por um feminismo decolonial da francesa François verger é o nosso livro da vez do nosso projeto leituras feministas para 2024 vou deixando sempre os nossos cronogramas lá pelo Instagram @tr literária hoje a gente discute aí os pontos que para mim foram importantes dessa obra Lembrando que é sempre fundamental voltar pro livro a leitura a minha leitura ela é sempre a minha leitura a sua leitura ela vai ser obviamente uma outra leitura a partir de outros pontos a partir de outras perspectivas impressões gerais sobre o livro A parte um eu achei achei pelo menos numas boas
50 60 páginas muito repetitiva assim se meio que se voltando pras mesmas afirmações sem que essas afirmações tivessem um desdobramento E aí eu fiquei com medo confesso do livro ter toda a todo o mesmo tom e aí eu ter que discutir o livro que eu não gostei tanto porque considerando que que a discussão já estava programada teria que vir para cá de qualquer jeito mas enfim depois isso se resolve e tudo aquilo que talvez parecia meio repetitivo é que talvez ela queira ser mais didática do que para não alcançar somente um público muito teórico então
talvez ela quisesse justamente expandir um pouco e mastigar um pouco mais as informações para que elas chegassem também mais mais mastigadas para leitores que não tão habituadas com uma leitura de crítica feminista outro Tom que eu também fiquei pensando que também Primeiro me incomodou e que depois se resolveu É que aqui no Brasil a gente já lida nas últimas nos últimos anos nas últimas décadas com uma discussão muito mais aberta de feminismo e muito menos Colonial muito a gente já é muito menos dependente das teorias europeias do que a gente já foi só e aí
a a François Vergel ela vem falar muito sobre essa necessidade de se prender das francesas de se se desprender dessas teorias que são consideradas as grandes teorias e as teorias mais importantes e as mais bonitas e as mais maravilhosas e aí depois isso também me incomodou porque deu uma impressão assim mas a gente já faz isso e depois eu me liguei que ela é então talvez na França ela ainda se depare com esse discurso com muito mais frequência do que a gente que estuda por aqui e que já tá aqui reconhecidos no país terceiro mundista
e que já consegue perceber essas diferenças e já incorporar outras violências e outras assimetrias ao discurso feminista então esses incômodos que foram os meus primeiros depois eles foram se solucionando ainda bem então vamos lá destacar Pontos importantes de um feminismo decolonial na introdução a gente começa com uma abertura da Flávia Hills por um feminismo radical intitulada e ela já traz um ponto bastante importante do que vai ser o tom do livro da François verg que a ideia de que o feminismo ao que faz muito tempo que intelectuais racializadas isso a gente já vê aqui nos
diversos livros da Bell hooks e da Angela Davis que a gente já discutiu e de outras teóricas da lélia Gonzales então a gente já tem muita gente que a gente já discutiu por aqui que são pensadoras racializadas e que já discute a necessidade de transformar o feminismo numa discussão que englobe e que seja uma teoria radical contra o capitalismo contra o racismo e contra o sexismo o que a gente percebe é que durante muito tempo o feminismo ele meio que veio num tom de negociar com as com as estruturas de poder e hoje a gente
já consegue a partir da da amplitude do do que o feminismo ganha hoje a gente já consegue perceber que esse não é o caminho e que uma libertação Ela só vem a partir de uma transformação radical E aí ela faz a seguinte afirmação quando a gente se torna feminista a gente precisa problematizar o feminismo e isso é uma discussão que a gente tem que fazer sempre com a gente mesma com as pessoas com as quais a gente conversa sobre o feminismo em espaço de sala de aula se for o caso a gente tem que estar
sempre problematizando esse feminismo para entender Qual é o alcance para entender quem fala sobre o feminismo hoje para entender quem em qual perspectiva esse feminismo atua então a gente precisa problematizar esse feminismo de diversas perspectivas para entender se de fato ele tá se propondo como uma prática revolucionária como uma prática de Reconstruir a sociedade sem manter as mesmas bases de opressão porque se a gente mantém as mesmas bases de opressão a gente consegue certos direitos então a mulher consegue trabalhar dentro de uma sociedade patriarcal a mulher consegue se emancipar financeiramente dentro de uma sociedade patriarcal
dentro de uma sociedade patriarcal a mulher também consegue uma punição para um seu agressor mas isso de fato não faz com que essa sociedade seja feminista ou que ela tenha características feministas porque a base da sociedade ainda é patriarcal como é a nossa né a nossa sociedade ela ainda é patriarcal com uma série de direitos que as mulheres foram conquistando ao longo do tempo mas sem uma proposta ou sem uma conquista aliás propostas a gente até teve mas sem uma conquista de uma revolução de uma reconstrução da sociedade de fato sem as mesmas bases de
opressão isso precisaria servir pras outras coisas paraa questão de classe e também pra questão de raça a gente pode pensar hoje na questão das pessoas pessas negras a gente até consegue eh encontrar hoje pessoas negras ostos de Poder com alto grau de escolarização Mas isso não implica dizer que a gente teve uma redução do racismo ou que a gente teve eh uma ou que a gente tem uma ausência do racismo o que a gente vai tendo é uma transmutação dessas formas de manifestação de racismo uma explicação importante que a Flávia Rios faz em relação ao
