E aí, as narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar ouvindo Edgar Matielo Junior. Agora, no segundo bloco, ele vai falar a respeito da parte da sua adolescência. Ele contou sobre sua influência no bloco 1 e agora vai fazer a narrativa a partir da adolescência dele.
Então, com a palavra, o Edgar. E agora sim, momento da importância da grande adolescência. Aos 14 e 15 anos, eu comecei a me dedicar mais a ser um jogador de futebol.
Então, eu vinha de uma família que não era pobre, mas tinha condições limitadas de vida. O sonho de ser um jogador de futebol, que ainda é muito atual no Brasil, fazia parte do nosso imaginário como uma possibilidade de ascender, de sair de casa, mas, muito menos pela riqueza. Isso é verdade.
Pensando agora, era muito menos pela riqueza. Não posso esquecer que passava pela metade que me passar o próximo. Cabeça.
Isso é interessante. O que eu queria mesmo era jogar bola. E aí, de coração, eu tenho São Bento na cidade, mas eu era corinthiano só ainda, né?
Daí aquela vontade, o medo de um dia poder jogar no time do coração e marcar um gol no final do campeonato. É isso que busca agir. Então, os meninos da nossa época, nossos colegas se jogavam em tudo na rua.
Jogávamos de gude, pião, fazíamos pega-pega, porque era assim que a brincadeira acontecia. Mas éramos também os treinadores da Fepasa; eu entendo que o jogo de futebol foi predominante durante um bom tempo nas nossas vidas. E aí, isso também começou a me colocar na estrada.
É interessante porque eu visitava a Fepasa para ver os trens, e o futebol nos deu uma possibilidade. Eu mudei para conhecer Vanderlei, um dos jogos do Paz. Nós jogamos com o Clube Montenegro, um grupo de futebol cujo campo era igual a amarrar, né, atrás da sede campestre do Clube Recreativo.
Nós tínhamos o apoio do estado para viajar pelas cidades em campeonatos. Isso foi um momento muito importante na minha vida. Só que, lá pelas tantas, o meu rosto foi reconhecido; assim igualzinho, né, o José Mattel disse para mim: "Olha, você já tem 16 anos, já tomou alguma coisa na sua vida e o futebol não vai ser aquilo que vai dar certo".
Ele já estava bem escrito que eu não iria muito longe. No começo, a gente precisa, imediatamente, tomar providências para a sua vida. Lembro que o senhor já tinha 70 e poucos anos na época, e é claro que ele via que não ia estar ao meu lado o tempo todo, né, dizendo que ia ajudar, que eu tivesse alguma autonomia, inclusive profissional e financeira.
Então, aos 16 anos, conversei com familiares, inclusive ele, e fui da palavra o banco. Era importante ser algo mesmo, banco, na cidade. E aí, com 16 anos, eu larguei o futebol a ponto de não querer mais nem assistir jogo de futebol.
Olha, você não é para ser, então deixa para lá. Então eu parei com o futebol e assim pude MTP durante quatro anos para trabalhar no banco. Isso foi simultâneo com o ensino médio.
Aos 16 anos, trabalhei no banco e, simultaneamente, entrei no ensino médio no Getúlio Vargas. Aí que eu fui ser estudante, né? Do câmbio desse professor, e ele estava faltando coisa.
Ele deve ser. . .
que o perdão deve ser até o último. Eu conheci você e outras personalidades que fizeram muita diferença, porque a adolescência é mesmo cheia de estremecimento, né? Muito bom.
Nos mais diferentes segmentos e dimensões humanas, eu tinha que pular o muro da escola para poder entrar e fazer a primeira aula porque eu tinha autorização da escola municipal, né? Eu tinha autorização para chegar 10 minutos atrasado, mas, ao mesmo tempo, eu tinha que sair correndo do banco. Tem que dar um jeito de sair do banco, né?
E aí eu ia parar me trocando de roupa, que não era exatamente roupa, era a roupa da escola, o uniforme. Daí, quando eu corria, chegava na aula 11 minutos atrasado. Não podia mais.
Então, eu tinha um jeito de pular o muro para poder estudar. Se isso acontecer ao contrário, lá no ensino fundamental, às vezes eu pulava o muro da escola para trazer já uma aula e matar aula no Getúlio Vargas. No meu contrário, eu pulava o muro e eu tive a grata satisfação de não responder.
Que nojo, derivado do remédio, teve uma mesmo de perdura até outro. Alguém como também o Nilton, né? E eu, o Mário dos Santos, era o abrigo que, quando chegava muito atrasado, ele confiava a matéria e me deixava recuperar.
