k Olá iniciando mais um programa presença e harmonia uma realização da Ordem Rosacruz a morque grande loja da jurisdição de língua portuguesa e hoje estamos com a Soror Isabela sibinelli que é psicóloga e terapeuta e conversamos sobre identidade e memória corporal como as experiências moldam Nossa percepção de nós mesmos confira Sora Isabela Que bom recebê-la aqui no programa presença e harmonia Muito Obrigada por aceitar o nosso convite Eu que agradeço pelo convite tô muito feliz de estar aqui com vocês S então quero pedir né começar pedindo PR Sora explicar pra gente de que maneira que
você acredita que o nosso corpo ele guarda as experiências traumáticas que nós vivemos e é muito interessante né esse trabalho quando a gente trabalha nas terapias o corpo e a mente conectados porque nós ocidentais muitas vezes nós achamos que a nossa cabeça e o nosso corpo estão divididos né como se eles estivessem separados a gente não conecta muito o corpo com a mente com o cérebro a gente acha que as emoções estão aqui né nessa parte na cabeça mas na verdade o cérebro está conectado com o corpo e o corpo está conectado com o cérebro
então não tem uma divisão né e de que forma como é que isso acontece né como que eles estão conectados E como que o corpo guarda as experiências a gente tem falando bem suscintamente sobre o a o nosso cérebro ele a gente tem ele três grandes partes que a gente considera na neurociência eh do cérebro a gente tem o nosso cérebro reptiliano que é o nosso cérebro não verbal ele fica aqui atrás Aí temos o nosso cérebro límbico que são das experiências que ficam um pouco mais pro meio e a aqui na frente a gente
tem o neocórtex o nosso cérebro verbal então o que que acontece o nosso cérebro não verbal que é o reptiliano que até tem esse nome porque os animais também t esse cérebro eh tudo que acontece desde a barriga da nossa mãe está arquivado nesse cérebro reptiliano que é o não verbal o próprio nome já diz desde antes da linguagem a gente já tem esse cérebro funcionando e a a neurociência já tem pesquisado estudado que até os traumas transgeracionais os traumas que vem dos nossos ancestrais né porque nosso DNA a gente tem a informação dos nossos
ancestrais e o nosso DNA tá conectado com o nosso cérebro então muitas pesquisas já mostram que até os traumas dos nossos ancestrais estão arquivados nesse cérebro reptiliano nesse cérebro não verbal então tudo que a gente vai vivendo desde a barriga da nossa mãe né tá guardadinho nesse cérebro o cérebro não verbal e aí como que ele esse cérebro se conecta com o nosso corpo atrás através de um nervo que se chama nervo vago a gente tem aqui atrás então perto do nosso cérebro reptiliano a gente tem um nervo que ele conecta o cérebro com todos
os órgãos do nosso corpo Então as experiências quando a gente vive algo aqui alguma emoção aqui na mente aqui no cérebro ela manda pro corpo esse ner vago Manda uma informação por isso muita gente quando fica nervosa quando passa por um susto uma estress Ah tenho dor de barriga quando eu fico nervoso Ah meu coração acelera né porque automaticamente esse nervo vago manda as informações pro corpo então não tem como a gente eh dissociar corpo e cérebro corpo e mente e o nosso corpo ele tem algumas respostas o nosso sistema nervoso autônomo do nosso cérebro
ele tem algumas respostas para uma situação de estress que é a luta a fuga ou a par ação ele tem esses três tipos de resposta igual aos animais o nosso DNA é muito parecido com o dos animais né então ele tem essas tipos de resposta aí ele vai mandar a gente lutar ou a gente fugir ou a gente paralisar e isso vai a resposta pro corpo né vai aquela sensação de Ah eu me movimento eu luto eu fujo Então tá tudo conectado não tem como dissociar cérebro e corpo então por isso que as experiências ficam
aqui a gente sente as experiências no corpo e s você pode comentar conosco também o que que é considerado um trauma emocional uhum claro então assim a gente acredita até antigamente quando começou se a estudar os traumas acreditava-se que trauma é sempre um fato eh muito grave muito sério que aconteceu na vida de uma pessoa um acidente uma perda de um ente querido eh um abuso algo muito forte a gente achar que era um trauma emocional isso claro com certeza é um trauma um grande trauma mas hoje a gente vê que trauma é tudo aquilo
