o Olá a todos e todas aqui é o professor Rosivaldo Pereira de Almeida da disciplina história da educação brasileira nós estamos um contexto de pandemia e se aproxima o 8 de março de 2021 é com um prazer imenso satisfação e nós estamos aqui e recebendo a professora de animal dei da faculdade de educação da Universidade Federal de Goiás em conjunto com o grupo de estudos e pesquisas em história da educação da Universidade Federal de Goiás o gep o núcleo de direitos humanos educação e movimentos sociais da Universidade Estadual de Goiás ordenado por mim e com
o cria Lab laboratório de Pesquisas criativas da Universidade Estadual de Goiás e também com a unitins universidade os cantinhos e nós abordamos um tema muito interessante que envolve o reconhecimento das educadoras Goiânia é com você de ang o Olá prova lilás mulheres na história da educação em Goiás e no Tocantins O que é uma atividade acadêmica no mês dedicado a visibilidade visibilidade das mulheres em todo lugar em todo o Brasil e fora do Brasil nós das Universidades geralmente não participamos desse momento que é um momento extremamente precioso O que é o espaço Universitário academia um
dos papéis é discutir movimentos sociais é discutir injustiças é discutir A violência é esse mês não é porque é um mês só nós temos que fazer sempre mas aproveitando que esse mês pela série de atividades em relação à questão feminina é é super importante que nossa participemos né dessa programação e também fazendo fazendo dessa forma uma participação da universidade e juntamente com os movimentos sociais no caso aqui os movimentos feministas então pensamos no prazo lilás para expor para divulgar a história de algumas mulheres em Goiás Tocantins É aqui nós consideramos educado é o que seria
indicado para educadores para nós é um sentido Penha é só quem atua no magistério no espaço de falar é que fez temperatura é quem fez movimentos sociais e sindicalismo É porque todas essas formas são formas de Educar são formas de ensinar Então nesse primeiro momento nós Titãs Nós escolhemos dessas mulheres loiras do século 19 Prudente é para falar um pouco sobre elas e qual é a referência a referência ao dicionário de orientadores em Goiás século 18 Século 21 e funcionário organizado por mim no ano de começou no em 2011 e terminou no ano de 2017
foi lançado agora em 2017 e esse dicionário pretendo o objetivo dicionário foi reúne verbetes humanos nesse caso desde pessoas que contribuíram com a história da educação em Goiás e na verdade nós pedimos era visibilizar algumas práticas algumas atuações de pessoas não são conhecidas o dicionário tem pessoas conhecidas mas também tem por exemplo a Dona Aurora lá no interior de Goiás que atuava na área rural é tem professoras né que atuar em vários lugares do Estado quando ainda imprimiu Tocantins e professores que têm histórias podem ser visibilizados pode ser reconhecida pode não deve ser reconhecida então
nós tomamos adicionar dessa primeira etapa Queremos continuar fazendo isso é durante o ano está pagar o mês é mas a nossa objetivo é apresentar mulheres é de acordo com sua seus lugares carro essas possibilidades do carro tá na literatura em outros espaços e já na universidade seja nas escolas primárias escolares e também possuem um pouco essa ideia da Visão romântica né do magistério no passado e no presente também né que aquela coisa do Tom neta do sacerdócio né E na verdade as histórias dessas mulheres são histórias extremamente fortes une pelas de resistências é e sobretudo
numa sociedade que a gente conhece que é bastante fechada você menino então se cria não é uma harmonização da nossa profissão como se a gente tivesse nascido para isso né na verdade não é isso é tudo uma construção mais sério Então essas mulheres abriram os nossos caminhos e trilhas para nós atuarmos magistério é hoje a podemos considerar é um número muito maior de mulheres no magistério do que homens e por incrível que pareça ainda se atribui na ainda se fala no masculino por exemplo o dia do professor é quer dizer quando a gente dá um
gênero é isso gente ignora é a maioria que está no magistério né então já da professora e do professor é que ficaria mais interessante Então é isso né Nós temos 10 educadores nessa primeira fase Como tá Como tá a quantidade e uma coisa bastante porque ela está bem é integração das Universidades né a Universidade Federal de Goiás a faculdade ação tudo é que se junta com a Universidade Estadual de Goiás campus cidade de Goiás Campos Pires do Rio é que se estende também do Tocantins né com a universidade está a cinza Tim e a Universidade
