Eh, e lá eu f eu eu trabalhava na clínica de estética, então eu vendia pacote, atendia telefone, recepcionava cliente, fazia tudo, mas não fazia nada na área da beleza, tá? E ali tinha uma moça que fazia sobrancelha, micropigmentação, e ela a e micropigmentação é o trabalho que a pessoa paga e aí depois de 30 dias ela tem direito a fazer um retoque, tá? Então na época já era R$ 450, que é um trabalho que dura um ano.
E aí ela pagava e tinha um retoque. Só que aí essa menina foi embora, só e ela não atendeu os retoques. Que que aconteceu?
Tinha um monte de cliente pedindo dinheiro de volta do trabalho todo. Então um baita prejuízo, não tinha como devolver. Eu falei o seguinte, eu vou fazer esse curso.
Então peguei e e você vê dá vontade de resolver o problema. Então, geralmente as oportunidades estão aí, né, que a gente não percebe. Aí fui, fiz o curso, vim para São Paulo fazer o curso.
Eu lembro que eu não sabia nada de sobrancelha e quando eu fui fazer o curso, eu só queria aprender a mexer no negocinho para eu fazer o retoque. Eu queria resolver o problema. Uhum.
E aí eu lembro que quando eu fui fazer o curso, a mulher falou: "Você já sabe fazer design de sobrancelha? Porque o curso de micropigmentação é só para quem já faz design". Aí eu falei: "Não".
Aí eu falei: "Si fazer". Design tem a ver com a pinça e a pigmentação é é pintar permanentemente. Isso, permanentemente.
Olha só como você tá, primo não cultura demais. Cultura demais. Ele dea taturana aí, mas é eles manjam, né?
É justamente isso, o design, a pinça, né? O formato também que é tudo importante. E aí o que eu que a micropigmentação é a tinta que aí fica um ano e aí fica um ano no trabalho, então vale muito a pena.
Uhum. E aí eu fui fiz, aprendi, eu falei que já sabia fazer o design, não sabia, nunca tinha feito uma sobrancelha na vida. Fui, aprendi a mexer no negócio, voltei, comecei a atender os retoques.
O que era para demorar 30 minutos, eu ficava 3 horas atendendo uma cliente, porque eu não sabia fazer o formato. Então eu ficava ali fingindo que eu sabia e às vezes olhando um vídeo assim para ver o formato e meu dava certo, de uma response isso aí, né? Se você d pegada errada aqui, a sem querer, né?
Total, total. e assim com a cara e com a coragem, mas tinha que resolver. Mas eu fiz e assim e aí eu acho que o fato de eu não saber me gerou um um contrapeso do outro lado, porque eu pensei o seguinte: eu não sou tão boa ainda, ninguém começa bom, ponto.
Ninguém começa bom, a gente se torna, isso é muito realum. Então eu tenho que compensar de outra forma. Então eu tratava muito bem a cliente.
Meu, sério, eu tratava ela muito bem. Primeiro que eu já abraçava e depois atendendo eu descobri que o abraço é uma coisa que as pessoas não dão. Geralmente eu abraço todo mundo.
Eu tenho uma facilidade para abraçar as pessoas que eu acho muito bom, mas não é comum, né? Então primeiro eu já abraçava minha cliente, eu abraçava ela, tudo bem, olhava nos olhos dela. Olhar nos olhos também é uma coisa que as pessoas quase não fazem mais.
Eu só descobri depois. Hum. E ó, tudo de graça, nada se cobra, abraço, olhar.
E eu tratava muito bem ela. Então eu ouvia, eu não queria falar de mim, eu queria ouvir dela. Só que não era uma escuta do tipo: "Aham, aham".
Eu me perguntava, eu até ficava brava quando ela ficava brava, eu eu a gente ficava melhores amigas ali, de verdade. Isso é muito louco. E essa relação foi foi me preenchendo de uma forma, porque eu acho que pela primeira vez eu me senti protagonista e eu acho que lá no fundo de alguma gavetinha eu senti que eu poderia ser independente se eu me aprimorasse, porque eu descobri algo que eu gostava de fazer, porque eu me sentia muito bem.
A sensação da mulher se olhar no espelho e tipo sair lágrima do olho dela de se ver com a sobrancelha. Eu falava: "Como assim é uma sobrancelha? " Isso eu falei: "Cara, eu gostei e eu gostei de fazer, eu gostei disso aqui e eu gosto da área da beleza, querendo ou não.
