É que as pessoas acham que entrar na justiça terão justiça. >> É, não é bem assim. >> Não é bem assim. Nem um pouco, porque a gente tá falando de uma terceira pessoa julgando uma situação que ela sequer tem conhecimento, conhece, sabe como aconteceu, sabe o que que as pessoas combinaram. [música] Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu não Sei em que momento você tá vendo esse conteúdo. Você tá na JGTV, que é um canal para empreendedores e profissionais. aqui falamos de carreira, de trabalho, de negócios, de empreendedorismo. E eu tô hoje aqui com a
Cris Dorneles. A Cris é advogada e vai tratar com a gente de todos os aspectos jurídicos que aí que você pode evitar ou conhecer para fazer sua empresa crescer ou para fazer a carreira vingar de uma forma mais livre e crescer sem limites. Vamos lá, Cris. Obrigada por ter vindo, obrigada por ter aceitado o convite. Eh, um prazer ter você aqui hoje. Eu que agradeço o conviteô. Muito feliz de poder conversar um pouquinho. Eu sempre falo que as pessoas têm um receio muito grande do jurídico e eu acho que quando a gente conversa e fala
sobre isso, a gente começa a entender que o jurídico pode ser não aquele carrasco que todo mundo acha, mas um parceiro, talvez para Decisões, crescimento e tudo que precisa fazer nas empresas, né? Ou pras pessoas também. >> Legal, né? Não é só para quando a gente quer processar alguém ou quando precisa, né? Não é aquela coisa >> eh demissão, processo, admissão, é uma coisa um pouco mais ampla, né? Vamos ter esse olhar mais amplo hoje pra gente. >> Isso é muito mais amplo. Assim, na verdade, eu falo que o jurídico quando chega na fase de
processos é a fase que A gente já não tem muito mais o que fazer. Sim. >> Porque já tá tudo consolidado, o processo já tá rodando. Então o que eu considero que é uma técnica que é que faz o diferencial assim para quem usa e para quem aplica realmente é um jurídico estratégico que ele te ajuda nas tomadas de decisões de como fazer, de como saber, não evitando que você faça, mas que você saiba quais são os riscos, o que tá envolvido e aí você pode tomar a Melhor decisão sempre. >> Legal. Antes da gente
falar de aspectos bem pontuais, assim, que a gente conversou um pouquinho antes, né, daqui da nossa entrevista, eh, eu queria te perguntar de maneira geral assim, quais são os as maiores ciladas que a gente arma pra gente mesmo, ã, como empresário, né, e até mesmo como um profissional dentro de uma empresa? As ciladas que a gente jurídicas que a gente arma, que depois aquilo vira uma Bola de neve e aí não tem jeito, é processo e e acabou. O que eu acho é a tomada de decisões sem essa consultoria, tá? Eh, eu entendo hoje que
muitos profissionais e muitas empresas entendem o jurídico só como custo e ele não é um custo. Eu falo, não é não é à toa que as grandes corporações, enormes empresas sempre tem um departamento jurídico para tratar sobre o assunto. Não é à toa. Eles não estão pagando porque acham bom gastar o dinheiro com jurídico, né? >> Então o que eu acho que é isso, porque se você vai fazer um contrato e você não tem o suporte jurídico, você assinou, a gente não tem como discutir algumas cláusulas. Se você tomou algum procedimento dentro da sua empresa
de aplicação de uma nova conduta, que ela pode gerar impactos depois que você aplicou, a gente não tem como voltar. Se você vai tomar uma decisão de mudança de estrutural, seja qual for ela, depois que você fez, a gente fica, então você Já cai direto no processo. Então acho que o jurídico estratégico vem para essa tomada de decisões. Então hoje eu quero contratar uma empresa para fazer tal atividade para mim, tá bom? Eu quero que ela faça isso e isso, aquilo. Aquilo ali nem tudo vai tá, vamos dizer, 100% de acordo com a lei. Qual
é o risco que eu vou correr? O risco que eu vou correr é tal. O investimento que eu vou ter é tal, o retorno financeiro que eu vou ter é tal. Com base nisso, eu vou tomar Minha decisão se eu quero continuar ou não. Depois que ela foi tomada, a gente não costuma fazer. Então eu acho que esse aconselhamento que normalmente as empresas têm com contabilidade, com AR, eu acho que elas têm que entender que é essencial que elas façam isso com o jurídico também. [roncando] >> Legal. E esse aconselhamento ele, você falou aí de
aspectos legais de de contratação de terceiros, né? Hoje a gente vive uma realidade de Pejotização geral, enfim. >> Ã, quais são os piores erros que a gente comete exatamente nisso? Em contratar terceiros ou contratar algum funcionário? Ã, algum funcionário não, né? Se é PJ, não é funcionário. Contratar um um prestador de serviço PJ. Eu acho que a preocupação só com o custo, só valor. Eu acho que esse é o grande erro. Então assim, eu quero ter, eu quero fazer com que isso gere um retorno financeiro para mim. Então Quanto menos eu pagar, melhor vai ser.
Só que eu acho que esse é o grande erro, porque às vezes você pode aumentar um pouquinho o valor, mas o risco que você vai correr, se você conseguir negociar aquele contrato vai ser menor. Então acho que hoje o principal ponto que eu entendo de, principalmente dor assim, é você preocupar só com o valor, custo, a quanto vai me dar de retorno ou até mesmo para crescimento. Hoje eu preciso aumentar minhas vendas porque eu tô Faturando pouco, mas às vezes você não tá faturando pouco por poucas vendas, você tá perdendo dinheiro em vários outros gargalos
que se você tivesse organizado você deixaria de perder. Então eu acho que são esses os principais pontos que as pessoas não param para observar e acabam pensando que o problema é um e na verdade o problema é outro. Legal quando a gente fala, por exemplo, de ã da parte financeira, né? [roncando] Ã cuidados a gente precisa ter, por exemplo, ã com transparência, com ã até mesmo com operações financeiras empresa? Qual no que que o jurídico pode ajudar nesse sentido? >> Na parte financeira, eu acho que o que o jurídico pode ajudar são, acho que duas
frentes principais. Quando eu faço a venda, como é o meu contrato para vender pro meu cliente para entender se tiver atraso, se ele não pagar na na data, como que vai ser a cobrança de juros, Multa, correção monetária, se eu posso parar de fornecer o meu serviço ou meu ou produto que eu entrego. Então, acho que essas são as principais pontos na parte de vendas, quando você vai vender o teu produto ou teu serviço para alguém. da outra parte é quando você vai contratar. Então, se eu tiver algum problema financeiro no meu de recorrer que
eu vou ter que atrasar, quanto vai gerar essa multa, esse atraso se isso acontecer? Se eu tiver algum problema Com relação ao fluxo financeiro, a, eu não sei n coisas, como que isso vai impactar naquele processo daquele contrato que tá andando ali, naquele processo que eu digo do processo da contratação em si, né? H, outro ponto importante, ele pode colocar algumas leis ou alguma aplicação de algum uma situação que não é aplicada para onde eu moro, para onde eu estou. Então, se tiver um ajuizamento de um processo, ele vai tramitar em Outro estado, algumas vezes
até em outros países. E eu não parei para ver isso, mas agora eu vou querer rediscutir isso agora, que já tá assinado. Então, acho que são esses pequenos detalhezinhos que a gente consegue vendo na prática. O que que eu digo para eu conseguir fazer um jurídico efetivo pro cliente entender toda a produção, a operação dele? Se eu não não estiver sabendo tudo como funciona, não no detalhe, porque eu não tenho a expertise Do negócio, mas entender como funciona essa operação, nenhum simples contrato que a gente pode achar que é de compra e venda, eu vou
conseguir dar o suporte para ele necessário, porque eu não entendo se o processo dele pode atrasar por uma matériapra que é exclusiva ou se a matéria ou se alguma coisa pode acontecer porque tem uma troca ou outro fornecedor que me que precisa fazer alguma atividade antes de eu conseguir fazer a entrega. Então, se a gente já Tem toda essa informação, todas essas questões eu posso colocar dentro de um contrato, porque quando o contrato é negociado entre as partes, ele vale tudo. Não sendo alguma coisa ilegal, ele é válido. >> Então isso vai me dar o
