Você sabe aquela sensação quando alguém fala algo para você ou deixa de falar algo para você e isso estraga todo o resto do seu dia? E se eu te falar que essa sensação só dura 90 segundos, a não ser que você continue alimentando ela. Aqui vai a verdade.
A raiva é uma escolha. Neurologicamente, as substâncias de estresse que criam a raiva são descarregadas do seu sistema em 90 segundos. Mas mantemos a raiva viva, dando replay na história, o que que a pessoa falou, o que ela deveria ter falado ou ensaiando a nossa reviravolta.
A neurociência disso é bem interessante. Um pesquisador chamado Dill V. Taylor viu que as catecolaminas, que são noradrenalina e cortisol, esses hormônios do estresse que são liberados no sangue no momento da raiva, se nada acontecer, eles são metabolizados em 90 segundos.
Mas quando a gente fica ruminando aquilo, é tipo você ter um alarme de fumaça que liga quando você queima o pão, mas ao invés de abrir a janela, você continua fazendo mais pão com a janela fechada. Então, na próxima vez que alguém fizer algo ou deixar de fazer algo, isso te irritar, observe o que acontece. Seu corpo enche de cortisol, mas aí você começa a história, que pessoa idiota.
E aí de repente você ainda tá com raiva 20 minutos depois recontando a história na sua mente do que deveria ter acontecido. Todo mundo conhece aquela pessoa inafetada e que não precisa suprimir nem reprimir emoções para ser assim. Essas pessoas elas não são nenhum gênio.
Elas só sabem de uma coisa que você tá prestes a aprender nesse vídeo. Esse é um dos vídeos mais importantes do canal. Se você quer ter mais independência emocional, paz e até magnetismo pessoal mesmo, recomendo você ficar até o final.
Esse vídeo é tão importante que eu dividi ele em capítulos. Então vamos começar pelo capítulo um, o mito da pessoa que aciona o seu gatilho. Todo mundo conhece uma pessoa que simplesmente sabe onde cutucar a gente, né?
Ah, essa pessoa, ela sabe exatamente onde me cutucar, essa pessoa me irrita muito. A gente fala isso como se a gente fosse controle remoto passivo, mas ninguém consegue acionar um gatilho que você não dá para ela. E aqui vai o mito da pessoa que aciona o seu gatilho.
É a crença de que outras pessoas têm poderes mágicos sobre as suas emoções, mas gatilhos só funcionam quando estão conectados com algo. Ou seja, esses gatilhos são, na verdade, feridas não curadas suas. Geralmente da infância, quando alguém aciona o seu gatilho, ela tá te mostrando exatamente onde você precisa se curar.
Por exemplo, um dos meus amigos que eu tava convivendo aqui recentemente, eu não vou citar nome, eh ele tem uma visão completamente diferente da minha de espiritualidade. Para quem não sabe, né, eu tenho a espiritualidade cristã. Eu não me defino como um cristão, porque o que que define isso, né?
Muita gente bate no peito, fala: "Ah, eu sou cristão, não sei quê". Mas eu realmente sigo Jesus Cristo e faço meus estudos arqueológicos e das escrituras. E esse meu amigo, eh, ele tem um viés completamente diferente a ponto de negar a existência, né, de Jesus.
Só que, né, a gente sabe que tem muita evidência, o mesmo nível de evidência de Alexandre o Grande, na verdade até mais, mas eu não, esse vídeo não é sobre isso. E aí a gente teve uma discussão sobre luxúria em que eu falava: "Olha, para mim não faz muito sentido fazer sexo casual, principalmente e mesmo se a outra pessoa quiser, tiver querendo, porque eu sei que vai ser ruim para ela. " E esse meu amigo fala: "Olha, é quem é você para falar o que é ruim ou não é para alguém?
" Se a pessoa quer fazer o problema, é dela, ela que se vive. E aí a lógica cristã é você amar o próximo como você ama a você mesmo. Então você não ia querer que, se você acredita que algo pode ser danoso para alguém, você não ia querer que essa pessoa se envolvesse num ato eh que, né, vai ser destrutivo para ela.
E aí esse meu amigo, ele não concorda com isso. E é uma discussão muito rica, muito interessante, mas em alguns momentos eu vi ele sendo irônico comigo ou até sarcástico ou até aumentando o tom de voz, gritando. Em alguns momentos eu vi eu querendo imprimir a minha verdade nele.
E no fundo, quando acontece algo assim, né, quando você sente um incômodo com a rejeição ou ironia do seu amigo, pode haver um desejo inconsciente seu de ser validado. Ou seja, se esse meu amigo concordasse comigo, eu me sentiria mais seguro da minha fé ou das minhas descobertas arqueológicas. Isso sugere que talvez uma parte minha ou sua, se você passa por isso, ainda não esteja totalmente firme em viver a sua verdade sem precisar que o outro confirme.
Ou seja, esse gatilho que meu amigo apertou, que muita gente falaria: "Ah, esse cara ele sabe me irritar, esse cara, né, ele pensa muito diferente de mim, eu não concordo". Na verdade, ele tá mostrando algo meu interno muito mais importante, que é essa necessidade de que a minha verdade seja passada adiante e não que eu posso simplesmente viver a minha verdade em paz e carregar menos peso na minha vida. Então, você nunca vai estar em paz se você for movido pela necessidade de ser entendido.
Simplesmente não funciona assim. E a maior prisão que você pode construir para si mesmo é aquela erguida sobre a necessidade de ser compreendido. Às vezes na vida não é que as pessoas não te entendam, às vezes é só que elas não querem.
