissão mas mais do
que com a profissão né com o próximo a gente pode fazer diferença não no mundo mas onde nós estamos né com certeza Então é isso um beijo viu Obrigada gente valeu muito obrigada falou muito obrigada vi n