O olá pessoal nome é rafael silva eu sou doutoranda no programa de pós-graduação em letras pela universidade federal de minas gerais e dou continuidade ao nosso curso o apoio pedagógico de introdução aos estudos literários aqui com o nosso nome encontro dedicado a as teorias do romance e o começa apresentando a bibliografia básica sugerida para o nosso encontro de hoje ou capítulo inicial do livro do ian Hot o famoso a ascensão do romance aqui na edição brasileira não é publicado em 2007 embora o livro seja da década de 50 na originalmente em inglês o texto do
professor navio araújo o postulado do realismo formal no brasil da tautologia nacional a profissão de fé de 2015 e concluindo a nossa lição com o textinho do anatol rosenfeld reflexões sobre o romance moderno bom vamos lá porque a muito para falar eu vou tentar não ser muito prolixo Tá começando então a partir do das proposições do yang hot que em termos de economia argumentativa eu vou sempre apresentar primeiro e na sequência trazer a minha própria perspectiva sobre a proposta ou as propostas do voto uma chave precisão logo perceber eminentemente crítico e começa então relacionando realismo
com a forma do romance e logo na abertura do texto diz aí coloca como questão em que o romance de febre da prosa de ficção do passado Da grécia por exemplo ou da idade média ou da frança do século 17 é porque ele somente constatando uma espécie de elemento compartilhado por todas essas formas de escrita todas essas manifestações do que hoje a gente entende por literatura e se pergunta o que é diferente o que ali distintivo do romance bom graças a sua perspectiva mais ampla os historiadores do romance conseguiram contribuir muito mais para determinar as
Peculiaridades da nova forma em resumo considerar um realismo a diferença essencial entre a obra dos romancistas no início do século 18 ea ficção anterior eles vão ver que essa é a tese do livro do nham boto a ascensão do romance a ideia de que o realismo seria uma característica distintiva do romance tuco gênero moderno romance e que essa característica distinguiria então o que foi escrito com o nome de romance a partir do século 18 até o dia de hoje A proposição aquilo que foi escrito em prosa ficcional antes do século 18 é sobre realismo ele
tem o seguinte nos dizer o realismo e aqui especificamente dos romancistas ingleses do século 18 não está na espécie de vida apresentado e sim na maneira como apresenta ou seja é o que ele vai chamar de realismo formal a forma pela qual esses romances são apresentados a prosa não é ou seja as próprias palavras a narrativo trazem algo desse realismo trazem o que nós Depois de já termos passado ainda que não iria discutido mas já temos passado pelo texto do rondar a gente poderia talvez suspeitar que se trata do efeito de real e nos diz
ainda ele certamente o moderno realismo parte do princípio de que o indivíduo pode descobrir a verdade através dos sentidos tem suas origens indicar e louca e foi fome a rir em meados do século 18 ele relaciona o realismo enquanto uma forma de expressão literária a conquistas Filosóficas da perspectiva do indivíduo digamos da compreensão de que a perspectiva de um indivíduo é responsável de alguma forma por conformar a sua experiência de mundo né então uma espécie de ascensão do indivíduo ascensão do individualismo obviamente relacionado também a teorias que vão eventualmente se firmar como teorias econômicas e
é neste contexto então de desenvolvimento filosófico desenvolvimento econômico característico Da passagem do século 17 por 18 sobretudo na inglaterra não é país industrializado relativamente cedo quando comparado a outros europa que se dá na perspectiva adotada pelo erro a ascensão do romance segundo o autor o romance é a forma literária que reflete mais plenamente essa reorientação individualista inovador e nós poderíamos dizer caracteriza a modernidade característica então uma concepção de um moderno e portanto mais afim ao advento Da industrialização ao advento da perspectiva do indivíduo em termos filosóficos é a ascensão da burguesia em termos econômicos sociais
e assim pude arte segundo o estudioso esse romance enquanto forma moderna se caracterizaria pela ausência de modelos pré-estabelecidos ao contrário do que se averigua com a tragédia a lírica a gente poderia dizer a poesia épica porque esses gêneros sobre os quais nós já falamos anteriormente na nossa terceira Algo o teriam sido previstos pela poética clássica tradicional e nesse sentido suas características teriam sido prescritas desde aristóteles mas passando por horácio passando por longe hino por toda uma tradição de recepção desse pensamento clássico na frança por exemplo na itália renascentista e não haveria nessa ou poderíamos dizer
preceptística não é clássica espaço previsto para o romance Eu me sentir então o romance apresenta como forma da originalidade e na argumentação iam voto não é ator que pouco depois é o por volta de si mesmo período surgem também ideias sobre a genialidade sobre o indivíduo fora do comum esse indivíduo que não se encaixa plenamente nessa sociedade que é excepcional não é e o romance trazendo senhor refratando talvez esse tipo de preocupação concentre-se em termos representação em tipos mais gerais com Ênfase nas particularidades ao contrário do que acontece nos modelos clássicos nos gêneros tradicionais que
muito frequentemente se preocupam não com indivíduos específicos aquilo que eles têm de específico e particular mas sim com os tipos gerais não é p a comédia nova os tipos da comédia ou na ideia de caracteres nettalco lá na obra escrita por ter o frasco discípulo de aristóteles mesmo a tragédia não é a gente tem que terminar os tipos que o Autor poeta pode desenvolver de diferentes modos é mas sem jamais entrar muito na especificidade da história de uma dado à personagem o sentido de um óculos diz o conceito de particularidade realista na literatura é algo
geral demais para que se possa demonstrado concretamente tal demonstração demanda que a gente se estabeleça a relação entre a particularidade realista e certos aspectos específicos da técnica Narrativa dois desses aspectos são de especial importância para o romance caracterização e apresentação ambiente certamente o romance se diferencia dos outros géneros e de formas anteriores infecção pelo grau de atenção que dispensa a individualização das personagens e a detalhada apresentação de seu ambiente então vejo para argumentação do e o moto o distintivo desse realismo formal se dá sobretudo a apresentação dos personagens não é Trazidos de forma individualizada particularizado
