[Música] Marco Polo o explorador Veneziano ficou famoso por sua viagem ao extremo oriente iniciada em 1272 se hoje é sinônimo de Aventura exploração de novas terras e o contato com outras culturas na sua volta a Veneza 24 anos depois contou suas aventuras a rustiano de Pisa que as registrou na obra chamada o livro das Maravilhas a história das viagens de Marco Polo tornou-se um grande sucesso literário por todo o mundo foi transcrito em vários idiomas e no século XV inspirou Cristóvão Colombo a procurar uma rota alternativa para o Oriente isso pode ser identificado por meio
de anotações em seu próprio exemplar de o livro das Maravilhas e assim Colombo partiu navegando para o Oeste até aquela época não se acreditava que a Terra era redonda e quase ninguém imaginava que havia novos continentes a oeste com outros povos e outras civilizações enquanto isso ainda no século X Os descendentes de gisc controlavam o grande império chinês e os catos Mongóis consolidavam sua presença na Ásia Central Os turcos otomanos avançavam sobre o Mundo Cristão Bizantino na Europa as mortes ocorriam às dezenas de milhares devido à peste negra e no Egito e no Oriente Médio
os sultões mamelucos controlavam o poder [Música] em 1325 um ano depois da morte de Marco Polo um jovem marroquino cujo nome até hoje é pouco conhecido no ocidente iniciava sua viagem a Meca Partio de Marque durante quase TRS décadas estima-se que esse viajante tenha percorrido mais de 100000 km pelo mundo islâmico Europa Oriental a uma ú a mais ousada enfrentando o deserto do Saara para conhecer os vários povos da África ocidental Essa é a jornada que vamos acompanhar de perto para conhecer IB Batuta aquele que é lembrado no mundoo como prncipe dos Viajantes quando morreu
aos 64 anos iben Batuta já havia viajado por cerca de 30 anos sobrevivido a uma peste na Síria atravessado cidades desertos e mares para chegar a Meca a Pércia Ásia Central índia ilhas do Sudeste Asiático e china onde entrou em contato com paisagens milen m do maior deserto do mundo o deserto do Sara hoje Se nós levarmos em conta os países africanos podemos dizer que ibn Batuta passou pelo marocos partiu do Marrocos chegando à mauritânia o alatar hoje fica na mauritânia mas antes era o norte da fronteira do Império do Mali depois ele havia já
passado por tagaza uma mina importante de sal onde ele comenta inclusive que essa exploração das minas de sal das Salinas era basicamente mão de obra escrava depois ele passa pela capital do Mali vai em direção ao leste ou seja seria hoje então o próprio país do Mali mas também niger e chegando então ao sul da Argélia né ao voltar fez no final de sua jornada ras viagens a acervo da Biblioteca Nacional da França a África que O Viajante conheceu começava a ser influenciada pelo isl desde o século [Música] aão era feita por pregadores que acompanhavam
as caravanas de com deste modo a língua e a cultura árabe foram Ass ET que Mohammed ET Son messager Pour adhérer pleinement à l'islam Il n'y a pas de R particulier toute personne quelle que soit sa condition quelle que soit Son sexe Il Lui suffit d'm ces deux professions de foi Pour être un musulman accomp let ess continente caracterizado pela diversidade de povos e culturas a África Tropical a sudanesa a sariana a mediterrânica e como um oceano de areia interligando esses mundos o deserto do Sara nós devemos entender o deserto como um mar devemos entender
o deserto Sara como um mar uma grande rota de circulação onde comboios de camelos proporcionavam através do deserto a ligação entre diferentes centros culturais diferentes centros econômicos e diferentes centros de poder ibn Batuta era um homem culto rico e protegido do sultão Abu inã que governava todo Marrocos a partir do Palácio de sua dinastia enz no ano de 1352 da ele decidiu conhecer os povos do mais poderoso estado da África ocidental o império do Mali e com a permissão do sultão partiu junto com uma caravana de Mercadores da cidade de sigil massa uma das poucas
representações medievais do Comércio transariano aparece no mapa desenhado em 1375 por Abraão greses mapa este conhecido como Atlas Catalão ali se pode ver as cidades as fortalezas e os oases por onde transitavam as mercadorias e o ouro e inclusive um Mercador tuareg viajando em seu camelo como os tuareg da caravana que Batuta acompanhava a caravana percorria o Sara para comprar vários produtos ouro sal e outras mercadorias entre elas estav homens e mulheres que seriam comercializados nas cidades do mar mediterrâneo e no Oriente Médio além do ouro o sal também servia como moeda de troca entre
os povos do deserto antes do descobrimento da América todo o ouro usado na cunhagem de moedas tanto na Europa Cristã quanto no mundo muçulmano vinha da África no caso do Mediterrâneo vinha sobretudo da África ocidental atravessava o deserto em grandes caravanas e foi responsável pelo aparecimento de grandes estados de poder Centralizado na África ocidental após 25 dias de viagem a caravana chegou ao primeiro Porto do Oceano de Areia a cidade de tag onde O Precioso sal era extraído por escravos dos tuareg e comprado pelos Viajantes há uma especificidade muito grande nessa escravidão africana antes da