Então, uma coisa muito marcante para você, eu vivi e queria estar também com dois fatos. O deles tem a ver contigo, né? Mas o primeiro foi com o professor Milton.
Ele era o professor de educação física que dava aula para a gente no sábado de manhã. Eu não podia fazer aula de manhã e à tarde, e durante a semana, né? Então, no final de semana, ele concentrava todas as aulas de sábado de manhã para quem precisasse.
E aí, alguns de nós lá no sábado de manhã. . .
Chuva ou faça sol, xô ver se foi fizesse sol. E aí, pegou um momento que foi marcante até hoje, e foi assim: como eu jogava futebol, achava que eu jogava nele, né? Que eu já tava no nível, sim.
Eu já descobri que teve problema na escola. Teve um lance: alguém que eu disse "pegar Borba", coleguinha. Só que eu fiz uma falta muito agressiva, posso dizer até que eu lembro dele, né?
Eu quis pegar a bola dele de qualquer jeito; a bola, para mim, era mais importante do que a vida do meu amigo naquele momento. O professor viu, correu na minha direção e falou muito pouco: ele foi na minha direção, eu tenho 1,69, ele queria ter menos do que eu, e ele, de baixo para cima, olhando, disse assim: "Nunca mais faça isso". E aí eu quis argumentar com ele, disse assim: "E nunca mais faça isso".
E aí, Roberta, eu tinha 16, e eu nunca mais quis, aqui. E eu entendi, mais uma vez, o que é ter um bom professor na tua vida. [Música] Vamos acordar mesmo.
O meu avô, José Marcelo, sabendo que a vida dele não se tornou galinha até 120 anos, né? Ele queria viver até os 100. Ele me dizia, em todas as circunstâncias possíveis: "Para mim e para as pessoas que encontrasse, né?
Eu não falo para você de gasolina; é tudo igualzinho: estude para que você não tá entendendo a limpeza, além de Paulo". Isso em cima vemos assim que a gente não esquece. Então, apenas o grupo: eu nunca mais recentes.
Eu nunca mais fiz aqui. Eu entendi com aquelas coisas que o ser humano tem medo de pôr cuidado, né? O guri vai dar no início.
Eu entendi que eu poderia fazer aquilo; passando do tempo, eu entendi que eu não deveria, não poderia. Aquilo era uma atitude desumana. Então eu fui entender porque o esporte era mais do que aquilo que eu sempre pensei.
A bola não é tão importante; o jogo é mais importante do que um companheiro, do que uma pessoa que você ama muito. E aí, eu ainda tinha as minhas ligações. Roberto, eu já estava mais brincadeira, já tinha viajado o estado de trem.
Eu já jogava futebol, já era um dos que escolheram a equipe; né, já tinha passado pelo Getúlio Vargas, trabalhava em um banco. Mas eu fazia o esposo danado para poder me comunicar, né? Aquela coisa da intimidação, ainda falava muito forte.
Lá pelas tantas, o professor de português e literatura, você estará em seu nome da Se Pena, o professor de português e literatura, e ele tem mais pra perto dela. É o seguinte, né? Pelo menos em algum tempo, pelos três anos do curso que eu fiz, aqui, auxiliar de laboratório de análises químicas, eu tinha uma formação em disciplinas humanas fantástica ao mesmo tempo.
Nós éramos muito bons para laboratório e também nas disciplinas de humanas, né? Então, isso aqui é uma pessoa aqui, na nossa frente, e ele tem uma estratégia. Aquela senhora, algumas vamos falar não, acabamos, ok?
Vou fabricar longe o período da literatura; nós vamos ver os textos dele. E ele pegava o livro, e à frente lia, e todos nós entendíamos que nele não é juntar letras e palavras, né? Mas significa colocar o seu coração, a sua memória, a sua vocação, a sua verdade nos textos.
A não ser amigo da mesma forma: duas vezes e o mesmo texto não será lido de forma nenhuma. Com pessoas de referência. Ele era muito marcante, deste, ele tem um jeito muito característico de ler aqueles textos que eram grandes, que nos encorajavam.
E aí nós vamos fazer encenações e atrás daqueles períodos e aqueles espelhos. E um beijo para mim foi um divisor de águas, né? Ele é um dos autores; nós interpretamos, um coletivo nosso interpretou a todos com Luiz Fernando Veríssimo.
