é a nossa bússola é a nossa bússola A maneira de viver porque é pela maneira de viver que nós inviabilizando ou fortalecemos a própria vida né que nós obstruía onde a vida Acontece ou nós refinamos implementamos investimos num em meios propícios de efetuação da vida então o modo de viver é fundamental né e é pelo modo de viver que a gente se torna cúmplice daquilo que nos rebaixa daquilo que nos separa das próprias forças que nos constituem e a você diz assim mas como é que pode separar das próprias forças que nos constituem então a
gente deixa de existir não as forças estão aí estão nos sustentando mas a parte mais interessante de nós se desconecta né da da da da capacidade justamente de criar as condições de existência e é como se a gente fosse impossibilitado de criar as condições de existência a gente se tornasse eternamente dependentes das condições dadas E essas condições podem ser sociais econômicas políticas históricas culturais e até cósmicas né E aí a gente diz assim ah não consigo fazer nada é é o Cosmos ou é Deus a vontade de Deus ou é a o estado ou a
sociedade ou essa política ou essa economia o capitalismo ou a a cultura somos filhos de uma cultura somos filhos do passado né somos filhos somos herdeiros né e e e aí a gente diz assim e nada há para fazer não tem tudo para fazer tudo para fazer e aqui e agora ah mas o que a gente precisa num certo sentido não nos falta nada é só começar precisa ler muito Você pode ler desde que isso te sirva para fazer essa desconstrução desconstrução do quê daquilo que nos separa das nossas próprias forças né Eu chamo isso
vamos nomear ISO eh São mediações aquilo que está entre o ato e a potência que encobre né um ato que poderia ser afirmativo e ativo e não um ato passivo e negador um ato afirmativo e ativo Por que que ele não se efetua Não efetua plenamente a nossa a nossa existência seria o meio de diferenciar a nossa potência a nossa potência como realidade virtual atualizando numa realidade existencial concreta Por que que esse ato não tem a qualidade da afirmação da afirmação do qu da afirmação do movimento da afirmação do tempo do Devir da afirmação de
que tudo em processo de diferenciação Inclusive a for que nos faz existir tá se diferenciando emada encont por porque algis em nós ligadas a noo modo de Vie n oca no lugar da potência de acontecer de que maneira como é que algo se mete entre a nossa potência e o nosso ato de existir entre a potência como como uma força de se diferenciar né e o acontecimento que acolhe a vida que dinamiza a vida que inflama a vida que amplifica a realidade que nos envolve e a nossa própria realidade o que que se coloca no
meio de nós são os restos de aconte são os rastros de realidade né restos e rastros são na verdade efeitos efeitos que nós experimentamos de uma maneira tal que os desligamos ou não chegamos nem a conectá-los às próprias causas aquilo que os causa nós nos contentamos com esses efeitos e esses efeitos começam a se colocar no lugar da das causas numa linguagem assim que que eu gosto de falar que que que eu inventei ao meu modo eh aquilo que acontece tem algo no que acontece que é vivido já é um acontecido já é algo que
se passou e esse algo que se passou esse algo já vivido esse algo acontecido se coloca no lugar da nossa potência de acontecer em Essência nós somos uma potência de acontecer nós somos uma de se efetuar né Como diz Espinosa um grau de potência né uma potência que se atualiza necessariamente ela necessariamente se realiza né através do nosso corpo o corpo é um modo de realização da nossa potência a nossa mente também é um modo de realização da nossa potência mente e corpo realizam a nossa potência e os nossos afetos as nossas emoções as nossas
variações também realizam Nossa potência então tudo através do corpo e da mente faz com que aumente ou diminua a nossa capacidade de existir nos preenchendo de afetos que oras são passivos oras são ativos Então esse preenchimento ele é necessário isso nos coloca diante de de uma realidade que desmascara a fraude do livre arbítrio não há livre arbítrio a liberdade não é um ato de vontade consciente né Por quê Porque nesse nível toda a potência necessariamente se efetua então há uma necessidade e não uma liberdade para se efetuar ou não se efetuar né E se a