que o nosso sistema nervoso não consegue digerir tem uma professora minha de um curso de trauma que eu fiz ela fala assim É como se eu te desse um prato de feijoada para você comer então eu te dou um trato de feijoada você gosta de feijoada você vai comer a feijoada aí eu vou falar para você agora viv come essa panela de feijoada você não vai aguentar vai ser muito para você você não vai conseguir passar mal né seu corpo não vai conseguir comer uma panela de fejoada então o trauma é aquilo que para nós
foi muito pro nosso corpo foi muito paraa nossa mente foi muito pro nosso emocional então não não existem pessoas que passam por situações parecidas e ficam bem então por exemplo numa mesma família morre o uma pessoa um pai um tio né alguém vai se traumatizar com essa situação né e outra pessoa não então cada um vai lidar com o luto com a perda de uma forma Então na verdade o que traumatiza não é o evento em si é como a gente lida com esse com esse trauma com essa situação e isso depende da nossa personalidade
isso depende do nosso vínculo com os nossos pais se a gente teve pais cuidadores disponíveis ali que é a teoria do apego que a gente fala na psicologia se eu tive um vínculo um apego seguro quando a criança tem um vínculo seguro com os pais ela explora o ambiente né e a terceiro fator é o próprio ambiente Então tudo isso vai depender para saber se para mim algo vai me traumatizar ou não né Então depende muito de vários fatores pra gente eh entender se isso traumatizou uma pessoa ou não e um fato muito interessante do
trauma é que a maioria dos traumas são retra umaação Normalmente quando a gente é criança a gente passa por uma situação dolorosa difícil ficou aquela marquinha né a gente fica com marcas no nosso cérebro marcas do nosso corpo do trauma e quando a gente é adulto se a gente teve um trauma lá infantil Quando a gente passa por uma situação parecida algo que remete aquele trauma normalmente a gente se retratio então a maioria dos traumas quando adulto é porque teve alguma situação lá na infância que a gente não conseguiu digerir bem certo e quais que
são os sinais assim que o nosso corpo começa a dar indicando que a gente tem esses traumas não resolvidos é o nosso corpo ele envia vários sinais né como ele eh a gente precisa aprender a ouvir o nosso corpo a sentir o nosso corpo um dos grandes sinais que o nosso corpo dá de um trauma é quando a gente não quer sentir o corpo quando a gente sabe aquelas pessoas que falam assim ah não eu não eu não não quero eh sentir isso eu evito entrar em contato com o meu corpo Muita gente vem para
terapia e não não eu falo mas como você sente no seu corpo quando você me conta isso Ah não eu não sinto nada no meu corpo né então pessoas que fogem do sentir no corpo tem indícios de que tiveram traumas né porque não dissocia a gente fala na psicologia dissociar não entrar em contato não conectar com a dor para não sofrer novamente e outras informações que o nosso corpo dá de trauma é as dores né então assim a gente não fica com tensão muscular quando a gente tá com algum estress ah dor no ombro dor
no pescoço acorda com torcicolo né então assim a gente eh o nosso corpo ele eh sente todo o stress e Grandes Coisas que vão acontecendo no corpo que a gente chama de psicossomatização é quando a gente tem uma fibrom mialgia doença autoimune dor nas costas aquelas dores muito Profundas né Eh que as pessoas têm é quando já eh não não não lidou bem aqui com as emoções não sentiu as emoções e aí o corpo foi congelando é como se fossem muitas emoções e situações congeladas ali em cápsulas mesmo e aí elas estão ali atuando no
corpo da pessoa então as dores físicas são grandes sinais de que a gente tá em sofrimento psicológico e de que maneira então o tratamento psicológico ele pode nos ajudar a liberar esses traumas que estão aqui presos no nosso corpo é assim o na terapia O que que a gente busca fazer com o nosso paciente com o nosso cliente a gente tem que buscar fazê-lo sentir as emoções porque existem formas de trabalhar os traumas eh de cima para baixo então da cabeça pro corpo e de de baixo para cima que é do corpo pra cabeça né
