Nós até agora nessa série descobrimos em Atos 18 um portal para ler o livro de Atos como uma estrada partindo do coração judaico de Jerusalém até o coração gentílico que é Roma. Entendemos como o vocabulário de Lucas, especialmente no texto de Atos, ele é um vocabulário que trabalha com texto especialmente de Isaías, que tem as imagens do êxodo e tem as imagens do novo êxodo. Também Isaías, fizemos aqui todo um caminho para encontrar essas palavras utilizadas de maneira específica, algumas delas de maneira específica por Lucas em Atos também no mesmo vocabulário de Isaías.
Mas a estrada ainda não acabou, é só o começo dela. E eu queria convidar você ao próximo, a próxima parada da nossa estrada que está em Atos, capítulo 13, versículos 46 e 47. Atos 13, 46, 47, assim diz a palavra do Senhor.
Então, Paulo e Barnabé falando ousadamente disseram: "Era necessário pregar a palavra de Deus primeiro a vocês, mas como vocês a rejeitaram e se julgam indignos da vida eterna, eis que nos voltaremos para os gentios. " Porque o Senhor assim nos determinou: "Eu coloquei você como luz dos gentios, a fim de que você seja para salvação até os confins da terra". Oremos mais uma vez.
Senhor, te agradecemos pela tua palavra. Reconhecemos toda a nossa incapacidade, não só tantas vezes de cumprir, mas antes disso reconhecemos a nossa incapacidade de entender. Por isso, clamamos pela sabedoria que vem do alto, ilumina as nossas mentes e os nossos corações nessa manhã, em nome do Senhor Jesus.
Amém. Existe um dito muito antigo que diz o seguinte: Todos os caminhos levam a Roma. Já ouviram isso?
Todos os caminhos levam a Roma. No mundo do Império Romano, isso não era uma metáfora, não era um dito popular, isso era a realidade do Império Romano. Todas as estradas levavam a Roma e isso revelava não apenas uma geografia política, mas revelava uma estratégia imperial.
Era a estratégia do Império Romano, que ao dominar uma cidade, essa cidade tivesse uma ligação direta ao coração do império. Todas as estradas convergiam para aquela que se chamava e que era conhecida a cidade eterna. Todas elas convergiam para o centro do poder de militar, para o centro do poder político, para o centro do poder econômico, que era Roma.
Então, o mundo de alguma maneira girava pelo menos naquele espaço ao redor do império romano. Isso era a realidade do império. Então, todos os caminhos realmente levavam até Roma.
Mas a primeira pergunta que nós precisamos fazer com todos os caminhos, tantos caminhos levando até Roma, será que todos os caminhos são exatamente iguais? Todos os caminhos para Roma são exatamente o mesmo caminho. Eles aparecem, eles surgem da mesma forma.
A jornada por esses caminhos é exatamente igual. Nós sabemos que existem pelo menos dois tipos de caminhos. Eu acho que quando a gente diz assim: "Olha, eu vou planejar uma viagem, vamos cair na estrada".
Que tipo de estrada você imagina? Qual tipo de estrada que a gente imagina e diz: "Vamos pra estrada". as paisagens bonitas, aquele tapete de estrada, tudo com três, quatro faixas.
É aquela estrada que você não vai pegar um caminhão lento na sua frente, não é isso? Então, mostra que maravilha de estrada. Vai tá vazio, vai ter ninguém na estrada, vai parecer feriado e a estrada tá maravilhosa.
Mas aí pode acontecer de você sair de casa e depois da primeira curva você pegar um caminhão daqueles de 32 m carregado que não dá para ultrapassar e você vai passar 60 km atrás desse caminhão porque não dá para passar. E se você passar, você pode ou morrer ultrapassando ou morrer, porque sua mulher vai te matar no carro que você tentou ultrapassar. Então você tá numa situação muito delicada, não dá para tentar e você fica ali, ah, senhor, bem que essa estrada podia estar livre.
Sim, nós temos dois tipos de caminho. Nós em geral pensamos nesses caminhos planos, bonitos, retos, previsíveis, sem conflito, sem dificuldade, sem pressão, progresso linear, sem desvios, sem nenhum tipo de rejeição, sem nenhum tipo de sofrimento. Mas a gente precisa lembrar que quando falamos de vida cristã, esse não é o caminho que a Bíblia nos apresenta.
O caminho da Bíblia não é esse caminho linear, não é esse caminho sem dificuldades, não é esse caminho sem pressão, não é esse caminho sem altos e baixos, mas é um caminho ainda melhor. É um caminho sinuoso, mas providencial. É um caminho difícil, mas cheio de graça.
