Olá, pessoal. Sejam muito bem-vindos à nossa aula aí da semana do profissional de educação física, uma parceria entre o Instituto Adap e o CREF. Então, agradecer a todos pela oportunidade da gente estar aqui juntos e mais do que isso, da gente conseguir melhorar ou tentar melhorar aí um pouquinho a nossa profissão, a gente conseguir valorizar a nossa área com certeza através de mais conhecimento. Então, a gente vai falar Sobre o treinamento feminino, o quanto que os hormônios influenciam nele, o que é verdade, o que é só para viralizar. Então a gente vai ter aí uma
oportunidade de discutir bastante sobre esse tema. Então já vamos começar que o nosso tempo é curto e a gente tem bastante coisa para falar. Então aqui só para me apresentar, para quem ainda não me conhece, a minha primeira graduação foi em educação física, depois eu fiz especialização em fisiologia do Exercício e outra em nutrição esportiva. Fiz o mestrado em biodinâmica do movimento humano, doutorado pela medicina na cirurgia cardiovascular lá na UNIFESP. E por último, eu fiz o pós-doutorado em disfunções orgânicas e exercício físico. Então, eu sempre trabalhei muito com essa parte de exercício na prevenção
e no tratamento de doenças em grupos especiais. E aí depois que eu já tinha terminado tudo isso, eu ainda fui fazer uma outra Faculdade que foi quando eu fiz a graduação de nutrição para conseguir juntar aí as aplicações do treino da dieta pra gente conseguir fazer uma aula em faculdade há 20 anos e atendo em consultório aí como nutricionista e fisiologista. Bom, então que que eu queria começar discutindo com vocês? Eh, geralmente quando a gente vê essa coisa de treino para mulher, treinamento feminino, a gente tem um Foco muito grande aí na estética, no corpo.
Mas em 2020 a ASX, que é uma empresa gigantesca, resolveu fazer um estudo para identificar se as pessoas que estavam fazendo exercício ali durante a pandemia, elas estavam se lidando melhor com essa situação. Então, se o exercício físico estava ajudando a passar pela situação da pandemia de forma mais tranquila. E é claro que eles viram que sim, porque o exercício tem toda essa questão de ajudar no Tratamento da ansiedade, da depressão, os neurotransmissores. Só que nessa pesquisa de 2020 eles viram também que os homens se exercitavam significativamente menos do que as mulheres. Então, quando foi
em 2023, eles propuseram uma nova pesquisa, só que aí era para entender o porquer se exercitavam menos, quais eram as barreiras para elas se exercitarem. Então, essa pesquisa, ela foi realizada em mais de 40 países. Mais de 24.000 1 Mulheres ao redor do mundo responderam essa pesquisa e eu fui a pesquisadora responsável por passar os dados pro col global da do Brasil e alguns dados da América Latina, né? Então foi realmente assim uma oportunidade de aprofundar bastante nessa área e de entender, visualizar coisas que até então a gente não imaginava dessa forma. Então, a pergunta
central do estudo era: "Ao se exercitar, o que você sente?" Era uma pergunta bem aberta. É claro que quando A gente fala de sentimento dá a entender essas questões mais psicológicas, mas 52% falaram que se sentiam mais felizes, 36% mais atentas, 50% mais cheias de energia, 48% mais confiantes, 38% mais capazes de lidar com os desafios diários e 41% mais capazes de relaxar. A questão estética, ela apareceu, mas foi uma porcentagem assim praticamente insignificante ao redor do mundo. Então a gente não teve, ah, eu me sinto mais bonita, eu me sinto Melhor, então a minha
autoestima melhora. Então, algumas citaram essa questão do corpo, ajuda a me manter magra, ajuda a me manter fisicamente do jeito que eu quero, mas foi muito pouco. E quando a gente foi ver as barreiras que impediam elas de fazerem exercício, nas barreiras emocionais, a gente teve que 42% não se sentiam em forma suficiente, tinham insegurança com o corpo, falta de confiança, vergonha, medo de fracasso ou Medo de julgamentos. Ou seja, a gente percebe que ainda é uma barreira a mulher realizar exercício. Por quê? porque ela entende que ela tem que ter um determinado padrão de
corpo para praticar o exercício. Então, quando a gente olha esses dados, essas barreiras, a gente vê que a gente tá realmente comunicando errado sobre o efeito do exercício físico, sobre o porqu deveriam, já que elas ainda sentem vergonha, elas não têm um corpo em que Elas pudessem ali praticar exercício físico. A gente apareceu ali, principalmente aqui no Brasil e na América Latina, como um dos lugares que relatou a maior falta de segurança. Mas quando a gente fala de mulheres, a gente ainda tem um porém. É claro que o problema de segurança pública é para qualquer
pessoa, mas para as mulheres ainda tem essas questões de se sentirem intimidadas ou com medo de assédio. Então, até o que a gente sempre fala que O exercício ele é bem democrático. Se a pessoa quiser fazer ali uma caminhada na rua, num parque, é tranquilo. Talvez não seja tão tranquilo quando a gente fala em treinamento feminino, porque envolve outros medos e outras preocupações. E aí quando a gente vai pr as barreiras práticas, a gente tem ali, ó, 76% relataram que tem outros compromissos, 74% falta de tempo e aí vem custos, falta de acesso, medo de
lesão. Mas vamos olhar Pros dois primeiros. A principal coisa que elas respondiam tanto no questionário quantitativo quanto nas entrevistas que nós fizemos, que foram os grupos focais, era de que, ah, eu tenho outras prioridades, então eu tenho cuidado do meu filho, eu tenho que trabalhar, eu tenho que cuidar da minha casa, tenho cuidado do meu marido, tenho cuidado da minha mãe, enfim. A gente sabe que as mulheres elas concentram essa coisa dos cuidados, mas o que que é Muito nítido? Elas têm essa clara noção de que o exercício físico é para buscar o abdômen tanquinho,
o bumbum na nuca. Então, quando a gente inverte isso, que elas ficam, ah, eu tenho outras prioridades, eu tenho que cuidar de fulano, de ciclano e aí na entrevista a gente falou: "Tá, mas e se por acaso você ficar doente, quem que vai cuidar dessas pessoas?" E foi aí que elas pararam para pensar. E foi aí que a gente conseguiu falar com essas mulheres De que praticar o exercício físico é imensamente mais do que mudar o corpo, do que melhorar um corpo. É saúde, é saúde mental, é qualidade de vida e que se a pessoa
não tá bem com ela mesma, é difícil ela cuidar bem de outras pessoas. Então, o que eu queria começar conversando com vocês é que a gente precisa mudar essa visão que a gente passa sobre o treinamento feminino, porque inclusive nas redes sociais o que a gente mais vê é isso, o melhor Exercício para glúteo, glúteo 3D, como surgir a gota. Só que assim, gente, uma mulher que tá ali cuidando de filho, de família, trabalhando, sobrecarregada, ela não tá preocupada com a gota, com o abdômen tanquinho. Então a gente realmente, nós profissionais de educação física, a
gente precisa melhorar essa comunicação e precisa transmitir para elas de que tudo bem, a estética é uma possibilidade, mas que o exercício é muito mais do que isso. Então a nossa Conversa vai seguir nesse sentido do treinamento feminino como saúde e qualidade de vida. E por que que esse tema é tão tão importante? Porque a gente tem no Brasil 6 milhões a mais de de mulheres do que de homens. Então, quando a gente pensa nisso, a gente vê que é um público gigantesco. Não é assim no mundo inteiro. Tem outros países que tem mais homens
do que mulheres, mas aqui no Brasil a nossa realidade é essa, um Número muito maior de mulheres e que nos últimos anos vem buscando mais essa parte de exercício físico, de se cuidar, seja pela razão que for, só que elas estão buscando alguém que realmente entenda de treinamento feminino e não só que prescreva o treino pra mulher como se fosse um homem fraco. Então, a gente vai ter que entender se a gente quiser trabalhar com esse grupo, com essa especificação aí da necessidade fisiológica Para isso. Então, o que que importa pra gente? Importa a partir
do momento que essa mulher, essa menina, ela entra na puberdade. Então, a partir do momento que ocorre a menarca. Porque antes disso, meninos e meninas, não tes diferenças na prescrição de treino. Então, um padrão muscular de força, composição corporal, enfim, capacidades e habilidades motoras são todas muito similares. A partir da chegada da puberdade, aí quando Predominam os hormônios sexuais, aí sim isso começa a se distanciar e começa a ficar bem diferente. Então as meninas entram na puberdade ali em torno dos 12 anos, é considerado normal até os 15. E a partir daí ela começa a
ter ciclos menstruais regulares. A gente vai focar aqui nos estrogênios, que é uma classe de hormônios. Então, só um parênteses, não existe um hormônio chamado estrogenio. Apesar de muita gente falar dessa forma E até alguns livros trazerem, os estrogênios são uma classe de hormônios, então eles são compostos por três hormônios, o estradiol, a estrona e o estriol. E ainda tem um outro que é placentário que é o estetrol. Então, na verdade a gente vai tratar como estrogenios. assim, a gente não precisa ficar especificando cada um. Então, vejam que a partir do momento que ela entra
