É muito bom, muito bom! E aí, o que você fez na faculdade? Quais são as coisas assim que você fez e por uma significativa na faculdade?
A gente começou com a teoria da literatura, né? E aí a gente começou com a graduação. A gente tinha que fazer apresentações.
Ela começou também e a gente ficou nervoso na sua primeira apresentação. Pensei muito em como ter vergonha. A gente fez uma apresentação sobre a literatura, focando nas escolas literárias.
Estava com o modernismo e a nossa apresentação foi apresentada pela apenas nesses Morais. E a nossa apresentação chamava "Cinquentinha", né? E aí a gente tentou fazer uma coisa diferente.
Estava todo mundo de uma espécie de uniforme. A gente entrou todo mundo vestido de preto e branco no local, querendo falar sobre o modernismo, e ao todo mundo de preto entrou uma pessoa de branco para declamar o poema, né? Com fundo musical, que era "Rosa de Hiroshima".
E aí, depois, algo colorido – um lenço colorido, chapéu, alguma coisa assim, né? Agora estou feliz, agora que percebo essa cultura em mim. E aí, nos próximos, queriam que a gente colocasse do outro alguma coisa colorida.
Aí, no final, você vê que quem usava preto e branco acaba mudando para algo colorido. Aliás, essa foi a primeira apresentação que fizemos. O pessoal ficou morrendo de medo do professor.
Vocês não estavam com medo do professor, né? Ele é terrível, mas maravilhosa, né? Engraçado, porque era a primeira apresentação.
Normalmente, a gente já tem muita pressão. Oi, Iaiá, a questão era de decorar. A poesia não precisa decorar, mas se esquecer alguma parte complica, né?
Não é difícil para ter essa atenção. Tinha o palco, tinha luz, a gente teve que aprender, né? Colocar a trilha sonora, a gente tinha que aprender como entrar e onde ficava melhor posicionado, porque às vezes a gente tinha que se virar para fugir um pouco da luz, já que estava tão nervoso.
Mas foi a primeira apresentação e depois a gente vai virando mais cara de pau e se soltando um pouquinho mais, a ver. E o professor falou assim: "A apresentação é em grupo, mas lá na frente visual", eu pensei: "Pronto, lascou! Sou eu mesmo que vou esquecer".
O porém é que todo mundo tinha que estar afiado. A vida foi muito legal, mas foi mais um dia de trabalho para ligar depoimentos, né? E aí as pessoas se ligam: "Ah, mas essa primeira experiência, se você parar para pensar, foi a melhor para vocês.
O que foi mais legal para você? " Para você, Elane, a primeira vez que entrou na faculdade foi essa primeira apresentação. Como você encarou?
O que foi de bom e o que aconteceu de ruim? Eu acho que, para mim, como eu entrei na verdade, muito insegura e com a autoestima baixa, me senti a Keila por conta da idade. Tudo isso, eu acho que deu uma levantada em mim, porque quando eu estava nesse grupo, de repente, eu me vi organizando as coisas e acontecendo.
E eu achei legal que as pessoas estavam vindo, né? Elas queriam saber o que eu achava, né? Elas queriam saber a minha opinião.
Então, eu acho que para mim foi bom, assim. Eu vi que eu estava participando igual aos outros. Eu estava quente, eu podia fazer parte do grupo, da turma, assim, né?
A sensação de estar no palco junto com todo mundo e vendo que os outros estavam me ouvindo, queriam que eu falasse – isso foi marcante, entendeu? Então, continuando agora, qual a parceria? É a segunda, segundo momento que lembro.
Acho que a gente teve a Literatura e os Ossos de mil; isso. A gente tinha que fazer uma peça, né? E aí decidimos fazer uma releitura dos "Saltimbancos".
Eu fiz o roteiro, escrevi isso, e já estava percebendo que eu estava muito na frente, engrossando a história. Na verdade, era muito grande, mas éramos alunos. Fui adaptando "Saltimbancos" para colocar muitos mais personagens, então fiz uma adaptação que tinha três cachorros, dezesseis gatos.