E em alguns casos as pessoas estão tão presas na própria vida que jamais conseguiriam imaginar o que que você tá vivendo. E elas nunca poderiam te compreender porque elas não sabem o que você passou. Por isso, aceite a si mesmo, ame a si mesmo e se você entende o que tá acontecendo aqui dentro, você vai ficar bem.
Então, outro caso, outro exemplo foi que eu me relacionei com uma pessoa que tem apego evitativo. Então, como é que funciona uma pessoa que tem apego evitativo? Geralmente ela vai se aproximar de você, então ela vai ter uma conexão muito intensa, né?
né? Essa pessoa, ela também sente essa conexão intensa. Muitas vezes ela vai fazer algo chamado love bombing.
Então ela vai te bombardear de mensagem, bombardear de amor. Ela vai fazer algo chamado double texting, que é, por exemplo, ela manda uma mensagem e antes de você responder, ela já te mandou outra mensagem, ou seja, ela tá denotando uma grande quantidade de interesse em você. Não é só homem que faz isso, não.
Mulher também faz, tá? E então essa pessoa, ela sente essa conexão também. Essa é a dopamina dela e ela quer conexão, que no fundo ela nunca teve quando era criança.
Geralmente essa pessoa teve um pai ausente, seja homem ou seja mulher. Tá? E eh esse homem ou mulher teve um pai ausente.
O problema é que como ela não tem ela não desenvolveu esse apego saudável quando era criança, ela não tem receptores suficientes de ocitocina e serotonina, hormônio do vínculo e do bem-estar, porque elas têm essas pessoas muito dopaminéticas. Pode ver essas pessoas, elas geralmente têm esses circuitos de hipergamia muito fortes. Então elas estão sempre buscando alguma coisa no externo, né?
uma mulher que tá sempre buscando um parceiro melhor, um parceiro ou um homem que tá sempre buscando também novas oportunidades de luxúria. Muitas vezes a mulher ela quer validação. Então são circuitos de hipergamia, né?
Circuitos animalescos a pessoa simplesmente não domou esse circuito dopaminético. E aí o que vai acontecer é que o cortisol dela sobe quando existe a possibilidade de conexão genuína e aí a pessoa se afasta e vai respondendo menos e vai sumindo devagar. Isso tende a deixar você confuso e geralmente a pessoa vem com algum discurso como estar ocupada com trabalho ou com alguma coisa pessoal, o que não é mentira, tá?
Mas no fundo quando alguém tá interessado, isso não é impeditivo de te ver. E aí, beleza, aí você se afasta. E no fundo essa pessoa, ela tem baixa autoestima e ela tá constantemente sentindo vergonha ou culpa.
Então ela vai se sentir culpada por isso. Isso acontece porque no geral essa pessoa nunca teve alguém ali por ela de verdade. Então ela acredita que quanto mais ela se aproxima de você, maior é a chance de você ir embora.
E aí quando vocês se afastam, tá, o cortisol dela diminui e essa pessoa vai alguma hora voltar. Geralmente esse tipo de pessoa ela vai voltar, não do jeito que você queria, mas ela volta e aí vai falar como você tá geralmente esse tipo de coisa e é aquele tipo aquele papinho e aí você volta com tudo porque você já tava se questionando se você era bom suficiente ou se tinha alguma coisa de errado com você. E aí a pessoa some de novo.
Esse é o apego evitativo. Então quando você se relaciona com alguém que tem apego evitativo e você cai nessa, isso te afeta. E se você fica com raiva disso, o que isso tá revelando?
Esse gatilho seu, é uma ferida de abandono da sua infância, né? Então você vai se questionar, será que eu não sou bom o suficiente? O que que eu fiz de errado?
Essa dor não foi criada pela pessoa evitativa. Essa pessoa, ela apenas ativou uma ferida que já estava dentro de você. Porque se você tivesse desenvolvido um apego saudável e for completamente seguro e confiante de si, a sua versão mais confiante e segura, ela não ia nem se afetar com isso.
Ela ia ter que se esforçar. Hoje eu tenho que me esforçar para não sentir pena dessas pessoas, porque quando eu vejo, né, alguém sofrendo dessa forma, alguém com esse padrão evitativo, eu sei que ela tá num sofrimento mental muito grande. Eu sei o que causou isso na infância, né?
Porque eu já estudei tudo isso. Esses apegos eu entendo como eles funcionam. Consigo identificar muito mais rápido.
Então eu não consigo nem mais sentir raiva pela pessoa. Sinto por 90 segundos, depois vai embora. E eu tenho que me esforçar para não sentir pena, porque pena é uma sensação também muito ruim, é uma emoção muito ruim de ter com relação a alguém.
Então essa dor não foi criada pela pessoa, ela apenas ativou uma ferida que já tava dentro de você de medo de abandono, de não ser suficiente, de ser deixado de lado, né? Por exemplo, às vezes quando você ia jogar um esporte na escola queimada e aí ia selecionar o time, você às vezes era sempre o último a ser escolhido. Ou os seus pais, eles desenvolveram um apego ansioso com você, em que, por exemplo, você às vezes teve uma mãe que tava sempre te protegendo, mas às vezes ela sumia, ficava ausente e você ficava meio confuso.
Então você associou o apego a esse sensação de ansiedade, de luta ou fuga. E a mensagem que eu tenho para você com relação a isso é a seguinte: não leve pro lado pessoal. Ah, ela não falou oi para mim.
Ele não me respondeu. Ele desmarcou comigo. Ah, ele me decepcionou.
Por que que ela tá gritando comigo? Reformula, reenquadra, tire o comigo da frase. Não falaram oi, não responderam, desmarcaram, falharam, gritaram.
Agora isso é um dado, não é uma facada em você. Fatos acima de sentimentos, padrões acima de promessas. Pergunte uma vez, esclareça uma vez, defina o limite, ajuste o eixo, proteja a sua paz e siga em frente.