gente entende que a efetuação ou esse ato de alguma maneira se confunde por exemplo no corpo com o próprio movimento do corpo e eu diria eu eu já fiz esse questionamento a vocês haveria um corpo que não é necessariamente atravessado por movimento eu cheguei a desafiar Inclusive a pedra aquilo que se pode imaginar como mais imóvel um metal se você chegar muito próximo você você vai perceber os micromovimentos Se você usar de aparelhos né microscópios eletrônicos você vai ver o quanto de movimento tem e basta a gente pensar numa escala muito maior de de tempo
né Você vai ver que nada dura para sempre nem o plástico nem o ferro nem Seja lá o que for inclusive esses esses elementos todos são fabricados na fornalha das Estrelas né E nós som som como diria calcea poeira de estrelas feito feitos de poeira de estrelas e isso tudo é fabricado isso tudo é um processo isso tudo tá em acontecimento não tem um substrato que dure para sempre né em em matéria de efetuação no campo da efetuação tudo muda tudo é de passagem sempre nós nos efetuamos necessariamente estar vivo é respirar é receber luz
som e ser atravessado por por todas as as matérias sensíveis os fluxos né e eh então a gente se efetua necessariamente não há escolha assim ah agora não quero me efetuar ou então di assim ah eu não quero que o tempo passe vou passar butox no tempo não dá pode passar imaginariamente né pode se iludir pode mas não tem como então o tempo necessariamente se você quiser numa linguagem mais eh Impact pante é nós somos violentados pelo tempo e pelo movimento a nos efetuar Então se a gente se efetua necessariamente não é uma possibilidade não
é uma li ah eu me efetuo ou não você pode ou não se efetuar se a gente se efetua né necessariamente necessariamente a gente é preenchido porque ao nos efetuarmos o que se passa com a nossa realidade aumenta ou diminui a capacidade de existirmos a toda potência corresponde uma capacidade de existir essa capacidade de existir necessariamente é preenchida seja aumentada ou diminuída de modo aumentado ou de modo diminuído mas há essa efetuação se há essa efetuação eh para que isso serve dizer Luiz você tá falando isso para quê Afinal isso é filosofia abstrata para que
isso serve isso serve primeiramente pra gente reencontrar a inocência el diz assim mas como assim a inocência a inocência aqui eu eu faço um contraste com a a culpa com o pecado com a falta que é matéria do ressentimento e da má consciência Já que vamos entrar em nit e em Espinosa é do ódio e do remorço né Eh que são os venenos que envenenam a vida né são aquilo que alimenta o julgamento e o julgamento é e eh talvez a arma mais Eh mais escrota da humanidade O Julgamento é é algo que a gente
tem e dizer junto com artor para acabar de vez com o juízo não só com o juízo de Deus com o juiz humano principalmente com o juiz humano porque o juizo de Deus é uma invenção do juiz humano e o juíz humano é uma invenção para quem quer se empoderar para quem é de alguma maneira impotente e precisa né criar um controle sobre o real de modo fraudulento o juízo é um modo fraudulento de controlar o acaso e impor uma ordem que é ordem de uma impotência no fundo que que quer encobrir essa impotência com
um falso poder eh na verdade não passa de um poder triste então eh eh o juízo diz assim ah você poderia não ter feito ou você deveria fazer e não fez não é assim que a gente julga as pessoas e julga a si mesmo puxa eu deveria ter feito porque eu não fiz agora eu vou me culpar né uma coisa é você se criticar no teu jeito no teu mau jeito no teu bom jeito né elogiar o teu bom jeito e ou então criticar o bom ou mau jeito do outro mas como mau jeito ou
bom jeito mas não como Essência ah Fulano é mau ou eu sou mal eu tenho o mal e o pecado dentro de mim o O outro tem o mal e o pecado dentro de si é uma natureza faltosa é o que o n chama de dívida infinita que que é uma dívida infin é uma dívida de existência se você tem uma dívida de existência jamais você pagará essa dívida esse ponto é essencial a a ilusão de dívida infinita né é que alimenta todo julgamento a culpa e acusação eh em Espinosa nós temos o quê a
