Vede como caminhar com cautela, não como tolos, mas como sábios, aproveitando o tempo, pois os dias são maus. Por isso, não vos façais imprudentes, mas fazei-vos dos que entendem qual é a vontade de Deus. Caros católicos, essas palavras do apóstolo são importantíssima para nós em nossos dias, em particular, que infelizmente sábios, aproveitar o tempo, prudentes, procurando entender e fazer a vontade de Deus.
Temos que constatar, caros católicos, que muitos de nós andamos como tolos. sem cautela, sem cuidado, sem atenção. Essa tolic se reflete de muitas e muitas formas.
Citemos algumas dessas formas que atingem os católicos. Uma forma de toice é agirmos levados mais pelo medo do que pela razão iluminada pela fé. O medo em si não é ruim, pertence à nossa natureza humana, mas não pode nos dominar ao ponto de nos impedir o bom uso da inteligência para ver como nos portarmos.
E muitos grupos favorecem esse medo que paralisa ou que obscurece a inteligência, sempre colocando uma catástrofe diante das pessoas. Que seja o comunismo iminente, a nova ordem mundial, uma catástrofe natural, a condenação se a pessoa não entrar em tal ou tal grupo, castigos, se ela não fizer tal ou tal coisa, simplesmente movidas por isso. E vem as consequências.
Falta de confiança na providência de Deus, que governa todas as coisas e sempre. fuga da vida em sociedade para querer viver isolada não é um espírito católico e como se uma eventual perseguição não pudesse chegar facilmente a qualquer local atualmente, por mais isolado que seja. O tolo não conhece suficientemente a doutrina católica segundo o seu estado de vida e sua capacidade e, portanto, não consegue ter uma visão correta da sua vida, da sua vida familiar, da vida em sociedade, da política e da igreja.
ou até conhece a doutrina católica suficientemente, mas é incapaz de refletir com calma e aplicá-la realmente no dia a dia, ainda mais em situações inesperadas. Tem também o tolo que pensa conhecer o suficiente e sai julgando tudo de maneira rápida e definitiva, deixando-se levar pelo momento. O tolo é precipitado muitas vezes, isto é, ele nem chega a refletir sobre as coisas, não tem o cuidado de pegar os princípios e as conclusões desses princípios católicos para aplicar a cada situação concreta.
Ele logo fala, ele logo age, ele logo se exalta sem pensar, ainda que dê a aparência disso. O tolo pode ser também inconsiderado, ou seja, ele chega a considerar as coisas, mas não as considera suficientemente à luz da doutrina católica. Não pede conselhos a quem pode realmente ajudar.
toma decisões com reflexões pela metade, que tem um aspecto de verdade às vezes, mas que desconsidera muitos outros aspectos, levando a erros grosseiros ou sutis a depender da situação. O tolo pode ser também constante, ou seja, ele chega a considerar suficientemente corretamente as coisas, chega a tomar a decisão correta, mas logo a abandona, logo a deixa sem constância. sem perseverança, sem paciência.
O tolo carosólicos, tem muitas vezes ainda um espírito de independência, ou seja, não procura ouvir outros ou só ouve aqueles que ele sabe ter a mesma opinião que ele. To, no fundo, quer encontrar o meio de afirmar a sua impressão, a sua inclinação, aquilo que lhe agrada, sem fundamentar na doutrina católica. Realmente, o tolo aprecia muito mais os temas polêmicos do que os temas de vida espiritual, de santificação.
O tolo é também aquele que gosta das aparições, mesmo das não confirmadas pela igreja e tende a basear a sua vida inteiramente nelas. O tolo segue as postagens da internet e se deixa guiar porque ele não conhece verdadeiramente sem saber quem é o seu guia e qual é realmente o objetivo de quem o guia, sem conhecer a solidez ou falta dela, né? a solidez da doutrina ou falta dela e nem se dá conta mais do que está lendo e propagando.
Passa, por exemplo, a pensar que é essencial que cada pai de família esteja armado. O que é longe de ser verdade, isso não é algo essencial. Ou sai então a pérola de que os pais não devem jamais chorar diante dos filhos como se nosso Senhor, pai de nossas almas não tivesse chorado diante dos discípulos, seus filhos em alguns momentos.