É um caminho onde nós vamos sofrer pressões, mas vamos experimentar misericórdia. Esse é o caminho da palavra. É o caminho onde tantas vezes a derrota se torna vitória, a pressão se torna avanço, as dificuldades e os impecílios se tornam oportunidades.
E eu não poderia não usar a nossa igreja como exemplo. Eu não poderia usar, deixar de usar a peregrinação em busca de um novo prédio como exemplo. Nós estamos caminhando, estamos peregrinando e tivemos ao longo dessa peregrinação dificuldades que nós não esperávamos, não desejávamos.
Estava tudo certo. Tinha outro prédio. Era maravilhoso o prédio.
Já estávamos vislumbrando as oportunidades naquele prédio. Estávamos orando por aquele prédio. Mas não foi ele, não foi aquele prédio.
E nós sentimos porque o caminho da palavra é assim. Mas aquilo que parecia ser um revés, na verdade revelou-se como a porta que se abre para um outro prédio. Um prédio que nós sequer conseguiríamos sonhar, um prédio que nós não conseguiríamos imaginar nesse momento da nossa igreja.
E ainda assim o Senhor abre as portas, porque assim é o caminho do evangelho. É um caminho sinuoso, sinuoso, mas cheio da providência de Deus. É um caminho de dificuldades, de pressão, mas de misericórdia e de graça na mesma proporção.
É um caminho maravilhoso, o caminho do evangelho. E nós podemos experimentar isso individualmente. E podemos experimentar isso com a igreja do Senhor, caminhar na providência do Senhor.
As estradas não são apenas caminhos. As estradas elas não revelam apenas a geografia. As estradas contam histórias.
As jornadas contam histórias. Elas não contam apenas que nós fomos de um ponto A a um ponto B, mas elas contam histórias do que aconteceu enquanto íamos no ponto A ao ponto B. Assim é a história do povo de Deus.
Assim foi a história do povo de Deus no Êxodo. Não apenas um povo que vai do Egito à terra prometida, mas uma história que é contada indo do Egito até a terra prometida. Assim se conta a história da igreja, não apenas como um espaço geográfico, mas como um povo que sai de Jerusalém e alcança os confins da terra.
As estradas não são caminhos, são histórias sendo contadas. Por isso, duas perguntas nós precisamos fazer. Se nós temos duas estradas, dois caminhos, duas formas de ver o mundo, duas formas de encarar um desafio, duas formas de esperar algo da vida, o que a estrada de Jerusalém até Roma nos conta.
E o que a estrada de Roma até Jerusalém nos conta? A estrada é a mesma, mas a jornada é diferente. A jornada, a estrada pode ser exatamente a mesma.
A estrada que vai de Jerusalém até Roma e de Roma até Jerusalém. Mas que se conta na jornada de Jerusalém a Roma? E o que se conta da jornada de Roma até Jerusalém?
O nosso texto de hoje organiza o nosso sermão em dois grandes movimentos. Então, número dois vai aparecer bastante hoje. O nosso sermão tem dois pontos.
O primeiro, o versículo 46, que eu chamei de a rejeição. E o segundo movimento, o versículo 47, a missão. Então, versículo 46, a rejeição.
Versículo 47, a missão. Esses dois movimentos revelam duas estradas, dois reinos, duas estratégias. Duas histórias que serão contadas.
Olhe mais uma vez o versículo 46. Então Paulo e Barnabé falando ousadamente disseram: "Então, a primeira coisa, onde Paulo e Barnabé estão? " Nós saímos de Atos 18, lembre-se da divisão que nós trabalhamos espelhada em Atos 18.
Então, imaginem que Atos 1 é uma introdução. Atos 2 a 7 nós temos a história de Jerusalém. Atos 8 nós temos Judá e Samaria.
A partir de Atos 9 nós temos a conversão de Paulo e temos então até os confins da terra. Isso apresentou Atos 8 como um portal, como índice para que nós possamos ler o livro de Atos. Então, nós estamos agora em Atos 13.
Nós não estamos mais no movimento exatamente de Jerusalém. Nós não estamos mais no movimento da Judeia e da Samaria, mas agora nós já estamos no movimento onde a igreja está indo até os confins da terra. Paulo e Barnabé estão naquela primeira viagem missionária proclamando o evangelho, anunciando, anunciando perdão, convocando as pessoas, proclamando para que elas pudessem se arrepender dos seus pecados e reconhecer Jesus como Senhor das suas vidas.
Eles estão em Antioquia da Psídia. Paulo e Barnabé, eles pregam ali primeiro aos judeus quando chegam na cidade. Eles ousadamente quando entraram na cidade.
