[Música] [Música] e no entanto e aí que nós vamos entrar em algo que que marca está em fase nas impossibilidades das dificuldades que o estado peruano vive a partir da sua independência simón bolívar percebe que o estado não poderia sobreviver financeiramente sem o tributo indígena o tributo indígena era uma fonte tributária relevante para esse estado tobi para esse estado desorganizado após anos de guerra de emancipação e já no ano seguinte o ano de 1826 ele restabelece o tributo indígenas no peru ou seja o projeto liberal não se sustenta à luz da precariedade financeira material do
estado peruano e o tributo indígena portanto é restabelecido ele não chama mais tributa indígenas a partir desse momento de 1826 ele passa a questionar contribuição pessoal mas a contribuição pessoal era também algo que recaía sobre as populações indígenas o termo pessoal não é gratuito ele é revelador da mesma coisa que os liberais quiseram fazer no méxico simón bolívar proclama o fim da posse comunitária da terra às comunidades indígenas não deveriam mais existe como comunidades as terras deveriam ser divididas em lotes individuais e é por isso que o tribos indígenas que antes era pago pela comunidade
conjuntamente ou seja a comunidade tinha formas de produzir fosse em bens primários fosse com recursos monetários o pagamento desse tributo indígena e no entanto agora individualmente os índios teriam porque já como comunidades não existindo ponto de vista jurídico simón bolívar também defende que o índio só poderia ser integrado à nação se ele deixasse de viver num corpo a parte e se ele pudesse se integrar à nação como indivíduo moderno o que supunha por um lado a cidadania e supunha por outro lado essa dimensão capitalista de um indivíduo vinculado ao mercado então a mesma lógica que
se coloca para o méxico é posta em prática pelo simbolismo no peru já o san martín anuncia muitas dessas coisas senão bolívia corrobora e esse indivíduo agora paga a sua contribuição pessoal a cobrança já não depende da comunidade ela depende do indivíduo e no entanto na prática essas coisas assim como no méxico em algumas regiões não mudam de uma hora pra outra ou seja também aqui as comunidades sobrevivem às comunidades não têm as velhas dinâmicas comunitárias ainda que nesta interface com o estado certas coisas tivessem que ser ajustadas por exemplo a forma de pagar o
imposto mas ainda é a comunidade que de alguma maneira prover os recursos para o pagamento dessa contribuição pessoal a contribuição pessoal no peru vigorou até o ano de 1854 e no ano de 1854 ela voltou ela ela voltou a ser suspensa voltou a ser anulada e ela voltou a ser anulada como fizeram um sapatinho simón bolívar no pódio tendência porque no ano de 1854 pela primeira vez desde a independência do peru viveu um período de doença econômica e essa bonança econômica foi resultado da exploração do chamado do ano e depois do salitre que se encontra
razão na costa do peru no litoral do oceano pacífico e que como vocês sabem nada mais era do que esses sedimentos de excrementos de aves marinhas que podiam ser aproveitados como certza antes agrícolas e na europa em plena revolução industrial no século 19 reduzindo as suas superfícies agriculturáveis o goiano e o salitre tinham um potencial extraordinário então se abre na europa e aí aquela ideia portanto de uma vinculação do peru ao mercado internacional de trabalho como um fornecedor de matéria prima são ano e salitre atrás é dessa economia exportadora quem alavancam um crescimento econômico no
peru no governo do presidente ramón castillo que também tinha perspectivas liberais que também partilhavam projeto modernizador para o peru e ramon bastilha então pode abrir mão dessa contribuição pessoal porque existiam outras fontes de receita e é dessa forma que o tributo indígena volta ser abolido assim como a escravidão à escravidão de origem africana foi definitivamente abolida no peru no ano de 1854 todas aquelas leis que impediam a emergência de uma sociedade que pudesse se enquadrar no princípio da cidadania universal todos são cidadãos com os mesmos direitos com os mesmos deveres é isso que consegue no