Comportamento deles é sobre eles, a sua resposta é sobre você. Isso se chama divisão de tarefas na psicologia adleriana, tá? Remova o comigo, veja a verdade e então faça escolha com base em lógica.
E aí, com relação a isso da lógica, eu tava me questionando, pô, mas eu não quero ficar um cara excessivamente lógico, né? Eu sou engenheiro e médico, já tenho essa esse lado muito lógico. E aí eu pensei, não, na verdade é o seguinte, como é que eu vou enquadrar isso para você?
Amor acima de tudo, amor incondicional acima de tudo, né? Então, se alguém tem um apego evitativo com você, se alguém te sacaneou, você ama essa pessoa, né? Quando eu falei a questão do cristianismo aqui, é isso.
Eh, para mim, assim, para você começar a a se considerar cristão, se é que existe esse rótulo realmente, porque muitas pessoas batem no peito, falam: "Sou cristão". E você vê comportamentos disfuncionais, extremamente destrutivos paraa sociedade. E aí tem uma frase de Jesus que é muito marcante, né, independente da sua crença, que é carame seus inimigos.
Ele veio com uma nova proposta aí. Então, quando alguém te sacaneia, quando alguém te irrita, quando alguém ativa o seu gatilho, essa é a pessoa que você mais deveria amar, porque no fundo ela tá revelando algo sobre você. A gente vai falar mais sobre isso na frente, no vídeo, tá?
Mas você usar os circuitos de lógica do seu cérebro, que o Daniel Kenman, no livro Pensando Rápido Devagar, ele divide em dois circuitos, né? O circuito sistema um, que é o circuito mais impulsivo. Esse circuito ele é muito bom.
Eu gosto muito de aplicar o amor incondicional para esse circuito. Então, eu amo rápido, eu perdoo rápido, tá? Eu sou rápido para perdoar, rápido para amar.
A Bíblia fala disso também, tá? E muita gente pergunta: "Rafa, você acha que a Bíblia é um manual de vida? " Sim, eu acho que sim.
Essa é a minha opinião, né? com 10 anos de estudo em neurociência também eu acho que bate muito, é muito interessante. Ele é um manual milenar de uma tradução milenar, mas enfim.
Então, amar rápido, perdoar rápido, mas usar o sistema dois de lógica e de pensamento para escolher com quem que você se relaciona, com quem que você vai colocar na sua vida. Então, só porque alguém, né, você vai amar alguém incondicional, não quer dizer que você vai trazer aquela pessoa para dentro da sua casa emocional. É porque é o seguinte, cara.
No fundo, ficar com raiva de alguém por algo que ela fez ou deixou de fazer é que nem você ficar com raiva da natureza porque ela é do jeito que ela é. Imagina ser picado por uma cobra e ao invés de tentar se curar e se recuperar do veneno, você sai correndo atrás da cobra para descobrir o motivo da picada, para provar que não merecia aquilo. Mas a cobra segue em frente alheia indiferente.
E cada passo que você dá na perseguição da cobra, o veneno se espalha mais fundo no seu corpo. Você tá tão focado em conseguir respostas que não percebe e que você só tá se enfraquecendo. A cobra não tá pensando em você, não carrega o peso do que aconteceu, mas você sim.
A cobra tá seguindo a natureza dela. A verdade é que a cura não vem de correr atrás do passado ou exigir um fechamento. Ela vem de parar, respirar e escolher cuidar de si mesmo.
Algumas feridas precisam de tempo, não de explicações. E quanto mais cedo você solta, mais cedo você se liberta. Então o seu colega de trabalho fez aquele comentário que te irrita automaticamente, ao invés de reagir, se pergunta sobre o que que isso é dentro de mim.
Talvez isso te lembre de críticas dos seus pais. Às vezes você tinha um pai muito crítico e de repente o colega de trabalho não tá acionando seu gatilho, ele tá revelando um gatilho seu, uma ferida emocional sua que deveria ser curada e que você ainda não olhou direito ainda. Então, quando você para de ser um controle remoto, você se torna um operador do seu próprio estado emocional.
Ninguém consegue decidir como você se sente a não ser você. E lembra, conversas difíceis e desconfortáveis só terão sucesso com pessoas emocionalmente inteligentes. Atenção, você não pode ter conversas transformadoras com pessoas comprometidas com a imaturidade.
Você traz clareza, elas trazem causa. Você traz soluções, elas trazem defesa. Você traz crescimento, elas trazem ego.
Agora, me escuta bem, porque isso é importante. Inteligência emocional é o preço de entrada para uma conversa de verdade. Sem ela, cada ligação fica mais pesada.
Cada solução vira um problema maior. Cada tentativa de compreender se transforma em discussão. Algumas pessoas não conseguem receber feedback sem se sentirem atacadas.
Não conseguem ouvir a verdade sem ficar na defensiva e não conseguem crescer porque não suportam desconforto. Então faça um favor a si mesmo. Guarda suas conversas difíceis para as pessoas maduras o suficiente para tê-las.
Então encerramos o capítulo um, o mito da pessoa que te dá gatilho. No fundo, não é a pessoa que te irritou, é você que se permitiu irritar. E se você tá irritado com ela, isso denota uma ferida emocional sua que vale muito a pena você olhar, porque vai te dar muita liberdade emocional, isso vai mudar sua vida.
Capítulo dois, tá? A revelação da emoção secundária. O que que a raiva tá realmente escondendo?
E aqui vai algo que vai explodir a sua mente. O que você chama de raiva não é bem raiva. A raiva ela é tipo um segurança do portão.