Uma cidade que já tinha as características do império romano. Era uma cidade que já estava e já tinha a sua cultura, o império romano presente, mas os judeus estavam presentes naquela cidade. Então Paulo e Barnabé chegam e nas sinagogas, nos lugares onde judeus se reuniam, eles vão e pregam o evangelho.
Pregam o evangelho de Jesus Cristo. Então Paulo e Barnabé falados, falando ousadamente disseram: "Era necessário pregar a palavra de Deus primeiro a vocês, primeiro aos judeus, primeiro porque Isaías já havia dito isso. Nós lemos no texto de Isaías 49 hoje lemos como de Jerusalém todas as nações seriam abençoadas".
Lembrem-se de Isaías 1, de Isaías 2, como de Sião as nações seriam abençoadas. É de Sião que sai a bênção, é de Sião que sai o anúncio. Mas existem duas formas desse anúncio sair de Jerusalém.
Existem duas formas desse anúncio sair de Sião. O anúncio pode sair porque Sião, Jerusalém aceitou a mensagem do evangelho, mas o anúncio também pode sair porque Jerusalém rejeitou a mensagem do evangelho. Então Paulo cumprindo o que havia sido anunciado, prega aos judeus.
E quando as lideranças resistem, Paulo declara para eles que eles se julgam indignos da vida eterna. Eles estão se excluindo. O Senhor não está excluindo eles.
Eles estão se excluindo. Eles estão se julgando indignos. Eles estão dizendo que não querem a vida eterna.
A mensagem está sendo pregada para eles. Mas eles com seus corações endurecidos, eles resistem. resistem e resistem à pregação do evangelho.
E Paulo sabia que isso ia acontecer. Paulo não foi aqui pego de surpresa. A gente precisa lembrar o que temos reforçado desde o ano passado, que aqueles que escrevem a Bíblia são também leitores da Bíblia.
Todos aqueles que estão escrevendo a Bíblia são também leitores da Bíblia. Claro que são leitores de Bíblias diferentes. A Bíblia de Paulo não é a nossa Bíblia.
A Bíblia de Isaías não é a Bíblia de Paulo. Mas todos eles que estão escrevendo a Bíblia são também leitores da Bíblia. E na Bíblia de Paulo tinha êxodo.
E quando Paulo lia êxodo, e ele lia a história maravilhosa do povo sendo libertado do Egito, o povo foi liberto da escravidão, o êxodo chegou. Não mais o povo vai ser escravo no Egito, mas o povo é liberto agora. Paulo lia esse texto, mas ele lia também que o povo no deserto murmurou depois da libertação.
Ele lia também que o povo chegando no deserto começou a ter saudade do Egito e dizer: "Olha, será que nós não deveríamos voltar para lá? Será que no Egito não estava melhor? Porque lá pelo menos a gente tinha comida, a gente tomava chicotada assim, isso é um detalhe, mas vamos esquecer isso.
Vamos esquecer a chicotada. A gente tinha comida, a gente tinha água, a gente tinha horário, a gente tinha rotina. Aqui no deserto a gente não sabe o que comer.
Aqui no deserto a gente não sabe se vai ter água. Aqui no deserto a gente depende de Deus. Então Paulo, ao mesmo tempo que vê e lê êxodo e vê um povo sendo liberto, vê um povo que começa a pensar se não é melhor depender do faraó do que depender de Deus.
Mas Paulo não lia apenas Êxodo. Paulo, assim como Lucas, assim como vimos também na série de Marcos, também lia Isaías. E quando ele lê Isaías, o que ele vai encontrar?
Um povo com o coração duro. Um povo que não ouve a profecia de Isaías, um povo que não se arrepende, um povo que está apegado às suas riquezas, aos recursos, ao poder que exercia. Um povo que não consegue confiar somente em Deus, mas precisa confiar na sua força.
Um povo endurecido em seu coração. Isaías já havia profetizado em Isaías 43:19 que o Senhor abriria um caminho no deserto. Em Isaías 32:15, Isaías já havia dito que do alto seria derramado o espírito do Senhor e que o espírito do Senhor derramado do alto revelaria e transformaria todas as coisas.
É quando o Espírito do Senhor é derramado, que o deserto floresce. O problema não é o Senhor. O problema é o nosso coração.
O Senhor derrama e o deserto floresce. O problema é que a gente olha pro deserto e só consegue ver areia e não ver flor. A gente não vê como o Senhor pode florescer um deserto.