e do ambiente e ele se encontro ambiente obviamente termos físicos mas também termos temporais a ação se passa num tempo específico o ano muitas vezes é importante a época do ano também importante o lugar onde ele se encontra se ele se encontra enfim um palácio uma casa num porão detalhes desse tipo de ambientação são fundamentais porque a representação se dá entre esses Personagens não é detalhes que o compõem o compõem inclusive em termos psicológicos e com relação ao lugar em que eles se encontram nesse sentido ele fralda particularidade do sujeito não é relacionando isso ao
advento da filosofia cartesiana não é o óbito cartesiano a ideia de que forma como o indivíduo moderno pensa possibilidade de conhecimento se dá sobretudo a partir do que é essa dúvida É fundamental proposta pelo próprio sujeito e que encontra resposta no seu próprio pensamento óbito ergo sum penso logo existo e é essa perspectiva do indivíduo que por assim dizer fundamenta toda a possibilidade de conhecimento do homem moderno e é por isso que ele fala então da autonomização do sujeito porque é a partir daí que inclusive a prova de deus prova da existência de deus se
torna possível não é deus na argumentação filosófica de de cá não é Um a priori mas ele é provado posteriormente não é a própria prova da existência do indivíduo com base nessa dúvida cartesiana e essa por podemos dizer ascensão tão de um indivíduo autônomo na modernidade tem como primeiro reforço me chamou comuns reflexos no romance moderno a própria coleção dos nomes próprios segundo o autor nas formas literárias anteriores evidentemente as personagens em geral tinham nome próprio Mas o tipo de nome utilizado mostrava que o autor não estava tentando recriar os ou criá-las como entidades inteiramente
individualizados nós podemos acrescentar aqui eram nomes típicos muitas vezes nomes significativos que por escolha de um determinada característica do indivíduo eram por assim dizer motivados a continuar a situação os primeiros romancistas romperam com a tradição e batizaram as suas personagens de modo a Sugerir que fossem encaradas como indivíduos particularizados no contexto social contemporâneo não é à toa que muitos muitas esses heróis e heroínas românticos não é e heroínas e heróis dos romances tinham nomes absolutamente comuns nomes de uma pessoa qualquer porque de alguma forma era como se o indivíduo qualquer fosse trazido para a própria
narrativa no lugar daquele heroi daquela heroína típicos da narrativa tradicional e E é preciso levar em conta também essa particularidade que eu disse da minha estação no caso do tempo lugar histórico lugar temporal em que uma narrativa se desenvolve então nesse sentido a importância da memória é absolutamente fundamental para a constituição das identidades desses personagens e mesmo dos lugares onde a ação se passa por isso que o igual tu vai dizer que muito romancistas de stan a custo exploraram a personalidade conforme definida na Interpenetração de sua percepção passada e presente ou seja perspectiva desses personagens
trazidos a cena muitas vezes trazidos a própria narrativa na no romance do século 20 de alguma forma promovem uma tensão entre o presente oi e o passar lá entre as lembranças e a sua atualização no presente da narrativa colocando intenção não é é o nesse jogo tenso a identidade desses personagens identidade dos lugares onde as ações se passam Ah e por oposição a essa atenção a questões temporais a marcos muitas vezes históricos ui angotti sugere que os gêneros clássicos seriam eminentemente despreocupados com a representação temporal aqui eu já começo a fazer na minha crítica que
eu não sei agora a pouco né no início da aula dizendo que o tratamento dispensado pela pelo mangote aos gêneros clássicos é extremamente superficial trazer o mínimo esse livro ele generaliza não é gêneros clássicos Fazendo referência pelo menos nominal né a lírica ea poesia dramática fazer a gente pode imaginar que referência ser o também a poesia épica e a a meu ver várias essas generalizar o encontro um de todo respaldo uma leitura efetiva das obras muito poucas enfim narrativas são contas antigas não é dentro desse descrição dos gêneros clássicos são completamente diz preocupadas com a
representação temporal é lógico que a gente não vai encontrar Uma sugestão cronológica do ano do mês do dia da hora em que as ações se passam mas a marcação histórica mas forma mais abrangente a marcação temporal é fundamental para obras como elida odisseia eneida para ficar no registro da ética mas também não é mesmo se tratam de lindas do que a gente chama ciclo épico ciclo troiano o ciclo tebano são portanto extraído do mito e tem toda a questão é da atemporalidade do mito uma tragédia como Édipo rei trabalha o tempo inteiro com marcações temporais
elas são fundamentais inclusive para compreensão da peça não é o antes o agora depois inclusive é de forrei a gente poderia dizer é uma das primeiras peças de uma investigação policial uma espécie de romance policial que investiga o crime tá então eu acho que é muito infeliz a generalização que minha vó propõe para desenhar isso que ele sugere ser extremamente inovador em termos de forma Que é o romans.shx iva proposição aquilo que existia antes oi e aí ele entra no que é digamos a sua o seu interesse maior de demarcação quer não se demarcar dos
gêneros tradicionais previstos na poética com a melhor sugerir poesia épica poesia dramática pois e lírica mas sim se contrapor a uma forma artística que existiu na antiguidade e que embora não tem encontrado lugar na poética clássica foi extremamente popular em termos de Consumo da própria antiguidade que é o que hoje se chama de romance antigo tá ele vai nos dizer o seguinte na grécia e em roma a filosofia ea literatura receberam profunda influência na concepção platônica segundo a qual as formas ou ideias eram as realidades definitivas por trás dos objetos concretos do mundo temporal e
essas formas eram concebidos como atemporais e imutáveis e assim refletiam a premissa básica de sua civilização em Geral não aconteceu nem podia acontecer nada cujo significado fundamental não fosse independente do fluxo do tempo tal premissa é diametralmente oposta a concepção que se impôs a partir do renascimento segundo a qual o tempo é não só uma dimensão crucial do mundo físico como ainda a força que molda a história individual e coletiva do homem aqui a proposta do rio op completamente descabido enfim para ficar uma referência óbvia heráclito de éfeso eu Não vou citar aqueles fragmentos conhecidíssimos