Isso, me corrijam se estiver errado, me sentindo é isso: numa correntinha, é o Analista de Bagé. Então, o que foi interessante que subir novo para mim, né? Nós ensaiamos muito; pessoas que querem descobrir.
Era um grupo que a gente podia escolher para ver, eu não lembro dos detalhes, mas para mim hoje é evidente, né? Porque era uma pessoa que já tinha uma grande, eles, Ademir, admiração e inteligência, muita habilidade para trabalhar em conjunto. Nós, horários, a gente se dispunha a fazer as coisas, hoje, horários.
É estranho, era possível chegados à noite, finais de semana, na casa dele, na casa de outros, né? Por isso é a causa de muitos colegas do YouTube, da mensagem da Terra e da ingresso do Luiz Fernando Veríssimo. É uma coisa que me matou, foi essa mesmo; eu estava tão seguro, seguro, seguro em interpretar para além daquilo que eu fazia.
Eu descobri que era pegar um texto pequenininho, dois ou três paradas do estoque e, lá na frente, a cena, a bandeira. Então nós íamos no teatro, no teatro do Getúlio Vargas. Para o adolescente, para mim, aquilo não era um Maracanã lotado, né?
Era um palco imenso. Eu vou sair e voltar lá. Dinheiro, eu quero ver como é que ativa de novo.
Eu não sei se ainda está do jeito que teve jogos, mas o fato é que tinha. Ó, é aqui, vai usar o pneu para cada um de nós, né? E aí, nessa insegurança, que eu deveria da roupa, daquilo que eu estava, o momento, pessoa que tem uns estimulados, né?
Então, amigos e amigas que eu gostava, planta e compromisso assumido, uma responsabilidade de todos, né? Não dos momentos. Colega esqueceu o texto dela.
E aí eu consegui dizer para ela assim: "Eu já sei o que você vai me dizer, você vai me dizer que isso, isso, isso, isso. " E aí ela se assustou, mas ela continuou. Ela parou.
Então, aquilo é outro mapa na minha vida, né? A ideia da generosidade entre os colegas que querem atingir os mesmos objetivos, que são os da formação humana. E isso é bem experiência.
Nós brigávamos, nós fazíamos cada coisa engraçada. O diabo, quando você é capaz daquele esperado, tanta coisa boa que a gente fez em algumas vezes é. .
. Mas isso fica para outra possibilidade, para que talvez queiramos todos, sem se computador, para os intermediários em contato, né? Deixa o momento para ele só para você mesmo, né?
Mas é, eu gostava muito de assistir à peça dos outros, ouvir a peça "Moto Contínua", boto contigo, inspirada lá na obra de Chico Buarque. E certinho. Então aí, ela no grupo do Marcelo, Maria Elisete Martins, que hoje tem uma escola de teatro em Sorocaba, forma.
. . hoje não, né?
A escola tem mais de 30 anos, ele é. . .
não é mais de 40. Se quiser, algumas pessoas que trabalharam nessa peça, porque ela poderia ter sido reeditada entre turmas, né? Mas tem um branco que eu lembro o nome dos colegas até hoje.
Eram Banhol, o Gato, Winston, né? É uma pessoa que. .
. porque eu tô aqui no Marcos, não tava lá dentro assim, no primeiro ano, no segundo, terceiro. E aí, ficou marcado a interpretação Francisco.
A interpretação que eles deram para mim foi muito marcante. E daí eu fui entendendo que, naquele momento da história da humanidade, aquele momento que o Brasil estava, né? Que o mesmo é ser um político, estavam, porém estavam coletivamente, e a muita coisa que o dia.
. . você dicas muitas coisas não poderiam ser ditas, né?
E foi pelo teatro que eu fui entendendo o sentido da música, 10, por exemplo, cantar aquele Milton Nascimento de guarda. Então, são coisas como essas que marcam a nossa trajetória. Então, você deve colegas que eu já passei a ser uma pessoa que falava mais e falava mais a partir de ensaios, inclusive, e que falava mais a ponto de ele, em algum momento, não reproduzir os problemas que eu tinha com a minha avançada, mas sim usando ela uma forma minimamente generosa para poder acolher pessoas que também estavam nesse aprendizado coletivo de a gente poder se expressar de alguma maneira, né?
Então, aquele vácuo. . .
"Eu já sei o que você vai me dizer, lésbica, isso, rapaz, 40 e poucos anos e tá marcado na minha trajetória tanto quanto aquele professor que, com o dele, sim, o material, professor de educação física na escola, sem poder, né? Bom, então, São Marcos da Silva, do Getúlio Vargas, Getúlio Vargas, humano, muro para poder estudar. É uma alegria poder dizer que é o lugar que eu consegui assaltar aquele boleto.
