Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre os exames complementares que podem ser usados na semiologia do sistema nervoso e a aplicação deles a semiologia do sistema nervoso de grandes animais primeiro exame que a gente tem é a análise do líquor ou líquido céfalo raquidiano sempre que houver uma clínica sugestiva de doença do sistema nervoso central ou seja afetando encéfalo e medula espinal é indicado eu fazer essa análise do líquid ela também vai servir além de auxiliar no diagnóstico a a graduar esse prognóstico do animal a estabelecer o prognóstico e também a
avaliação do tratamento se o tratamento tá sendo efetivo ou não os locais de coleta primeiro na cisterna Magna ou transição atlantooccipital que é aquele lá na região da nuca é usado em grandes animais mas não é tão frequente porque geralmente necessita de anestesia geral para ser mais seguro de realizar porque se eu tiver com uma agulha lá na região da cisterna Magna e o animal se mexer essa agulha pode lesionar a medula E aí como a gente viu a gente vai ter eh alteração da inervação de toda a região do corpo caudal a esse segmento
tá então geralmente essa coleta na cisterna Magna ou forame o transição a tranta occipital é feita com animal sob anestesia geral também tem a coleta que é feita no espaço lombossacra que é o mais usado na rotina de grandes animais que ele pode ser feito apenas com sedação no caso dos equinos ou com contenção física no caso dos bovinos dos pequenos ruminantes é bem tranquilo de conter Esses animais em decúbito lateral e fazer esse procedimento se for necessário pode ser feita a contenção química também nos equinos geralmente a gente faz em estação com contenção química
e tem a coleta direta nos ventrículos cerebrais laterais só que esse não é usado na rotina de grandes animais cuidados que a gente tem que ter na coleta sempre fazer tricotomia e antissepsia do ponto que eu vou fazer a coleta antissepsia semelhante é que a gente faz em cirurgia luva estéril de preferência e seringa ou catéter estéril tá nunca vamos fazer essa punção essa coleta se tiver indicativo de alguma lesão de pele se tiver mudança de coloração avermelhamento descamação ou sinais de inflamação porque se a gente passar a agulha a gente pode estar carreando microorganismos
lá pra medula espinhal a gente não quer isso então nunca realizar quando tem essas lesões e aqui faltou o com anticoagulante mas geralmente a gente faz essa coleta em um tubo sem anticoagulante e também num tubo com anticoagulante a gente coleta nos dois tubinhos aqui tá exemplificando uma coleta em cachorro lá na região Atlanta occipital a gente palpa as asas ali do Atlas traça uma linha mediana passando aqui exatamente sobre a coluna do animal e outra linha transversal sobre a a asa aqui do do Atlas e na secção na transecção dessas duas linhas é o
local da punção lá no espaço lombossacra uma linha passando exatamente sobre a coluna e outra Na transversal sobre as tuberosidades do ío E aí o ponto de coleta é na na CR dessas duas linhas Onde eu consigo palpar esse espaço lombo saac bom e aí o que que a gente Analisa primeiro é aspecto o líquor ele é límpido e translúcidos em color também então ele é semelhante à água não coagula que a quantidade de proteína de células dele é muito baixa então ele tem que ser quando eu coletar esse liquor ele tem que parecer realmente
ali uma água tá tem que ser dessa desse aspecto se ele tiver avermelhado pode indicar a presença de sangue e aí eu tenho que diferenciar se esse sangue foi por erro da coleta que sangrou ou se já tinha sangramento ali dentro desse desse espaço eh colorações esverdeadas amareladas indicam a presença de bactérias ali de Agentes biogênicos coagulação se ele coagular me indica aumento de proteína ou aumento de células que também é em resposta a processos inflamatórios ou infecciosos a densidade ela vai ter um padrão certo certo para cada espécie animal alterações dessa densidade também podem
estar associadas aí ao excesso de proteína ao excesso de células quando essa densidade tá aumentada e isso aí tudo é indicativo de processo inflamatório e ou infeccioso dentro do canal medular ou lá na região de incf importante se eu tenho suspeita de uma afecção encefálica a minha coleta o ideal é que ela seja feita lá na transição Atlanta hospital que tá mais próxima do encéfalo que eu vou ter o uma amostra mais representativo se a minha suspeita é de síndrome medular apenas pode ser interessante eu fazer a coleta lá na região lombossacra se eu não
