Pessoal, vamos fazer um trabalho hoje aqui tirar mais perto de controle dos 100 kg e algumas oportunidades de ataque aqui. Mas antes de gente entrar provavelmente dito na explicação dos ataques, vamos entender uma coisa aqui. Domínio mais comum que tem é é abraçar a cabeça e grimar o braço do outro lado, né?
Então aqui me dá uma sensação de que minha posição tá firme, eu tenho uma pressãozinha, né, para controlar o queixo do meu adversário e é uma posição realmente muito confortável, porém ela me limita, né? que eu tô usando meus dois braços para controlar ele. Então eu tenho uma quantidade de ataques, de possibilidade de ataque menor.
É um bom controle, mas não é para ficar a vida inteira ali. Que que vai ser a reação mais provável do Caio aqui para começar a querer sair da da do controle? Ele vai ter que usar uma barrigada para cima de mim.
Esse é o movimento dele sempre, né? Um movimento um pouco mais evoluído seria se ele começasse a deslocar minha cabeça também, né? Então ele faz a barrigada e desloca minha cabeça.
Aí eu realmente começo a perder o controle. Se ele fugiu o quadril agora, não tem como controlá-lo. A chance dele me botar na guarda é enorme.
Então, por mais que eu fique agarrado no cara, se ele fizer a ponte corretamente, ele vai criar um espaço e se eu continuar agarrado, ele vai sair. Então, quando eu entendo isso e vejo que o Caio fez tecnicamente uma posição correta, ou seja, ele tirou a mão para me dar a barrigada deslocando na minha cabeça, não adianta vai lá, não adianta eu querer segurar o caio agora, porque ele vai mexer, ó, e o espaço que ele criar vai ser suficiente para ele repor. O que que eu preciso fazer?
Ele não tá levando a minha cabeça para lá. Quando ele dá a barrigada, ao invés de eu ficar insistindo em tentar manter, porque eu não vou conseguir, ele vai dar barrigada. Eu vou trocar minha base.
Soltei o cara, mas o que que acontece? O objetivo dele que era fugir o quadril para fora e repor a guarda. Agora acabou.
Como é que ele volta a guarda com o quadril no chão? Ele não volta. Se ele continua tentando virar para dentro, o que que é o movimento que eu preciso fazer para controlar ele?
O apoio do braço de baixo. Agora ele tá pode virar. Ele também não vira mais.
Então ele não vira para dentro e não consegue distanciar para me botar na guarda de novo. Eu volto a ter o controle, aí eu viro de frente novamente. Certo?
Então a gente só vai começar a brincar disso aqui, ó. Quem tá embaixo, barrigada deslocando a cabeça. Quem tá em cima, troca a base.
O joelho por baixo do braço. Controla o braço de baixo, segura, volta de novo. Aí ele ponte de novo, troco de novo, tá?
Então eu não quero que vocês criem nenhuma resistência à barrigada do cara de baixo. Se vocês criarem a resistência de tentar segurar, o cara vai embora. Tranquilo?
Vamos lá. Dois. Tá melhor, né?
Essa barrigada que o Caio vai dar para tentar sair. Então ele faz a ponte. Eu vou trabalhar com o meu joelho agora.
Ao invés de simplesmente virar o meu quadril de lado, eu vou usar o meu joelho para levar o braço dele o mais para cima possível, né? Então ele, lembra que ele precisa desse braço no meu quadril. Essa é a alavanca que ele vai criar o espaço para sair, né?
Então esse braço dele não vai estar morto, ele vai estar trabalhando esse braço para se afastar. Por isso, quando ele dá a barrigada, o meu joelho leva o braço dele. Certo?
Agora eu não quero mais controlar o braço dele. Agora eu quero botar minha mão por baixo, ó. Quando eu boto minha mão por baixo, o que que acontece?
Eu tenho as duas esgimas. Detalhe importante, eu rapidamente tenho que vir com o meu polegar na gola aqui, ó, dedão por dentro. Se eu não fizer isso, fizer isso, ele fecha o cotovelo lá.
