[Música] Olá seja muito bem-vinda seja muito bem-vindo a mais um episódio do 10 minutinhos da gente um vide cast dedicado a agentes de todo o Brasil Você já ouviu falar em capacitismo esse é um termo que se refere a discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência ele é caracterizado Principalmente quando se pressupõe que alguém é incapaz de algo apenas pelo fato de ter alguma deficiência esse tipo de atitude pode estar presente no dia a dia de diversas formas desde comentários discriminatórios até a falta de acessibilidade seja ela física social ou arquitetônica em 2023 cerca de
400.000 violações de direitos humanos contra pcds foram registradas no Brasil por isso é importante que você aente entenda o que é esse tipo de preconceito para reconhecê-lo e combatê-lo e para falar comigo sobre esse assunto hoje nós recebemos aqui o Dr Artur Medeiros Coordenador Geral de saúde da pessoa com deficiência do Ministério da Saúde e Wellington Reinaldo da Silva agente comunitário de saúde da obs1 de Braslândia do Distrito Federal sejam muito bem-vindos e eu vou pedir para vocês dois começarem se descrevendo para quem está nos assistindo Olá é um prazer est aqui aqui com vocês
eu sou um homem branco alto careca uso barba e tô vestindo um terno cinza uma camisa branca e na lapela Eu tenho um símbolo do SUS e o símbolo da rede de cuidados da pessoa com deficiência Wellington Olá eu estou aqui também hoje queria agradecer tá Ah o convite né de estar aqui em falar em algo tão importante que é isso esse combate a esse Realmente esse preconceito que a gente sente eu portador de necessidade especial e homossexual entendeu passo muito por isso e é muito bom a gente e botar para fora e combater Realmente
esse tipo de coisa você quer se inscrever para quem não tá conseguindo nos assistir agora sim eu sou moreninho né gordinho entendeu tenho sequelas de poliomelite né uso uma prótese e como eu disse homossexual perfeito pra gente começar Então esse episódio eu vou começar com você então porque a gente sabe que o capacitismo ele é extremamente cruel né com as pessoas então na sua unidade você já presenciou esse tipo de preconceito não na minha unidade não graças a Deus Não eu fui muito bem recebido entendeu lá tem 20 anos na mesma UBS né E graças
a Deus nunca passei por isso lá não e nunca presenciei também perfeito e e como é que você acha aliás como vocês dois acham que o capacitismo ele pode impactar no atendimento tanto do profissional com deficiência que vai atender quanto do cidadão com deficiência que precisa de atendimento eh a gente precisa só relembrar um pouquinho do conceito de pessoa com deficiência que acho que é importante que traz a gente ir para esse enfrentamento né a pessoa com deficiência ela é uma um somatório é a pessoa que tem um impedimento né de longo prazo físico intelectual
mental ou sensorial e essa pessoa quando encontra alguma barreira Essas barreiras impedem o exercício de cidadania dessa pessoa portanto ela a ess a deficiência ela é construída socialmente se a gente tem uma sociedade que evita Essas barreiras consequentemente a gente vai reduzindo a deficiência então isso no dia a dia do processo de trabalho né da unidade básica de saúde a gente enfrenta eh no sentido do do acolhimento dessa pessoa com deficiência Quando Chega ou às vezes da das pessoas que são assistidas e e e encontra né um médico uma enfermeira um agente comunitário de saúde
com deficiência e acha que essa pessoa não está apta a prestar o cuidado que ela necessita então a gente precisa começar a conscientizar que as pessoas com deficiência devem e estão em todos os espaços a gente precisa garantir que ocupem esses espaços e todo mundo com consa reconhecer a potencialidade dessas pessoas e como é que vocês acham assim que esse capacitismo ele pode impactar no atendimento Wellington bastante né Pode sim porque veja bem é igual na lá na minha UBS né lá na UBS onde eu trabalho às vezes tem coisas por exemplo tem escadas por
