Segunda sessão, ela tem três momentos importantes. O primeiro, ele precisa ser rápido. Afinal de contas, a pessoa, ela tá numa urgência incrível, né, para poder resolver tudo que ela veio buscar com tratamento.
Ela saiu da primeira sessão com essa expectativa. A vida dela tá do avesse e ela precisa colocar a ordem. Então, na primeira parte, você precisa ser realmente rápido e preciso na sua atuação, porque a primeira parte envolve os acordos.
A segunda parte é o desenvolvimento da sessão, as intervenções, as orientações e o fechamento dessa sessão. Eu vou falar com você claramente quais são os acordos que não podem faltar nessa sessão. E esses acordos eles devem acontecer de uma maneira breve, no máximo, no máximo 10 minutos, OK?
Se você tiver insegurança, incerteza de que se isso deve ser falado mesmo ou se a pessoa vai acolher bem o que você tá orientando, você vai estender esse tempo e aí o cliente vai se sentir lesado. Afinal de contas, ele não foi ali para ouvir acordos. Mirela, se ele não foi ali para ouvir acordos, por que que você tá me orientando que eu faça isso?
Porque os acordos eles são a base fundamental de todo o relacionamento. É o que vai garantir que o relacionamento de vocês vai funcionar bem. Sabe por quê?
O seu cliente projeta em você o padrão inconsciente dele. Não é? Se é uma pessoa que tende a criticar o outro e a ficar sempre insatisfeito com o que recebe do outro, com você ele vai fazer a mesma coisa.
Se ela é uma pessoa ingrata a sua cliente, ela vai ser ingrata com você. Se é uma pessoa que procrastina, ele vai querer procrastinar o tratamento também. Se é uma pessoa folgada, vai querer folgar também.
Se é uma pessoa que tende a dedicar a vida para ajudar o outro, vai sempre querer extrair de você o que tá acontecendo para tentar te ajudar. E você já sabe, você não pode deixar o seu cliente repetir com você o padrão inconsciente dele. Você também tem uma tendência a projetar no seu cliente o seu padrão inconsciente quando você não tá curado.
Então, se você é uma pessoa que tem dificuldade com pontualidade, você vai ter dificuldade de terminar a sessão ou receber o seu cliente na hora marcada e você precisa superar isso, tá bom? Então, as regras, os acordos, eles garantem segurança pro relacionamento. E a gente já conhece todo o potencial de problema.
E se você trata o potencial do problema antes dele acontecer, então essa relação fica segura. Nós temos que fazer acordos efetivos e bem feitos na relação profissional da ajuda, assim como devemos fazer em todos os negócios, assim como você deve fazer na sua relação de casal, da mesma forma que você tem que ensinar o seu cliente que às vezes a relação dele está totalmente disfuncional, porque ele não se ocupou em fazer acordos no início do casamento. ou no início da sociedade.
E você também precisa fazer acordo com o seu filho. Se você trabalha com comportamento humano, você precisa ter certeza de que acordo é o que coloca ordem na relação. E todo acordo para colocar ordem tem que ser acordo que respeitam as leis inconscientes que movem as relações.
Então vamos lá, vamos falar a respeito delas. Tá claro para você a importância fundamental que é garantir o bom sucesso dessa relação. Então isso você deve fazer no máximo na segunda sessão, tá?
Na maioria das vezes eu evito na primeira porque senão fica uma sessão extensa demais, né? E falando de coisas desconfortáveis, coisas que o cliente não quer falar sobre isso, mas você precisa falar. Outro ponto importante, é por isso que o processo, o tratamento, ele tem que ser fechado, pago antes da segunda sessão, porque o cliente já se envolveu, ele já decidiu, então ele vai aderir mais fácil às regras e a ordem do que quando ele ainda não pagou.