tiver nada de alteração medular somente encefálico coletar na região lombossacra às vezes eu posso ter um falso negativo ali na minha amostragem também PH tem um PH específico desse líquid desse líquor que varia de 7.4 a 7.6 esse PH ele pode variar de acordo com o PH sanguíneo se o animal tiver por exemplo uma acidose um processo de acidose ali por injeção de excesso de carboidratos por exemplo eu posso ter um ligeiro aumento uma redução desse PH né um PH mais ácido em reflexo a essa alteração sistêmica na citologia a gente vai avaliar quais células
estão presentes ali Qual que é o tipo celular e qual que é a quantidade de células que estão ali então vai ter padronizado também o máximo de cada tipo celular que pode ter e o aumento deles vai me indicar inflamação o processo infeccioso ali sobre as proteínas é normal que tenha uma quantidade muito pequena no líquor somente de Albumina que é a que consegue passar ultrapassar a barreira hematoencefálica se eu tiver por exemplo as imunoglobulinas as globulinas isso já me indica aí um aumento da permeabilidade dessa barreira hematoencefálica que tá associada a processos inflamatórios ou
infecciosos também devemos dosar a glicose no líquor ela geralmente fica de um nível de 60 A 80% do nível da glicose sanguínea então se eu dosei no sangue tava 100 no líquor deve est entre 60 e 80 se eu tiver redução dessa glicose no líquor pode me indicar por exemplo uma meningite bacteriana E aí como que eu diferencio a redução somente no líquor de um quadro de hipoglicemia por exemplo eu dozo a glicose do líquor e do Sangue ao mesmo tempo se eu tiver redução apenas da do líquor me indica uma meningite bacteriana se eu
tiver redução das duas ao mesmo tempo na mesma proporção me indica que o animal tá com quadro de hipoglicemia E aí tem redução da glicose no corpo reduz no líquor também consequentemente a ureia também é capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica Então se o animal tiver um quadro de uremia ela vai dar aumentada também no líquor e também podemos dosar a catina fosfoquinase que ela vai ter uma isoenzima específica do sistema nervoso aspartato Amino transfer e a desidrogenase láctica são todas enzimas que tem que são que aumentam quando eu tenho lesão do sistema nervoso e
eu consigo diferenciar das outras regiões de lesão em outras regiões porém se eu dosar essas enzimas e elas der num nível normal eu não consigo descartar afecções de sistema nervoso também pode ser feita a sorologia né identificação de anticorpos de algumas de alguns patógenos nesse líquor por exemplo nos equinos o diagnóstico da encefalomielite protozoária equina é feito através da sorologia do líquor então a gente identifica anticorpos eh anticorpos ou antígenos desses agentes infecciosos nesse líquido a gente tem também a eletroneuromiografia que é um registro da atividade elétrica muscular e nervosa que vai possibilitar a pesquisa
da existência de patologias que estão comprometendo a unidade motora e os nervos Porém para grandes animais isso não é realidade pode ser usado geralmente você vai encontrar isso às vezes em pequenos animais mas para grandes animais não se encontra esse tipo de procedimento de rotina o exame radiográfico ele tem bastante limitação quando a gente pensa em grandes animais e aferição exame do sistema nervoso central mas ele pode indicar algumas coisas pra gente por exemplo a radiografia simples do crânio vai ser útil para detectar fraturas ósseas ali que às vezes essas fraturas me indicam um trauma
que pode ter acometido o encéfalo mas não vai servir para avaliar dentro da cavidade craniana e nem a parte de tecido mole do sistema nervoso central Então esse raio x vai detectar mais essas alterações grosseiras tipo e às vezes fraturas ósseas calo ossos ou tumores mais externos tá então é bem limitado esse tipo de de exame podemos fazer a radiografia simples também da coluna vertebral que vai ser útil paraa identificação de fraturas luxações protrusões de discos intervertebrais e alguns tumores e algumas deformidades ósseas também pode ser detectadas qual que é limitação pra gente de grandes
animais se eu pensar num bovino e num Equino adulto eu vou conseguir fazer uma radiografia com qualidade somente da região de pescoço só dessa região cervical porque o estante ali da coluna torácica lombar e de de sacro ali eu não vou conseguir avaliar tão bem pela radiografia porque eu tenho um espaço maior para esse raio percorrer e a imagem radiográfica não vai ser tão nítida Então não é usado muito usado para essa avaliação nesses animais por conta disso agora pro animal um pequeno ruminante um suino um bezerro e um ptro pode ser útil também e