resguardo para quando tiver alguma discussão, algum questionamento pro futuro, eu vou saber que aquele meu contrato já está prevendo essa situação. Então eu acho que isso que implica diretamente na parte Financeira, entender como funciona. Te digo, trazendo um exemplo, a gente tem um cliente que ele faz montagem de standes para feiras, assim, feiras e eventos. E uma das coisas que ele deixou de prever é a pandemia, como teve, putz, >> a pandemia não não aconteceu. Um monte de feiras estavam programadas por aquele período e os clientes começaram todos a querer rescindir. Eu quero meu dinheiro
de volta, todo mundo precisando tudo de Dinheiro, eu quero meu dinheiro, eu quero meu dinheiro. E não tinha nenhuma previsão no contrato dele. Então agora a gente já colocou uma cláusula dizendo: "Olha, se acontecer alguma pandemia, alguma situação fora do nosso controle, eu fico com o dinheiro para montar essa essa estrutura que foi contratada por 12 meses, 24 meses, aí depende a negociação. E ele não perde totalmente dinheiro dele, porque a gente começou a discutir, teve alguns casos até na Justiça porque não tinha previsão contratual. E uma das outras coisas que eu acho muito importante
trazer, Jusara, é que as pessoas acham que entrar na justiça terão justiça. >> É, não é bem assim. >> Não é bem assim. Nem um pouco, porque a gente tá falando de uma terceira pessoa julgando uma situação que ela sequer tem conhecimento, conhece, sabe como aconteceu, sabe o que que as pessoas combinaram. Então eu sou muito, tem uma Cliente minha que fala assim: "Você não gosta de processo?" Né? Eu falei: "Não, não é que eu não goste, mas eu acho que a gente consegue prever tudo isso em um contrato pra gente não ter que passar
pro para um jurídico, para uma justiça efetiva que nem sempre vai trazer o resultado que a gente espera." >> Sim, você falou aí de eventos, né? Eh, eu acho que uma coisa que eu eu participei da do último evento grande que teve da BRH A dois anos atrás e teve uma queda de um estande de uma empresa grande. E eu fico imaginando assim, eh, de quem a culpa, né? >> Exato. >> Eh, então assim, a gente precisa prever cada passo da operação, porque se tivesse quebrado, graças a Deus, não machucou ninguém. se tivesse machucado alguém,
se tivesse matado alguém, eh, isso recai sobre quem, né? E são detalhes que assim, quem tá fazendo Evento não >> não para para prestar atenção, >> não para para pensar, >> não, >> né? Então, quer dizer, a empresa que montou o stand é responsável, né? A promotora de evento é responsável, a empresa que estava ali com o stand representado naquele evento é a responsável. Quem quem paga conta? >> Exato. Eu até fiquei sabendo que eu mando um detalhe que a gente vamos saber Que tem parte de estruturais que é a própria feira quem oferece. Sim.
>> Então, dependendo como foi esse acidente, talvez fosse ser responsabilidade até da feira. >> E aí, se a gente tem tudo previsto em contrato, a gente não corre isso. Porque eu fico pensando, uma empresa que faz uma montagem ou faz algum tipo de evento, ela sofre um acidente e Deus que me livre, mas morre uma pessoa, às vezes quebra toda aquela empresa e todas as Famílias que dependem daquilo, porque não havia uma previsão contratual, né? Então é isso que eu trago muito pras pessoas, assim, que o jurídico não é o Carrasco, ele é um grande
aliado nas decisões. E não é nem assim, contrato, é uma um auxílio também para prever risco, né? Assim, que eu acho que é isso que o jurídico traz muitas vezes pra empresa ou até pras pessoas, né, de forma geral, né? É isso. Pr risco. E eu até falo assim para para pessoas, como você Comentou, que querem subir de carreira, que querem conseguir uma outra oportunidade. A gente sabe que dependendo qual é o nível de hierarquia que você tem na tua empresa, você deixa de ser um CRT e passar a ser um PJ ou você deixa
de ou vai pra parte estatutária da empresa. Tem n formas de acontecer. Se não tiver alguma coisa por escrito de como vai ocorrer essa tua graduação de de poder crescer dentro da empresa, você fica muito vulnerável Também. Então a gente fala até um contrato de PJ, a gente pode ajudar nesse auxílio sabendo o que que efetivamente foi combinado, o que que ele está envolvido naquilo ali, para garantir que você também possa fazer uma prestação de serviços sem correr riscos no futuro, né? A gente pensa que o principal risco da empresa é o risco trabalhista, mas
não é só o risco trabalhista, né? Isso que você tá falando, vai desde a fabricação, sei lá, Um EPI ali que não é usado até a venda, né? um contrato mal negociado com o cliente, eh, as pessoas eh usam muito, por exemplo, venda online, né? Vamos, estamos falando aqui de pequeno, médio empreendedor, né? Ept. a pessoa pega lá um disclaimer qualquer de de eh padrão de, né, que não tem a ver com a especificidade do produto que você vende, né, com de repente a logística que você usa para enviar o produto. Aí fica aquilo ali
como a regra na Internet, a empresa toma um monte de processo e, né, tem uma despesa absurda porque usou um disclaimer ali que totalmente, né, inadequado, né, enfim. Eh, e aí passando por tudo isso, a gente tem uma questão ali eh trabalhista também. Aí aí sim, trabalhista, né? Nós temos questão de assédio moral, nós temos a questão do próprio plano de carreira, que tem que ser muito claro, porque eh se não tiver claro também é uma é uma Questão [roncando] vira uma questão jurídica, né? eh proposta de valor da empresa, enfim, tem tudo ali para
ser pensado, né, dentro da dinâmica de um negócio dentro do escritório, né, eh antes de chegar na loja e passando pela pela indústria, né, digamos assim, eh, que a gente tem ali um um nível de de detalhe de risco que é enorme, >> enorme. E eu digo até mais assim, as leis vão se mudando muito durante os anos, né? >> Brasil é mud é pródigo nisso, né? Assim, a gente tem eu ouvi dizer que é um dos países eh mais inseguros juridicamente. >> Exato. Por quê? >> Do mundo. Porque além de criar muitas leis, a
gente depende da do entendimento de um terceiro para fazer o julgamento e ele não é obrigado. Que a gente fala uma linguagem jurídica a distrito, as leis, né? Então ele pode julgar conforme o entendimento dele. E é por isso que eu digo da justiça ser feita pela justiça Efetivamente. Mas a gente tem muitas mudanças legislativas. Então, a R1 ela foi aprovada, era para entrar em vigor no ano, passou pro outro vai e vai se prorrogando. Mas é uma coisa que eles estão fiscalizando muito agora. Então, a questão de assédio moral entre as nas que acontece
nas empresas, a questão de como a empresa fiscaliza canais de denúncias, então isso tá e isso vai mudando diretamente como funciona os processos dentro da justiça do trabalho, >> que conforme as leis vão se modificando, as pessoas vão começando a acionar mais sobre esses assuntos. Burnout é uma coisa que tem se falado muito na justiça do trabalho. >> E se a gente for pensar 10 anos atrás, o que tá acontecendo com essas novas coisas foi o que aconteceu muito com eles falam com a questão do dano moral. Eu posso te dizer que hoje na justiça
do trabalho, se você encontrar algum processo que não Tenha dano moral, você quase que acertou na loteria, >> porque é quase regra todos os processos trazerem dano moral. >> Todos os processos t dano moral? Não, não tem. Mas virou uma prática, né, do dano moral contar estar sempre nos processos trabalhistas. E isso vai acontecer, provavelmente com a questão de assédio moral, vai começar a vir e vai trocar talvez o dano moral pelo assédio e assim as coisas vão se Modificando. Mas eu acho que quando a gente tem a parte estrutural da empresa bem organizada, mesmo
que venham processos assim, não gera um impacto tão grande financeiro, porque a gente já tem todos os processos alinhados. Então hoje você tem que seguir as regras da NR1. O que que ela pede? que você tem um canal de denúncias assim, você tem que fazer assim, você tem que dar acesso, você tem que fornecer tudo. Você conseguindo Comprovar tudo isso no processo, você já passa boa parte do caminho sem ter o risco para pro futuro, né? >> Eu acho que o grande trunfo da NR1 eh é a exigência da documentação de tudo, né? Que eu