Se você criar ordens e regras sem um cliente ter pago, isso significa que ele ainda não está na autorresponsabilidade necessário para de fato cumprir as regras. Então a tendência desse cliente é: nossa, que cara chato, que profissional insuportável, que rígida, entende? E nós não queremos isso, mas se ele pagou, ele se envolveu, ele se sente mais seguro.
Bom, a primeira coisa que a gente precisa se ocupar verdadeiramente é não causar dependência emocional do seu cliente no processo dele. Por isso, na primeira sessão, você tem que programar o tratamento, deixando claro para ele já na primeira sessão, ó, por tudo que você me disse, nós vamos fazer esse tratamento em tantas sessões. Hoje eu recomendo aqui pela experiência, por tudo que a gente vive, fazer em oito sessões, mas talvez você se sinta segura em fazer em 12 ou em 18, né?
Eu acho sinceramente que com tudo que a gente traz os é muito, mas você vai ver qual é a medida que não te coloca pressão e que também não gera no cliente uma dependência. E quando eu falo de dependência emocional, eu estou falando da dependência que o seu cliente pode desenvolver por você. E a dependência é que você pode desenvolver o apego pelo seu cliente quando você ainda não está emocionalmente desenvolvido.
Então, os acordos eles devem existir para que a dependência emocional não aconteça. Então, você vai começar a sessão mais ou menos assim: "Olha, essa sessão para você, ela é extremamente importante. Então, eu vou ser bem prática, bem clara em criar alguns acordos rápidos com você, porque os acordos eles têm objetivo de colocar ordem no relacionamento.
Tem algumas coisas aqui que acontecem com muita frequência, que são comportamentos natural das pessoas, mas que geram desordem. Por isso, a gente já faz algumas eh acordos, a gente já faz alguns compromissos para que a desordem não atrapalhe o seu tratamento. Essas regras você vai cumprir e eu também vou cumprir.
Assim a gente garante o melhor resultado do seu tratamento. E nós precisamos fazê-la agora, porque isso é que vai dar profundidade para essa e para as demais sessões. Combinado?
Eu vou ser breve porque a gente precisa entrar nos pontos que são muito relevantes para você. Pode ser? Então aqui nem eu nem você queremos que você crie uma dependência emocional do tratamento.
Por isso, todos os acordos que eu vou fazer aqui tem um objetivo de te proteger. Por exemplo, um acordo que protege o cliente da dependência emocional é: "Eu não vou responder você questões do que você está vivendo pelo WhatsApp". WhatsApp sóve para um objetivo, marcar, desmarcar, informar sobre as sessões.
Combinado? Vou te explicar porquê. Se você me manda uma mensagem hoje pedindo uma opinião e eu te dou, o que que vai acontecer amanhã?
Ao invés de você se desenvolver para encontrar a melhor resposta, você vai querer me perguntar, porque é muito mais fácil. É muito mais fácil para você, é muito mais fácil para mim do que negar, porque eu vou precisar negar fazer isso com você, né? é muito mais fácil pros dois, mas gera menos resultado, porque aí você não desenvolve o seu inconsciente.
E outra coisa, como a gente trabalha aqui numa estrutura completamente profunda, por mais que eu te atenda com uma boa vontade pelo WhatsApp, nós não vamos acessar o seu inconsciente. >> Não tem como acessar o seu inconsciente pelo WhatsApp. Então, se eu te der uma resposta pelo WhatsApp, eu vou estar te tratando de forma completamente superficial e aí eu vou estar te colocando em risco.
Então, se você tem uma necessidade, se você tem uma urgência, você me passar o WhatsApp, o que eu vou fazer é o meu empenho máximo para garantir uma sessão para você dentro do que a gente já se comprometeu. Então eu vou perguntar para você, fulano, vamos agendar uma sessão porque eu vou entender que aquilo não é um desabafo, que você entendeu essas regras e aí a gente marca uma sessão porque aí a gente vai ter o tempo necessário para tratar o seu inconsciente da forma que você merece, sem provocar dependência ou trazer para você uma superficialidade que pode até aliviar, mas não vai resolver o seu problema. OK?