chegada dos europeus uma dessas especificidades é a chamada escravidão de linhagem né onde o o escravo que é feito a partir de uma vitória na guerra ele é incorporado à comunidade que que venceu o conflito né ele pode inclusive ter um tempo de escravidão não necessariamente a escravidão vai ser uma condição Perpétua na vida deste homem Tornado cativo agora viria o trecho mais árduo e perigoso da jornada a travessia de quase 1000 km de areia e rochas e um total de dois meses com dias de calor brutal e noites de frio cortante eis o que
ibn Batuta nos diz sobre isso estee deserto está cheio de gênios malignos eess se O Viajante está só acaba sendo atraído por eles e morre porque não há caminho visível nem qualquer sinal mas apenas as areias que o vento arrasta as dunas deslocam-se de um lugar para outro o próximo destino a caminho da capital do Mali era a aldeia Oasis de walata na região que hoje é ao sudeste da maurit mas até chegar ali foram muitos os perigos e O Viajante nos conta alguns deles havia entre nós um mercador que costumava caçar cobras e se
divertir com elas certo dia Enfiou a mão no buraco e encontrou uma serpente que o picou no dedo causando fortíssimas dores então o homem degolou um camelo e colocou a mão no ventre do animal morto para imunizar-se o dedo ficou descarnado sendo então cortado para salvá-lo da morte após tempestades de areia fome sede e toda sorte de perigos o deserto se ilumina o peito se dilata e o Espírito se acalma EB Batuta viê descortinar diante de si a paz de Alá próximo ao lata o o deserto ganha vida e abriga bois selvagens e suas manadas
se aproximam tanto que os Viajantes podem caçá-los com cães e flechas Batuta chega ao grande rio niger aos seus olhos se descortina o mundo novo com a rica vegetação da savana e animais desconhecidos ao ver hipopótamos emergindo das águas e caminhando pela margem do rio perguntou um companheiro que eram e os descreve como animais com cabeça de cavalo e patas de elefante como o Reino de Gana que o antecedeu e o império de Sí que o precedeu o império de Mali teve sobretudo sua existência dependente do grande comércio transariano que ligava o norte da África
a banda guineense próxima ao golfo da Guine eram caravanas de centenas de camelos que partiam dos centros mercantis da África do Norte levando manufaturados para essa região que eram trocados por Marfim por ouro e outros produtos valiosíssimos sobretudo para o comércio Mediterrâneo para pacificar as regiões trilhadas por esse comércio tributando este comércio que cruzavam o Sudão ocidental é que nas e se desenvolveram e fenecer o Reino de Gana o império de Mali e o império de sí feram quando precisamente os europeus na sua amorosa per incessante expansão ao longo das costas Africanas a captaram e
transferiram esse comércio que cruzava o coração da África para as costas né retirando as rendas a que contribuíam e garantiam a a existência desses grandes estados que haviam conhecido desde os anos 800 até praticamente o século 1 um processo ascensional singular e jamais repetido na África Negra completando mais um trecho de terra onde se encanta com a beleza e o tamanho das árvores do caminho Batuta passa por carcaj dali prossegue até o Rio sanara e ao cruzá-lo atinge finalmente o coração dos domínios territoriais do Mali lá ele permaneceria durante 8 meses conhecendo seus povos e
seus costumes um mundo inimaginável de riquezas e uma sinfonia de cores fascinam O Viajante por toda a cidade Batuta busca acomodações confortáveis e aluga uma casa a seguir dedica-se a conhecer a cultura local e fica impressionado com o artesanato e as finas Peças esculp ara met aos seus olhos aparece uma realidade até então pouco conhecida acima do Sara e ele toma consciência da existência de povos organizados em sociedades complexas com formas arquitetônicas originais escrita própria músicos eot séculos o Islamismo ainda convive com costumes e rituais das religiões africanas tradicionais que o desagradam Então à medida
que ibn Batuta viaja pelo Deserto e se aproxima da África mais ao sul há também uma viagem dentro da cabeça dele uma viagem que talvez ele nunca tenha sido capaz de concluir porque até o fim parece que ele Manteve um senso de choque ele não foi capaz de reelaborar na cabeça uma síntese nova das definições que ele trazia com as observações que ele estava a fazer a cada momento depois de alguns meses graças à intervenção de amigos e autoridades O Viajante é recebido Em uma audiência no Palácio de Mansa suã mais poderoso Senhor da África
