ei ei ei ei ei só e [Música] [Música] [Música] São Paulo sempre teve geração de espaços gerações né então você teve a geração por exemplo do jogral depois você teve a geração do lei seca que foi uma casa de música instrumental aqui depois você teve uma geração do Sanja né que era chamava che Bernard no começo depois virou o s- Germain e virou o Sanja depois você teve o Supremo em geral porões incrível né em geral porões eh underground mesmo e depois veio a nova leva assim veio com a casa de Francisca né a casa
de Francisca um espaço pequeno se super se profissionalizou né as casas que vieram vindo nesses anos mancha mundo pensante Serralheria Casa do Núcleo puxadinho elas estão se mantendo a maioria tá se mantendo ou seja antes o ciclo era de uma ou duas agora é um ciclo de 8it 10 e o público vai ah mesmo num espaço com tantas instituições com tantas ah com tantos shows gratuitos muitas vezes mas as pessoas querem esses lugares e vão Então assim a gente sabe que a gente trabalha ah com muitas coisas adversas né a música não toca no rádio
Não tá na televisão Ah quer dizer os meios onde a música podia circular mais massivamente não existem Então você tem que fazer um esforço para que essa música apareça a partir de iniciativas artesanais mas é a manutenção dessas iniciativas a soma das pessoas que trabalham no meio as parcerias as colaborações que vão fazer acontecer sen não não acontece falar de música autoral é é muito abrangente né Eh o Villa Country faz música autoral também faz cover e faz música autoral um espaço de funk carioca que tem os Mcs também estão fazendo música autoral então assim
eh só que esses são segmentos assim amplamente divulgados na na na na mídia eh tem muito espaço eu acho que depois que a Indústria Musical eh começou a perder de força as grandes gravadoras acabou que eh os produtos foram ficando mais afuniladas então hoje em dia tem poucos nichos assim que são produtos para vender na mídia porque por exemplo uma rádio hoje toca só 40 bandas no no no no mês então se você for pegar essas bandas que tocam na rádio você vai ver que tem os nichos ali o o funk carioca o sertanejo universitário
então o lance quando a gente fala de trabalhar com música autoral trabalha com música autoral de bandas independentes mas a ideia de trabalhar com música autoral é para dar espaço para essas bandas que não tem espaço São Paulo é um lugar onde vem bandas de todo o Brasil porque tem um pequeno circuito de música autoral aqui onde essas bandas conseguem circular conseguem trabalhar conseguem fazer um processo de formação de público eu acho que as as pequenas casas elas cumprem uma função que foi das pequenas gravadoras há um tempo atrás na década de 70 80 porque
era ali que era uma linha de Nirvana por exemplo ele veio e de um de um pequeno nicho de né que foi para uma pequena gravadora e explodiu eh E tantas outras outras experiências aqui no Brasil inclusive e neste momento eu não acho só fundamental pra música é fundamental pra cidade né Eu acho que essa ess esse retorno de uma certa maneira da ocupação das ruas né a moçada que frequenta inclusive as casas eu acho que se determina uma maneira de ocupar a cidade também através da música que se faz nas casas né E como
as casas atuam por isso que eu acho que elas são mais importantes que as pequenas gravadoras na década de 70 80 porque elas extrapolam o universo da música né Eu acho que elas tem uma relação com a cidade a ideia da casa ela surgiu fora fora de São Paulo quando o meu o meu parceiro que é cofundador aqui da casa ele tava morando na Espanha a cerca de uns 15 anos atrás e eu fui visitá-lo fui conhecer lá pela primeira vez e na noite que eu cheguei lá a cidade tava acontecendo de uma maneira muito
incrível assim as pessoas eh convivendo e e e circulando à noite nos enfim espaços públicos e foi um ambiente muito incrível que há uns 15 anos atrás em São Paulo não era não era tão comum e aí a gente teve teve essa vontade foi na primeira noite assim a gente falou assim por que que a gente não faz uma coisa assim em São Paulo né só que a gente não a gente não sabia o que que era mas a gente tava falando um pouco de eh de uma vontade de de de ter uma cidade que
a gente pudesse ter e mais encontros e e mais circulação né Mas a nossa motivação ainda não não tava muito claro o que que a gente iria poder oferecer né e e e a música Era um ponto de partida assim né a casa ela meio que se formou naturalmente não foi uma parada planejada Eu nunca parei e organizei as ideias para falar Ah eu quero fazer um lugar assim que aconteça isso aquilo o outro eu vim para essa casa morar e ter um home estúdio porque eu sempre toquei sempre produzi música gravei amigos e tal