E aí, gente, você tem dúvida que seu cliente vai entender isso? Ele pode até não gostar, mas ele já fechou o tratamento, ele já tá envolvido, então ele não vai pular fora, ele vai te dar uma chance para compreender que isso pode ser melhor para ele. Você vai explicar qual é a duração e qual é a frequência.
A minha sugestão é que a sessão dure 1:20. Essa 1:20 é a hora que eu pratico, tá? Eu acho que sessão de 50 minutos ela funciona bem quando é sessão de desabafo, né?
Quando a pessoa vai ali só para falar da vida dela, só para conversar, pode até funcionar bem, tá? Mas para as nossas sessões que a pessoa vai ter que falar, a gente vai ter que intervir e ainda ajudar a pessoa a integrar aquela realidade, a vida prática dela, 1 hora20 é mais do que o seguro. Geralmente eu termino um pouquinho antes, né?
A prática permite isso, tá? Se você precisar de um tempinho a mais, você pode estender, mas corre o risco de ficar bem cansativo, né? E também favorece a dependência emocional do cliente, né?
Porque aí ele vai ficar muito envolvido ali. Eu gosto de 1 hora20 porque eu marco as minhas sessões assim, 14 horas até às 15:20. É tempo suficiente para eu terminar a sessão por volta das 1510, 15:20.
Despedido do cliente dentro desse horário. Geralmente ele já sai da sala às 15:20 e aí eu tenho 10 minutos para eu me recompor, para colocar mais água, para trocar o lenço, para entrar em contato com o meu interior, às vezes fazer uma oração, né? Cada um tem sua prática.
de sair internamente da sessão anterior para se colocar livre pro próximo. Geralmente eu já estou pronta para receber o meu cliente às 15:30. E aí essa sessão eu sigo com ele até às 16:50.
E aí a gente vai fazendo dessa forma e o próximo entra às 17. Então aí você tem uns intervalos de 10 minutos para você se recompor. Isso é um tempo suficiente para você.
Tá? E aí você tem que combinar a frequência com ele. Trabalhando seriamente com inconsciente, na maioria das vezes é totalmente desnecessário duas sessões por semana, até porque, vamos combinar, é conteúdo demais pro cliente digerir, tá?
Quando você tá trabalhando na superfície, o método convencional e o cliente tá em crise, ele quer até três sessões por semana, tá? Porque ele quer, ele vai lá o quê? só esvaziar o copo, tá?
Mas quando você tá ajudando o cliente realmente num processo de autoconhecimento e uma solução definitiva da vida dele, uma vez por semana é o suficiente. Você vai explicar isso para ele. Mirela, exceções de 15 em 15 dias.
O cliente propõe isso por quê? Ele não quer te pagar. Ele pensa assim: "Ah, vai ficar mais leve, né?
Eu vou pagar menos". Mas não vai. Isso vai adiar o processo dele.
Então eu, a minha tendência é marcar o processo semanal. E aí você tem que explicar para ele. Pode ser que a gente faça um período de suspensão.
Que que é o período de suspensão? Eu fiz um acordo com você de oito sessões, mas lá pela terceira, quarta sessão, depois que a gente já acessou conteúdos profundos, você já tá aplicando aquilo na sua vida, muita informação para você aprender e colocar em prática, eu acho importante a gente ficar uma semana, pode ser até duas sem ver. Porque na sessão seguinte eu vou perceber como você reagiu ao nosso distanciamento.
O objetivo disso é não causar dependência, avaliar o seu desempenho, como é que você vai reagir no encerramento da sessão daqui uns dias. Dessa forma eu vou saber exatamente como eh te direcionar nas próximas pessoas. Então esse distanciamento ele pode acontecer, não é uma regra.