termo racialização aqui a gente tá chamando no livro da François verger a gente tá chamando de pessoas espacializadas pessoas não brancas então aqui no Brasil especificamente a gente pode pensar em pessoas negras pessoas indígenas agora a gente pode pensar também em venezuelanos em pensar em haitianos que são pessoas que passam a compor de uma maneira significativa o modo como nosso país funciona e acaba por compor também de uma maneira importante um aspecto fundamental que a François verg levanta que é a questão do Trabalho em especial do trabalho invisível aqui pensar sobre trabalho invisível é o
CME do do trabalho dela porque quando a gente pensa em mulher e trabalho especificamente a partir de uma perspectiva feminista a imagem que se constrói meio que naturalmente na nossa cabeça até por uma questão de representação é sobre mulheres em Altos postos de trabalho de mulheres emancipadas financeiramente a partir do trabalho mas aqui a Françoa vergu ela tá chamando a nossa atenção para trabalhadoras e para trabalhadores invisíveis então a gente já desconstrói essa primeira imagem essa primeira noção Porque que a gente tá falando e tá pautando sobre outros tipos de trabalhadoras que são as majoritárias
a maior parte do trabalho invisível ele é feito por pessoas facialized a edição brasileira no qual François verger vai falar um pouquinho sobre o livro de maneira geral e nesse livro prefácio ele é muito bem escrito ele já resume boa parte dos pontos que a gente vai encontrar no livro e fala de uma maneira também muito incisiva ela cita que o objetivo dela é pensar justamente nesse aspecto do do trabalho de cuidado de limpeza que é um trabalho que ele é indispensável pro funcionamento do patriarcado e pro funcionamento do capitalismo então o trabalho de limpeza
esse trabalho que as mulheres socializadas que as pessoas socializadas precisam fazer sempre de maneira meio que invisível ele é justamente esse trabalho que ele é indispensável pra manutenção do capitalismo ele é indispensável para manutenção do patriarcado ele também dispensável pra manutenção do pra manutenção do racismo um ponto que ela levanta em relação as formas de divisão que a gente sempre vai meio que encontrar nos discursos europeus sobre o feminismo que é a questão do do do eu e do outro ela vai dizer que o feminismo europeu ou que ela também chama de feminismo Branco ele
é justamente esse feminismo que ele busca operar que ele busca atuar e ele busca conseguir legitimidade e direitos para mulheres mas não para todas as mulheres porque esse feminismo ele não questiona Qual que é o espaço Qual que é o lugar dessas trabalhadoras racializadas numa sociedade que precisa do trabalho dessas mulheres da do trabalho de limpeza e de cuidado dessas mulheres para poder manter as suas estruturas ela vai chamar esse feminismo de feminismo civilizatório que é um feminismo que ele busca existir e ele busca conquistar certos direitos mas ele não busca questionar e principalmente não
busca derrubar as estruturas que a gente tem em ele também acaba que é o feminismo que tem mais alcance é também o feminismo que vende é o feminismo que alcança espaços em program de televisão por exemplo mas esse feminismo combativo ele nunca vai alcançar porque para esse feminismo estar nesses espaços ele precisa est questionando a legitimidade desses próprios espaços que dependem das mulheres nos espaços de limpeza nos serviços de cuidado e ela vai dar se olar especificamente a partir da pandemia ela vai dizer que quando a gente tem a chegada da pandemia a gente vai
ter essa cultura de maneira muito clara porque a gente vai ter uma exata divisão de quais trabalhos vão ter permissão vamos dizer assim ou qual trabalho vai poder ser desenvolvido de uma maneira que continue protegendo as pessoas que o desempenham Então as pessoas que vão trabalhar em Home Office ou as pessoas que vão ter o direito de ficar em casa não são as pessoas que precisam executar o trabalho da limpeza e do cuidado porque essas pessoas precisam continuar se expondo e na fase da pandemia que essas pessoas não podem de fato naquela fase aguda da
pandemia que essas pessoas não podem trabalhar não estão podendo trabalhar não se pensa Também nenhuma política de como que essas pessoas continuam existindo como que essas pessoas continuam comendo como que essas pessoas continuam fazendo para se sustentar ela vai criticar então Exatamente Essa divisão porque essa divisão ela é exatamente o ponto em que todas as nossas desigualdades se sustentam e se sustentam muitas vezes por trás de discursos que pareçam extremamente libertários mas que na verdade não querem colocar em Pauta os direitos das pessoas que de fato são oprimidas dentro dentro desse sistema tem um ponto
aqui que ela levanta que eu acho muito muito bonito que ela vai fazer essa distinção de Corpos então ela vai dizer que a pessoa que mora de repente numa boa casa e que tem um trabalho bom ela também precisa acordar muito cedo porque ela precisa ter um corpo flexível precisa ter um corpo saudável e esse corpo flexível e esse corpo saudável para ela conseguir alcançar antes de trabalhar e antes de fazer suas coisas e de ter sua comida com as suas porções nutricionais equilibradas ela precisa de uma pessoa que vai cansar o seu corpo e
que vai levar o seu corpo a exaustão para que essa pessoa precisa fazer isso parece meio radical e é exatamente até porque a teoria que ela propõe é uma teoria radical mas parece meio radical a gente pensar nessa divisão e pensar inclusive nessa busca pela própria saúde como um direito que nem todo mundo vai ter para você poder fazer uma academia para você poder ter suas porções nutricionais equilibradas você precisa ter tempo você precisa ter alguém que faça boa parte do seu serviço para você e a pessoa se ela pode pagar ela delega especialmente o
serviço doméstico para uma outra pessoa que vai est ali para executar essa função voltando na questão do que ela chama de feminismo civilizatório ou feminismo branco o que ela chama de feminismo branco aqui não é necessariamente o feminismo que seja seguido por pessoas brancas então é important a gente fazer essa distinção porque não é uma discussão sobre indivíduo não é sobre sujeito que estuda ou que lê ou tem ou que participa de movimentos ou de ações relacionadas ao feminismo o que ela tá chamando de feminismo branco aqui É exatamente esse feminismo europeu que propõe uma
