Assunto né R deu então deu deu muito assunto o pessoal participou bastante trouxe a experiência assim de de cada um foi B bacana eu vou acabar falando também bastante sobre essa questão dos animais do luto uma coisa então agora que já nós estamos gravando e seguinte dia 28 de agosto que é a última quarta-feira desse mês para deixar gravado eh para quem não sabe né Nós vamos abrir Uma nova turma de formação vai começar a semana que vem e vai ser com o professor Felipe não vou dar esse modo de Freud mas o professor Felipe
não queria dizer nada tá porque você sabe né até porque ele não tá aqui mas o professor Felipe vai tá viajando num lugar muito caro muito chique muito extraordinário né que próprio da da sua da sua índole né E aí eu estarei substituindo ele na aula de quarta dia 28 O problema é que no mesmo dia horário da aula de vocês em que Seria a nossa última aula monar na civilização então o Que Nós faremos eu vou dar aula pra turma da formação quro e no meu lugar o nosso queridíssimo Gabriel Aires dará a última
aula do curso de cerramento para vocês que é a maior história na civilização tá e a correção da prova será feita nos 30 minutos que antecedem a aula tá então nós vamos trocar na última quarta-feira do mês dia 28 eu vou entrar à 7:30 vou corrigir a prova com vocês termina a Correção dou aqui a ao Gabriel e ele toca o barco aí e vai encerrar o módulo com vocês Tá bem só para deixar aqui registrado eh depois eu eu registro isso em algum em algum texto aí para não se perder J tá tudo certo
aí com a aula para colocar L melancolia como é que estamos aí só um instantinho deu uma travadinha aqui mas tá tá que eu ia falar eh vocês colocaram aqui os os cachorrinhos os animais aqui né é um tema muito legal mesmo né quer Dizer legal não né quer dizer o tema é horrível enfim né É tem muita coisa para falar e enfim ã você falou que Gabriel me dá um olhar aqui que você trouxe assim falar eu fui trazendo assim primeiro um recorte histórico da relação do ser humano para com animal que era em
relação com trabalho em relação de alimento aí que o animal ele começou a ser domesticado foi trazido primeiro para casa para ambiente externo depois o ambiente para dentro de Casa e antes ele ficava com os restos depois uma por exemplo uma ração especial um cuidado especial um tratamento especial aí peguei que eu muitas vezes o animal é o intermédio para com a relação para com outro ser humano então por exemplo se te exemplo quando você vai se lá uma criança vai interagir com você às vezes ela interage primeiro com o animal e vai depois interagir
com você então também é o mediador dessa relação se tem o exemplo Do meu priminho pequeno que quando vinha aqui em casa puxava o rabo do cachorro e a gente ensinava ó não é assim tem que fazer um carinho Então a gente vai inserindo tal também falei da questão que a gente tenta Entre várias aspas inserir esse animal no no simbólico dando um um nome a ele né a gente começa a atribuir certas características que são humanas para aquele aquele bicho então foi foi seguindo mais ou menos nesse sentido e finalizei no sentido do Às
vezes não reconhecimento e não ter o rito de passagem da morte do animal porque muitas vezes não sabe como fazer não tem essa essa questão de por exemplo lá onde eu vou eh fazer um velório do cachorro o que é que eu vou fazer com o corpo e as pessoas ao meu redor reconhecem uns artigos que eu tava lendo um dos Sofrimentos das pessoas era porque não era reconhecido aquilo como luto não era Ah tá chorando por conta de do cachorro Assim menosprezando aquele animal que dentro da conjuntura psíquica do dono é um valor às
vezes inestimável né que como eu dei o exemplo assim se perguntasse para algumas pessoas Ah você preferisse que parente x morresse ou seu animal muitas pessoas escolheriam o parente x ah salvar um cachorro ou um animal né essa pessoa tem que estar valendo muito na praça né para ser Salv teve um episódio Daquele programa que passava na Band É acho que é polícia 24 Horas uma coisa assim que eh o Sei lá deve alguma ocorrência entre um casal e a esposa falou assim eu não aguento mais esse cachorro esse cara tem que tirar o cachorro
daqui aí ele falou assim pro policial Pô cara ele é meu filho aí a câmera gravava o cachorro o cachorro todo assim felizinho falando muito engraçado é maravilha bom nós temos muitos assuntos para falar do Ultra melancolia parece um tema eh simples assim no sentido de se Objetivo mas não é porque falar de luto antes que eu fale aqui do que tá no texto né até aproveitando algumas coisas Gabriel já trouxe então não vou eh ser repetitivo falar de luto é falar de duas coisas propriamente ditas falar de discurso e falar de narcisismo tá E
sumariamente talvez para nós para que nós tenhamos uma compreensão mais sofisticada e mais densa Do Luto nós tenhamos que ter uma compreensão mais Sofisticada do que é um discurso e do que é um narcisismo né né você já tiverão narcismo comigo mas então eu vou retomar eu vou eu vou começar antes do texto eu vou pegar uma frase que o Gabriel trouxe agora no final que foi o seguinte quando o cachorro passa a ser alguma coisa mais do que o cachorro um gato mais do que o gato e aproveitando também o o exemplo que a
Helen trouxe da paciente dela que ficou ali com o seu o cadáver do seu gatinho no seu colo e que Ela não aceitava né a a morte ou alguma coisa próxima disso eu acho que foi aqui eu não lembro onde foi Acho que não foi né porque isso é um é um é um conceito já do Lacan e o Gabriel usou o termo correto que é simbólico que é o seguinte o que que nós entendemos né que causa o sofrimento que causa o laço que causa o vínculo E aí consequentemente toda a dificuldade de separação
toda a dificuldade da de assumir a perda e Assim Segue é quando um objeto que você Já sabe que objeto em psicanálise ele é um termo genérico para coisas pessoas itens ideias né o objeto é algo que ele vai sintetizar todo esse esse campo aí é é alguma coisa que eu me relaciono isso é um objeto na psicanálise o objeto quando ele sai de um nível Imaginário para o nível simbólico dentro do registro da realidade humana como lacam ensinava quer dizer o quê ele sai de um registro meramente corporal meramente de imagem de signo e
ele vai para um nível De conceito de ideia portanto de significante Trocando em Miúdos só porque aqui não é uma L lacama mas apenas uma introdução um bichinho um animal um cachorro sai de cachorro para o grande amor da minha vida sai de gato para o meu maior companheiro a frase que Mônica trouxe pro cemitério de Paris contém essa explicação esse cachorro esse animal foi mais fiel que nos quatro maridos né Então olha só nós estamos trabalhando a nível de fidelidade Fidelidade é um conceito né dentro da cultura e que de inclusive é entendido de
mais variadas formas à exes tem várias fidelidades né a que geralmente mais se fala é a fidelidade do corpo né E que causa mais constrangimento mais malestar mas existem várias fidelidades então é é muito interessante porque nós temos essa habilidade é uma habilidade inventiva é uma criação da linguagem mesmo em que nós conseguimos de fato eh inventar colocar eu vou até usar um Termo artístico assim pintar em objetos inanimados ou objetos que carecem de fala como os animais e conseguimos vivificar em níveis que são realmente extraordinários de tal forma que nós entendemos Em algum momento
dependendo do vínculo que a gente não consegue consegue viver sem o objeto né E essa operação é algo muito próprio inclusive da neurose né não que perversos psicóticos assim não tenham mas essa essa essa esse funcionamento é muito Próprio da da neurose né o neurótico ele vai passar boa parte da sua vida tentando Encontrar objetos que satisfaçam a pulsão você já aprenderam comigo que o objeto da da pulsão nunca é satisfeito é sempre parcial mas o animal ele Ele tem ele pega muito bem essa ideia faz muito sentido ter um animal doméstico é claro né