Um ponto essencial do momento de suspensão é que o seu cliente não pode escapar, porque às vezes a pessoa aliviou, tá bem, e ela quer garantir um tempo mais de tratamento, não quer fazer mais sessões, ela pensa: "Ah, não vou voltar não, porque tá tudo sob controle, né? Então vou ficar mais uns dias. " E aí o profissional tá tendo uma agenda cheia, tem muitos clientes, a procura, você vai ver, vai aumentar significativamente.
Aí ele pensa assim: "Não, mas tá tudo bem, deixa ele um pouquinho, daqui a pouco a gente retoma". Mas o que a gente precisa compreender é que os acordos que foram feitos no inconsciente, o inconsciente do seu cliente vai cobrar dele se ele começar a falhar. Porque quando ele se comprometeu com você, o inconsciente dele entendeu que ele cumpriria aquilo.
Então você vai dizer, nós teremos a nossa sessão de suspensão, mas você precisa tomar cuidado com a autabotagem, que é um movimento comum da pessoa achar, não, eu tô bem, vou demorar um pouquinho mais para voltar. O que que pode acontecer com isso? O inconsciente, quem entendeu o acordo que você fez e não está cumprindo, né, para que você volte pro seu tratamento, porque ainda é necessário, ele começa a gravar os sintomas, tá?
Então você precisa estar atento a isso e o seu cliente também. E como vai acontecer as faltas e cancelamentos? Lembra que você precisa ensinar pro seu cliente a respeitar os relacionamentos dele e que toda a relação precisa funcionar em ordem.
Quando o cliente falta ou ele cancela em cima da hora, você não tem como colocar outro cliente, porque a maioria já tá programada e cliente novo para você receber ele, você tem que ter horário na sua agenda. Se você tiver trabalhando direitinho, na maioria das vezes você não vai ter esse horário. Então, se o cliente falta ou cancela por uma questão dele e a sua agenda ficou com horário desocupado, você vai ter dificuldade de colocá-lo em outro horário.
E aquele horário ele foi perdido, ou seja, você não recebeu por ele. Então, qual é a tendência? Você pagar o preço na sua vida.
por algo que aconteceu com o cliente. Agora, entenda uma coisa, o cliente vai ser uma sessão que ele tá desmarcando com você, mas imagina comigo, se você não tem esses acordos com o cliente, >> o que que vai acontecer com ele? Para ele tá tudo bem.
Foi só uma vez que ele pediu para desmarcar, mas às vezes na sua agenda, naquela semana tem três ou quatro clientes que fizeram a mesma coisa, porque pela sua inexperiência você não fez os acordos. Você já imaginou o transtorno que vira a sua vida quando seus clientes faltam ou cancelam de última hora e querem reposição disso? Então você precisa deixar claro para ele, cancelamento ou falta são sensções cumpridas.
Isso significa o quê? Já foi paga, eu vou considerar cumpridas. É lógico, gente, que aqui é importante a gente entender aquele ponto que eu já disse para você.
É necessário flexibilidade. Você não pode ser uma pessoa rígida, até porque o rígido prejudica a vida dele, dos outros, né? A gente precisa entender que esses são acordos e regras paraa maioria, mas o que se espera é que nas primeiras sessões você já tenha identificado o padrão inconsciente do seu cliente.
Se ele é um cliente que ele tende a fazer isso, que ele não se importa com o horário do outro, que ele tá sempre atrasado, que para ele isso é uma postura natural, com esse cliente você vai precisar ser mais firme e na sessão posterior trabalhar com ele o efeito disso e ajudar ele a tomar consciência como ele faz isso com frequência com outras pessoas e isso atrapalha os relacionamentos dele. Agora, se é um cliente disciplinado, se foi emergência, aí tá tudo bem, né? você precisa ter flexibilidade.
Mas eu gosto de orientar isso porque com a agenda cheia e com clientes com padrão inconsciente de querer receber mais do que dar, de querer, de buscar mais respeito aquilo que ele tem do que respeitar o próximo, você realmente precisa ajudar ele nisso, porque isso é pedagógico. Então você vai colocar uma regra que ele não tá acostumado a cumprir. E quando ele começar a cumprir, chegar atrasado, faltar, você precisa tratar.