Ela aparece para proteger emoções mais baixas na escala, como medo, vergonha e culpa. Como assim na escala, Rafa? Bom, o Dr David Hawkins, psiquiatra, PhD, médico, neurocientista, ele definiu uma escala de níveis de consciência, tá?
Eu vou pedir pro meu editor colocar aqui na tela, em que você tem os níveis mais baixos ali, vergonha, culpa, e aí você vai subindo para medo e você vai chegar em raiva, e aí depois eventualmente você chega em coragem, que é uma emoção intermediária, e aí você vai subindo para as emoções que ele considera as emoções elevadas, construtivas, abaixo de coragem são emoções destrutivas. Então a raiva, na verdade, às vezes, ela tá mascarando algo muito pior. Por exemplo, quando alguém pisa na bola com você, tá?
Você não tá realmente com raiva. Muitas vezes você tá machucada de uma ferida, de medo de abandono, né? Quando alguém, um cara, ele promete mil coisas e some ou faz você questionar se você é boa ou suficiente ou bom o suficiente.
Recebo muitas mensagens de homens também que estão aí às vezes conversando meses com uma menina e ela some do nada. Aí você, será que eu sou bom o suficiente? foi começar a sentir sentimento de inferioridade.
Será que eu não mereço essa pessoa? Então isso vem uma ferida de abandono, mas a raiva ela parece mais segura para você do que expressar medo ou vergonha. Então, por exemplo, o seu amigo te desrespeita e você explode em raiva, mas por baixo daquela raiva tem uma ferida.
Será que esse amigo gosta mesmo de mim? Será que ela tem algo contra mim? Quando você aborda a ferida, ao invés de só expressar a raiva, uma mudança real acontece.
Eu me sentir desrespeitado? É uma resposta muito diferente do que reagir e revidar com alguma ofensa ali na impulsividade. Quando você aprende a abordar a emoção por trás da raiva, você pode abordar o verdadeiro problema e resolver a causa base.
Mas Rafa, expressar raiva não é bom. Por que que acaba sendo destrutivo dessa forma? Reprimir raiva é tão destrutivo quando descarregar ela de forma agressiva, né?
O saudável tá no meio, reconhecer, acolher e expressar de modo consciente e não partindo de uma emoção destrutivo. Quando você reage na raiva, você explode, ofende, ataca. Isso gera mais mágoa e não resolve a ferida.
Reprimir a raiva também é ruim, porque você engole, mas ela fica no corpo na forma de tensão, doença, ressentimento. Então é expressar conscientemente. Você reconhece a raiva, observa essa raiva, a gente vai falar mais sobre isso no vídeo, percebe o que ela tá protegendo e comunica de forma vulnerável.
Escolha não se identificar com a raiva, mas usar ela como um sinal para olhar mais fundo para dentro de você. Então esse é o capítulo dois, a descoberta da emoção secundária. Então sempre que você tiver um gatilho, observa, porque geralmente vem de uma emoção secundária que a raiva tá protegendo.
Vamos pro capítulo três, a descoberta do ponto de escolha. O super poder entre o gatilho e a resposta. Existe um espaço entre o gatilho que você tem e a resposta que você dá.
E nesse espaço é onde mora a sua liberdade. A maioria das pessoas não sabe que esse espaço existe. Victor Frankon, que é um psiquiatra judeu, descobriu isso num campo de concentração nazista.
Não importa o que aconteça a você, você sempre tem a liberdade de escolher a sua resposta. O gatilho, ele é acionado. Seu corpo é encharcado e com a química da raiva, porque ninguém é perfeito.
Isso pode acontecer e provavelmente vai acontecer, mas antes do seu corpo reagir, você tem um microssegundo de escolha. Alguém te jogou uma isca passiva agressiva. Que que é passiva agressiva, né, Rafa?
Eh, por exemplo, alguém te manda uma mensagem fingindo que ela é super boazinha, ela é quase uma anja, ela é um anjinho, ela não fez nada de errado. Mas aí você revida, você responde, você reage. A pessoa fala: "Opa, que isso, né?
" Geralmente pessoas passivo agressivas, elas usam uma técnica chamada gas lighting, que ela vai fazer você pensar que você é doido ou doida e aí você reage e aí você depois tem que pedir desculpa por algo que no fundo a pessoa que tava, ao invés dela simplesmente comunicar, né, a pessoa passiva, agressiva, ao invés dela simplesmente chegar em você e falar: "Olha, eu não gostei disso, vamos conversar sobre isso, na boa, ela vai mordendo pelas beiradas, mas usando termos ácidos que vão te incomodar e aí se você reagir, ela ganha razão. " Ela faz isso inconsciente, tá? Muitas vezes, né?
É raro você encontrar uma pessoa realmente sociopata, nem 1% da população é e a resposta. Então, para fechar esse capítulo três, eu quero que você pense naquela pessoa que você conhece alguém assim que nunca parece reagir. Ela tá sempre respondendo de forma consciente.
Vamos pro capítulo quatro para explicar mais como que essa pessoa faz isso. Capítulo quatro, a técnica do self observador. Olhando as suas emoções como você olha pro tempo na janela.
Então eu quero que você olhe paraas suas emoções. A mes falam que você vê as nuvens passando, o clima, o tempo na janela. Você observa a raiva subindo.
A raiva tá subindo, o coração tá batendo mais rápido, mas você não se torna aquela raiva. Você olha a nuvem passando, tempestade passando, mas você não é aquela tempestade. Esse selfie observador, ele tá sempre calmo e sempre presente.
É a parte sua que pensa. Eu estou tendo o pensamento que essa pessoa é uma idiota. Ao invés de você assumir, essa pessoa é uma idiota, isso faz toda a diferença.