desse filósofo que é basicamente um dos principais opositores não a ideia de ideias da ideia de uma ideia imutável do uno e mutável é representado por parmênides e depois de alguma forma desenvolvido por platão não é é e esse exagero da influência platônica sobre tudo o que veio depois é absolutamente descabido tu tá a gente pode mencionar e inúmeras formas literárias né que da Nossa perspectiva de hoje a gente chama de literárias mais que antiguidades são os mais diversos nomes é inc a passagem do tempo os eventos se desenvolvem no tempo e pelo tempo são
absolutamente fundamentais para a constituição daquele gênero só para citar o mais óbvio a história né a store é sim tem suas digamos raízes não é anteriores que poderiam ser remontadas inclusive a poesia épica mas na sua forma mais desenvolvida e que chega até Nós em uma obra inteira de heródoto por exemplo não é uma obra sensacional escrita em prosa para qual a passagem do tempo ela falou da mente policial em heródoto a gente encontra na reflexão madura sobre a passagem do tempo a gente tem uma concepção trágica de história segundo a qual inevitavelmente estamos fadados
a e é de alguma forma conheci o ápice a partir desse apps exagerar praticar aquilo que eu chamado em grego the ribs Os excessos pagar por isso e eventualmente sermos levados a baixo à ruína é uma concepção trágica de muita gente encontra em heródoto mas não é precisamente a mesma que a gente encontra impossíveis ou em colírio tá outros autores que praticaram a esse gênero historiográfico a gente pode pensar em outras formas de expressão por escrito para além do da história que trabalham diretamente com a passagem do tempo enquanto fenômeno absolutamente Característico daquilo que elas
abordam né o como um cêntimo oi tá algumas antigo líder assim com isso que é contingencial com isso que da hora do acontecimento leiam qualquer um dos romances antigo tá da físico é por exemplo leiam e aí e as e físicas não é xenofonte 11 e tantos outros os romances latinos né nós temos o satírico de petrônio o asno de ouro de apuleio enfim então só para Dizer que aqui é muito complicada essa generalização feita pelo ia moto e é justamente sobre isso que eu falo aqui né e o romântico e eu fui já que
de alguma forma tava com isso na cabeça eu sugeri a leitura de dáfnis e qual é não é dentre os romances gregos mas eu sugiro muito vivamente a leitura de quedas e cale vai tá é um livro divertidíssimo ser lido é com muitas aventuras muitas reviravoltas na narrativa tem diálogos deliciosos Passagens muito interessantes toda uma reflexão sobre o aborto tá quer ser muito muito rica muitos inclusive nos assusta quando a gente pensa que é uma obra escrita talvez o século primeiro segundo depois de cristo pela modernidade e aí fica pergunta ou um romance antigo e
não é os críticos vão dizer tratava-se de uma forma de escrita para qual não havia nome ou menos não nome específico o que não tinha definição teórica nem Mesmo uma prescrição em termos poético retórica será então que essa forma de escrita duas vezes chamada simplesmente logos discurso uma escrita uma narrativa é pode-se postulada por nós como tendo tido uma existência em termos de gênero literário ouvir o romance antigo ó e aqui não é eu vou citar esse livro do professor jacyntho lins brandão chamado a invenção do romance a narrativa inimed no romance grego o livro
fundamental para quem tem Interesse nesse assunto professor jacinto já foi citado antes ele é professor aposentado da faculdade de letras da área de literatura clássica e argumentação professor o assunto vai ser a de que a ausência de nome para algo não implica na sua não resistência ou se embora os antigos não tivessem o nome romance para dar a essa forma é isso o que se só não exclui a existência disso que lá era produzir esses logos não é esses escritos em Prosa tinha estrutura narrativa zero semelhança e enredos ficcionais muitas vezes com traços românticos no
sentido de traços de enredos com elementos de sistemática amoroso quem é como nosso sugerimos anteriormente não eram personagens pessoais com nomes próprios nomes relativamente comuns alguns exclamação romances históricos embora tenham sido escritos por votos é primeiro antes depois de cristo é alguns se passavam no Período clássico de apenas tão três ou quatro séculos atrás tá e nesse sentido é preciso levar em conta que o romance é antigo ouvir sim e que ele foi fundamental para a constituição do romance moderno quando a gente leva em conta a sua presença junto a miguel de cervantes e mesmo
junto aos romancistas ingleses a partir de traduções dessas obras antigas para as línguas modernas com o renascimento tá foram livros consumidos avidamente não apenas é Impróprio de produz o que eles vim testemunharam sim volto certo primeiro segundo eventualmente terceiro quarto depois de cristo mas também na modernidade com sua redescoberta e tradução para as línguas modernas o próprio bakhtin como eu sugeri ano aula anterior também traz uma arqueologia do romance antigo em vários as suas obras mas eu sinto essa não é a cultura popular na idade média e no renascimento a parte do contexto de Funcionar
habillé com sua a black é um pode dizer escreveu romances está em pleno renascimento tem algum motivo apontado por hélio são romances divertidíssimos com elementos muito fortes é dessa tradição do romance antigo e o pati vai fazer então uma espécie de trabalho arqueológico uma das raízes do romance moderno remontando aos romanos antigos e mesmo antes deles aquelas formas de expressão literar O que estão na base do que viria a ser o romance ele vai sugerir que os diálogos platónicos com o melhor dizer os diálogos socráticos foram fundamentais não é porque escritos em prosa trazendo situações
do dia a dia muitas vezes calcadas no humor e muito afeito a verossimilhança da representação dessas situações do dia a dia personagem inclusive muitas vezes são históricos unido ao certo riso da comédia tá slim desbragados da comédia da comédia nova Vai alguma forma a propiciar o surgimento da literatura de lucian e luciano não é com os contemporâneos já estão fazendo ali uma praticando uma forma de escrita em prosa ficcional que no fim a ser reconhecido como uma forma romanesca como romance antigo eu esqueci de citar mas aqui na já se tem essa obra anteriormente a