Isso é parte do tratamento dele, tá bom? Você precisa tratar isso com ele. Outra questão que acontece com muita frequência, o cliente vai ficar com raiva de você.
Ele vai ficar. E aí quando você diz pro cliente assim, você vai chegar no momento seu processo terapêutico, você vai ficar com raiva de mim. Qual que é a tendência dizer para ele?
Não, Mirela, fica tranquila, isso não vai acontecer. Eu te respeito muito, né? Eu preciso muito do tratamento.
Eu não costumo ficar com raiva de ninguém. Então, pode ser que alguns clientes não fiquem realmente, tá? Mas a tendência é isso acontecer e ele precisa saber.
Então você vai dizer pro seu cliente assim: "Olha, eu estou te dizendo isso porque esse é um padrão inconsciente frequente. Sabe por? Imagina você quando você tá na escuridão.
" Eu falo isso lá no início, numa das nossas primeiras aulas. Você vai explicar pro seu cliente assim, ó. Quando a gente tá na escuridão e a gente nem sabe que nós estamos na escuridão e a luz aparece, é desconfortável.
a gente pedia a luz, mas na verdade a luz ela causa um desconforto num primeiro momento. Então, qual é a tendência de toda pessoa fechar os olhos para se acostumar com aquilo que tá enxergando? Se ela fecha os olhos, se acostuma e abre, ela vai enxergar o paraíso, ela vai enxergar a saída, o caminho.
Só que se ela fecha os olhos e mantém os olhos fechados, então ela vai continuar na escuridão. Aí você vai dizer assim, ó: "E eu estou aqui para te ajudar a abrir os olhos. E nesse momento que for desconfortável, você vai tender a ficar com raiva de mim.
E aí você vai justificar essa raiva. Você vai começar a colocar defeito no processo terapêutico. Você vai achar que eu peguei pesado, até porque em alguns momentos eu vou ser muito firme com você, porque se você não mudar os seus sentimentos, você não vai transformar a sua vida.
E para você mudar os seus sentimentos, eu vou ter que ser firme. Eu vou falar o que você não quer ouvir. Eu vou falar para você o que ninguém tem coragem de falar, mas que você precisa.
Isso é desconfortável. Às vezes a gente fica com raiva, às vezes a gente fica com vergonha, às vezes a gente acha que o profissional pegou pesado demais. A única coisa que você precisa saber é que provavelmente esse dia vai chegar.
E o dia que esse dia chegar, o que que você precisa fazer? lembrar da nossa conversa e lembrar que eu estou dizendo agora que esse momento é o mais importante do seu tratamento e você precisa voltar. Na próxima sessão eu estarei aqui te esperando de todo o coração pra gente seguir e fazer o essencial pela sua vida.
Então, se você acha que você não vai ter raiva, se irritar, querer desistir no meio do caminho, tá tudo bem, mas se acontecer, você vai lembrar de mim e do nosso acordo. Eu vou te esperar pra próxima sessão. Então, eu quero até fazer uma observação importante.
É muito comum que ao final do tratamento ali pela penúltima sessão, né, ou a antepenúltima, acontece com frequência da raiva surgir. Por que razão? Porque o cliente já foi avisado, ele já foi orientado que o processo ia encerrar na sessão X.
Como a maioria das pessoas têm dores profundas em relação à separação, o que que essa pessoa faz? Ela não quer interromper o processo, mas ela não tem consciência disso. Ela sente que não está preparada ou ela começa a sentir que ela não tá sendo valorizada, que você não importa com ela, que você quer liberar agenda para receber outro cliente, mas ela não tem consciência.
quando começa a chegar ao final do tratamento, ela começa a acessar dentro dela a dor da separação. Lembra que é uma das dores mais frequentes pra maioria das pessoas que tem a ver com a despedida dos irmãos gêmeos dentro da barriga, né? e também com a separação da mãe no nascimento.