como nós temos vou focar aqui em cães e gatos né ah Henrique e aves né papagaios e tal eu tenho alguma resistência a aves Tá mas Eu sei que tem gente que tem e ama da mesma forma mas eu vou focar aqui anim e gatos e cachorros que acho que a maioria né É é é faz muito sentido porque esses animais eles existem da forma que existem hoje e aqui eu vou falar de forma bem técnica tá para gratificar o nosso narcisismo porque Vejam Só eles são objetos dentro da perspectiva psicanalítica que primeiramente dependem de
nós isso é algo que o ser humano gosta muito né Alguém que depende de mim para beber fazer necessidades alimentação se divertir e tal Ok então ten primeiro um vulo de dependência se tem um víc de dependência quer dizer que eu sou importante né quer dizer que a existência desse objeto passa pela pelo meu crio pela minha boa vontade inclusive por uma ideia de sacrifício que também é outra coisa que gratifica o narcisismo né quando eu tinha cachorro o Leleco me acordava 4 da manhã e eu tinha Que me sacrificar para acordar e ficar com
ele no sofá né E quando minha família descia me via lá eu falava é de novo né olha só Leleco me acordou mas assim eu desci não foi o meu irmão eu fiz um sacrifício olha só eu sou uma figura heroica dentro desse discurso né então assim o o animal ele ele vai cumprindo essa função de dependência de de de sacrifício tem outra coisa que é fundamental o Eu até vi recentemente uma frase que é muito bonita né o como se o Animal dissesse ao ser humano né o bichinho dissesse ao ser humano Você pode
ter suas namoradas seus amigos seus familiares eu só tenho você Então olha que relação de exclusividade que o ser humano tanto quer volta a exemplo da M Por que o cachorro a cachorra foi mais fiel que aos maridos porque os maridos eles têm a faculdade de poder ter outros objetos de amor e o animal Não o animal ele se fixa num objeto só Claro que pode repartir de nível de gostar mas Geralmente um cão e um gato né vai ter um dono ainda mais se você só tem uma pessoa em casa vai ser você então
assim é é outra relação importante uma relação de exclusividade era só comigo e Poxa vida tem alguma coisa que neurótico gosta mais do que eh exclusividade eu trouxe na aula do narcisismo que o narcisismo era um protesto contra a normalidade Em que sentido contra o fato de eu ser mais um contra o fato de eu ser normal contra o Fato de eu não ser mais Tom Amado o cachorro o gato ele garante que você não é mais um ele garante que você não é qualquer pessoa você é o meu dono você é a me enfim
né que preciso e tudo mais e por mais que ele não fale e aí vem esse quarto ponto também que que que ele ele cumpre né esse essa gratificação narcísica que ele não fala como ele e ela não falam Eles são muito mais fáceis de ser amados porque se eles falassem Com certeza a gente doaria a gente faria Igual as pessoas fazem seres humanos você adota uma criança devolve a criança nós devolveremos certamente muitos animais se eles falassem nós não ficaríamos nós não não não se teria tanto esse apego né A A exemplo do do
do da Helen E é claro com todo o respeito a dor e a perda da da da da moça né Eh certamente se esse gato tivesse falado o que pensava dela e soubesse falar e falasse assim para ela em algum momento olha você é uma dona de merda poxa vida Só compra ração barata eu não aguento mais ver com você se eu tivesse consciência e vivesse fora eu teria vivido Com certeza ela teria reação diferente né então isso é algo muito importante para entender não exatamente os animais mas como nós funcionamos por que o silêncio
ele é o melhor mecanismo para você não se expor não se expor e não se indispor com alguém você quer ser uma pessoa que não tem inimigos Não fale nada isso haverá consequências mas Certamente a s ter inimigos porque a palavra expõe a palavra concretiza a palavra cria registro a palavra nomeia as coisas inclusive para críticas para xingamentos né para verdades que se jogam na cara então como o animal além dele precisar de você te dar um lugar exclusivo na vida te amar porque não vai amar nenhum outro ele ainda nunca vai se expor ah
Rique mas o animal morde mas eleo é entendido dentro de um campo instintivo né irracional é coisa de gato É coisa de cachorro se você como eu já falei se você tem um animal que você ama e você bate nele ele vai te morder isso sim eles são seres do instinto o fato eles não falarem eles completam a equação do por o ser humano sofre tanto pelos animais eles são animais que de fato dentro do discurso nosso eles beiram uma Angical ang calidade beiram a a a a a uma semelhança angelical né Beira é uma
semelhança perfeita Beira é uma semelhança Acho que até algumas Religiões espiritualidades vão trabalhar de uma forma eh Divina né mas eles são divinos porque eles não falam isso é o que mais importante é a mesma coisa os de né os deuses são divinos porque eles não falam com todo respeito é claro T falando numa perspectiva bem técnica né eles são falados por Livros por profetas e tal mas Deus é perfeito porque ele não fala eu nunca vou saber opinião verdadeira de Deus sobre mim não sei sei lá quem CR no juizo final alguma coisa Assim
não tem problema ou de alguma outra espiritualidade nunca porque eles não falam então é só só para vocês entenderem Por que esse significantes eles são tão especiais importantes e nós e nós temos uma facilidade de amar nós amamos tudo que não é que não que que não fala isso é muito Claro porque a fala faz com que você retire né da do campo de de relação algo muito importante que é da hora do conflito que é da hora do Mal Entendido né E aí Claro Quando Imagina você ter uma relação com alguém em que não
tenha conflito e mal entendido você pode assumir que seja uma relação morna uma relação superficial tudo bem mas definitivamente você nunca vai separar dessa pessoa você nunca vai ter briga você não vai brigar não sei se as pessoas conseguem separar só por amor Gabriel aa tem a questão da da castração Não no sentido psicanalítico mesmo da gente negar a natureza às vezes sexual Do próprio bicho né da gente ter mais controle ainda sobre ele exatamente eh essa a ideia por exemplo do de que as mães e os pais têm com seus filhos mesmo do tipo
a criança tá chorando e a mãe diz assim Ah isso aqui é fome isso aqui tal nós fazemos com cachor né cachorro quer passear e tudo mais e aí o que que é legal por isso que eu falo olha que posição legal que a gente coloca eu vi o Leleco batero na patinha na na porta Ah com certeza ele quer passear eu abro a Porta e ele sai tá vendo era isso não sei ele não fala nunca vou saber mas eu posso me orgulhar dizendo que eu sei o que ele quer eu nunca vou saber
ele não fala ah ele queria comer e comeu é isso essa é a base é um comportamento entendeu ah eu tô triste agora minha esposa vem me dá um chocolate ah Era chocolate que você precisava é isso essa é a base entende assim então assim eh eh é quase é eu tenho tem uma experiência com animal nesse sentido né e com esse Laço tão afetuoso que nós temos é o mais perto guardado as outras eh eh os outros exemplos possíveis de o ser humano ter de ser um Semideus assim entendeu experienciar o que seria um
Deus com com o objeto né Porque de fato você cria o mundo dele você ensina tudo você não a tudo precisa de você exige exclusividade né e e assim e fora que não tem o relação de ciúmes né e tudo mais então é uma é uma é uma prática semide Deus assim uma coisa de de div vínica mesmo Né que nó nós conseguimos ter na relação com o animal Então por essas e outras fora todo o campo do acalento do amor da da risada da brincadeira do companheirismo que sempre tem né faz com que quando
você perde você está perdendo muita coisa e muo Às vezes você tá perdendo um lugar que você nunca vai ter com um ser humano isso tem que fic muito claro com qual ser humano a gente consegue ter tanto poder assim pensem comigo com qual ser humano a gente Consegue ter essa relação tão assimétrica porque se a gente tem essa relação com outro ser humano isso é chamar de relacionamento abusivo se eu tenho essa relação com quem eu me relaciono com minha esposa com meu marido e essa pessoa conta para alguém a pessoa vai falar PR
você não delegacia se eu ter essa relação com alunos dentro de uma instituição vão falar que sou S muito abusivo é uma é uma é uma é uma tirania mas é Permitido ser tirano com animais e tirano Não no sentido violento hein tô falando tiran no sentido de decisão última e a a a a autoridade é só sua você decide tudo você dorme na cama você dorme no chão Então olha que olha que que fundamento né que lugar e é claro o fato da finitude dele ser ainda mais próxima um cachorro que vive no máximo
15 anos gatos também cons sessões torna ainda algo mais desejoso como eu tava explicando hoje para um para um aluno né O desejo ele dura onde ele não pode durar então quanto mais você está conectado com o objeto que não pode durar tanto mais se objeto Será desejoso né Quanto mais escasso será quanto mais assim quanto mais El ele ele evaporar quanto mais difícil ser ter os objetos em mãos mais desejoso ele vai ser né por isso que tem todo esse drama do desejo desejo é um paradoxo né quando você o tem ele morre a
única forma de manter o desejo vivo é deixa é não realizá-lo Olha que paradoxo lindo do desejo a única forma de manter o desejo vivo É não realizá-lo a única forma de deixar como diz o Fernando Pessoa né de evitar aquela operação de não se pode comer um bolo sem o perder que eu também vi que essa frase é atribuída a outro outro filósofo enfim mas eu sei que foi uma pessoa disse é essa o para eu não perder o bolo eu não tenho que comer mas eu não como e eu não perco então eu
meato por isso que a gente entende em Psicanálise que desejo é desejo de desejar né não é desejo de realizar é desejo de desejar né eu só quero querer não quero realizar né enfim bom vou falar aqui no texto porque senão eu vou ficar falando tanta coisa eu não vou entrar no texto ã só dizendo para vocês também que meu humor não está bom porque está muito frio aqui em São Paulo como vocês podem ver e eu estou tentando não descontar isso em vocês tá espero conseguir até o final do do curso ao Menos é
claro com exceção do nome da ros Line que o Gabriel me deu uma brecha maravilhosa eu vou chamar todos os dias ela disso até que eu V embora dessa vida bom via de regra né luta e a reação à perda de uma pessoa amada ou de uma abstração que ocupa seu lugar com Pátria Liberdade ideal O Gabriel já falou disso também é dig de nota que jamais ocorre ver o luto como estado patológico indicar tratamento médico para ele embora ocasione séri facilment da ca Normal da vida confiamos que ser superada passar temp amos que perturbá-lo
na propriada até mesmo prejudicial então aqui o básico o luto profundo a reação a perda de um ente Amado comporta um meso doloroso abatimento a perda de interesse pelo mundo externo na medida em que não lembra o falecido a perda da capacidade de eleger um novo objeto de amor o que significaria substituir o planteado ou afastamento deatividade que não se liga Em memória do Falecido Gabriel também falou disso é curioso queesse Dolorosos desprazer nos parece natural mas o fato é que após a consumação do trabalho do luto o eu fica novamente livre e desimpedido olha
que palavra importante né o eu fica livre ou seja o eu estava aprisionado nesse objeto perdido o normal é que vai vencer o respeito pela realidade né que é uma frase que o Freud usa muito respeito pela realidade a psicanálise a educação para a realidade Como ele vai dizer outro texto eu só vou fazer um último comentário aqui sobre o luto antes de entrarmos na melancolia que é o o espaço maior aqui da aula que é o seguinte h eu falei que o luto nós entendemos o luto quando entendemos narcisismo e agora na noção de
discurso a forma na qual eh uma sociedade um grupo um coletivo né lida com a perda com a morte de alguém ou alguma coisa diz diretamente sobre o poros discursos que essa sociedade está Ah erigida e o Nosso recorte ocidental é um recorte que historicamente trata a questão do luto com muito pesar né o luto para nós a morte para nós a Mônica citou um pouco disso o Freud tem aquele texto bem bacana sobre a transitoriedade também eu recomendo quem quiser se aprofundar um pouco mais sobre o luto que ele vai dizer sobre a passagem
a finitude das coisas a ideia de perder é uma ideia realmente muito eh difícil e a gente pode ligá-la a muitos níveis o Gabriel Resgata um conceito fundamental para nós que é da castração né e a castração uma das um dos seus sinônimos em psicanálise é justamente a separação e aí vem uma problemática né o luto a morte necessariamente ela é a separação definitiva por assim dizer eu até elaborei isso em algum outro contexto que seria pior perder alguém em vida ou perder alguém para a morte né Eh perder alguém aí pode pensar Com certeza
perder alguém na morte mas eu falei Será porque Perder alguém em vida te alimenta a esperança de reconquistar um dia a morte zera a morte a morte ela ela é essa castração dura mas que ela é uma castração que pelo menos ela resolve entre aspas né você não vai ver mais acabou continue né a esperança em vida ela pode travar sua vida quem aqui nunca n passou por um término de relacionamento Perdeu alguém alguma coisa e tinha esperança de voltar a vida fica bem travada né então assim eu não Sei ainda o que é pior
perder em vida ou perder para a morte em todo caso a gente sabe que o essa reação que nós temos não é algo também natural isso é que eu queria destacar O que aconteceu com com a paciente da Helen merece o seu devido respeito merece o acolhimento do analista mas não é algo que a gente possa ver como natural isso é o ponto não é uma reação todo ser humano vai passar por isso haja Vista aqui muitas pessoas poderiam olhar para isso e não Sentir nada né Eh e eu volto a dizer não quer dizer
que o sofrimento dela seja inválido mas é algo que a gente sempre tem que ter em mente que o sofrimento ele tá associado a algum nível de exagero Eu sempre gosto de pontuar isso não há sofrimento que não seja exagerado Henrique o exagero aqui você trabalha em que nível no nível hiperbólico do nível de uma certa desconexão com a realidade do irrespeitoso né se nós fôssemos fazer uma entrevista Que valesse a morte dessa paciente da El e dissesse assim você você vai conseguir viver amanhã ela vai dizer consigo mas aí entra um ponto fundamental do
luto é o fato do não querer aqui é a dificuldade é quando eu não quero que a realidade vença eu não quero respeitar a realidade eu não quero aceitar essa castração aí a gente entra num campo muito complicado que é um pouco nós vamos já vamos até entrar na melancolia mas ainda no luto essa é uma Ideia que a gente tem que trabalhar e que tá associada a Como Nós aprendemos E lidamos com isso a Mônica cita também o como existem muitas famílias que não leva as crianças aos seus enterros adolescentes e até pessoas por
exemplo que todo mundo que deve conhecer alguém que não vai enterro né não chega perto não né e tudo mais e aí que você vê eh eh como que é que é construído né o o como que a pessoa pensa e o que que unifica essa esse pensamento né que não É só de evitar não é só de eu as memórias serão despertadas né mas é esse doloroso processo doloroso aceitação de que a nossa impotência é algo que aparece diariamente lembra que eu falei para vocês quando expliquei a noção de falo o fala é aquilo
que eleva o ser humano e também decai né aquilo que eu ter ao ter confere a mim Ah o poder a beleza a a jovialidade a inteligência é aquilo também que faz com que eu possa cair principalmente se eu não tiver né Eu gosto muito daquela frase que o o Einstein Diz pro openheimer no filme openheimer ele diz assim o openheimer está em crise e o Einstein disse para ele agora é a hora de você lidar com as consequências das suas vitórias com as consequências das sua glória ou seja aquilo que te glorificou que te
fez ser o grande Doutor openheimer é aquilo também que faz com que você tenha uma grande crise na vida então a a a morte nesse sentido o irrespeitoso Muito infantilizado e eu volto a dizer aqui não é algo quando eu falo infantilizado não é que exista uma certa hierarquia de pessoas Tá mas mas existe uma hierarquia no sentido de idade né Eh existem pessoas que T 60 50 anos e vivem com pessoas de 15 existe existem essas pessoas precisam ser eliminadas da da da linguagem não mas elas estão desconectadas elas não elas não respeitam esse
processo o que a a a Mônica diz também do envelhecimento né Eh eu lembro muito de doren Grey né toda aquela metáfora do quadro que ele jamais Vai envelhecer e tudo mais eh é um processo infantil porque é na infância Por que que é infantil porque é na infância que nós tivemos a primeira vez uma Primeira ideia e que a gente achou que a gente conseguiria ser total é que a gente conseguiria ser Invencível e existe por que que isso tá amparado pela imaginação pelo discurso parental hoje eu vi uma cena muito interessante Que foi
assim uma menina de 5 anos ela vai fingir que ela vai dar um camal só dar um poder no pai o pai vai com tudo para trás e cair na piscina naquele momento aquela menina acha que ela tem poderes e é ótimo e que seja assim eu faço eu eu tô fazendo assim e a coisa tá se mexendo e na verdade é meu pai é meu irmão tá puxando por mim mas naquele momento eu acho que sou eu Qual é a questão é que quando eu sou um adulto e que eu renuncio esse processo É
como se Eu estivesse querendo voltar nesse momento voltar a ao Éden Como diz a a narrativa bíblica né voltar aquele momento em que eu achava que eu tinha poderes que eu achava que eu era eterno quem nunca quando criança até descobriu que era morte achava que nunca morria ou que ninguém morria então quanto mais nós seros inseridos nessa ideia imaginativa que por um lado é muito saudável mas se permanecer Vai fazer cada vez mais que a gente esteja desconectada à realidade e de fato não aceite por isso é infantil porque é na infância que nós
achávamos que poderíamos que tínhamos poderes na infância que nós achávamos que as coisas eram resolvidas na infância que nós achávamos que as pessoas se amavam e que as coisas existiam e Assim Segue sair disso é perder muita coisa e que de fato tem muitos seres humanos que preferem não entrar nesse jogo E aí não querem Nunca perder não deixa de ser algo bastante infantilizado melancolia então né é que é bem mais denso a melancolia se caracteriza em termos psíquicos por um abatimento doloroso uma sensação sensação do interesse pelo mundo exterior perda da capacidade de amar
inibição de toda atividade e diminuição da autoestima que se expressa em recriminações e ofensas à própria pessoa e pode chegar a uma delirante Expectativa de punição numa série de casos é evidente que também ela pode ser a reação à perda de objeto Amado em outras ocasiões nota-se que a perda de natureza mais ideal o objeto não morreu verdadeiramente foi perdido como objeto amoroso duas coisas aqui para já diferenciarmos luto e melancolia primeiro isso daqui Delírio de punição e a palavra ideal o luto então segundo ele tem uma Ideia mais concreta perde-se um objeto conhecido e
que nessa perda você vai ter igualmente um abatimento doloroso você vai ter uma sensação do do do interesse para mundo externo Você pode ter uma perda de capacidade amorosa quem perde um cônjuge pode ter uma diminuição de autoestima também pode ter recriminações contra si culpa se eu tivesse feito isso ela estaria viva eu sou um lixo mas o luto para até aqui até aqui vem o luta ó os quatro linhas aqui pega A delirante expectativa de punição não isso aqui é da melancolia inclusive o Freud não trabalha a melancolia a nível diagnóstico aqui do ponto
de vista neurótico perverso Psicótico mas nós sabemos que hoje existem duas formas de tratar melancolia na clínica ou você a trata como algo particular ou seja ele é um sujeito de discurso melancólico um tipo Clínico ou a melancolia vai estar Inserida no campo da Psicose com um Delírio melancólico né eu vou continuar segundo ponto essa questão de que a perda de natureza mais ideal Professor quando eu vejo ideal eu tenho que pensar em quê distância ideal é distância algo é idealizado por Esse é muito distanciado eu idealizo uma coisa que tá distante de mim então
eu eu gosto de trabalhar essa Noção porque eu creio que facilita muito todo ideal trabalha com uma noção de distância até porque se não fosse ideal seria real e a realidade é uma coisa que está sempre próxima já par para pensar a realidade sempre bate a porta não sei se você já observaram isso a morte sempre bate a porta se eu atravessar a rua num farol fechado de forma irresponsável Eu tenho grandes chances de não tá aqui semana que vem tá muito próximo eu só descer aqui se eu Andar e eh eh Descer as escadas
do meu prédio distraído num tropeço que eu der eu posso quebrar todos os meus ossos tá aqui do lado essa é a realidade o ideal quando eu vou dizer aquilo que eu queria tá sempre longe de mim tá então guardem isso o sofrimento melancólico É um sofrimento de distanciamento em relação a esse objeto guardemos por essa definição ficou muito boa em outros casos ainda achamos que é preciso manter a hipótese De tal perda mas não podemos discernir claramente o que se perdeu e éo supor que tão pouco doente ver conscientemente o que perdeu Olha que
legal Freud trata da ideia de doente esse caso poderia apresentar-se também quando a perda que ocasionou a melancolia é conhecido doente na medida em que ele sabe quem mas não sabe o que perdeu nesse alguém isso nos inclinar relacionar a melancolia de algum modo a uma perda de objeto subtraída a consciência diferente Do luto em que nada é inconsciente da perda então o Freud opa ele levanta uma hipótese de que existe algo de consente na perda da melancolia porque a pessoa não vai ter noção de fato que se perdeu nisso que diz que se perdeu
o quadro desse Delírio de pequenez olha só a ideia do Delírio que eu já vou comentar predominantemente moral é completado com insônia recuro de alimentação e uma psicologicamente notável Superação do Instinto que faz todo vivente apegar a vida deve no chamar atenção por fim que o melancólico não ao exatamente como alguém comp pulido de remorso e autorre recriminação de maneira normal gente ele carece de vergonha diante dos outros no melancólico destacamos um traço oposto uma insistente comunicabilidade que acha satisfação no desnudamento desse próprio as recriminações assim como recriminações Objeto amoroso que deixe se volta para
o próprio eu qual a diferença fundamental de uma pessoa enlutada de uma pessoa melancólica o enlutado se fecha o enlutado se isola o enlutado não quer falar o luto o melancólico carece disso O melancólico comunica sua tristeza o melancólico escreve sua tristeza o melancólico partilha da sua miséria o seu desnudamento Encontra satisfação nisso Olha que palavra importante satisfação né é um conceito que apare uma palavra que aparece em vários lugares né satisfação dá uma ideia de conforto satisfação é sinônimo de ausência de mudança se eu estou satisfeito com o curso por mudar se eu estou
satisfeito com o meu relacionamento por que terminar da mesma forma melancólico está satisfeito em comunicar para os outros Para o mundo a sua tristeza Esse é um TR traço fundamental que se eu tivesse um curso de psicanálise fosse um professor e fosse dar uma prova ou melhor fosse aluno e fosse fazer uma prova daqui duas semanas eu teria atenção para esse ponto que talvez o professor Pergunte a diferença entre luto e melancolia ou alguma coisa próxima disso e professor por que delírio de pequenez predominantemente no Moral como o melancólico ele carece de vergonha gente a
vergonha pode ser algo muito ruim para muita gente em muitos níveis mas se você não tem vergonha isso te coloca num lugar muito crítico na vida se você não tem vergonha sabe sabe aquela pessoa assim que fala assim não tem Nossa uma vez olha eu levei tanto tempo para entender a expressão não tem chá de cima porque chat mancol não existe né ou existe um chato mancol não né é uma Expressão não é isso uma vez a pessoa falou éigual esse negóci do novelho aí que apareceu um dia comigo né Ah mas você não tem
chado se mancol e eu levei uns 30 minutos para entender não ter chato se mancol não ter vergonha na cara te coloa em situações bastante inapropriadas para dizer o mínimo então o que que acontece com o melancólico o melancólico é alguém que quando passou por uma perda ou por algo que acha que perdeu essa perda Individual ela vai pro coletivo ela não se encerra nele mesmo ela vai para os outros então eu perdi alguém perdi um animal um melancólico que teve o dia estragado pela faz com que estrague o dia do outro está numa festa
estraga a festa estr num casamento estraga o casamento o melancólico não se aguenta na própria tristeza e ele precisa fazer com que o mundo dependendo À vezes partilhe essa Tristeza por isso que é um Delírio de pequenez né porque assim é algo que está só em você mas que devido ao narcisismo faz com que isso se alastre e que não seja suficiente que só eu esteja em prantos eu quero também que a minha amiga esteja em prantos comigo o meu analisando passar para você Mica falou assim e que faz com que eu retire ele do
tipo melancólico ele falou ele tá passando por um processo de término de Casamento ele falou assim Henrique eu também não vou ficar ligando pra pessoa todos os dias falando como eu tô mal e que eu tô chorando e querer colo todo dia ele falou eu ele não fez isso tiramos ele do do do do quadro da melancolia o melancólico faz isso o melancólico quer col quer quer colo todo dia quer choro todo dia quer que as Pessoas sintam a dor dele e dela todos os dias Mônica eh exemplificando isso que você falou as Bibliotecas né
estão eh abarrotadas de poemas eh de poetas melancólicos né quer dizer a a arte né é inundada desse sentimento né sim não há dúvida e outra coisa né já aparece aqui outra coisa Mônica que é e por exemplo acho que eles escrevem coisas belíssimas mas assim olha que interessante o Nietzsche era um poeta melancólico né eu tenho uma edição aqui do nietz que é chama melancolia é um livro mais bonito que eu tenho aqui e eh O que que é interessante quando você Faz uma análise mais fria desses poemas melancólicos o quanto que esses poetas
que são brilhantes Nós lemos eles e batemos Palmas Mas eles estão dizendo de um fragmento da realidade que só vive na cabeça deles é distanciado um outro exemplo né o o o grande Gut no sofrimento do jovem verta que inaugura o romantismo alemão como você vê aquilo ali o o romantismo é um distanciamento da vida né ele é ele é essa tentativa de que a vida seja mais do que a realidade No e crua mais do que pedras né as a a as as pedras também me ignoram uma frase melancólica Clare inspector genís ima melancólica
por Excelência e que você vê que faz com que né Igual naquele conto dela uma barata né que entre no cômodo dela vira um conto sen não mata barata ou ignora barata ou faz alguma coisa não eu preciso eu preciso dar mais comunicar isso ao mundo é por isso que o melancólico olha só que Interessante né ele ele é ele pode muito Mene confundir isso com uma missão Geralmente quem se acredita dentro de uma missão e que essa missão ela tem um campo para além dele mesmo e que é um imperativo de ser vivido a
gente encontra isso na Psicose chamamos isso Delírio né que geralmente vai ter um emissário o outro que está mandando Deus alguma coisa assim a Literatura e eu preciso fazer isso para a humanidade por isso enquadramento aqui na psicose é Roseline ch vi da Gabriel do Gabriel fazer o que diga sempre a culpa dele né você comentou sobre a necessidade dele dele estar triste e querer deixar o ambiente triste se ele não consegue ele fica frustrado e bravo com isso fica frustrado e bravo e aí tem duas reações ou ele muda o ambiente ou ele recusa
o ambiente por isso que eu falei luta e melancolia é um problema narcísico o que nós estávamos falando o O Gabriel introduziu né as pessoas que se sentem mal porque entendem que o seu luto pel um animal não é um luto verdadeiro é um problema narcísico é um problema de lembra que eu fi narcisinho narcis tudo aquilo que o fim Sou eu então você eu sofro porque você está dizendo que o meu sofrimento não é verdadeiro e Como assim eu não posso sofrer de espaço para sofrer por um hamster por exemplo para quem tem hamster
né então assim o mels eu tive um Um paciente que hoje eu continuei atendendo só a mãe dele né que E aí aí vem um lugar assim o melancólico do tipo Clínico do adoecimento ele é um tanto quanto insuportável Por quê O que mais ou menos todo mundo Aceitou ele não aceitou roseline como o assunto agora é sério eu vou respeitar tal mas daqui a pouco eu te desrespeito você falou que perdeu sua mãe você tá aqui hoje no curso de psicanálise muitas pessoas Perderam a mãe também estão aqui tem gente que perde a mãe
e não tá aqui não aceita comigo não uma vez uma analista trazendo um caso de uma analisando dela ela disse a seguinte frase eu não consigo perdoar meus pais pelo que eles fizeram Analisa pergunta o que eles fizeram ela responde morrer ela não perdoa e sinceramente ela disse não perdoa Então olha que interessante a Gente pode ter relações com objetos que são tão nocivas exageradas e que a gente pode no fundo realmente acreditar de que esse objeto é nosso tem ilusão maior do que essa de que o objeto é nosso de que existe uma propriedade
Ah mas eu paguei eu fiz eu encontrei acredite se quiser né o o filho é meu e por isso ele não pode fazer isso ã a esposa é minha a mulher é minha e por isso não pode usar essa roupa né É é uma Ilusão é um Delírio delicioso delicioso eu tenho eu tenho um amigo né eu tô eu tô acompanhando o o o grau né ele falou assim ah Henrique e o meu problema é fácil de resolver ele é um tanto quanto Cil ele falou assim é só eu colocar câmeras e ficar vigiando minha
namorada 24 horas por dia e Pior que não é tão é tão tá né fal ass você é doente né Essa Ideia de que por eu estar vigiando namorar 24 horas por dia eu Saber dela e tudo mais é infantil A onipotência eu tenho todo o poder queria ter né como eu também se eu tivesse poderes eu nunca mais faria minhas unhas crescerem mas eu não tenho esse poder Gabriel você falou dessa questão do do narcisismo vi aente uma fala de uma paciente que cerca de uns dois meses atrás ela perdeu o pai era uma
relação bem ambivalente né com esse pai e assim tem uma vertente religiosa Dela que a família era Espírita Então ela também segue essa questão do espiritismo e há anos atrás ela perdeu a mãe e ela disse assim que o pai vinha num numa sequência de autodestruição a partir do álcool a partir de não cuidado da própria saúde até que chegou um momento que pegou uma doença e acabou morrendo e ele diz assim ele fala assim né que ele queria encontrar a minha mãe mas tinha eu aqui eu não fui suficiente para ele ficar então tipo
Ela traz a Questão para ela entende entendeu Tipo assim ele morreu mas ele devia ter ficado aqui por minha causa eu seria o motivo dele ficar é é é Gabriel já falei isso alum outro momento né antes dessa aula o o momento o o ápice maior do narcisismo humano é num velório tem nada ali que você pode ver que se compara né Eh como essa frase né e é e é exatamente isso a dor como vai dizer né A dor é de quem fica né É muito difícil eu não sei se a gente pode Chamar
