G SN vi G mais por dividindo posse temou marcado pelo guiol o f fica menos com a bola Olá bom dia Celo Bom dia tudo bem Tudo bem querida e você tudo bem aproveitando o molho de uma virose aqui mas tudo bem esperando de um resfriado gargantinha né Tá todo mundo de tá todo mundo nesse alto e baixo né verdade verdade mas que bom que conseguimos Estar aqui né Sims recuperando tudo bem eu já te passei o o anfitrião tá já coloquei lá na no grupo que a gente já tava com a sala aberta então
acredito que daqui uns 5 minutinhos todo mundo esteja entrando combinado tá bom obrigado viu boa aula Olá Taísa Bom dia Bom dia querida bem tudo bem tudo indo e você minha minha voz ainda que Cadê o povo Será que esqueceram não estão dormindo Cristiano tá tentando entrar acho que ainda não conseguiu Bom dia Carina seja bem-vinda a gente tá aguardando um pouquinho o pessoal entrando como você deve estar vendo somos aos poucos só paraa gente poder começar Bom dia Érica seja bem-vinda tudo bem Olá bom dia tudo bem Marcelo tudo bem você querida tudo Bem
V te ver de novoo Tô só aguardando alguns minutinhos pro pessoal ir entrando paraa gente poder começar tá bom tá ótimo mas e aí os conhecimentos da nossa última aula tão fresquinhos aí deram uma revisada deram uma lembrada vou vou cobrar hein Em alguns momentos a gente naturalmente vai usar um pouquinho do que a gente aprendeu alguém tem alguma dúvida já que a gente Tá nesse momento aguardando alguém quer tirar alguma dúvida da última aula de algo que foi estudar e aí não fez tanto sentido alguma coisa do tipo Cristiane entrou Tudo bem querida bom
dia ninguém tem dúvidas bom quem quiser então da aula junto comigo vamos deixar falando sozinho gente cadê empatia com o professor Coitado dele tudo bem então Viix saíu pronto Cristian Estamos te ouvindo eu acho agora bom dia tudo bem tudo que tava não tava te ouvindo tava muito baixinho aí eu saí voltei de novo e não achei nada para escrever aqui problema seja bem-vinda bom dia obrigada cadê o povo dormiram demais se eu não me engano tem mais Pessoas né ainda para hum a gente pode começando a bater papo até pra gente relembrar um pouco
da nossa aula passada não foi que foi que foi quando a gente teve aula sobre o modelo cognitivo conceitualização não é isso pesso vocês sabem que eu sou muito chatinho que eu fico perguntando toda hora Bom dia para quem já me conhece então ligar a câmera abrir o microfone De vez em quando perar tanto vocês tá enfim a aula é construída juntos vamos sei que tá cedo às vezes o cabelo tá meio desarrumada dá uma arrumadinha aí se puder ligar a câmera até para vocês se sentirem mais participantes da aula para não ficar aqui eu
falando o tempo todo vocês só ouvindo Tá então vamos lá de novo que que a gente viu na aula passada mesmo modelo Cognitivo conceitualização chegou alguma dúvida da aula passada que vocês foram depois pegar para ver alguma coisa talvez eu só fiquei com dúvida do negócio mas agora esqueci o nome T tentando lembrar tá estratég de enamento crenças entrais áreas Lembrando que a ideia é a gente ir somando o conhecimento né então a gente não pode esquecer D anterior tentar usar a aula anterior pra gente fortalecer vai Aprender Tá sim com certeza vou perguntar aqui
algumas coisas dentro da nossa aula de luz tá Dá um minutinho só e aí se pessoalo V com vocês vão se organizando aí para para conseguir participar da aula tá cmera áudio aula Bastante dinâmica né só eu falando nem eu vou me aguentar pessoal vamos começar para deixa eu compartilhar aqui bem eu falando tava no m tudo bom Bom dia bom pessoal tô vendo que tem alum entrando crane tô vendo também Olá Então pessoal hoje nós vamos falar sobre a TCC aplicada aos transtornos de ansiedade tá Vocês devem imaginar que isso é muito importante porque
é uma demanda Clínica muito frequente né pacientes que chegam com transtornos de ansiedade com de ansiedade de crises de ansiedade então né frequentemente é um objetivo muito inicial no processo terapêutico porque às vezes acaba sendo o paciente que o paciente mais percebe n Ah sou tô ansioso sou ansioso tenho ansiedade e aí a gente vai entender então o que que significa processamento cognitivo tá a Gente vai ver aqui um pouco eh em relação a primeiro tenho aqui me conhece né então mais uma vez meu nome é Marcelo sou algumas faculdades supervisor também deando em psicologia
lá na we ten esses temas aí como interesse mencionado então tô à disposição Caso vocês queiram depois alguma dúvida meu contato Geralmente eu coloco lá no final do dos slides Tem Qualquer coisa só me procurar então a gente vai falar hoje sobre a ansiedade no contexto clínico e a gente vai entender então de que forma que a ansiedade tá presente na vida das pessoas e como que isso chega então no consultório como isso chega a partir de uma demanda Clínica vamos falar dos principais transtornos de ansiedade né em especial transtorno de ansiedade generalizada transtorno de
ansiedade social e Transtorno do pânico e a gente vai entender nesse processo tanto um aspecto psicopatológico a teórico em termos de sinais e sintomas quanto a gente vai entender a perspectiva da TCC para explicar o processamento cognitivo desses pacientes que tem esse que tem esses transtornos tá então a TCC como vocês já devem imaginar elas vão trazer o quê o processamento cognitivo como a pessoa Processa cognitivamente as informações aplicadas a esse contexto por isso que eu falei que era importante a gente lembrar da nossa última aula lembrar do modelo cognitivo lembrar sobre os níveis do
processamento cognitivo tá todo mundo lembrando pensamento automático crença intermediária crença Central tá tudo certo em relação a isso sim sim tudo certo beleza e por por último a gente vai falar um pouco então sobre a Identificação né na clínica desses desses transtornos e e algo relacionado a tratamento né então que tipo de de avaliações e intervenções são cabíveis diante de uma hipótese diagnóstica por exemplo de algum desses transtornos para isso pra gente ficar quentinho em relação a essas possibilidades eu vou trazer aqui inicial um caso Clínico uma descrição bem Geral de um caso Clínico pra
gente analisar e ficar Com esse caso na cabeça ao longo do nosso encontro pra gente tentar entender que demanda é essa Tudo bem então vamos lá caso que eu trouxe é o caso do João 38 anos sexo masculino casado ele é médico reside com a esposa e dois filhos um menino cinco e uma menina de dois imagine então que esse paciente chega na clínica de vocês tá vocês estão ali recebendo esse paciente como né para um primeiro atendimento vamos entender então que olhar que a gente pode ir Desenvolvendo rapidamente uma história casual pra gente refletir
a partir dessa que João relata que a sua ansiedade Tem se tornado mais intensa ao longo dos últimos anos percebeu que suas responsabilidades aumentaram quando se cobrava para ser um pai Atento e preocupado tomado ao fato de pensar teria condições financeiras de manter o sustento da sua família por mais que racionalmente pensasse que não tinha tantos motivos para se preocupar Entendia que esse seu jeito de funcionar fazia com que ele não perdesse os problemas de vista e que não fosse surpreendido os sintomas físicos apareceram após ter recebido o diagnóstico de covid durante a doença teve
uma perda importante de sua capacidade respiratória mas não precisou de internação durante esse período começou a ter crises intensas de falta de ar procurou um especialista que afirmou que tais sintomas não eram mais Causados pela covid e sim por sua ansiedade desde então João tem feito o uso de medicamentos mas fica hiper an com relação aos sintomas colaterais e abandona após algumas semanas de uso tá então esse é o nosso caso uma descrição bem geral bem Inicial mas eu já queria que a gente fosse pensando por por esses elementos que estão descritos aqui né qual
seria um possível uma possível hipótese diagnóstica então com base Nessa descrição aí que eu trouxe para vocês a partir dessas três possibilidades transtorno de ansiedade generalizada transtorno do pânico e transtorno de ansiedade social que que vocês acham né qual qual vocês acham que é a hipótese diagnóstica então coloquem aí ou no chat ou abram o microfone enfim e coloquem para mim que que vocês acham a partir da descrição o que que faz sentido aí para vocês Ô ou não faz ou ou é nenhum transtorno acha que não né não não fecha nenhum critério para algum
transtorno Quero ouvir vocês que que veio na não tem certo e errado tá gente a gente nem teve a aula ainda coloquei no início justamente para não parecer que vocês deveriam acertar se a gente não estudou ainda não tem como cobrar de vocês saber tá é só pra gente ir jogando no ar mesmo então A Thaíssa trouxe a possibilidade do tag Euzimar também pensou no tag alguém pensou diferente não acho que é mais e é que a gente pode associar mesmo nesse início porque para até botar no no potinho dos outros a gente tem que
ter mais insumos né mais mais coisa para poder falar sim sim muito bem a ideia não é não é a gente bater martelo em nada é a gente iniciar mesmo um pensamento né da gente né como não teve a aula é só da gente refletir e tentar levar esse caso ao longo da nossa aula Pra gente falando hum pera aí tem isso aqui né no caso dele tinha um negócio assim e a gente entendendo então né possíveis diagnósticos o que que tá acontecendo ali com esse paciente tá então a maioria votou aqui no tag né
número um alguém pensou em transtorno de pânico que é o dois ali comenta Vocês estão vendo gente tá escrito transtorno de pânico ou tá tá coberto Porque para mim tá dando para ver tava dando para ver agora tá pô mas Tava dando para para ver sim para mim também tá pô que que será que hou não sei se cortou não sei se foi porque eu abri o chat aqui e aí mudou Ah ele pode ter diminuído não é ai eu dando spoiler ah pronto agora tá aparecendo né voltou a aparecer tá é chegou seja bem-vinda
Então vamos vamos conversar um pouquinho sobre essa ansiedade pra gente entender então esses Elementos do caso do João vamos lá primeira coisa pessoal quando a gente fala de ansiedade a gente precisa entender que a ansiedade ela é um elemento eh que a gente não vai buscar identificar se há a presença ou não da ansiedade Mas qual é o nível desse sintoma por que que eu falo isso a ansiedade é um elemento importante na construção do sujeito o nosso objetivo terapêutico não é eliminar Ansiedade já chegou alguém para vocês com essa demanda dizendo a não aguento
mais ter ansiedade não aguento mais ser ansiosa quero me livrar da ansiedade já aconteceu com alguém aqui é uma coisa que já aconteceu muito na minha prática clínica da pessoa já também né sim porque as pessoas associam a ansiedade como uma coisa ruim né então exato exat bem comum e assim Elas têm Essa visão porque para essas pessoas Trazem prejuízos na vida dela traz sintomas que são desagradáveis Então faz sentido mas a pessoa é o paciente nós somos né os profissionais os terapeutas que que a gente precisa fazer nessa hora que se um paciente chega
com objetivo terapêutico de se livrar da ansiedade o que que eu faço eu anoto esse objetivo eu sigo esse objetivo O que que vocês acham que a gente pode fazer vai da psicoeducação para explicar para ele que a ansiedade é uma coisa que está com a Gente que vai participar de vários momentos e que é isso que você falou tem níveis de ansiedade e saber em qual nível saindo exol para est afetando ele tanto muito bem você trouxe a palavrinha chave psicoeducação aí a gente precisa psicoeducar sobre o que é a ansiedade porque o que
a pessoa entende como ansiedade né É na verdade o pico né É na verdade os níveis muito elevados de ansiedade e Existem os níveis que são Saudáveis existe ansiedade saudável a gente chama né que é a ansiedade no nível ótimo que é a ansiedade que é produtiva por exemplo se eu vou fazer uma prova importante que que eu preciso fazer que que vocês fazem tem uma prova importante que que a gente faz estudar se preparar estudar se preparar quem faz a gente se estudar a gente estudar e se preparar ansiedade né se eu vou atravessar
a rua O que que eu faço eu olho para um lado e pro outro quem me faz olhar para um lado e pro outro ansiedade tá então a ansiedade ela tem esse objetivo de sobrevivência de proteção né ela tá direcionada ao futuro a ansiedade é um construto orientado ao futuro mas que tem essa intenção de proteção de sobrevivência então em determinados níveis é saudável é importante ter a a ansiedade Mas dependendo do nível que chega que aí a Gente fala desse nível Clínico dessa ansiedade Clínica aí Ela traz prejuízos aí ela é contraproducente para o
processo terapêutico tá pra vida daquele sujeito então só pra gente diferenciar uma ansiedade que é saudável e aqui a gente vai falar de uma ansiedade em níveis clínicos não necessariamente ainda de algum ós mas nos níveis clínicos da ansiedade tudo bem Então vamos continuar a ansiedade ela como eu já falei é um Construto orientado ao futuro e ela pode ser compreendida a partir desses quatro componentes componente comportamental emocional cognitivo e fisiológico tá existem pessoas que experienciam ou que tem consciência dos sintomas que são mais comportamentais ou mais cognitivos ou mais emocionais isso vai depender de
cada pessoa e vai depender da vida dela da demanda né então às vezes ela vai trazer muito uma questão comportamental que às vezes é uma pessoa que teve o seu Desenvolvimento para esse tipo de coisa ficar em destaque tem pessoas que já vão trazer muitos pensamentos ansiosos n elas já conseguem identificar com mais facilidade a gente já tá ali então levando em consideração os elementos cognitivos e tem gente que só chega com a parte fisiológica ou emocional Ah meu coração bate forte né eu tenho a crise de ansiedade que é Esse aspecto fisiológico importante mas
existem esses quatro Elementos que se relacionam entre si e a gente precisa Então conhecê-los tá vamos começar pelo aspecto cognitivo porque aí a gente tá falando o quê de um processamento de informação direcionado a essa experiência da ansiedade a gente já entendeu que a nossa mente ela vai funcionar como uma espécie de computador a processar informações né quando a gente fala de ansiedade esse estímulo que nos chega Tanto do ambiente externo quanto do ambiente interno é processado de uma forma muito específica esse estímulo é processado como ameaça então a ansiedade ela funciona como um processador
de ameaça sempre que eu percebo uma situação sempre que eu percebo uma situação como ameaçadora é que está havendo esse processamento da ansiedade Só que essa ameaça ela pode acontecer ela pode se dar de diferentes formas e eu posso ter Diferentes aspectos para essa ameaça que são alguns dos processamentos mais específicos da ansiedade um deles é esse aqui o nome que a gente atribui a esse processamento de informação específico dentro da ansiedade relacionado a essa Ameaça é quando a gente faz uma superestimativa do perigo né Ou seja a pessoa ela interpreta um estímulo que pode
ser um estímulo neutro ou pode ser até um estímulo fofinho como é o caso aí Da imagem né mas a interpretação que ela faz dessa situação desse estímulo é como algo ameaçador ou como algo perigoso tá atentem que o nome é super estimativa eu tô estimando além não é que não haja perigo não é que a gente vai ensinar ou ajudar os pacientes a falar assim olha não tem perigo nenhum não tem coisas que são perigosas Mas a questão é a minha estimativa desse perigo é coerente com a realidade vamos pegar essas duas situações aí
da imagem né Eu tenho esse Cachorrinho e eu tenho esse né Vamos chamar de monstro aí que tá na sombra tá todo mundo vendo a sombra sim né então vamos vamos supor que o cachorrinho também seja feroz né ele tem esse direito né Tem alguns cachorrinhos que são pequenininhos que são bem né bem raivosa então assim não é que não possa oferecer perigo pode que que pode acontecer né comigo diante de um cachorro que esteja feroz como esse cachorrinho na imagem eu posso ser Mordido né eu posso sofrer um ataque de fato isso vai me
gerar algum algum dano ok né Talvez eu tenha que ir ao hospital Talvez eu tenha que fazer um curativo tal enfim vai depender mas vocês acham que esse cachorrinho oferece o mesmo potencial de dano do que esse Monstro aí atrás não né esse Monstro aí se chega aí é quase que um game over né enfim aí é porque olha os dentes ali né vocês percebam como tem um ainda mais ameaçador né E às vezes a gente vai Tentar ajudar o paciente a identificar quando que ele tem esse padrão de funcionamento de superestimar o potencial de
dano de uma ameaça Então embora a ameaça exista ela tem uma intensidade além daquilo que é coerente com a realidade um exemplo muito clássico disso que a gente precisa ter muita atenção quando a gente vai psicoeducar intervir São pessoas que TM medo de sair de casa medo de ir nas ruas n de sair na rua e aí a Pessoa fala assim eu tenho medo de ser assaltada eu tenho condições de chegar para essa pessoa e falar assim não não vai ser assaltada não tenho ela pode ser assaltada pode de fato ela pode ser assaltada a
questão não é se se ela tem né digamos assim se ela se existe a possibilidade dela ser assaltada ou não a questão é que a gente né quando vai sair de casa não pensa nessa hipótese de forma tão Provável quando eu saio de casa para trabalhar para ir para qualquer lugar eu sei que existe Se alguém perguntar assim será que você vai ser assaltado eu tenho como dizer tenho certeza que não não tenho como dizer eu acho que não espero que não talvez até né mas percebam que não é uma probabilidade que vai ficar na