Então essa é uma das nossas maiores dores, a dor da separação. Para não viver essa dor, essa pessoa ela tende a se irritar, como eu já disse, ficar com raiva, às vezes abandonar o processo, né? Ela abandona ou adiar o próximo encontro, ela começa a ter um monte de compromissos para não vir, mas lá no fundo, lá no fundo ela tá dando uma um jeitinho de estender o relacionamento.
Você identificou que isso tá acontecendo, você vai trabalhar isso no consultório, você vai ajudar a pessoa a tomar consciência e resolver isso. Então, nos acordos você tem que fazer um alerta. Você não pode definir a sua alta, porque sabe aquele cliente que tem um padrão inconsciente assim, melhor eu abandonado do que ser abandonado?
Então, esse cliente, que que ele vai querer? Te deixar para não ser deixado, né? Então você vai fazer, ó, ó, eu tô te dando um alerta.
O profissional especializado aqui sou eu. Então você não vai se dar alta sozinho. Você não vai decidir quando você volta ou não paraa sessão.
Ah, não, tô indo super bem. Daqui paraa frente nós vamos fazer questão sessão de 15 em 15 dias. Isso não vai acontecer aqui, tá?
Então eu já estou te alertando que eu sou a autoridade porque eu tenho conhecimento do que você precisa. Aqui é um processo e cada sessão tem algo a ser cumprido. Então eu vou definir o distanciamento, o momento de concluir, se você vai precisar de mais sessões ou não, tá?
e se o seu resultado tá alcançando o que a gente precisa ou não. Então isso é um alerta para você não desistir e nem se autossabotar, porque tem dores dentro de você que tendem a favorecer que você faça isso. E eu tô aqui para te ajudar a curar todas elas.
Para isso, os acordos precisam ser cumpridos. Ah, outra coisa importantíssimo sobre o cancelamento. Ai, Mir, ela sabe o que quer?
Eu não vou conseguir hoje. Acordei com uma dor de cabeça. Ah, não tô conseguindo concentrar em nada.
Tem certeza, certeza que essa sessão não vai ser proveitosa. >> Mirela, tô com uma tólica intensa, nem consigo levantar da cama. E aí eu vou dizer o que?
Ah, tudo bem, vamos remarcar. É legítimo. >> A pessoa está passando mal, é legítimo, não é?
que o seu cliente não tá te enganando. Aí você vai dizer para ela: "Não, vem, vem de todo jeito, porque eu não posso deixar essa sessão aberta, porque eu não tenho horário para você essa semana". Como é que o cliente vai sentir que profissional é esse?
Você tá olhando pro seu cliente ou pro seu bolso, né? Isso não combina com a gente, não é? Isso não tá nos nossos princípios.
Então, mas a gente sabe que muitas vezes esse sintoma que surgiu um dia, dois da sessão ou no mesmo dia, na maioria das vezes é o inconsciente manifestando aquilo que precisa ser tratado, porque tudo que acontece no corpo começou no psíquico e o tratamento é trazer do corpo as memórias psíquicas. Então, qual é a resposta para esse cliente? Fulano, eu compreendo claramente o que você tá me dizendo.
Realmente é extremamente desafiante cumprir uma sessão com dor de cabeça ou belrana. Compre muito que a cólica de fato é algo que nos impede de ter uma boa relação com a pessoa naquele dia, mas pode ser que seja um sintoma, mas a tendência é que isso seja a manifestação do seu corpo para que você trate essa dor na sessão. Então é muito importante que você venha, é fundamental que você venha, porque você vindo a gente vai perceber a origem dela.