e precisava de um de uma casa então vim para um bairro que já é tradicionalmente Boêmio que é a Vila Madalena bairro relativamente barulhento e tal que que tem uma vida noturna que tem galerias de arte que tem enfim já respira Isso peguei uma casa no meio do bairro para montar o meu home Stúdio gravar as minhas coisas as coisas dos amigos e tentar girar nesse sentido mas sem muita pretensão assim como vários amigos que montam seu Home Studio A partir daí as coisas foram foram surgindo assim não não teve um planejamento eh metódico e
preciso com uma direção com um ponto final onde tinha que chegar estar fora do do circuito que todo mundo já esperava né Ah vai abrir uma casa nova Ah então Abre ali abre na Augusta na Vila acha ali os lugares que já tem um monte de gente e faz mais uma Isso foi uma coisa que eu pensei exatamente PR sair dessa não vamos nem chamar de concorrência né porque na verdade tá todo mundo junto ali acaba trazendo público para todo mundo mas para sair dali ali já tem gente demais mas a gente ainda [Música] tem
até dos próprios clientes às vezes eles falam falam Cris por que você fez isso aqui no Belenzinho Por que você não foi fazer pro centro que era muito melhor para você você ia ter um pessoal muito mais muito mais envolvido na sua proposta mas aqui a gente tem também e aos poucos essas pessoas estão chegando eu acho que a primeira questão que uma pessoa como nós pensa quando vai comprar uma casa ou alugar no nosso caso é a questão financeira P tem 6 anos a gente já querendo ou não já viv uma especulação imobiliária assim
dos lugares ficando caro né então a gente procurou a Lapa primeiro porque você tem essa tradição de falar pô não pô Barra Funda Lapa e talvez do outro lado lá pra Zona Norte né sendo é que aí já começa a ficar mais longe da nossa realidade quando falo realidade da onde a gente nasceu né E nesse circuito que a gente conhece musical que na verdade representa muito pouco da cidade mas é o lugar onde quer bem quer não a gente trafega nele são er os bairros mais baratos e também a sabe quanto mais concentração de
gente residência mais problemas com fiscalização você vai ter e eu falo isso não porque a gente é contra fiscalização mas quando você escolhe esse lugar é justamente isso que você sabe porque para você poder legalizar a casa ou para ter um tempo de paz para ter o capital de giro porque você não é investidor você precisa de um tempo e um tempo em paz mesmo para poder entender o que é ter uma casa porque quando você começa não tem um manualzinho dizendo ó primeiro Fala com a Subprefeitura e pede alvor tal depois fala com a
vigilância e tal Ó mas tem um pil também tem que falar ó mas tem a lei de acessibilidade também ou seja você não tem muito claro como você abre um negócio desse mesmo porque na legislação a gente não tá enquadrado como casa de show a gente tá enquadrado como rodeios ou grandes festivais você tem teatro você tem galeria você tem igreja tal mas casa de show de pequeno porte não existe na legislação eu vejo um cachorro molhado andando na rua com teu velho chegado carregando o carrinho velho bem cansado cão sai do lado isso é
a prova real de ter um aliado nosso lixo é o luxo que o velho tem ele só depende dele não depende de ninguém sobrevivência das ruas na alma marca da dor e não foi Ele que escolheu se um catador falta de opção Brasil país da corrupção ladrão de colarinho vulcão erupção tsunami desemprego parece um enxame a distribuição de renda desse país é ele segue pegando uma lata aqui e ali lutando o dia inteiro PR ver te filho sorrir andando e sempre criando novos ideais mas é sustentar alguém com00 por mê só que Play filho de
rico mê agora nossa vez Vamos PR lá lutar cada um faz sua parte pode melhorar eu t na casa faz 5 anos né o espaço geográfico trabalha música autoral H mais de 20 e a gente passou por um momento de rejuvenescimento do público né que nossos amigos de 5 anos atrás casaram tiveram filho e não não saem Mais e aí ao mesmo tempo que esse público mudou né esse público que era nossos amigos e tal que eram eh consumidores fiéis de Cultura uma galera que vinha mesmo para ver o que tava no palco eu acho
que mudou um pouco isso Às vezes tem uma atração aí e a galera tá lá fora no fumódromo tá nem aí para quem tá aqui então esse rejuvenecimento de público Eu sinto que ele vem com uma falta de informação também uma falta até de de de educação cultural aí que essa galera não não consegue eh consumir e digerir a a música de consciência Eu acho que eles não conseguem assimilar muito a diferença de uma música para outra sabe tá aí no meio desse lixo aprender a lição que para todo excremento existe uma salvação cada catador