tendência uma o que dá um mar de superioridade em relação a essa própria discussão e toda e tudo aquilo que não é europeu vai ser considerado como como grupos Não civilizados por isso que ela chama também de feminismo civilizatório o o exemplo que ela dá o seguinte quando ela fala das mulheres francesas das mulheres francesas discutindo o feminismo ela vai falar que é muito comum aver no discurso dessas mulheres uma uma distinção entre eu e o outro então é como se essa mulher francesa olhasse para outras mulheres e considerasse o que essas mulheres sofrem como
um grande absurdo o discurso muitas vezes que a gente ouve sobre as mulheres muçulmanas sobre a questão do Véu hoje a gente já tem um discurso mais elaborado sobre isso mas quando a gente pensa H alguns anos atrás era muito comum que se olhasse para essas mulheres com experiências culturais religiosas geográficas diferentes e olhasse para essas mulheres como se aquilo fosse um grande absurdo mas o machismo e a misoginia que a gente sofre no nosso país ou no caso os franceses sofrem na França fosse uma coisa civilizada também não fosse tão violenta não fosse tão
brutal não fosse tão agressiva e o que a François verger vai levantar é o patriarcado ele se manifesta de formas muito diferentes nos espaços dos países nas culturas então a gente olhar pra gente como se a gente sofresse menos machismo ou como se a gente sofresse menos misoginia ou menos violência e pra outra como se a outra sofresse mais é justamente o que o que o feminismo civilizatório deseja porque é como se a partir do momento que aquela mulher de repente deixa de usar o Vel ela tivesse mais liberta ou ela tivesse mais próxima de
nós e por isso ela fosse mais feminista ou ela fosse mais independente ou ela fosse mais livre agora que ela se parece mais com a gente ela cita depois uma série de exemplos sobre trabalhadoras e sobre lutas de trabalhadoras que acabam não sendo muito noticiadas em comparação com ações de mulheres ou com movimento com movimento de mulheres que são muito menos relevantes do que o movimento dessas trabalhadoras mas que acabam ganhando um espaço na mídia muito maior ela diz exatamente que isso que ela chama de feminismo civilizatório Pode às vezes se preocupar com pautas e
com assuntos muito pequenos e muito insignificantes que justamente só são possíveis de ser pensados porque se anula a necessidade de pensar numa transformação efetiva da sociedade se a gente olha para agora como o feminismo funciona e se a gente pensa em quem necessariamente precisaria ser protegido precisaria se necessariamente ser olhado para essas mulheres de uma maneira muito atenta para entender os espaços de trabalho a forma como Essas mulheres são são tratadas dentro desses espaços as formas de violências as quais Essas mulheres são submetidas desses espaços e estratégias para que isso acabe eh conseguindo uma transformação
de fato social mas ela faz duas afirmações sobre isso primeira afirmação é que é como se as mulheres por serem vítimas da dominação masculina elas pudessem às vezes se abster Na necessidade de pensar em outras formas de dominação que às vezes privilegiam essas próprias mulheres isso ela vai citar outros exemplos inclusive históricos relacionando a questão do período escravagista ela vai dizer então necessariamente que pra gente pensar num feminismo que seja de fato transformador a gente não pode entender que pelo fato de que as mulheres sofrem opressão ela não necessariamente precisa pensar sobre outras formas outras
formas de opressão como se isso fosse problemas de outras pessoas e a segunda afirmação que ela faz sobre isso é o capitalismo quando ele quer esmagar um movimento ele esmaga então às vezes quando a gente olha pra dificuldade de alcance do feminismo em determinados espaços também é importante a gente pensar sobre isso quando o capitalismo ele quer esmagar um determinado movimento ele esmaga ou ele faz com que esse movimento se modifique é quando a gente ver por exemplo feminismo em programas de televisão mas não necessariamente alcançando determinados espaços eh muito mais significativos do que falar
ali para um grupo que seja já extremamente privilegiado até porque quando a gente olha a composição desses programas as mulheres que estão falando nesses programas são necessariamente mulheres também privilegiadas e que já T aí o espaço muito significativo dentro das estruturas de poder é que eu falei lá atrás jamais existiria dentro de um programa de televisão um feminismo que ele fosse de Fato muito combativo que fosse apontar de fato pra necessidade de se pensar sobre as trabalhadoras que fazem esse trabalho que ela tá falando aqui sobre esse trabalho invisível sobre esse trabalho do Cuidado sobre
esse trabalho que faz com que ela vai se expor a determinados riscos riscos de saúde a formas de violência que ela vai precisar deixar os seus filhos em casa casa para cuidar dos filhos de outra pessoa então esse tema ele acaba não entrando na televisão justamente porque ele ataca a própria estrutura pela qual a televisão funciona sobre aquela diferença que eu falei lá atrás sobre o nós e o outro sobre eu achar que o meu jeito funciona melhor sobre os europeus acharem que o jeito que eles produzem as coisas é melhor é mais civilizado ela
também vai citar isso em relação às práticas do conhecimento então ela vai falar que é muito comum é muito presente no num discurso ocidentalizado no discurso de países dominantes essa essa tendência a inferiorizar o que vem dos outros ela vai dizer inclusive que o mundo europeu nunca conseguiu ser hegemônico mas ele se apropriou sem hesitar e sem se envergonhar de saberes estéticas técnicas e filosofias de povos que ele subjulgar e cuja civilização ele negava então é justamente isso o é muito uma prática do uma prática europeia foi uma prática europeia na história roubar saberes roubar