Federal do Tocantins então é uma alegria uma honra muito grande estar aqui com companheiras e companheiros é falando sobre mulheres na história da educação e divulgando essas mulheres dá para que seja conhecido escola da mestra livre do século 19 até o início do século 20 era muito comum as escolas receberem os nomes das mestras e Mestres é natural é uma coisa só de Goiás é isso é fora de Goiás no Brasil também é bem interessante a gente perceber que essas escolas recebiam o nome das destas espécies exatamente Por que funcionava nas casas desse a prédios
escolares para a instrução primária vai acontecer muito no final do século 19 era muito comum as escolas domésticas como a gente falava né a paz onde a polia crianças de diferentes idades a poetisa Cora Coralina por exemplo Estudava na escola da mestra Silvina outras crianças aprendiam a ler e escrever na escola do mestre pátroclo na escola da mestre Lula na escola da mestra Maria Ana e assim as escolas de instrução primária educavam em Goiás EA sobre essa pessoa Bibi nome era Luiza Joaquina da Silva Marques a mestre a Lilica falar nesse antes um mesmo nome
da mãe Visa Joaquina da Silva e foi a primeira mestra concursado em Goiás nos do século 19 formada na Escola Normal escola pública normal primeiro estabelecimento público que teve em Goiás para formar profissionais para o ensino primário Lili se formou aos 26 anos e na hora de 1884 foi nomeada oficialmente Oi gente pelo então presidente da província dá-se funcionária pública provincial como mestra de meninas em sua Escola Doméstica meninas eu na segunda metade do século 19 anos de 1850 eu era filha natural de Luiza Joaquina com Padre Pio Joaquim Marques sim filha de Fábio é
o que não era incomum o século 19 ela era a caçula de quatro irmãos e o irmão você filha natural naquela época 19 era algo muito no caso da mãe e a Luiza teve cinco filhos e não se casou com nenhum dos três pais é da sua prole é o que também confronta com essa ideia net que a mulher era submissa né de que a mulher é realizava os desejos né as normas da igreja católica da época e os três PA e da prole da Dona Luiza era um três pessoas públicas e bastante conhecidas nenhum
caso um padre bem o caso de outros dois que são os pais de gás dos outros filmes a filha do padre era a mestra Lily e Ana Joaquina a memória a lista escrever um diário que a nossa fonte preciosa para gente conhecer um pouco sobre Goiás do século 19 elas eram frutas dessa relação considerada ilícita é filha de um padre que além de religioso para o meu dia se era um homem público também e atuante no século 19 na então capital da província Aline foi criado em uma família de mulheres não se casou e não
teve filhos essa é uma outra outro aspecto interessante da vida não só de e como de outras mestras tem um dicionário de educadores e educadoras é a gente fica tentando pensar né porque eu não do Casamento né e da Maternidade é isso e a gente pode e essa muita coisa ela foi criada nessa família de vieres né Aprendeu o Ofício do magistério Sobretudo com a sua irmã mais velha e é a conhecida mestra yola a escola da mestra e ficava na no salão de uma casa colonial na cidade de Goiás a então capital do Estado
como eu já disse os meninos eram separados da menina das meninas ela foi concursada para dar aula para meninas é mas como não na Província não só na Província de Goiás como em outros lugares no Brasil o número de mestras e Mestres era muito limitado é estão se juntavam os meninos e as meninas nas escolas domésticas e eram separadas por Banco das meninas banco dos meninos Os bancos também separavam a idade separava o nível de cada criança essa já sabia mesmo não sabia Então tinha todo o ambiente dentro da sala né salão é que fazia
a a instrução ou bom então na época legislação apontava proibição de meninos usar com menina passa tanto em Goiás espaços isso não era algo incomum é como eu já disse Por esse motivo é interessante observar também que a província não consegui atender todas as crianças né de uma forma com os esposa escolas totalmente públicas nesse tempo então usava se as escolas domésticas né na casa nas casas e atende a pequenos grupos de criança começava Com pequenas vou conseguir de acordo com sucesso né ou poder das mestras e Mestres e subiam crianças à escola da mestre