na puberdade que ocorre a menarca, então a gente vai tendo uma crescente na Produção desses hormônios, a gente atinge o pico da produção desses hormônios mais ou menos entre os 25 e os 30 anos. E a partir dos 30 anos, gente, é só ladeira baixo. Então, literalmente daí paraa frente é só para trás. Esses hormônios vão sofrendo quedas, quedas, quedas, quedas até que a gente tenha a ausência deles que caracteriza aí a chegada da menopausa. Então, quando a gente pensa em rendimento, em Performance, em composição corporal, esse pico aqui dos hormônios, principalmente entre os 25
e os 30, são o que a gente vai ter ali como predominância, como melhores respostas. E aí depois a gente vai ver que a gente vai ter que já começar a fazer alguns ajustes, porque o corpo da mulher já começa a sofrer com essas alterações. Bom, esses estrogênios, além da função lá no ciclo menstrual, eles também têm funções sistêmicas. Então, são os Hormônios responsáveis pelas características sexuais secundárias femininas, como o desenvolvimento das mamas, a voz mais fina, a pele que é um pouco mais sedosa. Então, essas características estão todas associadas aos estrogênios. E metabolicamente a
gente tem uma característica dele acumular gordura especialmente na região da mama e coxo femural. Então ele faz uma sinalização de acúmulo de gordura periférica. Por isso ele sempre foi considerado vilão para as mulheres. Então ah, as mulheres têm mais dificuldade de emagrecer por causa dos estrogênios, por causa do estradiol. Não é bem assim. Esse acúmulo de gordura ao longo da vida, ele é, na verdade, pensando na preservação da espécie. Porque se a gente lembrar lá da pré-história, a gente não tinha alimento disponível toda hora. Então, quando a mulher engravidava, ela tinha que manter essa Gestação
até o final para perpetuar a espécie. E podia ser que lá no final da gestação, quando o bebê precisa de mais energia, não tivesse comida disponível. Então, a partir do momento que a mulher pode reproduzir, que é a partir da primeira menstruação, o corpo já começa a estocar gordura para, se precisar, ele conseguir levar essa gestação até o final, usando os próprios estoques da mãe. É claro que a gente evoluiu em um monte de coisa, mas a gente precisa Continuar perpetuando a espécie. Então essa é uma função dos estrogênios. Porém, esses estrogênios, eles estocam gordura
para usar. Então, quando a gente fala desse estoque de gordura, ele ocorre mais no adipósito marrom, que é um tecido altamente termogênico, e ocorre uma ativação de enzimas lipolíticas. Então, quando a gente fala desse acúmulo, ele é um acúmulo que é fácil de ser mobilizado, ou seja, é culpa do estradiol a mulher engordar, Reter mais gordura? Não. São os seus hábitos de vida. Então, se a gente comparar um homem a uma mulher, a mulher mesmo eutrófica, ela tem uma quantidade de gordura maior por conta dessa característica reprodutiva, mas o excesso de gordura, o sobrepeso e
a obesidade estão relacionados ao estilo de vida. Então, as mulheres são, como nós começamos falando, mais sedentárias, elas têm ali maior número de funções que tende a gerar ansiedades, compulsão Alimentar. Então, a gente entra todo no âmbito de questões de qualidade de vida e não especificamente hormonal, fisiológica. E além disso, a gente vai ver que esses hormônios sexuais, os estrogênios, progesterona, tem receptores em várias regiões do sistema nervoso central. Então eles fazem modulações de neurotransmissores, estimulam determinadas áreas e funções cerebrais, por isso que é bem importante, mas na hora que eles vão Embora também é
bem desesperador. Então aqui, só para mostrar para vocês, como não é culpa dos estrogênios, quando a gente fala desse acúmulo, lembra? eu acumulo para usar caso seja necessário. Então, a gente vai ter ali, ó, os estrogênios acumulando, só que eles ativam um fator chamado SF1, que é o fator esteroidal um. E olha o que que ele faz, ele aumenta a degradação de gordura, principalmente nesse adipósito marrom. Então, quando o Estradiol, os estrogênios estão altos, eu queimo mais gordura. Então eu tenho uma vantagem ali na utilização de lipídios como fonte de energia. E além disso, eles
descobriram que também esses estrogênios conseguem ativar a liberação de um neurotransmissor que é a Ponk, a própria melanocortina, que é um neuroquímico envolvido com a saciedade. Então, ó, quando eu tenho mais Estradiol, a mulher tem mais saciedade, tem menos fome. Então ele não é o vilão, na verdade ele ajuda bastante a gente em vários sentidos. Então ele faz a mulher comer menos e gastar mais. Então é, na verdade ele é favorável ao emagrecimento e não ao ganho de peso, ao ganho de gordura. Pra gente falar do treinamento, a gente precisa relembrar algumas características básicas do
ciclo menstrual. É claro que a gente não vai Ter tempo, infelizmente, de falar todas as suas características, né? Mas a gente vai ter que relembrar ali um pouquinho, principalmente os picos hormonais pra gente relacionar com a prescrição de exercícios. Então, só pra gente relembrar aqui, o que que nós temos, ó, o que controla o ciclo menstrual é o eixo gonadotrófico. Então, a gente começa ali no hipotálamo, a gente vai ter a liberação do hormônio chamado GNRH, Hormônio liberador de gonadotrofinas, que vai estimular a adenoipófise a liberar outros dois hormônios, o FSH, que é o hormônio
folículo estimulante, e o LH, que é o hormônio luteenizante. Ambos vão lá nos ovários, mais especificamente nos folículos ovarianos e estimulam a produção dos hormônios, então os estrogênios, a inibina e a progesterona. Tendo quantidades normais desses hormônios, a gente fala pro eixo que já tá bom, não precisa continuar Estimulando. O que que eu quero que vocês relembrem aqui, que é muito importante, a gente tem dois neurotransmissores que vão controlar esse eixo. A gente tem a norepinefrina ou noradrenalina, que é responsável por estimular o eixo. Então, se eu quiser ativar, aumentar a concentração desses hormônios, libera
norepinefrina. Por outro lado, a gente tem o neurotransmissor, que são as Betaendorfinas. E elas, ó, mesmo que indiretamente inibem o eixo. Por que que indiretamente? Porque as betaendorfinas inibem a norepinefrina e quando ela não tá estimulando o eixo, o eixo fica inibido. E aí vocês vão falar: "Ai, tá, Bianca, mas que que isso tem a ver com a minha vida?" Quando a gente faz exercício, a gente sempre ativa o eixo do cortisol. Por quê? Porque se exercitar é um esforço, quebra A homeostase, então é considerado um estress. Então eu vou ativar a via de cortisol,
mais ou menos, mas vou ativar. Quando [roncando] a gente ativa essa via, para que todos os hormônios dela sejam adequadamente formados, a gente tem ali no meio a liberação de betaendorfinas. Então, se vocês lembrarem, essas betaendorfinas são opioides. A gente tem ali elas sendo liberadas também para ajudar a suportar algumas dores durante Esse esforço, mas elas interferem no eixo gonadotrófico. Então, às vezes você tem lá a sua aluna e ela começa a reclamar, comentar com você que o ciclo menstrual dela agora está irregular. Ah, meu ciclo sempre foi normal, sempre veio certinho e agora tá
uma bagunça. Tem mês que vem antes, tem mês que vem depois, atrasa. Quando a mulher tinha um ciclo normal e começa a ter alteração, o que que geralmente faz? já vai lá pro médico, investiga, faz um monte de Exame, revira essa mulher do avesso, que as meninas sabem bem, né, que a gente passa por várias humilhações para descobrir se tem alguma alteração. E muitas vezes os exames vêm todos perfeitos, não tem nenhuma alteração. Então, por que que isso é importante para vocês? Porque se por acaso você tem uma aluna que tinha um ciclo normal e
começou a apresentar irregularidades, ela comentou isso com você, pode ser que esteja sendo causado pelo treinamento. Pode ser que a culpa das irregularidades seja sua, porque se o exercício, treino para ela tiver muito estressante, ela vai liberar muito cortisol. muito cortisol, vai liberar muita betaendorfina e o eixo vai ficar inibido. E aí a gente não tem como ter ciclos normais. É o que exemplifica muito bem isso que todo mundo já ouviu falar. Às vezes tem lá uma mulher que tá tentando engravidar, tá tentando, tentando, tentando, não consegue. Quando Ela desencana, ela fala: "Ah, então tá,
deixa". Aí ela engravida. Por quê? Porque enquanto tá naquele estress de tem que engravidar, tem que dar certo aquela preocupação, muito cortisol, muita beta endorfina, inibindo o eixo. Hora que ela desencana, que ela relaxa, baixa os níveis de cortisol, baixa os níveis de betaendorfina, o eixo volta a sinalizar, tá? Então, sempre que a sua aluna relatar que tá acontecendo alguma irregularidade, primeiro de tudo, se Pergunte: será que a culpa é minha? Será que a culpa é do treino que ela tá fazendo? Será que não tá muito intenso para ela? E aí [roncando] vocês vão buscar
ajustar. E claro, pode ir no médico, mas é que às vezes a mulher faz milhões de exames e a culpa era só do exercício. Foi só ajustar a intensidade que tudo se resolveu, tá? Então, esse é o primeiro ponto importante. Quando a gente fala de ciclo menstrual, na verdade a gente tá falando de dois Ciclos que acontecem simultaneamente, o ciclo ovariano e o ciclo uterino. Então, enquanto essas alterações acontecem aqui, essas vão acontecer lá no útero. A gente agora a gente vai focar só no ciclo ovariano, porque é de onde vem a produção dos hormônios