minha cabeça na cabeça de algumas pessoas vai ficar e em última instância esse pensamento vai Gerar um comportamento evitativo e aí a pessoa né é num nível tão intenso esse crédito que ela atribui a essa possibilidade é uma possibilidade tão grande é uma probabilidade tão grande que ela chega a deixar de sair de casa que ela chega né a a ter consequências comportamentais diante dessa avaliação do perigo tá então uma coisa que eu preciso Sempre Estar atento é o quanto aquela pessoa acredita na probabilidade desse perigo Acontecer e no dano que isso vai trazer pra
vida do paciente então se o paciente fala não eu tenho medo de tal coisa acontecer vamos entender então que cenário é esse né hipoteticamente se essa coisa acontece me dá me dá o Capítulo dois me dá né a sequência da história que mais acontece o que que isso traz pra gente entender se a pessoa tá né catastrofização é muito característico desse Processamento cognitivo aqui da pessoa visualizar o pior cenário possível o cenário mais ameaçador que tem E aí quando a pessoa traz esses pior cenário possível o que que a gente pode fazer entendendo que ela
tá trazendo um cenário talvez que seja aí um dos cenários mais complexos mais difíceis né eu vou justamente por esse caminho Então qual é o pior cenário possível que pode acontecer aí ela já vai trazer um cenário que é próximo do que ela Acredita né então assim ah vou fazer um vou fazer uma apresentação de seminário na faculdade né vou apresentar um trabalho na faculdade tô com muito medo tô nervosa Tô ansiosa tô insegura E aí tem vários nomes né que as pessoas vão dando vamos lá qual é o pior cenário possível que vem na
sua cabeça que você acha que pode acontecer Ah é eu começar a gaguejar é todo mundo começar a rir de mim e a professora me dá zero né enfim aí eu reprovar na na disciplina e eu Acabar não conseguindo terminar a faculdade enfim toda uma catastrofização todo um pior cenário possível que é o que a gente perguntou mesmo e aí eu vou pro outro lado qual você acha que seria o melhor cenário possível é o melhor cenário possível Talvez a pessoa vai ter até dificuldade que ela tá tão acostumada a processar catastrofico que que de
melhor poderia acontecer né aí ela vai falar ah todo mundo me elogiar todo mundo dizer né Bater palma ficar em pé para bater palma né eu falar absolutamente tudo que eu treinei e a professora me dá 10 a minha nota se é a maior nota da turma enfim né E aí depois desses dois cenários eu vou pergun tá se a gente fosse comparar esses cenários levando em consideração esses dois cenários e aí você podendo criar um terceiro cenário qual seria esse esse cenário mais provável de acontecer a partir das experiências a partir do que Você
observa das pessoas e aí ela Possivelmente vai trazer um cenário mais neutro né eu vou errar alguma eu posso errar alguma coisa né eu posso esquecer alguma coisa Mas eu posso tirar um um s posso tirar um o posso tirar um 8 E5 né E a gente vai ajudando a pessoa a entender esse meio termo para não ficar aquele naquele dicotômico né de tudo ou nada que é uma outra distorção então a gente Traz essa dicotomia justamente para ajudar o Paciente a tentar enxergar esse meio-termo que é o mais provável né Por exemplo todo mundo
lembra de de todas as apresentações que já fez com perfeição comem todos os detalhes todo mundo lembra das apresentações que os colegas fizeram que vocês já viram de de algum colega apresentando não então as apresentações elas não têm essa característica marcante então né a gente tá com medo dessa apresentação agora daqui a 5 anos Como é que você acha que você vai lembrar dessa apresentação Nossa eu não sei nem se eu vou lembrar dessa essa apresentação né Você lembra de alguma apresentação que você tenha feito há 5 anos atrás Nossa não vai nem lembrar que
ano que era 5 anos atrás então pra gente ir tentando ajustar esse nível de processamento da ameaça não é pra gente pra gente querer que o paciente saia da sessão ai tô doido para apresentar que legal não não Vai ser o caso porque a gente entende que ainda há esse padrão de processamento mas eu vou com o tempo ajustando percebam que eu nunca vou usar aqui a palavra tirando removendo eliminando mas eu vou ajustar eu vou adaptar eu vou transformar eu vou reestruturar eu vou redimensionar tá então um elemento importante paraa gente tá atento nesse
processamento cognitivo da ansiedade é a superestimativa do perigo da ameaça ok Tá fazendo sentido até aqui pessoal sim alguma dúvida não professor ia perguntar Exatamente mas você já respondeu no finalzinho era como é que a gente podia apresentar essa outra visão não é nem apresentar a visão Mas você falou que é pedindo pro próprio paciente trazer a visão dele do que pode ser esse intermédio Então é isso sim quando eu trabalho com essa questão dos do piores cenários né eu vou pegar Eh né eu vou trazer essas essas três opções Então vamos lá a gente
tem o melhor cenário possível aí aí né resume o que que o paciente falou a gente tem o pior cenário possível e a gente tem o cenário meio-termo A partir dessa nossa análise agora a partir do das experiências que você já viu pessoas apresentando né qual você acha que é o cenário mais provável de acontecer E aí mesmo que ele não chegue e fale Ah é esse cenário aqui mesmo que Ele fale Ah eu acho que é o pior mas se ele fala eu acho isso já é um efeito terapêutico importante se ele já não
sim eu eu fiquei pensando muito em questões assim irredutíveis de pessoas muito convictas daquela daquela afirmação daquele pensamento né daquela e como seria se a pessoa mantivesse eh essa certeza vamos lá isso é importante porque as pessoas elas chegam com essas crenças né quando a gente chama de Crença né porque é uma coisa que a pessoa acredita né então assim ela de fato chega com aquele pensamento bastante enrijecido muitas vezes né E aí é bom é bom da gente entender que o nosso papel naquela sessão não é quebrar isso né não é paraa pessoa chegar
e falar nossa vai ser o melhor seminário que eu já apresentei não né mas ela acreditar um pouco menos se você Já identificou que essa paciente tem uma dificuldade de flexibilizar Alguns pensamentos né a gente pode perguntar antes mesmo de fazer essas perguntas de zero a 100 o quanto que ela acredita que esse cenário vai acontecer aí ela vai falar sem Possivelmente né 98 por isso você já até percebe o quão inflexível a pessoa é ou não né porque ela pode falar assim ah 95 né tipo é muito mas não é 100% depois dessas perguntas
que nada mais são do que o questionamento Socrático com diferentes roupinhas né então é o questionamento socrático né com uma roupinha Azul uma roupinha verde né são essas perguntas que fazem a gente questionar a gente refletir sobre uma dita da realidade né questionamento socrático que veio lá né da da maieutica socrática dizia sobre esse processo da busca pela verdade então né Essa verdade aí que que o paciente carrega de que vai acontecer isso a gente vai fazendo perguntas para ajudar a entender se essa Verdade é tão absoluta assim né então eu posso trazer essa questão
dos cenários né eu posso perguntar das experiências anteriores para eu tentar entender melhor né Eu posso fazer uma série de perguntas em que o objetivo é reduzir minimamente a crença nesse pensamento e aí quando né O que que eu poderia fazer Então temos três três cenários aqui que a gente trouxe né a gente diz pro paciente de 100% de possibilidades de Acontecer redistribui para mim esses 100% nesses três cenários né nem que ele tenha que dar 1% pros outros cenários vai diminuir um pouco né E aí ele já vai começando a ver outros cenários não
que ele precise agora acreditar nesses cenários mas tem outros e aí se a gente tá fazendo isso que que a gente precisa fazer depois que passar aquela situação eu vou perguntar o que que aconteceu e aí provavelmente ele não vai me Descrever esse pior cenário possível ele vai me descrever um cenário que talvez não seja o meio termo mas não não era aquele E aí eu aproveito e psico educo que que isso significa então a gente estava com um pensamento automático porque até aí a gente já psico educou sobre pensamento automático né então eu tava
com pensamento automático de que i acontecer tal coisa de que o professor ia me olhar com cara feia de que o professor ia mandar eu parar no meio da Apresentação de tão ruim que eu tava isso não aconteceu e aí como é que pode você ter um pensamento e na na hora acontecer outra coisa que que isso significa sobre os seus pensamentos e aí a gente vai entendendo que não é porque um pensamento passa pela nossa cabeça que significa que ele seja uma verdade e aí eu já aproveito isso posso até montar um cartão de
enfrentamento com essa frase Porque é algo que eu vou precisar me ancorar para todas as minhas sessões futuras pra gente identificar um pensamento Opa mas o que que a gente já aprendeu sobre pensamento que ele não indica uma realidade absoluta que que que a gente faz então vamos analisar esse pensamento e aí a gente começa numa prática ainda mais profunda desse processo de exame de evidências E aí a gente vai mais a fundo fez sentido Fez sim obrigada nada e aí só Para assim fazer uma observação importante se essa rigidez continua por muito tempo e
a gente né percebe que ela é trazida de uma forma muito inflexível aí a gente pode ter uma hipótese de transtorno da personalidade tá E aí se for um transtorno da personalidade a gente precisa ter alguns cuidados a mais né Sempre tem que ser muito cuidadoso é claro mas a gente tem lá o grupo C dos transtornos da personalidade que são os Transtornos da personalidade ansiosos né então transtorno da personalidade evitativa transtorno da personalidade obsessiva compulsiva não é o tema da aula mas só mas é algo que tem a ver com a ansiedade né esses
esse grupo dos transtornos de personalidade tá se vocês tiverem essa hipótese aí não dá para fazer essas intervenções assim porque não vai não vai rolar diga o que que você falou que traz a hipótese do transtorno de personalidade desculpa não Escutei direito a inflexibilidade Então se o paciente tem um pensamento ele não consegue admitir a possibilidade de talvez não ser exatamente dessa forma é Pra gente acender um né assim um sinal pra gente ficar de orelha em pé para um possível transtorno de personalidade tá é mais rígido né É bem mais rígido E aí não
adianta exame de evidência que não vai dar certo tá tá obrigada nada então vamos continuar um possível Elemento importante nesse contato com a ameaça nesse processamento da Ameaça é o que a gente chama de hipervigilância né a hipervigilância quando eu ten uma busca excessiva porum que dê certeza deais e aí tanto uma certeza da ameça quanto uma certeza da segur né eu busco eu preciso de um comportamento de segur eu preciso de algo que me indique que tá tudo bem mas esse processo em si É ansiogênico esse processo em si me traz ansiedade porque eu
tô em contato direto e contínuo com a possibilidade da ameaça né então por exemplo eh né já já tive uma paciente em que a gente tinha uma questão importante direcionada a algumas questões virtuais né E aí ela tinha conhecido um rapaz na internet e ela tinha muito receio de que ele fizesse algo online né de que enfim hackee o Instagram dela ou mandasse Mensagem era uma coisa terrível imaginar essa possibilidade o que que ela fazia todo dia ela entrava na página do Instagram dele todo dia ela acessava a conta dele que que é isso eu
quero ver se ele postou alguma coisa para ver se tem a ver comigo eu quero ver se então eu preciso ir na página para ver que ele não postou E aí isso me dá um alívio mas eu tô hiper vigilante ao perigo todo dia eu considero a possibilidade de estar so sob ameaça aí Eu preciso olhar a conta dele e aí eu respiro aliviada porque ele não postou nada porque não mudou o número de seguidor porque não aconteceu nada a Tomara que a página esteja desativada tomara que ele não esteja mais usando a conta etc
e tal tá então a hipervigilância ela é essa busca por um sinal que me dê certeza de alguma coisa tá e gente quando a gente fala de ansiedade retomando até o que a gente já falou sobre essa questão da de todos Sermos ansiosos né imagina não vou perguntar aqui ah gente levanta a mão quem é ansioso todo mundo vai levantar a mão né todo mundo tem ansiedade quem entende o que é ansiedade quem já né quem pode psicoeducar inclusive entende que é ansioso e essa ansiedade né a gente precisa ajudar o paciente a não vilanizar
a não ser colocada como a vilã da história né a ansiedade ela é um traço evolutivo nosso né a gente tem ansiedade Porque a seleção natural nos trouxe até aqui vou dar um exemplo vamos dizer que estejamos lá eu e a Júlia lá na época das cavernas tá E aí a gente tá saindo então da nossa caverninha batendo um papo sobre sobre TCC sobre sobre ansiedade e aí estamos conversando de repente lá lá ao longe uma folhinha balança nessa hora que essa folhinha balança eu que sou ansioso que que eu vou pensar dessa folhinha balançando
como que eu vou interpretar essa Folhinha balançando como que qual é a palavrinha chave que a gente tá aprendendo aqui hã qual de um estímulo dentro do processamento da ansiedade catastrófico e de ameaça de ameaça perfeito eu vou ver então essa folhinha como uma ameaça ou seja tem algum Predador ali me espreitando certo vai ser a minha interpretação a Júlia não é ansiosa Vamos supor tá então ela vai de T uma risada ela vai ver aquela folhinha que que ela vai achar pode achar até bonitinho né pode achar bonitinho pode achar que foi um ventinho
batendo ou pode nem olhar nem ver a folha balançando por que que eu vou ver a folha balançando porque eu estou buscando sinais porque eu estou hiper vigilante quando eu vejo a folhinha balançando e sei que é uma ameaça Porque é o meu processamento que que eu faço eu dou alguns passos para trás né Eu fico ali olhando com mais atenção se for um Predador quem sobrevive você com certeza eu com certeza porque eu já vou est ali alguns passos à frente a Júlia vai est totalmente distraída se eu sobrevivo Qual é a característic que
é levada próximas a característica da Ansiedade então a ansiedade ela é evolutiva né Nós temos ansiedade Graças aos nossos ancestrais Qual é a grande questão da atualidade essa folhinha balançando na atualidade Vai representar um Predador provavelmente não e aí a gente agora interpreta elementos neutros como se fossem ameaças absurdas e esse processamento traz consequências essa leitura das ameaças traz consequências fisiológicas que a Gente vai ver até daqui a pouco mas eu fico nesse processo de hipervigilância eu preciso ter certeza da segurança do perigo que tá acontecendo ali diante de mim então se eu tenho uma
crença por exemplo de que eu eh uma crença de desvalor ou então uma crença né voltada paraa questão da do fracasso isso atravessa a minha vida profissional eu Marcelo vou achar que eu não sou um bom professor certo como que vai ser aí Minha hipervigilância aqui na aula de hoje eu vou ficar atento se alguém tá no celular eu vou ficar atento se alguém não tá falando eu vou ficar atento se alguém saiu eu vou buscar sinais que tenham a ver ou não tenham a ver com essa minha crença com esse meu processamento cognitivo Então
se alguém chega e falar nossa adorei a aula já é um sinal de que beleza então mas aí Alguém sai no meio da aula já é um sinal de que será que a aula tava boa Né então quando eu tenho um processamento cognitivo eu vou ficar hiper vigilante aos sinais que corroborem ou refutem essa minha hipótese baseada na minha crença tudo bem E aí esse comportamento de verificação não é saudável por quê Porque eu fortaleço a crença de que para não dar errado eu preciso ficar ali olhando e olhando e olhando sen não vai dar
Errado então a essa pensando assim desculpa eh pensando assim como é um sofrimento né uma pessoa ser assim né É um sofrimento assim que a gente às vezes pensa muito em em doença né do Físico né problema de coração pressão alta mas a saúde mental ela é muito importante e sofrimento uma pessoa ficar 24 horas se checando é uma dor muito grande exatamente e traz prejuízos Claros né primeiro pelo tempo que a pessoa gasta fazendo essa essa verificação essa Hipervigilância e as consequências de ter que lidar cognitivamente com isso né que A grande questão não
é nem se se vai acontecer ou não mas é o quanto aquilo ocupa mente o quanto aquilo É frequente Então ela precisa fazer as tarefas do dia a dia enquanto lida com esses pensamentos é muito desgastante é muito cansativo né E a gente vai acolher esse cansaço que o paciente vai trazer e a gente vai até falar olha eu imagino né Tendo em vista que você precisa lidar com esses pensamentos muito duros infelizmente faz muito sentido que você se sinta cansada sobrecarregada no seu lugar eu me sentiria exatamente da mesma forma porque é um processo
que é desgastante certo e aí por exemplo nesse caso da Minha paciente O que que a gente teve eu psicoedu ela sobre esse comportamento dela de que trazia um alívio momentâneo mas acabava fortalecendo a crença De que eu preciso checar de que eu preciso saber de que eu preciso ter certeza né porque aí quando eu olho e não acontece nada É como se eu tivesse falando assim ai obrigado criança se você não tivesse me alertado e eu não tivesse checado poderia ter dado ruim Nossa Ainda bem que você tá aqui comigo aí a crença cresce
aí ela fica maior E aí não é a ideia do processo terapêutico pelo contrário da gente enfraquecer essa crença Certo fazendo sentido até aqui pessoal alguma dúvida algum comentário Professor sim depois eu queria dar um exemplo se dessa parte é cognitiva não sei se agora ou depois que você terminou pode falar pode te falar é pera aí deixa eu abrir a câmera aqui eh quando você começou a falar sobre essa questão aí até da eh do bichinho né da sombra aí me veio a lembrança tá ouvindo vocês estão ouvindo Sim estamos E veio a lembrança