do corpo pra mente então na terapia de fala que a gente que é a terapia mais comum que é conhecida na a terapia de fala onde você vem na terapia conversa o que que acontece por trás disso eh você está tendo uma experiência emocional reparadora ou corretiva quando você vem pra terapia e o profissional te escuta te ouve te acolhe através da fala ele eh era momento quando você tá lá passando pelo trauma eh um dos maiores uma das maiores dores do ser humano é passar por dores sozinho então além de passar pela dor pelo
sofrimento passar por essas dores sozinho é muito mais dolorido Então quando você compartilha com alguém e essa pessoa te ouve te escuta te acolhe Isso já é uma experiência emocional reparadora corretiva então isso cura quando a gente é ouvido quando a gente é visto mas também pra gente aprofundar esse tratamento e a gente liberar essas esses traumas presos no corpo a gente tem que sentir as emoções no corpo então Eh quando a gente pergunta né Eh paraas pessoas né tá bom quando você me conta que você ficou angustiado que você ficou triste com essa situação
Me fala onde no seu corpo você sente isso aí normalmente as pessoas estranham né não é um hábito perguntar né Eh onde você sente isso aí eu fala mas onde que você sente te dá um nó na garganta te dá um um aperto no peito te dá um frio na barriga e aí a gente vai conduzindo a pessoa a conectar mente e corpo a sentir as emoções aqui porque quando a gente sente as emoções aqui a gente libera né então a gente precisa liberar as emoções daqui para cá então sim quando a gente sente no
corpo quando a gente Traz essa conexão a gente reconecta eh corpo e mente aí a gente libera porque o que que acontece com o trauma expliquei no começo sobre os nossos tipos de cérebro e os tipos de respostas que a gente tem quando a gente tem muitos traumas quando a gente passa por muitas dores na nossa vida né então Lembrando que trauma é tudo aquilo que o nosso sistema nervoso não conseguiu digerir então às vezes para alguém eh quebrar o dedo foi um grande T enquanto para outro não quando a gente tem muitas coisas que
a gente não sentiu a gente não pôs para fora a gente não compartilhou com alguém a gente sofreu solitariamente a gente fica com esses traumas armazenados aqui e é como se a gente fosse como se a gente comparando com um freezer se você enche um freezer de coisas ficam lá congelados ele gasta muita energia para ficar congelando mantendo aqu aqueles alimentos refrigerados o nosso corpo é a mesma coisa se você tem muitos traumas muitas dores que você não trabalhou que você não lidou isso fica aqui né no nosso corpo por isso que vem as doenças
e a gente gasta tanta energia igual o freezer para conseguir sustentar esses traumas tipo ó você tá aqui comigo eu tô segurando você eu tô protegendo você que a gente não consegue eh gastar energia com outras coisas então as pessoas ficam muito cansadas muito exaustas e essas cápsulas congeladas aqui no corpo e no cérebro então quando a gente vai lá e se libera para sentir conectar reconectar mente e corpo esses traumas vão eh descongelando eles vão se desfazendo e a então e aí a gente tem essa experiência emocional reparadora também através do sentir então muitas
vezes o que que eu faço com os meus pacientes eu peço para eles sentirem a emoção no corpo e eu falo para eles respira nessa dor respira nesse incômodo né E aí ele vai entrando em contato com a dor que é o que tanto a gente fala tem que entrar em contato com a dor tem que sentir para que a gente possa liberar então é dessa forma que a gente vai liberando os traumas no corpo e é possível o paciente ele identificar por exemplo Claro ele identifica no seu corpo esse sentir mas associar diretamente a
um trauma ele consegue fazer isso nesse processo sim Então depende né sim e não vai depender muitas vezes as pessoas a gente eh a gente quer muito descobrir no que que aquela dor eh tá associada né e muitas vezes a gente consegue muitas vezes a gente consegue na hora que a gente vai lá respira então trouxe né um exercício de imagem que a gente faz muito eh na terapia é então Eh respira nessa sensação então o paciente trouxe uma questão e aí eh eu falo para ele PTE essa emoção no corpo ele fala a meu