que podem interferir diretamente ali no nossa na nossa prescrição, nas nossas respostas. Então, quando a gente fala do ciclo ovariano, a gente vai ter ele dividido em duas fases, a fase folicular E a fase lútea. A fase folicular é onde a gente tem o crescimento do folículo aqui em roxinho e onde a gente tem o amadurecimento do ovócito ou do óvulo que tá aqui em verdinho. Só que vejam, a medida que o folículo vai crescendo, a gente vai aumentando a produção principalmente dos estrogênios. Então, quando a gente fala assim, ah, os hormônios femininos são produzidos
pelos ovários na verdade não é os ovários, são os folículos ovarianos Que produzem. E aí, claro, ó, quanto maior fica esse folículo, maior é a produção dos estrogênios. Então, o que a gente precisa lembrar paraa prescrição é que na fase folicular, especialmente o que a gente chama de fase folicular tardia, ó, que são depois dos sete primeiros dias, a gente vai contar com o pico dos estrogênios, tá? E aí, gente, só um detalhe, esse pico dos estrogênios, ele é importante para induzir esse evento da ovulação ou da Ovocitação. [roncando] Então, eu preciso desse pico para
que tenha o pico de LH, para que a gente tenha a ovulação. Então, liberei ali aquele óvulo maduro para uma fecundação. Só que depois da ovulação, o ciclo não acaba. Esse resto folicular começa a receber lipídio, por isso que fica assim, ó, ilustrado em amarelinho e se torna uma nova estrutura que a gente vai chamar de corpo lúteo. Então aqui a gente tem a fase lútea. O corpo lútil Ele continua produzindo todos os hormônios, mas agora a predominância é na produção de progesterona. Então, eu tinha todos os hormônios na primeira fase, mas com predominância dos
estrogênios. Eu tenho todos os hormônios na segunda fase, mas com predominância da progesterona. Isso porque já foi liberado esse ovócito maduro e pode ser que tenha uma fecundação e aí vai ter uma gravidez se iniciando e eu preciso da progesterona para ajudar a levar essa Gravidez pra frente. Só que vamos supor, que é o que acontece na maior parte do tempo, que não houve fecundação, então não vai ter gravidez. Se não vai ter gravidez, eu não preciso dessa progesterona. E se eu não preciso da progesterona, eu não vou precisar do corpo lúteo. Então esse corpo
lúteo recebe um sinal para morrer. Ele morre ali por apoptose. Só que olha o que acontece. Quando ele morre, a gente não tem quem mantônios. Então vejam, ó, oscilação, o ciclo inteiro, mas lá no finalzinho do ciclo a gente tem uma queda brusca na concentração dos hormônios. E aí essa queda é o sinal para começar tudo de novo. Então o que que a gente vai pegar daqui? Fase folicular, pico dos estrogênios, fase lútea, pico da progesterona. E ao final do ciclo, a gente tem uma queda brusca na concentração de todos esses hormônios. Essa queda brusca,
além De recrutar ali um novo folículo para ser amadurecido, para ir se desenvolvendo, ela é responsável por induzir a menstruação. Então, antes da menstruação, tem essa queda brusca na concentração dos hormônios, certo? Então, aqui é a nossa grande questão sobre [roncando] a fisiologia do ciclo. Aí eu deixo esse meme porque assim, ele é antigo, mas ele é bem real. É só paraa gente entender o impacto dessas fases na nossa prescrição. Então, na fase Folicular, como a gente viu, é quando a gente vai contar com o pico dos estrogênios. E esse pico dos estrogênios leva a
mais força, mais disposição, ela tá mais feliz, aguenta mais toda a prescrição de treino. Então é uma fase ótima. Ali na fase da ovulação, a gente tem pico dos estrogênios. Lembra que a gente mostrou que eles têm que acontecer para oular, mas também a gente tem pico de testosterona e aí a gente sabe que a testosterona ela Aumenta muito a força, o rendimento e na fase reprodutiva é para que aumente ali o desejo sexual. Então ela também tá ótima nessa fase da ovulação. Só que depois a gente viu que esses hormônios caem bruscamente e eu
não tenho mais hormônio ali sinalizando. Então isso é a fase pré-menstrual que eles falam, né, que a mulher fica um pouquinho alterada ali, mas a gente vai ver já o que que acontece de verdade. E aí vem a fase da menstruação mesmo, que Aí é só a derrota, né, gente? É o sangue saindo, a mulher não sabe se vai vazar durante o treino, se o absorvente vai enrolar. É uma tragédia. Então, na verdade, gente, por que que eu deixo esse meme? Porque se você tem uma aluna de personal, na verdade você tem quatro. Se você,
por acaso, tem 10 alunas de personal, na verdade você tem 40. Por quê? Porque elas nunca vão ser exatamente iguais o ciclo inteiro. Claro, para as que ciclam, para as que Tem o ciclo natural, tá? Então não é fácil para escrever treinamento feminino, porque são muitas variáveis diferentes por períodos para serem consideradas. E é isso que a gente vai fazer aqui juntos. Então esse estudo aqui, gente, depois quem quiser, tá? Eu vou deixar meus contatos, a gente manda para vocês. Ele é um dos pouquíssimos estudos que mostra a pulsatilidade de testosterona na mulher. E olha
aqui o que eu falei para Vocês, ó. Bem ali, quando vai ter a ovulação, a gente tem um pico dessa testosterona que é no sentido de aumentar o desejo sexual, mas que pra gente é muito importante porque faz pico Pico. de rendimento físico, várias regiões do sistema nervoso femininos, uma dessas regiões que vão formar esse sistema límbico, mas a gente tem duas que acabam sendo principais. Então, tem aqui a amídala, então a gente ali uma parceria com a ínsula também, e o Hipocampo como sendo estruturas chave desse sistema límbico. O que que eles fazem? A
mida la ínsula processam informações emocionais. Então, ah, isso foi bom, isso foi ruim, o que que eu senti em relação àquela situação? E o hipocampo é responsável por memorizar isso, inclusive essa sensação. Então, a gente sempre brinca que eles são responsáveis, na verdade, pelo ranço. Que que é o ranço? Ah, eu fui lá numa determinada Situação, uma determinada pessoa e me deu um sentimento ruim. Então a amida, ela vai lá, processa e esse sentimento foi ruim. E o hipocampo armazena que aquela situação ou aquela pessoa despertaram em mim um sentimento ruim. Da próxima vez que
eu vivenciar aquilo, encontrar aquela pessoa, vem o sentimento ruim novamente. Então, essa coisa de às vezes a pessoa naquele momento nem te fez nada, mas você já tá ali com o ranço dela, é o sistema Límbico agindo, processando e guardando essas informações que são emocionais. Então, gente, essa imagem aqui, ela explica muita coisa. Apesar dela ser uma tragédia ali paraa nossa vida, mas a gente precisa entender que é o quê? Ó o que eu falei para vocês, eles descobriram que várias regiões do sistema nervoso central vão ter receptores para esses hormônios femininos. Então, receptores de
estrogênios e de progesterona. Olha aqui O que nós falamos, ó. mídala e o hipocampo que vai armazenar ali essas informações. Então, tudo que é emocional acaba sendo processado aqui. Por isso que quando a gente fala lá do pré-menstrual que a gente mostrou, ai pode ter uma irritabilidade que o pessoal chamava de TPM. É por quê? Porque lembra que tem uma queda brusca da concentração dos hormônios? Não tem hormônios sinalizando aqui, então eles acabam sentindo. Só que além disso, Olha, a gente tem vários receptores na área do córtex pré-frontal. O córtex pré-frontal é responsável pelo nosso
filtro. Então ele reúne informações de vários outros córtex e tem a tomada de decisão, o que fazer. Então, nessa fase, gente, meninos, especialmente, a [roncando] mulher, ela perde um pouquinho esse filtro, mas não é culpa dela, tá? Ela vai acabar falando umas verdades que talvez em outra fase ela Não falaria, mas porque ela tá sem o estímulo dos hormônios aqui nessa parte do córtex pré-frontal. Além disso, a gente tem vários receptores hormonais em cerebelo. E se vocês lembrarem, o cerebelo, ele é responsável pelo controle e planejamento motor. Então, pode ser que nessa fase pré-menstrual a
mulher ela fique mais descoordenada. Às vezes um exercício complexo, um stife, um agachamento, alguma coisa que Ela já tinha aprendido o gesto motor, não saia tão bom. E não é culpa dela, geralmente é a ausência desses hormônios. Então, vejam quanto que só a variação hormonal impacta diretamente na vida e nas respostas dessa mulher. Bom, a partir de todo esse entendimento, antigamente as pessoas falavam que a mulher tinha TPM, que era lá tensão pré-menstrual. Mas vocês acham que é simples assim? uma tensãozinha com a mulher, nada é Simples, né? Então eles viram que na verdade os
sinais e sintomas eram muito maiores do que uma tensão uma irritação. E aí eles trocaram o nome paraa síndrome pré-menstrual. Então hoje não se chama mais TPM, a gente chama de síndrome pré-menstrual. E tem também descrito o transtorno disfórico pré-menstrual. Na verdade, ele vai compartilhar dos mesmos sinais e sintomas que a síndrome, só que muito mais graves. Então, a Mulher ela prejudica a sua vida social, ela não quer sair de casa, é aquela mulher que tem total consciência. Fala, ó, nem fala comigo hoje que não tá fácil. Então, [roncando] muitas vezes a gente vai precisar