por mais que Ele ande suso frase na sua cabeça seu lixo é meu luxo seu lixo é meu luxo meu nicho é meu Luo Olá boa noite Boa noite a todos boa noite obrigado muito bem-vindos a menor casa de show São Paulo todas as noites a gente dá uns recadinhos mais formais para que tudo corra bem primeiro recado por gentileza são celulares Apeles sonoros segundo que a gente realmente faz o serviço tanto de bebida quanto de comida em respeito ao show mas volta após o show estão todos convidados a continuar na casa e no momento
da conta a gente pede a gentileza de aguardar na mesa que além de ser mais rápido é mais estável também eh o recado mais importante é o cuidado grande agora na hora do show para não para não atrapalhar a performance dos artistas como das pessoas que vieram aqui para prestigiar o trabalho a gente PED esse momento de delicadeza e encarecidamente também na hora da saída porque aqui é uma zona mista tem vizinhos que já vão estar dormindo a gente conta demais com a elegância de todos hoje Parece que só tem pessoas elegantes aqui não teremos
nenhum problema tudo vai comr bem essa história que a gente brinca que é a menor casa de show de de de São Paulo eh eu nem sei se se é realmente Talvez seja mesmo eh mas a gente não teve não foi premeditado isso o fato que a casa é muito pequena e a gente eh quando percebeu que a gente queria fazer shows aqui mesmo e aí a gente a gente viu que o lugar onde as pessoas mais gostavam de ficar era na numa varandinha que que que tinha aqui que dava direto pra Rua Numa época
que ainda se fumava né Eh dentro dos lugares então a gente falou pô se aqui é o lugar que as pessoas mais gostam de ficar é aqui que vai ter ser o lugar da música né Eh porque no início logo no começo tinha música Mas e as pessoas por mais que e tava muito próximo ainda assim as pessoas não não paravam para ouvir e continuavam se sentiam no direito de continuar falando e e não tinha muito cuidado com a música E isso nos incomodou muito logo de cara aí que ve não pera aí vamos é
aqui o lugar que é mais legal da casa então aqui vai ser o palco aí a gente fez um Palco começou a caracterizar mais como um show mas ainda assim as pessoas tinha uma cultura muito de de falar e de conversar e de não ter um Cuidado um respeito aí que veio a ideia de bom então acho que a gente vai ter que parar tudo né Vamos parar tudo para as pessoas entenderem que é show mesmo não e parece uma coisa simples e mas aí exige um ritual meio chato mas que a gente foi achando
um jeito de fazer para chegar no momento do show e ter show mesmo né [Música] [Música] corre mais que uma vela mais de pressa mais ainda mais depressa do que o vento mais depressa corre como se fosse a Treve espessa do Tenebroso Vel do esquecimento Tenebroso véu eu não sei de corrida igual a essa são anos e parece que é o momento eu não sei de corrida igual a essa são anos e parece que é o momento corre não ceça de correr não ceça corre não cessa de correr não cessa corre mais do que a
luz e o pensamento é uma corrida doida essa corrida doida mais Furiosa do que a própria vida Furiosa mais veloz que as notícias Infernais mais veloz que as notícias Infernais corre mais fatalmente do que a sorte corre para desgraça para morte mas eu queria de corresse mais mas eu queria te correr [Música] [Risadas] [Música] [Música] a gente caiu nesse bairro meio de paraquedas assim não era o bairro que a gente estava procurando mas foi foi muito curioso assim acabou sendo muito interessante por vários motivos né o primeiro por ser um bairro mais tradicional assim a
gente acabou tendo que lidar com uma série de diferenças assim o que fez também com que a gente não caísse nos preconceitos em que muitas vezes a gente sofre né né então Eh mas no momento que a gente chegou esse pedaço da rua ainda era muito provinciano assim era um pedaço que tinha uma série de casinhas e e um comércio de muitos anos tinha o um armazém de mais de 60 anos o borracheiro de mais de 70 o o sapateiro aqui do lado que tem que tem até hoje o Genaro e a gente foi foi
vendo um clima muito familiar assim não era o que a gente estava imaginando era um pedaço da rua ainda e super bacana a gente foi conhecendo uma série de pessoas eh só que a gente também foi acompanhando o processo da rua sendo destruída assim né a última foi a casa aqui do lado que agora virou um prédio de não sei quantos mil andares aqui que é é descomunal a diferença entre o prédio e a casa e tá grudado na casa assim eh mas a gente logo que abriu a casa no primeiro dia da casa a