papel implementar nesse momento de crescimento da economia peruana em função da exportação do ano e do site então ele adora escravidão e acaba com o tributo indígena também vai proibir a nita e no entanto alguns anos depois o peru entrou em um novo momento de crise econômica em 1876 a contribuição pessoal volta a ser instituída no peru ou seja 1876 e 886 a contribuição volta a ser estabelecida no peru como uma forma do estado angariar receita a principal razão era a pobreza do estado então ele dá um passo atrás nesse projeto de incorporação dos índios
a uma ordem liberal e restabelece a cobrança do antigo tributo indígena e da mesma forma a nita volta a vicejar com o nome de serviço à república um serviço a república era um novo nome para a mesma coisa com certeza os índios ficavam obrigados a prestar serviços durante um certo número de dias por ano uma certa estação do ano para a república para o estado muitas vezes esse serviço era de construção de estradas e isso é muito comum construção de estradas e construção de de pontes porque com essa presença das cordilheiras o problema dos caminhos
no peru era um problema sério então o estado mobiliza essa mão de obra para a construção de caminhos teoricamente um serviço à república deveria ser prestado ao estado na prática os poderosos locais os grandes fazendeiros os donos de mineração muitas vezes se valeram do serviço a república era para preencher necessidades próprias de mão de obra então esses índios às vezes eram recrutados através de uma de um princípio político público para prestar serviços a mãos privadas a interesses privados ou seja a questão da reforma liberal no peru é uma questão de um projeto que se anuncia
muito precocemente com a proclamação da independência os liberais estão no poder diferente do méxico em que aquela disputa se arrasta por muito tempo estão no poder têm clareza de que a criação de uma nova ordem passava por aqui passava pela incorporação do índio em novos termos a nação à sociedade ao estado e no entanto o estado volta atrás porque não tem força para levar isso adiante e ao mesmo tempo esses homens poderosos dos cinco anos do peru se beneficiam dessas prerrogativas jurídicas para muitas vezes atender a necessidades próprias esse vaivém atravessam século 19 é apenas
no finalzinho do século ano de 1895 que o tributo indígena acaba sendo anulado de uma vez por todas na história do peru o que não significa que a questão do índio tenha se resolvido nesse momento vou falar um pouco disso mas o tributo enquanto um tributo especial para os índios deixa de existir em 1995 bom o que dizer sobre a questão das dinâmicas que vão formando esse estado nacional peruano no século 19 e de como os índios vão se entrelaçando com essas medidas que têm um horizonte liberal mais um horizonte liberal que não consegue se
afirmar que sucumbe há uma série de pressões particulares a interesses privados a um estado que ele próprio muitas vezes recua afinal de contas de que forma isso se coloca na história peruana do século 19 se nós formos trabalhar com uma historiografia mais clássica e marxista e para isso há grande matriz é uma ea seguir com seca carlos mariátegui esse autor que foi também o fundador do partido socialista no peru no início da década de 1920 e que escreveu textos de interpretação sobre história peruana sendo que o mais conhecido e mais ensino teve maior alcance nesse
sentido das coisas que ele publicou foi esse livro chamado sete ensaios sobre a realidade peruana um livro publicado no ano de 1800 1900 já no século 20 anos de 1928 então mariátegui escreve lá uma obra sete ensaios sobre a realidade peruana que tem um impacto tremendo sobre tudo o que se escreveu depois a respeito da história do peru então os marxistas no peru nos anos 60 nos anos 70 sempre se guiaram muito por uma matriz interpretativa que havia sido cristalizada pelo mariachi e o que propõe o mariachi que em termos gerais poderia que dar um