até de uma intervenção medicamentosa, quando é transtorno disfórico pré-menstrual. Por que que isso é importante? Eles viram que a gente pode ter mais de 100 sinais e sintomas divididos em físicos, psicológicos e comportamentais E que para ser considerado síndrome pré-menstrual só precisa ter cinco deles e um ser psicológico. Vocês vão ver que 99,99% das mulheres vão ter essas alterações. Então vamos começar aqui pelos físicos, ó. aumento de volume abdominal, ou seja, essa fase pré-menstrual nunca a gente faz avaliação física na nossa aluna, não faz. Por quê? Porque ela vai tá mais inchada. E às vezes
a gente tá tentando entregar ali um resultado, ela tá Lutando por 2 cm e quando você mede aumentou, mas não é de gordura, não é do treino, é resultado da síndrome pré-menstrual. ela tem uma sensação de fadiga muito maior e é claro que isso pode refletir ali no treinamento. Ela pode ter dores de cabeça, então aquela cefaleia que é mais tensional, que é de contração, as mulheres que têm enxaqueca pode ativar. Ela pode ter nostalgia aqui, gente, é um ponto importante, porque essa nostalgia é a dor na mama. E Muitas mulheres têm uma nostalgia que
só de encostar o braço contra a mama já estimula dor. E aí você vai prescrever exercício e tem lá, por exemplo, mesa flexora, tem lá remada com apoio. Então assim, se você conversou com a sua aluna e ela tem nostalgia, nessa época você tem que trocar o exercício, porque às vezes só de relaja já da dor, imagina de ficar apoiando, pressionando a mama contra o aparelho, contra o equipamento. Então a Gente vai precisar ajustar para as mulheres que têm nostalgia. E elas também apresentam dores generalizadas. Então é comum nessa fase vocês verem que ela vai
reclamar mais de lombalgia, principalmente por causa da inflamação pélvica. Quem tem dor no joelho, dor no ombro, tudo se intensifica, porque a gente tá com queda dos opioides. [roncando] Em termos comportamentais, aumenta a fome. Lembra que eu mostrei para vocês Que o estradiol alto, ele libera um fator que dá saciedade, diminui a ingestão alimentar. Consequentemente, quando ele tá baixo, dá mais fome e também dá mais vontade de comer alimentos palatáveis. É daí que vem a questão com o doce, com o chocolatinho. Por quê? Porque aquela região emocional do sistema límbico, sistema de recompensa, tá sem
estímulo pela baixa dos hormônios. Então a gente vai buscar esse estímulo comendo, liberando uma Dopamina ali da comida. Então, nessa fase, a mulher tem mais fome [roncando] e mais vontade de comer. E aí, geralmente o doce acaba sendo o principal foco. Pode ter redução da interação social, então cuidado, gente, porque eu já recebi paciente no consultório que trocou de personal porque ele falava muito, falava: "Ai, pelo amor de Deus, eu quero ir lá e só quero treinar, não quero falar, não quero, só quero treinar". E aí a pessoa Fica falando, falando, falando, ai troquei. Então
cuidado, porque às vezes a gente acha que a gente tá agradando, a gente quer mostrar ali que tá atento, que tá disposto, mas não é o que a aluna quer. Então o que a gente sempre fala é assim, ó, puxa a conversa. Viu que ela não levou a conversa pra frente, fique em silêncio. Se ela quiser, ela puxa a conversa. E aí a gente só continua. Por quê? Porque ela pode memorizar o ranço, lembra? Ela pode guardar ali que aquele Momento tá sendo ruim, que ela não quer interagir e ela está sendo forçada a interagir
e pode fazer com que você perca a Luna por besteira. Algumas mulheres podem aumentar o consumo de álcool também buscando a questão de dopamina e tem alteração da libido na maior parte das vezes menos desejo sexual, mas aí também é muito individual, tá? pode ter outras alterações. E aí a gente tem as questões Psicológicas. Então, a gente tem a labilidade de humor. O que é a labilidade de humor? Num período muito curto de tempo, essa mulher fica feliz, fica triste, ela ama e odeia, ela tem raiva e quer ficar. Então essa labilidade é uma das
coisas mais características da síndrome pré-menstrual, porque muda muito rápido e é justamente a falta dos estímulos ali no sistema límbico que nós vimos. Então, pode aumentar a irritabilidade, Pode aumentar a ansiedade, depressão. Então, a gente brinca que é assim, né, meninos? Quando a mulher tá na fase da síndrome pré-menstrual, o melhor remédio, silêncio. Assim a mulher não se irrita, assim ela não vai querer te matar, vai dar tudo certo. E aí, claro, né, gente, se ela quiser conversar, vocês conversam e dá um chocolatinho, porque lembra que ela tá ali com alimentos palatáveis querendo consumir. Ela
pode ter alteração de sono, que pode Ser hipersonia ou insônia, depende muito da mulher, e [roncando] tem diminuição da concentração e da memória. Então, vários estudos mostram que nessa fase ela tem um aprendizado ruim. Então, a gente não consegue, ah, tá estudando para um concurso, vai aproveitar menos. Tá estudando pra prova, aproveita menos. Então, cuidado com informações novas. Nessa fase é melhor a gente treinar gestos motores que ela já sabe e aprimorar esses gestos motores, Técnicas, do que querer ensinar coisas novas, porque ela vai estar com maior dificuldade de retenção dessa informação. E mais recentemente
eles viram ali que também tem uma queda da imunidade nessa fase. Então por isso que tem mulheres que ficam com gripe, com infecção de garganta, candidíase de recorrência, infecção urinária de recorrência. E aí vocês vão falar: "Tá, que que tem o exercício a ver com isso?" Lembra que o seu exercício tiver muito Intenso, ele estressando muito também baixa a imunidade. Então, a gente vai ter duas coisas baixando a imunidade ao mesmo tempo, a falta dos hormônios e o exercício muito intenso. Então, a gente vai precisar ajustar de qualquer forma. [roncando] Vocês viram que é tranquilo,
né, gente? Treinar a mulher é super fácil. Se tiver síndrome pré-menstrual, então, nossa senhora, é uma molezinha. Só que gente assim, por que que isso é Tão tão importante? Porque quando a gente olha nos Glines médicos. Eu dou só para médicos já vão fazer, né, essa parte médica na medicina esportiva. E a hora que a gente vê os guadlines para tratamento de síndrome pré-menstrual, a primeira coisa da primeira linha de exercícios para tratar, da primeira linha de tratamento são os exercícios físicos. Então, qualquer guadeline que vocês pegarem, eles vão trazer o exercício como uma Forma
principal de tratamento da síndrome pré-menstrual. Qual que é a nossa responsabilidade? Imagina que você tem lá uma mulher que foi num ginecologista que tá super atualizado, tá antenado e sabe que o melhor tratamento paraa síndrome pré-menstrual são os exercícios. Aí ele fala para ela, ó, antes da gente pensar em qualquer medicação, qualquer coisa, preciso que você treine, vai treinar para tratar a Síndrome pré-menstrual. Aí ela chega e te procura para fazer esse tratamento e você não sabe o que que faz a na prescrição, como que o exercício pode tratar isso. Então, gente, o meu principal
desespero é assim, vocês sabem que a gente ainda tem muito preconceito em relação ao profissional de educação física e muitos a gente, né, os próprios profissionais cultivam, infelizmente. Mas quando a gente tem uma classe médica Que indica pra gente uma pessoa e a gente não sabe o que fazer, faz o que não pode, a gente perde credibilidade. Então a gente precisa entender, assumir a nossa postura como profissionais de saúde, entender que o exercício é remédio em muitas vezes e aí a gente vai ter que adequar essa prescrição. Então, o que que a gente faz para
tratar síndrome pré-menstrual? Reduz a intensidade do exercício, precisa reduzir. Ai, mas é obrigatório. É, é tratamento de uma alteração, de uma síndrome. Então, gente, o que que eu quero que vocês entendam aqui? A gente não tá falando do período pré-menstrual, né? Porque até no Instagram já teve alguns questionamentos, ai eu não concordo que tem que reduzir a intensidade porque a minha aluna fica bem. Se a sua aluna fica bem, ela não tem síndrome pré-menstrual. Então, entendam que aqui eu não estou Falando do período pré-menstrual, que a gente vai ver que pode ser muito individual. Eu
estou falando de uma mulher que teve diagnóstico de síndrome pré-menstrual e [roncando] ela vem para você para você tratar. Então você não tem que achar, é uma prescrição. Ah, eu não acho que todos os medicamentos de hipertensão são ruins e eu não quero prescrever nenhum, eu quero prescrever do meu jeito. Não existe isso. Então, se a gente está Tratando síndrome pré-menstrual, a intensidade tem que ser reduzida nessa fase. Por quê? Porque se a gente fizer intensidade leve a moderada, a gente prioriza a liberação de neurotransmissores que trazem a sensação de bem-estar. Endorfina, serotonina, dopamina. Lembra,