conhecimentos e depois inferiorizar Esses povos interiorizar parte desse conhecimento que não servia para eles a se apropriar desses conhecimentos pegar o pegar o nome e justamente nesse sentido de eh o que eu faço ou o que eu produzo ele é muito mais inteligível ele é muito mais civilizado do que você uma nação que tá aí e que sabe se Deus como se desenvolveu produziu e que eu vou roubar e você fique com o que sobrar depois ela vai falar sobre a questão carcerária essa é uma discussão que a Angela Davis faz largamente e ela vai
falar sobre an idade da gente pensar como se forma uma população carcerária quando a gente pensa no feminismo é muito comum que a gente pense que às vezes a solução sejam penas mais rigorosas que favoreçam mais as mulheres e que favoreçam mais as vítimas e criticar muitas vezes quando o sistema penal que é falho em Essência que não tem como não ser falo e criticar quando esse sistema penal acaba deixando deixando um abusador em liberdade quando a gente pensa sobre isso a gente pensa necessariamente que a sociedade produz o suj violento e o feminismo ele
também precisa questionar isso como a gente pode reduzir a produção de pessoas violentas quando a gente pensa na violência sexual por exemplo é muito comum que uma solução muito imediata e mágica que apareça na nossa cabeça seja a castração química a gente sabe que essa não é nem de longe uma alternativa muito eficaz mas isso vem como uma resposta imediata a partir do momento que o sujeito violento ele já violentou a partir do momento que o sujeito violento ele já cometeu o crime mas a gente a partir do momento que a gente consegue pensar no
feminismo de fato transformador a gente consegue pensar em como talvez a gente consiga contribuir pra produção de sujeitos que sejam menos violentos depois mais adiante então ela vai entrar para explicar o que ela chama de feminismo decolonial ela faz a diferença com a questão do feminismo interseccional e ela vai dizer que o feminismo decolonial ele não busca elencar diferenças ou estruturar diferenças então a as opressões que mulheres sofrem ou ve expressões que pessoas negras sofrem ou opressão que pessoas eh racializadas ou a violência que pessoas de classes mais baixas sofrem o que ela vai dizer
que uma análise de uma situação de violência ela precisa ser sempre multidimensional para entender Quais são os fatores todos os fatores que podem levar aquela violência acontecer ela cita anteriormente o exemplo de diversas mulheres racializadas trabalhadoras na França que conseguiram vencer uma ação contra uma empresa muito grande se a gente olha do problema de Fora a gente pode pensar que a empresa essa grande vilã que precisa dessa punição e de fato no caso é mas a gente também consegue entender o problema de uma perspectiva maior entender que o estado legitima a existência dessas empresas é
o estado que de certo modo vai permitindo com que essas empresas vão explorando e e às vezes muitas vezes desobedecendo as próprias leis desse estado para poder manter a estrutura desse estado funcionando quando a gente vai olhar quando a gente olha pro problema de uma maneira Ampla ou a partir de todas as perspectivas possíveis de uma maneira multidimensional a gente consegue estruturar de que forma até do que que precisou acontecer para aquele problema culminar naquele momento e para ser tão difícil para um grupo muito significativo de trabalhadoras conseguir acesso a direitos básicos e a princípios
básicos de segurança depois ela vai fazer uma diferenciação conceitual que é o que sustenta que parte da discussão que ela tá fazendo que é a diferença entre colonialista e colonialismo quando ela pensa na analização ela tá citando especificamente aquele período em que legalmente por meio de leis por meio de decretos por meio de um estado que omitiu aquela colonização aconteceu então esse período aqui no Brasil foi o período em que que o período escravocrata inicia Esse é o ano em que o período escravocrata termina então aqui a gente tem um processo de colonização agora quando
a gente pensa no colonialismo a gente pensa num processo que tem seus frutos até hoje o modo Como o racismo existe no Brasil ele ainda existe porque a gente teve uma estrutura Colonial que permitiu que o racismo fosse fundado e fosse moldado dessa maneira assim como o patriarcado o racismo ele também vai se manifestar de maneiras diferentes dependendo do país dependendo da cultura dependendo do contexto Mas se a gente tem um país no qual existiu colonização a gente vai ter racismo e esse racismo ele vai existir justamente por causa do processo de colonialismo então a
gente ainda tem aqui no Brasil mulheres socializadas que vão executar esse trabalho de limpeza esse trabalho de cuidado esse trabalho com sua vida em risco e coloca a vida dos seus em risco e aí ela cita um exemplo muito bom que é essas mulheres racializadas quando saem das suas casas e que elas têm meio que uma permissão para entrar nas outras casas ou para entrar nesse nem nas casas mas nessa parte da cidade que geralmente as pessoas racializadas não podem entrar elas vão sozinhas mas elas não podem levar os seus porque se elas levam os
seus essa outra pessoa que entra ela já entra numa condição na qual ela não tá sendo muito bem recebida ela vai ser a pessoa que vai sofrer com racismo implícito ou explícito dependendo do lugar em que ela esteja a gente pode pensar desde manifestações mais cotidianas como ser seguido no supermercado Ou a gente pode pensar em situações mais evidentes quando a gente tem uma situação de violência de fato contra uma pessoa negra porque ela tá no lugar em que não era para ela estar Mas de repente uma pessoa racializada que tá ali para limpar que
