Sara Shiva disse que a pregação do David Leonardo é infantil, por isso ele faz tantos sucessos. Mas disse que isso aí não é que seria ruim, porque os ímpios precisam dessa pregação mais light, porque isso seria evangelismo. Rapaz, tem um monte de picareta que acredita nisso, mas tem um monte de gente boa, gente honesta, que realmente acredita nisso.
Olha, o evangelismo tem esse caráter mais light. Tá certo isso? Bora falar sobre isso hoje!
Curta, comente, se inscreva! Bora para mais um vídeo, vamos lá. Primeiro, vamos ver aqui a fala dela.
Eu tô mostrando a fala dela porque acredito que a fala dela é a crença de muita gente, mas de muita gente, e tá errado. Vamos lá, vamos ver o que ela fala. Falar dele, e falei: "Ah, deixa eu ver quem é esse cara, todo mundo falando, achei ele famoso e tal.
" Eu cliquei em alguns vídeos dele e achei tudo assim para crianças de 12 anos, tudo dele. Eu achei: "Nossa, bom para criança de 12 anos. " Achei bem interessante e entendi porque ele faz sucesso, porque como ninguém tá comendo comida forte, tá todo mundo no jardim de infância espiritual.
Tá todo mundo: "Ah, que lindo! " Achei muito água com açúcar, entendeu? Não tenho nada contra, acho ele legal assim, mas para criança de 12 anos tá muito legal.
O podcast Sem Filtro, sem filtro, tô falando agora. Vamos lá. Mas você não acha, por exemplo, uma oportunidade de estar lá na festa do peão do Barretos, um monte de gente que tá ali, mais perdida, vai ter um momento que vai.
. . "Pô, não vai ser da sertaneja, vai ser um momento do cara falar.
" Vou responder isso primeiro. Eu fiz o meu comentário sobre David Leonardo porque eu não conheço David Leonardo, acho ele legal assim, fofo, achei legal, enfim, é isso aí. Aí ela diz que a pregação é infantil.
E aí eles vão perguntar sobre essa questão do fato de que ele pregou na festa do peão dos Boiadeiros lá para ímpios. E aí vão justificar: "Olha, a questão de uma pregação mais light, acho que tem espaço porque é evangelismo. Essa linguagem mais light seria adequada para a evangelismo?
" É isso mesmo. E ela chega a dizer assim: "Porque eu gosto de feijoada, né? Eu gosto de feijoada e não de leite.
" Aí cou o biligran, até que eu também tenho sérios problemas com ele, mas poderia até fazer um vídeo sobre isso, hein? Me cobrem aí. Mas vamos lá.
Então, a gente sabe que o David Leonardo é uma pessoa, é um ser humano, ele tem família, ele olha para o seu filho de manhã, ele dá um beijo no seu filho. Isso aqui não tem nada a ver com uma questão pessoal, mas as pessoas que ouvem e seguem também são pessoas. E eu acredito que a pregação dele é muito errada e, em essência, não é o evangelho.
Então essa é a grande questão. Então vamos começar assim: em primeiro lugar, o problema, na minha perspectiva, não é que o David Leonardo dá um leite, pois leite ainda é alimento. O problema não é que ele dá uma comida light; ele dá uma comida ruim, essa é a perspectiva correta.
E aqui a gente tá falando do David porque o David Leonardo é o mais conhecido. Então ele carrega essa imagem, essa responsabilidade por ser um dos mais conhecidos. Eu acredito que ele representa uma geração inteira, mas um monte de pregadores que, em essência, eu acredito que são como ele.
Eu vou falar sobre isso, eu acredito. Tem um monte de pregador reformado que, de certa forma, tem um pouquinho de David Leonardo. Eu vou explicando isso ao longo do vídeo, fica comigo aí.
Então, a ideia é essa, né? É uma geração que acredita que o evangelismo é dar leite, que evangelismo, na prática, é o seguinte: não fala de pecado. Você só.
. . o que seria o leite?