não era só o espaço estar classes como era muito bom falar até quase sentar ao era dar alta ou seja né lecionar constitui-se também em um amplo espaço social porque além de várias visitas médicas sabia de pessoas que ocupavam cargos públicos da cidade aconteceu um prática em lojas e serviços era lugares festa popular espadrilhas congadas realização de casamento civil leilões reuniões públicas e políticas como as reuniões de grupos abolicionista se há tanto Lili como é irmã em aula em aula é faziam parte de grupos da polícia em Goiás no século 19 é importante ressaltar que
quando nós falamos de imensa mulheres do século 19 que esse é um espaço muito importante é porque ainda que fosse um espaço de trabalho no lar doméstico é promessa ali e outras isso significava conquista de espaço profissional fora do ambiente doméstico é exatamente aquele que eu disse em relação à as chamadas tarefas domésticas então outra questão que parece consenso quando se fala de Magistério né é de mulheres que ficaram e ainda hoje invocá-los no magistério sob o prisma de locação sacerdócio nobreza demissão de educado e outros no entanto percebe-se que nas ações é esses argumentos
são começo bastante religiosos né E sempre tentam desconstruir a nossa profissão né nossa profissionalização a partir de argumentos romantizadas harmônicos E aí a gente percebe que opção dessas férias é que essas coisas que a gente pode falar de olho no século 19 cidades no interior de vários conflitos é esse lugar de exercer o magistério é primeiro que ela se destacavam na sociedade é não como Mestres né a partir da Agonia né mas como mulheres também que ocupavam no espaço e se confrontava com o estado é já que essa própria saída do ar representava ameaça sobretudo
os valores morais e religiosos que perpetuava nas famílias bom então é importante a gente pensar nesses lugares aquele ditado essas mulheres é destacando as né a uma a uma abertura uma construção de caminhos né Para nós mulheres no magistério né que atuamos descem romantismo né atuamos de forma profissional Messenger ele faleceu 1945 na cidade de Goiás que já não era mais capital né e o verbete da mestra Lily foi redigido pelo professor Euzébio Fernandes Carvalho que é graduado mestre em história e a professora da Universidade a Universidade Estadual de Goiás do campus da cidade de
Goiás o verbete pode ser encontrada no dicionário de valores de educadores em Goiás século 18 Século 21 na página 385 Este dicionário totalmente digitalizado e disponibilizado de forma gratuita Prefeito o dinheiro público é qualquer pessoa pode acessar e digitar o nome da obra é aqui que vai aparecer o dicionário completo publicado em 2017 Essa é a mestra Lily e agora convidamos a pedagoga Ana Raquel Costa dias para fazer a sua exposição sobre a Educadora o fêmea Sócrates do Nascimento Monteiro é com você na Raquel um grande prazer estar aqui com você em 1934 uma carioca
em terras Goianas produziu e publicou oficialmente o primeiro livro de leitura com foco no ensino de história para os estabelecimentos primários do Estado de Goiás o intuito foi atender os terceiros e quartos anos dos grupos escolares no estado o livro considerado o transformador para época intitulado Goiás coração do Brasil se trata de vários temas como política poder religião arte cultura fala sobre natureza sobre biografias fala sobre história coisas fatos pessoas do nosso Estado de Goiás na nossa história do Brasil o livro Sem sombra de dúvidas proporcionou o conhecimento científico para a criançada da obra assim
como Goiás coração do Brasil o fêmea Sócrates o nascimento Monteiro produziu outras obras como por exemplo Rio meu querido Rio Como nasceu Goiânia oferece Sócrates foi uma normalista Memory a lista professora-pesquisadora diretora organizadora de eventos cívicos ensaísta literatura mulher de seu tempo que marcou a história da educação brasileira o e Goiana Ofélia foi lida foi cultuada por crianças professoras professores mães pais dirigentes políticos a nossa autora contribuiu para o projeto de educação hegemônico e se posicionou na contramão dos grandes vultos não se submetendo ao estigma de inferioridade da intelectualidade feminina tão constante e presente nas