tá ali para cuidar que tá ali para fazer o trabalho sujo ela pode estar ali naquele espaço dependendo do horário porque ela foi autorizada a estar naquela parte da cidade mas adiante para finalizar já essa parte um ela entra numa distinção do que foi o feminismo historicamente ela faz uma distinção muito clara entre a década de 70 e uma década de 80 e a gente já leu outros textos aqui que apontaram também para essa mesma questão a questão de que o feminismo ele foi se moldando ao longo do tempo justamente para ser menos menos mal
recebido a questão lexical mesmo palavr que se usavam eh em relação a feministas na década de 70 fizeram com que os estudos feministas tivessem uma perspectiva muito pejorativa né Então as as coisas que se diziam sobre feministas eram muito pejorativo e por ser muito pejorativo Então as coisas que se diziam sobre feministas eram coisas muito pejorativas por ser coisas muito pejorativas o que se fez foi um serviço de limpeza que fez com que várias palavras ou vários termos dessas mulheres foram meio que desaparecendo do estudo então quando a gente tem eh de repente a gente
para de usar o termo feminismo e começa a usar o termo estudo sobre mulher a gente já tem uma mudança lexical importante e que marca o fato da pessoa não querer usar o termo feminismo Mas a partir do momento que ela usa estudo sobre mulher ela já usa uma palavra uma um conceito aí que já não vai ser mais tão mal visto e que não vai fazer com que essa mulher seja acusada e de impropérios e vai ser chamada de coisas absurdas se você tá chegando por aqui agora essa discussão faz parte do nosso projeto
leituras feministas para 2024 então todo mês a gente tá lendo aqui um livro de teoria feminista de crítica feminista e dessa vez a gente fala sobre um feminismo decolonial bem no primeiro no primeiro vídeo sobre essa discussão eu falei um pouquinho sobre um certo incômodo com a repetição de algumas informações e aí que depois isso foi se diluindo porque eu fiquei pensando que talvez ela tivesse justamente tentando alcançar um público mais amplo e essa e essa inquietude essa questão ela se dissolve na parte dois porque a parte dois é muito mais densa ela vai trazendo
muito mais informações seguidas vamos dizer assim e vai aprofundando então uma discussão que ela tinha feita na parte feito na parte um acabou que eu achei estrutura ótima porque a parte um ficou mais introdutória ficou mais Ampla e a parte dois ficou mais específica Dá para ver que ela veraliz a discussão de uma maneira aí muito boa e que ficou muito claro pra gente o que eu gosto também dessa parte dois é que ela traz muitos exemplos práticos Ela começa falando sobre essa questão do trabalho Ela começa falando sobre uma questão da condição das mulheres
no século XXX sobre as questões das diferentes Vertentes do feminismo e como esses essas Vertentes acabam entrando e desencontro por uma série de razões e aqui na parte dois essas discussões elas vão ficando muito mais específicas justamente porque ela vai trazendo muitos exemplos para esclarecer o que ela tá falando hoje a gente fala um pouquinho então sobre o que ela tá chamando de feminismo civilizatório que ela já começou na parte bem de um modo muito sucinto pra gente debulhar isso depois pra gente destrinchar isso depois a gente pode chamar de feminismo civilizatório uma espécie de
feminismo que negocia com as forças de poder é como se a gente pudesse dizer há um certo grupo feminista ou há uma certa vertente dentro do pensamento feminista pra qual é muito confortável negociar com os grupos de poder e conseguir acesso a certas conquistas que privileg de esse Grupo só que quando a gente fala de feminismo a gente fala de transformação a gente fala de revolução nem n não não nem sempre ou na menor parte das vezes a gente fala sobre negociar com o estado sobre negociar com grupos de poder a gente já discutiu um
outro livro que fala alguma coisa sobre isso aqui no canal que é esse aqui da judit butler a reivindicação de antígona que é o livro no qual ela vai falar entre diversas outras coisas que hoje ela percebe que feminismo ele tá muito mais tentando conquistar H um espaço dentro do Estado por meio de leis por meio da Conquista de direitos por meio de uma negociação com o grupo de poder mesmo do que ser uma força combativa e revolucionária é claro que ter leis que privilegiem as mulheres ou que que deem certos direitos para as mulheres
na verdade é muito importante eh conseguir certos espaços por maneira Por meios legais também é muito importante mas o feminismo ele não pode se reduzir só a isso porque a gente sabe que esses direitos que a gente vai conseguindo por meio da manutenção de uma estrutura que continua a mesma esses direitos a gente pode perder a qualquer momento a gente pode falar de lugares em que o aborto ele era legalizado e depois passou a ser passou a ser proibido a gente pode pensar em lugares como o Irã qual as mulheres podiam aar sem o véu
e depois por causa de um movimento político passaram a ter que andar com o véu então quando a gente fala dessa ideia de o feminismo ele não serve somente para fazer essa negociação com grupos de poder a gente tá falando entre outras coisas disso também a franois verger vai falar disso e de várias outras coisas ou disso sobre diferentes perspectivas e a gente vai falando um pouquinho sobre tudo isso um assunto que vai ser o mais recorrente dessa parte dois vai ser a questão das mulheres muçulmanas e do uso do velo islâmico na França ela
foi trazendo vários dados e dá para perceber que na França tem um grupo islâmico muito grande muito significativo e uma parte desse grupo usa o Vel só que a França pelo que ela foi mostrando por diversas notícias que ela foi trazendo dentro de um recorde temporal muito grande a França ela tem um problema específico com essa questão do vé e ela foi trazendo um recorde temporal muito longo com diversas notícias de jornal com diversas pesquisas feitas em relação ao quanto que a França implica com essa questão das mulheres muçulmanas estarem usando velo dentro da França