Então, quando alguém vacila com você, ao invés de você simplesmente colocar como uma verdade absoluta que aquela pessoa uma idiota e ponto final, isso é um julgamento, isso corrói a sua alma, você vai observar, né, como um selfobservador. Você é o observador por trás da sua mente, tá? A sua mente, ela não é a sua amiga.
A sua mente não quer que você triunfe, não quer que você seja sua versão mais confiante, mais pacífica, mais magnética, que tenha sua melhor vida. Não. A sua mente quer que você sobreviva.
Ela quer passar os seus genes adiante. Então, não confie na sua mente. Já o seu self observador, ele vai ser sempre pacífico, tá?
Ele é o Deus que tá presente em todos nós. Então, recapitulando, é você observar o pensamento de que você tá achando aquela pessoa uma idiota. Ao invés de você assumir que essa pessoa é uma idiota, você não vira um só com a sua mente, você não se identifica com a sua mente, você cria um espaço de separação ali, né, um microssegundo de separação, que tem a ver com o capítulo três que a gente falou, que é o tempo entre a raiva subir e a resposta que você vai dar.
Por exemplo, seus pais falam alguma coisa que você não gosta ou seus filhos reviram os olhos quando você fala algo. Ao invés de você ficar defensivo, observa a irritação subind no seu corpo. Agora você tá observando a emoção ao invés de ser sequestrado por ela.
E desse espaço você consegue formular uma resposta que realmente vai ajudar naquela situação realmente construtiva e não destrutiva. O self observador te dá algo chamado imunidade emocional. Lembra de uma situação que você ficou calmo numa discussão, você tava usando esse seu selfie observador, você tava agindo em emoções mais elevadas.
Às vezes uma emoção como razão que na escala do David Hawkins tá no no nível de consciência 500, se eu não me engano, ou até amor, né? O melhor é amor. Amor é o mais forte, ele dissolve e quebra todas as barreiras.
Então fechamos o capítulo quatro, a técnica do self foi observador. Agora vamos pro capítulo cinco. A revolução do reenquadramento.
Aqui a gente vai usar uma técnica, tá? De TCC, de psicologia. Eu não sou psicólogo, eu sou médico engenheiro, mas é uma técnica muito rica chamado cognitive reframing, que é o reenquadramento cognitivo.
Então, eu quero que você olhe as pessoas difíceis na sua vida como treinadores emocionais. E se as pessoas difíceis, no fundo, não forem obstáculos no seu caminho, mas personal trainers do seu atleticismo emocional. Isso muda como você vê cada pessoa desafiadora, porque quanto mais difícil alguém for, mais ela vai te mostrar exatamente onde você precisa crescer.
é um convite de cura. Então, por exemplo, uma pessoa passiva agressiva, ela tá te forçando a desenvolver a sua capacidade de colocar limites. Igual um personal te bota para fazer um treino lá, um agachamento pesado.
Treinadores emocionais estão te ensinando a ficar calmo sob pressão. Por isso que eu falei, o amor incondicional é você amar os seus inimigos. Claro que isso não quer dizer que você deva manter pessoas que estão dificultando sua vida, mas essas pessoas vão aparecer inevitavelmente.
Então, ame elas de forma incondicional. Porque se você continua interagindo com pessoas que não são para você, se você continua mantendo na sua vida pessoas que já deveriam ter se afastado ou que você já deveria ter deixado ir, as suas interações não vão soar harmoniosas, vão soar dissonantes, vai ter algo nelas que simplesmente não parece certo. Isso deveria ser no mundo perfeito um sinal de que é hora de soltar, que não é uma boa conexão para você.
O que acontece, na minha opinião, é que a gente acaba se apegando à dissonância. a gente agarra aquilo como se fosse um mistério a ser resolvido e que tem que ser resolvido. Senão, se ficar aquela coisa mal resolvida, ah, vai ter um karma ruim com aquela pessoa.
Mas às vezes você já fez todos os esforços para tentar resolver e é hora de deixar aí e se libertar, parar de carregar esse peso. Ah, por que que essa pessoa não responde? Por que que não parece tão certo?
Por que que eu me sinto estranho depois de interagir com essa pessoa? Por que que parece que eu entrei num joguinho de gato e rato ou num psicodrama de alguém? ou essa pessoa entrou no meu.
A gente se apega à dissonância e transforma isso em algo para investigar, para tentar entender. Só que não é simples. A vida é simples.
Mantém ela simples. Se as suas interações com alguém estão deixando você se sentindo mal, estranho, fora de sintonia, honre isso. Reconheça isso.
Não tente decifrar. Apenas aceite a informação. É como uma planta com espinhos.
Ao invés de ficar voltando para investigar, por que será que essa planta me espetou? Deixa eu tentar de novo. Olha, eu ainda tô sangrando.
É só perceber. Essa planta me machuca e pronto. Deixa a planta em paz e vai embora.
Mesma coisa com pessoas. Se há uma dissonância, não tente descobrir motivo. Não tente se contorcer para ajustar isso, pensando: "Ah, se eu fizer essa mudança, se eu me adaptar mais um pouco, talvez até melhore por um tempo, mas no fim você se deforma todo, se perde, acaba miserável".
Então não. O que vale é se as interações com alguém no geral, no seu íntimo fazem você se sentir bem afirmado, energizado, em sintonia, segure isso, valorize isso. Eu não tô falando que você tem que concordar com tudo com a pessoa, isso também não faz muito sentido.
E se a outra pessoa também sai energizada, melhor ainda. Isso é maravilhoso, é precioso. Mas se não, se tudo que sobra é dissonância, simplesmente vai embora.
Não tenta entender, não tenta consertar, apenas vai embora e solta. No fim das contas, acentue o positivo, elimine o negativo e não perca tempo com o meio termo. Fechamos o capítulo 5co.