meu ver se vocês quiserem ler uma obra literária fundadora de muita coisa embora Totalmente o quase totalmente desconhecida de leitores modernos leia uma obra chamada das narrativas verdadeiras do luciano famosa eu disponibilizei uma tradução dessa obra no nosso drive é a autoria da tradução da lúcia some não é professora na unesp salvo engano é a sua dissertação de mestrado e essa é uma obra totalmente radical inclusive para os dias de hoje porque ela de alguma forma traz em si mesmo uma reflexão sobre o que a ficção É tudo o que é possibilidade de fabulação do
ser humano e isso é feito lá no século segundo terceiro depois de cristo tá romance romance quero ver quem consegue ler essa obra e defender que não se encontram ali traços do que virá a ser o romance moderno então vocês vem aí que eu contesto frontalmente a tese do nham voto da ascensão do romance na modernidade e bom mas voltando a sua argumentação depois desse breve parêntesis ele fala Ainda da pastoralidade do espaço não é a importância do espaço para a constituição das vivências representadas na obra a gente já tinha falado a particularidade do tempo
da particularidade da representação pessoal né dos indivíduos e o ian bota vai dizer que sem dúvida a busca da verossimilhança levou o difusor richardson e fielding a iniciar aquele poder de colocar o homem inteiramente em seu cenário físico o que pra a tem Constitui a característica distintiva do gênero romance não é a descrição do espaço se torna absolutamente fundamental inclusive em várias essas obras com muita infos mas a gente pode pensar em os trechos emblemáticos da comédia humana de balzac por exemplo não é em que essa representação do espaço ela ela ganha o primeiro plano
muitas vezes ultrapassa a própria representação das personagens porque a digamos Especificação do espaço é tão 10 trazer a minha realidade dar a ver o real seria da perspectiva adotada pela o othon totalmente distintivo dessa forma por o advento se dar no século 18 por oposição ao que encontramos aqui mais uma vez ele preciso fazer uma ressalva mas vamos dar prosseguimento argumentação a e nesse sentido romance revela então um relato de experiências individuais para o autor parece que todas as Características técnicas do romance descritas acima contribuem para a consecução de um objetivo que o romancista compartilha
com filósofos a elaboração do que pretende ser um relato autêntico das verdadeiras experiências individuais e esse é o pulo do gato digamos da argumentação do iotu sugeriu que o romance seria então a forma mais propícia para representação da realidade moderna tal como vivenciada por esses indivíduos a partir do século 18 Oi e ele pretende sugerir isso detectar mudanças no estilo próprio estilo de escrito segundo ele parece haver uma contradição inerente entre os valores literários antigos e permanentes ea técnica narrativa característica do romance vejam que ele nunca disse romance moderno então para o iwatch realmente a
ascensão do romance procuro da forma o gênero romance se dar no século 18 e ele trabalha com a ideia de aqui o Estilo clássico seria tradicional operando com os marcadores da retórica clássica o que nesse ponto ele até tem muita razão enquanto o romance moderno romperia com essas digamos com os ditames não é dessas regras clássicas o que ele também tem uma certa razão embora se fizéssemos uma close reading seria possível a partir de uma contextualização histórica identificar de que forma esses romances trabalham com digamos prescrições que poderemos Encarar como mudar a ordem de uma
retórica porque não de um digamos ordem do discurso o ordem dos discursos de seu próprio tempo ah tá mas é essa coleção do estilo aqui de fato you gotta tem um ponto importante da sua argumentação porque o estilo de escrita desses romancistas ingleses é de fato diverso daquele que encontramos em outros escritores anteriores onde a retórica é de fato bem preponderante nesse sentir apesar de Toda a sua acuidade psicológica de sua habilidade literário elegante demais para ser autêntica não é escritores anteriores ao século 18 como as que ela vai sentar os que ele vai sentar
nesse aspecto de lafaiete e poder logo da cruz são os opostos de fora e o chato cuja prolixidade tende a constituir uma garantia da autenticidade de seu relato cuja prosa visa exclusivamente a o definiu como objetivo próprio da linguagem transmitir o conhecimento das Cores unha o outro é dizer que de for your shades on escrevem de forma descuidada de forma duas vezes prolixa repetitiva não atenta ao que é uma espécie de finizza da formulação e que é muito própria não é daqueles que seguiam daquelas pessoas que seguiam pela retórica pelos ditames da retórica clássica e
que esse estilo daria ver de forma mais imediata a realidade tá essa argumentação do war e parece portanto que a função da Linguagem é muito mais referencial no romance que em outras formas literárias que o gênero funciona graças mais apresentações altiva que a concentração elegante esse fato sem lourdes licaria porque o romance é o mais traduzível que todos os gêneros porque muito romancistas incontestavelmente grandes e richarlyson ebal e balzaca a rir e dostoiévski muitas vezes escreve sem elegância e algumas vezes até com declarada vulgaridade e porque o romance Tem menos necessidade de comentário histórico e
literário que outros gêneros sua convenção formal obrigam a fornecer suas próprias notas de pé de página vejam que a partir daquilo que nós já descemos sobre ro lombar não é em nossa leitura do demônio da teoria do antonio compagno aí fica difícil engolir essa água mentação porque essa ideia de uma apresentação mais imediata da realidade por meio de uma linguagem fim prolixa Repetitiva não muito exata não muito respeitosa de regras dos composição clássicas e obedece a preceitos de representação que são tão convencionais não são tão distantes da realidade o que querem que a gente entenda
por esse temos realidade quanto quaisquer outras convenções quanto às convenções eu não sei do arcadismo quanto às convenções do barroco quanto às convenções do pensa em qualquer outras convenções da Representação que como começou a representação tem uma série de regras a partir das quais elas podem ser recebidos por um público e compreendidas como discursos sobre o mundo discursos sobre a realidade sobre a sociedade etc etc é a idade que essa seja uma forma mais propício para dar a ver o real a meu ver carne aquilo que o ruan basto com razão a meu ver ela