acho que é aí onde pega, >> é onde pega, mas isso pega para qualquer caso, se você pensar, >> tem empresa que até tem esse olhar, né, pra saúde mental do do colaborador, do do fornecedor, enfim. Eh, mas eh e não tendo isso documentado, é um terreno Juridicamente estável. >> Exato. Porque se você for pensar, isso vale desde a época que foi implantado o cartão de ponto. >> Sim. >> O cartão de ponto antes você falava: "Não, mas ela sempre trabalhava das 9 às 18". Ah, mas onde é que comprava que ela trabalhava das 9
às 18? Ah, então ela assinava o documento, depois foi pro cartão de ponto digital e assim foi indo. Então, hoje em dia a questão de Horas essas já se resolveu quase que sempre com a apresentação do cartão de ponto e vai acontecendo isso com as mudanças que vai acontecendo. A mesma coisa NR1, você vai ser acionado, você tendo a comprovação de tudo, >> sim, >> já te facilita IPIs. Eu tenho comprovante de entrega de EPIs, assinatura digital, tem o extrato, você vai diminuindo os riscos. Então, antigamente a gente podia dizer que as Empresas eram muito
mais vulneráveis na justiça do trabalho. Normalmente quem entrava ganhava, porque não era tudo tão documentado como é hoje. Hoje em dia já não está mais assim. Então assim, a pessoa fala assim: "Ah, mas entrou na justiça vai ganhar." >> Se a gente for buscar, a gente tem muitas ações que as pessoas não ganham nada. Então eu acho que é uma questão de da gente se adaptando, mas entendendo o que se isso valeu pro cartão de ponto há 10 anos atrás, se valeu para para controle de EPI há tanto tempo atrás, provavelmente todas as outras práticas
que vierem vão necessitar dessa mesma formalidade empresarial para que seja possível a comprovação desses casos ou discussões na justiça. >> Legal. Eh, muita gente foi pega de surpresa também pela pandemia, né? essa relação com os colaboradores ficou uma coisa meio eh dúbia, bagunçada pelo relacionamento de hora digital, hora Presencial, eh inúmeros canais de comunicação. Então você tem WhatsApp, você tem e aí assim, o que que é legalmente um canal de comunicação da empresa? O que que é legalmente isso tá foi bem consolidado no meio jurídico eh empresarial? É, é bem consolidado assim, que a questão
do WhatsApp hoje em dia elas, ela serve tanto para controle de muitas coisas, mas também serve para controle de prova se a gente precisar num processo. Então a gente consegue ter Isso porque hoje em dia é a facilidade. Mas >> mas por exemplo, um grupo formado pelos colaboradores, que não sejam um, vamos falar de grupo, grupo de WhatsApp, [limpando a garganta][tosse] >> esse é e que seja um grupo formado ali para uma questão de, sei lá, um projeto X, os colaboradores foram lá e fizeram um grupo, né? não é um grupo oficial da empresa. >>
Isso vale como prova jurídica. O que que Consegue? Mas o que que a gente fala que pelo menos um gestor tem que estar nesse grupo. Então, por exemplo, assim, vai ter o gestor daquele projeto específico, vai formar o gestor participa, porque a gente tem que ter, porque o preposto, como a gente fala, que é um representante da empresa, alguém de um cargo um pouco mais elevado, participando, ele já gera validade. O que a gente tem que entender é que mesmo tendo um pouco da informalidade das Conversas pelo WhatsApp, ela não deixou de ser um canal
de fiscalização com relação ao horário. Então, assim, você responde todos os dias à meia-noite. Isso você vai utilizar como prova dizendo que você trabalhava até meia-noite. Então assim, não é qualquer tipo de coisa e acionamento que pode acontecer a qualquer momento. Eu acho que é uma das coisas que as empresas não se dão conta. Saiu até uma recente decisão agora do TST falando que uma Pessoa que estava em home office tem direito a receber horas extras. E aí a empresa falou assim: "Ah, mas eu não tinha como controlar". Mas a empresa, mas na hora que
ele logava no computador, a empresa recebia uma informação que ele estava logando, a hora que ele estava deslogando. Então, a gente não pode alegar desconhecimento de algumas coisas. Então o que eu sempre digo é assim, existe a informalidade por conversas, pelo WhatsApp, pelo trabalho Em home office e tudo, mas ele não deixa de ser um trabalho fiscalizado que a empresa tem que ter o dever e a obrigação de controlar para evitar discussões futuras. E essa pessoa até que foi essa discussão recebeu diversas horas extras porque ela ficava trabalhando 10, 11, meite todos os dias e
a empresa nunca pegou hora extra. É, porque teve uma uma doideira aí na na pandemia que as pessoas não tinham noção da carga de trabalho que era passado, Né? né? E e que e porque as pessoas acabavam absorvendo, aliás, até por medo, né, de de perder o emprego no meio da pandemia, né, >> eh as pessoas absorviam uma carga de trabalho absurda, né, em home office e a gente trabalha muito mais em home office mesmo. Eu eu faço home office desde 2012, >> então ã eu só posso te dizer que minha carga de trabalho só
aumentou, com certeza. E isso vale para todo mundo que Tá nessa na questão do home office, que você vai ali, ah, vou tomar um banho, vou fazer, ah, mas chegou um e-mail, mas pera aí que eu vou ali então responder acorda com computador no cor tomando cafezinho, tal, não sei o quê, de pijama já começa. Se for uma reunião logo cedo, bota um palitó por cima para dizer, [risadas] né, que tá ali formal, tô pronta, né? Então é, foi uma coisa bem confusa, né? Foi eu acho que assim e as empresas também tiveram que lidar
com Essa situação e hoje ela já tá, já se passou alguns anos nela, então hoje a gente não pode justificar assim: "Ah, mas ela estava em home office, eu não lembrava que tinha que fazer isso, não. Ela vai ter uma uma fiscalização, a gente precisa ter esse cuidado também. >> O qual a melhor recomendação para essa empresa que tem esse regime híbrido assim para controle e resguardo jurídico, né? Não, não é para ficar enchendo o saco do funcionário, para Resguardo para qualquer eventualidade. Qual é a a >> o que eu digo? se ela tem muitas
pessoas nessa nessa situação, existe hoje em dia como você fazer um controle de ponto que você faz o registro pelo celular e a empresa consegue limitar em qual região que aquele funcionário consegue acessar aquela aquele controle de jornada. Por exemplo, assim, eu não quero que ele esteja na praia, ele pode trabalhar em rosta, mas na casa conforme foi Combinado. Então eu limito a área onde ele pode fazer a assinatura do cartão de ponto dele digital e tudo mais. ou através de login logout que consiga mandar pra empresa, se ela não se importar da localidade onde
ele preste serviços para você ter o controle. Aí vai falar: "Ah, mas eu botei em home office para não ter a o controle de ponto". Tudo bem. Então você tem que ter controle com WhatsApp. A partir, se ele trabalhar das 9 à 18, pegando o padrão, A partir das 18 horas você não pode mais mandar WhatsApp para ele. Se ele responder para você para WhatsApp, você vai dizer: "Olha, deixa para responder amanhã que sua jornada de trabalho já encerrou". O que dificulta muito, porque no dia a dia você tá com problema, você precisa resolver. Então,
o meu conselho seria utilizar essa possibilidade do cartão de ponto ou através do login logout da máquina para você fazer um controle mais efetivo de jornada. >> Entendi. E ter um canal ã adotar um canal específico e não ficar com essa multiplicidade de canais de fala: "Se quer usar o WhatsApp, não há problema, mas formaliza que vai ser sempre pelo WhatsApp. Se quer usar o e-mail para ter uma formalidade um pouco maior e ficar com registro, usa o e-mail, mas tem que ter esse cuidado e definir os canais oficiais. Eu acho que isso é importante
a gente ter definir que o canal oficial vai ser esse e esse aquele e utilizar Ele a partir de então. E [roncando] a empresa também tem que se utilizar dele, porque senão você cobra do funcionário, mas você peço pelo e-mail, mas mando pelo WhatsApp, o funcionário já não sabe mais nada. E como você já enviou o WhatsApp, já começou a valer aquele outro meio, como se você tivesse autorizando de forma implícita um outro meio de comunicação. >> Cris, eh, eu acho que isso não é só uma questão de economia com processo, mas é Uma economia