gente fez um convite deixou em todos os prédios em volta assim para pras pessoas eh meio que conv dando para elas virem na inauguração aí acho que vieram três vizinhos acho a gente lembro que gastou maior grana com os convites maior bonitos assim deixou em tudo que é portaria e vieram três assim e e foi bem legal foi foi gostoso foi divertido e aí aos poucos as pessoas foram chegando eh a gente nunca teve um segurança a porta sempre ficou aberta então é uma coisa das pessoas verem o que que é isso aí vão entrando
parece uma casa de alguém e O legal é que as pessoas se sentem à vontade aqui porque tem um pouco é a casa de Francisca né A primeira moradora da casa era Francisca a gente homenageou a Francisca eh e é um convite para se conhecer uma uma casa privada eh mas que que presta um serviço público né que e que tá aberta pra rua quem quiser entrar o pro é que a gente tá na na na na na Vila Madalena é um bairro conhecido como é uma área Boêmia Tem gente do mundo inteiro que vem
para cá para conhecer a Vila Madalena como vai conhecer o sorro como vai conhecer shit e em outras capitais do mundo assim é uma área conhecida pelo entretenimento pela noite São Paulo inclusive é conhecida no mundo como uma das melhores noites né night lives do do do mundo assim só que infelizmente aqui não tem uma zona de entretenimento tem zona Industrial zona residencial zona mista então a zona mista vai ter problema por quê Porque não é só a questão de eu fazer o isolamento acústico do puxadinho da praça eu posso isolar tudo e não vazar
nada de som mas o movimento na rua das pessoas a quantidade de carro que circula na Vila Madalena aliás São Paulo inteiro né mas na Vila Madalena por ser uma região de eventos de bares e tal eh já tem esse fluxo de pessoas e faz barulho então o morador que vem morar aqui na vila Ele já sabe disso né o cara que veio depois da Vila Madalena já ser um um uma zona de entretenimento e e aqueles que moram há muito tempo aqui é é isso que se tornou a a a a Vila eu acho
que é meio Irreversível mas é é um bairro interessante porque se não me engano é maior concentração de galerias de arte e Ateliê da cidade então o bairro já tem essa Ah já tem essa esse essa energia toda esse ar essa atmosfera de arte cultura e bares e tudo mais então é um bairro que te te atrai por conta disso se você pensa em trabalhar com arte com criação e tal tem tem um porquê tá aqui dentro só que assim como eu traço um paralelo assim como a música tem esse lance da da música que
é a mais comercial é a mercadológica ser uma música que o foco dela é uma é uma coisa que não necessariamente o artístico da parada o bairro da Vila Madalena também ficou com com lance que o foco deixou começou a deixar de ser isso que é legal essa parte de de da da atte da da cultura que existe aqui do que gira que tem em todos os bairros da cidade mas que enfim Aqui começou a ter destaque por algum motivo x isso começou a ficar ofuscado eh em relação a ao quão comercial se tornou bairro
com só pelo o fato de existirem muitos bares e muita bebida e muita vida noturna e tal então isso tem tem um lado meio triste nessa história né de Ah não sei para onde que que que vai virar aqui como é que vai ser começaram a prédios gigantescos e tal já não é mais um bairro que tinha as características que tinha que há sei lá 15 anos atrás 20 anos atrás então proscrito e [Música] sozinho Eu solto ao os secos da [Música] Serra suspiros desta saudade que no meu peito se [Música] encerra esses prantos de
[Música] amargores São prantos cheios de Dores saudades dos meus [Risadas] amores [Música] saudade da minha terra [Música] lar tem um processo de curadoria assim que ele ele tem um ele é ele abraça muitas Vertentes assim né Tem uma diversidade estética muito grande mas a gente tem um critério de comprometimento artístico que é o princípio da das nossas escolhas assim então independente do gênero eh a gente tenta avaliar os trabalhos que tem essa inquietação artística e que tem uma eh né trazem uma relevância artística dentro do seu gênero da sua estética o que nos dá orgulho
é que a gente não é um não é uma casa que tem um circuito não é um a gente não fala com um público eh único então um dia você tá ouvindo música erudita no outro dia você tá ouvindo rap no outro música contemporânea no outro popular e por aí vai mas dentro desse corte e artístico assim né Desse comprometimento artístico a casa desde que ela começou sempre foi foi um lugar onde você vinha tocar ou assistir um artista apresentando o seu próprio trabalho é um artista que não não tem ainda uma Em alguns momentos