concepções do século 19 a filha de Mariana e Alcebíades irmã de EDA e Olga casou-se com professor e teve três filhos Ofélia Sócrates nasceu em 14 de Maio de 1981 de Janeiro Nossa autora foi uma das grandes referências para a formação de professores e ensino de história no Estado de Goiás Tem como sim pois como uma grande referência como professor de crianças no Estado de Goiás nos primeiros anos da república brasileira Ofélia formou-se na Escola Normal fundou uma instituição particular de ensino primário foi professora e diretora de grupo escolar e de escola normal o Fera
Sócrates realizou formações disseminou concepções inserida num projeto de Formação Republicano ela conviveu de perto com os membros da classe das classes dominantes do Estado de Goiás estamos falando de uma Educadora literata produtora cultural ativista que produziu diversos trabalhos oficiais e materiais didáticos Ofélia Sócrates é reconhecida nacional e mundialmente tem a sua o e as suas Produções trazidas e redigidas em algumas pesquisas acadêmicas em seus escritos é possível identificar o pouco de sua visão sobre ser professor sobre a infância sobre instrução escolar instrução familiar sobre história de Goiás história do Brasil sobre o uso de uma
perspectiva de ensino oitocentista sobre ensino de História Ensino científico para meninas Alfenas Sócrates do Nascimento Monteiro faleceu em 1986 em Brasília o seu verbete foi redigido pela Professora Miriam Bianca Amaral Ribeiro doutoranda em História e professora da faculdade de educação da Universidade Federal o mesmo pode ser encontrado na página 487 no dicionário de educadores e educadoras em Goiás século 18 a 21 Pol e pela professora Diane Valdecir até a próxima muito obrigada a professora Ana Raquel Costa Dias um prazer imenso estar aqui com você nessa importante discussão sobre a Educadora em Goiás e agora eu
convido a historiadora cádiz Batista Vicente ela que a professora da Universidade Estadual de Goiás e falar sobre a Educadora Emília Martins Soares de Mendonça Seja bem vindo a professora Cage é um prazer estar com você aqui eu agradeço de lá Ei sobre Maria Emília Martins Soares Melo professora mãe primeira-dama e ainda secretária e contadora na cidade de Santa Cruz de Goiás no período compreendido entre 1948 e 1965 ela filha de professora Maria Cecília Gonçalves e o referência sua cidade em âmbito de pé indo desde a Organização das festas religiosas como as cavalgadas E demonstrar disputa
entre mouros e cristãos a organização política da cidade nascida em Santa Cruz aos 22 dezembro de 1919 gostava desde a infância de ler e escrever em 1931 publicou sua primeira história no jornal de férias do rio na próxima speck do município na época a história Era sobre o pássaro que cantava todas as manhãs e Mangueira Próxima janela do quarto de seu irmão João ela foi interna no Colégio Santa Clara em Campinas Goiânia no qual recebeu a formação de normalista sua formação na descrição iniciou seu Trabalho como professora na escola Ana Teodora fundada em em Piracanjuba
Goiás transferida para Santa Cruz vestir Lou desde então na escola particular de promotor Sebastião Veloso pelejo também o grupo escolar Nacional na escola de economia doméstica e foi professora e diretora do grupo escolar Antônio Fonteles como um sua cidade natal tem hoje estão nome casou-se com Américo Carneiro de novo em 1945 Ela come 6 anos ele ao 52 e a liderança local administração e o cuidado do ar com suco filhos gostava de ler e escrever histórias depois tempo Santa Cruz havia feito dos círculos município para frente do Rio e se transformado em Distrito nessa cidade
em 1948 contudo após mobilização política do vestido liderado por dentro a médica e Francisco Accioly Accioly Martins Soares quais Maria Lira e subprefeito do Distrito de Santa Cruz é sob o título de município no mesmo ano a professora Urtiza é convidada a assumir a secretaria-geral e contabilidade da nova prefeitura o prefeito de Fado temporariamente pelo governo estadual não era o começo da água e ela foi a solução encontrada edição então não sabia como lidar com Esse é o que é que eu gosto não era vamos lá Vista até encontrarem uma de seu serviço o negão
extrativos Qual dos Serviu de modelo para iniciar seu trabalho seguiu secretário e contadora por mais de uma década e pela gestão risco Prefeito ainda que tenha sido a primeira mulher a trabalhar numa função pública na região não houve resistência a sua contratação pela reconhecida formação com p e nossas 49 esposa Helen Vereador ambos têm grandes um com a frente com o prefeito pela construção de uma usina hidrelétrica no município durante as viagens do primeiro uso a professora Maria Emília assumir a prefeitura integralmente o o ar Emília não nossa preocupada com as melhorias que deseja para