vai chamar de um efeito de real tchau uma ilusão A típica de escritores pensadores e escritores pensadores que pretendem encontrar formas de representação mais imediata da realidade do que outros bom e como eu já sujei então o realismo formal é cheio critério de distinção do que é o romance como forma moderna proposição aquilo que foi escrito em prosa ficcional antes dele segundo minha moto o método narrativo pelo qual romance incorpore essa visão circunstancial da Vida pode ser chamado o seu realismo formal formal porque aqui o termo realismo não se referem uma doutrina o propósito literário
específico mas apenas um conjunto de procedimentos narrativos que se encontram tão comumente no romance e tão raramente em outros géneros literários que podem ser considerados típicos dessa forma e eu já fiz a crítica não é a essa pretensão e aqui eu só explícito a ideia de que essa definição não é de romance Tuco a partir do que é um realismo formal é totalmente a vitória totalmente arbitrário porque a gente pode pensar em inúmeros romances obras chamadas lidas vendidas pensadas como romance os e que não se enquadra na ideia de um realismo formol tá para citar
apenas o primeiro exemplo que foge inclusive o marco temporal proposto pelo eu boto a gente tem o dom quixote né que eu já citei anteriormente mas a gente poderia pensar em inúmeros outros tá e números outras Obras que não com uma chave de realismo formal e que são romances mas são lidas como romance eu vou bossar os mil só um pouco melhor essas idéias logo na sequência e antes de concluir não é a leitura que a gente propõe ao livro do mangote é preciso dizer que ele faz ressalvas quanto à realidade do realismo ou seja
ele parece ser chamado não é sem ser pelado para o que parece ser o salto de fé é seu livro ou fez quando ele disse Que como as regras da evidência o realismo formal propriamente não passa de uma convenção não há razão para que o relato da vida humana apresentada através dele seja mais verdadeiro que aqueles apresentados através das convenções muito diferente de outros géneros literários ea que a gente poderia dizer guyot é bem razoável e sua proposição aquele ta coberto de razão é o realismo formal é uma convenção como qualquer outro e não pode
por isso dar a Ver a realidade de forma mais imediato precisa mais o que quer que seja é do que outras formas literárias me obedece a convenções convenções conhecidas larga medida pelo público que consome esse tipo de literatura ea partir dessas convenções que o público vai então conferir sentido ao que é dito no sentido não é dado a ver por se for mais claro realismo do que em outras formas literárias e embora atente para o risco de cair na Ilusão de um efeito de real né eu tô usando a expressão do barco com a literatura
realista então vejam mas a ressalva que ele foi feito ele mostra muito bem que o iwatch sabe que está fazendo ele considera as convenções adotadas por autores realistas mais aptas a abarcar as exigências da verdade literal vejam a formulação né já está aqui aí o que é o que mais me importa que ele disse o motivos que examinaremos no capítulo seguinte de fogo e o chato Tinham com relação as convenções literárias uma independência sem precedentes e podia ter interferido em suas intenções essenciais e aceitaram com muito maior compreensão as exigências da verdade literal eu não
vejo x por estar à margem de determinadas convenções literárias por serem mais independentes delas e angotti considera que o que escreveram de fogo e o chato de alguma forma era mais apto estava mais aberto a compreensão das Exigências da verdade literal essa expressão muito curiosa eu não sei o que quer dizer as exigências da verdade literal mas eu só destaco aqui que o outro parece dizer então o realismo é a forma mais rápida para a expressão das exigências da verdade literal o pé eu já fiz as minhas críticas enquanto eu apresentava a teoria não é
que tá na base da ascensão do romance mas me apoia aqui no texto sugerido na bibliografia do navio araújo publicado Em 2015 e chamado o postulado do realismo formal no brasil da tautologia nacional a profissão de fé para tecer uma outra crítica tal como demonstrá-lo pelo autor nesse texto o critério adotado porém o auto peças a impor uma das ideias possíveis de romance como se fosse o romance por excelência ou seja a única forma de romance ao contrário do que ele afirma não é o e é um boto o mínimo denominador comum do gênero romance
como um todo não é seu realismo Formal é como diz no pa som tão bem demonstra em seu cérebro e prefácio a que é e john um romance naquele público em 887 e que vem então precedido por esse prefácio com o título de romon ou seja o romance nesse textinho o passam faz uma espécie de listagem de basicamente enfim uma diversidade de romances há uma diversidade de inscritos que vão de dom quixote a madame bovary aí o e mostra não é comigo do choque entre Essas diversas formas narrativos que vão desde o romance de psicografia
as a jogos em que a realidade ea ficção realidade são misturados até romances históricos etc etc e o romance é a forma plástica por definição uma forma ou melhor dizendo realmente que tu se atribui a determinadas obras literárias muito diversas entre si e que contribui e que compartilham algumas características como o fato de ser narrativo desse frequentemente em prosa De tema dimensão de ficcionalidade mas que não necessariamente compartilham ao como essa exigência do uma representação da e tal qual é o que quer que se queira entender por isso então quem é concorda não é com
as proposições do iot eu sugiro que leiam então não é fácil encontrar esse prefácio na internet chamado o romance prefácio ao livro do meu passam que é região porque ele é muito claro na em refutar isso e o navio Araújo então explora as motivações das escolhas críticas de iop por isso vai falar então de tautologia nacional aí ele vai sugerir que ia o outro tem uma motivação nacionalista nas suas escolhas porque ele quer atribuir a inglaterra do século 18 o mérito pela invenção do romance enquanto forma moderna né enquanto forma de expressão li o pênis
demônia no quadro da literatura mundial no século 20 século 21 em detrimento de outras possíveis origens Para o romance que a gente poderia atribuir não sei a frança do século que fez do século 15 a espanha com dom quixote aos antigos gregos ao antigos latinos indivíduo difícil dizer ao japoneses mas tem toda uma tradição de escrita prosa também é japão na china sim é em todo caso o yang tento essa motivação nacionalista oi e a crítica do natural uso vai no sentido dia propor reflexões sobre as implicações de receber passivamente Essas escolhas críticas de voto