Eu sempre fui muito vaidosa, sempre pesquisei muito produto, tecnologia, creme, tudo, tudo. " Uhum. Então eu falei: "Talvez seja isso".
E ali eu comecei a estudar. E aí uma coisa que era só para atender os retoques e tirar o serviço da clínica, porque eu era gerente da clínica. Tá?
Então, na minha cabeça, o que que as pessoas me falavam? Falavam: "Meu, você vai ser gerente da clínica, você vai deixar de ser gerente para virar design de sobrancelha? " Então, tipo, eu falava: "Não, eu só vou fazer os trabalhos, tirar o serviço da clínica, não devolver o dinheiro da galera e segue o gerente.
" Mas eu gostei muito, comecei a estudar, me aperfeiçoar e fiquei um ano trabalhando na clínica e aí em 2017 eu me divorciei. Tá. Ah, você tava no lá no primeiro aí quando você foi para lá.
Ah, tá, tá, tá. Aí eu voltei a morar em São Paulo porque eu me divorciei. Aí ele ficou lá, eu voltei com a minha filha, tava com 2 anos e meio, só que eu tava toda endividada, então tava com mais de 100.
000 de dívida. Mas por quê? Antes de eu casar, meu casamento durou 3 anos.
Antes de 3 anos e meio, antes de eu casar, eu já já tinha dívidas. Eu sempre fui muito inconsequente financiamente. Mas de gastar com coisas, de gastar e não ter, achando que você vai conseguir pagar.
E quando vem para pagar, pagava o mínimo da fatura, sabe? essa coisa, porque eu acho que eu não sei se todo mundo passa por isso, mas eu passei. Então é essa inconsequência financeira de você achar que vai dar, que não dá, e você começa a se enrolar pagando o mínimo.
Eu tava com mais de 100. 000 de dívida. O meu carro tava com busca.
Ninguém faz isso aqui não. O cheque que voltava aí não podia, não podia voltar duas vezes, tinha que compensar antes de meu. É inconsequente.
Mas eu acho que são vários fatores, né? muita referência, estudo, cultura, tudo, tudo envolve, sociedade, costumes, tudo, tudo, tudo. Sim.
E e é bom porque existe a Natália do Antigo Testamento e a Natália do Novo Testamento. Então eu eu era totalmente responsável com dinheiro. Então eu voltei e aí foi bom porque eu aprendi, fui pro fundo do poço e ali endividada, carro com busca e apreensão, uma filha sem dinheiro, porque eu não tinha dinheiro, não tinha formação.
Voltei a morar na casa dos meus pais que já não tava muito bem financeiramente ali, tava a verdade deles, mas não dava para eu e a minha filha sustentar mais dois não. Assim eu falei: "Cara, eu não ten tanto para sair daqui, vou voltar. Muita briga, muita hostilidade, muita gritaria, muita não, minha filha não vai crescer aqui.
" E ali eu acho que bateu esse desespero do tipo, cara, será que eu vou ficar aqui? A minha filha vai ficar aqui? Minha filha vai crescer nesse ambiente e eu não.
E aí eu nadei, nadei, nadei, morri na praia, sabe tudo isso? E aí eu falei: "Não, essa essa não vai ser a história que ela vai contar de mim". E aí eu acho que aquilo me deu muita força.
Todo mundo falou assim: "Ah, você vai fazer sobrancelha? Vai fazer uma faculdade, sobrancelha não dá dinheiro". E aí eu falei: "Não, vou fazer sobrancelha".
Quanto tempo faz isso? Mais ou menos? Isso foi 2017.
Nossa, caramba, é recente, hein? Recentíssimo. A empresa faz 8 anos.
Inclusive, dia 17 de abril, que é depois de amanhã, acho, a empresa faz 8 anos que eu fundei a Natália Beauty. Caramba, sério, eu sinto tanto orgulho porque continua contando que eu tô curioso porque foi rápido, he? Porque foi muito rápido, mas aí também eu fui muito estratégica.
Uhum. Muito. Não sei o que aconteceu comigo, que eu comecei a estudar muito e aí eu vou chegar nessa parte.
Uhum. Mas vamos lá. Eh, beleza.