curso inteiro somente sobre mariátegui uma figura interessante ousada que questionou os dogmas do marxismo na sua época rompeu com a rússia com o modelo de socialismo na rússia escolheu um caminho próprio para o socialismo no peru enfim uma figura de uma inquietação muito grande e que apresenta a seguinte chave para se pensar a história peruana para o mar e ar teria a costa ou seja o litoral do oceano pacífico foi a região onde a modernização se manifestou no peru foi a região do ano foi a região do salitre foi a região da cidade de lima
foi a região de forças que se abriram para um desenvolvimento capitalista com todas as suas mazelas distorções as formas de dominação da mão de obra e 77 a mais acosta representava uma face modernizadora do peru ao passo que a serra a serra representava o avesso a modernização representava o atraso representava essa estagnação representava a continuidade em relação ao mundo colonial e para tratar da serra o mariátegui com um conceito que o conceito de gagá monalisa mesmo enganar 'lista seria aqui falando de uma forma bem geral o que nós chamamos de coronelismo se aproxima daquilo que
nós vimos em relação aos federalistas na argentina e que os unitários e liberais diziam aqueles federalistas que vivem sem lei que exploram a mão de obra que que vivem que resolvem tudo na base da força enfim esse paralelo com o mundo rural é claro que nós depois selecionamos essas leituras em relação os federalistas né com base na no livro da noite gol de manu e ricardo salvatore mas enfim a idéia do jornalismo é que eu quero chegar é a ideia desse mundo rural em 20 grandes proprietários de terra gozavam de enorme poder enorme poder econômico
enorme poder político e subordinavam aos seus interesses pessoais as instituições públicas as instituições estatais não havia possibilidade nesse mundo do gamonal de existirem instituições impessoais que representassem os interesses da maioria não o poder é exercido de uma forma terça na lista e os índios estariam completamente à mercê dos gamonal leis em espanhol o termo em espanhol então o canal os gamonal extinção esses grandes proprietários de terra que tomavam terras das comunidades porque nos andes havia a comunidades indígenas mais os gaboneses escolhia vão essas terras para aumentar as suas propriedades e essa espoliação de terras indígenas
era muito foi uma espoliação que ficava completamente impune os jornais simplesmente avançavam sobre as terras indígenas e daí passavam a se beneficiar da mão de obra indígena em termos de relações de poder muito assimétricas entre os índios não tinham liberdade esses índios eram obrigados a trabalhar nas piores condições e muitas vezes coagidos a um trabalho por outras estratégias que não simplesmente a questão do salário então um mundo do gamonal é um mundo em que as relações modernas de trabalho de forma alguma estavam colocadas e os índios teoricamente ainda camponeses dispondo de terra própria foram sendo
incorporados foram sendo varridos pra essa dinâmica de expansão das fazendas chamados gamonal essas fazendas eram fazendas próspera 'snow leitura do mariatu especialmente no sul dos andes na região sul dos andes a serra sul como chamam os peruanos se era sua onde se desenvolveu uma economia de exportação de exportação de lã exportação de lá com base claro na criação de ovelhas então essas fazendas encontraram também um mercado na europa para exportar sua lã e precisavam de mais terra para criar mais ovelhas é a tal da produção extensiva e não intensiva uma discussão se faz muito em
relação ao brasil as fazendas como não investem na qualidade precisão o espaço de mais terra e isso significava que as terras indígenas fossem sendo engolidas então para mariátegui a história do peru era uma história que eu não vou me estender aqui o livro é mais complexo do que isso é claro mas que respondia a essa dinâmica entre costa e serra entre o moderno e o tradicional o arcaico eo arcaico associado ao jornalismo muito bem essa leitura do mariátegui tem sido batizada nas últimas décadas por alguns autores e eu destaco aqui dois autores que muito me
agradam as que são estudos muito sugestivos muito bem fundamentados e fica aqui então a sugestão para vocês um deles o nelson manrique mercado interno e região a serra central 1820 a 1930 e dá florencia mallon de diferenças community in pelos saints o raylan despedem se jogou em capital estrangeiro ou seja a defesa da comunidade nas terras altas do peru conflito camponês né conflito camponês e transição para o capitalismo entre 1861 e 1941 pensando desse século 19 antes um pouco mais tardiamente na passagem para o século 20 o que propõe esses dois autores a preocupação deles
