Boa tarde eh pessoas lindas do SUS eh queria muito saudar a cada um de vocês dizer que da nossa parte né é do Instituto Fernandes Figueira que é a instituição executante de um conjunto de tarefas junto ao ministério da saúde e que é e e no contexto da qual né dessa atividade estamos trabalhando com vocês para vigilância do óbito eh saudar muito a as nossas eh pessoas que trabalharam esse tema de forma tão intensa né Mércia Rosana e Saionara agradecer muito o esforço de cada uma porque é delas o fruto desse trabalho com o qual
muito nos orgulhamos e que a gente agora tem a possibilidade de est compartilhando com você Eh esses momentos de discussão eh então espero que vocês aproveitem muito essa discussão de hoje e que a gente possa eh est juntos muito mais vezes ainda neste ano e e lembrar que a gente tá né com eh a turma né do curso de vigilância também acontecendo lembrar que eh a interação com com os profissionais dessa que estão fazendo o curso é super importante pra gente estimulá-los a se manter no curso aproveitar muito porque eles são profissionais fundamentais pra gente
dar continuidade a esse trabalho tão intenso de vigilância do óbito para reduzir não é o que a gente quer é reduzir esse óbito e a gente sabe que é possível então Eh saudar muito eh eh essa reunião de hoje e dizer que a gente acredita muito no nosso desafio de hoje recomendar recomendar e fazer se ouvir esse é o nosso desafio que a gente vai buscar aqui trabalhar e encontrar soluções um abraço grande para cada um bom eh nós vamos eh iniciar então Eh o nosso webinário de hoje né dia 18 de julho com a
seguinte organização né o webinário o tema é recomendar é preciso agradecer a c aqui por estar aqui conosco e a todos vocês por estarem aqui conosco eh nós temos a seguinte organização desse webinário a primeira fala será da Adriana Dias do comitê de São Paulo vice-presidente do comitê de São Paulo eh a Adriana enfermeira eh tem formação na área de gestão eh na área de saúde pública né tem o seu mestrado eh é vice-presidente do comitê Estadual de vigilância da morte materna infantil do Estado de São Paulo e responsável do grupo de enfrentamento a mentalidade
infantil e fetal da Secretaria de Estado de São Paulo eh e teremos a Renata Reis D Renata Reis é médica pela Universidade de Brasília ginecologista e obstetra eh atualmente é coordenadora Geral de atenção à saúde das mulheres do Ministério da Saúde uma trajetória profissional eh ligada à a questão né da da da humanização do parto né aonde a gente tem o vínculo integrante a Dra Renata do Global doctors for Choice e da rede feminista de ginecologistas e obstetras agradecer a presença delas eh a participação nesse evento e teremos também a moderação pela Dra Regina Aguiar
que todos já conhecem foi a nossa palestrante do primeiro webinar né falando sobre grupos técnicos e o comitê né questão dessa relação e ela estará então junto com a gente ao final das duas apresentações fazendo um seus comentários e uma moderação nós vamos na medida do que for possível e tudo faremos para pegar todas as perguntas e dúvidas do chat lembramos que vai ficar gravado eh e a gravação será disponibilizada no portal de boas práticas do Instituto Fernand FIP tá então vocês não precisam se preocupar eh em relação a isso ficará um depois nós dentro
da rede muitos de vocês que estão hoje junto com a gente participam do nosso grupo de ZAP da rede colaborativa e tem um acesso então bom cada uma das eh nossas convidadas né Adriana e Renata terá aí em torno de 30 minutos tá bom vamos começar pela Adriana e na sequência com a d Renata vamos lá vamos lá então Eh primeiramente Eu Quero Agradecer o convite É uma honra estar participando desse webin ário que traz eh muita sustentação paraa gente que trabalha na questão nas estruturas dos comitês que fazem vigilância e prevenção na rede de
atenção então já foi devidamente apresentada e eh o tema da da minha apresentação recomendar é preciso eh então Mateus tá colocando eh pode passar pro próximo Mateus Por favor eh eu trouxe eh pode passar o próximo eu trouxe eh rapidamente paraa gente olhar pro conceito o primeiro conceito eh de comitês trazido eh ele não o que que ele mudou né de quando nós iniciamos a questão da dos comitês congregando As instituições governamentais a sociedade civil organizada cuja área de atuação era a saúde da mulher pode passar o próximo então quando a gente traz isso para
nosso dia a dia hoje nós temos né Eh o entendimento da inclusão Então hoje os comitês deixaram de ser comitês de mortalidade e eles passaram a ser comitês de vigilância e prevenção e agregado a morte materna também estendeu-se a binômio né então nós falamos da Seara infantil e da fetal e mantém a mesma formação né de organização só que eh hoje eu vou trazer para vocês toda vez que eu falar Saúde da Mulher nós vamos ler saúde da mulher e da pessoa eh pensando eh na na inclusão no nosso respeito em relação à pluralidade de
Corpos que nós temos eh eh aqui no Estado de São Paulo e convidá-los eh a quando me ouvirem que vocês se enxerguem no seu cenário de atuação considerando que eh o nosso papel de nessa questão da da da Visão epidemiológica para vigilância e prevenção ele é correspondente né Eh dada as características de cada território então o Estado de São Paulo vem utilizando nos seus documentos já H algum tempo nas suas atividades eh e isso tá muito alinhado ao Ministério da da Saúde eh este este núcleo né a qual aqui tá representado pela Rosana que é