de uma situação que aconteceu já ten bastante tempo eu moro em casa e e o quintal é grande e tem e criação de bichos e a gente chegou à noite eh a família né e meu esposo filhos e quando a gente olhou assim atrás vimos uma tipo uma sombra né E aí ficou todo mundo assustado quer dizer alguém ficou assustado não sei se fui eu que comecei a situação né Aí eu falei não ninguém vai sair ninguém vai sair a gente achando que tinha alguém eh no Quinto tal e aí meu esposo queria sair eu
falei não ninguém vai sair aí nisso ele pediu o irmão dele que mora perto né falou para dar uma olhada porque tem saído do quintal para outra rua né Uhum aí daqui a pouco passou ficou tudo calmo e tranquilo aí ele foi saiu no quintal o que que era a porta da onde ficam os bichinhos que é galinha e tal tava abrindo e fechando por causa do vento então a sombra batia e fazia como se tivesse uma pessoa ali atrás e aí assim Eu assim aí você falando dessa checagem né a gente eh aprend né
que às vezes é um simples vento batendo e a gente fez um alvoroço assim com a família foi assim eu uma coisa que marcou e eu sempre lembro dessa situação aham interessante interessante seu relato Obrigado né Eu acho que isso traz esse aprendizado de que né Nós somos seres com processamentos falhos né Nem sempre o que a gente pensa o que a gente vê é exatamente aquilo e Entender isso é importante entender que um pensamento meu não é uma realidade absoluta é uma ideia é um pensamento é uma grande contribuição da TCC no manejo do
do do do do paciente com as suas emoções com os seus pensamentos né etc se entender não é porque um pensamento me veio à cabeça que significa que ele seja verdade é uma psicoeducação importante que a gente vai ter que fazer junto ao paciente eventualmente tá vamos lá seguindo então um outro Elemento que eu trouxe a gente já falou da Super estimativa do perigo quando eu né estimo esse perigo ainda maior a minha hipervigilância e a subestimativa dos recursos pessoais né agora quando eu subestimo né quando eu dou uma estimativa menor do que é sobre
a minha capacidade de enfrentamento então quando eu imagino um cenário cador ou catastrófico o quanto eu sou capaz de manejar aquela situação O quanto eu me vejo como uma pessoa hábil de sair daquela situação de alguma forma né então se for uma situação social se for uma situação sei lá de prova né tô fazendo uma prova se eu tiro abaixo da média o quanto eu me acho capaz de na outra prova conseguir me recuperar porque o quanto eu me acho capaz de depois de me recuperar vai dizer sobre a intensidade dessa ansiedade agora se tem
né eu vou fazer uma prova Existe a possibilidade de eu zerar uma prova existe existe sempre existe possibilidade nunca vai ser um não para essa resposta né não ser que seja algo que vá contra sei lá as leis da física ou alguma coisa do tipo mas em termos Gerais né Sempre existe possibilidade agora se eu tirar zero né se isso de fato acontecer eu me vejo capaz de estudar bastante e recuperar essa nota o quanto eu acredito que eu sou capaz vai reduzir a minha ansiedade com a Possibilidade de tirar zero Embora ela seja de
fato uma possibilidade né então a gente precisa est entendendo ali investigando junto ao paciente o quant ele se vê capaz de lidar com o sofrimento né a gente tem uma habilidade importante a ser desenvolvida Em algum momento que é habilidade de autta eficácia do paciente se auxiliar né porque às vezes o paciente tem medo de ficar triste por que que ele tem medo de ficar Triste porque a tristeza vai vir e ele vai ser Refém da tristeza e ele vai ficar triste para sempre E aí não vai passar essa tristeza nunca por quê Porque ele
não se vê capaz de manejar de se acolher de se ajudar enfim de fazer algo para compreender ou entender e lidar com essa tristeza então isso tá relacionado a forma como o sujeito se enxerga E aí quando ele faz essa subestimativa dos recursos pessoais de Enfrentamento ele vai ter ainda mais medo dessa possível ameaça né então a gente viu esses três elementos da ameaça existe uma ameaça até aí não tem problema algum porque a vida tem ameaças mas o quanto eu acredito que essa ameaça traga de potencial de dano o quanto eu acredito que eu
tenha que ficar hipervigilante essa ameaça e o quanto eu acho que eu não sou capaz de lidar com essa ameaça de né de cuidar das consequências dessa Ameaça isso vai dizer sobre o meu processamento e consequentemente sobre como eu manejo essa ansiedade faz sentido até aqui sim alguém tem alguma dúvida terminamos a parte cognitiva aqui da ansiedade nesse primeiro momento alguém quer falar alguma coisa falei alguma coisa eh que não fez sentido ou então que vocês não tinham pensado antes que foi talvez algo interessante ou então algo Que não ficou Claro não tudo tudo dentro
do esperado então então tá certo se eu falar alguma coisa errada vocês me ajudem tá vocês me corrijam Tudo bem então vamos seguir E aí a gente tem os outros elementos da do outros componentes da ansiedade e aí a gente vai falar um pouco dos elementos emocionais e fisiológicos que são as reações que surgem a partir da experiência A partir dessa identificação da ameaça né então quando Eu processo um estímulo como sendo ameaçador isso vai trazer né A minha mente uma vez que ela afirme para mim que eu estou sob ameaça isso vai ter consequências
orgânicas consequências no corpo e aí uma consequência que é importante é a consequência feita pelo nosso sistema nervoso autônomo simpático porque ele vai ter efeitos fisiológicos no corpo direcionados A basicamente três mecanismos que nós temos consequentes de uma adrenalina luta fuga ou congelamento e esse essas três reações elas são herdadas também evolutivamente né quando a gente tem aí um animal que é não sei se vocês já viram em vídeos enfim em em canais de TV quando um animal ele tá sendo presa né Quais são as possibilidades que ele tem de de lidar com essa Situação
ele pode enfrentar o Predador concordam ele pode sair correndo fugir do Predador ou ele pode fingir de morto que é o congelamento né que são que é a ancestralidade digamos do congelamento então o nosso sistema nervoso Auto ele vai nos ajudar a reagir de uma forma de uma dessas formas tanto para lutar quanto para fugir do que que eu preciso energia concordam Então o meu organismo Ele vai me preparar para lutar ou fugir contra essa ameaça então vocês estão em casa aí né E aí sei lá aparece um animal mais selvagem ou alguma coisa do
tipo vocês Possivelmente vão sair correndo né ou vão querer enfrentar o bicho para isso vocês precisam estar com energia Principalmente nos músculos então né as pernas nos braços para poder chutar correr enfim né para eu ter essa energia que que eu preciso nos meus músculos que Que eu preciso receber oxigênio quem vai trazer esse oxigênio o sangue a partir do bombeamento do coração então o que que eu preciso de um coração acelerado então ataque Cardia nada mais é do que o organismo dando oxigenação pro corp corpo para ele conseguir lidar com aquela ameaça todas as
respostas fisiológicas que eu né até que eu coloquei aqui ataque Cardia a s sudorese a energia a gente ficar vermelhinho né que é vaso Dilatação para quê pro sangue né correr mais facilmente são respostas fisiológicas para me auxiliar a lidar com essa ameaça então é o corpo me ajudando E aí eu saio correndo e aí eu luto né Não sei se já aconteceu com vocês de talvez estarem praticando alguma atividade física né em que a gente organicamente é muito ativado de vocês depois que chegam em casa depois de tomar um banho vocês vão ver que
machucaram o dedo que Machucaram a perna que tá doendo alguma parte do corpo já aconteceu por Porque durante a adrenalina esses elementos não ficam em em estão né imagina você tá correndo de um animal aí você machuca o dedinho você para Ai meu dedinho machucou não você vai ter que sair continuar saindo correndo né então esses elementos eles ficam de fora então a ansiedade ela Traz essa preparação do corpo para a sobrevivência só que isso é muito legal Vamos dizer assim quando tem realmente al um animal me perseguindo Mas e quando não tem externamente nenhum
estímulo a pessoa entende o que que tá acontecendo não entende e aí ela fica lidando com reações fisiológicas que podem culminar numa crise de ansiedade Porque existe uma ameaça ali que é uma ameaça mental vamos dizer assim que o objeto de ameaça é mental e o corpo dela Se prepara para Essa ameaça mas não tem o que o corpo faça algum paciente já relatou para vocês talvez ou até alguém né do convívio de que deu uma vontade de sair correndo que deu uma vontade de gritar que deu uma vontade o corpo ele quer responder pro
que ele foi preparado e ele não foi preparado para ficar sentadinho Ouvindo uma aula ou sentadinho no quarto e aí dá uma vontade de levantar de sair correndo de E aí eu não saio correndo que que sugera né um Um um hiperfoco nesses sintomas porque eles ficam sem vazão porque não tem ali externa mente organicamente uma necessidade de sair correndo vou dar um exemplo meu para vocês que eu acho que isso ajuda a gente a entender né Há um tempo atrás eu recebi uma festa surpresa né que foi uma experiência muito legal e né bacana
você é amado né enfim vai contra essas crenças de desamor que legal E aí é eu assim que vi a movimentação né E aí é Questão de menos de segundos porque é uma questão orgânica cerebral Antes de conseguir interpretar que era uma festa surpresa que que o meu organismo que que a minha mente interpretou ameaça no primeiro milissegundo eu tô chegando em casa não é para ter ninguém não é para ter nada vejo uma movimentação inicialmente depois é uma festa surpresa Ah que bom festa surpresa memóri canta Parabéns mas naquele milissegundo o meu organismo já
se preparou para lutar ou Fugir consequência eu passei a festa toda com a minha perna dormente porque naquele milissegundo a minha perna já se preparou para sair correndo mas não tinha do que sair correndo imagina né surpresa aí eu saio correndo né coitado não não ia fazer isso com eles né no máximo falar Gente vou dar D uma volta aqui na esquina já volto para poder gastar essa energia então o meu corpo ele adquiriu energia Para me ajudar só que não deu tempo cuitado dele entender que não era uma situação que demandava isso era uma
situação boa saudável né Alegre vamos dizer assim de uma festa surpresa mas eu fiquei até essa energia acumulada se dissipar sem eu correr gastou Tempo Levou tempo então eu fiquei com os efeitos né a dormência nas extremidades é justamente essa questão da energia da fermentação que a gente faz nos músculos Então eu fiquei ali a festa toda com reações fisiológicas da ansiedade né claro logo depois a minha hipótese de ameaça se desconfirmar essa hipótese de imediato não quem vai ajudar esse paciente a fazer isso nós terapeutas porque a gente vai ajudar a ele questionar esse
cenário ameaçador esse potencial de risco etc etc tudo bem então a ansiedade pessoal ela tem esse fator de auxílio de Sobrevivência de proteção né Eu trouxe até a imagem aqui da iedade que vai ser lançado daqui a pouco né No segundo filme do divertidamente tô tão ansiosa para esse filme não é pois é acho que essa palavra cabe bem mesmo né enfim porque é um é um filme que vai trazer personagem da ansiedade para quem não conhece né enquanto emoção enquanto aspecto emocional da ansiedade né E aí vai nos ajudar muito inclusive talvez em atendimentos
infantis e de adultos Também de adolescentes que eu uso divertidamente com adultos sem problema algum n não achem que eu uso só pro público infantil não público adulto faz assim assista divertidamente vamos conversar sobre ele porque a gente precisa ter o acolhimento emocional e eu vou acolher a minha a minha emoção a o aspecto emocional da ansiedade Se eu considero a ansiedade uma vilã Não por isso que eu preciso psicoeducar o paciente sobre o que é Ansiedade para eu poder acolher essa ansiedade entender que ela quer me ajudar me preparar mesmo que não saba como
fazer isso mesmo que faa mal essa atividade o objetivo dela é me auxiliar E aí aproveitando a nossa aula passada que a gente fala de identificação de pensamento identificação de emoção quando um paciente se identifica ansioso E aí palmas para ele faz parte do nosso processo mas ele não consegue Identificar pensamento que que a gente faz é difícil você já tiveram pacientes que T dificuldade de identificar pensamento né não são todos que chegam falam eu pensei tal tal tal é uma delícia quando isso acontece mas não é sempre e aí a gente às vezes dá
de cara com a parede porque a gente pergunta qual foi o pensamento nenhum se o pensamento tem paciente que fala isso né ou tem até uns que falam não sei dizer ah faz muito tempo não Consigo lembrar né aí beleza tem as nuances aí mas tem pacientes que vão falar Não não tive paciente nenhum só fiquei Ansioso né E aí quando ele fala só fiquei ansioso isso dá uma ideia que ideia de qu Da gente ser Refém da ansiedade e a gente precisa ajudar o paciente a entender que nós não somos reféns que nós temos
um processamento cogn que justifica essa experiência da ansiedade e que aí a gente vai precisar Identificar qual É quando um paciente traz a emoção E aí esse personagem pode até nos ajudar a visualizar essa emoção né Por ter aí um uma personificação dessa ansiedade eu posso perguntar pro paciente o que que essa ansiedade diz para você o que que ela tá te dizendo E aí a resposta dessa pergunta é o pensamento automático ela diz que eu deveria fazer tal coisa ela diz que eu não vou conseguir tal coisa ela diz que era para eu estar
no capítulo dois já do Meu TCC né E aí isso que ela diz é o meu pensamento automático eu deveria já est no meu Capítulo dois do TCC mesmo que ela não Perceba como pensamento automático ainda mas a gente vai psicoeducar vai ajudar ela quando eu peço para ela me dizer o que o que a emoção de Diz para ela isso representa o pensamento automático tá então a gente vai precisar acolher essa emoção entender essa emoção pra gente poder dar Continuidade ao nosso processo terapêutico Ok alguma dúvida pessoal sobre as nossas reações emocionais e fisiológicas
dentro desse contexto da ansiedade Maria Clara chegou seja bem-vinda bom dia tudo bem não Nenhuma Dúvida faz sentido até aqui o que a gente tá conversando Beleza então vamos seguir E aí a gente vai esbarrar no nosso último elemento Digamos assim no modelo cognitivo que é qual comportamento e aí eu trouxe aqui pra gente pensar um pouquinho esses bonequinhos né que vocês já já vão imaginar que tem a ver lá com os nossos mecanismos né de luta ou fuga Só que essa luta ou fuga né ela também vai acontecer diante dos elementos que são internos
que são mentais né porque é muito fácil entender que se eu vejo sei lá um bicho eu posso correr do bicho Ou Posso enfrentar o bicho Só que essa eh essa luta ou fuga também tem elementos importantes quando a gente tá lidando com questões internas entendamos crenças pensamentos automáticos eu posso Então vamos dizer assim fugir de um pensamento automático ou eu posso lutar contra um pensamento automático nesse processo aqui que pra gente não é saudável tá não tô falando agora de um enfrentamento saudável eu tô Falando de fato daquelas nossas estratégias de enfrentamento lembram delas
que a gente viu na aula passada lá no diagrama da conceitualização Então vamos lá se vou trazer uma situação vocês vão me dizer então Qual qual é esse cenário aí se eu tenho por exemplo uma prova e eu falto essa prova que que eu tô fazendo Evitando evitando exatamente E aí essa evitação lembremos evitação é palavra chave para falar de ansiedade tá a ansiedade Ela traz consigo um processo evitativo importante tá se eu tô evitando E aí a gente precisa entender Eu Tô evitando a prova em si não eu tô evitando a minha interpretação dessa
prova o que essa prova significa para mim E aí eu preciso entender o que que essa prova significa pro paciente né Por exemplo se o Paciente chega e fala assim ai eu eh tenho um professor eu faço curso de inglês e aí eu tenho um professor que fica me corrigindo o tempo todo e isso me deixa muito mal o problema é a correção em si não o problema é o que ele interpreta dessa correção que que significa sobre ele ser corrigido porque senão eu teria que falar o quê Ah muda de curso né não não
tem um professor né porque Invariavelmente um professor em algum momento vai fazer uma correção que senão ele não precisaria estar ali né então a questão não é a pessoa ser corrigida a questão é o que que significa ser corrigida significa que eu não sei o suficiente a matéria que eu não sou bom em inglês que eu não vou conseguir aprender aí esses elementos que eu vou ter que investigar junto ao paciente que vão me dizer desse processamento que o paciente pode vir a evitar né então a a Maria Clara trouxe aqui a questão da evitação
Deixa eu aproveitar essa oportunidade para diferenciar junto com vocês o que que é fuga e o que que é evitação vamos lá qual é a diferença entre fuga e evitação Pode falar éca não tem gente a ideia não vocês terem que acertar não tá senão eu teria que ter ensinado antes Se eu quisesse cobrar de vocês Eu precisaria já ter falado isso no início da aula não falei então espaço para para errar aqui É maravilhoso que que vocês acham pela palavra por alguma experiência vocês fossem tentar inventar mesmo alguma alguma diferença Caso vocês não tenham
estudado sobre isso ainda acho que fuga e quando você já tá diante do da situação né e esquiva A situação ainda não tá diante de você mas você já se antecede que vai acontecer exatamente muito bem ENEN né A Fuga eu já tô no meio da situação e eu saio dela então por exemplo eu fui PR prova e inventei ou comecei a passar mal ou disse que não ia terminar a prova aí eu tô fugindo daquela situação eu tô nela e aí eu fujo dela a evitação eu nem chego a ter contato com ela eu