um esse Então ela conversa com 20 marido a trocar do partido da o DN para PSB internet pelo ele também explica formação ela passa accumula a função de primeira-dama em 1943 o jornal O Popular Vinte e Cinco de dezembro 1976 reconhece sua atuação e competência na função de secretário e contador e na sessão com marido foram projeto compartilhado por anos uma construção da usina do prédio dos Correios e Telégrafos do grupo escolar posto de saúde e implementação de abastecimento de água potável sua casa em pé até hoje na cidade de Santa Cruz se tornou o
centro político da cidade durante sua Gestão na prefeitura em e da sala seu escritório integralizadas da República da cidade e essa via todos e as muitas visitas de pessoas do município de todas só ao fim do mandato ela continuou na função de secretário e contadora da prefeitura por mais três gestões até um ano de 1965 e artes agulha militar voltou a lecionar em nossas 36 e mesmo tendo tempo regular de trabalho para se aposentar por perseguições políticas teve de se aposentar os problemas de saúde trabalhou 32 anos chegou fui na vida em Goiânia aos 78
anos em cinco de Outubro de1988 beneficiada pela volta feminista ainda que não tem no veículo com essa maravilha se tornar um profissional cuja indicação a uma função pública de poder foi considerada no e hoje a formação atuação pública como professor e começou a competência entretanto sua história havia sido apagado e foi através de uma pesquisa realizada com Jane Magalhães Santos e Hugo Leonardo Ciro e publicado no dicionário de educadores e educadoras Goiás que nós precisamos Maria Emília Muito obrigado Professora candies Muito bonita a história da educadora Maria Emília e com certeza agora visualizada através do
dicionário dos educadores e educadoras em Goiás agradeço imensamente a sua participação e agora nós convidamos a pesquisadora pedagoga Tatiana afastar-se da Universidade Federal de Goiás e vai falar sobre a Educadora onde no da Cunha Bastos ao Bernard em uma pessoa a frente do seu tempo a expressão nos causa incômodo e estranhesa por um lado somos todos frutos do nosso tempo das condições materiais históricas que não controlados por outro lado algumas pessoas parecem conseguir perceber uma brecha uma porta no determinismo do tempo e agarra oportunidades únicas essas pessoas abrem caminhos e nos inspiram a fazer diferente
apesar do materialismo temporal Ondina da Cunha Bastos Albernaz é um exemplo Claro do que quer dizer nascido em 1905 na cidade de Goiás antiga capital do estado onde não alcançou dupla formação superior foi a primeira mulher na cidade a ocupar cargo público vir concurso e sai são umas de serem uma nova modalidade com um método inovador e publicou um livro deles em uma época em que as mulheres tinham ou nenhum estudo não tinham direito ao voto nem tinham acesso a alguns locais e além de ter que se dedicar aos afazeres domésticos e cumprir com diversas
obrigações religiosas filha de Joaquim Jacinto da Cunha Bastos e de Vicência Caldas Bastos onde não tinha dois irmãos e após a morte do pai em 1908 mudou-se com a família para casa da avó materna a casa velha da ponte onde viveu sua infância e juventude até se casar esta casa hoje é Tombada pelo iphan e à frente da fundação Cora Coralina poetisa dia de Ondina estudou no Colégio Santana tradicional colégio de freiras e Sob orientação das mestras religiosas francesas e de aulas de trabalhos manuais desenho música português francês da aritmética dentre outras ainda na mesma
instituição fez o curso normal formando-se professora em 1923 juntamente com outras seis colegas remanescentes de uma povo inicial de 24 alunas ingressou por meio o público aos 19 anos na Secretaria de Finanças algo até então inédito a uma mulher logo foi remanejada um cargo condizente com o papel feminino o magistério posto que o órgão para o qual foi aprovada era predominantemente masculino foi Nesta mesma secretaria que um Dina conhecer o seu futuro esposo Nicanor ao cita Albernaz casou-se em 1929 e tiveram três filhos neon ex-prefeito de Goiânia midion e Dalva após a entrada no serviço