em contexto diverso daquele em que viveu o estudioso inglês porque o professor não abriu ele enfim de forma pertinente perspicaz vai sugerir que essas propostas do iot na inglaterra não é ele um professor crítico né teórico escritor é trabalhou ali na década de 50 60 viveu até a década de 70 cumprir uma determinada função a função inclusive social me deu lógico simples onde ele publicou tá aí exerce Uma influência grande no mundo das letras no globo comentou mas a importação dessa teoria e a sua recepção passiva como um artigo de fé não é isso que
vai chamar então da profissão de fé é extremamente ingênua porque é a importação de um eterno complexo de vira-lata o navio certamente tá falando aqui do contexto brasileiro não é onde essa proposta foi recebida mas a gente poderia aplicar isso a praticamente qualquer outro contexto tá porque não Reconhecer criação do romance entre os antigos ou porque não reconhecer já que a gente pode usar qualquer critério para definição do que é o romance emma com a criação do romano tá em guimarães rosa oficialmente alguém procuraria algo de sentir mas realismo formal enquanto critério definidor do romance
é tão arbitrário quanto qualquer outro tá então eu acho que a crítica é muito pertinente é por isso que eu sugiro essa leitura aí na bibliografia Há 50 minutos e eu vou tentar resumir o texto do anatol rosenfeld que é muito interessante sobre o romance moderno de forma bem sucinta ele vai dizer mesmo porque alguns argumentos do rosenfeld são parecidos com os do pop ele vai dizer que a subjetividade moderna se forma sim por volta do século 16 o século 16 em diante em várias frentes não é na ciências a partir do trabalho de copérnico
de nildo com todo um trabalho sobre a física não é a Compreensão não apenas do espaço e do tempo na terra mas mesmo universo com a série de deslocamentos em que o homem deixa de ser o centro do universo e se torna então móvel em torno um sol ou seja a gente de alguma forma deslocar a perspectiva do ser e o cento e passa a compreender o de foro embora em termos filosóficos o homem justamente compreenda que a sua perspectiva é uma perspectiva de compreensão do que tá fora mas que fora De uma perspectiva não
há compreensão possível que é um filosóficos e estiverem com de castro com o nosso gerente anteriormente foi sobretudo com que é chamado então a revolução copernicana na filosofia proposta com canto e o seu trabalho a partir das três críticas em termos epistemológicos sobre toda a parte da primeira crítica não é em termos de artes nós temos então desenvolvimento da perspectiva não é com a pintura do renascimento e o Desenvolvimento então da perspectiva espacial e em várias artes a perspectiva temporal e contudo anatol rosenfeld vai encontrar pô essa esquadro geral não é a crise da subjetividade
moderna por volta do século 19 na ciências com darem deslocando o ser humano como o ápice da criação que deus e mostrando a partir da teoria da evolução que os seres humanos são animais em evolução junto dos demais e não particularmente distintos em Outros termos evolutivos marcos nas ainda na ciências aqui ciências econômicas mostrando a importância das estruturas de produção como forma de digamos um a suscitar o desenvolvimento de formas de organização social formas de produção artística etc e assim sem com a teoria da relatividade inc espaço e tempo justamente não é visto da perspectiva
newtoniano tradicional são colocados em xeque a ideia de um tempo absoluto de um Espaço absoluto é colocada em xeque a partir da teoria da relatividade de einstein na filosofia a gente encontra isso muito presente nas propostas de mídia não é a ideia de uma questionamento radical dos valores não há valores absolutos a disputa de poder de narrativo para que determinados valores se imponham sobre outros as teorias de freud na psicanálise e tranque a ideia de uma consciência absoluta de um sujeito plenamente ciente Desse é uma palácio e ray liga com suas considerações sobre a localização
do tempo do sujeito no tempo e no espaço não é toda a ideia de uma situação do sujeito é daquele que se encontra é que damos imersos na experiência temporal e que não pode portanto se furtar a essa localização no espaço e no tempo tá sendo atravessado por memórias por expectativas etc nas artes a gente testemunho essa crise com a quebra da expectativa espaço-temporal como nós Vamos ver logo mais no romance e umas colega então para rose do céu é digamos concebido das seguinte perspectiva segundo e notas no romance do nosso século tá falando do
século 20 uma notificação análoga a da pintura moderna e aqui a pintura moderna pensem em picasso tá pensem em alguma obra futurista o cubista modificação que parece ser essencial a estrutura do modernismo a eliminação do espaço ou da ilusão do espaço parece corresponder no Romance a eliminação da sucessão temporal a cronologia a continuidade temporal foram abaladas relógios com destruídos romance moderno nasceu no momento em que custa joyride foco na começam a desfazer a ordem cronológica fundindo passado presente e futuro vejo então como esses autores aí citados trabalham muito com uma espécie de dissolução das certezas
temporais na própria narrativa obviamente podemos pensar em muitos Outros exemplos verdinho o ovo carga usou de andrade com as memórias sentimentais de joão miramar mário de andrade clarice lispector guimarães rosa etc etc muitos são os nomes possíveis aqui ou seja essa é de fato uma característica distintiva do romance moderno é nós se quisermos opor ao o romance tradicional no iot ou se preferirem law romance moderno aqui a gente poderia chamar o romance pensa em outra categoria qualquer do século vinte Romances da crise do sujeito proposição aquilo que vimos a partir do yang e é nesse
sentido que o rosenfeld e sugeria penuncia da unidade de consciência nessas obras com mariscos segundo ele com isso espaço e tempo formas relativas da nossa consciência mas sempre manipuladas como se fossem absolutas são por assim dizer denunciados como relativas e subjetivos tal mudança altera a própria estrutura da obra de arte essa crise do sujeito que veio como Nós sugerimos em termos filosóficos em termos e econômicos de trabalhos científicos entra na própria concepção da obra de arte nas artes plásticas nas artes visuais não é o advento do cinema tá aí mas também no romance e e