Aí às vezes eu tô com as duas esgrimas, mas tô preso, né? Ele fecha duas pessoas também. Eu falei entendeu?
E é uma posição desconfortável porque eu não tenho apoio, cara. começa a levantar a barriga, entrar embaixo de mim, aqui, eu tô preso, ó. Certo?
Então, quando eu ganho a mão por baixo, minha prioridade agora é chegar com polegar na gola dele. Quando eu boto o polegar na gola, o meu cubelo fica forçosamente aberto. Ele pode tentar baixar o que ele quiser lá que ele não vai conseguir nunca.
Certo? Próximo passo, a minha mão vai caminhar no chão até chegar na cabeça do Caio lá, ó. Então agora eu tenho uma mão na gola e uma mão no topo da cabeça.
Ele não tem como escorregar, ele não tem como mexer para lá no totalmente preso. Só agora que eu vou conectar minhas mãos. Depois que eu cheguei aqui que tá confortável, que eu já descansei o que eu queria descansar, né?
Já deixei meu adversário no fundo lá o quanto eu gostaria. Vou trocar a mão. As minhas mãos vem aqui, ó.
Vou fazer um telhadinho em cima da cabeça do cara. Ok? Então ele continua.
não conseguindo escorregar o corpo pra frente. Se ele não não escorrega o cor o corpo para cima, ele não consegue fechar o cotelo. Olha o movimento dele.
Qual seria se eu não tivesse isso, ó? Me voltar de novo para aquela posição incôm. Quando eu conecto minhas duas mãos na cabeça, vai tempo, impossível, ele não consegue mexer.
E aí tem um espaço gigante para montar, ó. Ní é só escolher o braço que eu quiser, de preferência. O braço tá em cima do joelho.
Chave de braço. Beleza? Então vai ter a barrigada.
Eu quero meu joelho levando o braço para facilitar as rimas do mesmo lado. Então eu tô lá, ó. Ele deu a barrigada, meu joelho leva.
Já vem, já botei o polegar agora. Mão na cabeça. Aqui é o primeiro pit stop.
Vocês podem parar, certo? Aí troca mão com mão. Repara o seguinte, erro que vocês não podem cometer.
Eu tô lá com os dois braços do cai dominado. Ele tá numa posição muito ruim. O meu joelho que vai escorregar pro outro lado nunca vai deixar o pé passar por dentro da perna.
Que eu vou ter um trabalho ruim de tirar o pé daqui agora. Então o meu joelho é no peito e o meu pé passa por cima da cintura. Braço tá cruzado em cima.
E aí já beleza? A gente faz a posição inteira. Então ele deu uma barrigada lá, troquei, ganhei a mão, controlei a cabeça, as duas mãos, avancei meu peso lá no alto para ficar confortável do meu joelho subir no peito, monto aí, beleza, fiz tudo certo.
Agora é a parte fácil, mas se eu errar aqui o detalhe, eu perco chave de braços ou a posição não vai ficar confortável para mim. Então, o que que acontece? Esse braço do Caio tá por cima, que é o braço que eu quero atacar, porque eu não quero cair na defesa dele no final, né?
Se ele tá com esse braço por cima, ele não tem como defender o braço. Quem segura esse braço é o meu braço oposto, porque eu preciso dessa mão no chão. Se eu quiser segurar com essa e adiantar, ó, a posição fica torta.
Eu não tenho apoio, a posição não tá segura para mim. Certo? Então, ó, controlo o punho, mão no chão e aí eu adianto os joelho do mesmo lado, ó.
Eu tô em base aqui o tempo todo. Quando eu faço isso, a minha perna fica leve, ó. Tudo fica encaixado no movimento, né?
Mas eu tenho que entender e aí o que vai mandar na posição aqui é qual o braço tá por cima. Se ele tivesse ao contrário, eu seguraria esse, adiantaria essa. E mesma coisa pro outro lado.
Certo? Então vamos dar um um capricho nesse final aí. Vamos lá.
Às vezes a gente tá numa posição de total domínio, como essa aqui, o braço do cara tá exposto, aí fala assim, agora peguei e aí você relaxa nesse final e você não concretiza todo aquele trabalho que você teve, né? Isso vai virando uma característica, né? A gente faz isso na vida inteira, né?
