Bom dia, moçada! Tudo bem? Sejam bem-vindos de volta!
Hoje, dia 5 de março. Já começamos com a presença luminosa do DTA, com a presença do Thales de Mileto, o nosso mascote. Quando o Thales não aparece, há várias reclamações: "Cadê o nosso mascotinho?
" Tá aí o nosso bebezão, com essa cara lerda de sempre, o nosso Zé Magrelo! Tudo bem? Tudo bem!
Bom dia para vocês! Espero que seja um dia extraordinário. Sejam muito bem-vindos!
Vamos para mais uma meditação. No dia 5 de março, temos uma meditação intitulada "Reduzindo o Dispendioso". Lembrem-se de que março é o mês da consciência.
Não é da consciência disso ou da consciência daquilo; é o mês da consciência enquanto tal. Tornar-se consciente do que realmente importa, do que realmente conta, isso é fundamental para quem quer ter uma existência sensata, uma existência que, ao final, valha a pena. Sabe aquele momento assim no qual você está chegando ali, no limiar da morte, e aí vem aquela grande pergunta?
"Valeu a pena? Como foi minha vida? Foi uma vida que valeu a pena ser vivida?
" Ah, meu amigo, nessa hora o filho chora e a mãe não vê, né? Ai meu Deus, perdi tanto tempo com tanta bobagem! O estoicismo tenta evitar isso.
Se você leva uma vida estóica, isso tende a melhorar bastante. A meditação de hoje é a meditação do Cícero em suas cartas morais, uma meditação importantíssima que diz o seguinte: com relação às coisas que buscamos e pelas quais lutamos com todas as forças, devemos fazer esta consideração: que consideração devemos fazer com relação às coisas que buscamos e pelas quais lutamos com todas as forças? Ou não há nada de útil nelas, ou a maioria delas não é útil.
Olha a provocação do Cícero: a maior parte das coisas que buscamos, a maior parte das coisas pelas quais lutamos, ou não tem nada de útil, ou a maioria delas não é útil. Algumas são supérfluas, ao passo que outras não valem tanto. Contudo, não fazemos essa distinção e as vemos como gratuitas, quando, na verdade, nos custam muito caro.
Parece que não tá te custando nada ir atrás das coisas que te movem, sem uma justa reflexão a respeito do que te move, mas você tá pagando um preço altíssimo por isso: seu tempo, sua sensatez, sua racionalidade. Eis o comentário dos autores das muitas cartas de Cícero: esta é provavelmente uma das mais importantes e uma das menos compreendidas. Ele está expondo uma ideia inédita numa sociedade em que se veem casas cada vez maiores e na qual cada vez mais bens são adquiridos.
Há um custo oculto em toda essa acumulação, e quanto mais cedo se tomar consciência disso, melhor. Outro dia, eu estava andando por um condomínio aqui da cidade e estava olhando: "Por que essa casa aqui tem centenas e centenas de metros quadrados? " E não sei o quê, e ela tem isso, ela tem aquilo.
Fala aí, você coloca tudo isso: cinco quartos, dez garagens. Não sei, mas o que você usa de verdade? O que disso realmente faz sentido?
De novo, não é para ter uma vida materialmente medíocre; a gente não tá falando aqui de ser franciscano. Então, agora eu vou botar fogo em tudo e aí eu tenho uma vida filosófica? Não é isso!
Mas é de você se perder nessas demandas que são completamente irracionais. É um buraco sem fundo, esse daí. Esse é um buraco sem fundo.
Eu me lembro da primeira vez que eu tive acesso a um carro com ar-condicionado, com uma tela interna que me dava o local para onde ir, o GPS, um som de uma certa qualidade. Ah, aí um carro que é 1. 0, mas ele anda tranquilamente a 140 por hora se eu quiser!
Aí, assim, fazendo uma pergunta sincera que entre nós: eu preciso mais do quê? Eu preciso mais do que exatamente? Não, mas eu tenho sonho, eu tenho um desejo, eu tenho uma vontade.
Pense nisso! Ou não há nada de útil nisso, ou a maioria dessas coisas não é útil em nada. Pura bobagem, um sopro de bobagem!
Mas tem gente que gosta de viver por bobagem. Tudo bem, a gente respeita. Isso aqui é uma reflexão: há um custo oculto em toda essa acumulação, e quanto mais cedo se tomar consciência disso, melhor.
Eu me lembro quando lançaram o pendrive, na época em que a gente usava pendrive, né? Acho que nem usamos mais. Usava pendrive, lançaram pendrive com uma capacidade de armazenamento que era bizarra, né?
Aí alguém comentou — eu vi isso em algum corte, alguma coisa — e falou assim: "Cara, eu nunca consegui encher um pendrive do tipo de acúmulo de dados que já existia. " Não, mas eu preciso comprar essa última geração do pendrive, tá? E o que você vai colocar lá dentro?
Você vai usar? Muito provavelmente, eu não vou usar nem 10% dele. Mas tá, então eu vou fazer um esforço extraordinário para comprar espaço vazio, né?
É a casa com dez quartos, né? Fazer um esforço extraordinário para ocupar espaço que eu não preciso, para comprar espaço que eu não preciso. Eu sou um só, né?
Eu consigo ocupar um quarto, um banheiro, uma sala, e o resto. . .
A coisa é para fazer vídeo pros outros verem. Lembre-se: mesmo que obtemos gratuitamente, tem um custo, ainda que seja o que pagamos para armazená-lo em nossas garagens e em nossa mente. Quando passar pelos seus bens hoje, pergunte a si mesmo: preciso disto?
Quanto isso vale realmente? O que está me custando? Você pode se surpreender com as respostas e com quanto vem pagando sem nem mesmo saber, tomando por objetivo na vida aquilo que eventualmente não deveria ser motivo de escopo de uma existência.
Telos. Os gregos usam "Telos". Teleologia é o estudo do Telos, da finalidade.
Qual a minha finalidade? E, por via de consequência, qual a finalidade disso que me ocupa? Cuidado para você não se perder com um falso Telos, com uma falsa finalidade que só faz, por via de consequência, parecer dar propósito à sua existência.
Beijo grande para vocês! Tenham um excelente dia! Tchau!