no último dia tivemos conforme todo o país a audição e o acompanhamento de uma mensagem de Natal a primeira de um primeiro-ministro que não vive nem vê o país como 99% dos portugueses vivem ou vem numa mensagem dirigida ao país repito a primeira desde que é primeiro ministro de Portugal Luís Montenegro falou num dos países mais seguros do mundo ninguém ou quase ninguém hoje em Portugal consegue ver esse país ninguém nem quase ninguém hoje em Portugal consegue pensar que acorda num país seguro e que se deita num país seguro Este não é sequer um fenómeno
das grandes cidades ou das grandes metrópoles das capitais de Distrito ou de regiões hoje em praticamente todo o país das maiores cidades às menores povoações os portugueses sentem o peso da insegurança a ameaça da criminalidade da violência ou do tráfico de droga mais escondido ou à luz do dia os portugueses sabem que o país mais seguro ou dos mais seguros de que fala ao primeiro-ministro de Portugal não existe existe apenas na cabeça de PS e PSD que ao longo de 50 anos quiseram fazer valer e quiseram fazer acreditar o país que não era preciso melhor
polícia mais polícia mais autoridade e mais firmeza para combater a criminalidade e para combater a desordem agora claro o país já não sente só em pequenas bolhas essa criminalidade e insegurança Como disse de início o país todo sente hoje a insegurança nas ruas e queria que uma mensagem de natal de um primeiro-ministro fosse precisamente uma mensagem de tranquilidade uma mensagem de esperança e uma mensagem de garantia de que estará ao lado das forças de Segurança contra os criminosos que estará ao lado das forças de Segurança contra aqueles que querem desprestigiar e destruir a polícia que
estaria ao lado das forças de Segurança contra aqueles que estão sempre ao lado da bandidagem em vez de estarem dos polícias Luís Montenegro não fez nada disso optou pelo mesmo discurso redondo que António Costa poderia ter feito ou outro qualquer primeiro-ministro antes dele nem só na segurança se focou o discurso do primeiro-ministro na noite de natal disse também que se orgulhava de levar de liderar um governo que pela primeira vez em muitos anos tinha aprovado um orçamento sem aumento de impostos mais uma vez um primeiro-ministro que vive e vê um país que 99% dos outros
portugueses não vivem nem vem como é que se pode falar de impostos quando tivemos um orçamento que continua na mesma linha do partido socialista a retirar Impostos sobre o a retirar de impostos sobre o consumo para pagar em benesses que quer dar noutras áreas como é que podemos falar de impostos quando o governo seguiu a mesma linha que o PS seguia de carregar nos Impostos sobre o consumo e nos impostos indiretos para financiar a despesa do estado e e o tamanho e o peso do Estado a lógica deste Governo foi a mesma que a lógica
do partido socialista tirar a quem trabalha tirar a quem investe tirar a quem consome para distribuir por áreas Muitas delas de gente que não faz nada nem quer fazer nada é a mesma lógica de carregarem impostos para depois distribuir e não é muito diferente do que fez o partido socialista Aliás não só em termos de carga fiscal como mesmo na diminuição real dos impostos teríamos o governo de luí Montenegro a par do governo de António Costa sem grande dificuldade um governo prevê cobrar mais em multas que prevê cobrar mais em coimas que quer continuar a
retirar e a carregar nos Impostos sobre o consumo não pode ser um governo que fala de impostos na noite de natal oo da hipocrisia for as pensões de di um aumento de pensões sem truques ao contrário do que teria acontecido noutros anos o país todo viu e assistiu que apenas uma participação e uma força dos partidos da oposição no Parlamento levou a um aumento das pensões que fosse minimamente visível para as pessoas só a capacidade do chega de gerar maiorias contra a vontade do governo gerou um aumento de pensões em Portugal como é que o