eu nem fui pra faculdade fazer a prova eu evitei essa situação uma né pensando aqui até em questões né de de de ansiedade social Fui para uma Festa chegou na festa Alguém falou alguma coisa eu fiz uma leitura X Y ou Z que que eu faço vou embora da festa que que isso representa fuga fugir da festa evitação nem vou pra festa Nem chego a ir pra festa tudo bem entendemos então a diferença entre fuga e e evitação Beleza então vamos continuar já falamos aqui sobre essa situação aqui de ter uma prova e Faltar E
aí vamos supor que o né Vou colocar aqui para vocês Que esse exemplo Clínico tenha relação com uma crença central de sou incompetente se eu vou para essa prova o que que acontece eu tenho a possibilidade de ter uma nota que ative a minha crença concordam comigo porque se eu vou faço a prova e tiro quatro isso não pode ativar minha crença De incompetência Com certeza então eu eu evito uma situação que possa ativar a minha crença qual seria aqui um outro cenário ter uma prova e avisar então eu vou estudar a madrugada toda eu
vou chegar na prova eu faço a prova em 10 minutos e fico 2:50 revisando as minhas respostas qual é o nome que a gente dá para isso se fosse um dos bonequinhos seria qual Bonequinho medo sim tá relacionado ao medo Mas aí o bonequinho da esquerda ou o bonequinho da direita quando eu tô fazendo mais do que o necessário é o da direito eu acho é o da direito né porque eu tô estudando além do necessário e eu tô revisando além do necessário vocês sabem o nome que a gente atribui a esse tipo de comportamento
esse tipo de estratégia de Enfrentamento primeiro foi meditação que a gente já falou esse a gente chama de hipercom a pessoa hipercom Para quê Para não ativar a crença então eu vou estudar absurdamente para diminuir as chances de eu tirar uma nota baixa e acabar entrando em contato com a minha crença Então as minhas estratégias de enfrentamento elas sempre são no objetivo de não me botar em contato com a Crença por quê Porque é muito doloroso é muito doloroso estar em contato com a crença estar com a crença ativada claro então eu vou fazer coisas
que me distanciem dessa percepção da crença tudo bem um comportamento que pode acontecer também é o comportamento que a gente chama de é quando eu me rendo aquela situação então assim eu não vou estudar pra prova e aí Eu não estudo pra prova vou Tirar uma nota o quê ruim mas é porque eu não estudei eu me rendi a situação eu não fiz nada é o congelamento lembra que a gente falou do do mecanismo de congelamento luta fuga ou congelamento Eu não estudo pra prova mas aí quando eu tiro a nota boa eu me distancio
da crença porque eu penso que ó claro que eu tirei uma nota baixa não estudei aí não diz sobre a minha competência eu não estudei tá então é uma possibilidade Também de um comportamento e a gente precisa junto ao paciente entender que esses comportamentos são frutos da interpretação da da da experiência emocional desses pacientes certo gente até aqui alguma dúvida Não beleza então vamos fazer o seguinte vamos agora conhecer os transtornos E aí eu vou trazer aqui elementos de critérios de agnósticos e elementos de processamento Cognitivo depois a gente dá o nosso intervalo tá mas
aí já vai ter passado provavelmente um pouquinho de 11 horas mas acho que não tem problema e aí depois a gente vai falar um pouco então sobre as interven algumas intervenções alguns manejos clínicos voltados para esses transtornos e a gente finaliza com uma atividade de um caso Clínico tudo bem eh tô sentindo falta do pessoal né Eu acho que a nossa turma era um pouco Maior tinha mais pessoas n ú na última aula ou eu tô enganado tinha chegou a colocar lá no grupo que tiveram imprevistos Hum entendi tá então que pena né mas acho
que tá sendo gravado então espero que esteja tudo bem pro pessoal que fique tudo bem vamos lá então para os nossos Principais principais transtornos de ansiedade que vamos ver hoje né Lembrando que mais tarde Vocês vão ter Também aula sobre né fobia social trastorno do estresse pós-traumático aqui a gente vai ver transtorno de ansiedade generalizada transtorno de ansiedade social e transtorno do pânico certo vamos conhecer então os critérios diagnósticos E aí gente nessa parte de critérios vocês vão ver que é uma coisa bem bem pontual né Eu não tenho como mudar os critérios diagnósticos a
gente vai conversar um pouco a gente vai ler os critérios e entender aqui um pouco ah Os atravessamentos disso na prática Clínica Ok então vamos lá primeiro a gente vai falar aqui então de um medo né o primeiro diagnóstico medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas Qual é o transtorno que a gente tá falando aqui ansiedade social transtorno de ansiedade social então o primeiro critério é esse medo ou essa ansiedade Acentuados lembra que a gente falou não é ter ansiedade
porque ter ansiedade Todos nós temos mas são ansiedades em níveis clinicamente significativos acerca de uma ou mais situações sociais em que há uma exposição a essa avaliação da outra pessoa Ok a exposição demanda dessa avaliação da outra pessoa exemplos incluem interações sociais como por exemplo manter uma conversa encontrar pessoas que não são familiares pessoas Desconhecidas amigos e amigos né por aí vai ser observado então às vezes determinados contextos em que vão te colocar numa situação que as pessoas vão te ver fazendo algo específico como comendo ou beb né então vocês já vão imaginar que essas
pessoas vão ter dificuldade de né frequentar restaurantes né enfim cenários em que ela tenha que estar fazendo determinado comportamento que Possa ser avaliado pelas outras pessoas ou situações de desempenho diante de outros né Então aí a questão não é observar o comportamento né mas avaliar a qualidade desse comportamento como exemplo né proferir palestras apresentar trabalhos né seminários de faculdade de escola realizar trabalhos né então a pessoa por exemplo né Interprete de libras ela vai est ali se expondo Mas a questão é o desempenho dela o quanto ela faz bem ou não Determinada tarefa que aí
pode estar voltada também pra questão laboral né da ser vendo n das pessoas a verem fazendo o o trabalho então ela tá sendo vista fazendo o trabalho dela se isso gera uma avaliação Por parte dos outros isso gera uma ansiedade acentuada a gente tá Cumprindo com esse primeiro critério Ok E aí a gente tem um exemplo né de que na no público infantil essa ansiedade acentuada ela PR ocorrer em contextos Que envolvam os pares e não apenas adultos ou seja outras crianças porque se se existe uma ansiedade aí voltada para interação com adulto pode dizer
de outra coisa e não dessa ansiedade social Ok critério b o indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que serão avaliados né então por exemplo n será humilhante ou constrangedor provocará a rejeição ou ofender a outros então a pessoa ela Precisa né vamos entender esse elemento se eu não posso demonstrar sintomas de ansiedade eu preciso ter entre aspas sob controle as minhas reações diante disso na maioria das vezes nós vamos ter controle sobre as nossas reações não a questão é como a gente maneja as nossas reações né então com o tempo isso
vai sendo desenvolvido só que para isso a pessoa precisa o quê se expor quando a gente fala em ansiedade Em qualquer transtorno de ansiedade Qual é a intervenção padrão ouro exposição Claro que não é uma exposição tipo a pessoa ser tacada ali no meio né do do obeto fóbico Mas é uma exposição gradual que precisa acontecer porque quando a pessoa evita como a gente já falou que que ela tá dizendo para ela que realmente ela não consegue que realmente ela não é capaz que realmente ela não vai dar conta quando ela quando Ela evita e
fica tudo bem que que ela vai achar que só ficou tudo bem porque ela evitou E aí fortalece esse comportamento fortalece essa crença Ok quando a gente fala dessa demonstração de sintomas de ansiedades que vão ser avaliados negativamente né que que significa a pessoa ela não pode gaguejar a pessoa não pode eh ficar vermelhinha vamos dizer assim ela acha que ela vai ficar vermelin e as pessoas vão perceber ela não pode suar Que se ela suar as pessoas vão achar que ela ela tá suando porque ela tá ansiedade tá com ansiedade e porque ela não
sabe tá ali e eventualmente essa esses sintomas de ansiedade né E aí Vamos pensar até no que que é sintoma né Qual a diferença entre sintoma e sinal vocês lembram disso lá de psicopatologia já que a gente tá falando aqui né de um transtorno a gente tá envolvendo essa psicopatologia Quem lembra aí a Dificuldade de sintoma sinal alguém quer chutar senão eu posso falar alguém quer se expor brincadeira mas o sintoma diz de uma vivência que é subjetiva e o sinal diz de um comportamento observável tá então qual é um sinal de ansiedade por exemplo
bater a perninha pessoa tá ali batendo a perninha é um sinal comportamental né que pode dar estreio para um para uma ansiedade o sintoma exige o relato do paciente e Qual é a grande questão aqui na avaliação dessa demonstração da ansiedade muitas vezes o paciente acredita que as pessoas que estão ali conseguem quase que ler a mente dele né então assim eu tô aqui vamos supor né eu Marcelo tô começando a aula e aí eu tô meio perdido vamos dizer assim que que eu vou pensar Nossa os alunos estão vendo que eu não sei dar
uma aula os alunos estão percebendo que eu não sou um bom professor só que na maioria das Vezes vocês vão ter condições de fazer essa avaliação toda apenas pela minha fala não só que a pessoa com ansiedade social ela tem claramente definido que as pessoas conseguem ver através dela que as pessoas vão conseguir ver a partir de uma falar assim Bom dia Nossa eles já sabem que eu tô inseguro eles já sabem que eu não não sei o que falar então né o paciente que tem trão de de ansiedade social Ele tem muito claro essa
leitura Essa avaliação que o outro vai fazer do seu desempenho mesmo que ainda não tenha tido elementos ali importantes que possam até vir a denotar mas se eu dou um bom dia e eu já acho que as pessoas estão vendo que eu tô ansioso que consequências isso vai ter para mim eu vou ficar mais ansioso E aí eu vou ficar tão ansioso tão ansioso num nível em que de fato eu vou demonstrar a minha ansiedade porque vai ser um nível absurdo de ansiedade e Aí de fato eu vou começar a gaguejar por exemplo E aí
de fato eu vou né então assim a quando a quando o paciente tá diante dos da das consequências fisiológicas da ansiedade isso acaba sendo um fator de manutenção do transtorno porque ele tá ali diante de uma situação que vai gerar uma repercussão por conta da então a ansiedade ela se autossustentação e fortalece a minha crença de que eu tô ali demonstrando Vulner habilidade de que eu tô demonstrando a minha ansiedade que que isso vai demandar mas eu vou só dar um spoiler que depois a gente vai falar melhor uma psicoeducação sobre isso sobre esse processo
pro paciente entender e aí um exemplo clássico que eu gosto de dar é né E aí não e aí cada um Claro né Isso vai depender também da história de vida do paciente numa apresentação de Dança se a o Né o artista ali faz um movimento diferente necessariamente o público vai perceber não quem sabe a coreografia da dança é o artista não é o público mesma coisa pro Teatro né se a pessoa tá ali numa atuação e ela entre aspas erra uma palavra né para quem é iniciante o público tá com o roteiro na mão
para poder saber se ela falou uma palavra diferente não então a mesma coisa a gente vai psicoeducar os Pacientes para eles irem entendendo que mesmo que eles façam um desvio do planejamento deles isso não implica necessariamente num reconhecimento por parte das pessoas que estão ali próximo a ele faz sentido e aí ele já começa né com o tempo é claro que sen é de um dia pro outro tá não é em uma sessão mas ele começa a reavaliar essa demonstração dele e ter uma visão diferente Mas gente eu tô aqui mesclando uma psicopatologia teórica de
sinais e sintomas e uma psicopatologia voltada para TCC em termos de descrição de explicação desse processamento cognitivo dos sintomas Mas vamos lá critério B Tá ok entendemos o critério b então tem que tá em jogo ali essa questão da pessoa ter uma atenção ter medo de expressar essa ansiedade né que são aqueles pensamentos E se eu eu eu não consegui e se tal coisa acontecer né São esses sintomas da ansiedade ganhando destaque ali naquele momento critério C as situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade aí um critério mais genérico um pouco né E aí
que tem uma ressalva ali para crianças de de entender que esse medo ansiedade pode ser ser expresso de outras formas né como chorando ataques de raiva e imobilidade né que é o congelamento que a gente falou comportamento de agarrar-se escol encolhendo-se ou Fracassando em falar em situações sociais Então a gente vai ter que ter uma flexibilidade para entender esses sintomas no nas crianças nos adolescentes né a mesma coisa a tristeza né como que às vezes a gente identifica depressão em crianças irritabilidade é um sintoma importante né a tristeza ela tem uma outra forma de se
expressar tá então apenas uma é salva a situação a o critério D perdão as situações sociais são Evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade então a pessoa que tem né que preenche o critério esse critério para diagnóstico de transtorno de ansiedade social essas situações ou elas são evitadas ou a pessoa não chega aí então precisa ter um relato de algo que ela deixa de ir ou um relato de que ela vai embora haja uma ansiedade absurda não é tipo assim ah eu tava com uma ansiedade mas chegou lá foi ótimo não a situação ela
é suportada né Ela é Suportada justamente por essa palavra né Ela não é uma coisa que vira depois ah aí eu não ela pro diagnóstico ser formal ele ser oficial Ela precisa passar por essas experiências com bastante ansiedade Ok o tratamento que vai auxiliar para ess para esse manejo da situação ser diferente com o tempo gradualmente falando ok entendemos aqui esses quatro critérios outros critérios E aí tem alguns que a gente vai ver aqui no final Que são critérios até muitas vezes comuns a psicopatologia teórica a esses diagnósticos Tá Mas vamos lá o primeiro critério
é o medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada pela situação e o contexto sociocultural Olha que importante esse elemento né a gente já falou todo mundo tem ansiedade a questão ela ser desproporcional à ameaça real apresentada então por exemplo se uma Pessoa vai fazer uma entrevista de emprego existe ali uma ameaça real dela não ser contratada ou seja a pessoa vai ficar ansiosa entendem é uma situação ansiogênico a pessoa ter ansiedade Agora se a pessoa sente uma ansiedade muito grande numa conversa com um professor Porque ela acha que conversando com o professor o
professor pode acabar eh reprovando ela percebem que não é proporcional não é Coerente com a situação porque essa situação não é uma situação dela ser reprovada ou não é uma situação dela falar sobre um trabalho Ok na situação do trabalho eventualmente ela pode pensar que ela vai ser reprovada porque aí é coerente com a situação mas muitas vezes a pessoa com ansiedade social ela cria cenários cons sequências dos cenários que não são nem viáveis de acordo com aquela situação de fato que tá Acontecendo Ok e um outro elemento é o contexto sociocultural que precisa muito
sensivelmente ser considerado tá se eu atendo um homem ou uma mulher é muito diferente se eu atendo uma pessoa branca ou uma pessoa negra é muito diferente se eu atendo uma pessoa heterossexual ou uma pessoa LGBT que PN mais isso é muito diferente então uma pessoa uma pessoa né LGBT mais que diz que tem receio de expressar afeto em algum lugar público Porque ela tem medo de ser violentada eu não posso invalidar isso eu não posso dizer ah mas Quais as chances de você ser né pegar um questionamento socrático não não não vou fazer questionamento
socrático nesse nessas questões porque ela vai falar para mim bom ontem uma pessoa foi assassinada por ser LGBT E aí eu vou falar o quê para ela ah mas e aí eu fico sem ter o que falar fico sem argumento porque essa essa pessoa participa de um Contexto cultural que existe uma uma vulnerabilidade importante tá mesma coisa uma pessoa que fala por exemplo né um homem negro diz que foi seguido numa loja Ah mas Quais as evidências que você tem não é uma questão social e histórica esse sofrimento então infelizmente é algo que não é
desproporcional tá então preciso considerar esses contextos socioculturais né a gente tem na TCC Ainda mais recentemente né A atcc culturalmente responsiva tá tem até se vocês quiserem depois procurar e tem no no canal do YouTube do back institute tem a Pamela Reis que é uma autora bastante influente nessa prática da questão cultural que vai trazer as a as consequências eu fazer um questionamento socrático indevido diante de uma situação eh cultural diversa por exemplo tá então eu preciso a avaliar essa ansiedade Eh dentro desse contexto cultural Ficou claro pessoal faz sentido para vocês é algo que
já tava no radar de vocês ou foi ou ou foi importante relembrar como é como é que é isso para vocês eu achei muito importante traga bom é importante a gente dentro da nossa avaliação ter esse contato pra gente não acabar fazendo uma avaliação distorcida porque Principalmente quando a gente não participa desse contexto Cultural né porque eventualmente pessoas brancas vão atender pessoas negras homens vão atender mulheres heterossexuais vão atender pessoas lgbts Principalmente quando eu não participo dessa cultura eu preciso ter um olhar ainda mais sensível e atento sem fazer presunções sem assumir determinadas coisas por
conta da minha experiência cultural que é diferente da do paciente principalmente como vocês devem ter percebido que foram os casos Que eu dei quando eu participo de uma cultura dominante né que é o por exemplo eu enquanto homem Eu participo de uma cultura dominante em termos de gênero né eu enquanto Cis participo de uma cultura dominante quanto enfim e aí vai tá então a gente precisa ter isso bastante eh isso precisa estar no nosso radar tanto em avaliação quanto em intervenções Ok mas vamos seguir ah critério f o medo ansiedade ou esquiva né é persistente