coração fica acelerado eu sinto um aperto no peito aí eu falo respira nessa nessa sensação ele vai respirando respirando fecha os olhos e vai sentindo sentindo muitas vezes vem uma imagem eu falo veja se vem uma imagem uma informação uma memória e muitas vezes ele vem essa imagem Vai fala nossa eu eu lembrei agora de uma vez que a minha mãe me bateu que a minha mãe fez tal coisa comigo e o tema que ele tava trazendo racionalmente aqui no cérebro verbal não tinha nada a ver com a mãe dele não tinha nada a ver
com a infância dele e aí quando ele vai sentindo isso o corpo vai mostrando o corpo vai trazendo eh essa informação e muitas vezes a gente acha o trauma Nossa então tem a ver com aquilo que aconteceu na minha infância e outras vezes não a gente sentiu liberou e e e e e já passou já melhorou mas não precisa lembrar então não necessariamente toda vez o paciente lembra perfeito e sor tem maneiras que a gente pode prevenir que um trauma emocional ele se manifeste fisicamente eh então assim a gente a gente costuma eh colocar a
sujeira para baixo do tapete né a gente não vai pro autoconhecimento a gente não vai pra autoconsciência é uma coisa que a gente acaba vivendo automaticamente e não olha para si mesmo né então Sócrates já dizia conhece-te a ti mesmo então pra gente não não manifestar os traumas no nosso corpo a gente precisa de autoconhecimento a gente precisa de conexão com a gente mesmo a gente precisa respirar mais né sentir mais se conectar mais com a natureza meditar porque o que acontece é que as pessoas estão muito no piloto automático né então com essa geração
hoje da gente tá com excesso de informação excesso de conhecimento então a gente fica o dia todo conectado no celular conectado fora né com muita informação e enchendo o nosso cérebro de coisas né e o Cérebro inflama também a gente inflama o nosso cérebro de tanta informação que a gente coloca nele e aí a gente fica cada vez mais Ah porque eu tô perdendo as informações Eu não tô sabendo tudo que tá acontecendo no mundo né não dá uma ansiedade de querer saber tudo como se estivesse por fora e isso faz com que a gente
se desconecte cada vez mais de nós mesmos Então a gente vai lá eh vê um vídeo de outra pessoa eh lê o livro de outra pessoa e sempre fora e a gente não se observa né que os filósofos eles observavam natureza e a si mesmo e quantas coisas eles trouxeram de conhecimento pra sociedade observando a si mesmos e a natureza e hoje a gente quer o conhecimento Pronto né então é legal as pessoas trazem muito conhecimentos e é muito legal a gente compartilhar e aprender com o outro mas como a gente precisa conhecer a nós
mesmos então pra gente evitar que o trauma se manifeste a gente tem que cuidar dele antes a gente tem que olhar pra gente mesmo cuidar das dores da nossa criança que a maioria de nós é muito difícil um ser humano adulto que não teve dores da infância né É muito raro a gente achar uma pessoa porque assim a gente teve coisas boas na infância teve experiências legais mas a gente cresceu com pais que também estavam nas dores também tinham traumas então a gente eh tem tem uma uma escritora que fala que a infância é um
chão que a gente pisa a vida toda então a gente tem que olhar para essas dores a gente tem que cuidar da nossa criança interior para que a gente não manifeste no corpo a gente evite que o trauma venha pro corpo bom soraa então você como psicólogo né acredita que no tratamento do trauma é essencial a gente trabalhar essa relação que a s tá contando pra gente entre o corpo e mente mente e corpo sim eu acho que não não tem como trabalhar eh nenhum processo terapêutico sem conectar o corpo com a mente e a
mente com o corpo né antigamente a psicologia a psicanálise surgiu com o Freud né o Freud ele eh falou da terapia de fala né então quando a gente falava quando a gente fala é um processo reparador é uma experiência muito boa mas até o Freud mesmo quando ele tava atendendo as mulheres com histeria e que tinham dores muito fortes no corpo né as mulheres eh estéricas elas tinham dores Profundas no corpo e ficavam e gritavam desesperadamente e o próprio Freud quando ele colocava a mão no corpo dessas mulheres tocava essas mulheres muitas vezes elas se