isso de amadurecimento sei pode ser É muito difícil você aceitar per uma coisa que você ama e aí amar em psicanálise é investir narcis né porque isso tem algo que é muito interessante qu gente pensa nessa questão dos objetos né e também da do ideal da distância do exagero o objeto ele vai ele vai ser do tamanho que você criar Essa é a verdade do tamanho que você acred tá no tamanho que você Hã defender a ideia dele a existência dele já já viram uma pessoa por exemplo que num velório x da vida de um
pai de uma mãe de um cônjuge que foi altamente abusivo com ele ou com ela e abusei o mesmo de violências físicas verbais e tal chorar horrores ali e não conseguir viver sem isso existe a gente consegue fazer isso né Eh eh a ideia a Mônica cita anteriormente a pulão de de morte né a ideia de que um objeto me me faz mal e portanto eu tenho que afastar de Mim é algo que para psicanálise não faz sentido algum pode fazer sentido nas redes sociais pode fazer sentido em alguma perspectiva psicológica mas não faz sentido
algum paraa psicanálise a ideia de que algo me eu tenho que afastar é uma ideia infantil por excelência processo melancólico havia uma escolha de objeto uma ligação da libido a certa pessoa com influência de uma real ofensa decepção vida da pessoa amada ocorreu Uma Bal sensação de objeto natural o resultado não foi o normal a libido parece a libido ser retirada objeto e deslocada para o novo e sim outro que parece requerir várias condições para se reproduzir o investimento objetal demonstrou ser pouco resistente foi cancelado mas a libido livre não foi deslocada para outro objeto
e sim recuada para o eu mas lá ela não encontrou uma utilização qualquer qualquer serviu para estabelecer uma Identificação do eu com objeto abandonado Então qual a ideia que o frud vai dizer do processo melancólico Eu tenho um objeto eu tenho uma ligação libidinal com esse objeto eu perco objeto essa ligação deveria ir para um outro objeto então eu tenho um objeto esse objeto perdeu eu vou para outro objeto o que acontece na melancolia quando eu tenho esse objeto e eu perco eu não vou para outro a ligação que tinha com esse objeto volta para
si por Isso que olha aqui para nós entendermos o laço se você passava muito tempo dedicava muito tempo a esse objeto e você o perdeu o tempo que você dedicava esse objeto você vai dedicar a si mesmo o tempo que você parava perdia ou ganhava pensando nesse objeto você vai pensar em si então o eu vira um objeto que que se faz ligação tudo aquilo que eu dedicava a Esse objeto agora Eu dedico a mim e vai ter uma identificação do eu com o objeto abandonado E por que o objeto abandonado é tão frutífero na
relação libidinal porque agora que o objeto se foi ele pode ser qualquer coisa como diz Machado de Assis né Tem uma frase que el diz assim né ele morreu podemos elogiá-lo à vontade a partir do momento que eu não tenho mais objeto existe é é é muito fácil eu Entrar no nível da seletividade de memória desse objeto eu consigo olhar hoje pra foto do meu cachorro que eu não tenho há mais de um ano que ele morreu e eu só dizer o quanto eu amava queria e tudo mais não Lembrando das inúmeras vezes que eu
fiquei bravo das inúmeras vezes que ele mordeu das inúmeras vezes que ele fez das inúmeras vezes que ele me acordou das inúmeras vezes um monte coisa então a perda faz com que a gente selecione Né O que queremos lembrar o que nos é mais palatável e o mais importante aqui entra fantasia no sofrimento o que a gente gostaria que de fato tivesse sido só tivesse sido assim frase linda do Freud a sombra do objeto caiu sobre o eu e a partir de Então se pode ser julgado por uma Instância especial como objeto objeto abandonado desse
modo a perda do objeto se transformou numa perda do eu e o conflito entre o eu e a pessoa amada Numa cisão entre a crítica do eu e o eu modificado pela identificação a conclusão que pede nessa nossa teoria de que a predisposição a docer de melancolia ou parte dela reside na predominância do tipo narcísico de escolha de objeto então eu não perdi só meu pai Eu não perdi só minha mulher Eu não perdi só o meu gato eu perdi o como eu era engraçado com esse gato por exemplo vou dar um exemp pessoal meu
quando meu Cachorro morreu eu perdi um vocabulário de palavras de sons que eu só usava com ele eu chamava ele de jogi ji para quem não sabe sabe significa nenhuma porque não existe a palavra não sei nem escrever jogi mas eu chamava eu chamava ele às vezes de Jiba ah Professor pelo jogador de vôlei talvez porque eu ouvi falar Giba dele né mas eu não não associava a Jiba eu não chamo ninguém mais de Jiba é um seu Sei lá o próprio jogador J jori Eu tenho certeza que eu não não chamo mais então eu
perdi também um vocabulário meu um Henrique se foi com a perda do objeto e aí é o Ponto Central para nós entendermos o sofrimento quando o seu eu é 100% depositado 90% 80% nesse objeto quando você perde o objeto você perde a si mesmo por isso nós ficamos tão desorientados depois de uma perda Perdemos algo da nossa identidade quando não toda a nossa identidade se a minha alegria minha tristeza Meu Prazer meu desprazer está em um objeto só problemas à vista porque quando você perder esse objeto você perá o que te dá prazer o que
te dá desprazer o que te faz sorrir e o que te faz triste por isso que a neurose tende a repartir né pulsione hã as suas ligações com vários Objetos e na perversão nós vemos o contrário como eu já falei o perverso consegue aposta e banca num objeto só e fica com esse objeto pro resto da vida né Então essa frase aqui é importante a e e aqui o Freud foi Sutil né A Sombra do objeto caiu sobre o eu então quando ele usa até de forma poética essa ideia de sombra o o o que
que gente isso aqui é genial a sombra é algo que nos acompanha quer queiramos quer não então quando coloca a sombra do objeto caiu Sobre o eu isso do objeto me que me acompanha né que que que que que é intrínseco esse objeto caiu sobre o meu eu de certa forma que não há separação entre objeto e o eu Maria edard Minha cabeça tá coçando pode falar eh Henrique por exemplo a pessoa quando ela perde objeto ela pode ter sentimento lógico porque os nossos afetos são ambivalentes né Por exemplo você perde um pai e aí
você tem sentimentos Ambivalentes com relação a esse pai aí quando você eh tem essa introjeção né Essa identificação com objeto e essa identificação narcísica e tal eh você pode ter essa recriminação e etc porque o que por exemplo você tinha a raiva dele em vez de ter essa seletividade que você tá falando das coisas boas mas aí você acaba eh a raiva que você tinha desse objeto você acaba eh voltando contra você mesmo sim isso existe é o é é o que a Gente tava falando da recriminação a questão para diferenciar Lembra que eu falei
que no Luo também tem recriminação mas a diferença é o nível é intensidade e é o fato de você não conseguir continuar na melancolia essa autor recriminação vai ser Perpétua na no lut Hum tá eu posso dizer que isso é é que tá dentro da Psicose então estará dentro da Psicose se isso continuar de forma exagerada e tornar-se algo público aí vai ter um Campo entende mas tem que ver o nível de tem que o nível de exagero e de não superação por ex se a pessoa não aceita tá perdeu o pai há 4 anos
5 anos e a pessoa ainda continua em luto continua sofrendo continua ensimesmada então quer dizer parece-me um quadro meio Psicótico porque a pessoa tá nesse narcisismo né olha o ponto ou não não é necessariamente Psicótico ele pode processo de luto ainda a aí Volta olha só a diferença aqui ó comunicabilidade carecer de vergonha tudo mais se essa pessoa está ela pode ficar no luto por 20 anos isso existe tá e continuar fazendo suas atividades na vida trabalhando mas vai est lutado vai entender que pode ser uma perda irreparável isso tem a ver com o narcisismo