E se você faltar, a tendência é essa dor intensificar. Se a gente perceber que você tá aqui, que de fato a gente não tá conseguindo alcançar a resposta que você precisa e que não era o seu inconsciente nos trazendo uma percepção, uma direção paraa sessão, então a gente conclui sem problema nenhum, você vai embora e a gente marca essa sessão. A gente desconsidera que essa sessão teve o início ou que ela foi cumprida.
Pode ser. Eu posso aguardar você? Tá.
Olha a linguagem. Pode ser combinado. Eu tô aguardando você.
Não é o que você acha. Se eu pergunto assim, fulano, o que você acha? Eu tô partindo do princípio que o que eu acho vai ser alterado a partir do que o outro acha.
E tecnicamente falando, a nossa percepção não vai mudar. Então ali você tem que buscar um acordo rápido paraa pessoa ir, entendeu? Porque quando ela diz sim, ela vai se levantar com toda a dificuldade e ir.
Mirela, você recomenda a pessoa tomar uma medicação naquele momento do tipo, tome um analgésico e venha? Eu não. Não é tarefa do psicólogo, do terapeuta, de nenhum profissional que não seja médico orientar tomar medicação.
Tá bom? Não faça isso. Se é um adulto, tem o hábito de tomar medicação, ele mesmo vai fazer.
Porque às vezes você só deu uma sugestão para aliviar o sintoma, só que aquela pessoa pode entender como uma orientação profissional e não é tarefa sua, tá? E corre o risco às vezes da do corpo dela eh tá tá num processo de manifestação tão forte daquele sintoma que a medicação pode fazer mal. Então não se envolva nisso, tá?
E outra coisa, na minha visão, eh realmente o resultado maior é aquele sintoma ser reduzido durante a sessão. E comigo isso acontece com muita frequência. A pessoa chega com sintoma, a gente trabalha, o sintoma, ela sai sem ele, tá?
Então eu agora se de fato a pessoa tá vivendo algo que é limitante, né? é de fato algo insuportável. Então você diz para ela, concentra no seu corpo, peça que o seu corpo diminua esse sintoma e combina com ele de que você vai tratar esse assunto na próxima sessão e aí você libera a pessoa para ficar onde ela está e se recuperar.
Lembra, gente? Lembra, por favor, sem rigidez. flexibilidade.
Flexibilidade não é excesso de permissividade. Esses são acordos essenciais. É claro que aqui, como eu detalhei muito e dei alguns exemplos de como você vai fazer, né, aula durou um pouco mais, você consegue seguramente cumprir todos esses acordos dentro de 5 a 10 minutos.
Se você tá realmente bem posicionado, é só você colocar, até porque não são acordos para serem negociados, são acordos para serem cumpridos e então eles devem ser só comunicados. Então o que que eu digo depois dos acordos? Então estamos combinado, ou seja, né, se você tá aqui, concordou, vamos seguir pro próximo passo.
Então funciona assim. Então estamos combinados. Agora vamos paraa próxima parte essencial, o que você precisa para hoje, OK?
E aí você já começa a fazer o que precisa ser feito da próxima etapa da sessão, que é eh perceber o que o cliente traz, ele vai começar a falar com você da dor dele. E lembra aqui o método não é o convencional, onde ele vai ficar reclamando das pessoas, falando o sofrimento dele de forma solta e sem planejamento. À medida que ele começa a falar da dor dele, né, dos desafios que ele tá enfrentando, então ele já está abrindo para você um caminho de intervenção.
Então, em quase todas as sessões, você vai ouvir o que ele está falando, você vai intervir. Algumas você não vai intervir com técnicas, você só vai orientar. Mas a orientação também é uma intervenção, porque você vai tá usando a linguagem projetada para influenciar o inconsciente dele.
E aí é importante você fechar essa sessão ao final, combinado? Toda sessão precisa ser bem fechada, ela precisa ser concluída de uma forma adequada. E nós vamos aprofundar sobre esses aspectos que eu tô te ensinando na nossa próxima aula, porque aí você vai compreender o que a gente faz na maioria das sessões.
Vamos pra próxima aula. M.