uma ponte direta e eu agradeço muito eh o apoio que o comitê estadual de São Paulo tem da Rosana agradecer a saonara a mér a Cíntia A Regina é uma parceira de longa data né né nesse nesse trabalho aí é árduo nessa nossa resiliência nessa nessa questão e e e a Dra Renata Reis nós já conhecemos rapidamente mas é um prazer poder representar o estado de São Paulo num tema tão importante então Eh para Além da questão da da que eu vou trazer né tratar sempre Saúde da Mulher eh manter né o exercício do nosso
papel no controle social e tudo aquilo que eh os comitês com seus objetivos eh eles são mantidos né de de identificar magnitude as causas fatores determinantes propor as medidas que previnam a ocorrência e chamar atenção Para para que a gente guarde essa definição porque desde os do início né quando o Ministério da Saúde trouxe isso a proposição de medidas ela está lá né Eh então eu vou deixar tá pra gente eh discutir isso um pouquinho mais para frente mas é importante que a gente fique com esse conceito pode passar por favor e aqui eu trouxe
para falar eh alguns slides eu vou falar rapidamente Mas por que que eu fiz questão nós fizemos um uma reunião prévia de alinhamento e aí eu fiquei pensando como trazer a questão da recomendação E como que esse esse Case no Estado de São Paulo eh ele começou sem nós passarmos por essas fases né sem a gente narrar essas fases a gente não consegue se enxergar no cenário da recomendação então ele todo começa lá nas investigações né que elas nos proporcionam eh as informações dos problemas podemos chamar de falhas podemos chamar de lacunas assistenciais mas que
vão eh ou que contribuíram né com as ocorrências que em morte e aqui eu chamo atenção para uma prática eh atual no Estado de São Paulo que não falamos só de morte Mas também da quase morte que é o nmis e o quanto isso traz agravos né Não só eh onerando a prática da gestão da assistência mas os agravos e as sequelas que trazem né pros núcleos pros núcleos que eh passaram por assistência nessa rede de at e E é né e um evento sentinela a recomendação do comitê Estadual é que todos eles sejam inseridos
nas análises para que a gente possa eh desenhar o perfil epidemiológico eh para além das ocorrências que levaram à morte e essas investigações elas trazem elas nos dão subsídios para que os sistema de informação eh de mortalidade sejam eh alimentados de forma adequada né e considerar aí que se os fluxos estiverem formalizados atualizados e que eles vão trazer uma estrutura para que essa vigilância ocorra então eh eh eh e isso é de extrema importância e são os pilares pra gente começar nossa conversa e por que que eu coloquei vigilância epidemiológica porque no Estado de São
Paulo a gente coloca a vigilância epidemiológica como Pilar como o centro eh a o balizador das nossas ações eh e óbvio né Eh a gente tem uma divisão administrativa que muitas vezes eh eh esses esse setor não tá inserido eh próximo dos comitês Então isso é um dificultador paraa prática mas a gente vem aí eh tentando diminuir esses espaços e por fim falar dos comitês né Por que trazer esse comitê eh nesse primeiro slide porque a gente tem muitas dúvidas aqui no Estado de São Paulo eh vem muitas dúvidas pro comitê Estadual da importância ou
da necessidade de se ter instâncias chamadas de comitê ou grupos técnicos que façam a vigilância do óbito Então se a gente for pensar que a formação dessas negações né Eh elas partem do princípio de uma base ordenadora do Ministério da Saúde onde eh a notificação do óbito é compulsória então isso eh quer dizer que se essa base ordenadora Traz essa questão entende-se que o estado as regiões e os municípios têm por responsabilidade manter esses núcleos inseridos no seu cenário de gestão e considerando ainda a nossa corresponsabilização como gestores na Seara da política da Saúde então
Eh esse é o nosso é o nosso primeiro passo paraa gente falar Eh sobre a questão da recomendação próxima por favor E aí dito isso se os comitês precisam eh existir esses comitês precisam respeitar eh sua formação então esses comitês eles precisam estar balizados em portarias governamentais formalmente publicados então no Estado de São Paulo desde 2019 a gente tem vem trabalhando com essa questão da formalização dos comitês Regionais baseados na distribuição territorial do Estado de São Paulo e isso traz o quê né Eh que a formação eh o o amparo legal a partir dessa desse
respeito né as publicações tem amparo legal Para quê Para aquilo que a gente trouxe no começo né as investigações se a gente for pensar na linha de cuidado for pensar na integralidade da assistência eh que a gente pretende a partir disso porque infelizmente nossa base para os comitês são os óbitos e os quase óbitos então pra gente pensar no que que nós faremos a partir das investigações continuando Nossas ações como eh membros dos comitês para que a gente evite novas ocorrências assim eh da formação esse amparo legal nós conseguiremos manter nossos sistemas de apoio e
aí os sistemas de apoio quais são né o de informação de nascidos vivos barra sistema de informação de mortalidade para que a gente consiga concluir essas questões essa esse objetivo do comitê nós precisamos que os comitês tenham seus fluxos formalizados Quais são os fluxos né seu Regimento a divisão da das tarefas de cada membro dada a importância da composição desses comitês próximo por favor e aqui é que no caminhar né no caminhar dessa análise eh da da magnitude do número das causas nós encontramos alguns algumas Barreiras as máscaras das causas são uma né então no
