Mesmo com a voz um pouquinho ruim, eu tô aqui como sempre pra gente gravar mais um vídeo. Esse final de semana foi muito corrido, fui pra Bienal e atendi um monte de gente. Falei, falei muito como eu sempre falo, e aí minha voz ficou um pouco assim.
Espero que você esteja bem. O frio amenizou um pouco, pelo menos aqui em São Paulo, e o sol veio fazer companhia, o que já me deixa muito mais feliz é para estar aqui com vocês. Espero que você esteja bem.
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E cada vez mais o vídeo aqui serve como uma conversa entre nós. E eu gosto de ter o meu canalzinho no YouTube para poder conversar com vocês. A verdade é que a gente se explica demais e quanto mais a gente se explica, mais a gente se enrola.
Eu sempre me enrolei muito por explicar muito. E por que que a gente se explica demais? Porque a gente não sabe se bancar e a gente tá inseguro, quer que todo mundo goste da gente.
No fundo, quem se explica demais tá buscando mais aceitação do que liberdade emocional. Não se explica tanto, fica um pouco mais quieto, cuida de vocês, porque o justo nunca se justifica demais. O justo fica um pouquinho mais quieto.
Por quê? Cara, você já não entendeu? E se não entendeu, ainda não abraçou, quanto tentar agradar todo mundo é cansativo, porque você tá buscando agradar todo mundo ainda, quanto mais maduro a gente fica.
Mas a gente não busca agradar ninguém, não precisa se explicar tanto, não precisa dividir que a gente comprou alguma coisa nova, esperando que alguém nos abrace e diga: "Parabéns, que coisa maravilhosa que você comprou, que viagem ótima. Vá se divertir. Para de buscar confirmação, felicidade e segurança em pessoas que muitas vezes nem tão ligando muito para você.
E se tão ligando, muitas vezes também não vão dar a resposta que a gente quer. Então, se explicar demais é buscar sofrimento muitas vezes. E aí a pergunta que você tem que fazer a si mesmo é essa, porque você tá se explicando demais.
Você consegue entender o que que você tá buscando quando você se explica demais, porque a gente se enrola muitas vezes. Eu posso contar eh quantas vezes na minha vida eu marquei duas coisas no mesmo horário para tentar não desagradar ninguém e desagradei duas pessoas. Isso já aconteceu tantas vezes, cara.
Não saber dizer não, querer agradar um e outro, fazer tudo ao mesmo tempo e magoa os dois e não dá tempo de fazer as duas coisas. Não vale a pena. A vida assim é muito cansativa.
A gente precisa eh talvez dizer um não sem tanta explicação. Eu aprendi isso muito na escrita, viu? É muito engraçado porque eu falava coisas, né?
escrevia coisa, eu queria me justificar depois para ninguém entender errado. Então, ser direto e abrir margem para cada um pensar o que quiser é um pouco difícil, mas é libertador. Então, eu vou lá eh e boto uma frase com um ponto final num texto meu.
Então, eu gostaria de ir embora. Aí eu ficava na minha cabeça, não, mas é bom explicar porquê? Porque senão o pessoal vai pensar que eu sou chato, porque eu fui embora.
um exemplo bobo e fictício num livro meu. Então eu queria sempre me explicar, né? Eu sempre queria dizer: "Não, mas eu não sou assim.
Não, mas não é bem assim. Não, mas não pense isso de mim". Guiar para um lugar das pessoas pensarem bem de mim.
Porque eu precisava colocar, como eu sempre digo, tapete no mundo para todo mundo pisar devagar e entender que eu podia ser uma pessoa doce, do bem, tranquila. E a gente quer que todo mundo pense bem de nós, porque a gente quer ser desejado, porque a gente quer ser amado, porque a gente quer sentir pertencente. Só que essa busca por pertencimento muitas vezes vai colocar a gente em situações que nos distanciam o nosso autocuidado que a gente precisa ter.
Então, começa a treinar, não se explicar demais, começa a treinar a deixar os outros pensarem o que quiserem de você, não gostarem e assim por diante. Aprenda. Comece a treinar, colocar ponto final nas coisas.
É o que eu falava para mim quando eu escrevia, porque sempre tinha uma vírgula, sabe? Eh, eu não gosto dos Estados Unidos. Um exemplo bom, tô falando alguma coisa.