com estratégia, né? porque você passa de repente a organizar melhor a sua produção, organizar melhor eh a relação com o colaborador, as dinâmicas, as as entregas dos projetos, né? Então realmente isso tem um ROI, né? Você ter esse cuidado jurídico, tem um ROY é importante aí. >> É, eu até a gente tava conversando antes, eu até falei, as pessoas se preocupam muito com vendas dentro das empresas, né? Falando assim: "Ah, tô Vendendo pouco, preciso contratar mais". Mas às vezes tá perdendo dinheiro em outro ponto. >> Turnover às vezes, né? pagamento exacerbado de horas extras, ã,
uma quantidade grande de equipamentos, ou seja, para conseguir a produção do trabalho. E às vezes em pequenos detalhes para você entendendo essa operação, você consegue reduzir esse custo. Então você não precisou necessariamente aumentar vendas, mas Você conseguiu fazer uma estruturação para você não ter isso. Se a gente for pensar, dependendo qual é a convenção coletiva aplicada naquela categoria, as penalidades paraa questão de pagamento de horas extras e questões são muito elevadas. Então, às vezes você acha que você tá economizando, mas talvez se você contratar uma pessoa a mais, você vai deixar de ter aquele custo
e talvez você tem até uma economia que ela vai sair mais barato do que todas as horas essas Que você paga para aquele funcionário. Então eu acho que é esse o olhar que a gente precisa ter préa estrutura da empresa, assim, que o jurídico pode servir como um grande apoiador para as decisões, inclusive para você ter uma lucratividade maior, que eu acho que esse é o objetivo de toda a empresa. É, e uma coisa que eu sempre falo aqui, né, gente, eu tenho até um um livro publicado sobre isso, que é ele fala sobre o
autoemprego. Autoemprego é o Aquele empreendedor que ele joga nas 11 e assim, na verdade, ele depende de um salário que você saiu um cliente da empresa, ele tá ferrado, porque basicamente a renda dele, porque ele que faz tudo, o dinheiro que entra é dele, enfim, aquela confusão que a gente faz quando a gente é pequeno empreendedor no Brasil, né? Isso é muito comum aqui no Brasil, é muito de brasileiro. Eh, e a gente fica nessa situação fazendo, jogando nas 11. E, gente, é impossível Você ter noção de todas essas minúcias, de todos esses detalhes, de
tudo que pode impactar a tua operação, por menor que a sua operação seja. Se você puder ter uma uma assessoria, né, puder ter alguma consultoria nesse sentido, é é essencial que seja a consultoria jurídica também, né? O que o que eu digo muito assim, que as pessoas falam comigo assim, ah, mas eu sou pequeno, médio empreendedor, eu não consigo ter um jurídico vinculado. Mas você pode ter Parceiros estratégicos. A maioria dessas pequenas e médias empresas não tem um contador dentro da empresa dela, não tem uma contabilidade extremamente estabelecida dentro da empresa. Ah, eu uso o
contador para me ajudar a fazer os o os processos que eu preciso. O jurídico é mais ou menos isso. Hoje tem jurídicos que você pode cobrar por que você pode pagar por demanda específica. Eu quero que você monte esse contrato para mim para ficar o melhor contrato Que eu vou utilizar. OK? paga pelo contrato ou eu vou pagar uma assessoria mensal e o jurídico vai me dando, tirando todas as dúvidas que eu tenho no decorrer daquele período. E o que eu acho que é importante as pessoas entenderem que nada é imbutável, muito menos na na
questão das leis. Então, hoje eu fiz um contrato para você fazer a prestação de serviço de RH, por exemplo, que ele tá muito adequado para hoje. Daqui a um ano você pode dizer: "Meu Deus, por que que a gente usava esse contrato e não modificou?" Então, todos os processos precisam ser revistos e é isso que o jurídico vai fazendo para você. Então, hoje mudou. Eu fiz esses dias uma reunião com uma cliente de um de um contrato que a gente tinha feito no final de 2024. Então, ela usou todo 2025. E aí ela começou a
ter muitos questionamentos dos do de alguns clientes que fechavam o contrato para ela. Falei: "Vamos fazer uma reunião e Vamos sentar". A gente trocou cláusulas, a gente tirou cláusulas, a gente ajustou, porque a demanda também vai se modificando e você vai trazendo as melhores práticas e as melhores oportunidades para botar dentro daquele contrato. Então eu entendo que isso tem que ser revisto conforme for, conforme for evoluindo todos os processos. E eu também entendo que eu acho que é uma coisa muito importante o Já que ele fala assim: "Ah, mas o jurídico sempre faz Contratos complexos.
O jurídico tem que adaptar tua realidade". Então, se você tem uma realidade que você não tem tempo para fazer um contrato de 10 páginas, que seria o mundo ideal que prevê tudo que tá que tem que ter num contrato, eu tenho que fazer talvez uma proposta comercial, eu tenho que fazer um contrato de duas folhas. Teve um cliente nosso que ele consegue fazer a assinatura do contrato só no momento da Vida. Então, ele preenche tudo a mão e tem um contratinho que é metade da folha que ele assina. Ele falou assim: "Eu não posso ter
mais que isso porque senão meus clientes não fecham". >> É verdade. >> Então a gente vai fazer o quê? Nesse meio meio papelzinho que a gente tem de oportunidade, a gente vai botar o que é necessário ter no teu contrato. E a gente não mexeu a folha, a única folha. Então a primeira folha ele preenche os Dados e a segunda folha, a segunda metade da folha é o contrato. E tá valendo. Tá valendo. >> É alguma segurança jurídica, né? alguma é o melhor, é óbvio que não, porque a gente sabe que não é, mas dentro
da realidade dele é o que ele pode utilizar e é o que vai fazer o negócio dele continuar funcionando. Então a gente vai colocar, a gente colocou duas cláusulas efetivamente mais assim, as outras a gente deu umas mexidas e passou a valer Um contrato e isso já reduziu aí na implência que ele tava por causa dessas mexidinhas básicas assim, sabe? Então é isso que eu digo, por isso que é importante o jurídico também ter essa visão estratégica do negócio. Se eu for só burocratizar, ninguém vai querer meu meu suporte jurídico. >> Sim. Então eu também
tenho que me entender a realidade do cliente. Por isso que eu digo assim: "Ah, quanto você cobra para fazer uma assessoria mensal?" Falei: "Não sei, não sei qual que é a tua realidade, o que você precisa que eu faça". Você profissional liberal do direito, que tá nos assistindo, presta atenção na crise, assim, desburocratize, seja prático e auxilie de verdade o seu cliente. >> Exato. Adianta eu falar com uma pessoa que faz uma venda, talvez para pessoas que tenham menos instrução ou que seja eu botar um monte de palavras em juridiquez lá que a gente fala,
a pessoa Não vai entender, ela vai falar: "Eu não vou assinar isso aqui, isso aqui, pelo jeito, vai me prejudicar". E às vezes, não é? >> Então, a gente tem que adaptar a realidade do cliente, da entrega que o nosso cliente precisa. E eu acho que é isso que também, como você falou, que os profissionais do direito têm que entender, as coisas mudam e aí a gente também tem que mudar o jurídico para adaptar a realidade que a gente tem. >> Vocês estão competindo muito com chatt? Falei aqui do chatt. Eu acho que >> muito,
muito, muito. Só que as pessoas esquecem de um grande detalhe, Jusara, o chat ou o cloud hoje que tá se utilizando muito, ele faz o que você pede. Então, se você quiser que ele crie um contrato que seja benéfico para você, ele vai criar. Só que aquele contrato pode ter cláusulas que não são aceitas em nenhum lugar. Então é isso que eu falo pra pessoa. Ah, então vocês como Jurídico não usam o chat? Não, não vou falar isso porque não existe. Todo mundo usa o chat hoje para te ajudar numa resposta de meio mais formal,
para te ajudar na em alguma cláusula. Ah, eu quero escrever esse isso aqui. Melhora essa cláusula para mim para ficar uma cláusula que fique mais entendível e tudo mais. A gente usa, só que a gente sabe o que pode e o que não pode. Sim. Sim. E quando você manda pro chat, ele vai fazer o que você quer. Tem até uma Vez que uma colega falou para mostrou pra gente num grupo de advogados lá e falou assim: "Ah, eu pedi pro Cláudio fazer uma coisa" e ele fez. E eu fui trazendo, trazendo informações para ele.