e uma maneira que a França encontrou para poder repudiar o uso do vé E aí a gente fala de grupos feministas que conseguem negociar com grupo poder foi por meio dos discursos feministas porque fica muito fácil eh convencer o mundo a concordarem com as proibições da França em relação o uso do vé porque boa parte dessa desse enfrentamento vai ser por meio de um discurso de que isso é machismo ou isso é a força do patriarcado ou isso é a violência do patriarcado isso não tem a ver com religião ou essa religião ela é uma
religião muito patriarcal que as mulheres islâmicas precisam ser libertadas dessa opressão E aí a franç a verg vai fazer uma crítica muito Certeira em relação ao fato de que essas mulheres francesas elas olham PR as mulheres islâmicas entendem que o que aquelas mulheres sofrem é patriarcado que o que aquelas mulheres sofrem é a questão do machismo e da misoginia só que essas mesmas mulheres não conseguem olhar pro seu estado pro seu país pra sua estrutura e perceber que também há uma estrutura de violência também tem machismo também tem patriarcado também tem misoginia então a ideia
de feminismo civilizatório é justamente partindo da ideia de que eu vou olhar para aquele povo que tá ali vivendo numa condição de opressão e eu da minha bondade e da minha civilidade da minha superioridade eu vou contribuir para que essas mulheres se libertem para que essas mulheres consigam se livrar dessa força extremamente opressora que é o vé E aí ela foi trazendo muitas notícias e eu mesma depois fui olhar diversas notícias de jornais das que ela colocou aqui como referência e de outr e dá para ver assim que é uma questão muito muito particular muito
peculiar da França de implicar com a questão do velo islâmico e de associar isso com uma questão de não civilização de associar isso com uma questão de machismo uma questão de patriarcado e É muito problemático isso porque é justamente a ideia de que para você estar aqui você precisa respeitar as nossas leis mesmo que essa mesmo que essas leis de alguma maneira acabe confrontando a sua religião as suas crenças os seus valores e o que para você é importante em termos de comportamento em termos de roupa então é uma violência muito grande ela vai trazer
diversas notícias de meninas que eram proibidas de frequentar cursos de mulheres que eram proibidas de estar nas ruas a gente vai perceber que a repetição disso na França é muito violento e sempre aí sobre essa questão do a gente tá ajudando elas a se libertarem a gente tá ajudando elas a estarem num lugar mais civilizado para estar aqui elas precisam se comportar como mulheres civilizadas isso é bastante problemático como a François verger vai apontar essa perseguição ou essa busca ou essa divisão entre nós francesas feministas e civilizadas contra outras mulheres que não são civilizadas ou
que vivem aí oprimidas patriarcado não vão se dirigir somente às mulheres islâmicas mas vão vão se dirigir a tudo que ela tá chamando aqui de mulheres do Sul ou de feminismo do Sul ela vai dizer o seguinte as feministas europeias se veem não apenas como a Vanguarda do movimento pelos direitos das mulheres Mas também como aquelas que garantem que eles existam elas se apresentam como a última linha de frente a conter um ataque que viria do Sul e ameaçaria todas as mulheres quando a gente pensa nas mudanças que o feminismo vai tendo nos últimos anos
especialmente com crescimento de feminismos que vão ser produzidos em países terceiro mundistas em países do sul em países que não são países que estão na Europa a gente vai perceber que há um incômodo de fato como a franois verg vai apontar há um incômodo de fato com essa produção de conhecimento com essa produção de pensamento que não venham aí desse lugar no qual onde tudo nasceu ou que considera que tudo isso nasceu e o que vai ter é uma alinhamento dessas Vertentes feministas desse pensamento feminista que ela chama de feminismo civilizatório com um ajuste aí
que vai atender prontamente a interesses capitalistas que vemm desses chamados países desenvolvidos quando a gente vai ter um pensamento que vai emergir por exemplo de um lugar extremamente religioso mesmo o pensamento feminista ele vai ele vai est arraigado desse pensamento religioso ele vai est arraigado das crenças que são produzidas dentro desses espaços quando a gente pensa aqui no Brasil por exemplo que é um país mesmo que seja Laico é um país extremamente religioso quando a gente pensa numa produção do conhecimento numa produção do pensamento a gente vai precisar associar E dialogar Também com esse pensamento
que seja profundamente religioso não tem Como desvincular disso de uma maneira muito radical senão a gente vai ter só um grupo de mulheres muito pequenas participando disso E é isso que a francesas vão criticar de modo muito incisivo quando ela olham para práticas que vão ser diferente das delas né com com a produção de um pensamento que seja feito de maneira diferente da qual elas façam elas vão olhar como uma coisa muito primária com um pensamento que não pode ser levado a sério ou como um pensamento que precisa ser combatido Porque elas precisam Olha só
ajudar a salvar essas mulheres que estão aí profundamente oprimidas não vou ficar falando muito mas ela vai trazer vários exemplos desde lá 1989 dos primeiros movimentos Nos quais ela vai perceber essa contradição mas ela vai trazendo vários exemplos e vários eventos e acontecimentos que vão mostrar o quanto que isso é problemático dentro da França Mas tem uma crítica em especial que ela vai fazer e que ela faz inclusive ao modo como o pensamento feminista eh é produzido vai fazer uma crítica inclusive ao livro da Tima Amanda sejamos todos feministas que ela vai dizer que há