Estado de São Paulo quando a gente olha paraa morte da mulher da pessoa a idade fértil que não está inserida né como óbito eh o agravante que ocorreu eh dentro do do período obstétrico também eh é um é um importante caminho para que a gente consiga que as informações sejam fidedignas e o perfil da morb mortalidade eh O que que a gente tenta trabalhar que isso isso seja traçado previamente nos territórios pensando que né quando a gente tem um histórico aí de análise e de vigilância em prevenção que a gente entenda eh Qual é o
qual é o perfil Eh que que essa que esses óbitos ou que esses quases óbitos eh tiveram para que a gente possa né analisar a questão dos indicadores que eles nos trazem mas também que a gente possa eh desenhar a implementar eh a manutenção atualização de protocolos assistenciais pensando aí no no subsídio que essas informações estão nos trazendo e esse nosso trabalho eh quando Nós pensamos aí eh em alimentar os sistemas que a gente possa diminuir cada vez mais né os subregistros as sub informações e que os nossos indicadores sejam cada vez eh mais de
qualidade por quê Porque os indicadores eles nos mostram em tempo real qual é o nível da assistência que nós estamos prestando para eh essas pessoas essas mulheres que acessam à rede próximo por favor E aí ainda pensando né Eh como que os comitês olham para essa questão da investigação Então tem muito uma questão a gente tem um um tempo um tempo regulamentar para cumprir isso mas como a gente olha né pra magnitude do nosso território em relação à desintegração fam por exemplo né Se a gente for pensar nisso eh ocorre mudança de endereço mudança de
de municipe como que fica a estratégia eh do do da investigação para que o comitê possa a partir disso levar estratégias no território para que novos eventos não voltem ocorrer então colocar dentro do dos dos comitês dos grupos dos grupos de trabalho E aí lei esse grupo de trabalho aquele município que não tem condições né de ter um comitê atuante eh e ele eh pelo número de de RH mesmo mas o quanto a gente precisa manter essa estratégia e aí para que a coleta de dados seja fidedigna pontual e e que a gente possa fazer
a conclusão no menor tempo possível trazendo essa estrutura né eh do do comitê e aqui eu coloquei articulação intersetorial por quê quando a gente olha pra rede né o quanto a rede é importante a gente trabalhar quando a gente falar de de rede eh eu trago que eh recomendar é um verbo presente atuante no Estado de São Paulo mas a articulação a gente trabalha muito isso porque a gente precisa dar as mãos a gente precisa se fortalecer neste nicho de atuação para que a gente possa integrar de fato para que a gente possa de mãos
dadas fortalecer o caminhar nessa linha de de cuidado porque eh estar estar nos comitês não é uma tarefa fácil porque a gente precisa eh a gente precisa de estrutura emocional para entender cada caso singularmente e entender aonde nós podíamos ter eh onde nós podíamos voltou né Ah tá que a gente podia ter atuado para aquele óbito ou para que aquele quase óbito não tivesse ocorrido pode passar e aí falando de tudo isso né Eh qual de que território eu tô falando de que dimensão eu tô falando falar para vocês que o estado de São Paulo
e sabidamente por todos vocês ele tem vários Estados dentro dele ele tem países dentro dele o que nos remete a pluralidade de perfis sócio econômicos culturais e como desenhar as políticas eh de saúde a partir das análises análises que foram feitas na vigilância barra comitê E por que falar vigilância barra comitê porque muitos muitos lugares a vigilância epidemiológica é a representada também pelos comitês e alguns lugares não Essas instâncias são eh São estão em lugares diferentes e esse desenho eu trouxe para vocês eh propositalmente verem que vigilância epidemiológica tá em amarelo vigilância sanitária também está
em amarelo porque aqui no Estado de São Paulo nós temos esses dois eh essas duas áreas como Pilares para que o comitê possa de fato não só eh o olhar pra estrutura da rede mas ter um perfil da assistência E aí todas as outras demais né desde atenção primária rede assistencial toda a estrutura estadual e municipal que transita aí nessa questão do comitê Estadual Óbvio ordenada aí pelo nível nível nacional e aí é o qual nós estamos eh aqui falando hoje eh trazida aí pelo Ministério da Saúde mas quando a gente Traz essa questão ordenadora
pro território chama atenção pro trabalho dos comitês e eles estão ali inseridos como apoio fazendo parte da rede Então os comitês de vigilância o comitê Estadual ele sempre se coloca na posição de apoiador apoiador das redes apoiador das coordenadorias trazendo o quê trazendo uma composição de eh de de de um consenso com as pessoas que fazem parte dele para levar de fato eh recomendações que possam elaborar as políticas de saúde para mulher e para pessoa que acessam à rede de atenção materna infantil E aí quando eu Trago essa questão da rede materna infantil eh O
que que a gente trabalha muito no Estado de São Paulo que para além da rede cegonha essas mulheres essas pessoas também transitam nas demais redes por Por queê que elas transitam porque quando a gente fala de integralidade a gente acessa né a rede de urgência e emergência a rede de pessoas com doenças crônicas pessoas que precisam eh acessar a rede de deficiência a rede de atenção psicossocial então como é que os comitês Eles olham para essas necessidades E aí pensando né No que eu trouxe para vocês eh da dimensão do Estado de São Paulo então
falar para 62 regiões de saúde 645 municípios 17 departamentos regionais de saúde barra todos os departamentos regionais de saúde T seus diretores e esses diretores são os respectivos presidentes do comitê Regional então percebam a complexidade quando a gente traz esse desenho pra gente analisar a estrutura paraa Nossa estratégia de trabalho o quanto eh o quanto isso traz o sustento para que a gente possa eh falar de uma composição macro né que eu acho que é isso né a gente precisa pensar para além do nosso nicho de atuação como falar eh eh recomendar para um macro
pensando na na política de saúde eh então pensando aí mais uma vez falando mais uma vez que nós membros dos comitês somos estruturas de apoio sempre contínua e ininterruptamente pensando aí na assistência à saúde da mulher e da pessoa próximo por favor E aí eh para falar né como recomendar num estado tão complexo Como o estado de São Paulo quando vocês olham para esse esse gráfico a gente tem um gráfico de de ter com uma tendência aí a a queda mas olhando pro para essa dimensão eh e que se 20 óbitos e são definidos como
aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde quando olhamos Estado de São Paulo tem muito trabalho pra gente fazer E aí óbvio né a gente tem um um aumento de 40% em 2021 que foi ocasionado pela pandemia covid-19 onde muitas mulheres e pessoas morreram com covid e outras por covid é dados agravos né que esse período trouxe mas eh olhando para o estado de São Paulo e pensando que a maioria das mortes que ocorrem são evitáveis e dentro dessas causas evitáveis nós temos quatro que são as principais né que são as mortes por hipertensão as mortes por
hemorragia pós-parto as mortes por sse e por abortos inseguros então pra gente pensar né que nós não podemos permanecer numa zona de conforto quando a gente olha para esse número apesar de saber que nós temos aí eh muitas ações a gente trabalha muito é um orgulho poder falar do Estado de São Paulo porque assim a os profissionais os gestores que atuam nessa questão da vigilância da prevenção tem um trabalho incansável né então Eh hoje mesmo né antes de começar eh esse webinário a nossa fala era né do quanto SUS é maravilhoso do quanto eh as
estratégias que trazem fortalecimento que trazem eh potência energia pro nosso dia a dia são válidas e falar do Estado de São Paulo é poder eh falar que as recomendações que o o o comitê Estadual traz leva conjuntamente pro território eles eh abraçam eh com a vontade com eh eh com a vontade de que o cenário de fato eh eh que a assistência de fato eh melhore se qualifique em relação à necessidade de cada mulher e cada pessoa pode passar e aí essa essa é uma recomendação do do do comitê estadual e que é utilizada pelos
comitês regionais e toda vez que eu falar barra regionais a gente estende isso pros municipais e dos municipais também das instituições porque quando a gente Traz essa questão da potência do trabalho desses profissionais no Estado de São Paulo eh o quanto isso vem se organizando nos últimos anos e o quanto olhar paraa estratégia das três demoras eh elas nos balizam em relação à gestão então quando eh nós estamos na olhando paraa investigação e e definir em qual momento se perdeu aquela mulher aquela pessoa ou aquela aquela criança a gente consegue entender e devolver né Eh
a recomendação pensando na responsabilidade no âmbito da gestão E aí novamente vem né Eh o quanto é importante a gente conhecer o perfil dos usuárias que acessam a rede previamente né para que a gente possa prever né Eh um cenário dentro de um cenário eh eh que Abarca as questões né de de de instituir condições e protocolos para essa rede então primeiro rapidamente falando se a primeira demora foi na decisão ou da mulher barra pessoa eh ou da sua rede de apoio de acessar a rede aí vem a pergunta né que vai já faz a
gente já pode remeter a recomendação eh o quanto essa rede está organizada o quanto o acesso dessa rede no pré-natal tá organizado para receber x número de mulheres ou pessoas inseridas na na rede né Por qu se não se não teve entendimento dela se não Ou pode ter tido desconhecimento para entender o momento de procurar assistência ou de reconhecer o problema ou foi falta de vontade ou ela não tinha apoio da rede sócio familiar Ou era questão cultural o quanto a rede se comporta em relação a à inserção dessa mulher dessa pessoa na rede se
for a segunda demora eh político administrativo de várias ordens que a gente pensa né Se ela teve dificuldade para chegar a unidades adequados Qual é o conhecimento desta desta mulher dessa pessoa das unidades de referência Qual é o vínculo que ela teve com essa rede a rede de fato atende às necessidades nós temos eh no Estado de São Paulo hospitais que obrigam eh mulheres as pessoas a passarem avaliação numa unidade para chegar na sanidade de referência Isso é uma luta que a gente tem eh porque assim eh Nem sempre o que é óbvio ele acontece
então Eh infelizmente a gente já ouviu eh o chamado pitstop para que ela passe por avaliação Para ver se realmente ela precisaria de uma avaliação por exemplo numa instituição que desce atendimento a alto risco então isso também é uma barreira de assistência ainda os meios de Transporte como que se dão os mees de transportes na segunda demora como que é eh a segurança pública dá para as estradas então percebam o quanto a gestão tá presente nisso e a terceira e maior que é eh escala e presença de profissionais 24 horas nas instituições os protocolos atualizados