A entrar, não para sair, né? Então, quer falar sobre. .
. quer falar sobre o teu trabalho com teatro para ver se o território de alguma coisa pode. .
. Lógico, pode falar sobre uma curiosidade que eu possa. Eu acho assim, algum momento ali, né, da apresentação, você lembra ou não?
E se pode fazer ele chegando. Sou ex, dele voltar. Voltava a funcionar, os tira, o pessoal, nosso mesmo, que se preparava para eliminação e recreio.
O show, logo pesa na coxia, tinha o pessoal do apoio, que é as balas da troca de roupas, que a todo o vestuário, né? Ela, no teatro amador, dentro da escola. E você já assistiu?
Tem assistido outras peças de teatro, por exemplo, do contexto profissional ou não? Há 16 anos, não? Não, não.
Então, você estava fazendo teatro sem conhecer teatro. E eu conheci teatro a partir dos colegas que nem perceberam, meu, da própria escola, em entender as diferenças, não? Responde também.
E você acha que ajudou isso tudo para o ensino da literatura? Você acha que foi algo interessante para o aprendizado de literatura também? Sem dúvida.
Eu não fui pesquisar. . .
é bom leitor, né? E como as aulas de Literatura e apresentações de teatro passaram a ter mais, ainda que presente na minha vida. Então, eu não assisti.
Oi, e a partir. . .
Então eu posso ir assistir. Sorocaba tem isso, né? E Mocidade, que tem.
. . É uma história muito ligada à Fepasa, muito ligada ao tropeirismo, muito ligada às indústrias, né?
Das outras, lava, zona industrial. Wellen, tem tudo isso, essa vida dura, nessa vida, hora de acordar pela sirene, essa vida de almoçar, para se vender, ir embora, acidente de beijo, meia-boca, né? Que a gente se desperta, eu consegui sair correndo, né?
Então, tem tudo isso, ao mesmo tempo que tinha o Google, não? Recreativo, que tinha uma série de campo que dava para 20 mil pessoas assistirem ao show, e que achou praticamente todo, mesmo. .
. é o mesmo jeito, mesmo religioso, muito interessante, muito importante, né? Era para ela ter contato com a Legião Urbana, com o Raul Seixas, dentro do clube recreativo.
E tem umas apresentações de teatro que daí eu vou fazer o quarto da minha vida, até que chegasse ao Paço Municipal. E é isso, tem o teatro. Lado isso mesmo, cheguei lá.
Ele passou a ser. . .
não passei apertado, ficou podido, cuidado que eu tinha enterrado na cidade. Eu ia assistir. E infelizmente hoje o Rio Grande, ao Recreativo, lá que tem os grandes shows, né?
Das piscinas, fechado, tá no centro, não sei quase mais nada também, tanto ali no Clube União Recreativo, Círculo Italiano, Sorocaba Clube, algumas ações, poucas também. É uma pena, né? E o Teatro Municipal de Sorocaba também sobre reforma, mesmo, tem.
. . tá tudo parado, na verdade, né?
Mas isso não é por causa dela, ele só da questão da pandemia, já está parada há um tempo. E a Casa. Da Cultura também tá parado, toda parte caindo.
Infelizmente, nessas coisas, então vamos dar uma pequena pausa agora. Depois, dentro do que no ensino universitário, como você pode? E aí, o que você tá fazendo?
Porque, se não, eu vou dar uma pequena. . .
Oi! Eu fico pensando aqui: vai como é que eu saí lá da Fepasa, andando pelos trilhos, foi para o fogo no Getúlio Vargas e nem parar aquele Florianópolis bem interessante, uma vida abundante. O prêmio isso.
. . Então agora me esquecer o bloco.
Você vai encontrar para nós agora, sem nada da universidade, faculdade, universidade e a sua chegada aí na rua, nem morando na rua. Olha só o nariz! Ele mora na Rua do São José, CEP no bairro do Mundo, então é super famoso: do Pequeno Príncipe, Terra dos Homens, o noturno por aí afora, aquele grande escritor francês.
E, na verdade, eu não havia dor, né? Daí um dos livros mais. .
. sou porque ele e no correio para mim e acabou desaparecendo depois, acredito, no Oceano Atlântico. Mas, enfim, agora uma pequena pausa e, daqui a pouco, voltamos no bloco 3 com o Edgar Matiello Júnior.
Até daqui a pouco então! Até já! [Música] E aí?