primeiro-ministro pode dizer que neste orçamento de um governo liderado por si houve um aumento de pensões sem truques quando para aumentar pensões teve que se gerar no Parlamento uma Coligação contra o governo para garantir que estas pensões sobretudo as mais baixas eram verdadeiramente aumentadas em Portugal Luís Montenegro disse que a estabilidade e o prestígio deveriam ser mantidos isso é uma evidência Eu só não sei se mais uma vez o primeiro-ministro veu o país com os óculos e com os olhos de 99% dos seus compatriotas falar de referencial de estabilidade num governo que andou à procura
de uma crise a todo momento ao longo do último ano que procurou por mera vantagem eleitoral Que Se conseguisse provocar a destituição ou a queda do governo ou não aprovação orçamental para se vitimizar um governo que tem um primeiro-ministro que acaba de ver na madeira cair outro governo e mesmo assim se recusa a tirar o apoio ao Líder desse governo Regional indiciado por crimes de corrupção mostra bem como Luís Montenegro não vê o país com como 99% dos portugueses o vem Finalmente um primeiro-ministro que depois do ano que tive os de enorme instabilidade e insegurança
na saúde hesitou ou recusou dar aos portugueses qualquer palavra de esperança ou de firmeza ou de Assunção de responsabilidade do falhanço que o governo teve na saúde recordo que este foi o ano em que o país mudou de governo e uma nova maioria no dia 10 de Março permitiu varrer o governo do partido socialista que há anos governava este governo permu um plano ali para saúde os últimos meses foram paradigmáticos da crise Nas urgências do aumento ou da não diminuição esperada de listas de espera da dificuldade de se aceder a uma cirurgia em Portugal ou
às consultas da especialidade e não ouvimos uma palavra do primeiro ministro assumir essa responsabilidade nem a dar ou anunciar uma estrat para a vida das pessoas por isso esta mensagem de natal podia ter sido muita coisa mas não foi foi uma mensagem de natal de um primeiro-ministro que parece não viver no mesmo país em que os restantes portugueses vivem e que da Segurança ao combate à corrupção ou ao combate à degradação da saúde hesitou ou recusou dar a palavra decisiva a palavra que os portugueses esperavam num momento difícil como este dentro poucos dias iniciaremos um
novo ano um novo ano civil e um novo ano político em Portugal nenhum outro voto que eu possa fazer é tão sincero e autêntico como este a esperança de que com o novo ano venha um governo pelo menos com um espírito novo para resolver os problemas que se mantm e que se agravam e que se agravaram ao longo do último ano que no próximo ano em que não sabemos se o governo durará ou não durará se o primeiro-ministro se manterá ou não se manterá se o orçamento será aprovado ou não será mas podemos e devemos
exigir um espírito novo e diferente daquilo que se viu nesta mensagem de natal para garantir que os portugueses vão ter a mudança que esperam e a mudança pela qual votaram no dia 10 de Março e eu acho que nós já tivemos ao longo deste último ano por várias vezes esta conversa eh sobre a segurança e e sobre sobre os dados e eu acho que os acontecimentos dos últimos meses sobretudo à volta da grande Lisboa mostram bem que esse sentimento já não existe e que esse país ficou já para trás vimos também que houve um aumento
da criminalidade grave e da criminalidade organizada Isso é uma evidência é reportado pelas polícias e é constante dos dados acho que um primeiro-ministro que se vê Face a Face com este problema que enfrenta como enfrentou na capital ao longo dos últimos meses problemas tão severos e tão graves que toda a gente sentiu eu acho que vir à televisão dizer só que Portugal é dos países mais seguros É vivendo num país em que 99% das pessoas já não vive e temos que passar deste discurso para discurso de como é que vamos garantir que a insegurança e
a criminalidade não continuam a assolar o país nem continuam a afetar a vida das pessoas H primeiro nós não temos dados ainda relativamente ao ano todo deste ano porque não o acabamos e portanto só no próximo ano é que vamos ter esses dados o que sabemos é que em relação ao ano anterior portanto deste ano para o ano anterior tivemos um aumento muito significativo na criminalidade organizada e na criminalidade grave e esses é os dados que temos para já tudo o resto são Dados provisórios que não refletem ainda até ao final do ano os dados