O cara vai, vai, vai, vai. chegando no final, o cara não concretiza, não realiza, não realiza. Aí vai ficando um cara que vai deixando as frustrações dominarem o ambiente, né?
Tudo que ele faz é mais ou menos, tudo que ele faz não termina, né? Então assim, a gente tem aqui um exemplo claro. Se eu não fizer o negócio concentrado até o final, eu vou perder a chave do braço.
Todo trabalho, toda, toda a artimanha que eu criei pro cara cair nas minhas armadilhas para eu poder pegar ele, eu tô desperdiçando por uma falta de concentração, por uma falta de foco. Começa a pensar na outra coisa que já tá lá na frente, você não realizou ainda. Você começa a pensar: "Ah, se que eu já ganhei, vou pensar na outra luta".
Aí você o cara sai você perde. Aí não tem outra luta, né? Porque você não realizou aquela primeira etapa.
Então a gente tem que ter muito cuidado para entender que assim, a luta só termina quando o cara bate, não tem antes, né? Então eu tô concentrado dentro do meu processo até o cara desistir. Porque tem situações, né?
Eu vou no braço do Caio lá, estiquei o braço dele, tá tudo certo. Aí eu não controlo o punho, ó. P tava tudo ganho, o cara saiu e eu perdi a chave de braço, né?
Então, se a gente quiser dar mais um passo nesse sentido da concentração, quando eu estico o braço do Caio, eu quero ter certeza que ele não vai virar, ó, só vai terminar agora. Mas eu tô concentrado no movimento até o final. Não tô aqui para assim, ah, já ganhei, já ganhei dia possível.
Não existe já ganhei até o cara bater, não existe terminado até ter terminado, né? A gente não pode cair nessa armadilha. Isso é muito comum.
Aa mais quando você tá com controle do treino, com controle da luta, né? Tem sempre que lembrar que tem cara que se faz de morto, né? Se faz de morto justamente sabendo que no final você vai dar uma relaxadinha.
Aí era o cara, né? Essa é a arte do Serginho Moraes. Serginho Moraes vivia fazendo isso, né?
Quando dava ruim para ele, ele se fingia de morto. Você achava que ele tava morto, ele não tava, né? Então você tem que est concentrado até o final.
Beleza? Muito bem. Ah, a gente viu uma situação quando o cara tá dando a barrigada para dentro, né, que é sempre eu tentar trocar a base para evitar que ele tenha essa força de deslocar minha cabeça.
Mas o que acontece muitas vezes também é o Caio começar a brigar para virar para fora. Uma outra saída, né? Claro, é o ideal para ele, não é?
Ele tá de certa maneira virando de costas para mim, mas ele tem uma série de a sequência de defesas que ele vai ter ali. Muitas vezes é melhor ele sair para fora do que ele não sair e ficar preso, né? Da mesma maneira que a gente controlou o braço de dentro quando ele tava virando, que é o braço de apoio, eu preciso entender que o que o que permite que o Caio vire é esse apoio dele aqui, ó, né?
Então, quando eu tô na posição e ele começa a virar, o meu controle é no braço. Ele pode tentar virar o que ele quiser, para leão. Ó lá, ele não tem como virar se o braço dele tiver controlado.
Só que toda vez que ele partiu pro movimento e eu controlei o braço dele, ele vai se esticar para tentar virar. É um movimento natural. Ou o cara, ou o cara vai virar um pouquinho, sentiu que ele ficou preso a parar aqui, ó, que também tá ruim para ele, ou ele vai insistir um pouco mais na virata.
E a hora que eu vou passar a perna, eu vou montar. Certo? Eu tô com o braço dele controlado, que significa que ele não tem defesa do outro braço.
E aí, já de braço de novo, certo? Então, a gente vai partir agora do princípio que nosso adversário vai criar um espaço e vai para fora. Controlei o braço, ele insistiu.
Passo a perna, a outra mão na linha do punho, chave de braço. Beleza, vamos lá.