Falar do amor de Deus e do consolo, apenas. E isso aqui que a gente vê no David Leonardo é resultado de toda uma geração que foi ensinada assim. A ideia é a seguinte: primeiro você converte a pessoa e aí você não fala de pecado, porque para que a pessoa se converta, você não fala de pecado.
Você fala do amor de Deus, do consolo de Deus. Depois que a pessoa se converter, aí a gente fala sobre pecado. Então o David Leonardo é fruto de toda uma geração de pregadores que acreditam mesmo que falar de pecado é um pecado.
Um dos grandes nomes para explicar esse movimento, desse tipo de pregação, é o Rick Warren, que eu já falei aqui várias vezes, é um dos caras mais terríveis para a igreja nos últimos tempos. Mas a quantidade de igrejas que segue esse cara, sem ter noção, ele ensina no seu livro "Uma Igreja com Propósitos", que eu li duas vezes, como fazer um culto para não crente. No capítulo 16, intitulado "Pregando para o Sem Igreja", ele chama de 100 igreja.
Ele diz que a pregação expositiva, que para ele e para muita gente é versículo por versículo—eu acho que é muito mais do que isso—mas essa pregação não funciona para ímpios. A gente precisa de um ponto em comum que não seria a Bíblia, mas as necessidades das pessoas. Ele diz: "Olha, comece com um tema do interesse das pessoas.
" Pregar de acordo com as necessidades é um método teologicamente correto de apresentar o ser humano ao pai celeste. A verdade é a seguinte: eu creio que o genuíno evangelho, e somente o genuíno evangelho, é que responde às verdadeiras necessidades. Do homem, o problema é que o homem ímpio cria necessidades pecaminosas e o falso evangelho satisfaz a essas necessidades.
Você não lembra que quando Jesus repreendeu a multidão, vocês só vieram pelo pão, não pela verdade? Tá vendo, eles tinham uma necessidade, e Jesus disse: "Vocês estão vindo pelo motivo errado. Aquilo que de fato vocês necessitam não é isso aí que vocês acham.
Vocês deveriam vir pela verdade, porque é isso que vocês precisam. " E veja um exemplo disso no Warren. Sobre pregar de acordo com a necessidade, ele fala sobre evangelizar jovens.
Eu já falei aqui, já dei esse exemplo, que acho que é o mais clássico para mostrar o absurdo: como evangelizar jovens ímpios? Não fale de salvação; apresente um evangelho que enfatize a segurança de ir para o céu como um dos benefícios da salvação. Provavelmente, não terá muito efeito entre os jovens que têm uma vida inteira pela frente.
Ele fez isso baseado no que? Na Bíblia? Não, ele fez uma pesquisa de opinião, e aí os jovens disseram isso.
Como você prega o Evangelho da Salvação sem falar de salvação? É tipo uma churrascaria sem carne. E é exatamente isso que muitos pregadores oferecem: um cristianismo sem Cristo.
Por isso, o mundo ama. Na página 193 do seu livro, Rick Warren dá uma estratégia evangelística para pregar nesse culto para o "sem igreja": não os torture recriminando-os pelas suas atitudes erradas. Os pecados serão abandonados depois que eles aceitarem Cristo.
Olha que coisa! Não, essa é exatamente. .
. não parece até bom isso? Não parece correto?
Não tá totalmente errado, mas é a mente de inúmeros pastores e cristãos desse mundo. O pastor Paul Carter escreveu um artigo intitulado "Por que eu abandonei a igreja sensível ao que busca". Igreja sensível ao que busca é bem estilo Rick Warren mesmo, a ideia de que você estrutura a sua igreja, o culto, pensando no ímpio.
Tudo é de acordo com o gosto do ímpio, como Rick Warren que ele fez a sua igreja baseada em pesquisas: "Que tipo de igreja você gostaria de ir? ". Tá lá no livro dele.
Imagina você perguntar pro ímpio: "Que tipo de igreja você deveria ir? ". Até o nome da igreja ele deu baseado em pesquisas.
Isso é sintomático! É de fato a identidade da igreja dele: como agradar o cliente chamado "sem igreja". É um negócio absurdo.