ó, endorfina é analgésico, então ela tira dor, é um opioide. E aí, lembra que ela pode estar com dor pélvica, dor lombar, dor no corpo. Ela Faz o exercício, ajuda a diminuir a dor, a dor de cabeça, tensional. Então, o exercício ele tá ali realmente para tratar. Lembra que aquela região emocional do sistema límbico também não tá sendo sinalizada. Aí a gente libera serotonina, dopamina, vem a sensação de bem-estar. Então, a gente vai fazer o exercício nessa fase pré-menstrual para quem tem síndrome pré-menstrual em intensidade leve a moderada. Essa é a prescrição. Ai, mas a
minha aluna quer? Ela não tem que querer. Ela não vai ficar contestando o médico quando ele for passar uma medicação. A gente também não, tá? Então, a gente tá fazendo um processo de tratamento, o que muitas vezes acontece. E aí, gente, isso é senso comum, tá? Isso é popular, não é para quem estudou. [roncando] É falar assim: "Ai, eu tô muito estressada, então eu vou lá na academia para descontar todo o meu estresse, toda a minha raiva, vou Treinar pesado, vou correr muito". E as pessoas temporariamente, de forma passageira se sentem melhor. Mas olha só
esse estudo. Eles eh compararam ali um grupo placebo que não fez nada, um grupo em intensidade moderada e um grupo que fez exercício em alta intensidade, em depressão, ansiedade e estress. Olha só o que eles encontraram quando era depressão. Quem não fez nada, a depressão piorou. Quem fez exercício, A depressão diminuiu. Ah, teve uma tendência ali pro moderado diminuir mais, mas o intenso também diminuiu. Por quê? Porque no exercício intenso a gente tem uma liberação predominante de adrenalina e noradrenalina. E a depressão, ela é uma alteração de down, de rebaixamento. Então, a hora que a
gente solta adrenalina e na hora adrenalina e a pessoa dá uma voltada, isso ajuda. Só que olha na ansiedade, quem não fez nada piorou, quem fez Moderado, a int a ansiedade diminuiu. E quem fez alta intensidade teve uma tendência de pior aqui também, ó. Só que olha quando chega nos níveis de estresse, que é o mais comum, o povo falar: "Ai, eu vou lá porque eu tô estressado, vou depositar minha raiva lá no exercício". Quem não fez nada, ficou mais estressado. Quem fez moderado, os níveis de estress diminuíram de forma importante. Só que quem fez
alta intensidade, os níveis de Estress aumentaram e olha aqui, ó, ficaram maiores do que quem não fez nada. Então aqui nesse caso do estress, fazer exercício foi pior do que não fazer nada. Por quê? Porque essa sensação de bem-estar pós treino, ela é transitória, até porque tá com adrenalina, com noradrenalina, tá ali ligado, tá se sentindo funcional, independente, tudo certo. Só que depois esse efeito da adrenalina e da noradrenalina, ela cai De uma vez só e a gente não liberou tanta endorfina, serotonina, dopamina, então a gente entra num dal pesado, tá? Então assim, se a
gente está tratando, a intensidade tem que ser moderada. Isso está comprovado. Isso não é a minha opinião, isso não é achismo. Então, se vamos tratar síndrome pré-menstrual, tem que ser intensidade leve, moderada, tá? Isso não está em discussão. E aí a gente tem essas questões constantes aí da mulher com essa intensa Luta com a balança. E a gente já falou, né, que culpam os estrogênios, apesar de não ser culpa deles. Mas a gente sabe que a mulher de uma forma geral e claro, envolvendo as questões fisiológicas, sociais, culturais, ela acaba tendo ali uma dificuldade maior
de manter essa composição corporal. E por isso muitas mulheres, especialmente as mulheres que se exercitam com regularidade ou que são atletas, elas acabam ingerindo uma Quantidade muito baixa de nutrientes. Então elas acabam tendo uma baixa disponibilidade de energia porque come-se pouco. E eles viram que isso estava relacionado a alterações menstruais, irregularidades menstruais e a redução da densidade mineral óssea. Quando eles juntaram isso aqui, eles deram o nome de tríade da mulher atleta, só que não se chama mais assim, porque lembra, minha gente, com mulher não é nada fácil assim, tranquilo. [roncando] Então, agora, atualmente, a
gente tem o nome de Reds, que é a síndrome da deficiência energética relativa ao esporte. Então, o que que acontece? A tríade continua aqui, ó. Então, a deficiência energética, a disfunção menstrual e a alteração da densidade mineral óssea. Mas não é só isso. Lembra que mulher? Nada é simples assim. Então eles viram que na baixa disponibilidade de energia a gente vai ter várias outras Alterações. Por que gente que é relativa ao esporte? Porque se ela comesse pouco, comesse aquela quantidade, mas só para sobreviver, provavelmente [roncando] daria certo. Mas como ela tem uma performance, ela tem
um gasto energético aumentado, não dá. Então, além dessas alterações, eles encontraram alterações endócrinas, metabólicas, hematológicas, de crescimento mesmo em estatura. Então, quando a gente fala de adolescentes que ainda não terminaram, não fecharam ali a [roncando] placa óssea, a epífese óssea, alterações psicológicas, cardiovasculares, gastrointestinais e imunológicas. Lembra? ficar doente ali com infecções de recorrência. Então, a gente tem várias alterações relacionadas à deficiência energética na saúde, mas a gente ainda tem várias outras alterações relacionadas à deficiência energética na performance. Então eles encontram uma redução Da performance no endurance, no treinamento de resistência, maior risco de lesão. E
aí a gente tem uma fase ali da progesterona alta para pré-menstrual que aumenta bem o risco de lesão de tendão, ligamento, até por conta da hidratação, da elasticidade dessas estruturas. tem uma diminuição da resposta ao treinamento, então, do aprendizado e da performance. Alteração no julgamento, quando a gente fala de competição, ler o adversário, Diminuição da coordenação motora, da concentração, aumento da irritabilidade da depressão, redução dos estoques de glicogênio. Então, a gente não tem o estradiol ali adequado, não tem energia suficiente e [roncando] a gente tem menor força muscular. Então, vejam que a deficiência energética relativa
ao esporte, ela vai afetar tanto a área da saúde da mulher em vários sistemas, quanto de rendimento, quanto de performance. Então, a gente precisa se preocupar com essa ingestão alimentar dela. Por que que atualmente a gente tem eh um problema ainda maior para acompanhar, para lidar? Porque a gente teve um boom nos medicamentos para tratar a obesidade, que popularmente são chamados ali de canetas emagrecedoras. E a gente sabe que a principal população que consome essas medicações no mundo são mulheres, principalmente entre 40 e 49 anos. Então, é claro que homens Também, né, estão consumindo bastante,
mas as mulheres são o público principal. E aí a gente tem esse estudo que foi feito com a semaglutida, que era o composto lá que chegou como pique e hoje é o Igovi, que é um old label para emagrecimento. E eles têm esse estudo que é o step one. Então quando alguém falar ah, foi visto lá no step one, é esse estudo aqui [roncando] que eles fizeram o quê? Olha só, eles acompanharam dois grupos por 68 Semanas. Dá lá 1 ano e meio, um ano e tralalá. E aí eles tiveram um grupo que recebeu a
semaglutida por 68 semanas, não foram dois meses, um tempinho curto. Quem recebeu, o grupo que recebeu teve uma perda de peso média de 17%, é bem significante, tá? A bariátrica, ela tem lá próximo de 25%, então 17% com a medicação é [roncando] bem significante. E quem foi controle, que não usou a medicação, emagreceu pouco Ali, né? Não teve muita alteração. Na semana 68 eles tiraram a medicação e olha o que aconteceu. Imediatamente iniciou-se o reanho de peso corporal. Ó, tirou aqui, já começou a ganhar. Então, qual que é uma preocupação? Agora a gente perde muito
peso, só que do peso perdido até 41% é de massa magra. E aí, lembra? Músculo, água, tecidos, é osso, tá tudo na massa magra. Só que a Gente sabe que mais de 50% da massa magra é músculo. Então, uma pessoa que ela perde muito peso com essa medicação, ela perde muito músculo. Quando ela começa a reghar o peso, ela reganha o peso em gordura. Por quê? Porque para ganhar músculo obrigatoriamente eu preciso do estímulo de exercício, do strress de força, do stress induzindo lá adaptação. Então quando ela só volta a comer, ela volta a ganhar
gordura. Então vocês imaginam que Essa pessoa aqui que reganhou o peso aqui, ela tá pior do que ela tava no começo, porque agora ela tem o mesmo ou mais peso do que antes, só que ela tem menos músculo e tem mais gordura. Então, até metabolicamente a situação aí não é nada favorável, tá? Então essa daqui é uma das nossas maiores preocupações. Atualmente a gente tem alguns dos compostos que são mais utilizados. Então esse do step one é a semaglutida, Mas a gente tem a tirepatida, que é o composto do monjaro. A retatrutida vocês devem estar
acompanhando aí nas redes sociais, nas academias, a galera falando: "Ah, eu tô usando reta". Só que assim, gente, nem foi a farmacêutica que detém a patente, que a Lila, ela ainda nem pediu pra FDA, que é lá dos Estados Unidos, a comercialização. Foi concluída a fase três do estudo, mostrou uma perda de Peso extremamente significante, ó, maior de todos os compostos que já estão circulando, mas teoricamente ela ainda não existe. Então quando o povo vem lá com o botijãozinho, ai eu tô usando reta, vai saber o que que é. Porque é assim, né, minha gente?