A gente não consegue sequer imaginar. E a nossa imaginação, ela é tão fraca que a gente sequer consegue orar crendo que o Senhor pode florescer um deserto. Mas a Isaías está dizendo: "O Senhor derramará o seu espírito do alto".
E quando o Senhor derramar o seu espírito do alto, o deserto vai florescer, as terras áridas vão florescer. Aquilo que era dor não mais será, será graça, será misericórdia, porque o espírito do Senhor será derramado. Mas de novo, problema ao nosso coração.
Em Atos 13, a rejeição segue o mesmo padrão da rejeição de Êxodo e da rejeição de Isaías. O povo chamado por Deus responde ao chamado do Senhor, dizendo: "Não, com seus corações endurecidos, como foram endurecidos no deserto, como foram endurecidos na queda do reino do norte, na mão dos assírios, como foram endurecidos na queda do reino do sul na mão do império babilônico. " Como é endurecido agora quando o império romano domina Jerusalém.
O povo continua dizendo não. E para muitos, certamente esse seria o final da estrada. Para aqueles que apenas contam com a aprovação para que a estrada possa seguir, esse aqui seria o final da estrada.
Você chegou, ouviu? Não. OK, senhor.
Vim até aqui. Esse é o não. Tá claro para mim.
Eu desisto. Vou voltar pela estrada. Vou tentar achar uma outra estrada.
Mas essa é a estratégia de Roma. Esta não é a estratégia da palavra de Deus. A palavra de Deus, ela segue com aceitação de Jerusalém, com a aceitação dos judeus.
E a palavra também segue com a rejeição dos judeus. O evangelho continua avançando. Quer os judeus aceitem ou rejeitem o evangelho.
Se os judeus aceitassem o evangelho, a aceitação dos judeus seria um motor para a proclamação do evangelho. Mas como os judeus rejeitaram, é a rejeição dos judeus que se torna o movimento, o impulso necessário para que o evangelho chegue até os confins da terra. Porque existe uma coisa que a gente esquece.
Nós vemos a estrada, mas esquecemos que Deus conduz cada curva da nossa estrada. Nós esquecemos disso. Nós planejamos e os planejamentos são necessários.
Nós pensamos, nós sonhamos, nós oramos, nós clamamos ao Senhor. Mas é ele quem dirige cada curva da estrada. Mesmo quando o nosso coração está endurecido, mesmo quando o nosso coração está frio, mesmo quando nós resistimos e não conseguimos ver graça e misericórdia, não conseguimos ver a mão do Senhor na nossa história, ainda sim o Senhor faz florescer o deserto do nosso coração, mesmo quando não conseg conseguimos ver mesmo quando não conseguimos orar, porque é o Senhor que conduz cada estrada.
Então, nós temos duas escolhas. Duas escolhas. Nós podemos caminhar por uma estrada confiando que o Senhor dirige cada curva, sabendo que ele conduz todas as coisas, sabendo que tudo que acontece está nas mãos dele e que tudo segue o seu plano.
Podemos caminhar assim na dependência do Senhor ou podemos seguir a estratégia do Império Romano? Podemos seguir a estratégia da dominação. Podemos seguir a estratégia dos caminhos de aceitação, de sermos bem recebidos, porque não importa.
Quer você creia, quer você não creia, quer você professe quer você não professe quer você acredite ou não que Jesus Cristo é o Senhor sobre todas as coisas. O evangelho vai avançar. Quer acredite ou não.
A igreja vai avançar. Quer você acredita ou não, a pregação do evangelho vai avançar. Quer o seu coração esteja endurecido ou não, o Senhor transformará corações, porque é ele quem faz a obra.
Nós somos instrumentos. A obra não é nossa. A igreja não é nossa.
As conversões não somos nós que fazemos. Nós não temos poder nenhum para transformar corações. Nós não podemos mudar uma somente.
Nós não podemos mudar o nosso próprio coração, nem a nossa mente a gente consegue dominar. Como a gente pode imaginar que podemos transformar corações de outros? Mas ainda assim o Senhor deu à igreja o maior privilégio sobre a terra, que é o privilégio de proclamar o evangelho.
Ainda assim, e você pode pensar e pensar com razão nesse momento, mas eu sou tão imperfeito e eu não vou tirar sua razão, não é mesmo? Mas eu faço tanta coisa errada. E eu vou dizer para, eu não vou dizer para você, olha, não, isso não é tão grave não, irmão.
É grave. é grave e você precisa se arrepender. Mas a obra não depende da sua santidade.
A obra não depende da sua habilidade. A obra não depende de você crer ou não. A obra depende do Senhor.