geralmente durando mais de Se meses tá então eu tenho ali a própria experiência né emocional digamos assim do medo que é a base emocional da ansiedade e o comportamental né então eu esquivo dessas situações né Isso precisa Isso é um critério diagnóstico importante o critério G é um critério muito comum aos transtornos né mentais de maneira geral que é esses elementos né que no caso medo ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no Funcionamento social Profissional ou em outras áreas é importantes da vida do indivíd vi tá não é eu só identificar o
elemento mas eu entender como que esse elemento faz parte da vida do sujeito por exemplo TDH autismo qualquer transtorno todos têm esse critério esses elementos precisam causar um prejuízo precisam contribuir precisam ter um efeito na vida do sujeito para eu poder dizer que é um diagnóstico formal tá ã mesma coisa pros elementos pros Critérios h e i e j né hi principalmente então esses sintomas não são consequências de efeitos de substâncias tá então a pessoa só fica daquela forma quando ela faz uso de uma substância tal aí eu vou entender que primariamente o diagnóstico é
da substância o sintoma outro é secundário aquela substância então o diagnóstico formal não é desse critério tá ou quando é Eh melhor explicado por sindromas de outro transtorno mental Então ela tem uma ansiedade x mas essa ansiedade X é a consequência de outro transtorno aí eu não vou dar o aí eu não preencho o critério diagnóstico desse que eu tô me referindo no caso a ansiedade social Tá e por último se eu tenho uma condição médica justificando os sintomas do transtorno tá E aí aqui ele traz exemplos né doença de parqu obesidade desfiguração por Queimaduras
of ferimentos né então em determinados contextos essa ansiedade social essa esquiva tá relacionado a esse contexto não é excessiva ela é coerente mesma coisa a questão cultural né que eu falei dependendo de como for ela pode não ser excessiva aquele medo ele é coerente com uma experiência cultur cal diversa Ok E aí a gente tem ali um especificador quando o transtorno da ansiedade social É voltado restritamente À questão do desempenho Ou seja a pessoa tá na rua a pessoa tá comendo a pessoa tá em ambientes mesmo que com pessoas desconhecidas não tem problema mas se
ela vai ter se ela vai ser avaliada em termos de desempenho em termos de trabalho em termos de aí entra a ansiedade social aí é um transtorno de ansiedade social com o especificador do desempenho Ok em relação aos critérios pessoal alguma dúvida Tá Ok vou considerar que sim então qualquer coisa vocês me interrompam E aí Resumindo em termos de processamento cognitivo do paciente com transtorno de ansiedade social né E aí uma ressalva que a gente precisa fazer é que esse indivíduo com B social com ansiedade social né ele vivencia essa ansiedade intensa né quando ele
tem ele não tem dificuldades quando ele tá sozinho né ou com familiares e amigos íntimos tá então essa ansiedade social Ela é voltada para ambientes menos familiares né com pessoas mais desconhecidas Tá então não é assim ah mas Fulano não tem essa ansiedade com familiares Então não é ansiedade social não pode ser ansiedade social sim tá E aí como elementos cognitivos importantes né E contextuais a gente tem o medo da avaliação negativa Ou seja que que significa pro paciente ser mal avaliado né lembram que a gente falou lá da ansiedade né eu Preciso avaliar preciso
investigar que que significa pro paciente ser mal avaliado Porque existe um uma crença justificando esses sintomas isso precisa ficar muito claro essa crença é o que gera né O que mantém vamos dizer assim esse processamento cognitivo relacionado ao aos sintomas do transtorno Então existe ali uma crença Central coerente com esse transtorno e eu preciso avaliar essa crença eventualmente para poder intervir né a Partir das técnicas intervir nessa crença tá as situações sociais Então vão desempenhar esse grande contexto em que os sintomas aparecem tá esse paciente ele tem consciência dessa dificuldade dele né então ele o
paciente com transtorno de ansiedade social ele percebe que tem dificuldades nas situações sociais tá isso é importante pra gente fazer um diagnóstico diferencial né de pacientes que têm Dificuldades em interações sociais mas não tem essa não conseguem ter essa percepção tão claramente Ok então os pacientes com ansiedade social eles percebem porque eles percebem até que ficam ansiosos e demonstram essa ansiedade por isso que eles evitam porque eles percebem que as outras pessoas estão percebendo que se as outras pessoas percebem que ele tá ansioso Que consequência isso tem Possivelmente pro paciente Ah como é que Fulano
vai me contratar se ele vê que eu fico nervoso se ele vê que eu tô ansioso então isso tem consequências laborais muitas vezes pro sujeito Ok e sofrimento e interferência acentuados né então o paciente ele diante desse cenário não é tipo assim ah é algo desagradável mas tudo bem não é algo desagradável e que isso esse sofrimento é importante e atravessa diversas áreas da vida desse sujeito Então ele vai deixar de fazer coisas importantes e que são significativas até mesmo pros valores dele né então um paciente que tá começando uma carreira diferente né E aí
ele precisa se expor em alguma medida no trabalho e ele não consegue e isso traz um sofrimento muito importante e interfere muitas vezes nesses planos nesses objetivos profissionais eu tenho uma ótima oportunidade sei lá de um freelancer E aí eu não consigo porque eu não conheço Os contratantes eu não conheço o lugar onde vai ser E aí a pessoa por conta disso deixa né perde uma oportunidade profissional por conta dessa questão da ansiedade social ok pessoal em relação a ansiedade social o transtorno de ansiedade Social alguma dúvida podem perguntar se não ficou Claro alguma coisa
se ficou ambíguo é hora da gente poder conversar da gente tirar dúvidas Mesmo tá tudo certo então ó pessoal vou acreditar em vocês hein vou acreditar que a aula tá fluindo então vamos fazer o seguinte como a gente já tá mais ou menos na metade do nosso encontro Considerando o intervalo são 10:55 Vamos dar um intervalo aí de 20 minutinhos tá então a gente volta 11:15 e aí a gente fala do transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de pânico Nesse Mesmo nessa mesma pegada Que a gente fez com a ansiedade social falamos um pouco de
maneira geral e específica das avaliações e intervenções E aí a gente vai paraa atividade de caso Clínico que é aquele mesmo caso Clínico que a gente teve no início da aula que vocês tiveram as hipóteses agora a gente vai com conhecer mais a fundo o caso e poder eh pensar em estratégias de intervenção diante desses casos Tudo bem então 11 15 a gente volta Tá bom Então deixa eu até parar aqui de compartilhar então tá certo então bom intervalo aí para vocês Até daqui a pouco vamos voltando pessoal quem já tá por aí manda uma
mensagenzinha aí no chat por favor eu já tô por aqui eu zimar vamos começando pra gente poder voltar tava com áudio fechado é vamos voltar aqui a compartilhar a tela pra gente Poder dar continuidade Então tá todo mundo vendo a tela Então vamos lá terminamos aqui na parte de transtorno de ansiedade social que vocês falaram que tava tudo ok né gente se em algum momento vier sei lá um exemplo na cabeça de vocês seja de um paciente que vocês já atenderam ou de algum de algum caso de maneira geral vocês queiram só trazer para enriquecer
para confirmar se é isso mesmo mesmo ah de um filme sei lá de alguma série né enfim fiquem à vontade Tá pra gente construir isso juntos mesmo Tudo bem então vamos lá vamos agora para o segundo transtorno e o primeiro primeiro critério diagnóstico é ansiedade e preocupação excessivas expectativa apreensiva ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos se meses com diversos eventos ou atividades Qual é o diagnóstico que a gente vai ver agora então uhum tag tag exatamente transtorno De ansiedade generalizada né E aí ele já começa trazendo então a questão da preocupação que é
uma palavra chave quando a gente fala em tag tá que é justamente essa questão do processamento cognitivo né percebam que existe esse foco né a preocupação é um elemento cognitivo ali da ansiedade né dessa expectativa apreensiva Como diz ali e precisa ocorrer a pelo menos se meses em atividades diferentes tá se eu tenho uma dificuldade uma questão de ansiedade só No aspecto social você já devem estar imaginando que aí a gente não vai falar de ansiedade generalizada e sim de ansiedade social e B o indivíduo considera difícil controlar a preocupação isso é importante então assim
é um elemento do da vida daquele sujeito essa ansiedade é algo tão significativo que ele não consegue controlar né então é é algo que tá no no radar dele não é uma coisa tipo ah tô seguindo a vida você é ansioso Ah Acho que sou não é aquela pessoa que ela tem essa percepção muito clara de ter muitas preocupações de estar sempre considerando muito muitas possibilidades etc então é difícil pro paciente lidar manejar essa ansiedade ou seja controlar essas preocupações esses pensamentos de preocupação que vem critério C A ansiedade e a preocupação estão associadas com
três ou mais dos seguintes seis sintomas sintomas com pelo menos alguns deles presentes na Maioria dos dias nos últimos se meses vamos lá e quando for referindo a criança apenas um dos itens que é necessário tá ados são três primeiro inquietação ou sensação de estar os nervos à Flor da Pele fatigabilidade dificuldade concentrarse ou sensações de branco na mente irritabilidade tensão muscular perturbação do sono E aí né tanto dificuldade de de conciliar ou de manter Sono ou de ter um sono né que a pessoa acorda sentindo cansada né Ou seja é insatisfatório não tem uma
boa qualidade do sono e um sono inquieto também então às vezes acorda durante a noite então tanto dificuldade para dormir quanto na qualidade desse sono tá eh então a pessoa precisa ter pelo menos três desses elementos há pelo menos seis eh Há pelo menos se meses para se configurar como né um possível diagnóstico de transtorno da ansiedade Generalizada beleza até aqui tem alguma novidade alguma coisa que vocês não sabiam tá tudo tá tudo ok sim né E aí o transtorno da ansiedade da ansiedade generalizada é aquele Como o próprio nome diz mais geral né então
assim em alguns contextos quando o paciente vai trazendo quando não tem nada muito específico né é um bom é uma boa hipótese pra gente investigar tá todo mundo que tem ansiedade tem é né pode ser Diagnosticada com transtorno de ansiedade generalizada não a gente já viu que a ansiedade é uma coisa geral da população todo mundo que tem uma ansiedade Clínica tem tag também não eu posso ter um sintoma ali específico de ansiedade mas não necessariamente Preencher esses critérios aí pr tag tá eu preciso ticar esses esses critérios para eu poder falar num diagnóstico de
tag okuma tá saindo som seu não sei Seava aberto C Ah tá bom vou fechar aqui é problema de energia aqui acabou a luz aí agora voltou mas eu tô aqui tô aqui na fazendo malabarismo tá bem boa sorte no no critério d a gente tem aquela aquele mesmo critério que a gente viu no diagnóstico anterior T um sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento geral o paciente né então eu preciso perceber preciso identificar Durante essa minha avaliação que existe um sofrimento clinicamente significativo Ah mas a pessoa é muito acelerada mas se ela é muito
acelerada se ela tem uma vida muito acelerada mas esse manejo é saudável isso não não se torna algo que traga prejuízos eu não vou considerar um transtorno né ela vai ter uma ansiedade Mas você não vai ter o transtorno de ansiedade generalizada tá esse sofrimento e prejuízo no funcionamento Precisam aparecer precisam estar pres presentes e o critério e e f é a mesma coisa que a gente já viu também de não ter e uma causalidade desses efeitos dessa ansiedade nos efeitos fisiológicos de substância ou condição médica no caso aqui da ansiedade generalizada né é mencionado
o uso de medicamentos e uso de drogas né então se se essa ansiedade ela acontece ali como consequência desse uso de drogas ou de um medicamento que começou a tomar aí eu preciso investigar Melhor tá ou uma condição médico específica E aí o exemplo que dá é o hipertiroidismo então preciso investigar em questões hormonais eventualmente esse paciente vai precisar ir né a profissionais da saúde para fazer essas investigações E aí entender mesmo que atravessamento is tem na vida do paciente ok e por último a perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental então
uma ansiedade ou ou preocupação Quanto a ter ataqu de pânico que aí a gente vai ver né que mais paraa frente que tem a ver com o transtorno do pânico avaliação negativa né do da outra pessoa nas suas atividades como a gente já viu que era característico do do histor de ansiedade social uma ansiedade voltada para contaminação ou algumas outras obsessões que aí vão ter vão estar relacionados ao toque tá então vocês vejam que tem esses quase como um diagnóstico diferencial aí Já nos elementos pra gente poder entender Separação das figuras de apego já é
algo muito característico ao transtorno de ansiedade de separação tem o transtorno de estresse pós-traumático tem a questão da fobia específica das fobias específicas que vocês vão ver mais daqui a pouco né tarde então eu preciso entender esse contexto para eu poder diferenciar bem tudo bem e pessoal o caso de tag né um uma diferença importante tá Relacionada à frequência e gravidade dessas preocupações tá então lembrando preocupar-se não é algo exclusivo do tag ah Fulano se preocupa Ah tem tag não pode ser uma preocupação coerente com a situação que o sujeito está vivenciando com a experiência
enfim e aí eu não vou falar de um transtorno não vou falar de um tag tá E essa e essa essas preocupações precisam ser frequentes em relação a vários assuntos se por exemplo paciente acabou de perder o emprego e aí Tá muito preocupado com a questão financeira não justifica um tag só por isso se ele se preocupa só com a questão financeira só porque ele acabou de perder o emprego percebam que é algo contextual né eu preciso entender o funcionamento do paciente não um um momento de vida uma fase de vida do paciente é um
funcionamento é claro que fases da vida podem gerar né Podem ativar eh experiências que aí sim estão dentro de um diagnóstico mas não é Porque a pessoa tem uma preocupação sobre alguma coisa que ela precisa ter o diagnóstico de tag tá então isso é importante da gente entender alguns elementos cognitivos muito importantes da ansiedade generalizada é um viés atencional para ameaça que é a hipervigilância lembram o que a gente comentou da pessoa ela fica né buscando sinais ela Fica atenta para essas possibilidades então Ela vai pensar digamos assim nos piores cenários possíveis porque ela tá
buscando sinais que vão indicar esse cenário tá então se ela precisa ir para algum lugar ela vai pensar em todas as possibilidades de algo dar errado se ela vai apresentar um seminário né ah não seminário como exposição tem que ser ansiedade social não vai depender do que que ela tá de qual é a questão da ansiedade ali se é uma questão da exposição se é uma questão da avaliação Aí pode ser ansiedade social mas se é algo do tipo eh ai Será que a Será que a internet vai est funcionando é melhor eu levar né
o meu celular para rotear Será que eu será que eu vou falar dentro do tempo é melhor levar dois relógios e levar um cronômetro a Será que eu vou né vou levar impresso também o slide porque aí vai que na você vê que é então assim né esse direcionamento excessivo PR pras possibilidades eu fico hiper vigilante paraas ameaças para eu Poder me preparar Então eu preciso me sentir preparado para manejar as possíveis ameaças consequentemente eu vou ter uma hipervigilância a esses sinais então a minha atenção ela fica voltada para os indícios para as possibilidades do
perigo da ameaça Ok Ficou claro essa diferença da ansiedade generalizada para ansiedade social por exemplo num numa numa numa situação de de apresentação de seminário é o conteúdo do pensamento que Vai diferenciar né é o o objeto fóbico ali né o objeto alvo de medo Digamos que vai diferenciar Ok existe uma intolerância incerteza muito importante tá os pacientes Eles não conseguem lidar com a possibilidade de não terem certeza como ou se algo vai acontecer E aí eles precisam rodar todas as ilidades para se sentirem o mais próximo dos cenários possíveis de acontecer então assim se
eu vou eh se eu tenho determinada Atividade vamos supor eu vou vou pegar de novo esse exemplo do seminário eu vou fazer um seminário mas ainda não saiu o tópico do n vai ser vai ser feito o tópico do vai ser sorteado vai ser escolhido O tópico do seminário semana que vem mas mas eu sei as opções mas eu não tenho certeza qual vai ser E aí eu planejo estudo todos os temas planejo todos os temas todas as apresentações porque eu não consigo lidar com a incerteza não consigo lidar Com algo que não tá definido
Esse é um elemento cognitivo importante da ansiedade de uma maneira geral e muito frequente no transtorno de anciedade generalizada né Então vem muitas distorções do tipo e si e se tal coisa acontecer e se aquilo acontecer e se tiver que fazer isso e se não sei o que lá por quê Porque como eu entero a incerteza eu vou pensar em todos os cenários possíveis tá porque eu não consigo assim ah se acontecer isso é não Sei pode ser depois eu vejo não tem isso eu preciso ter uma sensação de controle uma sensação de que eu