Aí eu voltei. A necessidade te faz ser estratégico. Eu acho.
Quando você a água chega ali, você fala: "Putz, não vou me afogar". E depois que você aprende a nadar, você não se afoga mais. É, quem saiu do buraco sabe sair de novo.
Uhum. Então ali eu falei: "Cara, agora eu preciso vender. " Aí a gente aí eu acho que quando a gente tá no fundo do poço, a gente tem que tirar a emoção e ser racional, trazer a realidade que a gente tá passando.
Cara, eu tô ferrada. Todas as atitudes que eu tomei até aqui são erradas. Ou seja, se eu continuar sendo a mesma pessoa amanhã, eu só vou est cavando mais o meu poço.
Uhum. Ou seja, você tem que jogar real com você. E a gente demora para fazer isso.
A gente fica se enganando. As narrativas que a gente se conta. Ah, não, tadinha, mas ele também te enganou, ele também fez isso.
Ah, mas a sua família fez isso com você. Você fica se lamentando com as suas narrativas e se torna vítima da sua história. Enquanto você é a vítima, cara, você não vai sair do buraco.
Então eu acho que tem que sair desse vitimismo e falar: "Cara, você errou, você fez isso, você tal". E não é legal. E não é legal.
Tanto que o resultado da sua vida hoje é decisão e ação que você tomou. Chega de culpar os outros. Ninguém tem nada a ver com isso.
E outra, você pode culpar o mundo, mas o mundo vai continuar girando e você vai continuar com o seu problema. O céu vai continuar azul e você vai continuar com o seu problema e ninguém vai parar a vida por causa de você. Uhum.
Então eu tive muito essa clareza, sabe, de cair em si. E você falou: "Pô, se eu não for sair do buraco, ninguém vai me tirar. Ninguém tem obrigação de tirar a gente do buraco.
" Essa é a verdade. Sim. E eu acho que esse foi um dos maiores aprendizados da minha vida, porque a partir dali eu falei: "Cara, eu sou responsável por mim, pela minha filha, não vou esperar pensão de ninguém, não vou esperar ajuda financeira porque não vai vir".
E aí, meu, aí eu falei: "Cara, eu preciso atender as pessoas". Aí eu comecei na, eu comecei em loja que loja de sapato, loja de roupa, loja de bebê, que iam clientes que seriam minhas clientes. Não é óbvio isso?
Tipo, eu preciso achar cliente. Onde eu vou achar? Em loja que essas clientes vão.
Sim. Só que eu ia na loja, em vez de vender, eu dava o meu trabalho para todas as vendedoras e gerentes. Então, ao invés de cobrar delas, eu já me garantia tanto no meu trabalho, porque eu falava: "Cara, eu já sou muito boa, porque eu sou obsecada.
Quando eu peguei para estudar sobrancelha, eu não vou ser qualquer homem, eu vou ser a melhor, eu vou ser muito boa, eu quero entregar algo que eu faria em mim. " Sim. Então, até chegar aí, então já eu não era, eu ainda não era boa.
Eu eu nunca vou achar que eu sou muito boa, porque eu sempre evoluédia porque eu já tinha ido para um olhar de naturalidade, enquanto todo mundo ainda olhava pro padrão de sobrancelha. Então, já comecei a me destacar. Aí mesmo no fundo do poço eu ia, dava para elas e atendia na casa delas com a minha maca, levava e elas gostavam muito e me trazia ali três, quatro, cinco clientes.
E o meu trabalho, como ele já era bom, eu já vim para São Paulo e já coloquei R$ 800 a sobrancelha comigo. Porque aqui eu fiz uma pesquisa antes, aí ó, primeiro eu liguei em alguns lugares que tinham um trabalho parecido com o meu, vi o valor era mais alto. Eu falei: "Eu vou cobrar 800", mas eu me garanto porque o meu trabalho é muito bom, mas a de pigmentação, porque a de pinça é mais barato, né?
Não, pinça. É, tem gente que faz design por R$ 30 na clínica R50 por conta de do contexto. Duda, tá.
Oi. Eu já tenho uma pergunta aqui, hein. Ixe, lá vem.
Dá até medo quando você fala isso, para fala. Ô, Natália. Oi.
E seu sobrenome aí, Beal, é de família ou é só para se parecer gringa para cobrar mais caro? Para parecer gringa. Beauty.