Aí quando chegou no final, foi para ele assim: "Mas isso aqui está de acordo com a legislação brasileira?" Aí ele falou: "Não, você me pediu para criar, você não me falou que eu tinha que observar a lei". [risadas] Ele fez, tava lindo, maravilhoso, era o Contrato dos sonhos. >> Quer dizer, não arrisque, né, pedir assessoria jurídica pro chat PT se você não sabe fazer as perguntas certas. que vai saber fazer. >> Exato. E o que eu falo muito que aqui no Brasil a gente tem uma grande dificuldade, é a lei fala uma coisa, mas a
prática jurídica dentro dos tribunais aplica outra. Então, como que eu faço para juntar essas duas coisas para trazer uma proteção pro meu cliente? >> E o mercado aceita outra? Você tem três pontos aí, né? Falando de de empresa e de negócio, você tem três pontos. >> Três pontos pontos. Então, assim, como que eu consigo juntar tudo isso e fazer uma cláusula que de uma certa forma me proteja o máximo possível dentro das condições que a gente tem? E é isso, porque se eu botar uma cláusula totalmente fechada, talvez eu vou inviabilizar o negócio. E eu
não posso inviabilizar o negócio porque Senão o meu cliente nunca mais vai querer falar comigo como jurídico. Então o que que a gente pode fazer dentro disso? Vamos buscar a melhor prática e tentar aplicá-la. É isso. >> Vamos falar agora um pouquinho de coisas. Aliás, antes da gente falar qualquer coisa, eu queria pedir para você curtir, compartilhar, comentar. Tem todos os os dados aqui para você nos seguir em todos os nossos canais. Instagram, Spotify, segue a gente em Tudo que vai ser legal para você. Eh, eu queria começar a falar um pouquinho sobre aquilo que
também é útil para o profissional que tá dentro da empresa, né? Então, assim, a empresa vai fazer ali o melhor compliance, eh a o colaborador também precisa entender o que que é aquilo para poder seguir da melhor forma possível. Então, eu queria começar por compliance. Por exemplo, eh, a gente tem home office, tem sistema híbrido e a gente manipula informações Da empresa dentro de casa, eh, enfim, aquilo circula em meios que ah, até uso de chatt mesmo, você colocar informações confidenciais da empresa no chatt, né? Enfim, >> ã, qual o melhor caminho? Qual a melhor
prática para o profissional nesse sentido? Qual o melhor caminho para a empresa para ter um uma segurança jurídica em tudo isso aí? Eh, n as empresas que fazem algum tipo de utilização muito forte de dados, assim, A gente fala que ela tem que estabelecer alguns critérios de tecnologia mesmo que ajudem ela a não ter essa violação, porque as multas sobre LGPD e confidencialidade são altas, né? Então, a gente tem que ter esse cuidado. Mas de qualquer forma, eu acho que uma outra coisa que você pode pode me dizer melhor que eu, que a maioria das
empresas quando faz um contrato de trabalho, ela nunca mais olha para aquele contrato de trabalho, né? >> Sim. >> Fica lá, tá contratado, tá lá, mudou de cargo, mudou. Conforme os cargos vão se alterando algumas situações, eu entendo que é necessário fazer alguns aditivos contratuais, inclusive prevendo essa questão. Então, hoje eu entrei na empresa para uma atividade que eu não mexia com dados sensíveis, não tinha acesso a nada, mas eu fui crescendo dentro da empresa e hoje eu executo uma atividade de gerência que eu tenho Acesso. Então você tem que fazer um novo contrato com
esse teu funcionário, buscando proteger os dados que você disponibiliza para ele atuar. E eu acho que a outra parte eh que eu acho que a IA ajuda muito hoje é com essa proteção. Então assim, eu vou limitar os acessos ou vou liberar todos os acessos. Se ele vai usar todos os acessos, eu posso definir qual é o ID que ele vai poder utilizar e somente naquela região ele vai poder utilizar e ter Responsabilização efetiva. Então se você desviou algum dado, alguma situação que hoje que acontece já há bastante tempo com bancos, né? Sim, >> se
você desviou alguma, você vai sofrer tais penalidades e isso tem que tá previsto também em contrato ou através de um aditivo ou através de um acordo que foi realizado. A gente precisa dessa documentação efetivamente formalizada. Então eu acho que é uma das coisas que as empresas também não param para ver e Até você como profissional dentro da empresa, se você trocou de cargo, eh você pode exigir que algumas combinações sejam feitas para você se proteger do outro lado. >> Então assim, agora eles querem me disponibilizar isso, mas eles não me dão ferramentas necessárias para tal
atividade. >> Então quero formalizar essa situação porque se tiver algum problema, a responsabilidade não é minha. Então acho Que as coisas conforme foram forem mudando, você precisa de uma certa forma-las e deixar acordado efetivamente o que vai acontecer. Acho que isso vale para os dois lados, tanto pra empresa quanto para o profissional que tá acendendo na carreira para se resguardar também de alguma possível responsabilização no futuro. >> É porque, por exemplo, eh, lidar com dados, né? Eh, hoje em dia qualquer cargo médio de gestão é obrigado a lidar Com dados não necessariamente sensíveis, mas um
volume de dado absurdo, né? Então realmente você precisa rever esse acordo porque você tá manipulando >> exato. >> coisas ali que >> e às vezes você vai ter a informações a balanços financeiros da empresa e aí não teve nenhuma mudança, mas você acessa, alguém te manda pelo WhatsApp ou te envia por e-mail. A probabilidade hoje de você perder uma conta de WhatsApp, Você ter o teu e-mail bloqueado é muito grande e essa responsabilização não é sua, entendeu? Então eu acho que isso vale para para todos os lados. a empresa tem que tentar de uma certa
forma se resguardar ou botar em alguma plataforma que você consiga acessar com senha e n outras opções que você pode fazer, mas eu acho que uma das coisas é que a gente vá revendo os contratos que a gente tem ao longo da atividade profissional pra gente ver se realmente ele está adequado À realidade que a gente tem hoje, >> tá? Agora vamos falar sobre uma questão eh que a gente comentou um pouquinho no início aí sobre NR1. Vamos falar sobre eh eh o que configura o assédio moral, porque é uma coisa, é uma linha muito
tênue entre uma cobrança mais dura e assédio moral, né? É, >> e que eu acho que principalmente as gerações mais novas não entendem muito esse limite. >> Exato. [roncando] >> Eh, sem qualquer etarismo, mas eu acho que é uma questão de vivência eh da cultura do trabalho mesmo, que a gente a gente cresceu eh dentro de um de um período em que o essa cultura ela não mudou muito, né, durante um tempo, né? Então, todo mundo entendia como é que funcionava. Os jovens estão chegando hoje numa cultura total transformação, não entendem muito como é que
como é que funciona as pressões, as transformações, enfim, tudo muda o tempo todo. Eh, o que Que é exatamente assédio moral, né? O que que precisa acontecer para que seja configurado como assédio moral? >> Acho que as principais causas são uma assédio moral, é uma exposição de de metas das pessoas de uma forma vatória. Então, eu vou falar assim: "Olha, Cris, a Jusara bateu a meta todos os meses aqui, tá? nossa nossa plataforma que faz o controle perante todo mundo, só você que não consegue porque você é burra, não sabe fazer as coisas, não tá