Vamos pro capítulo seis agora. Capítulo seis é o mapa dos limites, protegendo a sua paz sem se tornar uma fortaleza. Limites não são paredes, são portões e você é o guardião do portão.
Eu entendo que você tá frustrado, mas eu não respondo bem a grito. Podemos conversar quando você estiver calmo. Isso não é ser agressivo, é ser assertivo.
Uma boa analogia de o que é um limite é a pele. A sua pele, ela é uma barreira física, ela protege o seu corpo, mas ela também permite algumas bactérias que são boas para ela ficar nela. Se você limita essas bactérias, se você mata as bactérias boas da pele, tá?
Eh, que são uma relação de simbiose, você vai ter, a pessoa começa a ter várias doenças de pele, né? Então, limites não são portões, você se fecha completamente para tudo, senão você vira lá o lula molusco do Bob Esponja. limites são eh são portões e você tem que ser um bom guardião nesse portão e saber selecionar bem o que que vai atravessar, como a gente falou no começo desse vídeo, com circuitos de lógica, o sistema dois de pensamento, pensamento mais lento, né?
Mais incondicionalmente, mas opa, eu não quero, essa pessoa não vai entrar na minha vida, essa pessoa não vai entrar na minha casa. Então o seu amigo que sempre reclama, por exemplo, mas nunca quer soluções, né? Eu tenho uma amiga assim, ela é uma pessoa muito doce, mas cara, ela tá sempre frustrada falando que, ah, toda pessoa vacila comigo, eu tô cansada da pessoa vacilar comigo, eu tô cansada disso, cansada às vezes me liga e fica 20 minutos falando disso.
E ao invés de ficar frustrado e você falar alguma para de falar isso, não aguenta mais reclamar, depois se sentir um merda e ter que pedir desculpa, como é que você lida com isso? Trace um limite. Olha, amiga, eu me importo com você, mas eu só consigo ouvir esse seu problema por mais 5 minutos.
Eu tô ocupado, a não ser que você queira pensar em soluções, a gente pode fazer um brainstorm junto para soluções. Então você tá protegendo sua energia emocional enquanto você ainda apoia a sua amiga. Limites preservam a sua capacidade de ajudar as pessoas ao invés de você ter um burnout emocional.
Então, capítulo 6, os limites. É muito importante você entender essa lógica dos limites. Eles não são uma parede, eles são um portão.
E você tem que juntar todos esses capítulos para aplicar essa questão. Vamos pro capítulo sete. Pedir um tempo na discussão preventivo, tá?
Isso antes de dar uma merda. Então, deu algum problema com alguém? Você tá tendo uma discussão ali com alguém?
Os dois estão muito, as emoções estão a flor da pele. Tempo, tempo, porque eu quero que você lembre de um momento que não teve mais volta, que você teve uma briga com alguém e foi cada um para um canto. E nesse momento se você tivesse pedido um tempo e conversado depois com calma, talvez você teria conseguido provar o seu ponto ali muito melhor ouvido melhor a pessoa também e você não teria se arrependido, né?
Então, eu acredito que existe uma coisa que é assassina de todos os relacionamentos e uma vez que aparece quase nunca permite que a relação seja salva mais. Não é dinheiro, não é traição, não são diferenças ideológicas, é algo muito mais profundo. Então, quero te convidar a ouvir com os ouvidos e não com os gatilhos, porque quer você saiba ou não, provavelmente você já fez isso, provavelmente já fizeram isso com você e provavelmente você vai perceber agora.
O assassino de todos os relacionamentos é o desprezo. Mesmo que eu tenha um PhD nas minhas próprias opiniões, isso não é só a minha perspectiva. Isso vem diretamente de um estudo mais longo já feito sobre relacionamentos de casais do Gotman Institute.
E a pesquisa é clara, o desprezo é o preditor mais forte de divórcio. E eu chamo desprezo de corrosivo, porque assim como a ferrugem do metal, ele não destrói a estrutura em um único dia, não faz uma cena dramática de imediato. que vai correr aos poucos, comentário por comentário, olhar por olhar, ironia por ironia.
E depois que essa ferrugem se instala, não tem mais muito o que fazer. Até que os buracos fiquem grandes demais para reparar. O desprezo não só mata o amor, ele corrói a confiança, a segurança e o respeito.
E um dia você acorda percebendo que o vínculo não se rompeu por uma grande explosão, mas por milhares de pequenos cortes, pequenos detalhes que você achou que não importavam tanto assim. E o pior é como ele se esconde. O desprezo nem sempre é óbvio.
Não é só gritar ou xingar. Ele mascara em comentários casuais e carrega uma mensagem velada. Eu sou melhor do que você.
Por exemplo, vou falar 10 frases, você vai ver se reconhece alguma, tá? Nossa, você fez isso? Deve ser bom ter tempo livre.
Ou você é igual seu pai ou igual sua mãe, ou acho que vou ter que fazer sozinho de novo. Ou você nunca faz nada direito? Ou como alguém pode achar que isso é uma boa ideia?
Talvez você tenha estragado tudo ou você nunca me escuta. Ou é por isso que não posso confiar em você. Você sempre complica tudo.
Na superfície pode soar como sarcasmo, frustração, impaciência, algo bom, mas por baixo são frases corrosivas e com o tempo elas desgastam a conexão do mesmo jeito que a ferrugem enfraquece o ferro. até que aquilo se parecer inabalável, já não consegue mais se sustentar. O desprezo aparece quando colocamos uma necessidade não resolvida dentro de nós sobre o nosso parceiro.
É uma voz que diz: "Eu não posso me sentir bem se você não mudar". Esse desejo de mudar a pessoa é um senso de superioridade. Na verdade, o desprezo é a máscara que a dor veste e essa dor diz: "Eu estou acima de você".