Se nem a farmacêutica disponibilizou ainda, imagina para copiar, imagina para fazer manipulado. Então a gente não sabe muito bem o que que o povo tá [roncando] Tomando aí. Mas aqui nesse a gente tem quanto de perda de peso essas substâncias estão induzindo. Então elas induzem uma perda de peso bem importante. Mas vejam gente, ó, tem uma perda de peso, mas uma perda de massa magra, muito importante também. A semaglutida, que é a do step one, a gente mostrou, tem ali uma perda de peso média entre vários estudos feito de 34%. E a tirepatida, que é
a do Monjaro, ela realmente tem uma perda um pouquinho menor, mas vejam que ainda assim é uma perda bem importante de massa magra, que inclui músculo, que não é só músculo, mas que inclui a perda de músculo também, tá? Então vejam que até aqui, ó, na reta trutida é uma das que perdeu menos massa magra, tá vendo, ó? Preliminar é estudo, fase três, nem tá vendendo ainda. Então, não sei na prática aí que que esse povo tá fazendo, Como que vocês vão agir diante de tudo isso? É claro que se vocês tiverem ali eh dados,
por exemplo, de uma calorimetria, dados de um dexa, de uma biimpedância, de um ultrassom, é o melhor dos mundos, porque ele vai falar para vocês o gasto energético dessa pessoa. Não tem, não tenho esse dado. O mínimo que vocês precisam fazer é aplicar essas fórmulas de predição de gasto energético. Então, a gente tem a Heris Benedict, que é Muito utilizada até em vários sistemas. E a gente tem aqui a equação do Instituto de Medicina Mundial, que ela divide em masculino e feminino também, só que por idade. Então aqui o que vocês precisariam para colocar na
fórmula? Ó, a gente vai estimar o gasto energético total. A gente precisa da idade, do nível de atividade física, do peso e da altura. Então, tudo dados simples. O nível de atividade física é você que é o Professor que vai determinar. E aí pega um desses números aqui, tá? E aqui é a mesma coisa, ó. Peso, altura e idade. Então vocês precisam calcular para ter uma ideia do quanto ela tá gastando de acordo com o exercício que ela tá fazendo. E aí você fala: "Ah, mas eu não sei quanto que ela tá consumindo". Claro, gente,
que sempre que tem o nutricionista envolvido é o melhor dos mundos, mas nem sempre dá para ter. Então, o mínimo que a gente vai fazer é Pedir para ela anotar o que ela tá comendo no dia e ver quanto mais ou menos de calorias aquilo tá dando. Porque hoje a gente tem vários aplicativos que só de você tirar uma foto do prato ou do alimento, ele te fala as calorias, os nutrientes da leitura do prato. Então é, tem o calo, que é um tipo um abacatezinho que é gratuito, essa versão mais simples que dá essas
essas calorias, funciona super bem. [roncando] E aí a gente vai é fazer Uma estimativa do quanto ela gasta e do quanto ela tá consumindo. E aí você vai conseguir saber se de repente ela tá em um déficit energético importante que pode induzir reds, tá? Então é a nossa função acompanhar tudo isso. O que que acontece, gente? Que aqui é a grande discussão na literatura, na vida, no mundo. A gente não tem como cvarcrição de acordo com o ciclo menstrual. Não existe isso. Então, na fase folicular, Faça tal coisa. Na fase lúa, na fase pré-menstrual. Por
quê? Porque isso tem variação individual. Tem mulher que vai ter todos os sintomas da síndrome pré-menstrual e tem mulher que não sente praticamente nada. Não cai performance, não cai rendimento, não tem dor, malemale, às vezes ela ai. Ah, então aquela irritação era por causa disso, mas isso não influencia no desempenho dela. Tanto que a gente teve recordes mundiais batidos em ambas as Fases, tanto na folicular quanto na lutea, ali pré-menstrual. Então, não existe uma prescrição fechada pelo ciclo. Por isso que quando a gente fala de treinamento hormonal paraa mulher, precisa ser personalizado. Você precisa conhecer
a sua aluna, quem é ela, como é o ciclo dela, ela tem ou não tem alterações ao longo do ciclo menstrual. A partir disso é que a gente vai ver se precisa ou não de uma tensão especial, tá bom? Então é o que eu falei Para vocês, aquela indicação de que precisa obrigatoriamente reduzir a intensidade é quando eu fechei diagnóstico de síndrome pré-menstrual. Ah, minha aluna não tem, eu preciso obrigatoriamente reduzir? Não. Se ela não tem a síndrome que você precisa tratar, se ela tá desempenhando bem, se ela não tá com dor, se ela não
tá com estress, manda ver. Aí é a sua, é o seu planejamento, né, a sua periodização com a sua aluna, tá? Então, só pra gente Deixar bem clara ali a diferença. Porém, a gente tem dados bem consistentes na literatura que mostram como o organismo poderia responder melhor se a gente focasse na prescrição pelo hormônio. Então, de novo, não é obrigatório, não é ingessado, mas há uma explicação lógica para isso. Então, a divisão seria na primeira fase, [roncando] na fase folicular, contando com o pico desses estrogênios, a gente teria ali o maior favorecimento para o Treino
de força, para que a gente conseguisse melhor rendimento, melhores adaptações. Já na segunda fase, então a gente deixaria para focar mais no treino aeróbio. Então, é claro que o melhor dos mundos é sempre o treino combinado, mas a gente tá falando de predominâncias, de foco, de prevalecer um dos treinamentos. Por que que na primeira fase seria mais favorável ao treino de força? Na presença do pico de estradiol aqui, ó, a Gente sabe que a gente tem estímulos corticais em diversas regiões que eu mostrei para vocês, principalmente ali no córtex pré-frontal e no cerebelo, favorecem muito
ali o estímulo motor. A gente tem a presença de mais miosinas de ligação forte para interagir ali com a actitina e melhorar o perfil de contração muscular. O estradiol, ele tem ação antioxidante e estabilizador de membrana. Que que isso significa? Que essa mulher tende a ter Menos microlesões induzidas pelo treino, porque o perfil oxidativo tá menor e a membrana tá mais estável, ela rompe menos, que é uma característica ali de microlesões, de dano muscular. Então ela teria menos microlesões, o que gera menos dor tardia. E aí, principalmente para alunas iniciantes, isso pode ser um fator
importante, porque se ela fica muito dolorida depois do treino, ela desmotiva também de treinar. A gente tem uma maior utilização de Ácidos gráxos livres como fonte de energia, porque lembra que nós falamos que o estradiol está acumulando sim mais gordura, mas para usar. Então, quando o estradiol tá alto, para todas as funções sistêmicas, a gente usa mais ácidos gráxos livres. Então a gente poupa glicogênio, que é o principal substrato utilizado pro treino de força, pro treino anaeróbio. A gente tem o pico de testosterona, que eu mostrei ali para vocês perto da fase Da da do
momento da ovulação. Pico de testosterona é força e rendimento diretamente. Todos os receptores estão mais sensíveis ao estradiol por ele estar no pico e o estradiol também sinaliza hipertrofia. Então ele é importante pra mulher, pra manutenção da massa muscular. E a gente consegue uma maior ativação de células satélites, que são aquelas células tronco que estão envolvidas ali em mioblasto, miúcleo, mais síntese Proteica, mais hipertrofia. Então, metabolicamente, molecularmente, a gente tem várias justificativas do porqu favorável ao treino de força, o que não significa que a sua aluna responda da melhor forma assim, com essa divisão. O
que a gente sempre fala é que se a sua aluna ela tem um ciclo regular, ela menstrua, ela tem um ciclo ali é constante, vale a pena você testar. Pode ser que o desempenho seja melhor, pode Ser que não mude nada, mas vale a pena o teste. Agora, se ela não menstrua, se não é regular, aí não adianta nada essa aplicação, porque a gente não vai ter a prevalência desses hormônios que determinariam essas alterações, certo? Então, existe todo um embasamento para divisão, mas sim, não é obrigatório, não é engessado, a gente pode adaptar, deve adaptar
a cada uma das nossas alunas. Aqui, ó, o que eu mostrei para vocês antes lá, o pico da testosterona. Força Diretamente. Então, o que que vocês precisam perguntar pra aluna de vocês? Seu ciclo é regular? Então ele tem ali é contínuo 28, 30, 26, ele varia pouco. Você tem sintomas pré-menstruais? É importantíssimo, porque sim, tem mulheres que não existe esses sintomas e tá tudo bem. Tem quais são para você saber o que você precisa adaptar no treino? E se ela sente alteração na performance, sente que diminui o seu Rendimento, você se sente mais cansada, tem
queda da performance, é individual, gente. Vocês vão ter que entender quem é a aluna de vocês. E aí pode ser que a aluna de vocês responda que não menstrua ou que ela nem sabe se tem o ciclo regular porque ela utiliza contraceptivos hormonais anticoncepcionais. Então ainda tem esse BO. Você fala: "Ai, tá bom, é muito bonita essa explicação toda, mas a minha aluna usa Anticoncepcional." E aí, então, ó, independente do tipo de anticoncepcional, quando a gente tá falando que tem presença de hormônios, a gente vai ter esse quadro aqui. Qual que é o objetivo? O
hormônio que tá vindo de fora faz um feedback negativo naquele eixo gonadotrófico lá que nós mostramos. E aí a gente evita os picos. Então, ó, a concentração dos hormônios passa a ser constante o ciclo todo. Por que que eu evito os picos? Lembra que eu Falei para vocês que é o pico dos estrogênios que induz a ovulação? Se eu não tenho pico, eu não tenho ovulação. Se eu não liberei o ovócito, não tenho que ser fecundado. Não engravida. É daí que vem a anticoncepção. Só que eu não tenho os picos hormonais, então eu também não
conto com pico de testosterona, eu não conto com pico de força, com pico de energia. Então a gente acaba tendo ali, ó, o ciclo Inteiro um processo contínuo das concentrações hormonais. E aí a gente acaba assim perdendo ali algumas alguns aspectos positivos de ter o pico principalmente desses estrogênios. E por conta disso, dessa estabilidade ali, de perder essas vantagens, muita gente fala que ai a mulher ela tem mais dificuldade de hipertrofiar porque ela toma anticoncepcional e aí fica aquele furdunço, né? Ai o anticoncepcional faz mal. Vamos Boicotar, vamos parar, enfim. Qual que é a nossa
função? Entender se isso é verdade ou não. A gente não pode viver de achismo ou de informação de TikTok. A gente tem que saber o que, o porquê e compreender todas essas variáveis. Então, nós vamos começar pela notícia ruim, porque na verdade a resposta é assim, ó. É verdade ou mentira? Depende. Então, por que que a resposta é depende? Alguns medicamentos tem compostos que podem sim acabar atrapalhando no processo de hipertrofia muscular. Então, existe um composto que é o que mais atrapalha nesse processo, que é o acetato de ciproterona. Onde que ele está presente? principalmente
nas marcas de referência Selene e Diane 35, por ele vai inibir receptores de androgênio. Então, ó, ele tem propriedades antiandrogênicas, Ele bloqueia esses receptores de androgênio. Qual que é o objetivo, né? Por que que a gente teria uma medicação que bloqueia? Porque principalmente lá na adolescência a gente tem meninas que são muito responsivas ou convertem muito para androgênios e acaba tendo muita acne. Então, um dos motivos para mulher utilizar é tratar a acne desde a adolescência até a fase adulta. E a outra razão é para tratar a somp, que não se chama mais sop, né?