até chegou a ter depois ou enfim mas é um artista que não Não se preocupa tanto com a visibilidade mercadológica dele e depois de um tempo passando por isso fazendo isso eu percebi que existe um leque muito grande de de artistas que trabalham fora desse da da da das fora da da linha comercial Fora do Eixo comercial da coisa e que fazem esse trabalho sincero e que mexe contigo e e eu acho que isso é o que forma esse mercado Independente de de artistas que estão muito mais ligados na na concepção na construção estética e
de narrativa do que eles estão fazendo do que efetivamente só olhar pro pro lado do mercado e e e da do acesso e tal e por conta disso eu acho que a gente firmou um um Talvez um estilo assim de do que a gente faz um um um carimbinho e estético sonoro e de postura Tá mas eles estão de em que gênero musical em qualquer um eu posso fazer um show de samb eu posso fazer um show de rap eu posso fazer um show de rock um show de MPB um show de Jazz mas todos
eles vão estar dentro desse espectro eu acho que não é uma aposta né é um é um Desafio mesmo de dar continuidade na resistência da música não massificada né a gente preza muito pelo autoral pela qualidade sonora e encontra esses elementos muito no rap com autenticidade no Jazz no rock no satisfação meu nome é de mil grau prazer mesmo aqui no t certo nessa festa linda aí faz barulho PR casa aí família m no no m qual você mais profundo cada obsessão Exige muito da cabeça minha obsessão é Deus e acabar com o rap vagabundo
desenvolver melhor conhecimento e Vida entra na porta estreita onde encontro saída de vida eterna me cobre com manto sagrado abençoa meu caminho guia as minhas pernas por onde eu for que eu não encontro a maldade que eu encontro a verdade Afasta a falsidade de mim meu novo mundo é te adorar para ti me abençoa tenho que orar que te amar para ti tu me afaste do fim vi o crime de perto já cheirei cocaína Eu já fumei maconha vendi os dois na esquina gerenciei biqueira várias fitas lucina Mas a vida te ensina dar a volta
por cima eu não esqueço o mundo o mundo me esquece eu não esqueço a paz ela me desmerece eu não esqueço o ódio não esqueço do amor quero que o nosso mundo de rua viva em prol de um valor me esquece dos que morreu dos que já se perdeu eu decidi meu novo mundo você decide o seu a divulgação era basicamente feita pelo Facebook através de FL digital há um Flyer fixo que a gente distribui aí nas lojas de skate na na na em Pontos parceiros até vários parceiros também e e o Boca a Boca
e eu traga o seu amigo outra questão de organizar show e bar entre a parte contatar com o pessoal fazer os tais eventos fazer a tal divulgação trazer público não é fácil são 22 shows no mês então não é sempre que você consegue encher a casa fazer com que a sua mensagem chegue para todo mundo sem ser uma coisa repetitiva enjoativa todo dia você tá divulgando show todo dia você tá divulgando cerveja todo dia você tá divulgando comida querendo ou não é a mesma coisa todo dia tem que ser feita de um jeito diferente então
essa coisa de ser se Reinventar todo dia a dificuldade é grande assim primeiro que eu não sou um eu não sou um empresário da da da noite eu não tenho experiência nessa área de de montar uma balada ou de uma casa de shows a minha experiência vem de produção eu trabalhava eh fazendo gerenciamento de e de turnê eh cuidando de escritório de shows então a minha experiência com música Vem disso aí e só que para abrir um negócio de música autoral hoje primeiro você tem que gostar muito do que faz senão abriria outra coisa como
diz o Rafael Castro uma fábrica de portão dá mais dinheiro do que abrir uma casa de música autoral eh ou então seria sei lá fazer uma coisa legal ainda seria concorrente do odo Borogodó e trabalharia com samba porque aí o público que vem na casa é o público que vem em busca de samba independente da programação que você tem ali então é muito difícil formar o público e é muito difícil eh pessoa nova que tá passando na rua por exemplo no final de semana entrar para assistir Uma Banda autoral então a gente é muito dependente
do público que a banda tem e muitas vezes a maioria das bandas não tem público ainda porque tá nesse todo mundo nesse processo de de de de de Formação então e para ter uma casa de música autoral você tem que gostar do que faz e saber que você tá num negócio que é ainda pelo menos por enquanto é uma contramão de mercado é complicado você falar de curadoria tipo ah perti musical porque esse recorte é importante des fundo tem um recorte de jazz o mancha tem esse recorte da música ind Rock and Roll a caleria
e o puxadinho a gente mexe com Rock and Roll o ind aí gente põe o Punk Rock aí tem a música instrumental tal vem um Jazz também isso às vezes é muito difícil para você comunicar com o público né E também você abre o leque pro mundo então a recebe as propostas elas vêm de todas essas Vertentes musicais E aí hoje em dia a nossa questão é como que você fala não para esses grupos Como que você deixa de de na verdade dar um feedback porque justamente uma dar nossas missões F Poxa então tá a