e e e e atuantes né Eh no seu contexto todo eh a instituição tem eh Agência transfusional Banco de Sangue como é que se dá a questão da da da previsão da rede né como é que essa discussão na rede espera eh eh essas pessoas que têm eh a potencialidade de ter eh o nascimento naquela instituição próximo E se nós sabemos a partir de tudo isso que nós falamos onde como e porque os óbitos e os quas óbitos ocorrem próximo a gente vai voltar a falar das funções dos comitês então aqui para não me eh
alongar Quais quais as funções do comitê né além de eh identificar os óbitos apontar medidas de intervenção para redução na região de sua abrangência que os comitês não são eh congregações que vão culpabilizar pessoas ou serviços e a gente precisa lembrar isso o tempo inteiro né para eh que os comitê sejam agentes de de de apoio de Fato né para aquilo que a gente traz paraa questão da rede em relação à política de saúde pode passar e aí então Voltamos ao nosso tema se eh recomendar é preciso eh e os critérios que a gente vai
utilizar sempre serão os critérios de evitabilidade porém nós não podemos nos limitar à análise e isso eh que é um eh é um trabalho que o estado de São Paulo vem fazendo desde 2019 que para além da análise né Eh do óbito o que que quais são Nossas ações né quais são eh Nossas ações A partir dessa análise o que que o comitê de fato precisa fazer Então esse é um trabalho que eh O Estado de São Paulo vem fazendo para que de fato eh aquilo que nós falamos lá no começo que eu pedi para
vocês guardarem o conceito eh qual é o cerne da questão do comitê se nós somos agente de vigilância e prevenção então recomendar é preciso dentro da nossa atuação próximo por favor e aí vem a pergunta né O que é recomendar recomendar é que a gente possa a partir de uma análise baseada em evidências né porque eh O que a formação do comitê ela prevê isso profissionais que conseguem olhar e a partir de de evidência científicas definir o que que é necessário fazer para evitar novas ocorrências então recomendar é indicar é aconselhar é encarregar mas formalmente
né e tudo isso é quando nós falamos que não nossa função é de da parte de Educação de capacitação de apo nós fazemos isso com base num núcleo de discussão eh e o quanto isso precisa ser frequente que vieram de dados que são sistematizados e alimentados eh nos nossos sistemas e que geraram indicadores e esses indicadores vão nos dar subsídios para que nós possamos recomendar próximo por favor e como recomendar né eh nós tínhamos aqui no Estado de São Paulo eh nós temos né eh todas as reuniões elas são registradas em atas porém o o
a as recomendações elas tinham o hábito de no final das atas elas saírem como desdobramentos porém esses documentos Eles não têm eles não seguem um fluxo né porque as atas elas registram em geral São arquivadas Então essa dificuldade o comitê est Estadual passou a enxergar então o ato de recomendar ele deve ser feito através de ofício nós estamos trabalhando aqui com o impresso de recomendação e eu pedi desculpa inclusive paraa Rosana porque eu estou em período de férias e e meus meus documentos eu não consegui trazer para vocês hoje mas que esse esse impresso vai
passar por análise do comitê estadual e uma vez aprovado ele Serv de base não que ele será um documento eh único né mas que ele sirva de base para que os comitês modelem né nas suas necessidades e passa façam isso de recomendação paraa sua rede mas nós temos hoje eh a recomendação que todas eh a recomendação das recomendações né que saiam por ofícios ofícios que sairão do dos comitês de onde foi feita né a a do do núcleo que foi feita a investigação de onde foi feita a discussão e a análise do caminhar né do
óbito ou do quase óbito e quais as recomendações para rede e seja ela em em qual Instância for pode passar e quando a gente fala de eh recomendação direcionada E aí no caso o que nós falamos até agora foi para individualização de cada caso discutido mas nós temos também no Estado de São Paulo uma recomendação que foi feita a partir de eh da análise e e quando você se a gente se remeter ao gráfico que eu apresentei da Razão de morte materna ao longo dos anos eh e ela se Manteve eh nas quatro principais causas
então nós precisávamos de uma estratégia a época eh o o grupo de enfrentamento à morte materna ele era atuante hoje ele não é mais mas como ele estava dentro do comitê eh e e ele foi coordenado por mim durante os anos eh eu tenho propriedade para apresentar esta recomendação então quando Nós pensamos em uma recomendação que abarcasse essas quatro principais causas que mas que fosse eh uma estratégia para o estado todo e que os gestores entendessem a necessidade de implementar essa estratégia emergencialmente então nós eh juntamos um time de peso aí de profissionais de Alto
gabarito para pensar num documento que atendessem as necessidades eh em âmbito assistencial então Nós pensamos eh num documento orientador que atendessem eh e previssem as emergências obstétricas então nós publicamos eh duas versões né de uma nota técnica eh CB né que tá dentro da comissão intergestora bipartite que orientassem os gestores das maternidades a montar Essas caixas treinar os profissionais para que atendessem as Emergências e as emergências ficaram né uma caixa para Emergência hipertensiva uma para Emergência hemorragia pós-parto e uma para sepse esse essa foi uma grande recomendação do do comitê estadual e que até hoje
ela é disseminada dentro das maternidades nós conseguimos fazer composição e apoio paraas out outros estados outros estados Conseguiram fazer isso Por quê né porque a nossa função e como vigilantes né vigilante e e e e e arduamente trabalhando na prevenção e aí então nós temos uma nota ordenadora temos um documento pode passar o próximo eh quem quiser acessar é esse essa parte da nota Ela tem 22 páginas que orientam o gestor o profissional eh seja ele médico enfermeiro farmacêutico a como fazer eh eh eh operacionalizar esse esse documento para eh de fato que Essas caixas
possam de fato estar presentes então uma grande recomendação E é monitorada né E aí eh não é monitorada pelo comitê por quê Porque o comitê ele olha paraa questão dos dados dos indicadores então quando é ação nós temos dentro do comitê eh área técnica da Saúde da Mulher da criança nós temos atenção básica nós temos eh que fazem aí eh um monitoramento das questões ordenadoras da rede então uma uma coisa faz link com a outra tá bom pode passar outra estratégia de recomendação é a disseminação de conteúdo então o Estado de São Paulo vem ao
longo dos anos e isso foi uma um aprendizado que a pandemia covid nos trouxe que foi né de eh trazer disseminação de conteúdo que abarcasse tanto a questão da Vigilância e da prevenção da Morte Mas também da saúde da mulher e da pessoa e da criança então hoje nós temos 211 aulas direcionadas obviamente que enquanto grupo de enfrentamento ele estava atuante isso era com maior frequência e hoje né é uma menor frequência mas se mantém como estratégia do comitê porque Nós acreditamos que eh a capacitação as atualizações né para os profissionais e gestores são necessárias
e eh nós temos essa necessidade eh de ampliar quanto mais a gente puder ampliar essa forma eh de do do do da atualização dos gestores dos profissionais traz eh paraa rede só eh positividades e aí quem que quiser tem o o link de acesso e é de acesso para eh fica no YouTube é de acesso para qualquer profissional são aulas de no máximo 1 hora3 e que são eh transmitidas inclusive por eh passadas inclusive por celular pode passar e aí eh quando a gente traz né Essa questão eh de recomendar então assim a recomendação ela
parte do princípio que todas todos os casos foram discutidos pelo comitê então a vigilância Fez análise e o comitê discutiu uma vez discutida e chegaram a um consenso né consenso de reuniões que são eh eh feitas com com com frequência com participação de todos os membros eh e uma dificuldade que o comitê Estadual eh entende é o quanto a gente tem dificuldade para ter eh a participação de todos no comitê e sabidamente né que nós temos eh eh inúmeros compromissos mas eh o qu a importância de se manter os integrantes para essas discussões dos comitês
e que essas discussões quanto mais frequentes elas forem maior facilidade a gente vai ter recomendação por os presentes do comitê eh seja a institui seja a associação seja o órgão de classe a sociedade as coordenadorias a secretaria as áreas técnicas os conselhos né Quanto mais a gente discutir maior será a nossa facilidade de integrar a rede entender as necessidades da rede porque essa composição traz a transversalidade eh da apresentação da da das políticas de saúde na linha de cuidado e aí eh a uma vez feita a recomendação formalizada E aí através né do do do
impresso que a gente definir seja ele um impresso eh que o o Estado tenha seja através de um ofício qual quando será seu cronograma de execução por eh a gente precisa definir Em que data ele vai ser realizado eh Para quê Para que ele não se torne mais um papel Guardado na na minha pilha de tarefas que eu tenho a fazer porque eu preciso pensar na que que a assistência é ininterrupta as mulheres e as pessoas continuam acessando a rede e se aquela lacuna assistencial aquela falha aquela falta de protocolo aquela falta da escala de
médico 24 horas né Eh que a gente não precisa ter pacotes de resolução eh do Nascimento que são os famosos pacotes de parto para que a gente tenha de fato um uma coerência técnica assumida onde eu faço assistência nessa rede de atenção então precisa ter um cronograma de execução e uma vez esse cronograma de execução feito ele precisa ser exequível então eu preciso conhecer com quem eu tô falando para quem eu tô falando para quem eu tô estou recomendando então percebam a importância da composição do comitê a importância de que o cenário que o território
de trabalho ele seja de conhecimento porque eu não vou falar para um gestor fazer em 30 dias uma coisa que ele não conseguiria fazer em 180 então recomendar também é ter apropriação de que aquilo de fato poderá ser realizado no Estado de São Paulo a gente fala muito de equipe de apoio definida nós temos no Estado de São Paulo equipes dentro dos drss dentro das coordenadorias que podem dar suporte e apoio paraas questões das recomendações então eu posso citar aqui eh eu eu chamo de Tríade que é uma Tríade que sustenta a rede eh dos
comitês a rede de atenção que é são articuladoras da saúde da mulher e da criança são os articuladores de atenção eh eh primária saúde e são os Os articuladores que trabalham segurança qualidade e humanização então percebam quando a gente fala isso é um é um é uma Tríade potente que pode po trazer apoio porém é claro que uma vez conhecendo a rede E aí quem traz muito isso pra gente a vigilância epidemiológica a vigilância sanitária vai falar olha isso é possível isso não é possível mas a gente precisa de fato conhecer o nosso nicho de