nem um Pouco preocupada. Então quando usa alguma coisa de comparação, expondo você perante os outras pessoas do ambiente de trabalho, esse é um caso. Outro caso é quando eles colocam metas inatingíveis e a cobrança é muito alta. Olha, quem não cobrar, não bater essa meta aqui, não vai conseguir sair de férias, não vai, tem sempre uma ameaça velada de alguma forma ou a gente tá procurando outra pessoa para recolocar, só que se a gente for ver, nunca ninguém bateu aquela meta Dentro da empresa. Então ela não é uma meta que é atingível, ela é uma
meta só com intuito de pressão e tudo mais. Eu acho que assim, os pontos mais fortes de um assédio moral são esses casos, que você expõe a pessoa de forma bechatória com o nome, palavras de baixo calão e algumas exposições ao ridículo. E a outra é você estabelecer metas tão absurdas que ninguém dentro da empresa nenhum dia conseguiu bater, tá? Mas eu acho que o outro ponto principal é que As tuas a tua questão de metas também esteja formalizada para que as pessoas tenham conhecimento. Não é assim, ah, você vai bater a meta, você vai
ganhar R$ 5.000. Sim, mas e qual é a meta? Como que eu chego nessa meta? Como que funciona essa meta? E se eu ultrapassar essa meta? Como vai ser? Como não vai ser? Se eu ficar muito próxima? Se eu eu posso passar e acumular de uma certa forma para esse mês? Essa é a grande dúvida da questão de metas. Então eu Acho que esses são os principais pontos de assédio moral. Mas o que mais pega em termos da justiça do trabalho é a exposição vatória. É você expor aquele empregado de uma certa forma perante os
demais com relação à cobrança de metas >> e e ameaça também, né? Ameça de mandar embora, gente. >> É, então, mas a ameaça de mandar embora dentro da Justiça do Trabalho tem tanto que para você conseguir comprovar isso, vai ter que ter essa exposição perante Os funcionários, entendeu? Não adianta ele só falar assim: "Ah, eu era cobrado muito, ã, só que era só eu e o meu chefe sozinho e ele me falava que se eu não cumprisse eu vou, eu era demitido". Aí vem o outro lado e fala assim: "Não, nunca aconteceu isso". Entendeu? Então,
de uma certa forma precisa ter essa exposição perante as outras pessoas. É um dos pontos principais pra gente conseguir essa questão de de metas. Mas eu acho que trazendo pro outro ponto que Você trouxe, que as que essa questão das pessoas novas que estão entrando no mercado de trabalho, hoje em dia todo mundo trabalha com metas. Então você tem que entender, até o juiz fala isso na audiência, eu tenho metas. Quando eu não tenho metas, não cumpro minhas metas, eu sou afastado para que eu consigo cumprir as minhas metas. Então assim, as pessoas têm que
entender também qual é o limite do aceitável. Então, tá me expondo, tá me colocando perante o ridículo, tá me Colocando numa situação que tá me causando algum tipo de constrangimento. Bom, aí eu sei que isso aqui tá fora do padrão. Agora, se são metas diárias, metas de atendimento, metas que são normais, que todas as pessoas têm, ah, outra ponto importante é que todos tenham iguais, que não seja uma meta para Jussário, uma meta pra crise, uma meta pro fulano, uma meta explicando, que é uma meta geral, tudo é mesmo cargo, mesma coisa. Então eu acho
que Isso é é um grande diferencial assim, mas simplesmente a cobrança de metas com um intuito um pouco mais eh firme assim de olha que bater a meta, a meta é importante porque pra gente conseguir manter a empresa ativa é muito pouco provável de você conseguir uma indenização. E eu acho que uma outra ponto daí falando mais pros empresários, a justiça do trabalho tem um pouco de birra da questão do dano moral, né, que entra muito com esse assédio moral, Porque tá virou a o aqui a gente fala a indústria do dano, né? Então assim,
precisa ser situações efetivamente relevantes e importantes para que você consiga uma indenização. Então, a muito bem documentada, >> muito bem documentado. Então, assim, a empresa tem que ter esse cuidado, claro, mas hoje não é qualquer dano que eles geram indenização. Ao contrário do assédio sexual, que a maioria do entendimento da justiça é acreditar na Vítima, porque a vítima normalmente não tem como comprovar. Não vai ter alguém que vai presenciar o fato, alguém que viu a situação, alguém que gerou então às vezes uma simples conversa no WhatsApp, um convite um pouco fora do padrão, já serve
para algum tipo de indenização na justiça do trabalho. >> É, a gente tá com um caso aí na novela falando, né, sobre assxual aí, não é moral, sexual. >> É, é sexual. Eh, e o que me chamou Atenção é essa, quer dizer, ali a relação era consensual e a menina na novela das ve para quem não acompanha, tem um personagem lá do Dan Estub que é um advogado, né, que é um advogado muito canálha, que usa métodos ali não ã, >> enfim, corruptos para para lidar com seus casos. E ele tinha lá um caso com
a secretária, né? E e durante muito tempo ele assediu, acediou até que ela foi, né? Ela, mas ela aceitou, mas ela tinha medo de perder, mas como assim medo de Perder o trabalho, né? Foi porque quis, foi, quer dizer, é uma uma discussão ali, uma linha, então tudo precisa ser muito bem documentado, porque todo mundo vai ser exposto e vai ser >> Exato. Mas normalmente nos casos de assédio sexual, a justiça coloca os processos em segredo de justiça para não ter exposição. Mas é o que a gente fala, dentre a situação que tem na novela
que você tá falando, o cargo que ele tinha de um grande advogado com uma imagem Enorme que fez com >> ele chefe e e aquela questória dele estar no meio >> ã de políticos e tudo mais, gera uma hierarquia muito superior à pessoa que tá como a cargo de secretária, que é o caso da novela. Então assim, o que ela fala do medo ali é provavelmente o medo de ser exposta e dizer que ela que foi atrás dele ou o medo dela ser demitida e precisar e não conseguir outro trabalho porque ele vai, né, que
a gente fala Queimar no mercado. Então tem uma situação, mas eu acho interessante a discussão desse assunto para as pessoas entenderem como ele funciona. Não sei como vai se desenvol desenvolver na novela, se eles vão entender por essa situação também de não expor muito a vítima. Acho que não vai ser o caso, porque o negócio é trazer e ela até fala que outras funcionárias também passaram por isso. Então acho que vai ser uma exposição um pouco maior. Mas o que a Gente tem dentro da Justiça do Trabalho hoje aqui e principalmente em São Paulo, é
isso. Eles acreditaram muito nas conversas que a vítima traz, porque ela normalmente não tem como fazer prova muito robusta sobre essa situação, porque, né, ela está numa situação de maior fragilidade e a pessoa não é burra assim de fazer prova contra ela, né? Então, tipo, de mandar uma mensagem efetiva dizendo: "Olha, vamos sair hoje para tal coisa". Mas a gente começa a Buscar algumas conversas e algumas situações que talvez possa ajudar nessa comprovação. Eh, e aí vamos um pouco além, né? Não é o nosso foco aqui, mas eh existe um cuidado maior hoje na justiça
para que a vítima de assédio sexual não sofra novamente violência no sofre um assédio jurídico, né, que a gente chama. Exato. Exato. >> Né? Então esse relato ele realmente ele é bastante valorizado >> isso. E eles até nas audiências assim Porque para quem nunca foi na justiça do trabalho, vale até o convite, você pode assistir qualquer audiência lá, né? Você posso chegar lá hoje e entrar para assistir uma audiência e entender como funciona, né? Porque eu acho que é legal as pessoas terem um pouco desse conhecimento, mas nos casos de assédio sexual não pode. Então