a gente tem a mielografia que é a radiografia com a injeção do contraste lá no espaço subak noide então a gente faz injeta esse contraste lá no espaço soin onde tá quantida do líquor esse contraste vai se espalhar então ele vai formar uma camada sobre a medula e outra camada inferior a medula e ele tem que percorrer uma linha reta ele tem que formar se espalhar uniformemente ali naquela região se eu tiver em algum ponto esse contraste não progredindo ou formando uma silh normal pode me indicar compressões medulares que pode ser por luxações ou protrusões
de disco ou às vezes por hematomas neoplasias ou abcessos então ele é útil nesse sentido ela só não vai ser útil paraa avaliação lá do segmento caudal a S3 a sacral 3 porque ali eu já tenho a Calde quine Eu já não tenho mais esse espaço subaracnoide para esse contraste progredir E aí entra a contrastada injetando um contraste no espaço epidural acima da duram Mater que ela é indicada justamente para essa avaliação a partir de S3 ali que eu já tenho a Calde quin é pro diagnóstico dessas síndromes de Calde quin também Segue o mesmo
princípio esse contraste tem que progredir e ocupar todo esse espaço onde ele não ocupar é porque eu tenho uma compressão ou tenho alguma coisa ali que tá impedindo a progressão dele a tomografia cput autorizada ela vai ser útil vai ser melhor ali para avaliar ação do crânio e do parênquima encefálico em grandes animais a gente consegue fazer somente da região de crânio se for um animal pequeno a gente até consegue colocar dentro da máquina de tomografia Então essa tem a limitação física dessa máquina geralmente bovina e equina adulta eu consigo colocar somente a região de
cabeça e parte do pescoço a ressonância magnética vai ser melhor para avaliação do parenquima encefálico e também tem essa mesma limitação da gente não conseguir colocar os animais grandes lá dentro da máquina também as duas são são exames complementares de alto custo então tão limitadas aquelas proprietários que T capacidade de bancar esse tipo de exame Então não é usado muito na rotina de grandes animais o hemograma também é um exame simples que a gente sempre vai fazer aí em qualquer afecção e ele pode trazer algumas informações úteis pra gente principalmente ali na parte do leucograma
se eu tiver por exemplo uma aumento ou redução dos fostos isso pode me indicar uma afecção viral aumento de neutrófilos geralmente tá associado às doenças bacterianas e aí a gente tem o exame anátomo patológico que seria depois que o animal virar óbito ou for eutanasiado a gente fazer a necrópsia identificar as alterações macroscópicas coletar tecido e fazer o exame histopatológico Se necessário fazer as técnicas de imunoistoquímica e a de imunofluorescência a de imunofluorescência aqui é o diagnóstico oficial paraa raiva então sempre quando eu tiver suspeita de raiva eu vou encaminhar material paraa imunofluorescência e aí
que que a gente tem que ter de cuidado aí na coleta sempre usar luva de preferência luva óculos e máscara para não ter contato com fragmento ali do sistema nervoso não entrar em olho na boca a gente sempre vai coletar pelo menos um fragmento de cada parte aqui do sistema nervoso então um fragmento do telencéfalo do diencéfalo do tronco encefálico do cerebelo e alguns fragmentos da medula que sejam e representativos de toda a medula espinhal coletei um fragmento de cada um desses eu vou resfriar ou congelar dependendo do exame que eu quero fazer o exame
da raiva por exemplo tem que ser resfriado E o restante que sobrar eu vou colocar todo dentro do formol para eu fazer o exame histopatológico e algumas imunohistoquímicos Eu sempre tenho que coletar das duas formas por quê pode ser que eu tô suspeitando de raiva por exemplo e só o material resfriado para fazer imunofluorescência E aí foi fez o teste e deu que era negativo E aí eu não tenho material para testar pras outras doenças então sempre tem que guardar no formal para eu fazer o exame histopatológico porque pelo exame histopatológico eu consigo dar o
diagnóstico de várias outras doenças então sempre coletar essas duas formas bom sobre os exames complementares voltados pro sistema nervoso era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula l