Oi, oi, gente! Bem-vinda a mais um vídeo aqui no meu canal. Hoje eu trouxe um vídeo super especial.
Eu vou falar de um assunto que eu nunca comentei nas redes sociais; nunca falei abertamente sobre ele, mas eu senti muita vontade. Eu senti muito forte no meu coração que eu devia gravar esse vídeo. Antes de qualquer coisa, antes de postar os próximos, eu senti que esse era o momento certo para falar sobre esse assunto.
Eu recebi algumas sugestões lá no meu Instagram para gravar alguns vídeos aqui pro YouTube, e uma dessas sugestões era falar um pouquinho mais sobre mim. Então, eu acho que esse vídeo vai ser muito bom, porque eu vou contar um pouco sobre uma fase da minha vida que foi muito difícil, onde eu tive depressão. Eu jamais imaginei que eu fosse passar por isso; eu jamais imaginei que aquilo estava acontecendo comigo.
E talvez você que tá vendo esse vídeo agora esteja passando por isso ou conheça alguma pessoa que também está passando por esse momento de depressão. No vídeo, já dá para uma pessoa ficar muito feliz. Antes de começar, eu quero que você deixe seu like e se inscreva aqui no canal para ficar por dentro dos próximos vídeos assim que saírem.
E, primeiro, dá para fazer o canal crescer. Sei que é muito importante para mim. Bom, há mais ou menos uns dois anos atrás, eu comecei a sentir alguns sintomas de depressão.
Não sabia que aquilo estava acontecendo comigo. Eu comecei a ficar muito triste, deprimida, sem vontade de fazer nada. Eu lembro que foi quando eu percebi isso que foi muito forte: foi um feriado que teve aqui em Goiânia, e eu passei praticamente esse feriado inteiro deitada dentro do quarto.
E eu, tipo, tava muito, muito, extremamente triste. Depois eu pensei assim: "Não, eu acho que não é só um b-day, todo mundo passa por isso", e ignorei aquilo e tentei seguir normal. Só que aí eu comecei a ver que aquilo não passava, então continuei nas outras semanas, sentindo aquele mesmo sentimento, muito, muito desmotivada para fazer as coisas.
Eu achava que eu estava com uma preguiça, assim, e às vezes as pessoas poderiam olhar e pensar: "Nossa, essa pessoa é muito preguiçosa", mas, na verdade, não é preguiça, não é corpo mole; é uma sensação muito ruim que você sente, completamente incapaz, desmotivada, desanimada para fazer qualquer coisa, as coisas normais que você estava acostumada a fazer no seu dia a dia. Então, eu comecei a sentir muito isso e não passava. Eu ia para a faculdade e lá eu estava, tipo, muito, muito mal, com muita vontade de chorar.
Ia para o trabalho também, com um nó na garganta, e ninguém sabia o que estava acontecendo comigo. Ninguém sabia que eu estava tendo aquele sentimento, né? E por quê?
Porque eu não queria contar para ninguém; eu pensava que se eu contasse, as pessoas iam me julgar. Uma das características de uma pessoa que está com depressão é, com certeza, o medo do julgamento das pessoas, porque ela acha que ninguém vai entender o que ela está passando. Então, como eu não consegui entender o porquê daquele sentimento, eu achava que as pessoas também não iam entender, que elas iam me julgar.
Foi muito difícil eu manter isso, tipo, dentro de mim, isso, o rio por dentro, né? E muitas vezes, assim, gente, olha, as pessoas por aí, e a gente jamais imagina que aquela pessoa esteja passando por depressão, porque muitas vezes essa pessoa não vai contar. Ela não vai contar o que está sentindo; ela vai chegar a um nível onde não está conseguindo suportar mais aquilo.
E foi o que aconteceu comigo: eu não estava mais conseguindo suportar aquilo dentro de mim, aquela sensação, aquela tristeza profunda. E as pessoas da minha igreja também não sabiam, porque isso foi uma coisa, e eu tinha muito, muito medo de ser julgada ali. E o que é uma mentira, porque aquelas pessoas estão ali para te apoiar.
E eu acredito que é um assunto que deve ser muito conversado dentro da igreja, porque muitas pessoas passam por isso também dentro da igreja, né? E eu falo assim dentro da igreja porque, por muito tempo, esse foi um tabu a ser falado, porque por muito tempo a gente acha que é tudo muito espiritual demais e que a gente não é humano, que a gente não tem os nossos sentimentos, né? Mas, graças a Deus, isso já vem mudando muito, muito, e hoje a gente vê que dentro das igrejas se fala sobre esse assunto.