gente tá aberto para novos grupos né só que tá aberto para novos grupos começa começa também a bater bem novos grupos mas a gente tem pagar os aluguéis eu tô falando da parte da não tô falando do lado do músico tá falando do lado da casa Então como que a gente consegue ter um ambiente para receber novos grupos mas também pagar nossas contas Então acho que a curadoria tem que vir justamente n nesse lado onde você deixar muito claro que não então a casa vai nessa linha de programação a gente vai atrás agora de grupos
que a gente sabe que tem já um público cativo que dá giro paraa casa e que são importantes que são grupos também que são muito interessantes ter na casa porque eles fazem parte de um circuito maior que é Sesc festivais mas eles também começam a ver que é importante estar nas pequenas casas e também deixar de alguma maneira deixar claro pros pequenos grupos que a nossa escolha ou não por esses músicos tem Justamente a ver com acho que o pessoal sempre fala isso né tipo é horas de voo porque o que a mais recebe é
Olha estou lançando o meu primeiro disco e gostaria de trocar na seralheria aí o que acontece a primeira vez você que você meio Fala pô legal né primeiro disco vamos fazer tal mas depois de se anos de funcionamento você começa a ver que isso é um padrão eu tenho o primeiro disco e às vezes esse disco já é fomentado ou seja não é denegrindo o músico que fez isso ou corre dele mas acho que entra justamente num paradoxo não é de julgamento tá do grupo musical é um paradoxo mesmo que a gente vive hoje em
dia que a produção tá muito fácil mas aí bem legal fiz isso quem distribui tem um gargalo na distribuição quem Divulga meu trabalho Então na verdade você tem tem na verdade um estouro da produção mas os gargalos D justamente Aonde a indústria fonográfica funciona bem aonde a televisão ainda sai ganhando onde a rádio ainda sai ganhando onde a cerveja sai ganhando que eles sabem distribuir e as casas elas são incapazes pelo menos na estrutura que elas têm de trazer um público para esses grupos Então acho que tem que também tirar um pouco desse mito de
Ah não a formação de público sim a formação de público porque isso aí é o nosso nosso objeto né o nosso trabalho tá por isso estar aberto para isso mas se você pega mesmo os números da casa e como elas funcionam eh tá faltando aí alguns personagens que uma casa não consegue manter casas que nem o puxadinho tal raramente tem um assessor de imprensa raramente tem uma pessoa distribuindo o material ou Indo atrás dos músculos são os próprios donos fazend tudo isso não é fácil encher um espaço pequeno é tão difícil quanto encher um espaço
grande porque o espaço grande ele já tá dimensionado e a divulgação dele é uma coisa que a gente não se dá conta no dia dia a dia a gente fala assim pô Claro P vem ao Brasil lota lota por um preço incrível Mas vê a propaganda que é feita é o p é Beatles mas nego põe cartaz na rua anúncio na televisão entendeu é preparado para isso se você não tiver anúncio e cartaz então no além do cara ser conhecido tem uma campanha ganhe ingresso tal ligue pra rádio tal bombando o nosso meio para 70
50 100 200 tem que fazer da sua dimensão coisa intensa pra gente fazer essa da sanfona tá intenso se vier 50 pessoas lindo e tá intenso é assim fala pô puto esforço para 50 pessoas é puto esforço para 50 pessoas bem-vindo bem-vindo ao mundo que on quando vejo meu olhar as lágrimas feito sal se esgotar no da Paixão o coração não pode navegar sozinho feito um marinheiro louco a buscar só sozinho feito um marinheiro louco que [Música] onda que [Música] onda que onda que me dá o seu olhar que [Música] Ona que [Música] onda que
onda que me dá seu olhar [Aplausos] [Música] solta [Música] uh brother Ei Obrigado Brasil Que orgulho [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] R que [Música] onda quando vejo seu [Música] olhar as lágrimas feito o sal se esgotar mar da Paixão o coração não pode navegar sozinho feito marinheiro louco austar e sozinha feit um mariro louco que Ona que Ona que onda se que [Aplausos] [Música] Ona que [Música] onda que onda que o senhor [Música] [Aplausos] que que onda que on que me d o seu onar que H que onda que onda que me dá o seu
[Música] olhar que [Música] onda que [Aplausos] onda que onda e me dá o seu olhar que onda que onda hum tsunami vocês estão vendo não é só Mariana não é só aland é on da Vida Ei que Ona [Música] ah on que [Música] olhada da Luz [Aplausos] Marina os recursos são sempre muito enxutos porque a quantidade de pessoas é eh né é muito e é muito pequeno e aqui tem uma questão que não é só o fato de ser pequeno Porque eu conheço um monte de lugares que é menor do do que aqui mas como