curavam essa dor parava porque a gente precisa de afeto a gente precisa de toque né e o toque Vem através do corpo Então essa eh esse apego que a gente precisa ter das pessoas esse contato então assim eu não vejo e aí as as teorias foram eh se aprofundando hoje é muito atual eh as terapias com o corpo o r trouxe muito esta esta técnica né que ele foi uma pessoa que um terapeuta que trouxe a terapia corporal e hoje tem muitos terapeutas que não usam o corpo né mas a gente não precisa usar o
corpo nesse sentido do toque eu comentei que teve essa situação do Freud tem terapias que são corporais de toque mas na verdade não precisa a gente precisa é é sentir as emoções no corpo né então é isso que a gente precisa fazer e é um caminho que a gente precisa ajudar o nosso paciente a sentir porque as pessoas não estão familiarizadas com isso então é um é um trabalho que os terapeutas têm de treinar essas pessoas educar essas pessoas para sentir e liberar Timo e quais são agora né os principais desafios em fazer essa integração
n essa abordagem corpo e mente na prática terapêutica então eu acredito que os principais desafios né O primeiro é ter profissionais treinados em fazer esse trabalho né porque como eu disse assim tem hoje é novo Tem coisas antigas da terapia corporal mas também eh tem muitos profissionais que ainda estão só eh na terapia de fala só na terapia com a mente né Tá desconectado do próprio corpo e aí não consegue fazer o o paciente se conectar com o próprio corpo então Eh o a profissionais que precisam treinar isso e aprender técnicas que conectem a mente
e o corpo e um outro um outro desafio muito importante é a gente tomar cuidado pra gente não retra umaa o nosso paciente porque quando a gente vai trabalhar as emoções no corpo a gente ativa o paciente na emoção e na dor então assim não tem como você trabalhar quando você tá na sessão você tem que pedir para ele olha Então tá isso que você tá me trazendo sente no seu corpo eh qual emoção vem agora quando você me conta isso então você vai ativar a gente fala ativar que é fazer ele acerar aquela dor
de novo então muitas vezes o paciente tá aqui você traz ele para sentir aquela dor e pode ser que ele não esteja preparado para sentir aquela dor então nós terapeutas a gente tem que estar muito treinado porque ele vai se ativar então ele vai entrar naquela dor que muitas vezes era um trauma infantil A gente tem que pensar quando a gente tá trabalhando com traumas a gente tem os traumas mais leves aí que a gente comentou mas a gente tem traumas muito severos são traumas de abuso traumas de eh violência né tem muitos traumas muito
complicados complexos que a gente precisa ir com cuidado Então quando você ativa esse paciente para ele sentir de de novo você tem que est preparado para ajudá-lo a ter essa experiência emocional corretiva que eu falei do começo então a gente não adianta a gente ativar ele deixar ele sofrendo chorando e não conseguir corrigir isso então uma das técnicas que a gente faz é quando ele acessa um trauma infantil ah a criança apanhando do pai a criança passando por uma experiência ruim que que você faz você traz o adulto dele para conversar com essa criança você
fala olha agora coloca o seu adulto aí na cena porque normalmente ele tá de olho fechado e ele tá vendo as informações ali que aconteceram ou sentindo aqui aí você fala então coloca o seu adulto agora para conversar com essa criança fala para para pro seu pai paraa sua mãe que agora você não permite mais que seja feito isso com essa criança ou muitas vezes Nós terapeutas entramos na cena junto com ele então a gente entra na cena e fala Olha eu estou junto com você na nessa cena tá tudo bem é um ambiente seguro
você tá revivendo isso para eh para Se Curar disso para isso não doer tanto mais quanto tem doído hoje E aí é é muito lindo quando a gente faz esse exercício porque eh ele olha e fala assim Nossa mas como essa criança sofreu como essa criança passou por dores né mas aí ele consegue ver que agora ele é adulto e ele dá conta a criança não dava conta ele ele dá e quando a gente tá junto na cena também como terapeuta ele se sente protegido né Então assim Então é um trabalho que tem que ter