Eu conversei com a minha mãe; ela percebeu que eu estava muito mal, e aí eu fui para a terapia. A terapia foi extremamente importante para mim, porque eu consegui perceber características em mim que estavam me atrapalhando, e eu consegui entender mais o porquê de alguns sentimentos que eu tinha. Uma dessas coisas que eu percebi é que eu tinha uma característica de acumular e de guardar as coisas dentro de mim.
Essas coisas que eu já passei na minha vida, na minha infância, adolescência, juventude, tudo eu guardava; eu acumulava elas dentro de mim como uma forma de proteção, mesmo, de proteção daquele sentimento, daquela dor. Então, uma coisa que me marcou muito e que eu, por muito tempo, falava que não foi a separação dos meus pais; eu guardei isso muito dentro de mim e foi algo que me afetou muito. Tentei omitir isso, né?
E várias dessas coisas acumuladas, chega uma hora em que seu corpo tenta, uma hora a conta chega. E para as pessoas que têm essa característica de acumular as coisas, eu te aconselho a, ou ir para a terapia, ou começar a colocar mais para fora isso, sabe? Para que você seja curado.
Então, assim, várias frustrações na minha vida que, gente, são extremamente normais. A gente tá aqui nessa Terra. A gente vai passar por frustrações, por problemas, por dificuldades e por decepções.
E o que eu quero falar nesse vídeo não é para me divertirmizar, por alta piedade, nada disso, porque, graças a Deus, eu já passei. E hoje eu consigo, se isso eu tô bem. O que eu quero falar mesmo é para ajudar as pessoas como uma forma de vulnerabilidade, mesmo, e eu sei que essa vulnerabilidade pode ajudar outras pessoas que compartilham desse mesmo sentimento.
Depois que eu fiz a terapia, abri a minha marca, né, que eu as t-shirts, que foi muito importante para mim. E aconteceu que, por eu ter tido uma melhora, eu larguei a terapia porque algumas coisas foram resolvidas, eu fiquei melhor. E aí eu parei de fazer com uma falsa melhora, porque eu melhorei um pouco, né?
Mas eu tinha saído daquele estado de que eu tava, tipo, completamente no fundo do poço. Eu tinha começado a ver uma esperança novamente e aí, depois de um tempo, de alguns meses, cerca de uns três meses, por aí, eu comecei a sentir tudo novamente, só que de uma forma muito mais intensa. Então eu começava a chorar o dia inteiro, uma tristeza muito, muito profunda.
Tudo que eu era acostumada a fazer, o que eu fazia, eu tinha largado tudo. Então eu tinha a tarde do meu trabalho, que eu fazia estágio na época, e minha faculdade eu tinha formado, né? Então, tava na idade.
Eu era muito, muito, muito ativa dentro da igreja onde eu vou fazer parte. E eu larguei completamente tudo porque eu tinha um sentimento de incapacidade gigante. Eu não conseguia fazer nada, eu me sentia muito mal e eu pensava assim: "Como que eu vou ajudar pessoas se eu mesmo não consigo me ajudar?
" Então isso foi uma coisa que me fez parar e largar todas essas coisas. E quando eu fiz isso foi pior para mim, porque aí eu me senti completamente sozinha. Ou, que na verdade, era um sentimento que eu tinha mesmo de solidão muito forte.
Então eu me sentia muito sozinha e eu senti uma dor na minha alma que era algo inexplicável, que às vezes eu apertava assim muito forte para ver se eu conseguia descontar, extravasar aquilo que eu tava sentindo. Sabe? Queria só ficar dentro do quarto, do quarto escuro.
Nossa, simplesmente não tinha disposição para nada. Nesse momento, eu já nem precisei chegar para minha mãe e falar: "Mãe, eu não estou bem. " Já era algo que a minha mãe já tava sendo tão parte de mim que não tinha como mais legais ou esconder.
Eu sempre falei que eu não ia ceder a tomar medicação, a tomar remédio, porque eu achava que se eu tomasse remédio eu tava me entregando, que eu tava muito fraca por estar recorrendo aos medicamentos. Então eu falei que eu não ia tomar nunca. Só que eu tava em um momento que eu queria que alguma coisa tirasse tudo aquilo, no sentido de dentro de mim, de uma vez por todas.
E minha mãe me levou no médico, no psiquiatra. Assim que eu cheguei lá, ele já percebeu que eu não estava bem e aí ele já passou um monte de exames. Eu fiz esses exames e, olha só, os meus exames deram todos alterados.