Na essência é uma criança interior gritando: "Eu me sinto pequeno, me sinto invisível, me sinto inseguro". É um paradoxo de autoestima excessivamente elevada com baixo autoestima. A dura verdade é que nenhum parceiro pode carregar o peso de consertar esse distúrbio dentro de você.
Amor não é controle. Amor não é me faça-se me sentir bem do jeito que eu quero. O verdadeiro amor começa quando você consegue sentar com a própria dor ao invés de terceirizá-la para a pessoa mais próxima.
E aqui tá a parte que muita gente não quer encarar. O desprezo não corrói apenas a relação entre dois adultos, ele treina os filhos. Quando as crianças crescem assistindo o desprezo, elas não vêm apenas brigas, elas absorvem o desprezo com o modelo do amor.
Algumas repetem, outras escolhem parceiros que as tratam com o mesmo desden, outras toleram abusos, porque em algum nível o desprezo já se tornou normal. Ou seja, o desprezo não está apenas destruindo o relacionamento, ele tá escrevendo o roteiro da próxima geração. É o trauma intergeracional sendo passado adiante.
Então, se você percebe essas frases na sua própria voz ou sente elas direcionadas a você, não ignore isso, porque o desprezo não destrói apenas o relacionamento de hoje. Ele molda e condiciona os relacionamentos de amanhã, incluindo o que os seus filhos vão reproduzir. Bom, fechamos o capítulo sete.
Agora vamos pro capítulo oito, o método do mapa de gatilho. Aqui toda vez que você tiver um gatilho com alguém, se você quiser assim maximizar em 1000, multiplicar por 1000 a sua evolução emocional, espiritual, mental, tudo, se tiver realmente, cara, eu quero me tornar alguém 0,01% da humanidade, faz o seguinte, toda vez que tiver um gatilho, você vai no seu diário, tá? Eu sei que quase ninguém vai fazer isso.
Se você fizer isso, você é 1% estão assistindo o vídeo, você vai começar isso com regularidade, né? Não adianta só fazer uma vez, escrever quem tava envolvido nesse gatilho. Ah, por exemplo, você se relacionou com uma menina ou um cara que te desprezou, opa, mas na verdade ele tinha uma ex, um ex que você não sabia direito e teve outra pessoa, um amigo seu, uma amiga sua que ele tava desejando.
Escreve tudo. Todas as pessoas estavam envolvidas. O que especificmente essas pessoas falaram ou fizeram, tá?
E o que que isso te lembrou? Ou seja, você vai começar a observar padrões. Sarcasmo ou ironia, por exemplo, sempre te irrita, porque o seu irmão às vezes usava para te machucar na infância, por exemplo.
Tá? Então, a preparação transforma a reação em resposta, como a gente falou lá do capítulo desse espaço. Vamos pro capítulo nove.
A distância de compaixão. Se importar com a pessoa, mas sem se importar. Então você pode cuidar de alguém, mas sem precisar cuidar das emoções dela.
Você pode amar alguém sem viver o drama dela. Isso preserva sua capacidade de realmente conseguir ajudar a longo prazo. Então você tem, enquanto você não fizer as pazes com a morte, enquanto você não entender que é só uma questão de tempo, a gente vê uma grande guerra e a gente tá num período de paz, mas no fundo todo mundo vai morrer um dia e daqui a 1000 anos nada disso importa.
Então, enquanto você não tiver em paz com isso e não levar tão a sério não só as emoções das outras pessoas, mas as suas e parar de carregar toda essa bagagem onde você vai, você não vai ter a paz verdadeira. Você não vai ter o que eu chamo de faixa preta em mindfulness, faixa preta em atenção plena, só vai desenvolver isso quando você desapegar de tudo. Então é, se importa com a pessoa porque você ama ela incondicionalmente, mas sem se importar demais, cara, sinceramente, tá?
Não é para confundir isso com egocentrismo. E não é fácil quando você começa a desenvolver essa percepção e essa inteligência emocional. Ser emocionalmente inteligente é assustador, porque uma parte minha realmente quero odiar uma pessoa porque o que ela fez comigo, mas eu entendo completamente hoje porque ela é do jeito que ela é.
Não importa quão machucado ou descartada você se sinta, o seu cérebro automaticamente fala: "Vamos considerar a infância da pessoa vamos lembrar de tudo que pode ter acontecido na vida dela e assim, cara, você não pediu por um documentário sobre trauma. Você só queria ficar com raiva e pronto. É muito mais fácil, né, esse caminho.
E mas você acaba entendendo que algumas pessoas projetam as emoções nas outras porque elas nunca se sentiram seguras, expressando as emoções quando era criança. Mas e aí onde você coloca a sua raiva, né? a pessoa te machuca e você acaba validando ela.
Tem que tomar cuidado com isso. E agora você tá ali sentado fazendo trabalho duro de enfrentar a realidade enquanto a pessoa tá lá fora vivendo a vida dela não curada em paz. Ser emocionalmente inteligente significa que você pode entender exatamente porque alguém agiu do jeito que agiu e mesmo assim ainda deseja o melhor para essa pessoa.
Quando você realmente integra e consolida esse amor incondicional, aí fica muito bom. E aí você tem que se esforçar para não sentir pena das pessoas. Também tem que tomar cuidado com isso, porque pena é um sentimento muito ruim.
E agora vamos pro capítulo 10. Por último, mas não menos importante, talvez seja o mais importante. Capítulo 10, o pausador de histórias, quebrando narrativas mentais.
Você não tá experienciando a realidade, você tá experienciando a sua história sobre a realidade quando você tá vendo esse vídeo ou vendo qualquer coisa. Mude a história e muda a sua experiência emocional. Meio óbvio, né?