É, você que criou isso. Faltou, Natália. Beauty porque Beauty é beleza.
Aí falta o R, então é Beauty, né? Bey, aqui tá out. Mas não, mas continua contando, depois você vai da onde você surgiu esse nome.
Já era Natália Be aí? Não, era Natália Makeup. Ah, tá, tá.
Eu nem sei fazer maquiagem, só que foi uma coisa engraçada. Quando eu me separei, foi bem estressante o divórcio. E eu lembro que eu tinha um Instagram que chamava era Natália e o nome do meu ex-marido.
E aí quando eu me separei e ele falou assim: "Você tem até hoje para tirar o meu sobrenome? " Uhum. E tinha alguns trabalhos meus de sobrancelha ali, já pouco seguidor, tal.
Aí no desespero, eu lembro que era quase ano novo, assim de para 2017, foi quando a gente separou. Aí eu mudei, falei: "Natália, makeup, mas eu nem sei fazer maquiagem". Ah, mas sobrancelha faz parte da maquiagem.
Enfim, e foi então por muito tempo foi na área meup e tudo acontece, né? Cada coisinha que a gente acha que é ruim, na verdade tá contribuindo para algo muito maior. É que quando a gente tá passando pelo desafio, a gente não consegue enxergar que vai melhorar.
Parece muito difícil, mas depois você olha para trás, você fala: "Ainda bem que aquilo aconteceu". É. E aí ali eu comecei a atender as clientes e já comecei a aprender muito.
Então eu aprendo muito rápido e assim, dificilmente eu vou errar duas vezes a mesma coisa. Então ali eu já ia meio que captando e assimilando todo o conhecimento de atender uma cliente aqui, outra ali. A cliente que paga R$ 800 uma sobrancelha já é uma cliente que já tem um Ah, então aí 800 era um valor abaixo da média, já se cobrava uns 1000 e 800, tá?
Indo na casa dela ainda, então que é mais caro, né? Aí, beleza. Só que aí já comecei a ter mais clientes.
Aí eu juntei o dinheiro. Como o trabalho de micropigmentação é muito bom, porque o custo do material não é máquina, é uma caneta que é descartável, você gasta R$ 100 o custo para fazer um trabalho desse, tá? Então já tinha um lucro bom, né?
E já tava ali guardando. Só que eu só eu só recebi em cheque dinheiro, não tinha cartão. É um lucro muito bom, né?
Porque você não tem gasto nenhum, a não ser o ônibus para ir na casa da mulher ou a gasolina. Não tem gasto nenhum. Nenhum.
Interessante. Uhum. E aí é um mercado muito bom mesmo.
É que é que não é não faz tanto sentido, não é tão óbvio, né, quando a gente fala, mas ele é muito bom. E ali eu já fui juntando o meu dinheiro, passou três meses, eu aluguei um apartamento. E aí olha o que foi muito importante.
Eu falo isso pras pessoas, de verdade, mudou o jogo para mim. Eu não sei quem me falou, se foi o meu pai, mas alguém me falou que eu tinha que colocar um prazo para aquele sofrimento todo que eu tava passando. Hum.
Que eu tava vivendo um luto emocional muito difícil. A minha filha perguntando: "Cadê meu pai? Cadê minha casa?
" E a gente dividi numa cama de solteiro quando voltou pra casa dos meus pais. Então foi muito difícil, sem contar a derrota interna. Uhum.
Aí eu ouvi assim, ó, a gente vive colocando prazo para conquistar uma meta, né? Empresa, se meses, um ano, tipo, ah, quero conquistar um carro, uma casa. Mas e aí?
coloca uma meta para acabar com esse seu sofrimento. Aí eu eu lembro que eu olhei no espelho esse dia e eu me encarei. Foi aí que eu comecei a me encarar, que aí eu fui começando a olhar para mim, porque a gente se encara, é forte, gente.
Façam isso, se olhem no espelho e não desvia o olhar do seu olhar por pelo menos um minuto. Parece que você se aprofunda na sua alma, você se não sei, é muito louco. Tem algo ali tem algo ali.
Você se conecta com você de uma forma muito profunda. E aí eu lembro que eu falei, em três meses a gente vai sair daqui, Natália, e você nunca mais vai passar por isso. Te arrepia de lembrar?