a nossa proposta é é é um show não tem giro né Então as pessoas vêm tem todo o ritual de vir antes de assistir o show de ficar um pouco e de ir embora então o problema não é só ser pequeno é você você atender as 44 pessoas por noite e ponto né então não é fácil é um conceito que que prioriza outras coisas né não é um conceito comercial né e mas que nos traz uma série de outras vantagens né A partir do momento que a gente pode também experimentar um monte de coisas já
que o nosso compromisso não é é visando a maneira de de ganhar mais grana assim né a gente a gente tenta com os vamos dizer recursos que que que a bilheteria ou o consumo da casa gera a gente mantém a casa então é uma coisa artesanal mesmo é um cuidado com todos os detalhes assim para manter o projeto e e melhorando assim desde o começo eu quando como a casa começou de uma maneira completamente espontânea de amigos vindo ver o que os outros amigos estavam fazendo eu mantive ela basicamente assim o tempo inteiro ela eu
nunca Participei de nenhum edital nunca tive nenhum Patrocínio nunca passei por nada disso deio nesse sentido e tal basicamente a casa funciona com o retorno que ela dá do que ela mesmo faz é isso é sempre foi isso e o ano passado até a gente fiz um festival que foi exatamente nesse mesmo modelo foi um festival que rolou sem nenhum apoio sem nenhum Patrocínio custeado unnica e exclusivamente pelo pelo que ele conseguia fazer sozinho por ele mesmo eh eu acho extremamente importante a as políticas públicas que existem que fomentam de certa forma o que os
os trabalhos artísticos que é feito seja com música com teatro com cinema e tal eu não tenho absolutamente nada contra eu acho que tem ter só que eu também acho que a gente não pode ficar refém desse modelo então todo mundo me perguntar Ah mas por que você não tem Patrocínio Por que que você não vai atrás disso daquilo outro e eu na minha cabeça é assim é legal ter fazer isso ter isso ter Patrocínio e tal só que se a partir do momento que eu preciso disso para acontecer para para realizar eu tô abrir
um ponto fraco ali na estrutura da coisa toda e e eu e eu entendo todos os amigos que eu tenho que precisaram abrir isso mesmo colocar isso esse ponto para poder evoluir o que estão fazendo mas eu acho que eu cumpro um papel de ser o contraponto disso de não ter e falar não cara não tenho não não pretendo ter e continua existindo ali a duras penas dando M em ponta de faca sem porque ao mesmo tempo que eu não tenho apoio e tal eu também não tenho nenhum respaldo assim não existe uma preocupação por
parte do poder público de que eu exista então é é é um pouco para mim é muito absurdo né na verdade um pouco não é muito absurdo é tipo cara não tô te pedindo nada eu não quero nada eu dou conta de fazer o que eu faço eu só preciso que você poder público aceite a minha existência e ainda assim a gente não consegue se eu quisesse viver com uma casa de show eu não sobreviveria nunca eu mal consigo pagar um cachê decente pros artistas que vem para casa quanto mais viver como uma casa de
show eu vivo hoje aqui da cerveja que eu vendo é a cerveja que paga os meninos que atendem que cuidam que montam é a cerveja que compra o equipamento de som praticamente assim a minha eu tô a gente tá com uma estrutura de cozinha legal então é o que a gente vende no bar que sustenta o show tem poucos editais o le incentivo que que apoiam os espaços onde a coisa tem muita coisa pro produto final para festival paraa circulação de bandas paraa gravação de um CD então assim tem já vi vários prêmios aí sei
lá 150 200.000 para gravação de um CD se a gente vem se inscrevendo em projetos tem 3 anos e a gente não ganhou nada ainda ganhou agora o edital da funar a gente ficou em terceiro na colocação Nacional são sete premiados a a gente ficou em terceiro e e ganhamos R 200.000 saiu agora a comunicação oficial a gente não sabe ainda quando vai receber esse esse dinheiro para fazer as coisas assim esse edital foi pra melhoria da casa então a gente colocou melhoria no equipamento de som isolamento acústico cachê para bandas alguns shows eu tenho
toda a lista ali do do que a gente pediu para chegar esses R 200.000 o espaço não tem um capital de giro a gente vive com dinheiro que vai girando e e as bandas entendem quando a gente atrasa um borderô alguma coisa mas realmente é muito difícil agora a gente foi lacrado pelo pelo pisil na última sexta-feira é a gente perdeu o faturamento do final de semana isso Já atrapalhou o mês inteiro não vou conseguir pagar meu aluguel amanhã eu não consigo pagar um monte de borderô atrasado da outra semana então assim cada noite que