exemplo eu vou numa casa por exemplo para fazer uma visita existe lá os degraus né E realmente para mim fica Impossível fazer essas visitas aí eu vou e passo para uma outra pessoa mas isso impacta muito na gente entendeu lá como agente de saúde como o pcd é muito complicado local de trabalho por exemplo uma sala que tem por exemplo onde era para ser um espaço né para o deficiente tem quatro cinco mesas entendeu então você anda né meio naquele no equilíbrio igual eu por exemplo meu problema é na perna a minha prótese que eu
uso então qualquer coisinha eu já inclusive já aconteceu né de cair lá dentro da sala tal então são coisas que eu acho que precisa ser revista Uhum E quando a gente fala desse tipo de preconceito com pessoas que estão sendo atendidas Então as pessoas com deficiência como é que pode impactar como é que o capacitismo pode impactar nesse atendimento a essa pessoa com deficiência que precisa a gente precisa entender que o capacitismo é um problema de saúde pública Porque a partir do momento que essa pessoa não é acolhida ela pode nunca mais voltar pra unidade
e o seu problema de saúde não ser atendido e evolui para um problema muito maior Então as pessoas os profissionais precisam estar preparados e aptos a receber a acolher a ar o cuidado necessário para essa pessoa ali a atenção primária é é a porta de entrada é o primeiro contato se essa pessoa não for recebida e acolhida ali ela não consegue ir para os outros pontos de atenção então ela não vai conseguir ter o segmento do Cuidado que ela necessita e às vezes e dependendo da situação ou da condição do problema que ela tem pode
se agravar e ela ter que necessitar de cuidados de emergência de urgência de um SAMU de uma UPA e correndo risco de vida que poderia ter sido evitado né Então essa é o grande A grande questão do capacitismo é você violar direitos e o direito à saúde e à vida dessa pessoa na Perspectiva que a gente tá falando né E como a gente tem eu tenho o problema então eu acredito muito na questão da empatia não é Principalmente quando a gente já tem você já passou por aquilo ali sabe o que que tá se passando
com ele então a gente apela muito por esse lado e dá tudo certo no final e o que que vocês acham vocês acham que falta conhecimento sobre esse tema entre os profissionais da Saúde falta acho que falta Sim falta uma orientação melhor entendeu Até porque a gente não tem esse tipo de orientação não é às vezes por exemplo esses dias atrás eu tive tava observando lá na unidade alguém lá perguntando se tinha um intérprete que soubesse falar porque não sabia o que que o paciente queria Então quer dizer são coisas que faltam né lá não
tem na UBS por exemplo não tem Aí nós ficamos lá com papelzinho escrevendo para ele para poder ver qual era o problema Ende eu acho que falta sim essa é uma questão extremamente importante eh o capacitismo ele não é novo entretanto falar do capacitismo é muito novo então a gente tá na fase de que as pessoas entendam O que é o capacitismo para que seja mais um agente transformador então ele trouxe um exemplo fatídico aqui que são as pessoas surdas que necessito de um intérprete de libras para ter acesso para conseguir se comunicar então a
ausência de um intérprete ou a ausência de uma tecnologia que permita essa comunicação essa interação entre o profissional e e o usuário eh impede esse Cuidado então a gente precisa trabalhar sem sombra de dúvidas com o processo de formação e qualificação dos profissionais eh Claro que não É só pros profissionais que estão lá na ponta a gente precisa pensar nisso desde a graduação não é à toa que o as diretrizes curriculares nacionais que norteiam a formação dos Profissionais de Saúde trazem nesse exemplo específico a a o curso de libras durante a graduação mas a gente
sabe que não é um uma disciplina que vai dar conta mas esse processo de educação continuada do profissional é ir atrás é de ter a educação Permanente no território Então tudo isso vai contribuindo para que a gente possa avançar Esse é um exemplo né mas o fato de achar que a pessoa com deficiência não deve ser atendida na atenção primária que o lugar dela na atenção especializada no centro de reabilitação Isso é uma forma de capacitismo né a pessoa com deficiência ela vai ser atendida aonde ela precisa ser atendida isso é um exemplo de uma