E aí ele diz, basicamente assim, né, que a estratégia, o Paul Carter, que participou dessas igrejas estilo Rick Warren, a igreja do amor e tal, ele participou dessa igreja "Igreja sensível ao que busca" e ele saiu, e ele resumiu assim: qual era a estratégia da igreja? Que você, de início, daria algo "light", que é basicamente o que a Sara Chiva tá falando ali. Você dá algo "light" para, lá na frente, então, abre aspas, "faríamos a transição para coisas mais carnudas e substanciais.
" Tá vendo? Mas, como Poer diz, se você se utiliza de métodos carnais para atrair, você precisará de métodos carnais para manter. Por isso, Paul Carter concorda com Pauler e a experiência dele.
Qual é? Se você lhes der um cristianismo água com açúcar, então você precisa continuar a ser o mesmo cristianismo semana após semana. Paul Carter continua em seu artigo, dizendo que a estratégia não funcionou: as pessoas não se tornavam maduras.
Na minha experiência, o movimento sensível era menos uma porta da frente e mais uma porta dos fundos. Foi um pouso suave para o voo dos cristãos nominais em seu caminho para fora da igreja evangélica. Olha que coisa!
Ele tá dizendo que essas igrejas aqui, a "Igreja sensível ao que busca", fizeram o seguinte: elas tiraram as pessoas das igrejas sérias e tradicionais. Essas igrejas pousaram aqui e depois saíram. Olha que coisa!
Olha, eu já expliquei isso aqui um milhão de vezes: a mensagem do Evangelho não começa com "Deus ama vocês", mas com "arrependei-vos". O cristianismo avançou explosivamente pregando uma mensagem que era o oposto daquilo que o mundo gentio pregava. Essa é a verdade daquilo que o mundo gentio estava acostumado a ouvir.
Lembra do que Paulo disse? "Em Cristo não há grego nem judeu, nem homem ou mulher. Cristo é tudo em todos.
" Você tem noção de quão radical essa frase era para aquela época, no mundo judeu, por exemplo, em que todos os outros não eram gente? No mundo romano em que escravos não eram gente, mulheres não eram gente, crianças não eram gente, deficientes não eram gente. Dizer que cada ser humano tinha um valor intrínseco, pois ele era feito à imagem de Deus, isso era assustadoramente radical.
Era um confronto absurdo em relação à cultura cheia de castas. Pense na moralidade sexual: o que a Bíblia diz era o oposto, completamente radical, em relação àquela época. Platão escreveu em "O Banquete" que o amor mais sublime é de um homem e de um jovem.
Alguns até falam: "Não, isso aqui não era bem a questão homossexual. " Mas, enfim, ele escreveu isso. Os imperadores césares, vários deles, tinham amantes homens.
Nem podemos falar tanto em homossexualismo naqueles dias, pois o relacionamento entre homem e mulher — ô, desculpa, entre homem e homem — era tão normal que era moralmente aceito. Aceitava-se com naturalidade a traição masculina. Eles saíam com escravas.
Horácio, um poeta romano famoso, ele falava sobre se aliviar com os escravos: "Olha, compra esses escravos aí e se aliviem com eles. " Portanto, quando Paulo declara que o homem e a mulher devem ser fiéis e ficarem juntos até o final, que o homem ame a sua esposa e tenha apenas a sua esposa, isso era completamente radical. Era ofensivo demais, muito ofensivo!
Atacava os pecados culturalmente aceitos. O cristianismo não avançou porque os apóstolos eram formados em relações públicas e sabiam exatamente quais as. .
. Palavras certas para não ofender o mundo romano da época. Antes, eles chamavam as pessoas ao arrependimento.
Os pecados culturalmente aceitos eram criticados, eram expostos como pecados. E aí, na minha perspectiva, não é só o Dave que, na questão dessa primeira do início do Evangelho, que é "arrependei-vos". O amor e a graça são partes fundamentais do Evangelho, mas é a parte final; e a parte primária, que é chamar ao arrependimento, expondo os pecados, não é só o DVE, é uma geração inteira que realmente acredita que é pecado falar sobre pecado.