uma é preciso fazer uma crítica contra um discurso de bem-estar eh justiça e bem-estar social um discurso de a gente precisa se unir ou um discurso de a gente precisa eh produzir um pensamento que abrace todo mundo ou a gente precisa lidar com as diferenças e acolher essas diferenças e trazer essas diferenças mais para perto porque esses países justamente porque os países desenvolvidos a França inclusive diversos países europeus contribuem diretamente pro pra situação econômica dos países do terceiro mundo continuar Como estão a gente fala aí da França de um país que contribuiu paraa exploração de
diversos países durante muito tempo e que continua então quando a gente pensa nesses países desenvolvidos chamando para uma questão de a é preciso a gente se unir ou é preciso a gente fazer uma coisa junto ou é preciso celebrar a união dentre os povos ela vai chamar isso de globalização feliz justamente porque nesse momento esses países Vão esquecer que contribuem que contribuíram durante muito tempo e que continuam contribuindo pra opressão e pra exploração de diversos países então quando a gente pensa nessa nesse modo de produção econômica e a gente olha aqui pro Brasil por exemplo
que é um país que foi explorado durante muito tempo por diversas razões e por diversos movimentos históricos a situação que a gente encontra hoje que nos oferece um país extremamente desigual em termos de classe em termos de raça em termos da questão sexista a gente entende que essas diferenças foram produzidas entre outras coisas diretamente pela exploração de países desenvolvidos pela exploração inclusive de países europeus então quando a gente percebe esses países agora chamando todo mundo para Celebrar junto as diferenças ela vai chamar isso de globalização feliz porque ela vai dizer é muito fácil você olhar
a partir da crença de que você é um país extremamente civilizado extremamente desenvolvido intelectualmente olhar para esses países do terceiro mundo e dizer que eles precisam meio que ser salvos sendo que foram esses países que exploraram os países do terceiro mundo aí durante boa parte da sua existência como ela vai falar isso só é possível porque ela vai defender que as mulheres europeias as feministas europeias despolitizar o movimento feminista então quando se [Música] despolitização a partir do momento feminismo ele é evocado somente a partir da necessidade de liberdade individual então quando a gente olha pra
questão das francesas com as mulheres muçulmanas e elas vão falar que é necessário que as mulheres muçulmanas tirem o véu Porque isso é uma questão de liberdade individual se apaga toda uma questão Religiosa e cultural de direito daquela pessoa e que também precisa ser respeitado como uma questão de liberdade individual ela vai dizer que isso é fruto do feminismo Liberal justamente desse feminismo consegue negociar com os grupos gr de poder consegue negociar com o Estado então consegue fazer por causa de um movimento vinculado ao estado que as mulheres tirem o Vel paraar cursos para frequentar
espaços públicos para conseguir trabalhar então quando as feministas conseguem isso pelo Estado ela chama isso de feminismo Liberal outro termo que ela vai trazer eu vou ler aqui para eu não errar é o termo femon nacionalismo ela vai chamar de femon nacionalismo essa possibilidade de explorar o uso de temas feministas para atender a uma necessidade do estado para atender a uma necessidade de um grupo de poder para atender a uma necessidade neoliberal e que vai acabar contribuindo para estigmatizar um outro grupo de uma maneira muito violenta então aqui como ela tá falando da questão do
islamismo Por meio dessa discussão de que o vé ele é extremamente opressivo ele é extremamente misógino extremamente patriarcal o que a gente vai ter vai ser uma estigmatização dos homens muçulmanos tentando trazer esse tema aqui pro Brasil a gente consegue perceber isso muito claramente com homens indígenas com homens negros como que a gente tem toda uma estrutura que vai direcionar eh homens negros e homens indígenas pros lugares de de maior pobreza para classes sociais mais baixas e como a gente tem uma repetição de violência maior nas classes mais baixas necessariamente por causa de toda uma
estrutura extremamente racista a gente vai perceber uma predominância de violência dentro desses espaços então homens negros vão com mais violência mulheres negras vão sofrer mais violência mulheres indígenas vão sofrer mais violência e homens indígenas vão cometer mais violência do que homens e mulheres que estejam lá na classe A na classe B isso por conta de toda uma estrutura classista e racista só que aqui a gente vai a fazer com que haja Exatamente esse processo homens negros e homens indígenas vão ser vistos como naturalmente violentos homens negros e homens indígenas vão ser vistos naturalmente como agressores
por boa parte da sociedade e mesmo às vezes por parte de uma classe que se Considere pensadora isso é o que ela tá chamando de femon nacionalismo a gente usa o discurso feminista para poder eh vender coisa para vender produto a gente usa o feminismo para para conseguir determinados direitos PR as mulheres que conseguem lutar por seus direitos que geralmente vão ser mulheres com mais grana ou Mulheres Mais esclarecidas que tenha mais acesso ao estudo por exemplo a gente vai ter uma estigmatização desses homens que vão ser vistos aí como naturalmente violentos uma outra coisa
que ela citou e que eu achei muito interessante é a questão de como as figuras feministas elas também são transformadas ao longo da história então mulheres que às vezes eram militantes extremamente combativas extremamente radicais na história elas são pintadas com outra imagem tanto descritas por meio de um comportamento mais ponderado de um comportamento discreto quanto a sua própria imagem muitas vezes ela é adequada eu tenho imagem da Frida k aqui a Frida k é uma que sofre muito com isso isso que passou muito por isso ao longo da história ela vai citar o exemplo da