trabalho monitoramento eh quem vai acompanhar o que foi proposto né Eh Porque alguns desvios muitas vezes precisam ser tomados e esses precisam ter indicadores né se daquilo que foi proposto se tá tendo resultado considerando aí o que a gente eh pensa em relação às recomendações que é eh não deixar que novas ocorrências que culminem em morte ou em quase morte voltem a ocorrer próximo E aí a interlocução de extrema importância e como a gente capilarização então algumas coisas a gente já já ouviu aqui mas levar as informações paraas instâncias colegiadas né porque aquilo que a
gente produz os gestores precisam saber eh o que que tá acontecendo como está acontecendo E por quê porque eh a a a questão para que eles percebam a a a importância e e que eles consigam eh desenhar as suas políticas dentro do seu território Então essa é uma forma importante que os comitês têm de fazer pode passar o próximo e não só né Eh nos meios eh nos meios eh intergestores mas eh através de de periódicos a gente pode fazer isso para alcançar mídias sociais a gente tem muito essa questão eh de poder eh disseminar
o conteúdo mas para levar isso para as instâncias eh intergestoras a gente precisa que e algumas coisas algumas não né que todas as ações sejam pactuadas e o que que é pactuadas quando a gente fala que os diretores de departamentos regionais de saúde são os respectivos presidentes eles eles são a voz dos do âmbito Municipal então quando a gente fala de comitê Regional de vigilância e prevenção a gente tá falando que na Instância do Estado de São Paulo de 17 DRS nós temos 17 pessoas denominadas como a voz do território para 645 municípios então tudo
que o comitê fizer eh precisa eh passar por anuência desse diretor desse Presidente para que isso se torne lá na frente política de saúde sedimentada a partir daquilo que os comitês produziram pode passar e a que eu trouxe para vocês não é o termo que o o comitê Estadual eh utiliza a gente tem um termo que é passado porque isso traz muitas dúvidas né como eh com a lgpd hoje como trabalhar nessa era do Sem Papel né Eh a gente tem muitas reuniões que são feitas através de plataforma virtual então o comitê Estadual orienta e
recomenda e nós temos isso também dentro do com Estadual eh termo de confidencialidade e sigilo para que a gente se respalde para a a o cumprimento da lei geral de proteção de dados eh então fica eh como como um orientador né para que as ações sejam possíveis nessa discussão eh através das de de reuniões que são feitas através de plataforma virtual além daquilo do dia a dia que a gente faz que já é uma prática mesmo na era do Papel eh isso já era uma prática manter um termo de confidencialidade e sigilo para que a
gente tenha aí eh eh tenha balizado Aí eh a proteção de dados das pessoas e como nós trabalhamos com dados sistematizado Isso é uma prática que tem que ser rotina de todos os comitês e no Estado de São Paulo isso não é diferente pode passar aqui é outra coisa que nós temos dificuldade né como é que a gente acessa eh as instituições As instituições eh eh dificultam a possibilidade de acesso às informações e veja eh acesso entenda-se que não a gente não vai eh eh copiar Não vai eh tirar nenhum documento da instituição eh o
acesso E aí mais uma vez trazendo a importância da formalização dos comitês e que as pessoas sejam devidamente façam parte desses comitês a questão de eh de articular a rede eh de alinhamento prévio de agendamento prévio munido de documentos que apresentem ao gestor o que que o vigilante fará representante do comitê eh a própria vigilância epidemiológica precisa fazer parte do comitê para que o comitê o comitê possa respaldam Nessas questões de ordenação né Eh no manejo político para para acessar os conteúdos então eu trouxe eh um modelo para vocês para que a gente possa eh
para que vocês possam entender como que a gente trabalha isso e Óbvio muitas vezes isso não garante o acesso então precisa algumas vezes precisa usar de outros artifícios um deles é acionar o comitê Estadual pra gente poder intermediar e e e Na tentativa de que a gente possa aí cumprir a a finalidade de eh acesso aí às aos dados para uma análise epidemiológica pode passar Oi Adriana estamos finalizando né sim e E aí eh essa coisa do manejo com o gestor nas instituições eh também depende da apresentação dos seus pares né o gestor precisa conhecer
a apresentação dos seus pares para que esse acesso fique cada vez mais fácil pode passar e aí eh as nossas recomendações né Eh elas pretendem sempre apoiar as implementações apoiar a sistematização ordenar os processos de trabalho para que a gente possa singularmente olhar pra mulher ou pra pessoa com segurança humanização e qualidade para com o nosso único objetivo que é reduzir a morb mortalidade na rede de atenção pode passar eh eu eh O tempo é curto mas eu me coloco à disposição eh o trabalho que a gente vem fazendo no Estado de São Paulo é