a sala fica fechada, trancada para evitar a exposição das pessoas. Algumas vezes, dependendo qual é a repercussão do caso, Eles conseguem até fazer um caminho diferente pra pessoa entrar, acessar para não gerar esse essa esse problema. Exato. >> Olá, fébulas. Eu sou Carla Delia, especialista em inglês pro Trabalho, mestre em linguística aplicada pela USP, LinkedIn Top Voice e fundadora da Save Me Teacher. Eu tô aqui para trazer dicas rápidas de inglês corporativo que você pode colocar em prática no trabalho e usar para impulsionar tua carreira. Vamos lá. Você já parou para pensar que as pessoas
estão começando a falar que nem aí? Sabe quando você vê um texto e aquele jeito certinho de escrita, cheio de adjetivos e ressalvas honestas? Você bate o olho e sabe que ele passou pelo chatt? Mas tem uma coisa que ninguém percebeu ainda. A gente começou a falar assim também. Como linguista e especialista em inglês do trabalho, eu te garanto, fébulas, a língua sempre funcionou desse jeito. A gente fala do Jeito que a gente é exposto. Você pega ali mais ou menos do sotaque de quem convive com você, repete a gira que você ouve com frequência,
incorpora sem perceber a palavra que você leu ontem. A gente molda sim o texto que a gente escreve, mas o texto que a gente lê molda a gente de volta. E hoje boa parte do que circula na internet provavelmente passou por uma inteligência artificial antes de chegar até você. Tem um estudo muito interessante, vou deixar as Informações aqui na legenda desse post. Analisou centenas de milhares de vídeos e episódios de podcast em inglês e encontrou algo muito interessante depois do advento do chat EPT. Palavras que a máquina adora em inglês, como delve, meticulous e underscore,
dispararam na fala espontânea das pessoas nesses conteúdos. Observa, não era texto lido em voz alta com telepronter, não era conversa improvisada ao vivo, ou seja, isso já está acontecendo. Uma coisa Muito importante, isso daqui não é um julgamento do que é bom ou ruim, é só uma reflexão sobre um fenômeno linguístico que tá acontecendo. Porque essa mesma lógica que faz você absorver a palavra da inteligência artificial é a que faz você adquirir vocabulário de reunião em inglês, jargão da sua área e etc. A exposição também ensina, não é a única coisa, mas também ensina. Então,
a reflexão que fica é como identificar o que foi criado pela IA. Se nós, humanos Já estamos produzindo texto de IA de forma humana, orgânica, >> tá certo? Vamos partir. A gente tá chegando ã mais pro final do nosso bate-papo. Vamos partir agora para um tema polêmico. Vamos falar de seis por um. Escala se por um. né? Qual a tua opinião sobre isso, eh, juridicamente falando e quais são os caminhos que jurídicos de contratação, eh, que de repente uma empresa deve evitar para não eh se dar mal aí tentando fazer 5x2 ou Tentando montar turnos
diferentes para não eh para tentar testar, né, algo além da da escala 6 por1? Porque de verdade e ela só é boa pro pro patrão. Vamos combinar. Ela é boa pro patrão. Quais são esses caminhos? O que que a pessoa pode fazer de repente assim, contratar um foguista? Até que ponto você pode contratar? Com que frequência? Dá um um caminho pra gente, porque isso isso é muito do varejo e muito do pequeno empreendedor, né? Eh, que também Não tem muito conhecimento. Acho que assim, primeiro falando sobre o meu entendimento pessoal, tá? Eu acho que aquela
lei vai demorar um pouco mais para ser aprovada. Nós estamos em ano de eleições, então acredito que isso vai impactar, porque um não vai querer aprovar para não dar ibope pro outro, outro não vai querer deixar passar porque senão vai dar e assim vai. O outro ponto que eu acho importante é assim, pra gente poder entender de uma Forma jurídica efetiva como ajudar a empresa, eu preciso entender a operação dela, como eu falei para você. Mas assim, folgista não dá para contratar para trabalhar todos os finais de semana, por exemplo, porque você vai gerar uma
uma recorrência desse trabalho, o que vai gerar provavelmente o reconhecimento de um vínculo trabalhista e tudo um PJ da mesma forma. Então, se a gente contrata sempre, vai, dá para fazer uma analogia Por questão daquela história quando definir a questão da diarista. Então, até dois dias não tem vínculo de emprego, mas se passar de dois dias tem. Mas daí vai acontecendo isso. Eu acho que um ponto importante é você entender a estrutura da tua operação, principalmente pro comércio. Ah, eu preciso trabalhar sempre de segunda a sábado. OK. E se ali na lei por enquanto, da
forma como ela está, não fala que você obrigatoriamente tem que Folgar sábado e domingo. Ela fala que você tem que ter duas folgas. E se você fizer uma estruturação da tua equipe que segunda e terça talvez alguns funcionários não não trabalhem para conseguir ter a para conseguir trabalhar no sábado, você não precisou mexer em nada, porque talvez segunda e terça-feira seja uns dias de menor movimento na tua empresa. Ah, não, mas os dias melhor movimento na minha empresa são terça e quarta. Então a Gente consegue ajustando a escala das atividades dos funcionários de acordo com
a demanda. talvez vai ter alguns casos que vai ter que contratar mesmo, porque todos os dias são muito corridos e e não tem outras opções. Mas existe casos, eu acho que se a gente conseguir sentar, entender a operação, a gente vai conseguir mexer na estrutura [limpando a garganta] do da escala que tem hoje, da forma como se trabalha hoje, para você não aumentar O teu custo. E aí eu acho que uma outra coisa que eu acho que os empreendedores têm que ver isso é que você vai dar dois dias de folga pro teu funcionário, que
também é uma situação que você tem que trazer como um fato positivo para o funcionário. Então, a maioria das pessoas às vezes não tem nenhum dia na semana de folga, acumula tudo, trabalha final de semana, mas se você conseguir fazer com que o teu funcionário entenda que ele vai ter os dois dias de folga Para resolver a vida, para fazer as coisas e ele pode talvez começar com um incentivo mais para trabalhar, você vai ter um aumento da tua produtividade que hoje você pode estar perdendo por esse acúmulo de atividades todos os dias, >> o
que não vai te gerar um impacto no caixa. Então eu acho que tem muitas estratégias, Jara, pra gente fazer. O que tem que entender efetivamente é o que eu disse para uma cliente minha é, eu acho que é uma discussão que a gente Tem que entender a fundo, mas deixar para efetivamente a gente entender quando ela vai ser aplicada e como ela vai ser. Ela provavelmente vai ter um prazo para você se adequar. Eles não vão fazer uma coisa assim sem fazer. E a gente sabe que já tem alguns ã tipos de atividades que já
estão excluídas dessas, como a questão de hospitais, essa situação, porque tem coisas que não tem como fazer. trabalha 24 horas. Eu posso falar pro doente hoje você espera Aí que não vai ter ninguém para te atender e aí na segunda-feira a gente volta, né? >> Então eu acho que a gente vai ter que entender um pouquinho já é um trabalho, já são trabalhos por turno, né? >> Exato. Já é diferenciado, né? Então eu acho que o principal impacto vai ser no comércio, mas eu acho que o comércio também tem que entender como tirar proveito disso.