está a analisar o seguinte se o estado peruano ao estado que notoriamente no século 19 tem essa história oscilante momento de boom da economia mas depois volta à pobreza depois vem a guerra do pacífico não tinha mencionado isso a vocês numa aula anterior em 1889 o peru mergulha na chamada guerra do pacífico perde a guerra para o xing e perde inclusive porções de território para o shin no final dessa guerra em meados da década de 1880 então a história do peru é uma ora em si esses momentos de crise de pobreza de fraqueza do estado
são recorrentes sabendo-se disso podemos pensar a história desses camponeses nos andes peruanos por uma chave que é o do desenvolvimento a do desenvolvimento capitalista no estado oscila e o capitalismo está encontrando uma dinâmica própria e ao se fazer essa pergunta eles olham pro mariátegui pra questionar a seguinte tese o capitalismo foi algo que só se colocou efetivamente na costa o que é este capitalismo nos andes o que é esse mundo dos a mona lisa e sim do arcaico e quais são as relativizações que devem ser feitas para se compreender melhor a história dos anjos e
não simplesmente colocá la como lugar do arcaísmo e ponto final e ao fazerem isso a proposta vou começar pelo nelson manrique que houve especificidades nas dinâmicas de modernização econômica nos andes peruanos no século 19 houve no sul de fato uma tendência que ele não vai chamar de gamonal de galo na 'lista porque para munique esse pacote do gamonal é um pacote que acaba em correndo e generalizações acaba incorrendo em análises às vezes caricaturais que não ajudam a compreensão então mais de fato no sul dos andes peruanos teria havido uma tendência grande propriedade baseada na criação
de ovelhas para voltada para o mercado externo e isso não deu muito espaço para as comunidades indígenas resistirem elas foram de fato sendo desestruturada e sucumbindo às grandes propriedades mas vai dizer o nelson manrique na região central dos andes peruanos a história foi outra e uma rica e vai falar por exemplo da região de pasco a região lá onde bolívar a los angeles e chegou o exército para retomar a luta contra as tropas realizam na região de tasco por exemplo mas em toda a região central dos andes é o que ele chama de serra central
em toda essa região a produção se deu sim voltada para o mercado uma produção que portanto tinha uma dinâmica capitalista mas era uma produção voltada ao mercado interno e as propriedades que existiam nas eras entraram eram propriedades não muito poderosa e propriedades que auferiam algum golo vendendo para o mercado interno abastecendo os centros onde se comercializavam gêneros alimentícios e etecétera dentro do útero e nesse sentido essas propriedades foram trazendo o capitalismo para a região da serra centrais mas negociando com as comunidades indígenas ela não tiveram força para acabar com essas comunidades indígenas negociando incentivo por
fazendeiros os pequenos fazendeiros da terra centrais precisavam dos índios como mão de obra mas esses índios eram autônomos eles não estavam que eles comiam então os a vender os recorre a um sistema chamado de enche vou escrever aqui também termo em espanhol não é o termo usado pela bibliografia em espanhol mas o enganche vem dançar e o enganche teria tido um papel no século 19 segundo manrich e depois já vou entrar na florencia malu vai na mesma linha e foi um papel de viabilizar essa produção para o mercado interno porque os índios trabalhavam para os
fazendeiros ea produção acontecia e e se essas trocas mercantis portanto se realizavam mas por outro lado um enganche foi aos poucos minando a vida dos pedros a estrutura tradicional dos povos o enganche por um lado representou uma forma que não destruí los os poemas como aconteceu no sul do am na região claro o sul dos andes peruanos mas por outro lado o enganche foi introduzindo novas dinâmicas que foram minando essa vida comunitária dos índios [Música]