[Música] [Aplausos] [Música] então agora nós vamos abordar um pouco do pensamento ético de Kant porque foi através dessa perspectiva que Rana aden chegou a conclusão de que isso que nós falavamos é uma absoluto E aí eu queria que vocês entendessem o que significa isso porque não é simplesmente o espanto de você se deparar com algo e considerar uma absoluto é uma questão que Brota de uma reflexão filosófica então a gente faz essa declaração agora e começa a falar um pouco da ética Kantiana para tentar entender isso Lembrando que a nada de foi uma grande leitora
de Kant então na ética Kantiana você tem a perspectiva do imperativo categórico a expectativa do dever do cumprimento do dever e do respeito a lei moral Então lembremos o que diz o imperativo categórico Age de modo tal que a norma da atuação possa valer como lei universal como uma regra Universal Ou seja a norma do teu agir ela deve poder ser universalizada para todos os seres ditos Racionais esse seria um critério de ação mas o que isso significa eticamente significa que uma ação boa é uma ação que transcende o interesse pessoal que transcende os egoísmo
sejam os egoísmos particulares sejam os egoísmos coletivos porque a sua ação ela deve visar o ser humano na sua integralidade na sua comunidade na sua totalidade mas no sentido de servir no sentido do bem comum no sentido da Fraternidade no sentido da comunidade então a ação boa para Kant é essa que consegue superar a inclinação natural do amor próprio Então o que seria uma ação na Perspectiva da ética Kantiana uma ação seria justamente o contrário amarração seria eu quis pensar primeiramente no meu benefício no meu interesse no meu prazer no meu desejo e deixar de
lado como algo meramente contingente o meu dever Ou seja eu torno condicionado aquilo que não poderia ser que é o dever moral então na perspectiva de Kant como se trata de uma perspectiva de ontológica e uma perspectiva de uma ética de princípios eu devo agir sempre de modo correto Independente de que aquela ação traga ou não benefício para mim se eu ajo sempre em busca do meu próprio benefício eu inverto essa hierarquia de modo de agir e aí o que o Kant vai dizer é que isso está enraizado no ser humano é que é natural
do ser humano essa tendência é de buscar inicialmente o seu próprio benefício e de fazer essa inversão de hierarquia e de dispensar o imperativo categórico de dispensar o imperativo do dever então ele vai dizer que existe um mal radical no sentido de um mal que está enraizado no ser humano como algo que é próprio da natureza humana nós somos naturalmente egoístas até aí tudo bem nós sabemos disso mas a beleza da ética Kantiana é justamente mostrar que nós somos seres livres que nós temos essa capacidade de nos inclinar o comprimento do Dever ou de fazermos
de conta que não temos essa lei moral dentro de nós e agirmos simplesmente baseado nessa nossa natureza má que é a que busca sempre o seu próprio interesse de modo que nós temos aqui o bem o mal e a liberdade humana a liberdade humana ela tá justamente nesse intervalo um animal ele não pode ter uma ação boa ou uma ação uma porque não existe nele esse intervalo de escolha não existe nele essa lei moral essa noção de dever que ele pode ou não pode seguir mas um ser humano A então o ser humano ele é
livre para escolher perceber essa lei moral essa inclinação ao dever e agir conforme a isso ou fazer de conta que não está vendo e agir conforme essa inclinação é egoísta natural mas uma terceira possibilidade seria a possibilidade pensada por Kant apenas hipoteticamente de um sujeito buscar o mal pelo mal não o mal como a decorrência da busca dos seus próprios interesses porque esse é o mal radical é o mal mais comum é o mal que decorre da busca do meu interesse do meu desejo do meu prazer Porque nessa busca pelo meu próprio interesse pelo meu
prazer pelo meu desejo o que é que eu faço eu trato as pessoas como meios para alcançar esse meu próprio benefício e na ética Kantiana os seres humanos eles nunca podem ser tratados como meio ele sempre tem que ser trata como fim então a perspectiva de um mal que não seja meramente o mal instrumental que não seja meramente o mal decorrente dessa condição humana de buscar o seu próprio prazer digamos assim ele é pensado como mal absoluto só que esse mal absoluto ele é pensado apenas hipotéticamente importante no sentido de que seria algo que não
estaria sequer fazendo parte da natureza humana seria um mal inumano seria um mal é absoluto que transcenderia o próprio mal radical radical no sentido de estar enraizado no ser humano Então seria buscar o mal pelo mal e aí o Kant vai dizer se isso existe não é algo da natureza humana é algo quase diabólico digamos assim então quando a Hanna adamd que era uma grande leitoradicante que conhecia muito bem a ética Kantiana quando ela se depara com o governo totalitário né porque vocês sabem que mesmo quando havia a questão do nazismo e tudo ainda não
se sabia do que realmente tinha acontecido nos campos de extermínio e só depois isso veio à tona e foi realmente um choque uma coisa Uma Coisa inacreditável Então nada ela demorou a processar tudo isso que tava acontecendo né então ela diante desse absurdo ela entendeu não nós não estamos diante de um mal radical nós estamos diante de uma absoluto o totalitarismo ele é uma absoluto Então essa é a análise que a análise faz do totalitarismo como mal absoluto como o mal que se busca como a finalidade porque Lembra que eu falei que aqueles indivíduos que
se colocavam como uma massa dentro desse movimento maior do totalitarismo eles não tinham muito uma preocupação com seu próprio bem-estar e chegou um determinado momento dentro do que tava acontecendo naquele contexto absurdo em que a produção de cadáveres a produção de mortos a contabilidade que se fazia disso não tinha mais nada a ver com o domínio da Alemanha não tinha mais nada a ver com algo que fosse favorecer pessoalmente era o mal pelo mal né então essa essa questão ela se coloca né de uma maneira assim muito impactante então é as fotos que que nós
vemos daquelas pilhas de cadáveres né de seres humanos que foram simplesmente exterminados tudo isso mostra uma gratuidade no sentido de que você não vê o sentido naquilo não tem não tem o sentido pragmático de dizer havia uma necessidade pragmática de realização daquilo não não havia uma estratégia um interesse político era o mal pelo mal daí o mal absoluto e o que a gente vai ver é que muito embora a Anna a gente tivesse chegado a essa consideração do totalitarismo como mal absoluto vai haver um deslocamento conceitual a partir do momento em que ela se depara
com o julgamento de aikman [Música] [Aplausos] [Música]