Por isso, é muito melhor que nós possamos desfrutar sendo instrumentos na mão do Senhor, como aqueles que creem, que professam, que vivem sobre a providência, que vem os milagres, que creem no Senhor que transforma do que viver nesse mundo como um cético. Que vida terrível é a vida de um cético. Que vida terrível é uma vida de quem olha pro deserto e só vê areia.
Que vida terrível. A vida das pessoas que olham para as coisas e só vem as coisas. Mas que vida maravilhosa.
É alguém que pode olhar para um deserto e dizer: "Aqui o Senhor nos fará florescer. Aqui o Senhor nos fará crescer. Aqui o Senhor nos alimentará.
" Eu não sei como ele pode fazer chover alimento do céu, mas eu sei que ele vai dar alimento. Eu sei que ele vai sustentar, porque essa obra é dele e ele conduz cada passo da estrada. Deus dirige cada curva dessa estrada, seja pela rejeição, seja pela aceitação, mas Deus dirige cada curva dessa estrada.
Mais uma vez eu olho pro nosso texto de hoje. Então Paulo e Barnabé falando ousadamente disseram: "Era necessário pregar a palavra primeiro a vocês". Mas como vocês a rejeitaram e se julgam indignos da vida eterna, eis que nos voltaremos para os gentios, porque o Senhor assim nos determinou.
E qual é o texto que Paulo vai citar agora? Qual é o texto? Isaías 49 6.
Isaías 49:6. Veja como Isaías tem uma proeminência impressionante no Novo Testamento. Marcos, Paulo, Lucas, todos eles estão citando Jesus, está citando Isaías.
E o discurso de Paulo se baseia exatamente Isaías 49:6. E ele cita literalmente o texto de Isaías 49:6. Abre aspas, ele cita Isaías 496, literalmente.
Só que aplicando Isaías 49:6, aquela missão que eles estão cumprindo de proclamar o evangelho aos gentios. Ele está lendo Isaías 49:6 como uma promessa e aquele movimento de Atos como cumprimento da promessa de Isaías 49:6. Então, olha só no nosso boletim, essa é a vantagem de ter o boletim impresso, né?
Mas você pode abrir no seu celular por enquanto. Logo logo o boletim impresso voltará. Mas enquanto isso, abra o seu celular, leia no seu boletim.
Primeiro nós temos Isaías 49:6. Depois nós temos Lucas 24, que é um eco de Isaías 49:6, quando ele diz no 47, 247, e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. Então, nós temos Isaías 49:6, Lucas 24:47, nós temos Atos 18 dizendo que o evangelho seria proclamado até os confins da terra.
E agora temos Atos 13, retornando ao texto de Isaías 49. Então, nós partimos de Isaías 49, temos uma alusão em Lucas 24, temos uma citação em Atos 18 e temos exatamente o texto. Em Atos 13, nós temos uma estrada de Isaías 49:6.
De volta para Isaías 49:6. Isaías 49:6, Lucas 24, Atos 18 e Atos 13. Volta para Isaías 49:6.
Mas como toda jornada, como toda estrada, ela causa efeitos. Essa é uma estrada de Isaías 49:6 até o retorno a Isaías 49:6. Mas ninguém passa ileso pelas estradas, ninguém passa ileso pelo curso da vida.
Toda jornada, toda peregrinação, toda estrada transforma o viajante de alguma maneira. E não poderia ser diferente com Isaías 49:6. Essa jornada de Isaías 49:6, de volta até Isaías 49:6, transforma não o texto, mas a compreensão do texto.
A estrada foi revelando o coração de Isaías 49:6, de maneira que quando retornamos a ele, não encontramos, embora encontremos o mesmo texto, ao mesmo tempo não encontramos mais o mesmo. Porque Paulo está lendo aqui exatamente dessa maneira. Ele está dizendo que Isaías 49:6 se aplica ao esforço missionário que ele está fazendo.
Isaías 49:6. Não está sendo lendo, lido apenas o seu contexto, mas Paulo lendo Isaías 49:6, aplica ele ao seu trabalho como proclamador do evangelho. E não só como proclamador do evangelho, como proclamador do evangelho, primeiro aos judeus e depois aos gentios.
Paulo lê Isaías 49:6 como um anúncio do novo Êxodo. Paulo lê Isaías 49:6 e lê ele aplicando aquilo que ele está fazendo como novo êxodo sendo realizado na medida em que Paulo viaja com Barnabé, na medida em que o evangelho é proclamado fielmente, na medida em que eles seguem de cidade em cidade, o Senhor vai libertando o seu povo. O Senhor vai libertando o seu povo.
