[Música] e quais são os instrumentos então que a gente pode usar eu trouxe alguns instrumentos tá gente tem muitos instrumentos aí né no mundo a fora né brasileiros e traduzidos né mas eu trouxe alguns aqui que são que são os que eu uso né que a clínica usa o grupo clinics Us então eu trouxe para vocês mas principalmente essa primeira figura que você pode ver que é de um investigador né É isso que nós fazemos a observação Clínica Ela é muito importante na avaliação eh dos nossos pacientes é muito importante pro pai pra mãe né
que tem criança eu preciso observar o desenvolvimento dos meus filhos eu preciso observar Como que essa criança no meu consultório na minha clínica está se apresentando eu preciso observar essa criança dentro do contexto escolar né como que ela tá interagindo se ela tá evoluindo se ela não tá né então a observação ela faz parte e ela muito importante pra nossa avaliação um outro instrumento que a gente tem aqui que eu coloquei para vocês é o adl2 dentro da nossa prática aqui da desenvolve Piracicaba quem aplica Esse instrumento são as fonos mas não é um instrumento
ento restrito Da fonoaudiologia os outros profissionais também podem usar é um instrumento que muito bom para avaliar o desenvolvimento da linguagem então eu coloquei aqui porque ele não é restrito tá bom então a gente pode usar a gente tem aqui da editora Menon que é a linguagem oral né Essa essa avaliação ela tem várias vários testes dentro deste livro né que vai ver repertório de linguagem consciência fonológica a a parte mesmo até de organização de ideias tem tem instrumentos aí muito bons né esse outro que eu coloquei para vocês que é a avaliação de linguagem
e funções executivas em crianças é um instrumento muito bacana que eu uso também para crianças um pouquinho mais velhas ela tem para crianças mais novas também mas crianças um pouquinho mais velhas porque ela vai trazer o teste de hiling que é um teste para ver eh a flexibilidade cognitiva das crianças dentro da linguagem né então são vários testes também dentro deste livro que são muito bons e um outro que é o protocolo de avaliação das habilidades cognitivo-linguísticas esse eu coloquei porque ele vai avaliar mais a parte acadêmica da linguagem que é muito legal também ele
ele vai avaliar a parte de da pré-alfabetização e da alfabetização para ver se essa criança tem consciência fonológica tem noção de rima tem noção de palavra de sílaba Eh toda essa parte parte que vai dar um embasamento pra criança depois de desenvolver eh a alfabetização né vamos lembrar que alfabetização faz parte da aquisição da linguagem também mas ela é muito abstrata vamos lembrar que lá os números e as letras são códig Nós criamos né E que nós precisamos ensinar as crianças Então ela tem que ter já desenvolvido funções cognitivas Ela já tem que ter desenvolvido
habilidades precursoras para para entender eh esse essa relação do fonema e do grafema né que é alfabetização Tá bom então esses são alguns instrumentos certamente Você pode ter Eh aí na sua no seu dia a dia outros instrumentos que você use né porque tem tem muitos mesmo tá bom tem o o teste de toking que é muito legal também que se o que eu não coloquei aqui mas ele é muito legal para ver eh segmento de instrução né aquela função né a linguagem receptiva você pede paraa criança pega o círculo vermelho pegue o círculo grande
depois pegue o círculo grande vermelho e você vai aumentando a complexidade do seu do seu pedido né Muito bacana também fica aí algumas dicas Mas então eh a partir do momento em que eu estudo que eu entendo que eu avalio eh faço avaliação do meu paciente eu descubra aonde o meu paciente está aonde ele está dentro das habilidades pré linguísticas o que que ele já adquiriu o que que ele está conquistando das habilidades né e o que que ainda tá zero não adquiriu nada então dentro das habilidades pré linguísticas dentro das habilidades linguísticas eu preciso
descobrir onde ele está ele já pode ter desenvolvido tudo das pré linguísticas né e eu vou lá paraas habilidades linguísticas e vou ver como que ele tá se desenvolvendo e para porque se eu não souber ele aonde ele está gente aí eu não consigo propor intervenções pro meu paciente fica muito genérico né E a outra coisa importante que eu quero trazer aqui para vocês que não é só saber aonde o meu paciente está mas é o entender como é que o meu paciente aprende como é que a criança aprende Como que o ser humano aprende
né então de forma que muito Isso daria uma outra aula né mas uma de uma forma forma muito simplificada Eu trouxe aqui a imagem como se fosse de uma impressora o nosso cérebro sendo uma impressora né tem o input que é aquilo que nós vamos receber e o output que é o aprendizado aquilo que eu vou mostrar o que eu aprendi aquilo que sai de mim que é externalizado né então para entrar para ter esse input o nosso cérebro processa as informações todas as informações que o cérebro processa ele vem pelos sentidos né do daquilo
que a gente ouve daquilo que a gente fala daquilo que a gente sente o odor daquilo que a gente ouve daquilo que a gente vê então por isso que hoje se fala muito sobre eh abordagem multissensorial principalmente PR as crianças atípicas porque é assim que a gente vai receber as informações hoje aqui na aula Vocês estão recebendo informação por áudio visual não é isso então vocês estão ouvindo e estão vendo estão processando lá dentro né lá dentro Eu eu não trouxe todas as informações aqui mas aí nós temos a sinapses nós temos os neurotransmissores que
vão transformar essa informação né para que isso eh possa gerar o aprendizado né e para que isso ocorra né quais são que que que a gente precisa nós precisamos de atenção A criança precisa desenvolver o foco atencional porque senão ela também tem prejuízo do aprendizado ela precisa desenvolver a mem ela precisa reter a memória Então ela precisa ter a memória de trabalho que é aquela memória que eu pego a informação e consigo unir com que as informações que eu já tenho para produzir algo né É É de trabalho é gerando é produção né é uma