Não é mais Síndrome do ovário policístico, é síndrome endócrino metabólica, não é síndrome endóc poliendócrina metabólica ovariana. Então, somp é a sigla atual. E aí também quem tem somp tem uma liberação aumentada de androgênios e isso essa medicação ajuda a controlar. E aí a gente tem outros dois compostos, como decepirenona, que já são menos antiandrogênicos, mas ainda são. Então se a gente falar assim, ai o anticoncepcional ele interfere na Hipertrofia? Se forem esses, sim, ele acaba interferindo, tá? E aí o que que você vai fazer com a sua aluna que toma esses e que quer
hipertrofia? Esquece a divisão que nós falamos de fase folicular, fase lúa e foca no treino de força o tempo inteiro. Treino para hipertrofia, treino para força máxima, treino para potência. Pense em músculo, porque a gente sabe que a via do receptor de androgênio é uma via para Estimular a hipertrofia. É uma via importante. É, mas é uma via. a gente tem outras vias que a gente pode ativar pra hipertrofia e a gente vai ter que ativar essas vias através de um treino muito bem planejadinho, tá? Então é possível hipertrofiar, mas aí a dependência, gente, é
do treino e da dieta, porque a medicação não tá favorecendo. Só que a gente tem alguns outros estudos, estudos que foram avaliando, ó, Grupos com e sem contraceptivos hormonais. estudos que usaram ali uma metodologia padrão ouro por biópsia muscular. Então mediram área de secção transversa da fibra, número de células satélite, quantidade de cadeia pesada da miosina. Então bem molecular e bem padrão ouro de análise. E eles encontraram o quê, ó? que o grupo com o contraceptivo hormonal teve um aumento mais significativo na área de secção transversa da fibra, ou Seja, hipertrofiou mais. Exato. Quem estava
utilizando anticoncepcional hipertrofiou mais do que quem não estava. Quando eles foram tentar entender o porquê, olha aqui, caiu na mesma questão do receptor de androgênio. Só que agora eles descobriram que alguns compostos, ao invés de bloquearem o receptor de androgênio, eles estimulam. Então, quando eles estimulam, eles fazem o Papel dos androgênios, testosterona, androstenediona, o DHT. E aí ativando aqui esses receptores, a gente favorece o perfil de hipertrofia. Então por isso que a gente não pode cair nessa pilha de generalizar. Ai o anticoncepcional atrapalha a hipertrofia. Não sei se atrapalha. Qual que é a pergunta que
vocês têm que fazer? Qual é o anticoncepcional? Então você vai perguntar pra sua aluna qual é o seu anticoncepcional. E aí você vai pegar no Google mesmo, nas IAS, e vai ver qual é o composto principal desse anticoncepcional. Para facilitar a vida de vocês, eu peguei os principais compostos que a gente tem nos anticontraceptivos e coloquei aqui nessa tabela e coloquei aqui o quais são as atividades deles. Mas eu quero que vocês foquem nessa atividade aqui, que é a atividade antiandrogênica. Tá? Olha aqui essa proterona que eu Falei para vocês, ó o bicepsinho murcho aqui,
ó. Quando a gente tem na medicina, a gente fala em cruzes, né? Aqui a gente tem três cruzes de quatro, então ele é bem antiandrogênico. Ó lá, drospirenona. Então aqui a gente tem uma alta atividade antiandrogênica que atrapalha a hipertrofia. Mas olha lá o levo norgestrel, ó, que é o composto que ligou aqui no receptor de androgênio, levo norgestrel e norgestrel. Tem, por Exemplo, levo norgestrel no diena, mas tem também eh em comprimido oral, tá? Então, perguntou: "Ai, como que é seu ciclo? Seu ciclo é regular?" "Ah, eu não tenho ciclo porque eu uso anticoncepcional.
Qual que é a sua próxima pergunta? Qual é o anticoncepcional?" Aí você vai pegar qual é o composto que tem nesse anticoncepcional e vai aplicar nessa tabela. E ai a atividade androgênica dele é muito alta. Foco Total na vida para força, hipertrofia, potência. Ah, ele não tem atividade antiandrogênica alta e ainda pode ajudar. Aí você pode ver qual a periodização, em que momento, o que que favorece mais ou menos, tá? Então aí a gente tem mais possibilidade de ajustar o trem, certo? Então aqui já temos um norte e aí chegamos à nossa última etapa, que
é a última fase da vida da mulher em termos hormonais, que é quando chega a bendita da menopausa. Então eh por que que isso nunca foi tão estudado como agora isso nunca foi tão falado? Porque a expectativa de vida também nunca foi tão alta, né? Então a expectativa de vida hoje da mulher, ela chega lá aos 83 anos. Então a gente tem uma expectativa de vida muito alta e ela acaba passando praticamente 1/3 da sua vida nessa pós-menopausa. Então ela vem sentindo muito mais o impacto da perda dos hormônios. Antes não, ela entrava ali na
menopausa com 50, 55, quando era 60 anos, 60 e pouquinho, ela eh já não convivia mais com isso. Agora, com o aumento da expectativa de vida, ela leva muitos anos vivendo com a falta desses hormônios. Então, só pra gente esclarecer, quando a gente fala em vida reprodutiva da mulher, nas questões hormonais, a gente tem fases. E assim, gente, na área da saúde como um todo, esses nomes, esses termos são bem utilizados eh de forma errada, né? Então, ó, Pré-menopausa não é logo antes da menopausa. Pré-menopausa é toda a fase reprodutiva da vida dessa mulher. Então,
quando ela teve a primeira menstruação, puberdade, menarca, até ela começar a transição para quando não dá mais para reproduzir. Então, a vida reprodutiva inteira da mulher tá dentro de pré-menopausa. [roncando] A perimenopausa a gente vem falando muito mais recentemente também. Por quê? Porque ela tá impactando mais do que a gente achava. A perimenopausa, ela caracteriza a transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva. Então, qual que é a dificuldade da perimenopausa? Muitas mulheres já começam a apresentar sintomas da pós-menopausa, principalmente fadiga excessiva, sono alterado, suor noturno, calor durante o dia, névoa mental, que
é Aquela memória reduzida. E assim, gente, é um desespero porque a gente esquece palavras comuns, tipo caneta. Então é é bem complexa essa fase, só que a mulher ela já tem esses sintomas, mas a hora que a gente olha o exame de sangue, os hormônios ainda estão OK. Então por isso que por muito tempo nenhum médico nem quis tratar, porque pega o exame de sangue aqui, ó. Mas FSH, LH, estradiol, progesterol, então OK. Por que que eu vou tratar? Hoje a gente sabe que o que Manda é a clínica. São esses sintomas que prejudicam a
qualidade de vida da mulher e que, portanto, precisam ser tratados. A menopausa, ela refere-se a um único momento numa linha de tempo que é a vida da mulher. A menopausa, gente, ela caracteriza a última menstruação da vida dessa mulher. Então, a menopausa, ela só pode ser diagnosticada de forma retroativa. Por quê? Um belo dia veio a menstruação, Então ela teve ali o ciclo menstrual e nunca mais veio. Então aquele foi o último. Mas como que eu sei que foi o último se eu sempre tenho um espaço até o próximo? Então a gente precisa esperar um
ano e depois de 12 meses sem ter um ciclo menstrual. Significa que naquele último, há 12 meses atrás, foi a menopausa. Então, a menopausa caracteriza um único momento na linha de tempo. Ali foi o último ciclo. Depois disso é tudo Pósmenopausa. Então, todo o restante da vida da mulher a gente trata como pós-menopausa. Por isso que vocês não têm alunas na menopausa. Todas as alunas de vocês, no máximo, estão na pósmenopausa, porque a menopausa já foi ali diagnosticada há um ano. [roncando] Qual que é a grande questão? A gente tem sinais e sintomas que são
bem clássicos, como eu comentei com vocês. Então, ondas de calor, transpiração noturna, Distúrbios de sono, principalmente insônia, névoa mental, pode ter mais ansiedade, depressão, então altera muito. Mas a gente tem muitas alterações que são físicas. Então, a mulher aumenta a sarcopenia, a perda de massa muscular, aumenta a osteopenia e osteoporose, então densidade mineral óssea reduz muito. Pior o perfil lipídico fica com aspecto de dislipidemia. Então, colesterol total maior, LDL maior, HDL menor, tudo que já predispõe a placa de Ateroma, infarto agudo do miocárdio, a composição corporal altera porque lembra quando ela tinha estradiol, a gente
direcionava o acúmulo de gordura pra periferia, mama e coxo femural. E agora que ele não tá, o acúmulo vai central. Então a mulher começa a reter muita gordura abdominal, é o que mais incomoda. É por isso que as mulheres de 40 a 49 anos são as que mais consomem as medicações lá pro tratamento da obesidade, as canetinhas, porque começa A incomodar muito mais a gente tem uma distribuição diferente desse acúmulo de gordura. A gente tem alterações cardíacas diretas em cardiomiócito mesmo, em vaso, o vaso fica pior e a gente tem o aumento dos mediadores pró-inflamatórios.