com isso nós temos então a relatividade do tempo ou se quiserem a relativização do tempo e isso que já era tematizado pela tradição né agostim lá nas condições por curta no divalci Dental passa a ser incorporado a forma do romance isso se dá a ver da forma mais evidente em busca do tempo perdido marcelo custo mais estavam presente não é quem tiver lido orlando da virginia woolf por exemplo angústia de graciliano ramos água viva de clarice lispector que é de uma escrita sensacional não é a sua idez a liquidez em que de alguma forma de
pensamento se manifestam entra na própria narrativa interfere na perspectiva do que é narrado é Justamente isso becos da memória de com em paris não é já traz alguma forma no título essa fusão entre espaço e tem essa fragmentação são muito emblemáticos disso tá são outras possibilidades de pensar ea relativização do tempo na narrativa moderna a leitora portanto submerso por essa temporalidade fragmentada desaparece muitos marcos e intermediários eventualmente a própria coerência sintática não é pense no que é o fluxo De consciência em william falcão em beijinho wolf do capítulo final do lices de james joyce não
é lá com a molly bloom e nesse sentido desaparecem tem um marcos e intermediários bem como a própria causalidade pense no que é alexander platz berlin alexander platz não é do drible 1 é muito danada da sequência lógica da narrativa precisa ser inserida pelo leitor porque a os próprios eventos não tem uma relação lógica evidente uns com Os outros o segundo rosenfeld traz modificações pediu outro modo se ligam a abolição do tempo cronológico correspondente a do espaço ilusão na pintura percorrem pelo que se vê do uso de recursos destinados a reproduzir com a máxima fidelidade
experiência psíquica e por isso que fróes é uma referência importante tá ele tá muito presente ali nas proposições do custa as proposições de benja as proposições basicamente todo mundo que Pensou a experiência psíquica da perspectiva do relato porque o freud trabalhou muito bem nessa fronteira entre literatura e ciência incorporando na própria manifestação desse campo que ele inaugurava formas literários tá e refletiu sobre isso o devido a focalização ampliada de certos mecanismos psíquicos perde-se a noção da personalidade total e do seu caráter que já não pode ser agravo de modo plástico ao longo de um enredo
em Sequência causal através de um tempo de cronologia coerente a portanto plena interdependência entre a dissolução da cronologia da motivação causal do enredo e da personalidade vejam a partir da ideia de que uma narrativa é narrada de uma perspectiva de um sujeito ele próprio fragmentado fragmenta-se também a cronologia porque já não há certezas absolutas é sobre um tempo único um tempo absoluto mesmo para todos a motivação causar os Parcelas porque não é óbvio ou não é óbvia a concatenação dos eventos né é tarefa do leitor tentar trabalhar com esses fragmentos e de alguma forma buscar
conferir a motivação causal desse enredo e dessa personalidade em frangalhos todas essas características então a partir das propostas do anatol rosenfeld dessa narrativa moderna do romance do século 20 certamente o século 21 a uma quebra da perspectiva e a proposta do rosenfeld bem interessante Ele vai dizer que essa quebra da digamos das certezas modernas não é do sujeito moderno pode dar a formas a partir da relação tradicional entre homem mundo então homem num essa relação que é criadora de uma noção de perspectiva espaço-temporal é abolida e isso é feito de três formas diversas com e
chorando a unidade do homem o homem faz elas e não é o único ele não é uma criatura plenamente digamos consciente de cada um de seus atos conscientes de Seus desejos porque ele é atravessado por desejos inconfessáveis para si mesmo ele é atravessado pelo seu inconsciente que é de alguma forma de gamos mais preponderante do que a sua parte consciente mas essa quebra pode dar também por meio da do questionamento da unidade do mundo mundo não é tão simples quanto parece e ele é atravessado por valores que disputa digamos seu lugar ao sol ele é
atravessado por ideologias ele é Atravessado por perspectivas diversas da mesma cena da mesma ideia da mesma mesma representação e esse questionamento pode se dar ainda quando questionamos a possibilidade de que homem e mundo tenham qualquer tipo de relação quebras relação entre o sujeito e o mundo contexto ele em que ele se encontra e com isso nenhuma perspectiva espaço-temporal é possível tá nós teremos logo mais de que forma rosenfeld entendi isso segundo ele certos Movimento de reação tentaram se contrapor a essa tendência da quebra o esfacelamento das certezas se puder por meio de uma busca por
uma espécie de união mística como na geração bico owen escritores com tendências místicas que vão tão buscar formas de reunião entre esses u g e o mundo então transcender por meio de práticas orientais como a ioga como o taoísmo é filosofias orientais que busca uma linha uma espécie de fusão entre o sujeito e o Mundo cosmo que ele se encontra mas segundo a argumentação da anatol rosenfeld essas são tendências antes modernas mas são espécie de reação ao que é o grosso o que é a tendência hegemônica no romance do século 20 em termos de utilização
dos espaços não é do mundo nessa fragmentação do mundo é preciso dizer que o anonimato das grandes metrópoles essa é uma característica dessa representação desse espaço do romance do Século 20 com ausência de laços e origens das personagens isso já tá presente desde mal flanders do daniel the full em que mal flanders justamente uma anônima dessa imensa metrópole ela prática não é osasco prático justamente por ser anônima ela tinha liberdade de agir como ela as mas esse anonimato justamente tem potencial positivo mas ele tem um potencial negativo imenso é é o anonimato dos crimes ela
não me mato do grande mal que espreita na rua mais Próxima na esquina mais próxima e tá presente grandes esperanças de charles dickens vários livros a comédia humana do ano o rei de bazar e se não à toa seguro labirinto como metáfora da metrópole surge no romance moderno do século 19 mas sobretudo século 20 inclusive tem um impacto sobre a própria estrutura do romance como a gente vem ulisses de james joyce mas também berlin alexander platz de alfredo dublin e porque não um quarto de despejo Da carolina maria de jesus não é esse livro da
carolina que obviamente tem uma dimensão biográfico é muito forte inegavelmente tem traços de uma criação ficcional trata-se de um romance em forma de diário não há dúvidas não é e nesse sentido é possível sim pensar na fragmentação dessa são paulo representada ali em sua obra tá inclusive uma fragmentação que no trabalho que eu publiquei sobre carolina maria de jesus invadir a própria sim tá E da formulação de carolina invadir o próprio processo editorial pelo qual essa ao qual essa autora foi submetida e aí oi e aí explorando aquilo que eu mencionei agora a pouco mas