ocidental o fato é que nós temos um império de longuíssima duração o reino do maliv vai atingir o seu apogeu aí no século 14 15 16 mas ele vai continuar até bem entrado o século XVI porque ainda temos indícios de que o mand manso rein do Mali Embora tenha perdido o seu poder anterior ainda era respeitado como soberano de numerosos reinos vassalos Reis vassalos que tinham mais poder Militar do que ele próprio sobre a cerimônia o próprio Batuta relata so a sombra de uma grande árvore o povo reúne-se para avistar seu soberano músicos e poetas
homenageiam o seu rei entando cânticos em seu louvor uma forte guarda armada o ladeia e protege sempre atenta linguagem comum o mais fácil é continuar usando reinos impérios imperadores reinos e assim por diante mas a Rigor seria melhor falar de Mansa o Mansa tinha uma autoridade própria que era construída a partir de elementos políticos religiosos religiosos vindos de um lado de culturas que estavam já lá antes da chegada do Islã e de de outro lado tomadas emprestado ao Islã mas o governante o decepciona por não lhe dar atenção nem presentes de valor contrariando o costume
da hospitalidade que era um hábito difundido em todo o mundo islâmico Afinal a ideia que fazia do Senhor de tantos povos era de um líder Generoso graças as histórias que ouvira sobre Mansa musa irmão de sulaiman também conhecido como cana que o antecedeu no trono o rei chama-se Mansa suleiman Mansa significa Sultão e seu nome é suleiman mas é um soberano sovina do qual não se pode esperar presente de valor apesar da riqueza e suntuosidade que se vê quando ele aparece em audiência pública seu presente de hospitalidade para mim foram apenas três pedaços de pão
um pedaço de carne frita e um pouco de coalhada quando vi isto me pus a rir diferente de sulaiman Mansa musa era cativante Generoso e tomou iniciativas que fizeram com que o Mali se tornasse conhecido em todo o mundo muçulmano A projeção da figura de Mansa musa foi extraordinária também na Europa Cristã é muito provável que ele tenha inspirado a representação do imponente soberano negro que aparece retratado no Atlas Catalão sentado com as pernas cruzadas a moda europeia e segurando uma enorme pepita de ouro símbolo visível de seu prestígio e poder Ao lado está escrito
esse senhor negro é chamado de Mansa do Mali e é o senhor dos negros da Guiné esse rei é o mais rico e o mais nobre senhor de toda essa parte de devido à abundância de ouro que se recolhe de sua terra ensinou O Corão que todo muçulmano deve ir pelo menos uma vez em sua vida à cidade santa de Meca para oferecer suas preces a alá e assim no ano de 1325 da era Cristã Mansa musa realizou um feito notável seguido de um grande cortejo de toneladas de ouro fez a peregrinação a Meca a
cidade santa do Islã na volta trouxe consigo arquitetos poetas e estudiosos da Lei muçulmana para o Mali transformando as cidades de Gal Geni tumbu em centros do Saber timbuktu nessa época estamos falando do século X era estava se transformando já num Centro Comercial muito importante que viria a ser um grande centro de produção de literatura escrita no retorno ibn Batuta ainda passaria pelas cidades de tombuctu e gau seguindo pelo rio niger durante a viagem a surpresas continuam a ocorrer um dia fui até a margem para fazer minhas necessidades quando chegou um sudanês e ficou na
minha frente entre o Rio e eu fiquei surpreso com sua ma e sua falta de vergonha depois descobri que na verdade ele estava me protegendo do ataque dos crocodilos mas o que Batuta mais estranhou foi que o Islamismo co existisse com os rituais e os costumes das religiões tradicionais africanas Embora tenha encontrado uma grande quantidade de mesquitas e visto fiéis fazendo as orações em homenagem aá não se conformava com os hábitos e costumes contrários aos ensinamentos do Corão essa gente é a que mais desaprova a injustiça e seu rei não perdoa o mínimo deslize de
caráter de seus súditos nenhum morador ou viajante teme ladrões Ou salteadores eles fazem as orações frequentam a Mesquita e dão grande atenção ao aprendizado do venerável Corão em compensação suas servas escravas e meninas aparecem nuas em público e suas mulheres não usam o véu na presença do rei seus poetas recitam versos desavergonhados e Eles comem animais impuros e Este foi o Mali que Batuta conheceu rico complexo e carregado de contrastes com uma história uma cultura muito próprias ele chegaria de volta ao sul do Marrocos no início de 1353 acompanhado de uma grande caravana que transportava
um 100 número de mercadorias e ele próprio novos conhecimentos sobre o mundo IB José o poeta que registrou suas viagens encerra as páginas da história e conclui não se Oculta ao entendimento de qualquer ser racional que este Sheik é o maior viajante de nosso tempo depois de ter compilado as impressões e Memórias de tantas viagens deixa-nos uma última [Música] frase [Música] [Música] [Aplausos] [Música] m [Música] [Música] BA [Aplausos] [Música] ehaa [Música] [Música] BA [Música] B [Música] ama n