Olá galera estamos aí mais uma vez para o nosso UERJ em gotas nesse Episódio vamos falar de mais um tema Super Interessante que tema seria esse no vídeo de hoje eu quero discutir um pouco com você as relações internacionais do Brasil na década de 1930 e primeira metade da década de 1940 Isto é no período da Era Vargas como eram as relações internacionais do Brasil nesse período na década de 30 o mundo passava por uma espécie de polarização a crise do modelo liberal dava espaço para o crescimento do comunismo de Matriz Soviética e do fascismo
alemão e italiano principalmente e como o Brasil se posicionaria nesse cenário vamos ver quando consideramos as relações internacionais do Brasil na década de 30 em suas relações assimétricas Podemos destacar dois países a relação do Brasil com esses dois países servem para nos demonstrar como ele se posicionava nessa polarização que nós falamos anteriormente esses países eram Alemanha e Estados Unidos a primeira metade da década de 1930 a política interna brasileira passou por um processo de polarização muito forte essa polinização se manifestava na existência e na rivalidade de dois partidos Quais eram esses partidos um era a
e b a ação integralista brasileira e o outro era a nl Aliança Nacional Libertadora enquanto a e b tinha características muito próximas do fascismo a nl simpatizava com o comunismo soviético embora uma parte considerável da anl não fosse comunista mas fosse simplesmente anti-fascista não havia homogeneidade na e b no entanto a questão do autoritarismo era um dos elementos principais defendidos por esse partido a partir de 1935 com a nl na clandestinidade e com a tentativa de golpe conhecida como intentona comunista parece haver uma diminuição da importância na vertente comunista nos rumos da política nacional com
o golpe de 1937 a nl tinha certeza que chegaria ao poder que ganharia espaço no governo de Vargas mas parece que não foi bem isso que aconteceu a decepção faz com que alguns membros da e B se levantem contra o Vargas atentando contra a sua vida no ano de 1938 discutindo esse de fundo da política interna brasileira nesse período Inicial poderíamos até concluir que Vargas está derrotando todos os modelos implantando o seu próprio modelo é possível pensar assim minha pergunta Vargas é fascista o estado novo é fascista não nós podemos entender que de certa forma
há um certo flerte de Vargas com algumas ideias fascistas mas chamá-lo de fascista seria um erro histórico se mesmo intelectuais comunistas eram admitidos no governo de Vargas Será que era possível a existência de algum grupo mais próximo ao fascismo sim com certeza existia uma parte considerável no governo de Vargas que a gente pode considerar como germanoffles que eram simpáticos ao fascismo também não era um bloco não havia uma homogeneidade havia um grupos muito mais próximo do nazismo alemão alguns inclusive que defendiam o antissemitismo nós podemos destacar por exemplo a influência das ideias de Gustavo Barroso
Gustavo Barroso que eram intelectual antissemita convicto que escrevia inclusive livros sobre isso é inegável também a simpatia nutrida por Filinto Miller em relação ao autoritarismo característico do nazismo Então quer dizer que os fascistas os adeptos do autoritarismo dominavam o governo de Vargas também não podemos dizer isso Governo de Vargas é marcado também pela presença de grupos simpáticos aos norte-americanos no contexto de segunda guerra mundial esses grupos tinham opiniões divergentes e Vargas estavam no centro tentando tirar proveito dessa situação Então como o Brasil se relacionaria com Estados Unidos e com a Alemanha A política externa brasileira
em relação à Alemanha ao longo praticamente toda a década de 30 foi sempre de simpatia e de proximidade considerando as relações comerciais nós vamos desenvolver uma aproximação muito forte principalmente entre 1934 e 1938 uma marca desse contrapeso entre o germanófilos e esse posicionamento americano é a figura de Oswaldo Aranha importante político que havia tido a participação muito grande durante a constituinte 34 ele agora se torna Embaixador brasileiro nos Estados Unidos desde 34 os Estados Unidos tentavam fecharam tratados com o Brasil um tratado comercial com a chegada de Osvaldo Aranha a posição de Embaixador parece que
as coisas vão andar porque é uma natural simpatia de Osvaldo Aranha pela aproximação do Brasil com os Estados Unidos Só que essa questão do tratado comercial esbarrava num outro ponto que era também um avanço nas conversações do Brasil com Alemanha E aí parece que o Tratado com suas vidas dá uma travada justamente porque eles não aceitavam que nós tivéssemos relações comerciais com a Alemanha habilidade de Osvaldo Aranha vai ser demonstrada no fato de que os dois tratados acabam sendo assinados um em 35 com os Estados Unidos e o outro em 36 com Alemanha a diferença
entre duas tratados é que no Tratado comercial com os Estados Unidos a nossa relação aos comerciais eram tradicionais feitas com base em dinheiro Cash dólar já com Alemanha havia uma um novo modelo de comércio conhecido como comércio compensado isso começa a compensado se criava uma espécie de caixa de compensação e não havia a troca de moeda havia uma troca em termos de valor de mercadoria havia uma compensação das exportações pelas importações esse comércio foi crescente a ponto de em 1938 as exportações brasileiras para Alemanha terem ultrapassado as exportações brasileiras para os Estados Unidos quando a
guerra se inicia o Brasil é claro e declara neutralidade há uma esperança Brasileira de continuar esse comércio compensado com Alemanha mas teríamos certa dificuldade ao ponto de precisarmos pedir ajuda aos Estados Unidos para liberar mercadorias que haviam sido apreendida pelos britânicos que vinham com maus olhos a nossa relação comercial com um país que era naquele momento beligerante essa política aparentemente indecisa de Vargas é denominada pelo Historiador Gerson Moura como equidistancia pragmática essa que distância é pragmática acompanhada de uma aproximação do Brasil com os Estados Unidos nas conferências que se seguiram por exemplo Buenos Aires 36
em 38 em Lima e 39 naquela conferência extraordinária do diplomatas parecia que o Brasil estava realmente muito mais próximo dos Estados Unidos encontra a posição Argentina que era contrária essas decisões elas vão e vem e quando se espera que o Brasil vai romper relações com Alemanha o Brasil não rompe e consegue com isso negociar apoio acaba tendo como resultado disso financiamento junto ao x-men para a construção da nossa CSN companhia Siderúrgica Nacional ainda existia a questão de declaração de guerra romper relações não quer dizer declarar guerra era importante para os Estados Unidos que nós declara
é importante para os Estados Unidos que nós pudéssemos ceder um território aqui o nosso Nordeste para que eles construíssem uma base militar que eles conheciam como trampolim para Vitória Então para que nós declarassemos guerras também vamos fazer a exigências E essas exigências vão nos dar um equipamento de nossas forças armadas ou seja essa nossa política de equid distância paragmática foi bem negociada e acabou trazendo frutos interessantes para o Brasil Ok gente bom Espero que vocês tenham gostado se possa ter entendido que o governo de Vargas ele não era um governo fascista não era também um
governo americanista ele era um governo de certa forma pragmático que ele vai se aproveitar disso e a própria constituição desse governo é claro que a palavra final sempre estava com Vargas porque a página 37 nós teremos uma ditadura onde não existiria nem partido político mas existe uma participação interessante de diferentes grupos Entre esses grupos nós temos germanófilos nós temos americanistas e até mesmo intelectuais de Vertentes comunista Ok gente um grande abraço e até a próxima semana