gerais da criminalidade eu aliás mas vamos ver no próximo ano tenho muitas e dúvidas para não dizer que tenho praticamente a certeza que nós vamos ter um aumento bastante acentuado a alguns tipos de crimes ao longo do próximo ano sobretudo crimes relacionados com violência urbana crimes relacionados com tráfico de de droga e eh infelizmente com violência doméstica eh parece-me que isso é uma evidência e mesmo que a palavra estagnação este ano como usou fosse verdadeira era uma estagnação já elevada visto que ele vinha nos últimos do anos a aumentar significativamente e portanto seria sempre uma
estagnação em alta finalmente Este não é um sentimento de redes sociais Este é um sentimento que é partilhado hoje Provavelmente por todos os principais autarcas do país todos os principais autarcas do país eu estava aqui a ver alguma grande cidade falhava mas em praticamente todas as grandes cidades do país os autarcas têm encaixado do aumento da Insegurança do aumento da criminalidade pelo menos do que eles sentem na sua gestão do dia a dia e da necessidade de mais polícia não me vou referir ao caso de Lisboa que tem sido Evidente ao caso do Porto ao
caso de Far ou caso da madeira ou caso do Funchal aliás e que parece Evidente portanto eu acho que quando o primeiro-ministro é primeiro-ministro liderado de um governo cujos autarcas da próprio partido não se têm parado de queixar do aumento em segur da criminalidade eu acho que fica evidente quem é que vê o país de forma diferente dizer não é o chega nem os autarcas do PSD nem os autarcas do PS e e do PCP que vem o país todo errado é certamente o primeiro-ministro que o está a ver errado e no próximo ano diferença
vamos evidentemente S uma coisa é a porcentagem de crimes que aumentam como o tráfico de droga como isou criminalidade geral e organizada o Portugal ser um país hoje seguro eu acho que é uma coisa tão evidente que não há dado que eu possa desmentir que Portugal não é hoje um país e seguro na perspetiva H O que é análise de segurança pode ser sempre variável e pode ter métricas variáveis como lhe digo eh acho que se fizer essa pergunta hoje a 90% dos autarcas portugueses eles vão lhe dar a resposta e são eles que vivem
diretamente o dia a dia são eles que acompanham As populações e são eles que todos os dias sabem o que é não haver polícia ora porque é que nos queixamos de não haver polícia é porque há insegurança e porque não há estabilidade nessa segurança não perspetiva vale mais do que os dados que existem os dados como digo houve um aumento geral da criminalidade no último ano de 99% a criminalidade grave e organizada classificação Portugal ser um país e só isso de criminalidade grave e organizada já basta para dizermos que Portugal está a piorar em termos
de segurança e acho que é tempo do primeiro-ministro dizer ou só ou vamos esperar que haja um aumento de 50% para depois dizer bom tínhamos razão há uns anos atrás ou eu estou fardo de ter razão fora do tempo eu acho que é tempo de em vez de andarmos permanentemente atrás do juízo dizer Portugal está a piorar na segurança estamos a piorar na criminalidade é tempo de pegarmos nisto e de lidarmos com isto em vez de andarmos sempre à procura de desculpas para não o fazer não honestamente não não me estou mesmo a referir a
isso estou a referir-me ao facto que eh pelo menos pelo que se tem ouvido e e e pela análise de eh dos principais analistas e também do da análise da da das decisões políticas eh parece difícil que haja uma maioria para o orçamento do próximo ano mas estamos a uma grande distância disso por isso é que eu queria dizer que não sabemos se vai ser aprovado se não vai não sabemos se haverá estabilidade política ou não mas há uma coisa que sabemos é que esperávamos e Esperamos que o governo tenha pelo menos um espírito novo
para lidar com os velhos problemas e não o mesmo espírito velho do partido socialista que tem mostrado para lidar com os problemas que eu quis dizer foi que nós tivemos um governo novo a 10 de Março e uma maioria nova mas o espírito do governo parece ser o mesmo do de António Costa a lidar com os era isso que me referia Teremos muito tempo para orçamento estado muitos meses pela frente isso certamente será será analisado a seu tempo muito obrigado obrigado a todos