tô ali preparado paraa situação e essa esse desejo de estar preparado tem a ver com a vulnerabilidade pessoal lembram que a gente falou sobre a questão da subestimativa dos recursos pessoais então a pessoa ela se percebe vulnerável a esses atravessamentos então se acontecer tal coisa eu não vou conseguir ldar se acontecer tal coisa já Era se acontecer alguma coisa vai dar tudo errado E aí vai tudo desandar e aí vai ser um problema enorme e aí Ah mas como que é esse problema enorme Não mas aí não vai dar a pessoa ela não consegue nem
concatenar exatamente qual é a questão que não pode acontecer mas se acontecer vai dar ruim porque ela não tem como lidar com essa situação ela não vai saber como manejar tá E isso também tem a ver com a metacognição da preocupação da pessoa se preocupar em Estar preocupada né ou seja como se ela tivesse medo de ter medo né tô dando um exemplo triste por ficar triste só que aqui voltado paraa preocupação ela se preocupa em ficar preocupada e essa metacognição ao mesmo tempo traz uma espécie de de reasseguramento então a pessoa acha que beleza
eu fico muito preocupado eu não consigo lidar com as coisas mas se não fosse a minha ansiedade se não fosse a minha Preocupação eu não estaria dando conta a as coisas já teriam dado errado né eu eu estaria me perdido em determinada situação as pessoas estariam perdidas porque a minha ansiedade ajuda as pessoas né então a pessoa ela tem uma visão de que se não fosse essa ansiedade generalizada a vida dela daria tudo errado Então esse é um fator importante de manutenção do transtorno de ansiedade generalizada a pessoa por mais que perceba as consequências negativas
da Preocupação não consiga controlar não consiga lidar etc ela acha que se não fosse essa ansiedade né então se ela não se ela não ficasse muito preocupada em passar na prova ela provavelmente teria reprovado mesmo que ela não tenha certeza mesmo que ela não tenha evidências disso né passei por uma situação mas eu só consegui não é porque eu sou capaz né como na vulnerabilidade Pessoal não é porque eu sei manejar não é porque eu me preocupei tanto que aí eu acabei me preparando PR as possibilidades Então olha como é bom me preocupar tanto e
aí eu continuo com a ansiedade generalizada faz sentido pessoal sim Total beleza Vocês estão quietinhos hoje sumidinhos enfim professor e se a pessoa tipo assim até mesmo achar que Se as pessoas não haverem ansiosa querendo Resolver tudo vão achar que ela é uma pessoa tipo relaxada né que não liga para nada né sim ex tipo umaa mesmo né do que a mãe passou para ela ah cuidadores não sei com certeza com certeza e aí isso vai ser vai funcionar como uma crença intermediária né que é aquela aquela aquela suposição né do tipo se t tã
então né então se eu não tiver controle sobre tudo tudo vai dar errado se eu não perceber todas as ameaças com Antecedências não vou saber lidar né como é que foi o exemplo que você deu como é que a gente poderia colocar esse exemplo se as pessoas não me virem ansiosas Então vão achar que eu sou relaxada Então as pessoas não vão confiar em mim para fazer as coisas né então são crenças intermediárias que sustentam esse funcionamento cognitivo e os pensamentos automáticos qual vai ser o pensamento automático preciso dar conta de tal coisa preciso prever
os Cenários catastróficos preciso pronta qualquer possibilidade que vier preciso preparada para qualquer pergunta que o professor venha fazer que se o professor não vir que eu tô ansiosa ele vai achar que eu não sou uma boa aluna que eu não tô nem aí para matéria lá então Ótimo exemplo que você trouxe ozar beleza pessoal Beleza então vamos pro Próximo E aí agora Não vou perguntar mais qual é o transtorno porque é o que faltou né então a gente vai falar um pouquinho sobre os critérios Diagnósticos do transtorno de pânico e entender um pouco os elementos
cognitivos preses ente tá então para eu falar em transtorno de pânico o meu primeiro critério que precisa estar presente senão não fecha um diagnóstico não tem uma hipótese diagnóstica interessante são os ataques de pânico Recorrentes e inesperados que que são esses ataques de pânico então um ataque de pânico é um surto abrupto né ou seja de repente de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro ou mais dos seguintes sintomas tá então o o ataque de pânico ele é quase que imediato né ele ele escalona muito
rápido né e tá muito relacionado a elementos fisiológicos importantes que a Gente vai descrever mas que precisam ter esse Car de não poder ser previsto né É imprevisível Ok eh vamos lá então Quais são esses sintomas que precisariam estar presentes pelo menos quatro palpitações coração acelerado ou taquicardia sudorese tremores ou abalos sensações de falta de ar ou sufocamento sensações de asfixia Dor ou desconforto torácico náusea ou desconforto abdominal sensação de tontura instabilidade Vertigem ou desmaio calafrios ou ondas de calor parestesias anestesia ou sensações de formigamento desrealização né que é aquela sensação de realidade não de
não sentir conectado com o ambiente externo naquele momento ou despersonalização que aí já é voltado Para si da pessoa se sentir desconectada de si mesma medo de perder o controle ou enlouquecer e medo de morrer Tá então esses elementos são elementos muito caracterológicos do da do ataque de pânico e que a gente precisa deles para poder considerar de fato um ataque de pânico tá então tem os aspectos mais fisiológicos inicialmente e tem esses aspectos também mais emocionais que não é não é apenas esse medo de de perder o Controle ou enloquecer ou medo de morrer
mas é a sensação daquilo estar acontecendo naquele momento então a pessoa durante aquele Ataque Ela tem né Essa Ideia muito forte de que ela tá perdendo o controle de que ela tá enlouquecendo ou de que ela tá morrendo tá eu preciso de pelo menos quatro desses sintomas para se configurar um ataque de pânico E aí esse ataque de pânico ele precisa ser minimamente Recorrente Ok critério B pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês ou mais de uma ou de ambas as seguintes características um a apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de
pânico adicionais ou sobre suas consequências então a pessoa ela fica preocupada em ter novos ataques de pânico né ela acha ela prevê que ela vai ter novos ataques E aí ela fica se preparando esperando os Novos ataques de pânico tá E aí por isso tá voltado justamente à consequência porque se eu tiver um ataque de pânico eu posso morrer se eu tiver um ataque de pânico eu vou perder o controle se eu tiver um ataque de pânico eu vou enlouquecer tá e uma possível característica que podem estar concomitantes ou não é a mudança mal adaptativa
significativa no comportamento por conta dos ataques né ou seja na maioria das vezes que vão Fazer a pessoa evitar o ataque então ela vai deixar de fazer exercícios físicos por exemplo Porque ela acha que o corpo dela pode reagir a ter um ataque de pânico ela vai deixar de trabalhar ela vai deixar de tomar o remédio ela ela vai deixar de fazer de comer determinadas coisas tá ela vai mudar de forma significativa o comportamento dela porque ela acha que determinada situação vai gerar um ataque de pânico entendemos esse critério B Sim professor eu tô com
uma paciente no estágio que tá que tá com esse eh diagnóstico né porque ainda não foi fechado Mas ela tá tendo todos esses sintomas e de ataque de pânico E aí a gente vê como como prejudica a vida da pessoa né é essa aula tá sendo muito importante também né por causa disso né mas muito importante hoje para mim que bom que bom é importante assim até para quem não Esteja com algum caso assim não é uma né Vamos brincar assim não tô rogando praga mas eventualmente a gente vai ter na nossa clínica porque são
casos frequentes né na população então transtorno de ansiedade é algo muito possível e provável da gente vir a encontrar Ok se tiver alguma coisa da sua paciente zimar que você queira até trazer como exemplo fica à vontade tá você vai quando for o caso você abre o microfone E pode me interromper eh assim tudo que você tá falando tá fazendo sentido né tá tá encaixando direitinho né até agora só tá contribuindo mesmo bastante porque ela tá muito limitada tá sem trabalhar parou de trabalhar não tá saindo de casa é muita muitos atravessamentos meu Deus prejudica
muito n muito liada aquele critério que a gente fala Do prejuízo né na vida da pessoa por isso que ele é importante porque a gente precisa ter muita atenção a isso tá e que os critérios C e D estão relacionados à aquilo que a gente já viu de não ser de não tá relacionado ao efeito de alguma substância de alguma condição médica né aqui tanto a questão de medicamento quanto a questão de uso de drogas quanto a questões médicas também né de hipertiroidismo de doenças cardiopulmonares então assim esses Sintomas fisiológicos podem ser explicados para um
por um uma condição médica se sim eu preciso dar um passo para trás e entender melhor agora se eu entendo que talvez não tenha só a ver ou não tenha mais a ver Aí se encaixa aqui num possível n critério pro diagnóstico de transtorno de pânico tá E também não é melhor explicada por um outro transtorno mental tá né enfim como sendo né ter essas essas reações só quando vai ter uma questão social que é o caso da Ansiedade social só quando tá diante de uma fobia específica Ah eu tenho eu tenho esses ataques sempre
que eu vejo uma cobra por exemplo né Aí será aí não é um transtorno de pânico é um transtorno né de fobia específica de cobra né E aí eu preciso entender que elementos ISO vai ter de uma forma geral tá E aí tem aqui os outros elementos que eu não vou ler com detalhe vocês podem também isso aqui tá no dsm5 revisado né TR então qualquer coisa Vocês também é legal darem uma lida até mais extensa porque tem um material é importante tá no transtorno do pânico né a gente tem né Eh Barlow que é
David Barlow que é um autor importante tanto pros transtornos de ansiedade até quanto para de uma forma psicopatologia clínica de maneira geral ele vai dizer que o pânico seria a apresentação assim mais clara do medo né mais mais pura vamos dizer assim né porque é aquele medo absurdo e um medo de ter medo né a Pessoa tem medo de ter um ataque de pânico e ficar com medo então é bem bem claro ali né e uma coisa importante que o paciente vai apresentar é essa hipervigilância que a gente viu no transtorno deidade generalizada mas agora
para as Sensações corporais Então se o coração começa a bater um pouco mais forte ele logo percebe meu coração tá um pouco mais forte tá batendo mais rápido né ele tá o tempo todo percebendo as reações do Corpo né meu olho tá assim minha respiração tá assada né meu meu dedo ficou dormente não meu braço tá assim o tempo todo ele tá hipervigilante Às Sensações corporais por quê para saber se ele tá tendo uma crise de pânico ou se ele vai ter uma crise de pânico tá então uma é uma dor na barriga é uma
dor no peito é alguma coisa que Opa será que isso é uma crise de pânico né então ele tá o tempo todo hipervigilante por conta disso ele vai ter uma ampla busca de Segurança ele vai est sempre procurando cenários que sejam Seguros E aí na maioria das vezes ele vai ficar em casa na maioria das vezes ele só vai estar perto de pessoas ou que saibam ou que entendam ou que vão ajudar né enfim se acontecer alguma coisa ou vai ou vai por exemplo sempre querer estar perto de hospitais Ah eu não vou para determinado
lugar porque não ten hospital perto e aí vai que eu tenho ataque vai que eu tenho ataque vai que eu tenha um uma crise vai Que eu né E aí sempre pensando até em outras possibilidades que são as interpretações catastróficas né então eu vou ter um ataque cardíaco eu vou ter um AVC eu vou ter alguma coisa fisiológica mesmo E para isso eu tenho que est muito seguro eu tenho que est num lugar em que eu possa ser cuidado em que eu não não não me coloque em risco não me coloque vulnerável a ter um
ataque de pânico a ter alguma questão do meu corpo que vai Ocasionar ou na minha morte ou eu perder o controle de eu Enlouquecer tá então justamente por essa questão fisiológica o paciente ele sente essa falta de controle Isso fica muito claro né Todos nós temos falta de controle por exemplo em relação ao nosso corpo né Tem muitas funções que são involuntárias né Vocês não precisam mandar o coração de vocês bater certo ele bate é involuntário eu fico percebendo isso o Tempo todo não mas eu se alguém perguntar eu sei esses pacientes eles estão o
tempo inteiro percebendo que eles não têm controle sobre o próprio corpo tá isso é uma questão importante então eles percebem que independente da vontade deles o coração começa a bater mais forte a a respiração fica mais curta ou mais ofegante e aí isso Traz essa apreensão essa apreensão de Será que eu tô começando a ter um uma crise Será que Né Será que eue esse essa pequena situação que eu tô identificando é o primeiro passo para eu desenvolver e aí é justamente essa minha interpretação catastrófica que desencadeia uma possível crise porque a falta né o
fato de eu sentir essa falta de controle me faz ter medo e é um medo que escalona E aí consequentemente eu começo a ter as reações fisiológicas do medo porque a gente já viu lá que de fato existem o medo Tem reações fisiológicas O sistema nervoso autônomo simpático ele vai realmente agir então se eu começo a ter um sintoma pequeno eu avalio que isso é uma crise aí o meu corpo responde dessa forma tá eu zimar Quer comentar alguma coisa perguntar então eu na pandemia eu sou técnica de enfermagem né trabalho em hospital então na
pandemia eu tinha que ir de qualquer forma né pegar condução e às vezes a condução tava cheia e as pessoas não usavam máscara e lá no hospital a gente tinha Que para setores né tipo de CTI né para ficar na linha de frente e aí eu comecei a ter a eh um pouco de ansiedade né eu fui observar depois eu tava assim ainda no início da acho que eu tava no quarto ou quinto período ainda E aí eu comecei a ter ansiedade e depois que eu fui ver que era ansiedade porque meu coração tava muito
acelerado e é uma muito Nossa não tem como descrever a gente não tem controle mesmo o coração parece que vai sair pela Boca é igual você tá falando a gente fica ansioso porque o coração tá batendo acelerado e a gente não consegue fazer ele voltar a bater normal é muito difícil é muito Nossa não gosto nem de lembrar muito ruim graças a Deus depois que passou a pandemia não tive mais né mas assim e pra gente sentir o que o outro está sentindo igual a paciente né eu sei um pouquinho do que ela passa porque
eu já tive essa sensação do Coração Acelerado então eu Sei como é ruim como isso é ruim exatamente e assim é uma sensação de de de de não ter controle mas que de fato a gente não tem só que nesses casos isso fica muito em evidência claro que a gente pode fazer técnicas de respiração técnicas de relaxamento muscular só que isso precisa ser acompanhado para pro paciente entender esse contexto todo mas daqui a pouco a gente vai chegar nessa parte mais de né Não só entendimento do caso mas do de de possíveis Eh atitudes né
de possíveis atuações clínicas diante do transtorno tá até aqui alguma dúvida pessoal em relação ao transtorno do pânico não então tá ficou na dúvida se vocês ficam com preguiça de tirar dúvida ou ou se a aula que tá muito boa vou pensar assim Eu Prefiro prefiro ter esse pensamento automático aando muito boa a aula então tá vou vou pensar dessa forma Também Também temos poucas pessoas aí as dúvidas ficam menores também né enfim faz parte eh Então vamos agora falar um pouco sobre Esse aspecto voltado pro tratamento vai ser uma parte mais rápida porque né
a gente demanda entender primeiro E aí isso é um é uma um aprendizado que é importante da gente entender que a primeira etapa do processo terapêutico é de avaliação eu não começo intervindo não começo mudando Nada primeiro eu avalio eu identifico para depois eu poder modificar tá porque senão eu posso fazer uma intervenção precoce num quadro mal avaliado que eu achava que era uma coisa e é outra isso ter efeitos até negativos pro paciente tá então eu preciso gastar tempo gastar não né investir vamos dizer tempo na avaliação para eu ter um caso bem avaliado
E aí sim me permitir uma intervenção também eficaz e bem direcionada tá E aí eu trouxe para cada Transtorno dois elementos que eu queria que a gente pudesse falar um pouquinho e o primeiro que é um que é muito importante né e a acho que demanda talvez até um pouco de leitura de vocês e aí eu recomendo que vocês façam essa leitura que é sobre a psicoeducação tá então assim tem um livro até chamado psicoeducação em TCC não sei se vocês conhecem mas tem ele online também dá para dá para achar né melhor dizendo que
vai trazer sobre Psicoeducação em diferentes transtornos tá quando a gente fala de psicoeducação no transtorno de ansiedade social que é o primeiro que a gente viu né a gente precisa entender e auxiliar o paciente a compreender o que que esse transtorno pede né O que que a própria condição ali do transtorno o que que sugera no paciente para ele já entender o que que vai ter e a partir disso poder atuar de forma saudável e coerente com o processo terapêutico né então vamos ler aqui a Expectativa de uma situação social ou estar nela de fato
faz com que tenha pensamento negativos sobre si mesmo e sobre o que as pessoas à sua volta acharão ao seu respeito é aquela questão da avaliação né que a gente falou que é muito importante na ansiedade social o nome do livro é psicoeducação em TCC é da sinopsis eh isso tende a aumentar consideravelmente o seu nível de ansiedade ao entrar ansioso nessas Situações é provável que a pessoa realmente não consiga causar uma impressão positiva confirmando o seu pensamento de que é inadequado né é aquela questão da manutenção que eu falei né Eu entro com medo