E pouco a pouco o tolo vai caindo em erros cada vez mais grosseiros, passando dos sutis aos grosseiros. O tolo vai forjando para si mestres que dizem o que ele quer ouvir, falsos mestres, falsos sedutores. E para isso ele vai se justificando, dizendo que ali tem alguma ou outra verdade, não se dando conta que tantos outros erros o influenciam e que aquela verdade, aquela parcela de verdade está ali justamente como uma armadilha.
Muitas vezes o tolo chega muitas vezes também a erguer-se mestre de si mesmo, minimizando os conselhos, inclusive de bons sacerdotes, conselhos com fundamentos provados na doutrina católica, conselhos com citações de livros de teologia, com citações de santos, conselhos da experiência pastoral. O tolo não tem docilidade, ou seja, essa disposição de alma dear, de acatar realmente e profundamente o que a igreja quer, o que a igreja manda e de acatar isso com o espírito dela, que é espírito de humildade, espírito de caridade. O exemplo de docilidade nos é dado por esse funcionário real, pelo regulo do evangelho, que obedece prontamente, dcilmente a nosso Senhor, voltando para casa quando o mestre diz que o está curado.
O tolo busca as coisas extraordinárias, busca as aparições, as visões, os dons extraordinários, esses sinais e prodígios de que nos fala nosso Senhor no Evangelho. Ele busca o reconhecimento e o protagonismo. Claro, nós devemos fazer bem o nosso trabalho, fazer bem o nosso dever.
E se daí vem algum reconhecimento e protagonismo, não é porque o buscamos pur e simplesmente, mas por vontade de Deus. E devemos continuar fazendo bem o nosso trabalho, fazendo bem todos os nossos deveres de estado com humildade. De fato, alguns deverão ser protagonistas nas mais variadas áreas, mas isso deve ocorrer naturalmente e sempre mantendo a humildade e a finalidade, que é a glória de Deus e o bem das nossas almas.
Ai dos que buscam tolamente esse reconhecimento e protagonismo. Temos aqui, caros católicos, alguns exemplos que cada um de nós considere diante de Deus onde está a nossa tolice ou onde estão as nossas tolices. O sábio reflete em primeiro lugar, considerando as verdades da fé e as verdades naturais, mas considera em primeiro lugar sempre a glória de Deus, o bem da sua alma e o bem da alma do seu próximo.
O sábio reflete diante de cada situação a fim de ordenar tudo para que Deus seja glorificado, para que ele se santifique e para que os seus se santifiquem. Esse deve ser sempre o nosso primeiro critério, a glória de Deus, a nossa santificação, a santificação do nosso próximo. O sábio pede conselhos a quem dá-los bem.
O sábio considera as coisas e as considera suficientemente, procurando aplicar os princípios sólidos da doutrina católica na sua vida cotidiana ou nas questões de sociedade e da igreja. O sábio, depois da reflexão devida, considerando os princípios católicos e a aplicação deles, procura manter-se firme na boa decisão, apoia-se mais na graça do que em si mesmo. Só muda de decisão se percebe que cometeu realmente algum erro ou se percebe que pode fazer melhor de outro modo.
Realmente o sábio não procura mestres que digam o que ele quer simplesmente ouvir ou que confirmem simplesmente aquilo que ele já pensa. O sábio quer saber a verdade e busca efetivamente a verdade onde ela está, já não abandona. O tolo, caros católicos, por outro lado, e mais concretamente na sua vida, não reconhece o valor da oração ou reconhece esse valor, mas não se esforça para ter uma vida de oração.
O tolo diz: "Não ter tempo de rezar, mas encontra tempo quando um médico, por exemplo, diz que ele tem que fazer algum exercício ou encontra tempo para começar um curso para se qualificar melhor ou quando começa a trabalhar mais. Nada contra isso. Ao contrário, podem ser coisas boas, mas é preciso também ter tempo para oração.
Se encontramos tempo para fazer outras coisas necessárias no âmbito natural, quando realmente precisamos, ah, precisamos também encontrar tempo para a nossa oração necessária para a nossa vida sobrenatural. O tolo diz não ter tempo para a oração, mas muitas vezes gasta tempos e tempos na internet sem necessidade. O tolo não enxerga em seu estado de vida o caminho privilegiado para a sua santificação.
O tolo não enxerga em seus deveres de estado a vontade de Deus claramente manifestada e reclama e murmura das dificuldades. O tolo fica sonhando com outra vida irrealizável. Se eu tivesse sido religioso, se eu tivesse escolhido uma outra profissão, se eu tivesse casado com uma outra pessoa, etc.