O Senhor vai libertando o seu povo. A partir do momento que uma igreja prega fielmente o evangelho, nada pode impedir o avanço de uma igreja fiel. Nada, absolutamente nada pode frear o avanço de uma igreja fiel.
Nada pode frear o avanço de uma igreja que crê no evangelho. Nada pode frear o avanço de uma igreja que ora todos os dias, que tem a sua esperança na palavra, que não tem a sua esperança nos homens, no poder dos homens, na riqueza dos homens, mas tem sua esperança na oração, na palavra e no Deus que faz o deserto florescer. E o texto que liga os nossos textos de Isaías 49:6 até o retorno a Isaías 49:6, são as palavras confins da terra.
está presente em todos eles de maneiras diferentes, alguns com algumas omissões até retornar Isaías 49:6 literalmente, mas todos eles estão ou citando ou aludindo Isaías 49:6. E de alguma maneira os confins da terra estão sempre presentes. E a gente precisa pensar aqui um pouco o que são os confins da terra.
Se você partir da agora, daqui agora, tomar esse lugar como seu ponto de referência, onde estão os confins da terra? Austrália, Japão, China, não sei o outro lado do mundo, não é isso? A gente via aqueles desenhos que o pessoal entrava no buraco, né?
Aí quando saía do outro lado, ele cavava tão fundo, quando saía no outro lado, ele saía onde? Nos confins da terra, do outro lado do mundo. Saí no Japão, saia algum lugar, né, da Ásia.
Mas se você tomar o Japão como referência, o Japão, os japoneses vão dizer: "Aqui estão os confins da terra". Não, eles só chamam de terra. Os confins da terra são lugar distante.
Então, parece que os confins da terra não são um ponto geográfico fixo, mas ele depende sempre da perspectiva. São a realidade interpretada a partir de um ponto de vista. Partindo de Jerusalém, quais eram os confins da terra?
Roma. Se você parte de uma estrada de Jerusalém e se dirige até os confins da terra, os confins da terra do mundo conhecido, eram Roma para Jerusalém, para Paulo que estava em Jerusalém ou na Ásia viajando. Roma são os confins da terra.
Mas se você parte de Roma, parece que a Ásia são os confins da terra. Então, depende da referência. E é interessante que de Jerusalém Paulo segue uma determinada estratégia, um caminho para chegar até os confins da terra.
E partindo de Roma, Roma segue um outro caminho para chegar até os confins da terra. Nós temos duas estradas, temos duas histórias, temos dois reinos, temos duas estratégias. Roma construiu todas aquelas estradas.
Roma construiu todas as estradas que ligavam todos os lugares até Roma. Todas as estradas vão até Roma. E eles construíram aquelas estradas para um domínio político, cultural, econômico.
Mas olha que interessante, quem está usando essas estradas para dominar não é Roma. Paulo está viajando pelas estradas que os romanos construíram. Paulo está pregando o evangelho pelas estradas que Roma construiu.
Paulo está viajando pelas estradas que o sonho romano de dominação construiu. E é por essas estradas que Paulo vai de cidade em cidade, seguindo as estradas do Império Romano, mas não com a estratégia do Império Romano, com a estratégia do reino. O evangelho caminha exatamente pelas rotas do império de Jerusalém até Roma, mas com lógica oposta.
Se a estrada de Roma, Jerusalém, é uma estrada onde Roma avança pela coersão, o evangelho sempre avança pelo sofrimento fiel. Se Roma impõe tributos, o evangelho anuncia perdão. E Roma conquista territórios, o evangelho liberta corações.
O que são os confins da terra tornam-se um ponto de partida para o outro, enquanto Roma falha em expandir pelas suas próprias estradas. Enquanto Roma constrói aquelas estradas para dominar e falha, vai surgir no coração de Roma uma igreja. Roma tenta dominar a Ásia pela força, pela correção, pelos impostos, pelos tributos.
E quando ela olhar para trás, o que que ela vai encontrar no meio, no coração do império romano? Uma igreja. Porque nada pode impedir uma igreja que crê no evangelho.
Nada pode impedir uma igreja fiel. Nada pode parar o avanço, nem mesmo o império, nem mesmo Satanás, muito menos a força de qualquer homem, de qualquer rei, de qualquer faraó. Ninguém pode deter uma igreja que crê no evangelho e que olha para um deserto e não vê sua areia, mas vê uma oportunidade de clamar ao Senhor por milagre.
V uma oportunidade de viver sob a providência do Senhor, sem espadas, sem espadas, sem agressividade, a não ser uma agressividade que venha das palavras, porque o evangelho que está sendo pregado, o evangelho agride o coração das pessoas. Que boa agressão é essa? Que bom ferimento é esse?