de demonstrar ansiedade a minha ansiedade gera consequências e eu posso achar que a pessoa tá percebendo a minha ansiedade por conta disso eu preciso psicoeducar eu preciso falar olha né a gente tá percebendo que essas situações sociais São muito difíceis e que geram uma consequência no nosso corpo primeira coisa quem é a pessoa que mais percebe o nosso corpo nós mesmos Então as observações que a gente faz sobre o nosso corpo necessariamente as pessoas também vão ter não então quando você tiver uma percepção de algo do seu corpo da sua ansiedade não é uma certeza
absoluta que as pessoas estão percebendo Mas vamos lá Se as pessoas estão Percebendo que que isso pode dizer sobre você e aí ela provavelmente vai trazer questões de né de que de que a pessoa não é boa de que ela não sabe o que faz de que sei lá o qu blá blá e a gente pode perguntar já aconteceu de você ver alguém que ficou nervoso em alguma situação talvez que você já domine né ou que que você diria para um amigo que que que você poderia entender se você tivesse assistindo um caso e a
gente vai fazendo ali um exame de evidências para Auxiliar o paciente a concluir a entender que a ansiedade dele não necessariamente mostra que ele seja ruim em alguma coisa mas que demonstre que ele tá preocupado em fazer um bom trabalho né a gente pode até jogar o extremo se você chega lá para um um trabalho é de preferência usa o trabalho do do paciente como exemplo e você vê alguém que faz de qualquer jeito que vai vestido de qualquer forma que que você ia achar pô a pessoa não tá nem aí tá Fazendo trabalho de
qualquer jeito né isso em comparação a uma pessoa que tá lhe demonstrando uma ansiedade Ah poxa a pessoa tá se esforçando a pessoa quer fazer um bom trabalho e como é que será que um que um chefe observa isso vê isso Ah poxa você como chefe qual situação que você iria preferir né um profissional que tá ali mais relapso ou um profissional que tá ansioso não um profissional que tá ansioso e a gente vai ressignificando um pouco isso à Medida que a gente vai psico educando sobre a ansiedade Olha o nosso objetivo não é não
ter ansiedade Mas é você manejar de uma forma que não te traga prejuízos que não te traga essas percepções então a própria psicoeducação da ansiedade e do transtorno de ansiedade social vai ajudando o paciente a se adequar e principalmente a enfrentar e tirar conclusões mais saudáveis desse enfrentamento porque Quando ele vai e vai para uma situação social de forma x eu vou eu vou na sessão seguinte perguntar como é que foi aqueles medos que a gente tinha como é que como é que aconteceram quanto o quanto a gente acredita agora naquilo Ah eu acreditava 100%
é eu achava que ia acontecer tal coisa mas não aconteceu eu achei que eu fosse gaguejar mas não gaguejei eu achei que alguém fosse reclamar mas não reclamar aí a gente vai tentando com o tempo mostrando o Paciente e aí vai aumentando a exposição E aí a gente vai reestruturando com o tempo cognitivamente esse paciente Claro com auxílio de outras técnicas tudo bem entendemos então uma possível contribuição da da psicoeducação aqui nesse caso vou seguir então tá transtorno de ansiedade generalizada Eh vamos lá na maior parte do tempo os indivíduos contágios estão se Preocupando com
possíveis consequências neg e formas de evitar o pior Por acreditarem que se que se devem prevenir estes indivíduos têm um foco atencional para ameaça e são capazes de detectar Perigo em situações neutras em seguida começam a pensar nesse perigo de forma catastrófica e tentam de todas as maneiras controlar a situação e evitar o pior então a gente precisa psicoeducar de novo paciente sobre o que é a ansiedade isso em todos os casos né vou Ficar aqui sendo meio repetitivo mas a gente precisa falar sobre esse foco atencional essa hipervigilância o paciente precisa entender que ele
tá hipervigilante a a esses eh indícios de ameaça digamos assim e principalmente no caso de tag o paciente precisa entender que essa visão da ansiedade de que se eu não fosse muito ansioso eu não daria conta ela potencializa a a ansiedade generalizada ela mantém o transtorno então a gente Precisa focar na psicoeducação em identificar os prejuízos da ansiedade generalizada pra gente poder contrastar com essa forma de enxergar a ansiedade que o paciente costuma ter Ah se não fosse ansiedade eu teria já me perdido se não fosse ansiedade eu teria reprovado se não fosse né ele
precisa ter uma noção um pouco diferente trazer essa metacognição pro nosso lado pro processo Terapêutico tá então vou ter que psicoeducar sobre esse funcionamento da ansiedade generalizada ela quer ajudar mas ela Acaba atrapalhando pela intensidade e pela frequência que ela chega vamos ajudá-la a te ajudar ajudar a ansiedade e ajudar o paciente porque do jeito que tá tá atrapalhando não tá ajudando ok tô aqui talvez passando de uma forma mais rápida só pra gente ter um bom tempo pro caso Clínico que aí a gente Vai poder retomar essas coisas quando a gente tiver no caso
tá por último o transtorno do pânico que vai trazer Então essa psicoeducação voltada pros ataques paraas percepções corporais né então o fator que mantém o problema é a forma como se interpreta as Sensações corporais então o paciente ele t a detectar mudanças nas Sensações corporais e isso ser associado diretamente a um Ataque de pânico só que se eu interpreto como perigo né se a interpretação é de perigo o corpo irá reagir provocando as sensações de ansiedade como mecanismo de proteção então isso o paciente precisa entender se ele focar no coração batendo acelerado vai começar a
bater mais acelerado ainda ao se perceber essas sensações corpor de forma crescente a consequência se preocupar ainda mais de forma Catastrófica diante de tantos pensamentos Sensações a tendência é que um ataque de pânico realmente vem acontecer n então o ataque de pânico não é por conta daquela sensação corporal Inicial é pela interpretação que a gente fez daquela é isso que o paciente precisa entender essa é a psicoeducação importante Então olha só a gente tá muito atento ao nosso corpo não é verdade qualquer coisa que acontece a gente já associa um ataque de Pânico quantas pessoas
têm Sensações corporais parecidas com as suas e não tem um ataque de pânico várias imagina um atleta que corre uma uma maratona como é que fica as Sensações corporais dele nesse processo Nossa deve ficar muito ofegante deve ficar muito imagina se esse atleta que tá correndo que tá ofegante interpreta a ofegancia dele como um ataque de pânico como é que ele vai sentir Ah ele vai se sentir muito Mal e aí que que vai gerar nele Ah vai gerar um medo se a gente já psicod queou sobre ansiedade Ah não E aí ele vai realmente
começar a ter as Sensações ainda mais fortes exatamente então o que desencadeou o o ataque de pânico Foi ele tá correndo foi a ofegancia dele não foi a interpretação dele sobre essa ofegancia sobre esse esse essa sensação corporal beleza pessoal tá fazendo sentido Então vou trazer aqui agora pra Gente finalizar essa parte mais teórica e poder ir paraa prática alguns elementos da da intervenção né uma alguns passos que a gente precisa pensar para seguir eh diante de uma demanda clínica de algum desses transtornos Tá então vamos lá quando a gente fala da ansiedade social alguns
dos objetivos que a gente vai ter então é reduzir a ansiedade antecipatória Corrigindo o viés de interpretação de Ameaça social Então eu preciso junto ao paciente perceber essa essa ansiedade antecipatória pra gente poder intervir nisso com o objetivo de reduzi-la e evitando a esquiva de situações sociais entendendo que quando eu evito uma situação eu fortaleço o problema contrapor constrangimento excessivo durante a exposição social né então entender as diferenças né do do que que é um constrangimento em termos De de nuances mesmo né Por exemplo vou dar um exemplo que eu achei até legal de ter
visto e assim queria que os pacientes de ansiedade social pudessem ver isso eu tava no cbtc no Congresso de TCC né que a nível nacional que aconteceu no Rio Grande do Norte e aí uma palestrante começou a falar e ela tava com um chiclete na boca e ela começou a falar assim falou ai esqueci de tirar o chiclete Alguém tem alguém tem um copo para eu poder cuspir E aí Ela Cuspiu o chiclete ali na frente de todo mundo né eu até pensei que poderia ser uma estratégia de assim de disposição para alguém ver alguma
coisa mas não foi só alo que aconteceu mas percebam que né as pessoas com ansiedade social se eu se eu conto isso para elas elas vão parir um filho assim de tão terrível que seria imaginar elas com chiclete na boca tendo que cuspir na frente de todo mundo e as pessoas vão falar o quê que ela não é preparada que Ela né ela não se preparou para est ali então essa questão do constrangimento excessivo que é né a vergonha é uma emoção muito presente nos casos de transtorno de ansiedade social e eu preciso endereçar isso
tá eliminar estratégias de segurança empregadas para encobrir e reduzir a ansiedade então entender que eu reduzi a ansiedade Nem sempre é bom quando eu tô diante da situação porque esse alívio que eu tenho quando eu fujo de uma situação não é bom Porque eu tô evitando E aí eu tô fortalecendo a questão fortalecer a tolerância ansiedade então beleza eu vou ter pensamentos ansiosos mas eu vou continuar depois eu avalio se eles eram verdadeiros ou não eu vou continuar aqui vou dar até um exemplo meu para vocês de novo né não não não creio que se
configure no caso tenha se configurado como um transtorno de ansiedade social mas era uma ansiedade voltada para penho Que foi mudando com o tempo quando eu comecei a dar aula quando eu comecei a ser professor quando eu iniciava uma aula me vinha pensamentos do tipo Será que eu preparei bem essa aula será que essa aula tá legal Será que eu tô me expressando bem e aí eu tinha que manejar esses pensamentos e continuar falando e era o que eu fazia chegou um tempo que eu percebia que eu começava a falar e esses pensamentos não apareciam
mais era um silêncio assim na minha Cabeça que eu ficava nossa que que legal Ah porque antes era um tumulto era eu falando começando a aula e um tumulto na minha cabeça ai Será que né então assim que que eu que que eu tive que desenvolver ali tolerância a essa ansiedade beleza os pensamentos estão ali mas eu vou continuar a minha aula eu vou continuar fazendo ali a minha atividade embora haja essa ansiedade embora hajam esses pensamentos automáticos Então vou fortalecer isso no Paciente reduzir a inibição melhorando as habilidades sociais que se um paciente tem
transtorno de ansiedade social né e ele sempre evitou situações sociais ele teve oportunidade para desenvolver habilidades sociais talvez não então talvez de fato ele não tenha algumas habilidades mas não é porque ele seja inábil né não é porque ele não tenha competência ele nunca teve oportunidade E aí na relação terapêutica a gente pode desenvolver Isso fazendo um treinamento de habilidades sociais um treinamento de comunicação de assertividade etc tá eliminar ruminação pós ento e encorajar reavaliações mais adaptativas do desempenho passado então assim você vai fazer tal coisa segunda-feira a nossa sessão é quarta deixa para mim
e para você juntos avaliarmos o que que aconteceu no evento né Por mais que ele vai ter alguns pensamentos traz para cá guarda eles Anota e traz para cá pra gente avaliar juntos como que foi né porque muitas vezes o paciente passa por uma situação e ele fica ruminando Nossa eu pisquei o olho aquela hora meu Deus do céu como é que eu pude piscar o olho e aí ele foca em alguma coisa as pessoas me viram piscando o olho elas vão achar que eu sei lá o que então assim guarda as suas percepções numa
caixinha e traz pra terapia porque aí na terapia A gente ajuda o paciente a reavaliar essa esse Pós-evento vamos lá que evidências você teve de que alguém percebeu você piscando ovo que que alguém poderia ter achado o quanto isso faz sentido vamos e aí a gente vai né fazendo o exame de evidências vai junto com o paciente entendendo de uma maneira geral modificar crenças centrais sobre vulnerabilidade pessoal né então esse paciente Provavelmente tem crenças voltadas para essa questão do desamparo De que ele não tem condições de controlar as situações de que as pessoas vão achar
isso e aquilo e aí de uma maneira geral a gente vai fazer uma reestruturação cognitiva com esse objetivo né é a ideia geral digamos do tratamento beleza entendemos a parte aqui de ansiedade social gente Lembrando que essa aula aqui é um resumo tá Leiam materiais né eu vou vou vou mandar para vocês artigos Leiam se debrucem porque é muito maior Do que eu tô falando aqui mas não daria tempo né eu tô até um pouco preocupado porque eu sei que vocês gostam de tempo no final para fazer atividade Mas enfim V esforçar o máximo para
ter tempo pra gente poder até discutir depois Tá mas vou passando aqui qualquer coisa vocês me interrompam no caso da ansiedade generalizada Qual é uma meta terapêutica importante normalizar a preocupação ou seja entender que a preocupação em certo Nível ela acontece e Ok então eu não eu não preciso deixar de estar preocupado mas eu vou me preocupar numa intensidade e frequência coerente corrigir crenças e interpretações de ameaça tendenciosas de questões preocupantes então pescar ali a questão da distorção cognitiva que a paciente faz né visando a correção dessas crenças a reestruturação cognitiva modificar crenças metacognitivas positivas
e negativas Sobre a preocupação né então justamente chegar nesse meio termo né me não me preocupar sobre preocupações mas ao mesmo entender que eh essa preocupação a visão que eu tenho dela não tá saudável né de que eu tenho que estar preocupado Se eu não tiver preocupado vai dar tudo errado né eliminar a meta preocupação né então da pessoa não se preocupar com a preocupação porque ela tá entendendo que faz parte porque a gente já Normalizou melhorar a confiança na capacidade de solucionar problemas aquela questão da vulnerabilidade lembram da pessoa não se sentir capaz de
de manejar a situação Então se se algo fugir do esperado né se você é professor e um aluno fizer uma pergunta que você não sabe ai mas eu preciso estudar eu preciso antes eu preciso já saber que outra de que outra forma você poderia lidar com essa situação que não te demandasse saber sobre Tudo dizer que eu vou perguntar que eu vou pesquisar e que eu trago na próxima aula o quanto E aí e entender como que te parece essa resposta você já ouviu alguém dando essa resposta o que que você acha disso E aí
vai continuando tá aumentar o controle percebido sobre a preocupação intensificar o senso de segurança e autoconfiança para lidar com desafios futuros aceitar risco e tolerar resultado incerto de situações e eventos futuros né ou seja aumentar a tolerância À incerteza e aumentar a tolerância à emoção negativa ao mal-estar tolerância ao mal-estar é uma habilidade que a gente precisa ajudar os pacientes A desenvolverem tá o malestar eventualmente acontece o nosso objetivo terapeutico não é acabar com malestar Então as pessoas precisam desenvolver estratégias de manejo de tolerar esse mau-estar sem que isso queira dizer algo super cristalizado ou
absurdo sobre a pessoa Tá por último o transtorno do pânico Então as metas teraputicas reduzir a sensibilidade e a responsividade às Sensações físicas e mentais relacionadas ao Pânico né Essa responsividade é essa reatividade né do paciente percebe porque tá muito sensível e logo reage né enfraquecer a interpretação catastrófica errônea e os esquemas de ameaça hipervalentes subjacentes de estados corporais ou mentais ou seja aquela interpretação de que se eu tenho uma dor No peito isso necessariamente significa que eu tô tendo um ataque cardíaco se eu tô com uma certa ofegancia isso necessariamente significa que eu vou
morrer porque eu vou parar de respirar né Então enfraquecer essa interpretação catastrófica a partir do quê de exame de evidências até de ataques anteriores Ok aumentar as capacidades de reavaliação cognitiva que resulta em adoção de uma explicação alternativa mais benigna e realista PR os sintomas aflitivos Então Esse sintoma aqui tem a ver com o quê tem a ver com a interpretação que a gente teve não sei o que lá ah eu subi uma escada e aí eu quase tive um ataque de pânico não eu subi uma escada e fiquei ofegante Porque eu subi uma escada
não tô com uma resistência física uma preparação física boa eu subo uma escada eu fico afegante é coerente de acordo com ali as limitações físicas da pessoa quatro eliminar a e os outros comportamentos de busca de Segurança mal adaptativos então com o tempo ajudar o paciente a voltar a trabalhar a sair de casa né gradualmente Tá aos poucos e aumentar a tolerância a iner a ansiedade e desconforto e restabelecer um senso de segurança então de fato eu vou ficar desconfortável de fato eu eu vou ficar ansioso porque faz parte do processo terapêutico faz parte do
transtorno do Pânico essa ansiedade diante desses sintomas então eu aumento a tolerância Isso significa que essa ansiedade não quer dizer um ataque de pânico quer dizer uma experiência comum uma experiência humana de ansiedade que todo mundo tem tá Então essas são e as metas terapêuticas que a gente vai desenvolver com o paciente ao longo do tempo OK Ok e professor sim oi eh quando você falou da primeira meta normalizar a preocupação eu lembrei eh de uma Paciente né que eu tô atendendo e ela aí eu fiz eh a psicoeducação com ela sobre essa questão das
preocupações E usei até um livro eh como lidar com as preocupações aí fala das produtivas E improdutivas aí eu lembrei disso nessa nessa Fala aí né você trouxe essa meta e é bem interessante né né Aí dá lá o o exemplo de uma viagem e aí você assim a preocupação é ter o o mapa o caminho né que você vai eh seguir ali é uma preocupação eh produtiva e a improdutiva Seria eh um acidente né aí vai vai trabalhando isso e outra coisa que eu queria não sei se você pode comentar sobre isso eh hoje