O tolo se deixa levar por essas ilusões e enfraquece assim a sua alma, mostrando também falta de conformidade com a vontade de Deus. O tolo procura pretextos e desculpas. Se minha condição melhor, se eu não tivesse tal doença, se eu tivesse nascido em outra época, se eu tivesse recebido tal educação, se isso, se aquilo, procura pretextos.
e desculpas, como se Deus não desse para ele as graças mais do que suficientes para se santificar na situação em que vive. O tolo se consagra também a Nossa Senhora, mas não procura viver a consagração que fez. Não procura imitar realmente Nossa Senhora em suas virtudes.
Não procura colocar-se sob a inteira dependência dela. O tolo relaxa em sua vida de oração para se preocupar com os problemas do país e do mundo, para se preocupar com os problemas da paróquia da capela, para se preocupar com a geopolítica, com isso e com aquilo. Não percebe ele que, levando uma vida espiritual relaxada e que descuidando da família e dos seus outros deveres de estado, está cooperando para que os dias ruins se tornem ainda piores?
Quantos há que não conseguem governar realmente bem a si mesmos e a própria família, mas querem agir para mudar os rumos da nação e da igreja. Ilusão e tolice. O tolo não consegue ser apenas católico.
Ele é católico e mais alguma coisa. Ele é católico e contra a nova ordem mundial. Ele é católico e anticomunista.
Ele é católico e antiglobalista. Ele é católico e militante da guerra cultural. [Música] e vai colocando o seu catolicismo mais nessas coisas do que propriamente numa vida católica, sem se preocupar com a sua vida espiritual.
não percebe que assim está em verdade cooperando com os erros que pretende combater no seu ativismo. Devemos cuidar bem de nossa alma se queremos realmente que o Espírito Santo renove a face da terra. A face da terra se renova na medida em que nossos corações estão cheios do Espírito Santo e do seu amor.
O sábio, por sua vez, na sua vida cotidiana concreta, se esforça para ter vida de oração, apesar de suas dificuldades e misérias, apesar da sua falta de tempo. O sábio procura se santificar no seu estado de vida, começando pela vida familiar. procurando educar bem os filhos, não de maneira vaga, mas estudando, se esforçando, se corrigindo, passando bem com eles o tempo que tiver além do trabalho que sustenta a família.
O sábio sabe que o principal na educação não é o aspecto, não é o aspecto material, mas a qualidade do tempo passado com os filhos, em que se transmitem princípios, valores e se favorece o bom desenvolvimento em todos os aspectos dos filhos. Quanto os santos efetivamente foram formados em lares precários no que diz respeito à condição material, mas lares em que receberam uma boa educação dos pais com verdadeira caridade, sempre acompanhada de ordem, da boa disciplina, de mortificações ou de espírito de mortificação, dos elogios pelo bem e as consequências também pelo mal. E quantas almas se perderam em lares mais abastados, nos quais não houve preocupação com a educação.
O sábio age na sociedade, santificando-se, em primeiro lugar, sem descuidar de sua família, de seu trabalho. Ele sabe que tudo depende de Deus e que mais vale estar profundamente unido a Deus do que procurar fazer grandes coisas, estando afastado dele ou tibiamente unido a ele. Procuros e mais profundamente unido a ele é muito provavelmente causa de perdição para nossa alma pelo orgulho.
O sábio tenta, como diz São Paulo, entender a vontade de Deus. Ele sabe que é isso que importa e que se ele procurar fazer algo grande, mas que não é a vontade de Deus para ele, será inútil e arriscado para a sua alma. O sábio procura entender e fazer a vontade de Deus.
E ele sabe que isso é grande, isso é enorme, que isso dá glória a Deus, que isso fazer a vontade de Deus salva a sua alma e a do seu próximo. O sábio sabe que a união com Deus, que é a união com Deus que dá o fundamento para que tenhamos dias estavelmente melhores. O sábio sabe que cada passo para a santidade torna seu dia melhor e também torna o dia de toda a sociedade melhor.
Mas ele sabe que vive o seu dia sob o olhar e a providência amorosa de Deus, se esforçando seriamente para conformar-se a essa providência amorosa de Deus, a vontade sábia e amorosa de Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.