Eu não lembro bem os nomes, mas acredito que era lítio, que é algo que está relacionado ao seu humor, alegria, prazer. E alguns desses hormônios relacionados a isso também estavam todos muito baixos. E a minha vitamina D, que é algo que tem total influência nos sintomas que eu tava sentindo de depressão.
E aí eu vi que tudo estava alterado e aí eu tive que tratar nessa parte da minha saúde mesmo. E aí o meu médico me passou um antidepressivo. Antes de começar a tomar medicação, quem tem depressão é.
. . e fica se sentindo muito culpada e acusada.
Então eu me culpava demais por estar passando por aquilo, porque eu pensava: "Caramba, eu já conheço Jesus, e esse Jesus que eu conheço parece que não tô conseguindo crer que ele é suficiente para me fazer sair disso. " E não só por isso, mas eu me sentia muito culpada, né, por tudo isso. E quando eu comecei a tomar o remédio, foi pior, porque eu me senti mais culpada e acusada ainda.
E eu comecei a ter uma vergonha de Deus por conta disso, porque eu achei que Deus estava decepcionado comigo por eu estar tomando medicação. Então, olha só que mentira, né? Eu tive dificuldade nesse tempo de me achegar até Deus porque eu sentia vergonha dele.
Eu sentia que eu tinha decepcionado Ele, lidar com esse sentimento, sabe? Que era tudo uma mentira, só que é uma coisa que parece ser muito mais forte, sabe, do que você consegue controlar, esse tipo de sentimento. Então, eu sei que Ele estava comigo o tempo todo.
Ele estava comigo o tempo todo e foi por conta dele que eu consegui vencer tudo isso. Em alguns momentos, eu chegava para Ele completamente vulnerável, mesmo, com vergonha, mesmo ali, sem saber, me sentindo tão mal. Eu sei que eu consegui passar por tudo isso porque Ele estava comigo e, várias vezes, Ele falava para mim: "Filha, olha para a cruz, olha para tudo que eu já fiz por você, olha para o alto preço que eu paguei para ter você, olha o tanto que eu te amo.
" E isso me dava muita força, me dá força até hoje. Mas nesse tempo, eu pedia a Jesus que me tirasse daquele buraco que eu tava. Sabe?
Bom, eu tomei esse remédio por mais ou menos uns seis meses e foi muito engraçado porque quando eu comecei a tomar, eu me tornei uma pessoa completamente equilibrada, digamos assim. Foi o remédio que Ele me deixou assim, parece. Que anestesiada!
As minhas emoções estavam todas sob controle; tava tudo sobre controle, só que podia desmoronar o mundo na minha frente e eu não sentia nada. Eu tava tipo adormecida. Eu tava assim, sabe?
Eu tive um. . .
pessoas têm emoções, parece, e aí eu estranhei muito isso, porque tudo que tava muito aflorado em mim depois eu já não sentia mais aquilo. Mas foi por um tempo só, até o meu organismo acostumar com aquilo, né? Enfim, eu tive que recorrer ao remédio, sim, eu tive que recorrer à terapia.
Eu voltei para a terapia nesse tempo e eu tenho que entender quem eu era. E aí tinham vários fatores que estavam influenciando aquilo, mas que aquilo não diminuiu quem eu era, que não diminuiu o amor de Deus por mim, não diminuiria o meu valor, não alterava o fato de que eu podia ser usada na vida de outras pessoas. E é por isso que eu tô aqui hoje, porque eu sempre acreditei muito que das minhas feridas eu poderia gerar poder para curar outras pessoas.
É por isso que eu estou fazendo esse vídeo, para dizer para você que você é muito maior do que isso que você tá passando, que você é especial, que tudo isso vai passar e que o amor de Deus por você nunca vai mudar. Uma das coisas que eu sempre tentava lembrar nesse tempo em que passei por depressão, que foi muito difícil, é o versículo que fala que nada pode me separar do amor de Deus. E essa é a verdade absoluta sobre a minha vida e sobre a sua vida: não importa aquilo que você esteja passando, nada vai poder te separar do amor de Deus.
E eu tenho certeza que, quando você estiver passando por isso, um dia você vai poder testemunhar e vai poder contar a sua história e ajudar outras pessoas. Espero muito, muito, muito que vocês tenham gostado desse vídeo e que, de alguma forma, ele possa ter te ajudado. Se você conhece alguma pessoa que esteja passando por isso, compartilha esse vídeo com ela.
Muito, muito obrigada por ter chegado até aqui, de verdade. E nos vemos no próximo vídeo!