Rosa Parks ela vai citar o exemplo da coreta Scott King que é esposa do do Martin Luther King e essas mulheres elas são pintadas elas são desenhadas como mulheres que estavam aí lutando que estavam aí fazendo o seu trabalho mas de uma maneira muito diferente que elas faziam quando elas estavam em atividade justamente por para atender a um discurso aí que permita com que esse feminismo entre nos espaços de mídia e para que essas mulheres sejam consideradas figuras dignas de continuarem na história elas precisam aí de toda uma adequação da sua imagem porque imagina só
ela não pode ser aquela feminista extremamente combativa violenta agressiva que ela era quando elaa tava viva então na história ela vai ser pintada como uma mulher mais ponderada mais adequada menos combativa justamente porque é assim que uma feminista deve se comportar como uma mulher deve se comportar mais adiante num subcapítulo chamado o desgaste dos corpos ela vai trazer é uma discussão que vai se afastar um pouquinho dessa discussão que ela fez até agora no capítulo dois mas é uma discussão que retoma uma questão que ela tinha levantado no no capítulo um na parte um que
é a questão da exploração dos corpos ela vai fazer uma discussão longa sobre isso e uma discussão bastante interessante e necessária justamente porque ela vai chamar atenção Para pontos que geralmente as pessoas não dão muito atenção que é a questão do descanso a questão do Cuidado com o corpo é questão de ter tempo livre de Tero para lazer então ela vai fazer muito essa discussão no sentido de que o corpo que tem direito ao descanso tem direito ao autocuidado que tem direito a uma nutrição adequada é necessariamente o corpo da pessoa tem condição de pagar
por isso tudo isso precisa de grana para para se pagar e tudo isso ten um valor relativamente alto todo mundo que tem tempo para lazer Olha só ter tempo para lazer ter tempo para descansar ter tempo para cuidar do próprio corpo para fazer uma academia para fazer alguma atividade ter tempo para se alimentar direito tudo isso são questões básicas que são negadas pessoas com menos condição financeira e especialmente aqui ela vai tratar as pessoas com menos condição financeira são as pessoas racializadas então a pessoa que precisa trabalhar numa casa de família que seja do outro
lado da cidade numa grande metrópole ela precisa usar boa parte do seu dia para poder fazer esse processo dir viir nesse processo ela vai perdendo tempo da sua vida e tempo que vai reduzindo a sua qualidade de vida e necessariamente vai reduzindo a sua expectativa de vida então quando a gente pensa n isso quando ela vai tratando disso ela vai trazer vários exemplos e vai falar bastante sobre isso no sentido de que é preciso que a gente naturalize a luta desses direitos também para pessoas com menos condição financeira quando a gente pensa na luta das
trabalhadoras na luta dos trabalhadores a gente precisa pensar que esse é um ponto que precisa estar em debate não é um não é uma não é uma bobeira ou não é uma questão queena uma questão menor ter direito ao cuidado com o próprio corpo ter direito a cuidado doos próprios os filhos ter direito a ter uma vida digna porque ter uma vida digna também perpassa pelo direito ao lazer pelo direito ao descanso pelo direito ao autoc Cuidado para finalizar o último subcapítulo intitulado por uma reconexão com a potência de imaginação deismo é um texto bastante
esperançoso e que permite a gente pensar sobre a possibilidade da construção de um futuro diferente e ela vai falar sobre a possibilidade de fazer isso a partir de uma reconstrução da nossa história então quando ela fala do Resgate de figuras feministas que foram importantes de mulheres que estiveram lutando por outras mulheres mesmo mulheres que não se declaravam feministas porque não tem a ver com a questão do título ou com a questão da autoclassificação mesmo essas mulheres que não se declaravam feministas mas que tiveram uma ação importante na história é fundamental a gente voltar e falar
sobre isso justamente porque quando a gente justamente porque quando a gente percebe que as mulheres TM uma história justamente porque quando as mulheres percebem que tem um história a gente pode pensar na construção de um novo então ela vai dizer que esse é um trabalho de arqueologia bastante Moroso e bastante difícil de se fazer mas que é extremamente necessário para que a gente consiga coletivamente pensar na construção de um futuro diferente e a construção de um futuro diferente necessariamente implica na valorização de um conhecimento e na valorização de um saber produzido fora de países que
T uma história de dominação e de exploração Então a partir do momento que a gente tiver tanto um volume enquanto uma constância na produção do conhecimento e na produção de ações de mulheres que venham de países explorados a gente consegue modificar isso porque necessariamente essa produção do conhecimento ela vem de uma forma muito desvinculada a necessidade de perpetuação das relações de poder como ela vai mostrar as feministas europeias querem direitos para si mas querem que as estruturas de exploração continuem em outros Campos Mas a partir do momento que a gente consegue produzir um conhecimento ento
que seja desvinculado cada vez mais desvinculado desse conhecimento a gente consegue mudar um pouquinho o jogo e colocar aí as mulheres do Sul num espaço de produção e num espaço de conhecimento que consiga permitir que essas mulheres olhem para si e olhem para sua própria história de uma maneira um pouco mais transformadora gente é isso espero que vocês tenham gostado a gente finaliza aqui eu já deixo o convite paraa nossa próxima discussão que vai ser a tecnologia de gênero da Teresa de laures até mais