as três formas de destruição da perspectiva espaço-temporal o anatol rosenfeld vai dizer e curiosamente em todos os três casos os resultados se assemelham no primeiro o indivíduo desfaz o mundo e deixa de ser pessoa íntegra pois esta só Se definem no mundo destacando-se dele já no segundo caso o mundo desfaz o individo que também né se tem vocação deixa de ser pessoa implica e no último caso a vestir um abismo entre indivíduo e um e ainda esta ótica a pessoa perde a sua integridade tudo parece ser então uma diferença na infância e da da narrativa
se uma infantis e de digamos no próprio sujeito em seus fragmentos né e sua fragmentação que a gente poderia pensar talvez em busca do tempo perdido No posto e é no som ea fúria do foco né não é esse sujeito fragmentado não é justamente não pode ter uma experiência plena de muito porque ele mesmo já está comprometido mas quando o mundo se vê ele próprio fragmentado não é no canal da sua perspectiva labiríntica como a gente encontra em berlin alexander platz a gente pode dizer também quarto de despejo no limite em becos da memória esse
mundo que se faz ela ele não Permite uma experiência de mundo plena pelo sujeito dessa vivência que sujeito não consegue se encontrar e sujeito se esfacela também ele próprio em faz desse mundo que se a ruína e quando não há possibilidade de troca entre o sujeito eo mundo e como a gente encontra por exemplo e o processo de kafka mas também no castelo a gente poderia pensar em outros exemplos é enfim os resultados últimos são basicamente os mesmos ou seja a Falência da possibilidade de experiência após a falência da possibilidade de vivência do sujeito e
temos uma vivência plena é aquilo que o benjamin no ensaio sobre o qual nós falamos tanto né o narrador escreve tão bem vejam que as propostas anatol rosenfeld aqui causam muito com o que foi dito pelo bem lá a sua descrição da narrativa moderna da narrativa do romance tá bem que a gente tá chegando próximo da nossa conclusão e não é kim temos essa apresentação Geral pode ser relativamente sinterizada da seguinte forma o romance surge mar como uma forma que reflete mudanças sociais e transformações no pensamento e na forma formulação muito genérica mas a partir
do qual a gente pode dizer com elliott que o romance clássico sujo como gênero característico do sujeito moderno ui eu boto gostaria que esse romance fosse o romance tuco e que ele fosse caracterizado pelo realismo formal o sugiro modular essa formulação dizendo Que né com acréscimo que eu procuro aqui abaixo o romance antigo surge como o gênero característico da crise aí ele parentes do sujeito antigo que o sujeito antigo se a gente em cada perspectiva de categorias propostas pelo voto seria o sujeito pleno é o sujeito a histórico o sujeito para além do espaço do
tempo mas então a meu ver e acompanha aqui professor já assim e as propostas debatin esse sujeito antigo ele encontra a crise no romance antigo ali a gente Tem não é as próprias categorias da poética clássica colocadas em crise colocadas em choque e a meu ver é possível relacionar o advento do romance antigo a uma série de crises econômico-sociais próprias da antiguidade e período romano sobretudo mas enfim eu não vou entrar aqui as especificidades mas eu acho que esse é um fenômeno paralelo essa ideia que hoje foi defendida por uma colega não é que o
cujo trabalho é preciso muito a júlia Avelar e ela de fé em dia isso não é nesse trabalho e podemos então colocar em paralelo com esse advento do romance antigo a partir de transformações econômicas sociais culturais na antiguidade por volta do século primeiro segundo depois de cristo ao advento do romance moderno um romance clássico com o gênero característico do sujeito moderno e tal como proposto pelo óleo e o romance moderno como gênero característico da Crise do sujeito moderno na linha do que é proposto pelo rosenfeld tão vejo não é a conclusão final disso é de
que o romance como reflexo de mudanças sociais e transformações num pensamento mais tradicional talvez seja uma proposta interessante se levar em conta em diferentes contextos sem querer privilegiar uns em detrimento de outros e obviamente poderíamos dizer à luz daquilo que foi sugerido sobre a autoficção né salvo engano na nossa Quarta ao terceira parte da quarta aula poderíamos falar inclusive de um romance pós-moderno em que as categorias de ficcionalidade a representação digamos biográfico autobiográfico encontros por sua vez também colecionados mas aqui eu não vou entrar nesse detalhes eu encerro apresentação e eu gostaria de sugerir só
antes de passar para beber o grafia que os comentários de vocês dentro do curso não é de introdução aos estudos Literários se faltasse a partir dessa apresentação é na ideia de uma crítica de um dos últimos romances ou algum dos últimos romances que vocês tenham lido não é nesse período nessas últimas semanas nesses últimos meses a luz das propostas de iop ou da crítica que o navio araújo faz essas propostas ou aquilo que traçou anatol rosenfeld bom então características desse romance vocês vieram é normalmente romances mais ver série não tendem não é assim afinar Muito
ao que é dito aqui porque o que esses teóricos estão pensando mais pautado pelo fenômeno do romance digamos de vanguarda não é do romance que traz elementos inovadores para forma em termos literários né mas ainda assim é possível pensar não é a partir daquilo que vocês tiverem lendo de que forma isso se identifica com a forma romance quais são as características partilhadas quais são as características diferentes do que é o romance antigo do que o Romance clássico do que o romance moderno resposta pensar em outras formas romance eu acabei de citar não é alto ficção
na categoria proposta enfim desenvolvido pela diana clean a outras possibilidades a partir disso que foi proposto na apresentação de hoje com a a bibliografia básica não é lida e sugerido ao longo da apresentação haveria outros trechos a trazer como por exemplo o próprio trecho da própria Livro da diana klynger falando dessa narrativa o romance autoficcional da opção nos últimos anos mas eu fico por aqui esse é o nosso penúltimo encontro do apoio pedagógico dedicado a uma introdução aos estudos literários e o nosso último encontro era a semana que vem muito obrigado a quem tem acompanhado
os vídeos e até a próxima e tchau tchau e aí e aí E aí e aí e aí