linha de produção e ela precisa não só ter a memória de trabalho mas a memória de longo prazo porque é onde ela vai armazenar essas informações que ela tá recebendo para num outro dia num outro momento numa Outra experiência se ela conseguir eh recuperar aquilo que ela já aprendeu né pela experiência que ela já passou precisa ter motivação né hoje se estuda muito na neurociência essa o sistema córtico límbico que é quando a gente tem eh a liberação dos neurotransmissores e hormônios que nos motivam a aprender né se a gente não tiver essa motivação gente
a gente tá assim tô nem aí pro aprendizado tô nem aí para aquilo que eu tô ouvindo para aquilo que eu tô vendo para aquilo que eu tô experimentando colocando a mão se não tiver a motivação a gente não aprende né então tem que tem que ter tudo isso né e aquilo que mais né se fala hoje em neurociências que é isso que a gente trabalha efetivamente com as nossas doas atípicas a gente sabe que vai ter alteração de estrutura cerebral vai ter alteração da sinapse por conta da neuroplasticidade né a gente não nasce com
o nosso cérebro rígido né então ah já nasceu assim vai ficar assim vai morrer assim nada vai mudar não existe mais isso né a gente sabe que a neuroplasticidade né e o estudo sobre a neuroplasticidade vem nos garantindo que há mudança quando a gente tem lembra que eu falei da epigenética lá com estímulo ambiental com os fatores sociais estruturados a gente consegue mexer na genética a gente consegue mudar essa estrutura cerebral para que as crianças e até os adultos consigam aprender coisas novas habilidades novas né ter experiências novas certo então Eh eu sabendo né Deixa
eu passar aqui né Essa essa a parte da intervenção né ela só vai acontecer porque eu sei aonde a minha criança está eu sei as habilidades desenvolvidas em aquisição e as não desenvolvidas né então isso é a avaliação serve para isso para eu saber exatamente isso para que eu então proponha o meu objetivo os meus objetivos né e eu saber como é que o meu cérebro funciona como é que o cérebro da minha criança funciona lembra que nós temos cérebros que funcionam de formas diferentes eles o cérebro não funciona da mesma forma então eu tenho
um que tem paralisia cerebral o cérebro que funciona diferente eu tenho um cérebro com Transtorno do espectro autista ele processa informação de forma diferente eu tenho um cérebro que tem deficiência intelectual tem poucas sinapses ele se interessa por poucas coisas né como que eu vou fazer essa criança aprender eu preciso entender como é que funciona o cérebro dessas crianças eu tenho cérebros diferentes com síndromes Diferentes né então eu preciso aprender como é que o cérebro aprende eu preciso me inteirar dessas funções cognitivas como é que a estrutura da sinapse funciona quais são os estímulos de
entrada Quais são os poten potencializadores O que que a neuroplasticidade vai fazer para minha criança para então eu propor estratégias né porque cada criança sim vai vai ter uma forma diferente de aprendizado mas eu preciso ter este conhecimento eu preciso aprofundar meu conhecimento nisso para que eu consigo unir o objetivo e a estratégia porque senão a gente fica batendo a eu fiz isso com essa criança e o outro não tá né eu tô usando a mesma intervenção para aquela criança e não vai e não vai e não vai por quê Porque não é assim que
ela tá que ela vai aprender eu preciso estudar o caso dela preciso entender porque às vezes tá associando umaa que tem paralisia cerebral com tea com di E aí eu preciso estudar como que esse cérebro funciona para eu propor melhores estratégias né certo oô outra coisa importante paraa minha intervenção é saber que toda sessão que o meu plano de intervenção como eu né acabei de falar ele precisa ter um planejamento ele precisa ter um objetivo ele precisa ser intencional eu preciso desenvolver estratégia ele precisa ter um começo meio e fim esse começo meio e fim
eu penso assim né ela ele precisa ter começo meio e fim para aquela sessão e pro meu objetivo como um todo né então para a gente usa na nossa prática guas né Cada se meses a gente coloca um objetivo geral para desenvolver naquela criança né para eu poder eh desenvolver aquela habilidade Então eu tenho um começo um meio e fim para desenvolver aquela habilidade mas para minha sessão pontualmente Eu também preciso ter uma estratégia uma intenção preciso ter uma estrutura e eu preciso saber qual é a sequência de ganho de habilidade né porque imagina que
a criança não faz contato visual e eu quero trabalhar rima com ela Uai não é essa sequência de aquisição de habilidade eu preciso saber qual é a sequência de aquisição de habilidade porque eu tenho que intervir Aonde está a falha de de processamento a falha de habilidade no desenvolvimento da criança certo então isso é muito importante pra gente saber Então como que a gente vai intervir Ok tudo bem até aqui espero não tá falando muito rápido a gente a gente vai entrar agora especificamente nas propostas de intervenção lembrando gente que são exemplos tá bom as
intervenções elas podem ser muito criativas em cima do nosso da teoria que nós temos né então quanto mais a gente aprende de forma mais criativa nós vamos propor as nossas intervenções né ela não é estática Não é porque eu vou falar olha isso aqui é legal e vocês vão explicar só isso né Vocês vão muito além disso né Muito Além eu tô aprendendo vou aprender com vocês quando vocês começarem a me trazer né as trocas aí no final da aula e eu estou aprendendo com a equipe multi lembra né A Bárbara falou logo no começo
a importância da equipe multi então eu vou trazer alguns exemplos mas por favor não se atenham só a isso porque certamente vocês têm outros exemplos outras crianças com outras dificuldades aí combinado