mas não somente Psicose a Psicose Por exemplo Maria nesse caso seria se se atribu um sentido maior a perda por Exemplo Deus matou meu pai o diabo matou Meu Pai entende um outro retirou E aí por exemplo eu tenho uma missão em relação a isso um um um imperativo mataram o meu pai agora eu tenho que vingá-lo aí a gente pode estar falando de uma Psicose entende então assim tem o exagero mas tem essa noção de que algo que vem do outro de imperativa e e e vira um problema social a igreja matou minha mãe
Sei lá a polícia e e você vê que tá trabalhando Nível de conceito tá nesse caso que você falou pode ser um é um problema narcísico mas é um luto ainda tá Ana D tem mais uma coisa ou não eu ia perguntar aí na melancolia do bipolar né eu eu comento eu vou comentar tá Tá bom Ana eh nesse sentido assim pensemos né o meu namorado é meu a minha filha e meu filho são meus Essa ilusão é de tipo assim vamos Usar o exemplo do namorado que você perde mais facilidade talvez Perdi minha namorada
o que eu perdi foi a ideia que eu tenho de que eu era dono de alguém então eu perdi um um um eu eu perdi uma parte que era minha então perfeito Olha que legal eu diz se eu falei aqui senão eu falo de novo né quando a gente sai desse lugar do Imaginário simbólico e a dificuldade não é de perder a pessoa mas é perder o namoro né conceito é perder a família Perder o casamento e Assim Segue nesse caso o que se perde era um eu o que é um eu Ana da Maceno
é uma imagem e o que é uma imagem uma imagem é um conjunto de palavras que formam que da matéria né então isso aqui ó é a imagem de uma aliança né isso aqui tá inserido D isso aqui é é um discurso palavras que formam isso aqui e que diz que tem que colocar nesse dedo aqui que eu não lembro o nome desse dedo aqui não sei se é anelar esse dedo não lembro e que quando tá Na mão esquerda você tá casado se tivesse na mão direita namoro e tudo mais quando essa pessoa perde
E aí no caso vamos dizer que seja possessiva e tudo mais ela perdeu a ideia de que ela tinha algum poder igual quando era criança e perdeu um brinquedo que se achava dela entende então a possessividade ela é bastante infantil porque ela vai ela vai est sempre próxima a a essa ilusão de que algo é só seu e que algo não é da vida é uma Evitação da castração também porque lembra castração Separa né separa e nomeia E aí eu não quero separação e eu fiz a minha nomeação esse objeto aqui é meu e ponto
acabou então a dor da perda de um relacionamento é porque você dizendo meu cachorro você er deer de umito com pessoa eas vezes você só vai desse jeito com aquela pessoa a nível de risada nível decia nív subjetividade né e é por isso que eu disse para nós entendermos Sofrimento tem que ver o quanto estava ligado libidinalmente narcisico um parceiro e que você faz tudo com esse parceiro a queda vai ser muito pior óbvio que vai entende isso então perder um eu é perder essa imagem e é claro dentro do campo do domínio aí dessa
ilusão tão desejosa tão maravilhosa e tão infantil tá bem Ana a outra Ana agora boa noite gente Ô Henrique eu queria que você falasse um Pouco sobre pensando na estrutura da Psicose tá Por que que quando há uma perda às vezes é uma estrutura que nunca apresentou nenhum nenhum sintoma produtivo nunca entrou em crise nunca teve uma questão delirante de repente diante da perda de uma perda desencade às vezes uma uma crise uma uma um surto Psicótico Por que que a perda uhum provoca perfeito tem a ver com a conclusão do nome do pai tem
a ver com com uma questão da fragilidade mesmo da Estrutura é o que acontece Ana eu poderia dar essa resposta Nel lacaniano que acho que seria mais resposta mais completa mas eu vou dar uma resposta a nível frediana apenas tá porque enfim até pro pro para respeitar aqui o o o acompanhamento da turma né ã o que acontece o lembra na própria aula anterior que eu dei sobre e a Psicose do Freud ele vai dizer da perda da realidade da neurose na Psicose né E que ele vai dizer que a Psicose ela não Vai aceitar
né a perda de uma realidade e vai tentar remodelar essa realidade a explicação melhor que eu encontro para isso ané é o seguinte o Psicótico ele leva muito a sério muitas vezes a sério demais o que nós conseguimos não levar tão a sério e o que nós conseguimos dentro da forma neurótica de partir eu consigo fazer uma piada do objeto que eu perdi eu consigo comprar outro objeto eu consigo né Por exemplo consigo ter outro cachorro consigo fazer Uma brincadeira do meu cachorro eu consigo não ter cachorro nenhum mas deslocar para outra coisa o Psicótico
ele é como se ele tivesse menos ferramentas Então essa perda vai ser muito mais séria essa habilidade ou melhor dizendo operação que nós encontr na neurose pegar essa libido que estava no objeto ir para outro é como se não tivesse na Psicose é por isso que o Psicótico quando ele perde o objeto ele Ele consegue se desligar mas dele desligar não da realidade em si mas do próprio eu e aí entra o processo de surto eh seria porque ele não consegue deslocar usar a ferramenta de deslocamento sim entendeu É é a ideia do da Infiniti
zação que acontece na na Psicose o objeto ele se torna é um objeto infinito dentro dessa estrutura então é um objeto igual da erotomania o o o que caracteriza a a a a Psicose é o é a Rigidez no discurso e a certeza né e a certeza isso era ele ponto final era ela tinha que ser é dificílimo a gente ver essa rigidez na neurodes durar a coisa quando você perdeu no primeiro ano né Ah tinha que ser ele e tal o neurótico consegue abandonar os objetos consegue entendeu na Psicose também mais complicado para finalizarmos
aqui da da da eh na verdade aqui na Mania melancolia que foi até a pergunta da Maria Duarte Olha só na Mania o eu tem Haver tem de haver superado a perda do objeto ou o luto devido a perda ou talvez o próprio objeto e fique então disponível todo o montante de contra investimento que o doloroso sofrimento da melancolia havia atraído do eu e vinculado ao lançar-se como um faminto em busca de novos investimentos de objeto o maníaco também mostra inequivocadamente sua libertação do objeto ao qual sofreu se o amor ao objeto refugia na identificação
Narcísica o ódio atua em relação a esse objeto obstrutivo insultando rebaixando fazendo-o sofrer e obtendo uma satisfação sádica desse sofrimento Isso aqui é uma segunda coisa o Freud Eh Maria Duarte e todos aqui que me escutam ele não tem grandes elaborações sobre o quadro da mania Até porque não era ali o o o Tava na ordem do do dia do do estudo dele tá mas a ideia que ele vai dizer é o seguinte depois que o maníaco né no estado depressivo H minimamente supera essa perda ele entra estado de mania como um faminto e ele
vai buscar ali a ocupação de todos os novos objetos e que vai fazer com que H essa ocupação maníaca dê conta do Tempo Perdido porque o bipolar ele vive num num conflito de sempre tentar recuperar o tempo perdido o tempo perdido na fase da depressão né E aí ele fica tão depressivo tão para baixo tão ilutado que quando ele sai ele sempre está ali combatendo o tempo combatendo a A a a a velice e ele ele entra no estado de certo desespero por consumir a vida a ja vista também porque estava num num lugar ali
que entendia se estava perdendo a vida então é basicamente isso que o FL trabalha não tem grandes elaborações o que ele coloca aqui embaixo que é bem importante né se ele vai dizer se o amor objeto eh refugia-se na dificação narcísica e o ódio vai atuar em relação a esse objeto substitutivo insultando rebaixando e Fazendo sofrer ele encontra uma coisa muito interessante também né é possível encontrar numa perda ou no caso aqui da melancolia uma certa satisfação sádica e que vai estar no campo ainda da comunicabilidade de cara ser vergonha que é aquela pessoa que