E aí eu escrevi isso no livro. Eu só queria botar essa frase, mas eu ficava, não é melhor explicar, né? Eu não gosto muito porque eu tive uma experiência assim, assim, assado.
Tô usando um exemplo, tá? Não tô dizendo que eu não gosto, é um exemplo fictício. Então, eu não gosto dos Estados Unidos.
Ponto. Então, abre o brecha para você olhar o que quiser. Nossa, será que o Fred não gosta?
Será que é por causa do capitalismo? Será que ele teve uma experiência ruim? Eu abro o brecha para você pensar o que você quiser.
Então eu achava que eu tinha que explicar para sentir que você iria me entender e assim não me sentir solitário. Então eu não gosto dos Estados Unidos. Por quê?
Porque isso, mas não é bem assim. Eu já tive experiências legais. Eu tinha que explicar.
Então quando eu aprendi a botar ponto final e falar: "Eu não gosto". Ponto. E deixa pensar o que você quiser, seja no livro, na vida, numa palestra ou numa conversa, a vida ficou um pouco melhor.
Repito, tem coisas que a gente explica para dar segurança pro outro. Tem coisa que a gente explica só para buscar ser afagado e tentar buscar amoronde a gente não tem. E às vezes a vida não vale a pena assim.
Então, aprende isso, começa a testar isso, bota ponto final, bota ponto final, fala e deixa a margem, deixa para pensar o que quiserem, porque isso vai te libertar e vai te fazer ser mais autêntico. Às vezes você só não gosta de morango e não precisa explicar porque você não gosta de morango. E se os outros acharem que você é besta por não gostar de morango, deixa pensarem.
Isso vai te dar uma casca, isso vai te dar uma sensação de tipo, tá, não quero me explicar demais, porque se explicar é cansativo. Se explicar é sempre pensar no que o outro pode pensar. E pensando no que o outro pode pensar, eu preciso me proteger de mim mesmo e proteger ainda do que o outro pode pensar.
E aí a vida fica muito ruim, fica muito cansativa. E não vale a pena. Não vale a pena viver assim, não vale a pena pensar em tudo que o outro pode pensar.
Então, quanto mais eu fui descobrindo internamente a minha liberdade de aceitar que os outros vão pensar o que eles quiserem e eu nunca vou conseguir controlar, e conseguir controlar é uma ilusão, a vida ficou um pouco mais gostosa. Deixa, deixa não gostar, vai, tá tudo bem, mas vai não gostar você fazendo ou não. Se já não vai gostar, fazendo ou não fazendo, que não faça para poder cuidar de você, né?
O que que é melhor? Não gostar e você tentar fazer que goste ou não gostar e você cuidar de você e aí abre imagem. Quem for para ficar vai ficar, né?
A melhor coisa são amizades e pessoas que a gente não precisa pensar demais. Antes de explicar, lembra? Bota ponto final.
Eu não gosto de morango. Mas por que você não gosta, Fred? Não é porque fica mais fofo explicar, né?
Se eu falo, eu não gosto de morango porque um dia na infância eu comi e fez mal pro meu estômago. Aí a pessoa, ah, agora eu entendi. Então agora você não é tão chato como eu achei.
Se eu só falo, eu não gosto de morango que frescura. Mas aí talvez só quero falar isso mesmo. Entende a diferença?
Treina, bota ponto final, diz: "Não, não te explica demais". Repito, o justo não se justifica tanto. Fechou?
E uma coisa importante, começa a ler um livro meu, primeiro link na descrição, clica, escolhe e começa a ler agora mesmo. Ou vai numa livraria e compra, tá? A gente tá voltando na livraria, você vai falar: "Eu quero o livro do Fred Albone".
Aí você vai lá e vai comprar e o pessoal e vai girar a rodinha dos livros. Bom conteúdo, boa companhia. E se você ficou até este momento no final do vídeo, eu quero que você deixe de comentário um coração azul.
Como assim, Fred? Eu sempre peço um comentário no final do vídeo para estimular o comentário de vocês e eu ver quem ficou até o final. Tá vendo que eu já tô ficando sem voz, né?
Então, preciso falar um pouco menos. Um beijo, se cuida e até o próximo vídeo.