Se as pessoas forem feridas, não pelas nossas palavras, mas que elas sejam feridas pelas palavras que nós anunciamos do evangelho. Tem muito cristão ferindo as pessoas com as suas próprias palavras. Não é assim que uma igreja caminha.
Uma igreja fere, mas fere pela pregação do evangelho, porque a ferida do evangelho é uma santa ferida. É uma santa ferida, sem espadas, mas proclamando fielmente, a igreja segue. No início do sermão, nós falamos que as estradas não são apenas caminhos, são histórias sendo contadas.
E duas perguntas no torcero da estrada, da introdução até a conclusão desse sermão. Duas perguntas nos conduziram nessa estrada. O que a estrada de Jerusalém até Roma nos conta?
E o que a estrada de Roma até Jerusalém nos conta? Roma construiu estradas para dominar o mundo, mas Deus utiliza as estradas de Roma para o avanço do evangelho. Um império pensa que pode controlar a história.
O Senhor da história domina o império. A expansão geográfica envolve a estratégia do reino, que é exatamente a mesma do Êxodo. Libertação, redenção, iluminação.
É assim que o povo vai caminhando, ocupando os lugares, preenchendo esses lugares e florescendo nesses lugares. É assim que o povo caminha. Foi assim que Deus criou todas as coisas.
Assim que Deus criou a igreja, acrescentando ao seu povo tantos quantos ele queria. E o povo vai avançando de cidade em cidade, estabelecendo igrejas, enchendo as igrejas e florescendo. Enche, floresce, enche, floresce, ordena.
É assim que o povo caminha. Essa é a estratégia do reino, uma estratégia que vai dominando pela ocupação e pela fidelidade. E quando o evangelho ocupa, quando a igreja fiel ocupa, um novo êxodo acontece.
Porque quando nós proclamamos o verdadeiro evangelho, nós podemos ver os milagres, sendo o maior de todos os milagres. Alguém que tem o seu coração endurecido, que de repente desperta e diz: "Senhor, eu confesso os meus pecados. Eu me arrependo dos meus pecados.
Eu me arrependo da vida que me trouxe até aqui. Eu não quero mais essa estrada. Me leva, Senhor, para um outro caminho.
Me leva para uma outra estrada. me mostram outro caminho, porque esse caminho que eu segui até aqui, pelos meus próprios planos, olha onde ele me trouxe. Olha até o que ele me trouxe.
E esse é o maior de todos os milagres. que um coração de pedra possa se tornar um coração de carne. Quando olhamos para as estradas, vemos duas estradas, dois reinos, duas estratégias, duas histórias.
Uma estrada que promete grandeza e entrega opressão e morte. A outra promete morte. entrega vida, uma que centraliza o poder, outra que floresce e floresce e floresce, não centraliza, não retém, mas doa e doa e assim ela cresce.
Um dos reinos faz distinção entre os seus cidadãos. A outra convida todos para serem filhos de Deus. Uma nasce da imposição pela força para prosseguir.
O outro nasce da rejeição. Mesma rejeição se torna oportunidade nas mãos do Senhor que faz o deserto florescer. Um reino se dizia eterno e caiu.
O outro nunca, nunca, nunca cairá. Um tem o seu Senhor coberto de ouro, o outro tem o seu senhor com a coroa de espinhos e coberto de sangue. E por que tudo isso?
Por que essas duas estradas? Para que toda essa jornada? Para que o evangelho pudesse nos alcançar?
para que nós reunidos nessa manhã pudéssemos ouvir o evangelho fiel para que nós reunidos aqui nessa manhã nos confins da terra pudéssemos abrir a palavra de Deus e por ela sermos alimentados, sustentados e edificados. É para isso que o nosso Senhor estava coberto de sangue. Foi por isso que tantos morreram na proclamação do Evangelho.
É por isso que nós estamos aqui, porque homens fiéis, igrejas fiéis, entregaram a sua vida confiando no Senhor para que o evangelho pudesse nos alcançar. Foi para isso que o nosso Senhor foi pregado no madeiro. Foi para isso que o sangue foi derramado.
E essa é a nossa humilhação. A nossa humilhação é que nós olhamos para tudo isso, dizemos: "Senhor, eu não consigo entender isso. Eu não consigo entender como eu eu posso receber das mãos do Senhor salvação desse tamanho.