E aí predispõe, gente, a maior risco de diabetes por resistência à insulina, maior risco de demência, enfim, tudo pior, osteoartrose. Então, a gente tem várias alterações que Vêm em decorrência da chegada da menopausa. Pra gente, a mais preocupante inicialmente, a que a gente consegue tratar mais rápido, é a sarcopenia, né? Então, a gente sabe que só do processo de envelhecer sedentariamente, ó, o músculo ele vai embora. Vejam aqui como perde músculo e aumenta a gordura intramuscular. E aí a mulher ela sofre esse processo ainda mais acelerado quando chega a menopausa. Qual que é a boa
notícia? Então, esse estudo aqui, ó, ele comparou um triatleta jovem, um idoso sedentário e um idoso triatleta. É claro, né, gente? que quase impossível a gente ter vários idosos triatletas. Mas por que que esse estudo é legal? Porque ele mostra que o maquinário da célula muscular não muda quando a gente envelhece. Então essa história de ai, mas também eu já tô velha para isso, já passou, não existe. Se eu tiver os estímulos adequados, a gente vai Conseguir hipertrofiar. Então não tem idade, a gente precisa começar. E aí eu sempre falo que eu uso esse slide
aqui para ameaçar as pessoas. Então vocês podem usar também. Por quê? Aqui ele mostra a relação da perda de massa magra e lembra que o músculo tá aqui com aumento do risco de morte, morte mesmo. Estamos nem falando de doença. Então se uma pessoa perdeu 10% da sua massa muscular, ela aumenta em 10% o risco de morte. Perdeu 20%, Aumenta em 30% o risco de morte. Se perder 30% aumenta em 50% risco. E caso chegue a perder 40%, é quase certo que ela vai morrer. Então, quando a pessoa começa assim, mulher, né, principalmente, ai, mas
eu não gosto de musculação, eu não gosto de treino de força, eu gosto só da caminhada, só da hidroginástica. Qual que é a pergunta que vocês vão ter que fazer? quer morrer, não quer morrer, né? Quem não quer morrer faz o quê? Treina força. Então, para envelhecimento de uma forma geral, treino de força é obrigatório. Mas pra mulher na pós-menopausa, isso é indiscutível. Isso não tem nenhuma chance, nenhuma possibilidade de ser questionado. Se quiser viver e viver bem, a gente precisa de músculo, tá? Então vocês podem ver que a causa das mortes é principalmente por
infecção, ó, pneumonia. Por quê? Porque a gente fala muito que [roncando] quando a gente Perde músculo, a gente tá perdendo função. Então a gente ameaça as pessoas assim, né? Ai, mas daqui a pouco não vai conseguir no banheiro sozinho, vai ter que usar a fralda. Só que é muito mais do que isso, gente. Lembra que quando a gente fala de músculo, a gente tá falando do maior tecido endócrino que a gente tem no organismo. Ele sozinho secreta mais de 650 mixinas. Então, a gente tem muita miocina ali relacionada a essa secreção E a maior parte
com ação antiinflamatória e antioxidante. Então, ter músculo não é só ter função, a gente tem um controle metabólico generalizado através das meiocinas que ele secreta. Então, pro tratamento da menopausa, ao padrão ouro é repor hormônio, né? usar ali principalmente estradiol, progesterona, exercício físico obrigatório, inquestionável. E a gente tem ali alguns nutrientes que T ação antiinflamatória, antioxidante e de fitoestrogêneios, como as isoflavonas que se ligam em receptores de estrogênios diretamente. Apesar da gente ter a terapia de reposição hormonal como o padrão ouro, a gente tem muito questionamento. E aí a gente teve um furdunço lá há
décadas atrás com aquele estudo WH que mostrou que as mulheres que repunham estradiol tinha o maior risco de tumor de mama. Só que hoje a gente sabe que não é bem Assim, né? que depende de muitos fatores. Então, o médico ele vai avaliar todos os fatores de risco, histórico pessoal de câncer, de câncer de mama, para ver o custob benefício, se vale ou não, porque muitas vezes as mulheres elas realmente têm uma perda absurda da qualidade de vida e a gente precisa tratar. Só que olha o que eu quero chamar a atenção de vocês. Ficou
esse furdunço de que repor hormônio pode aumentar o risco de câncer. Pode aumentar em 3%. Mas se essa mulher envelhece sedentária, 3%. Se ela envelhece com obesidade e sobrepeso, 9% a mais de risco de câncer. E algumas mulheres aumentam o consumo de álcool nessa fase, também aumenta em 6%. Então, ninguém fala do álcool, ninguém fala dela envelhecer sedentária, ninguém fala dela envelhecer com sobrepeso e obesidade, mas todo mundo quer falar da reposição hormonal. Então, antes da Gente sair falando da reposição hormonal, a gente tem que corrigir todos os outros fatores do estilo de vida, porque,
ó, se ela envelhece, ativa e com o peso controlado, já diminui em 12% o risco de câncer de mama. Então, a gente tem que ter um pouquinho mais a cabeça aberta, porque tem mulheres que só voltam paraa vida mesmo com reposição hormonal. E é claro que é o médico que vai fazer toda essa relação do pode ou não pode. Então assim, né, pra gente ter todos esses benefícios, composição corporal, mental, tudo que a gente falou, as recomendações seriam de a gente fazer ali no mínimo cinco vezes por semana o treinamento por no mínimo 50 minutos
por sessão de intensidade moderada a vigorosa para ter estress, para induzir que o corpo precise se adaptar. Só que assim, gente, vocês têm que concordar que é muito difícil a gente pegar uma pessoa no completo sedentarismo E do nada ela começar a fazer exercício cinco vezes por semana, 50 minutos por dia. Pode até começar, mas não é sustentável, geralmente. Então, a gente tem estudos que mostram que três vezes por semana, 15 minutos por sessão já tem benefício para diminuir sintoma de depressão, ansiedade, proteção neurológica. Então, a questão é assim, ó. Começa quanto que ela consegue
fazer uma vez na semana, começa com uma vez na semana. Depois ela já vai sentindo aquele bem-estar agudo do exercício físico. Ela mesma vai querendo aumentar, ela mesma vai querendo fazer mais. Então a gente vai ajustando com o tempo. Não queiram resolver tudo de uma hora para outra, porque dificilmente a gente vai ter uma adesão. Então assim, o recado é comece, depois a gente chega lá na prescrição certinha. Então, o que que eu quero que vocês levem de informações principais do que a Gente discutiu? Não existe um protocolo fixo em cima de ciclo menstrual. Faça
assim o treino pra mulher. Você tem que conhecer a sua aluna, como que é o ciclo dela, como que ela responde, ela tem ou não tem síndrome, ela tem ou não tem alterações, quem é a sua aluna. Não adianta a gente engessar, não existe mesmo. Só que também é assim, né? A a gente tá na área da saúde, é uma área que muda o tempo inteiro. Então a gente escolheu uma Profissão que a gente tem que se atualizar o tempo inteiro. A gente tem que acompanhar essas mudanças. Apesar de ter melhorado muito o entendimento, tanto
de ciclo quanto de menopaus, ainda tem muito pra gente descobrir. Então não abandonem os estudos, porque a gente vai ter que continuar descobrindo coisa nova. a gente tem que entender. E muitas vezes assim, gente, ai a mulher tá lá numa síndrome pré-menstrual braba, não quer Treinar, conversa, faz ali, toma um café, faz com que o sistema límbico dela armazene a informação de que é gostoso tá ali, de que ela pode estar ali, porque lembra essa historinha aí de blogueiras de que ai a mensalidade da mulher tem 37 dias, que é porque ela não vai na
academia 7, não é com a gente. a gente enquanto profissional de saúde, profissional de educação física, a gente vai trazer essa mulher para treinar. Ai, mas coitada, Ela tá com dor. Sim, o exercício diminui a dor. O exercício é tratamento não farmacológico. Ninguém tá falando para ela vir treinar por performance, por estética, é para oferecer qualidade, é para oferecer uma solução. Então, para de cair nessa conversinha de que nesse período a mulher não tem que treinar. Óbvio, gente. Ai, ela tem uma endometriose, tá com muita dor, não consegue, OK? Não é a realidade da maior
a da maioria das mulheres. Então, vamos Entender a nossa aluna e entender também que a gente precisa fazer algumas imposições no treinamento, né? É que foi o que eu falei com vocês. Ai, mas ela sente que ela fica melhor se ela fizer em alta intensidade. A gente não vai prescrever baseado em sentimento, a gente vai prescrever baseado em ciência. Se daqui a pouco a ciência mudar, a gente muda também. Por enquanto a gente tem ali, eh, prescrições que são muito bem estabelecidas enquanto protocolo de Tratamento. Então, paraa sua aluna que tem alterações, que tem síndrome
pré-menstrual. E aí, gente, pra gente fechar, eu sempre gosto de deixar essa frase porque é o que eu comecei falando com vocês, né? É por onde a gente precisa se nortear. Então, uma pessoa com saúde, ela tem muitos sonhos. Ela pode querer o abdômen tanquinho, bumbum na nuca, maratono, Iron Man, ela pode querer tudo. Uma pessoa sem saúde, ela tem um Sonho só, que é ter saúde. E aí vocês pensam na gente mesmo quando a gente tá com uma gripe muito forte, uma infecção qualquer, como a gente só quer que aquilo acabe. Então assim, por
que que tem que ser nessa ordem? Porque se eu só viso estética ou performance, geralmente a saúde é comprometida. com uso de hormônio, substâncias químicas, exercício eh muito estressor, muito excessivo. Agora, se eu foco na saúde, eu consigo buscar o resto e tá tudo bem Querer estética, a gente também consegue entregar estética. Esse não pode ser o nosso foco, porque geralmente quando o foco é estética, a saúde ela acaba ficando comprometida. Então aqui é a palavra-chave da nossa semana do profissional de educação física. Anotem aí para vocês desbloquearem depois lá os certificados. Então a nossa
palavra-chave da nossa aula aqui da nossa conversa é mulher. Certo? É isso, gente. Muito obrigada pela companhia aí, por esse tempo, pela disposição de vocês, de ouvirem, de aprenderem. E eu tenho certeza que se vocês estão aí dispostos ouvindo, é porque vocês querem realmente trabalhar pra gente melhorar a nossa área, a nossa profissão, a vida das pessoas e claro, né, como a gente também é visto e respeitado, tá? Aqui são os meus contatos. Quem quiser os slides, quem quiser eh os estudos que eu mostrei para Vocês, me mandem e-mail, me mandem mensagem lá no Instagram.
A gente, acima de tudo, é colega de profissão, então a gente vai tá junto aí, sempre trabalhando para conseguir com certeza melhorar a vida das pessoas e melhorar a nossa área consequentemente. É isso, gente. Obrigada por tudo, pela companhia. pela parceria. Bom descanso e com certeza a gente vai ter outras oportunidades de estar junto. Так.