Mas como se tornar o editor da sua narrativa interna? Toda vez que alguém te gerar um gatilho, a sua mente vai criar uma história. Ah, essa pessoa não me respeita, esse cara não me respeita.
Ah, ela, ele tá tentando me controlar, ela não me respeita. Mas isso são interpretações e não fatos. E se o tom afiado de alguém, de um amigo seu, de um cara quando fala com você, significa que essa pessoa tá estressada e não que ela não gosta de você.
Infelizmente a gente é muito menos importante para as pessoas do que a gente pensa. É aquilo que eu falei no começo do vídeo, levar pro pessoal. A história que você conta a si mesmo determina a sua experiência emocional.
Quando você fica consciente das suas histórias, você para de ser uma vítima das suas interpretações e você se torna o criador consciente da sua experiência humana. Sabedoria sem prática é só diversão. Tem uns três dias que um cara me parou na rua, ele tava bêbado e ele veio expansivo, apertando minha mão, segurando por muito tempo, olhando no meu olho, com um olhar assim fixado.
Parecia até um pouco irônico. É um um moleque de uns 20 anos, no máximo ali. Eu já estive nessa posição, né, de não levar as coisas muito a sério.
E ele tava, ele era obeso, né, obeso grau dois ali. Então não sei o que que ele já passou na vida dele, não tô julgando. E aí ele veio e falou para mim assim: "Cara, o meu conteúdo, o seu conteúdo mudou a minha vida.
Você mudou completamente a minha vida. Só que ele tava bêbado na rua. E aí ele chegou num no segurança lá, no segurança do estacionamento que tava trabalhando lá, cara, cansado, sabe?
Pô, um cara pobre no Brasil pobre. É isso. Sem essa consciência de classe, mano.
Ah, consciência de classe é esquerdista, mano. Me tira desse negócio de política, tá? Mas assim, tem gente que vive de salário mínimo no Brasil.
com para de ser ignorante. Então, tava lá o cara pobre trabalhando de segurança estacionamento, uma vida de merda, geralmente é uma vida muito dura, é um escravo moderno. Aí esse moleque, pô, playboy, bêbado, gordinho, chegou lá no cara, pô, tira uma foto minha aqui com esse cara, não sei quê.
E aí eu só observando. E aí, e esse cara, ele repetiu mais de uma vez que eu mudei a vida dele. E eu me questionei, será que eu mudei a vida dele mesmo, velho?
E aí ele me acompanhava pelo Instagram, né? E eu não sei, cara, eu tenho minhas dúvidas porque eu tava amassando em conteúdo no Instagram, só que a pessoa fica viciada nesses vídeos rápidos, vídeos curtos. E eu acho que acaba sendo muitas vezes mais destrutivo do que porque você quando você tá ali no numa plataforma de vídeo vertical, tipo Instagram, TikTok, você tem que entender que aqueles vídeos eles são feitos para prender a sua atenção e o algoritmo ele é feito para escolher os melhores vídeos que foram mais bem-succedidos em prender a atenção das pessoas.
E então a mensagem que fica com relação a isso é que sabedoria sem prática é só diversão, é só entretenimento. E eu não tô aqui para entreter vocês, galera. Você pode se entreter no meu vídeo, assistir o vídeo do Rafael Grata.
Pô, esse cara é muito massa. Compartilha lá no story para alguém, o seu crush ver e às vezes concordar ou discordar com você. Mas se você não tiver aplicando isso, cara, você tá perdendo seu tempo.
E até pro YouTube eu digo isso, tá? Então eu não julgo, mas assim, será que você tá aplicando mesmo ou você só tá perdendo tempo me ouvindo falar? Integrar é com prática consistente.
Então eu quero que você reassista esse vídeo e comece uma técnica que você um capítulo, né, uma das 10 técnicas que eu passei nesse vídeo e use uma técnica por semana, né? E aí obviamente muita gente falar ali: "Ah, cara, então compra meu curso porque você vai aplicar mais". E aí outra pessoa, outro dia eu tava na praia aqui, mano.
E aí? E aí uma menina chegou: "Ah, eu vou comprar seu curso, Rafa, é um sinal, eu te vi aqui, eu vou comprar o seu curso. " E sabe o que eu falei para ela?
Falei: "Tá, tá tranquilo, não precisa, não, não precisa ter, tem vários vídeos lá no YouTube para você assistir de graça, mano. Não precisa comprar o meu curso, tá, tá tudo bem. Então, claro, obviamente o meu curso vai mudar sua vida, mas eu não vou ser aquele coach que fala: "Se individa para comprar o meu curso, cara, se você tá numa situação financeira muito difícil, endividado, talvez seja melhor não comprar, talvez seja melhor não, assiste meus vídeos de graça mesmo.
" Agora, se você tem condição também, sinceramente, mano, tu tá esperando o quê? Tá esperando o qu para entrar numa plataforma como aura? Você vai ter vários cursos.
Tem um curso só sobre relacionamento, tem várias aulas, vários módulos com exercícios práticos, assim, é uma comunidade de pessoas que pensam parecido com você, né? Então, tem algumas economias que são muito burras também, né? Investimento em informação, em conhecimento, né?
Na em coisa para você aplicar prática que vai te motivar, é o melhor investimento que você pode fazer. Inclusive, vou deixar o Qcode aqui da plataforma Aura, tá? Que é essa minha plataforma de vários cursos.
a gente vai lançar um quarto curso já esse ano. E aí você compra, você compra a plataforma e você pode entrar em qualquer curso que você quiser. Então assim, a gente diminuiu o preço e aumentou a quantidade de curso.
Ficou absurdo, tá? Então, não sei o que você tá esperando.