Você pega muitos pastores reformados em que você ouve uma pregação e não tem como falar que ele pregou heresia, mas na hora de aplicar. . .
Ei, na hora de aplicar, ele nunca faz aplicação tocando nos pecados preferidos de nossa época. E aqueles que fazem isso, que expõem os pecados da época, são acusados: "Ah, aquele pastor lá só fala isso para ser polêmico. " Certo, estou eu, e, que covarde como sou, não falo nada disso.
Eu não estou em busca de likes ou views. Mentiroso! Você está lutando onde não há batalhas.
E quando eu falo de pregar sobre pecado, eu não estou falando de tratar as pessoas com falta de amor. E não tem a ver com gritar ou fazer cara brava, não. Mas firmemente, de maneira clara e amorosamente, expor os pecados de nossos dias.
Para mim, este é o grande problema da pregação atual, não só do David e do Leonardo, mas de pastores de todas as denominações, inclusive os formados. Pentecostais. Muitos jogam pra torcida, lá no meio dos corintianos; eles gritam "Vai, Corinthians!
" e pensam que são corajosos por gritar forte "Vai, Corinthians! " no meio dos corintianos. Eles apenas falam de maneira enérgica aquilo que seus pares aplaudem.
Eu acho, inclusive, que esses que são até mais preparados teologicamente cometem pecado maior ainda, e a sua covardia será duramente punida. Lembra dos profetas? Lembra de Eli?
Lembra dele? O sacerdote, os filhos dele adulteravam e roubavam, mas ele não os repreendia, diz a Bíblia. Mas aí a gente tem algo aparentemente contraditório, porque quando ele ouviu o que os seus filhos faziam, ele os repreendeu: "Meus filhos, não façam isso!
" Pecando o homem contra o homem, tudo bem, mas pecando contra Deus: quem o defenderá? Não parece que repreendeu, mas logo em seguida a gente continua lendo e vê a sentença de Deus sobre Eli. Eli não repreendeu seus filhos, mas a Bíblia mostra Eli, até parecendo ali que estava sendo enérgico.
Mentira! Repreendeu nada, como muitos pastores atuais fingem que expõem o pecado, mas não fazem. E eu quero terminar com uma história, uma história real: uma mulher com 75 anos, ela fora casada por 50 anos com outra mulher.
Um dia, ela estava ouvindo uma palestra de uma moça que era lésbica, mas havia se convertido ao cristianismo e, obviamente, falou que aquilo era errado e deu bons argumentos. E, suponho, não teve nada a ver com gritaria, não. De maneira amorosa, que é bem até típico das mulheres, de maneira amorosa, falou: "Olha, isso é errado.
Eu abandonei isso por isso, por isso, por isso. " Aquela senhora de 75 anos se aproximou da moça que estava falando e disse assim: "Por que as pessoas que me amam, que estão ao meu lado, nunca me falaram sobre isso? Sobre tudo o que eu posso perder, sobre a decisão que eu preciso tomar?
" Não há nada mais amoroso do que firmemente, de maneira clara, expor os pecados de nossos dias. A gente não tem dois Evangelhos; a gente só tem um Evangelho. E o Evangelho começa com a exposição do pecado.
O po tem uma frase muito legal: "O Evangelho não é uma mensagem de introdução ao cristianismo; o Evangelho é a mensagem do cristianismo. " Não é apenas para a conversão que nós devemos expor os pecados, isso é constante. Domingo após domingo, os pastores estão confrontando os pecados da época e, sim, depois, conosco, a graça de Deus, o amor de Deus, a misericórdia de Deus, dizendo: "Não importa quão fundo você tenha ido no pecado, o amor de Deus cobre todos os seus pecados.
" Essa é a genuína mensagem do Evangelho. Então, para mim, é isso que as pessoas precisam: não de uma pregação mais light, elas precisam da pregação correta. A pregação correta é assim.
Deixe seu comentário aqui. Deus abençoe, até a próxima!