atualmente a gente tem ouvido muitas pessoas falarem assim ah tô com ansiedade aí ou então tá com um sintoma sente né é taque Cardia E aí vai ao médico e a pessoa o médico vai falar ah é ansiedade toma isso e ponto e assim e assim a gente não sei se é porque a gente tá mais atento a algumas situações Eh a gente por exemplo Teve um caso que a pessoa foi E aí falou ah ansiedade e aí a pessoa infartou e morreu assim H uma coincidência mas esse cuidado que assim esse olhar né que
tipo assim ah eu tô sentindo essa investigação que assim é muito séria Eu fico às vezes muito preocupada com isso né porque nós não somos médicos mas é muito sério porque assim pode ser pode ser que aconteceu né por causa disso aí não sei se você vai falar sobre isso mas eu acho Que é uma coisa que me me assim me intriga muito e eu fico muito preocupada com isso entendi entendi eu acho que é uma preocupação que pode ser construtiva né produtiva e eu acho que acaba caindo naquela questão do que a gente falou
de que a gente não trabalha com certezas né então a questão não é a gente dizer pro paciente Olha você não tá passando mal Olha você vai ser contratada no emprego vai dar tudo c não é isso que a gente não sabe né A questão são as Probabilidades a gente trabalha com probabilidades uma pessoa começar ter uma respiração afegante é mais provável que seja o quê respiratória normal que todo mundo tem um cansaço alguma coisa do tipo quando a pessoa consegue ter essa interpretação os pró se for o caso de um ataque cardíaco os próprios
sintomas acontecem alheios à interpretação da pessoa concorda comigo uma pessoa que vai ter um ataque cardíaco ela não deixa De ter só porque eu não me preocupo ela vai ter então PR entender que independente da minha interpretação se for algo fisiológico aquilo vai acontecer agora se eu fico mentalmente preocupado isso pode gerar consequências no meu corpo né e a ansiedade em níveis eh alarmantes ela pode vir a a de fato desencadear um problema orgânico mas aí é diferente de quando é de origem orgânica quando é de origem Cognitiva E é isso que a gente vai
ajudar o paciente a diferenciar não é dizendo que não existem ataqu cardíacos existem né né e pode ser que aconteça porque todo mundo pode ter um ataque cardíaco Mas quais as chances da gente ter um ataque cardíaco se eu não tenho nenhum problema no coração se eu já fiz exames e se eu subi uma escada e Fiquei cansado o que que é mais provável que eu esteja tendo ataque cardíaco Não não é o mais provável não é impossível eu posso Agora estar falando com vocês e pela minha própria saliva eu posso engasgar e morrer existe
essas chance existe ninguém pode falar para mim que é impossível Mas é provável Não não é provável mesmo que aconteça continua não sendo provável faz sentido Acho que sim eh assim a preocupação eh enquanto psicólogo né Eh de de ter esse olhar esse cuidado né que é o que você falou é validar o que a Pessoa tá sentindo porque muitas vezes falam Ah isso é frescura né Não nessa fala mas assim né a a interpretação seria isso ah isso aí vai passar só que é um lugar do outro que a gente não não tem como
né entrar e saber exatamente mas é validar isso sim e e de repente né a pessoa realmente precisa de um checkup eu acho que exatamente né porque às vezes traz alguma coisa assim eh Então é eu pensando assim esse cuidado enquanto profissional né não não dizer que tudo é Ansiedade nem que não é né um exemplo né da ansiedade exatamente né quando um paciente chega com uma questão respiratória a gente precisa perguntar você já fez exames Você tem alguma questão de fato respiratória é diferente ah eu fiz exames e não deu nada é uma coisa
agora eu fiz exames e acusou tal coisa então a gente tem que cuidar disso tem que fazer um tratamento tem que tomar algum remédio tem e vai Ignorar isso de forma alguma tá isso tem que ser a primeira coisa que a gente vai perguntar se a pessoa tem alguma questão não tava lá no critério diagnóstico a questão médica Você lembra uhum né se se o sintoma não é mais bem explicado por uma condição médica que se for não é ans não é transtorno de pânico é a condição médica lá que existe uhum tá bom tá
bom pessoal vamos então paraa nossa atividade eu tava esperando mais pessoas por conta da nossa última aula que tinha Mais mas eu acho até que a gente pode meio que fazer vocês juntos vocês são cinco acho que é uma quantidade Ok de pessoas mas aí eu vou precisar que vocês né pelo menos no finalzinho gente abram o microfone abram a câmera Conversem porque a ideia é a gente pegar agora um caso Clínico mais é o mesmo caso Clínico do início mas com mais descrições Mas eu também vou vou perturbar vocês e vou pedir mais coisas
tá Então olha só vocês vão ler um caso Clínico eu até Trouxe aqui o QR Code porque imaginei que a gente fosse ter que dividir em salas e tal mas não vai precisar então eu posso compartilhar aqui a tela mesmo se for o caso e aí a partir da descrição do caso clnico vocês vão juntos identificar a hipótese diagnóstica de vocês a partir do relato vocês vão tentar citar uma crença Central uma crença intermediária um pensamento automático e uma estratégia de enfrentamento Pode ser quanto tempo atividade eu acho que dá pra gente fazer em 20
minut o horário do almoço é 1 hora a gente termina a nossa aqui juntos 1 hora até porque 2 horas não vai ser comigo a aula tá vai ser com uma outra professora então uma hora a gente interrompe aqui E aí Du horas vocês voltam com a outra aula tudo bem consegue mandar o link aqui do do documento do do caso Ah obrigada Nada deixa eu vou parar aqui de compartilhar para eu poder pegar com com mais facilidade me dei um minutinho mas a ideia é a gente pegar hipótese diagnóstica criança Central intermediária pensamento automático
e estratégia de enfrentamento tá bom deixa eu pegar aqui o pegar aqui eu confirmar de onde que eu tirei vou vou mandar aqui só um segundinho Pronto consegui mandei aqui no chat eh Alguém prefere que eu compartilhe a tela porque aí posso compartilhar também ou vocês preferem ler e aí poderem conversar acho que dá para abrir pelo link né a fica mais fácil acho melhor a gente ler cada um vai no seu tempo né Tá então Leiam aí e aí daqui a pouco vocês conversam sobre tá ti rápido né TR trado a gente asta pessoal
em Três minutinhos vocês acham que vão ter conseguido ler e pensar nas Questões eu querem um pouquinho mais acho que tá bom 3 minutos tá para responder as perguntas também né sim show E aí pessoal todo mundo conseguiu fazer querem mais alguns minutinhos me indica aí por favor até pelo chat quem tá conseguindo fazer quem tá lendo quem tá beleza Cristian disse que tá fazendo e Alice também depois Júlia Helen me me deem um OK aí se vocês estão fazendo você tá indo Maria Clara disse Que já tava fazendo Maria Clara já até trouxe algumas
coisas legal que bom vou dar mais no máximo uns C minutinhos para quem tá fazendo ainda tá Alice teve mudar de equipamento que 12:45 a gente tem uns 10 a 15 minutinhos para poder conversar e tirar possíveis dúvidas pessoal vamos lá estamos quase Encerrando o nosso encontro pra gente poder tirar possíveis dúvidas todo mundo consegue volar aqui Agora depois até se quiserem se aprofundar um pouco mais acho que é até bem legal tá vamos lá pessoal eu trouxe aqui uma um caso Clínico de uma prova tá de uma prova de certificação da fbtc Então não
é uma prova fácil não é uma prova Simples então legal acho que é legal a gente ter essa experiência pra gente né e considerando alguns elementos que vão ser importantes Caso vocês queiram fazer Sei lá um concurso futuramente por exemplo pode ser que vocês precisem também ir desenvolvendo esse olhar clínico não tem problema Alice não ter terminado não a gente termina juntos aqui então vamos lá qual foi a hipótese de vocês Alice e Maria Clara colocaram tag quemaria de falar Olá Bruno tudo bem sei se você tá nos acompanhando pessoal mais alguém eh Gostaria de
de mencionar Qual foi a hipótese diagnóstica bom acho que não então tag é uma ótima hipótese enfim né no Gabarito consta a possibilidade sim de tag e também transtorno de pânico Tá além do tag a gente teria uma comorbidade com o transtorno do pânico faz sentido para vocês vocês como é que foi chegaram a ficar na dúvida ou ou acharam que não tinha ver eu realmente nem considerei pensando agora que você Falou eu nem considerei mas eu pensei mais em tag mesmo porque ele fala sempre sobre uma preocupação assim com essa coisa do financeiro de
poder tentar a família e das coisas estarem tipo certas assim uma preocupação com a com a mulher também na época do covid então assim uma preocupação meio generalizada e por isso que eu pensei em tag direto né acabei Considerando o transtorno do pânico entendi tem o Tag eu acho que é o que mais grita mesmo né O que mais chama Atenção Então faz muito sentido né e e tag é é é é é a opção é a resposta é o gabarito só que junto com o transtorno do pânico em idade né E aí o que
que vocês acham que justificaria o transtorno do pânico nesse relato do que vocês leram alguém consegue ter alguma ideia Acho que são os sintomas físicos que ele tem quando ele tem quando eles T as crises né ele relata alguns não lembro exatamente qual mas eh acho que i isso ele tem recorrentemente também né Sim Alice a gente não tá te ouvindo seu áudio não não tá vindo nem baixinho não sei se quando você trocou de equipamento Talvez o áudio tenha enquanto você vai tentando aí colocar sim os ataques de pânico né a gente tem a
falta de ar o coração bate forte o suor né A questão do formigamento Então a gente tem alguns elementos aí que vão né preenchendo aqueles critérios lá do toque perdão do do transtorno do pânico do ataque de Pânico principalmente quanto a questão de achar que vai ter um novo ataque de pânico E aí começa a tomar um remédio sente um efeito colateral para de tomar o remédio né Então essa sensibilidade corporal não é mais devido a a a covid né isso isso tem que ficar claro que não é uma questão médica E aí por conta
dos sintomas Eh pode se configurar também então uma hipótese diagnóstica de transtorno de pânico tudo bem Não Alice não estamos te ouvindo Que Pena Puxa vida queria muito te ouvir por mais que não seja assim o ideal e o que a gente gostaria se você quiser escrever alguém mais quer falar alguma coisa gente faz sentido então o Tag e o transtorno de pânico faz beleza Alguém tem mais alguma dúvida al Alice colocou a respeito dele exatamente né dele não querer ir pro trabalho lembra aquelas mudanças Comportamentais significativas lá como um critério diagnóstico no transtorno do
pânico né por conta do transtorno por conta do do medo de ter um novo ataque a pessoa deixa de fazer coisas então ele fica mudando medicamento ele não vai pro trabalho porque acha que vai ter um outro ataque de pânico uma outra crise né então isso configura como né preenche os critérios ali diagnósticos para transtorno do pânico também muito bem e a outra parte da gente identificar Crença Central intermediária pensamento automático e estratégia né vou pegar alguém mais conseguiu fazer tem aqui o exemplo da Maria Clara que a gente pode utilizar eu esqueci a estratégia
eu eu repetir a palavra responsável ali duas vezes não tem problema fica tranquilo fica tranquilo A ideia é a gente poder pensar juntos aqui alguém mais quer colocar no chat o que que pensou vamos lá eu vou começar então já que a gente tá com o exemplo da Maria Clara vou Maria o seu exemplo da crença intermediária que eu achei muito Certeira Beleza achei ela muito redondinha sabe né se eu não der conta de tudo sou um fracassado né Uhum E aí essa própria crença intermediária que tá muito boa ela dá uma pista da crença
Central porque a crença Central ela é muito generalizada ela é muito genérica e muito rígida Então a partir dessa crença intermediária qual seria a crença Central porque a crença Central é mais profunda do que a crença intermediária se a crença intermediária é se eu não der conta de tudo sou um fracasso Qual é a crença Central uma possível crença Central sou um fracasso né o próprio fracasso pode funcionar como uma criança Central sou vulnerável o mundo é perigoso tá são né então assim e também tem uma opção sou responsável e atento né como você colocou
aí sou responsável pelo Bem-estar de todos e preciso ser responsável né enfim tá então ótimo né são Dificilmente uma pessoa tem uma crença Central só né Eu pedi um exemplo só mas eu tô aqui só brincando um pouco dentro das crenças pra gente entender né esses elementos outras crenças intermediárias que a gente poderia ter identificado e que tem muito a ver com o Tag eh e eh se me preocupar não terei problemas né se eu me preocupar sobre as coisas Vou ter controle sobre o que acontece né Qualquer coisa nesse sentido de que eu tenho
controle fica tudo bem Eu tenho ansiedade e aí não tem problema né Qualquer coisa nesse sentido seria uma crença intermediária eh legal também voltado pro até pra questão do Pânico eh se eu tiver crise de ansiedade serei né então assim essa noção da crise é a consequência da crise tá E aí você acabou trazendo o modelo cognitivo né que eu achei super legal Apesar de na questão pedir só o pensamento automático mas ai Desculpa eu não sabia Ache que era tudo não eu achei ótimo pensamento automática você trouxe a emoção e comportamento né então vamos
lá aí você troue situação né que seria procurar terapia pensamento automático eu deveria saber resolver isso sozinho né e isso vai gerar uma emoção de ansiedade e angústia esse comportamento né quando você coloca Desmotivado Ah eu entendi assim só pra gente sempre lembrar que a ideia para ficar bem claro pra gente do comportamento é legal a gente botar um verbo que indica uma ação né Talvez assim ir desmotivar para o processo sabe assim se se eu fosse responder numa prova né se for o caso de você vir a fazer alguma prova só para ficar claro
né porque desmotivação pode ser uma emoção pode ser aí pode ficar parecendo que é mais então assim Ir Desmotivado né ir ir sem muito interesse e e ter o ir né para para deixar claro que é um comportamento faz sentido tá e de maneira geral pensamentos automáticos que a gente pode pegar aí pelo né pela pela narrativa preciso estar no controle das coisas sou sou sou responsável por me preocupar né tenho que estar atento né sou fracassado enfim pensamentos também nesse sentido Gerais mesmos né e de estratégias que foi ali o O que em teoria
ficou faltando né uma estratégia clássica aí né da ansiedade que a gente falou muito hoje evitação né então evitar ir ao trabalho evitar tomar o remédio né enfim evitação seria aí um uma importante estratégia de enfrentamento descrito pelo paciente a partir do relato aí que a gente teve tudo bem gente temos aí quatro minutinhos Então eu queria muito ouvir o feedback de vocês de como é que foi para vocês Essa nossa aula da manhã né O que que ajudou em que que não ajudou o que que pode melhorar o que que deu certo o que
que não deu até porque a gente ainda tem uma aula mais pra frente juntos eu quero poder enfim melhorar pra gente poder aprender sempre mais então queria ouvir o feedback de vocês vocês podem por favor abrir o microfone falar alguma coisa ou escrever eu achei ótimo muita didática que bom que bom deu para Acompanhar deu para aprender alguma coisa sim eu achei muito boa né Eh bastante conteúdo né que agregou né PR minha meu conhecimento né e a a maneira né que você explica também é muito boa maravilhosa e eu só eu só não consegui
participar agora dessa da desse pedacinho desse último pedacinho agora da atividade porque eu precisei sair mas eu voltei agora no finalzinho Ah mas aí depois eu vou eu vou assistir com calma sim mas está muito boa a aula tô gostando muito que bom que bom fico feliz mais alguém quer colocar alguma coisa Cristi Cristian e Alice colocaram aqui um pouco por inscrito tem alguma coisa gente que vocês gostariam que tivesse pra aula ficar talvez mais dinâmica ou mais interessante pra próxima aula talvez não sem sem muitas expectativas A princípio eu senti vocês um pouco mais
Calados e um pouco o Bruno que pena Bruno que você não conseguiu chegar mais cedo tava atendendo Espero que o atendimento tenha sido bom eh senti vocês mais não sei diferente da primeira da primeira aula que tivemos juntos Teve alguma coisa Vocês querem me dar algum feedback em relação a alguma coisa não só da aula mas o curso de uma maneira geral ou ou foi só um uma coincidência hoje enfim o que que vocês acham não não estamos te ouvindo ainda Alice Que droga que droga fiquem à vontade tá gente para me dar algum feedback
Se quiserem até que eu leve pro pro curso de algo que pode melhorar enfim sim Imagino que menos pessoas a gente fica mais acanhado né mas o fato de estar menos pessoas vocês vem alguma motivação específica além do né assim sei que algumas pessoas já tinham dito que não iam participar se tiver alguma Coisa que a gente possa melhorar vocês sinalizem por favor tá que aí a gente organiza então tá certo gente então queria agradecer pela atenção pela participação de vocês espero que tenha sido um encontro aí produtivo que tenha esclarecido possíveis dúvidas e agregado
mesmo conhecimento enfim eh Alice fez um barulhinho achei que você não não não enfim eh Espero que a aula da tarde seja bastante produtiva também bastante boa Que dê continuidade né assim a essa pegada que a gente começou e que vocês realmente estejam atentos aí às expressões de ansiedade dos pacientes e de vocês mesmos porque acho que nós somos né o primeiro objeto de estudo que a gente tem acaba sendo nós mesmos aí nas nossas dificuldades né enfim eh deu o nosso horário vou vou interromper aqui então Alice quer tirar uma dúvida pode sim Vou
só interromper a gravação pra gente encerrar aqui o a Aula Y