É engraçado que cada um tem uma personalidade. Tinham duas gatinhas mimadas, que na verdade eram conhecidas como as roqueiras, e havia um gato roqueiro chamado “Rockeiro”. Aí elas acabaram ficando roqueiras e ninguém curtindo a noite, né?
Tinha dois cachorros que seriam o Dama e o Vagabundo, e também uma poodle que decide fugir com esse vira-lata, porque era uma zona. Tinha um casal de burros e a mocinha doente – minha princesa. Eu fui burra, arte, né?
Mamãe começou 80 eu fui burra. Era um casal que estava decidido a fugir da fazenda. Aí eu peguei a minha bobinha e a gente fez uma cena de todos se encontrando no palco.
Mas foi muito legal! Eu lembro que nessa apresentação caiu uma chuva fortíssima, uma tempestade, e a gente ouvia o barulho da chuva do palco. Mesmo assim, a gente pensou: "Nossa!
A gente saiu tanto e não vai ter público porque está chovendo! " E a gente. .
. enfim! Eu tenho a senhora nosso grupo – Alienígena – que misturava super bem.
Ela tinha feito um painel lindo, que era o livro da Fazenda, costurado com as árvores entrepostas. A gente se preparou tanto! A gente tinha figurino, ensaiou, fez a dança, a maquiagem.
Treinamos a maquiagem com vídeos da internet. Aí todo mundo ficou pensando que não ia ter público. E, para nossa surpresa, tinha.
Vinha gente se molhar, mas tinha público, né? Mesmo com a chuva, foi uma coisa legal. A gente achou bonito passar na chuva.
Uma experiência legal! Muito legal! Ele até fez uma adaptação de "Thriller", do Michael Jackson, em um mês.
Lidar bem bacana. E aí, depois disso, eu lembro que fiz migração para o dia, sabe? Com os poemas de Fernando Pessoa.
E essa apresentação também foi bem legal, porque a gente sabe fazer um ambiente de bar e montou um bar assim, desceram lá no palco, né? E a gente não tinha nada do bar, só as roupas. Eu cliquei nesse ao aqui.
Aí a gente foi no baile da faculdade e pediu emprestado tudo, e eles emprestaram tudo, mas veja, a cadeira e a mesa, então a gente montou em cima do palco. E aí, no meio do palco, a gente colocou o piano. Tinha um amigo no nosso grupo que tocava piano, então virou meio uma caverna ali em Salou.
E aí, na hora que a gente começou a soltar algumas músicas, cada um levantava da mesa com a garrafa e reclamava com ele, e voltava para a mesa para fingir que estava ali, como se estivesse tomando. Daí, no momento que a apresentação continuava, ficou muito bonita e marcante. Depois, a gente foi explicar literatura norte-americana em inglês, a coceira para a Daniela.
Aí a gente deixou lá o poema de Walt Whitman, muito legal, né? E "Carpe Diem", tudo que a gente tinha na direita. Aí deu um nervoso maior, e no Brasil a gente estava nervosos com a maestra, em português e em inglês.
Esse amor eu lembro muito de perguntar: "E você e o Paulo, que é profissional, né? Como se fala essa palavra? " O que era o inglês arcaico, né?
Tinha muitas palavras que a gente não conhecia, né? E aí eu lembro dele falar isso para mim: "Eu não sei, vamos descobrir. " E ele me levou a contar para o óleo a minha vez de falar.
É um cenário de ingressar, raio que mostra, "nosso legal descobriu mudar". Legal, né? Me diga, realmente a gente não se deve talvez não saiba.
Quatro moças e ela falava, mas o plano já errei. A gente estava tenso, mas e a venda mesmo? Aí, muito legal.
E depois, com a Dani, também a gente fez uma adaptação da "Tempestade", de Shakespeare, e eu, como sempre, fazendo o número comigo, né? Eu fui o Talibã. E aí eu lembro que quando a gente pega essa, comecei a pesquisar sobre essa personagem na internet, como é que eu vou, seu cabelo, todas as peças e filmes que eu ia.
Ele era um homem negro. Estava na peça toda, porque ele estava na ilha abandonada. Conversa comigo.
E eu vou ter que interpretar o homem negro. E como é que eu vou fazer isso, né? Não gamo da revolução de interpretar, aquela apaixonar.
Mas o João Paulo Hergessel que tinha feito a adaptação disse: "Não, essa personagem é sua. Você é o que a gente vai fazer. " Aí eu lembro que foi uma vestimenta muito meia, muito fraca, amarrado para parecer que estava sem borda, muito pancake na pele para conseguir ficar um pouco mais por ele, pelo menos para parecer um sapo tomando sol na ilha.
Uma peruca apareceu de repente, de alguém. Tinha uma peruca e aí eu falei: "Sem bom, eu tenho que criar uma voz. " Oi!
E aí eu fazia uma voz que era meio cultural, eu falava o tempo todo desse jeito. E aí, o engraçado dessa peça foi um amigo do Caio que foi assistir à festa. Depois da peça, ele disse: "A senhora já foi a minha parte da peça.
" A informação estava em quase todas as cenas. Fran era aquele bicho, aquela coisa. Pronto, legal!
Ele tinha um vizinho, então deu certo, né? Porque a gente não deu muito certo, ele não me viu, Paulo, né? Porque eu estava pintada, com peruca e toda a parafernália.
E agosto que realmente não aparecesse comigo. Então eu tinha criado uma voz. Tudo, então foi muito legal fazer essa peça.
E o mais legal foi saber que ele não se achava no pano lá. Então deu certo. Ajudou.
Muito legal, muito legal, apresentação! E aí, quando a gente tem professores que nos fazem tudo isso daqui, não colocam, né? Se a gente começa a fazer isso na sala de aula também, né?
Roberto, Samuel, perfil. Não sei, não, a gente. Eles, todos vocês, me inspiraram muito.
Cada vez com poder para. Só lembra que você fez isso? Vai pagar também!
Copiei de você, tá? Estou te copiando. Eu acho que a gente inspira, né?
Quando a gente fica professor, a seguir fazendo aumento mais prazeroso. E que demonstram estar também felizes naquela aula, fazendo aqui. Eu acho que isso é muito importante, para você estar feliz fazendo aqui.
É muito ruim quando você percebe que precisa mostrar seu jornal. Está feliz, que ele não gostaria de estar ali, né? Eu acho que a gente ensina mais pelo exemplo, né?
Pela nossa costura, pelo jeito que falamos, não só porque a gente fala, né? Porque a gente sabe, mas como a gente estava. E aí eu trouxe muita coisa disso para a minha sala de aula.
Os seminários, todos os alunos ficam tensos. Eu acho que a maioria não faz seminário, porque é o primeiro contato deles. E aí eu falo com eles: "Olha, treino é treino, jogo é jogo!
Vocês entraram na faculdade, professor vai pedir, não vai te ensinar. Então vamos aprender aqui, que eu quero ensinar para vocês como é que a gente faz, que a gente fala, que a gente põe slide, como que a gente aborda para fazer uma apresentação do trabalho. " E aí a gente vai estigando, dando-se!
Uma corrente especial, até que eles acabam entrando na onda de querer fazer uma coisa especial e acaba, às vezes, até se caracterizando ali de acordo com aquilo que eles estão apresentando, né? Seja uma vanguarda, é assistir a uma escola literária, romantismo ao modernismo, e eu falo muito de contextualizar. É importante você saber o que estava acontecendo na sociedade daquela época, entender a relevância do movimento.
Não explique para os seus amigos que está acontecendo aqui, não vão aumentar. Então, aí eles conversam e a gente pode ir com a roupa, pode fazer irmão, padre, pode passar o carnaval, olhos. E daí vão surgindo as ideias sobre essas partes deles mesmos para tentar ambientar todo mundo ali naquele período.
Aqueles estão ajudando naquela escola e o Dora, né? O máximo! Vou dando corda o máximo possível.