público Ondina cortou a escola de farmácia produção que exerceria anos mais tarde já em Goiânia conciliava a vida doméstica ao cargo de professora e diretora do primeiro Jardim de Infância criado na cidade de Goiás pela lei 851 lá de Dez de Julho de 1928 inaugurado um ano depois oferecer educação formal a crianças em idade pré-escolar na sete anos era um é tão nova inserida em um contexto social e político que lançavam outro olhar para criança e se inspiravam nos princípios da escola nova ou escola ativa com a mudança da capital do estado onde e seu
esposo foram transferidos assim como outros funcionários públicos para Goiânia aqui de uma das primeiras casas da Rua 20 no setor central Ondina viu nascer a Nova Capital suas memórias não apenas desse período foram registradas no livro reminiscências publicado em 1992 e nos ajudam a entender a história do surgimento da Nova Capital os novos costumes as disputas políticas que envolveram a transferência da sede do governo estadual além do sentimento contrário que permeava os vilaboenses quando se tratava do assunto uma vez em Goiânia Ondina juntamente com Julieta as prioridades eu vi Souza dirigir o grupo escolar modelo
instalado no mesmo prédio do lyceu de goyaz e o jardim de infância de Goiânia que funcionou a mente em um prédio na Rua 27 no setor central sobre esse período Ondina atribui a baixa frequência de alunos a reduzida a população de Goiânia em 1938 e ao facto dos pais ainda não haverem assim lado a proposta de educação pré-escolar além do magistério ainda trabalhou em um cargo administrativo na Universidade Federal de Goiás e exerceu a profissão de farmacêutico sendo responsável por duas farmácias em Goiânia na ocasião de sua aposentadoria na impossibilidade de acumulação dos cargos públicos
optou pelo Federal Ondina faleceu em Goiânia em fevereiro de 1994 aos 89 anos de idade tendo nadado nome é uma praça e a uma rua seguramente não deve ter sido simples para um Dina conquistar novos espaços lugares papéis profissões e reconhecimento mas certamente seu nome está gravado na história da educação da primeira infância vilaboense e e você pode saber mais sobre um dia da Cunha Bastos Albernaz consultando o seu verbete na página 492 do dicionário de educadores e educadoras em Goiás século 18 a 21 ou para organizada pela professora Diane Valdez publicado em 2017 disponível
em formato digital na página da Universidade Federal de Goiás o verbete foi redigido por Verônica Pereira Viana graduada em pedagogia pela UFG mestre em educação pela mesma instituição e professora da rede pública Municipal de Goiânia eu tenho a honra de convidar o historiador professor da universidade federal do Tocantins Victor Hugo Abrantes de Oliveira e falar na da educadora Aldenora Alves Correia Olá é um prazer tê-lo aqui eu agradeço a oportunidade de colaborar com a cidade tão importante que é o dia internacional das mulheres na 18 de Março e precisa ter lembrado durante todo o ano
né então é uma alegria muito grande para mim poder dividir esse espaço com os colegas e poder falar de mulheres tão forte nem tão importante para a educação em Goiás e também na no estado do Tocantins na que até a final da década de 80 ela Estado de Goiás né Então nesse contexto o e consegui falar de da professora Aldenora Alves Correia e nasceu em 1917 e faleceu no ano de 1982 e a professora Aldenora se destaca por ser a primeira professora normalista da cidade de Boa Vista no Tocantins ela nasce na cidade de São
João do Araguaia no Pará na data de Vinte e Dois de Maio de1917 a a cidade de São João do Araguaia é conhecida por ser exatamente no bico do papagaio na pontinha do Bico do Papagaio na divisa do estado do hoje Tocantins comparar a antes né e Goiás hoje Tocantins com Pará e atuou a maior parte da sua vida no estado do Tocantins e daí a falecer em Goiânia no ano de 1988 Aldenora ela então e uma está aqui desde muito jovem nos estudos na cidade de São João do Araguaia no Pará e devido destaque
nesses estudos ela é convidado então pelo Padre João da sua cidade Pelo visto a Alana vai de Porto Nacional a fazer um curso normal em Porto Nacional bom então imagine-se bastante é dificuldades daquele tempo para deslocar-se mede o espaço uma distância muito grande entre as duas cidades não é segundo verbete no dicionário de educadores e educadoras a viagem durou cinco dias de barco e três dias de mula para chegar até Porto Nacional Então imagina oito dias aí de viagem de muitos riscos na no a primeira metade do século 20 a ela Então ela vai estudar