necessidade da efetuação poderia ser diferente poderia ser diferente no jeito de se efetuar mas não em efetuar-se ou não efetuar-se Você não tem escolha desse ponto de vista a escolha tá noutro nível nós necessariamente nos preenchemos e desse ponto de vista temos uma vantagem a mais não nos falta nada mas se a gente se preenche de paixão triste por por maus encontros passividade a gente vai sofrer vai se diminuir vai olher vai precisar sobreviver e lutar né ah mas essa dor essa tristeza essa diminuição não passam de provocação do destino de provocação no campo da
existência nisso que a gente chama de zona de passagem né no fundo eh os maus encontros eles servem como estímulos como elementos que nos nos despertam né então Eh esse ponto é fundamental e e e Espinosa vai então nos ensinar a investir uma maneira ativa de existir e não há uma maneira ativa de existir a gente vai ver com nit também se não tiver um Horizonte afirmativo esse Horizonte afirmativo ele faz parte de uma realidade virtual ele é necessariamente uma zona de relação espinos chama de plano comum dos encontros né Há necessariamente né tudo que
tá na existência são modificações dessas substância absolutas os modos estão necessariamente em relação com outros modos estão necessariamente em mistura estão necessariamente se encontrando né sendo atravessados e atravessando movimentos tempos né fazendo composições sofrendo decomposições e há uma arte da composição dependendo né das das nossas conquistas da nossa maneira de viver a gente vai amplificando de uma maneira tal que a gente consegue num certo Limiar romper a bolha a bolha das subidas e das Quedas a bolha que faz com que a gente sempre entre no círculo vicioso a gente vai vai vai se elevando se
elevando e de repente a gente cai depois a gente se eleva de repente a gente cai e a gente fica nesse ccul vicioso da impotência do empoderamento há uma hora que a gente pode mudar esse cíclo né cortar o círculo vicioso e entrar num círculo Virtuoso de potencialização e e nesse momento a gente vai saber aproveitar inclusive aquilo que há de inevitável na existência que são os maus encontros maus encontros não não dá pra gente só ter bom encontro na vida tem coisas que não estão nas nossas mãos por exemplo por exemplo eu vivo numa
época a gente vive numa sociedade diz assim poxa a gente vive no capitalismo a gente vive eh eh submetido a poderes a gente vive a gente a gente gosta disso né bom eu Suponho que não né que nem que ninguém goste de ser rebaixado de ser sabotado de ser reduzido de ser diminuído e no entanto nós estamos nesse meio social cultural econômico político histórico né eh eh e o que a gente faz com isso se a gente conquista uma maneira afirmativa e ativa de existir a gente consegue aproveitar até o lixo porque no fundo nem
existe lixo como diria estamira só tem restos e descuidos mas tudo na verdade tem um ponto de vista onde você pode extrair força na verdade nós podemos chegar ao ponto de apreender tudo como uma força ou como uma potência em ato antes de dizer é bom ou é mal aprender a olhar as coisas do ponto de vista da sua necessidade existencial e não ah poderia ser assim poderia ser assado é é mal porque poderia ter feito bem e resolveu me fazer mal ou é bom porque decidiu ter feito o bem ao invés de fazer mal
isso é uma ilusão né de quem não percebe como a realidade funciona Há sempre um plano de realidade de necessidade de efetuação isso nos devolve a inocência então o Devir isso aqui é um slogam de nit o Devir é inocente aliás é um slogam lá de Heráclito um prcr tático que dizia que tudo é Devir e se existe um ser esse ser se diz do próprio Devir e não o contrário não é o o ser que entra em Devir mas é o ser que se diz do próprio Devir ou seja de onde emerge o ser
o ser emerge da afirmação daquilo que se diferencia da afirmação daquilo que se modifica que é o próprio dever né ser do dever eh então eu dizia no início eh nosso foco aqui a gente nunca vai largar esse foco tá está na maneira de existir no modo de vida por quê Porque é pelo modo de vida que a gente se separa das nossas forças e da nossa potência mas também é pelo modo de vida que a gente pode se reconectar com essas forças