incessantemente fala para todo mundo o quanto que o objeto que se foi que a ideia que se foi era algo ruim e rebaixa essa ideia Insulta essa ideia insulta essa pessoa né É aquele negócio assim não não não tem o respeito aos mortos não deixa a pessoa morrer né a pessoa sempre quando você toca o nome ela vai e cita novamente e sempre apontando O que fez de pior existe uma satisfação sádica no sofrimento aqui né E E por que também porque o Você tá vivo né e a pessoa ou a ideia tá morta então
é como se houvesse uma vantagem nisso e faz com que né através do ódio a pessoa ali consiga né Ridicularizar o quanto possível desse objeto perdido mas aqui é é uma questão mais particular para finalizar a melancolia tem algo mais eh no conteúdo que o luto normal nela a relação com o objeto não é simples sendo complicada pelo conflito da ambivalência Essa é ou constitucional Essa é ou constitucional Isto é própria de todo o vínculo amoroso desse eu ou nas das vivências ocasionadas pela ameaça da perda do objeto por isso a melancolia no tocante Aos
motivos pode ultrapassar bastante o luto que via de regra é desencadeado somente pela pra real a morte do objeto portanto na melancolia travam-se inúmeras batalhas em torno do objeto nas quais o ódio o amor luto entre si um para desligar a do objeto o outro para manter a posição da libido contra o ataque né aqui o Freud sempre vai destacar o quanto que o ódio é é uma operação ã ativa o quanto o ódio é uma operação de ataque o quanto o ódio é uma Operação que dinamiza e movimenta a vida então aquilo que eu
já falei para vocês no outro momento quanto mais você odeia alguém alguma coisa mais você vai gastar energia para a manutenção desse ódio né o amor ele tende a a a a a ser confundido muitas vezes com paz com Quietude com com com pouca dinamicidade o ódio não o ódio ele dinamiza o ódio é Violento o ódio é conflitivo o ódio nunca fica parado tá quem odeia tá sempre em movimento e aqui né a gente Falado um pouco da poesia eu peguei a dialética de V de Moraes porque é o que resume de melhor forma
que eu encontrei na na música né O que é a melancolia é claro que a vida é boa e a alegria a única indizível emoção é claro que te acho linda e em ti bingo é bendigo bendigo perdoe-me o amor das coisas simples e é claro que te amo e tenho tudo para ser feliz mas acontece que sou triste então né brilhantemente escrito aqui por V Moraes essa ideia né Para finalizar da melancolia de que por mais que eu possa ter todos os porquês por mais que eu possa ter todas as razões por mais que
eu possa ter todas as as formas ali existe um querer existe uma recusa existe uma tristeza que pode conferir parte da minha identidade e que como a gente sabe muito bem ainda hoje né a tristeza a melancolia a dor o sofrimento não são coisas não são afetos que são tão rapidamente expulsos da vida das pessoas pelo contrário podemos ter Cantores reconhecidos pela tristeza por exemplo a house hoje acho que tem aal também que faz muito isso né cantoras cantores que assumidamente escrevem mas me mutam Aqui quem é que teve essa Audácia de me mutar hein
Ah se eu pudesse descobrir isso ia ver o que acontecer hein que ousadia já me chamaram de lacr E agora me me me fazem isso né enfim só tem uma pessoa nessa sala que pode te mutar é a única pessoa quem Roseline não quem quem que pode te mutar nessa sala o jand é Ué só ele pode não faria isso comigo ele não faria isso comigo Eu jamais faria isso cara Paria como fez fez te mutou é uma canção uma canção romântica verar esse rapaz aí você me mutou já mas não qualquer um pode mutar
Não fui eu não olha Danielle provocando intrigas hein falando se era roseline Dani só vou te perdoar por conta da cachaça viu ou do Cachaça do cachaça aí filha eh bom Maria Duarte aí Finalizamos eh não eu só queria saber se você tem alguma referência com relação ao manejo algum artigo algum livro tá sobre sobre a melancolia é eu tenho duas referências primeiro essa referência histórica que eu sempre cito o melhor livro que tem pelo menos Até onde eu sei sobre o registro da melancolia na história A Tita da melancolia tá de Jean starobinski um
registro Fantástico quem quiser se aprofundar no tema inclusive Ele vai mostrar o quanto que a melancolia acabei não falando hoje né o quanto que a melancolia sempre foi algo pessimamente mal interpretado por todo mundo até Freud no Virado do Século XIX século XX a melancolia era entendida como algo proveniente do do diabo algo inatural antinatural do ser humano tá então aqui eu recomendo muito essa leitura é fantástico do do jbin Mas isso é um registro histórico E aí Maria eduarte de manejo Clínico tem alguns Artigos e um outro livro que vai falar Inclusive tem um
livro que o Gabriel até citou não sei se ele citou na introdução dele do Christian dunker que ele lançou recentemente lutos finitos e infinitos né Gabriel isso também tem essa produção Mas eu posso recomendar depois no grupo também mais artigos tá Inclusive tem um capítulo desse livro aqui tá da versões da Clínica psicanalítica Erick lauran e aqui ele vai colocar um capítulo sobre a melancolia enquadrado no na Psicose tá Que é melancolia dor de existir e covardia moral eu já adianto para vocês o quadro da melancolia para a psicanálise não sei de outras Vertentes falando
da nossa é um quadro bem complicado tá é um quadro que geralmente o psicanalista não vai ter tanta coisa a contribuir porque na análise pessa não quer sair né exatamente a análise é uma experiência que você tem você tá em constante conflito com a realidade por isso que o Analista questiona tanto o ideal né o analista vai encurtando né E aí a pessoa ela vai fazer uma renúncia Clara manifesta a realidade então a psicanálise costuma ter pouquíssimo aproveitamento com os melancólicos eh e não é um grande problema para nós porque a nossa dinâmica não tem
que mudar por causa disso nós entendemos que não que alguém seja certo ou errado mas que existem como eu estava dizendo uma certa um certo respeito à realidade né um Certo jogo da vida que todo mundo joga né se você quer se recusar a jogar tudo bem é seu direito mas há consequências para tal né o próprio Freud eh eh intitulava o luto como uma neurose atual e ele achava que eh a psicanálise ela trata muito melhor as neuroses né de transferência exatamente E aí né Depois isso foi corrigido mas Freud pensava assim né é
essa ideia da Mônica você falou bem legal né a a o melancólico é alguém que não faz transferência né com Analista então é muito difícil mesmo o melancólico não vai respeitar livre Associação o melancólico ele vai se recusar a perder o objeto né então a o eu dele já tá completamente imersivo né simbiótico uido né como vai dizer não tem distinção né então é realmente bem difícil tá muito obrigado então aqui a audiência semana que vem nós V ter se vocês terão a última aula comigo que será sobre psicologia das massas análise Do eu tá
e depois vocês não me verão Nunca mais a verdade é essa ou talvez se vocês permanecerem vocês me virão em lac e talvez eu tenha feito aqui oi Dani que que foi Você não vai falar nada da prova como que vai ser se a gente faz na hora se a gente faz depois vou mas eu vou dar mais uma semana de angústia para vocês que que vocês acham Tá bom obrig obrigada né ele tá nesse clima melancólico ele quer se despedir na Melancolia agade experiência só vou fazer o qu isso vend você seja oão viu
eu quero isso não quero gente ai me cobrando ai você tinha que fazer ai Henrique mas eu não durmo ó Rose foi com você isso aí ó roseline não roseline o que dizer da roseline né roseline é roseline roseline R Line onde é que eu posso mutar ele é não não vai mutar não encerra a gravação aí por tudo que não é sagrado e nos vos semana que vem Tá e a recomendação de leitura é o livro tá qu coisa eu posso encontrar um um