no Colégio Sagrado Coração de Jesus das irmãs dominicanas na cidade de Porto Nacional que era e até hoje é não é um colégio de grande referência vindo a Catedral Nossa Senhora das minhas seis até hoje principal ponto turístico da cidade é bem pelo mosteiro Que Aline contra e uma escola de grande referência né a escola Cia do Camarão apenas as crianças mas também deformavam tem que formava Azul as normalistas da época né então no ela chega à cidade a cidade então um do início de 1940 ela se forma Ela estudou lá por quatro anos reclusos
sem ter contato com a família apenas com os estudos e marcada também por duas colegas que vieram junto com ela da sua cidade natal a leonina Alves Silva e Antônia Sousa Lima ela forma se normalista que era o motivo de grande orgulho para a família e também de referência social na cidade de Porto Nacional e nas cidades ao redor e ela inicia sua carreira em 1940 no grupo escolar nervo Macedo Primeiro ela começa a trabalhar até que logo ela se torna responsável pela biblioteca depois ela vai ser então professora de português e de desenho e
útil de bastante surpresa no vermelho apenas dois anos depois devido o seu destaque em sala de aula e a qualidade e serenidade na organização e gestão dos documentos e1942 ela assume a direção do grupo escolar era uma cedo permanecendo o dez anos até 1952 muito jovem já diretora de uma escola completa irresponsabilidade dos anos 60 ela tua então na delegacia de ensino de Porto Nacional e Tocantinópolis e na secretaria é de Educação de Goiás e em 977 Aldenora então quando se escritora e a sua obra chama-se então Boa Vista do Padre João e é o
primeiro livro a contar a história da cidade de Boa Vista do Tocantins ele tem um caráter moralista e ela homenageia no livro e o nó título do livro O Padre João tem que proporcionou o acesso aos estudos ela depois retorna a essa escola que a escola então Mude de nome Deixa de chamar grupo escolar não era uma tendo e para chamar grupo escolar Quinze de Novembro Onde fica de 1966 até 1980 ela trabalhou como voluntária também infelizmente não é exceção na no na região naquela época na região norte hoje região do Tocantins E aí ela
trabalha com o bolo para durante muitos anos e por diversas vezes para subir as enormes carências do Estado naquele momento e também para subir para suprir a morosidade das decisões políticas para contratação de professores esse fato descrito no seu livro onde ela relata as dificuldades da adolescência e as exigências colocadas pelo coronelismo na região ela encerra só a sua carreira do Colégio Dom Orione em Tocantinópolis ela relata o por alguns momentos né as dificuldades da adolescência Mas infelizmente não há muitos registros da sua vida além da do livro que ela deixa e dos Diários e
dos documentos escolares é esse o o bilhete foi escrito pelo professor Eliseu riscarolli e ele relata um pouco da escassez de documentação apesar de ter sido diretora por dez anos e professora durante até o final de sua vida os documentos estão nessa carreira são as áreas os resultados dos anos letivos sobre a metodologia Aldenora faz referência principalmente à palmatória real e era segunda verbete alguns presentes tanto os alunos puderam contribuir com o após o seu falecimento eles poderão contribuir com o relato para esse verbete e afirmaram que a professora Aldenora era deitada Serena e respeitosa
na frente do seu tempo é muito interessante porque aí também a gente vê a história oral né como para a personalidade a personalidade dela pode ser é investigada através da fala dos seus ex-alunos é que está qo as mesmas palavras de Nilo Póvoas "para ele e a história da terra Tânia Nunes faz data se inscrever no paisagens tentando riquezas a minha engrandecido pela filha Aldenora a sua primeira normalista eroica sofrida injustiçada mas sempre de pé sua primeira Historiador a Historiador poeta e leva no conceito geral pelo muito e a ama e pelo muito que deseja
engrandecê-la Oi Jaci Aldenora depois de 42 anos de carreira seu falecimento em 1982 homenageada hoje com uma escola dedicada a seu nome na cidade de Tocantinópolis a escola estadual Girassol de tempo integral professora Aldenora Alves Correia de verdade foi escrito pelo professor Eliseu riscarolli professora da Universidade Federal do Tocantins na página 42 no dicionário de educadores e educadoras em Goiás organizado pela professora de animal deles com a apresentação do Victor Hugo nós finalizamos esse primeiro bloco no qual discutimos as educadoras em Goiás em comemoração ao dia internacional das mulheres 8 de Março até a próxima
e muito obrigado a todos e todas