muita habilidade a gente tem que tomar muito cuidado porque a gente pode retra umaa a pessoa e ela sair da sessão da terapia Pior que ela entrou né sim é uma responsabilidade tanto né soro e além da Psicologia que outras técnicas a gente pode utilizar ou que podem ajudar no tratamento do trauma olha hoje existem muitas técnicas modernas cada vez mais eh tem técnicas novas eh para trabalhar trauma uma delas se chama emdr o emdr é uma técnica de reprocessamento cerebral de trauma onde a gente eh reprocesso o trauma através do movimento dos olhos né
então Eh o terapeuta tem eh várias técnicas que ele utiliza principalmente com o movimento do dedo e ele vai fazendo o paciente reprocessar o trauma eh porque assim o nosso cérebro ele é uma máquina de de processamento ele tá processando coisas o tempo todo como o trauma Foi algo que ele não deu conta a gente precisa reprocessar esse trauma então pelo movimento dos olhos que tem vários eh várias conexões com o nosso cérebro a gente reprocessa um trauma então uma das técnicas é o emdr outra técnica de reprocessamento cerebral através do movimento dos olhos é
o Brain sporing então o Brain sporing fala que fica pontos no cérebro né E a gente tem uma ponteira que a gente usa e a gente vai fazer o o o paciente olhar para esse ponto e ele vai acessar no corpo as informações e ele vai reprocessar então são terapias mais silenciosas que o paciente fica dentro dele vai vendo as imagens se reconectando com as cenas muitas vezes que aparecem e elas vão eh vão vão reprocess né O que ele não do digerir a gente força eh o processamento aqui na sessão outras técnicas a gente
tem uma técnica muito eh que tá ficando bem conhecida agora que se chama focalização é uma técnica onde você traz o paciente para sentir o corpo também então é uma técnica tá ficando bastante conhecida agora né pelo menos eu não conhecia conheci recentemente eh e e assim a gente pode também além das técnicas terapeutas Essas são uma das que eh que eu conheço tem outras também mas até além das técnicas terapêuticas a gente também pode usar a yoga né porque o a energia psíquica ela fica aqui paralisada e ela precisa extravazar ela precisa ir para
fora então através da yoga que tem movimentos muito curativos através da respiração técnicas de respiração meditação então assim tem muitas técnicas a própria atividade física né muita gente comenta ah quando eu faço atividade física né eu melhoro eu eu libero eh porque libera muitos hormônios né Eh que são importantes pro bem-estar então outras técnicas também que não são eh terapêuticas também são importantes pra gente eh liberar os traumas né Tem muitas formas aí perfeito sor e você teria alguma indicação pra gente de repente de leitura para quem quiser se aprofundar um pouco mais a respeito
nesse tem tem um livro que eu gosto muito que ele chama o corpo guarda marcas né é um psiquiatra se eu não me engano americano que ele começou a estudar os as marcas do trauma nos nas pessoas que que que participaram de guerras né então pessoas que foram paraa guerra e voltaram com muitos traumas né então os homens que lutaram nas guerras voltaram com muitos traumas físicos e emocionais então o trauma começou a ser estudado através deles e e esse psiquiatra ele fez um estudo profundo porque ele via que a pessoa chegava na sessão e
ficava às vezes desesperada com barulho que tinha e ele se ficava totalmente ativado totalmente desequilibrado porque lembrava o barulho da bomba né Os horrores que eles viveram nas guerras Então esse esse livro ele fala eh através da neurociência como que funciona os traumas como que eles ficam no cérebro as técnicas pra gente trabalhar a cura dos traumas então é um livro bem rico de informações indico para todos Ô sor muito obrigada pela nossa conversa de hoje foi muito bom foi bastante esclarecedor na verdade muito obrigada Eu que agradeço pela oportunidade por ter compartilhado um pouco
aqui do meu conhecimento Fico muito feliz de ter participado obrigada obrigada sor aproveito para lembrar do nosso e-mail presença Harmonia @mor é muito importante para nós essa via de comunicação que nós temos com você que nos assiste agradecemos a participação conosco hoje e até o nosso próximo encontro paz profunda [Música] [Música]