Uhum. E foi muito forte isso. E aí eu lembro que eu chorei muito, fui dormir.
Beleza. Aí, cara, eu nem lembrei mais desses três meses, mas eu fiz um pacto, decretei aquilo tão forte que em abril, isso foi em janeiro, em abril, dia 17 de abril, foi quando eu fundei a Natália Biro. E depois de três meses, eu fundei a Natália Br, eu aluguei um apartamento de 40 m.
e aluguei uma salinha de 30 m para atender as clientes. Então, foi três meses mesmo. Coloquei o prazo e realmente o meu subconsciente, todas as minhas ações trabalharam para que tudo que eu fizesse contribuísse para eh eh para conseguir realizar aquilo que eu tinha me proposto.
Isso é o poder da decisão, gente, de verdade. É verdade. Aí, beleza.
Fui, aí cheguei lá eh no apartamento, comecei a atender as clientes lá na salinha e eu olhei pro mercado porque aí passou a parte emocional, né? Beleza, beleza, todo mundo supera, sai da dificuldade, tá? Virei empreendedora, agora vamos pro negócio.
Porque aí quando eu me tornei empreendedora, que eu comecei a ver que era um negócio de verdade, eu falei: "Tá, primeiro passo, eu tenho que ser a melhor em sobrancelha. A gente tem que ser especialista muito bom em alguma coisa para aparecer". E aí eu trouxe o posicionamento paraa rede social ao mesmo tempo.
Então ao mesmo tempo que eu tava passando tudo isso, eu comecei a usar a rede social como também um desabafo. Então eu eu fui uma das primeiras a trazer marca com pessoa junto, sabe? Tipo para que outras pessoas se identificassem com seu creator, é sim, que hoje chamam de brand creator, né?
Tá, até sair no Upix foi super legal como referência de porque a minha vida e a marca foi um contexto só e eu fui trazendo a realidade da minha vida pra rede social e foi conectando muito com as pessoas e isso me ajudou a me curar de certas formas, porque eu sempre fui muito perfeccionista com tudo e geralmente essa pessoa ela sofre por dentro porque ela deixa de fazer muitas coisas por conta disso. Uhum. E aí com a internet eu entendi algo muito valioso, que o perfeito na internet ele atrai muito as pessoas, mas só a coragem de ser imperfeito ali, de você mostrar que tá sofrendo, que chora, ou um perrengue, ou passar por alguma coisa difícil ou ter coragem de falar que já errou.
Tudo isso que é o imperfeito, é o que conecta a pessoa com a gente, porque senão não tem graça seguir alguém se não for para se identificar como humano igual. E ali eu já fui compartilhando. Então como era difícil a não difícil porque eu nunca fui vítima.
Eu nunca me coloquei no papel de ai que dózinha, eu tenho que atender 17 pessoas hoje. Ai coitada, tenho dó de mim. Não, eu falei cara, eu vou atender hoje das 8 almoçar até tal horário, mas graças a Deus.
É, graças a Então, a gente sempre vai reclamar, mas gente, reclama das coisas que, né? Uhum. Ah, porque senão aí eu, beleza, aí eu comecei a a trabalhar e eu falei, eu vou crescer aqui.
Então, fiquei muito bom em sobrancelha, comecei a estudar muito, ver tudo que tinha de mais moderno. E eu atendi e aí começou a dar certo, as pessoas iam indicando as outras. Eu fui usando a rede social, trazendo mais audiência, comecei a dar curso, porque o fato de compartilhar minha vida na internet despertou nas pessoas a vontade de viver a mesma jornada que eu.
E aí que tem um gatilho muito poderoso para vendas do meu nicho, principalmente, porque a mulher olhava pra minha vida e falava: "Cara, eu tô passando por isso. Eu sou aqui, mãe, tive bebê". Porque eu sei, porque hoje é o tipo de mulher que vem fazer curso.
Às vezes a a mulher que teve bebê, que se perdeu na profissão dela, que quer se encontrar de novo, a mulher quer ser independente, tem muita gente do mercado financeiro, muita advogada, que se descobre na área da beleza. Uhum. E aí veio eu falando com tanto amor da área e mostrando a minha vida que falou: "Cara, eu quero ter essa mesma jornada".
E ali muita gente começou a procurar o curso para eu fazer. M.