barreira atitudinal né que é a atitude do profissional eh ent olir essa pessoa Às vezes de entrar na unidade de saúde né direcionando ela para outro caminho porque ela não não acha que não é ali o local e isso vai inviabilizar totalmente o cuidado Uhum E a pergunta mais importante de todas né como é que a gente combate isso na opinião de vocês essa é uma pergunta mais difícil de todas Mas a gente sempre tenta responder a primeira coisa é é informação então por isso que iniciativas como essas são extremamente importantes a gente precisa levar
informação informação segura com evidência eh de com clareza para que todo mundo reconheça o que é o capacitismo e que a gente começa comece a enfrentar esse capacitismo seja mais um agente de transformação eh sem educação sem formação a gente não consegue avançar e reconhecer e que todo mundo é capacitista em alguma medida e começar a mudar as suas ações no dia a dia né seja no trabalho seja nas relações sociais seja no atendimento desse desse paciente enfim na sociedade como um todo então a gente precisa começar a ter esse olhar ampliado e reconhecer as
diferentes formas de de capacitismo na sociedade Pronto ele falou tudo agora né não mais nada mas é realmente isso mesmo Eu por exemplo eu sou muito curioso entendeu Sou muito curioso já passei por uma situação na UBS referente a isso essa questão e eu fui atrás para pesquisar para ver né Aí cheguei na gerência e tal e expandi coloquei lá falei olha eu preciso disso e disso disso porque eu sou assim eu preciso do espaço eu preciso de uma barra de proteção aqui preciso de uma barra lá no banheiro não tem eu preciso disso e
por que que eu busque eu exigi isso porque eu fui buscar e sabia que era um direito meu até então conhecido u mas fui buscar e já tá lá colocar até minhas duas barras inclusive na minha sala perfeito então Artur muito obrigada pela participação de vocês aqui no nosso videocast obrigado foi um prazer e Conte com a gente também estou aqui muito obrigado por estar aqui um abraço para mim o BS lá 01 de Braslândia muito bom e Precisando nós estamos à disposição e agora a gente segue pro quadro sua vez [Música] e seguimos lendo
os comentários e relatos de vocês que nos acompanham no YouTube no episódio de número 21 sobre o combate às arboviroses o Davi deixou um lindo comentário onde diz estar impressionado com o vídeo tão esclarecedor ele é agente de combate às endemias em Minas Gerais e lamenta quando nota o desinteresse de algum colega de trabalho ele finaliza dizendo que muita coisa boa está acontecendo com a categoria e a saúde num todo e gostaria que os seus pares estivessem mais interessados Davi muito obrigada por esse comentário e É verdade muita coisa boa aconteceu e está acontecendo na
saúde teremos um episódio sobre isso e talvez a forma de conquistarmos o interesse desses colegas de trabalho seja mostrando todos esses avanços E como eles impactam a vida deles e de quem atendem E como sempre nós agradecemos muito o carinho de todos que nos assistem E especialmente daqueles que participam com seus comentários e agora o nosso recado final então anote aí essa é para você que gostaria de se aprofundar mais ainda na pauta do combate ao capacitismo o ministério dos Direitos Humanos da Cidadania em parceria com o Ministério da Saúde elaborou uma cartilha sobre o
tema ela foi lançada em 2023 pela fio Cruz e apresenta dicas destinadas a toda a população brasileira para o enfrentamento a esse preconceito com linguagem simples e direta caso você tenha interesse em acessar esse conhecimento ou compartilhá-lo com seus colegas você encontra a cartilha no portal do Ministério dos direitos humanos e da Cidadania procurando por combate ao capacitismo e é isso pessoal nossos 10 minutinhos acabaram e para continuar se informando Acesse o site do Ministério da Saúde os canais do ministério no YouTube Instagram e Facebook e não deixe de ouvir o papo saúde disponível no
Spotify e no site da EBC muito obrigada pela sua companhia e a gente se encontra no próximo Episódio [Música]