a gente abre a gente tem um custo fixo o segurança recebe a rosters recebe o técnico de som recebe o b recebe a limpeza recebe o gerente recebe o o o produtor que trabalha durante o dia para fazer a produção de cada show desse que a gente marca tem uma pré-produção e tem uma pós-produção tem um pagamento Então eu tenho uma equipe grande trabalhando e quando a gente não consegue se pagar com o custo da noite eu tenho prejuízo entendeu a banda não ganha e a casa perde acho que o pil poderia apresentar um relatório
anual ao invés de apresentar Quantas caixas quantas casas eles lacraram eles poderiam apresentar um relatório de quantas casas eles adequaram Sabe eles poderiam vir aqui prestar um serviço pra gente e falar olha você tem que adequar o seu fumódromo você tem que colocar uma placa de estacionamento aqui na porta a sua porta não pode ficar aberta depois da 1 da manhã sua segurança tem que ficar aqui do lado de fora para para colocar o pessoal para dentro só abre para entrar e sair tal eu não tinha essa informação para mim eu tava adequado Lógico não
sou nenhum anarquista eu acho que tem que ter lei para tudo e eu quero respeitar eu quero quero me enquadrar mas infelizmente a forma que eu abri esse espaço não sou nenhum milionário que veio aqui e abri um espaço e já decou e tem condição de fazer tudo não acho que tinha que na verdade os entusiastas da música e da cultura se for olhar não são Mega empresários com muito dinheiro [Música] [Música] nas horas mortas da [Música] noite como é DCE [Música] meditar quando as estrel ctil nas ondas quietas do mar quando a lua majestosa
surgindo linda e formosa como Donzela [Música] vaidosa nas águas vai se [Música] mirar eu eu não gosto de falar de qualidade musical acho que a qualidade musical ela é muito Ampla no sentido de eu não consigo às vezes ter um radar e acho que tão amplo de de compreender e entender toda as Vertentes musicais que existem né Eh mas eu acho sim que as as pequenas casas fazem uma uma espécie de curadoria eh do que tá rolando por aí eu acho que naturalmente a primeira Às vezes a primeira intersecção do músico com o público é
na pequena casa né às vezes é vendo o que tá acontecendo e e às vezes se testando às vezes em lugares que vão se tornar pequenas casas né que eu acho um pouco geracional isso também né Muito interessante quando tem uma moçada que fala o cara quase que ele ele vê que aquilo é tão legal tão genial ele quer fazer aquilo com uma turma com e essa turma vai se ampliando e aquilo acaba com uma pessoa Daquela turma abrindo uma pequena casa uma garagem que vai se transformando e puf a hora que você vê você
fala nossa que que é isso né E tem pessoas muito interessantes eh nas nas nessas casas né pessoas e com manté no tamanho do mundo né Eh a maneira como enxerga as outras coisas que estão acontecendo em outro outros estados outras cidades outros países né Eh o cuidado com a elaboração às vezes eh a maneira desburocratizada como como as pessoas enxergam essa relação com a música né As instituições maiores elas são mais lentas necessariamente são mais lentas pelo tamanho pela pela eh estruturação da da instituição né as pequenas casas são muito mais ágeis né Eu
acho que são muito mais ágeis de a ação da da do que tá no ar também né e eu acho eu gosto de pensar assim né Eu gosto de pensar que as pequenas casas TM essa essa fundamentação eu acho que sem esse tipo de negócio né esse tipo de paixão esse tipo de estrutura e a música perde muito e a cidade também a gente tá vivendo também um momento muito de coletivos né que eu acho muito saudável Qual é o desafio do coletivo o mesmo da gente aqui começar é fácil entre aspas claro que exige
paixão exige esforço manter que é o difícil e manter vivo com qualidade como com a mesma semente do começo eu sinto que é o mais difícil E é isso que vai fazer vingar Muito obrigado meu nome é Rafael Arcanjo o disco tá aqui para vender Quem quiser comprar vai ajudar ao Verde nascer isso é o meu compromisso um beijo PR vocês até a próxima se Deus quiser [Música] [Aplausos] more F aqui com cenário junto com luz Marina Muito obrigado meu amor aos camaradas todos que estão aí queam vião vocês aqui dentro Valeu sempre e sempre
e sim Sempre sim Sempre Zé Moreira Zé Moreira Zé Moreira vai a feira Zé morera morera morera vai a faz a tira o leite planta o milho colhe a cobra tira o leite planta o milho e colle a cobra não toma coca-cola tira o leite planta o milho colha a cobra tira o leite planta o mil olha a cobra não toma Coca colaa