Mas é, tem algo que fica tipo "tesoura". Você está fazendo isso com a gente, mas é para o seu bem. Quanto mais você falar, vai se dar melhor, mas eu não vou estudar literatura.
Mesmo assim, querido, e, da ar, você está sempre melhor. Você saber falar já é um passo. Aos poucos, eles vão entendendo a importância disso tudo.
E agora, vocês em semiótica, vão chegar a não fazer nenhum tipo de apresentação, assim, no primeiro semestre, com Luiz Fernando. Estava trabalhando, acho que, na linguagem. Aí a gente fez uma rádio novela legal, eu fiz o texto também.
Era uma novela meio estilo mexicana, né? Aquelas novelas mexicanas. E aí a gente ensaiou e apresentou.
Então, atrás de uma cortina, a gente fez um varal, com lençol, para que eles não vissem. A gente ficou atrás para que só ouvissem o som, né? Só nos ouvidos das bolhas.
E eu tinha todos os efeitos sonoros: a partida na porta, os passos, o tapa que alguém dava no rosto. Então, foi muito legal a gente brincar com essas coisas da sonoridade e fazer as pessoas imaginarem. Depois, legal era que alguém falava: “O que que era fulana?
Nossa! Tá com a gente todo dia e não consegui achar quem era ela! ” Foi uma experiência muito legal.
Não foi para vocês também que fizeram uma montagem? Os alunos do colégio Dom Aguirre foram assistir também. Foi o que era sua matéria?
Porque só a gente estava trabalhando também literatura brasileira. E aí era o modernismo. A gente fez a semana de artes, a gente fez tudo de novo como se estivéssemos apresentando.
E aí eu fico trazendo, que você vai vir cá mais. . .
Não é? E todo mundo muito bem vestido, né? Bom social, ali todo mundo de vestido e penteado no dia, né?
E aí o legal foi isso, os alunos do ensino médio então aqui foram assistir essa apresentação. E aí a gente tinha combinado com os outros colegas que não sabiam a cena, para eles saberem o que iria acontecer, o que nós iríamos atualizar. E como eles iriam reagir.
Então, tinha coisas que eles aplaudiram. Vai ser de muita coisa e eles vaiaram. Eles não moravam mais, tinham papel pronto para jogar.
Esses eram os colegas, e vocês que tinham os papéis para jogar. E os alunos ou sabiam o suporte e apresentaram. Nesse momento, eles estavam nos ajudando, sendo a pele do que a gente estava apresentando.
O engraçado é que os alunos do ensino médio e eu, muito, como reagir. Porque eles estavam assistindo à apresentação, todo mundo pertinho, né? E, de repente, alguém do meu grupo começa a gritar: “Tal, chega aí!
Que é isso? Tava boa! Que apronta!
Vocês são artistas! ” E começaram a saber coisas assim. Muita gente vaiar!
E aí eles odiavam. "Grosso, o que tá acontecendo? A gente vai embora, a gente fica, a gente vai também", né?
Que causou mal-estar em mim e eu achei muito legal. Eu te dar para você realmente entender como é que. .
. Pois é, a gente tava, não sai assim. A gente tava esperando acontecer.
E tinha um pianista também, né? Eu tinha um pianista. Também tinha dança e tocando, mas era o Roney que fez o Villa-Lobos.
E também tinha sempre por perto, para a gente não sair de artista na nossa patinha, cantor. E a música, o dinheiro da gastando o violão. A gente sempre arrumava alguém ali para fazer uma participação.
Foi muito legal a reação dos alunos do ensino médio. Foi muito. .
. acho que eles não vão esquecer da semana de 12. A tristeza para ele é muito boa, porque eles estavam estudando isso na sala de aula, né?
Em literatura, a pessoa já tinha, já passei para eles, né? Agora, então, estou esperando entrar na semana de artes com a apresentação de vocês. Tchau!
Assim como era à noite, né? À aula, o ensino médio, eles normalmente se faziam presentes nas apresentações, né? Principalmente ligados à literatura.
A gente fica ainda no mesmo corredor, anime, ele dorme, esse pé.