um exercício para recomendar e a gente tem feito isso junto aos comitês regionais junto aos comitês municipais para que nosso aprendizado para que as nossas dificuldades sejam diminuídas eh conjuntamente e e o trabalho né que o comitê Estadual faz é dentro da nossa da nossa Seara de atuação é com que a gente eh as instâncias que fazem parte desse comitê cada vez possa fortalecer cada vez mais o nosso território que a gente consiga aí com maestria reduzir eh a morv e mortalidade do Estado de São Paulo e aí me coloco à disposição mais uma vez
e dizer que nosso lema né que pelo direito à vida pós o parto Endo isso ao binômio muito obrigada e desculpe por ter me estendido Não não precisa pedir desculpa para nós foi super importante todas as informações toda a construção que você trouxe aqui pra gente eh e assim eu eu infelizmente tenho que ficar fazendo esse papel né de falar o tempo com as pessoas mas foi muito bacana foi muito necessário e e eu acho que a gente vai ter possibilidade de desdobrar aí essa produção né é uma produção de conhecimento né Adriana eh em
relação à sistematização né da recomendação né Eh em relação a uma questão que tá ligada ao método né a uma organização que tem que ter método né eu vou dar a palavra logo paraa Nossa eh convidada eh Dra Renata Reis do Ministério da Saúde você fique à vontade muito obrigado por estar conosco tá E e pode Pode ocupar aí o espaço oi oi gente estão me ouvindo bem escuta Boa tarde todas as pessoas que nos acompanham aqui em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas pelo meu atraso entrar aqui na no webinário retornando de férias já
numa intensidade bem típica do Ministério da Saúde tomando pé das agendas enfim um prazer est aqui com vocês é um tema de importância singular né nessa discussão tão tão crônica quanto atual né na nossa vida de quem trabalha com saúde materna e infantil que é discutir ositos maternos e eu vou não vou me alongar muito também até pra gente poder quem sabe aproveitar o tempo para eh debater discutir responder algumas perguntas mas depois dessa apresentação da Adriana eh abundam né alternativas e recursos de como preencher de sentido e significado a investigação dos óbitos a vigilância
ela não deve ser um fim em si mesma ela deve é a propulsora de aprimoramento de qualificação da rede de aprimoramento das práticas de saúde né como que todo esse trabalho de investigação não deve se encerrar na conclusão de enfim qual é a causa daquele óbito no preenchimento do sistema não que isso não seja de extrema importância também isso que produz todos os dados que nós temos Mas como que isso deve necessariamente ser acompanhado de diálogo com trabalhadores e trabalhadoras e idealmente respaldado pelos níveis de gestão decis olos mas dialogando com quem tá lá na
ponta da ponta encostando nessas mulheres nessas crianças para que todo esse trabalho de investigação possa evitar óbitos possa reconhecer oportunamente as situações de morbidade grave possam interv da gravidade possam ser eh uma forma de disseminar a a garantia de direitos né o óbito materno ele começa numa violação de direitos essa mulher que teve violado o seu direito ao prenatal violado seu direito de acesso que peregrinou para encontrar uma vaga ou que não teve uma prescrição por exemplo de uma suplementação de calça ou de as para prevenir uma pré-eclâmpsia Quanto isso já é protocolo Clínico muito
bem estabelecido e embasado em em evidências científicas como que a gente consegue desse nível essencial de investigação de óbito dialogar com esse outro nível essencials de quem tá encostando nessas mulheres ouvindo o batimento cardíaco fetal aferindo a apressão dessas mulheres ah percebendo o sangramento quando ele começa vinculando essas mulheres a maternidade referência desde a abertura do pré-natal para que ela saiba onde ela tem que ir qual serviço ela tem que procurar tanto em intercorrências durante a gravidez quanto pro momento do parto e eu acho que esse é o maior desafio né encontrar essa forma de
diálogo sem que isso chegue de uma forma fiscalizadora punitiva ou alesco ou qualquer coisa nesse sentido que não é essa função Nossa função é produzir saúde eh e na medida em que esses trabalhadores e trabalhadoras conseguem recuperar a capacidade de enxergar esse sentido do seu próprio trabalho tenho certeza também que a gente vai produzir melhores resultados atingir a meta 20 30 de redução de de mortalidade porque as os protocolos estão aí a a gente sabe como que previne como que maneja uma prcl uma hemorragia uma infecção a gente sabe já tem conhecimento científico sobre isso
já tem publicação suficiente sobre isso a gente sabe como faz um pré-natal o que que falta o que é que tá faltando a gente precisa identificar em cada realidade onde estão as lacunas que precisam ser preenchidas uma lacuna fundamental que a gente precisa eh encarar com bastante coragem lacuna que nos envergonha é a do racismo como determinante de saúde eh se a gente compara os dados eh de mortalidade de mulheres pretas indígenas eles são assustadoramente maiores do que os dados de mortalidade de mulheres brancas ou a gente encara isso com coragem e dá o nome
que tem que ter que é o racismo na saúde institucional ou a gente não enfrenta com a coragem que a gente precisa enfrentar para superar ess essa vergonha nos nossos indicadores perinatais como que a condição étnico racial é um determinante eh que afeta acesso qualidade de atenção e cuidado peregrinação todas as demoras tudo mais que foi apresentado como que essas mulheres não têm ou têm as suas queixas valorizadas atendidas e manejadas adequadamente é uma dívida também que nós carregamos e nos comprometemos né em em superar ã acho que é isso aí a gente