Eu não posso compreender, Senhor, como uma misericórdia tão grande, como uma graça tão grande, alcançou um pegador pecador como eu. A nós que fizemos o Senhor sofrer, a nós que mesmo agora, nesse momento, não conseguimos ser fiéis a nós que mesmo abrindo a palavra, vendo os milagres do Senhor, não conseguimos crer que o Senhor faz o deserto florescer. Mesmo agora, a nossa infidelidade consome o nosso coração.
Mesmo agora não conseguimos crer. Mesmo agora somos céticos. Mesmo agora os nossos corações se endurecem com tudo que vimos na história, com a palavra que temos, com tudo que temos visto na nossa igreja, ainda assim duvidamos.
Enquanto um reino depende do ouro e das riquezas para sobreviver, esse reino aqui, esse reino aqui que é a igreja sobrevive não do ouro, mas de corações fiéis. sobrevive não do ouro, mas de corações que se derramam em oração. Corações que amam a palavra, amam o Senhor da palavra e amam o povo do Senhor da Palavra.
A igreja caminha entre dois reinos. O reino de Cristo que avança pelo testemunho fiel e os poderes deste mundo que frequentemente resistem. Ainda assim, mesmo com qualquer resistência, tenho certeza, meus irmãos, e não tenho certeza porque eu estou lhes dizendo isso, mas tenho certeza porque a palavra nos revela isso, de que independente do que aconteça, a igreja do Senhor continuará e continuará.
E aonde a igreja do Senhor for fiel, a libertação vai acontecer. Se no êxodo, nós tivemos um povo sendo libertado, atravessando o Mar Vermelho, agora nós temos um povo liberto que não atravessou o Mar Vermelho, mas mergulhou no sangue carmesin do Senhor. E se você nunca ouviu esse evangelho, se você não é um cristão e nunca ouviu esse evangelho antes e você está pensando nesse momento, eu peguei a estrada errada.
Eu peguei a estrada errada. Não era para eu ter pegado essa estrada. Estou vivendo num reino errado, com a estratégia errada.
Se arrependam, confessem os seus pecados, clamem ao Senhor por misericórdia. Clamem, clamem e clamem ao Senhor. E certamente todo aquele que clamar ao Senhor encontrará misericórdia.
E se você crente, se você tá olhando para esse irmão e dizendo: "Olha, eu sou não como esses que pregaram a estrada errada. Eu até estou exatamente na estrada certa. O problema é que mesmo na estrada certa, eu não consigo confiar em Deus.
Eu não estou na estrada errada. Essa estrada certa. Eu estou na igreja.
Eu estou fazendo o que eu tenho que fazer, mas ainda assim eu não consigo ser fiel. Eu não consigo confiar. Tem algo errado comigo.
A você clame. Confesse os seus pecados. Clame por perdão.
Mergulhe. Mergulhe de cabeça, mergulhe de corpo inteiro no sangue de Cristo. E uma vez mergulhados no sangue de Cristo, certamente você não verá mais deserto, porque o seu próprio coração, que era um deserto, vai florescer.
E quando você vê o seu próprio coração tão vazio florescer, você não terá dúvidas que se o seu coração floresceu, o Senhor pode florescer qualquer deserto. Porque não existe deserto maior do que o deserto que o Senhor fez florescer em nossos corações. Só resta um caminho, tanto para você que é um cristão, como para você que não é um cristão.
Só resta um único caminho. Clame, clame para encontrar o caminho que é o Senhor Jesus Cristo, pois só nele você encontrará esperança, você encontrará vida, você encontrará salvação, você encontrará perdão dos seus pecados, porque você encontrará o Senhor. Vamos orar.
Senhor Deus, te te louvamos pela tua palavra, Senhor. Te louvamos porque esta palavra que lemos e que meditamos fielmente domingo após domingo, não é como qualquer outra palavra debaixo do sol, porque ela é a tua palavra, Senhor. E quando a tua palavra é proclamada, corações são partidos ao meio.
Mas não são partidos ao meio para serem destruídos. são partidos ao meio para serem restaurados. Por isso, te clamamos por misericórdia, te clamamos por perdão, te clamamos que o Senhor parta os nossos corações para que nós possamos olhar para a obra de Cristo na cruz, olhar para o que o Senhor fez por nós, olhar para o sacrifício do Senhor e olhando para ele possamos ver não dois caminhos Mas um único caminho, que possamos ver a nossa igreja regada pelo sangue de Cristo.
Possamos ter as nossas vidas regadas por oração e pela tua palavra. Faz isso, Senhor. Faz com que nós possamos entender de uma vez por todas o tamanho do sacrifício de Cristo na cruz.
Abre os nossos olhos. transforma o nosso coração em nome do Senhor Jesus. Nós oramos.
Amém.