Então assim, eu vou arrumar minha escala, vou organizar Minhas coisas, vou ver como eu posso fazer e incentivar que o funcionário use aqueles dois dias para o efetivo descanso, para que quando ele vem ele venha para trazer maior produtividade. Então, às vezes não vai ser obrigatoriamente a gente contratar mais, mas a gente fazer uma campanha de incentivo e conscientização dentro da empresa para os dias cinco, aqueles cinco dias que a pessoa tiver, ela conseguir produzir como se ela Trabalhasse por seis ou sete, como acontece muito na rua. Acho que vai ser essa visão que a
gente vai ter que ter dos negócios a partir disso, quando a lei efetivamente for aprovada. >> Muito bom. Eu vi uma coisa no teu Instagram, Cris, que que eu achei muito legal, mas que não é a nossa realidade. E aí, paraa gente finalizar o nosso papo aqui, eu vou querer que você reflita um pouco sobre isso. Eu vi você falando que assim, não conhecer eh leis, não Conhecer a legislação não é permitido, né? Quer dizer, isso a gente sabe que legalmente já é um fato. Você não pode alegar desconhecimento da lei para nada. Ah, não
sabia. Ah, tá bom, coitadinho, vai embora porque você não sabia. Não, não funciona. Mas eh eu queria que você refletisse um pouco sobre isso, porque a gente a gente vem num numa [roncando] da mesma forma que a gente tá tendo que implantar educação financeira nas escolas, né? A gente eh precisa ter Um retorno ali de de temas e conteúdos voltados à cidadania, que a gente conheça como são feitas as leis, conheça os nossos limites como cidadão, as noss os nossos deveres como cidadão, né? Então eu queria que você refletisse um pouco sobre isso. >> É
o que que eu acho, assim, eu eu trago muito que eu acho que a gente tem que ser essa cultura escolar mesmo, né? Eu falo, a gente fala muito pras nossas filhas, eu e meu marido sobre isso, Assim, meu marido trabalha com com questões financeiras, então a gente tenta fazer essa educação, elas são pequenas, 7, 8 anos, mas a gente tenta trazer educação financeiras para elas de uma forma leve. Então a gente guarda um dinheirinho, compra aqui e assim a gente vai se estruturando. Mas com relações às leis, eu acho que assim, quando a gente
decidir empreender, [roncando] hoje a gente pode usar o chat GPD para nos ajudar com isso. Isso é uma Ferramenta que ele pode usar. Ah, eu quero abrir uma empresa, um salão de cabeleireiro. É o que eu quero abrir. Meu sonho trabalhar com isso, trabalhar com moda, ou seja ela qual for. Quais são as principais leis aplicáveis a essa tipo de atividade? me faça um resumo estratégico do que tem que eu tenho que me preocupar para falar com isso. Ele vai te trazer. Então, por isso que eu acho que a gente não pode mais alegar que
a gente não tem como saber das Coisas. A gente tem como saber. Talvez você não vai saber no detalhe profundamente, mas alguma informação você vai ter. Porque um empreendedor quando ele vai ser acionado na justiça, ele não pode alegar que ele não sabia que que tinha aquilo. E eu acho que a outra parte é você se se socorrer de parceiros estratégicos. Hoje você não consegue abrir uma empresa sem ter uma contabilidade? Vai precisar da contabilidade. Normalmente a gente usa contabilidade pouco até. Ah, eu só quero que você pague meus impostos, a folha de pagamento, tá
tudo bem. Sua contabilidade tem muito mais informação que isso. Então, como que eu consigo fazer um programa com você para você me trazer mais informações ou me ajudar na parte de tirar dúvidas ou decisões que eu preciso com a contabilidade? Ah, eu quero fazer uma expansão do meu negócio, eu quero abrir filiais, eu quero fazer Virar franquia. vai conversar com o advogado. Você pode botar inclusive o advogado e o contador juntos, porque nem sempre a gente concorda com os contadores, eu falo, mas se a gente entender o negócio do nosso cliente, a gente vai ter
que chegar num consenso estratégico da melhor forma para aquele cliente. Então, por isso que eu acredito que a gente não pode se valer muito dessa dessa situação de não sei, além de que tem n livros sobre todo tipo de Assunto, mentorias e pessoas falando sobre todo tipo de assunto. Então, que eu acho que >> tem podcast, >> tem podcast pra gente falar um pouquinho, mas eu acho que a gente tem que buscar um pouco de informação também, fazer a nossa parte e não esperar que o estado vá fazer pela gente. Então assim, o que eu
preciso buscar para fazer tal coisa? vou lá atrás, fiquei com dúvida. Procurei algum Alguém especializado, mas pelo menos um norte, uma noção daquela situação você tem que ter, porque senão a probabilidade do teu negócio não dar paraa frente, da tua carreira, não, você não conseguir chegar onde você almeja é muito grande. O que eu digo hoje, o Brasil é um é um país que tem muitas pessoas que gostam de arriscar, porque o que a gente tem de número de empreendedores novos abrindo CNPJ é muito grande. >> Só que a mesma quantidade de CNPJ que abrem,
a mesma quantidade ou mais que fecham. Por quê? Porque ninguém para para ver como é, porque empreender é lindo no nome, mas o dia a dia ele te consume. >> Sim. >> Ele te suga todas as tuas forças. >> Sim. E sozinho é mais difícil. >> É muito mais difícil. Então assim, e o que eu digo muito também é para empresas Familiares. As empresas familiares se organizam, deu o certo por 20 anos, mas agora vai ter que fazer a sucessão. Só que às vezes eles escolhem uma pessoa que não quer participar daquela sucessão. E aí,
ah, porque a filho, vai ter que entrar. Não necessariamente. Então é por isso que é importante a gente ter esses suportes. Ou se a pessoa entrar que ela quer tentar, imagina ela ter uma contabilidade forte, um jurídico forte, um RH que ajuda ela a fazer o Negócio crescer ainda mais. >> Sim. >> Então eu acho que é por isso que a gente não pode alegar mais desconhecimento. A gente tem muitas ferramentas sobre tudo e e ferramentas gratuitas. O YouTube tem vídeo de tudo que você imaginar e mais um pouco. Então acho que a gente também
tem que criar um pouco a nossa responsabilidade, ir atrás das informações e, se necessário, buscar as pessoas adequadas Para nos ajudar. Legal. Eu queria terminar com a tua reflexão, mas eu não vou aguentar. Eh, quando você fala que hoje todo mundo é obrigado a ter um contador, a gente, na realidade do pequeno empreendedor brasileiro, a gente conseguiu muito profissionalizar a nossa contabilidade, porque a gente tem serviços hoje, eh, como contabilizei, como enfim, que a gente entende, né, eu não sei o quanto isso é bom pro contador ou não, né, a Gente entende que é uma
é um processo de uberização da contabilidade, né? A gente não vê isso acontecendo com a o o a advocacia, né? A gente tem e assessorias jurídicas para empresas e tal, mas assim ainda muito inacessíveis pra realidade do pequeno empreendedor. Ã, como que você vê esse movimento? Você acha que em algum momento isso vai descer pro escalão do do pequeno empreendedor ou não? Eu não vejo e eu até tenho um pouco de medo se isso acontecer, porque você Não consegue padronizar uma folha de pagamento, eh, por exemplo, uma a elaboração de contrato como você faz uma
folha de pagamento, sabe? Então, assim, eu até tenho esse receio, >> mas o que eu acho que o pequeno e o médio empreendedor, eles têm muito acesso ainda ao jurídico, eles têm um pouco de receio de procurar o jurídico achando que sempre é muito caro. Então, assim, eu acho que você tem uma oportunidade de contratar advogados. Hoje em cada esquina você v um escritório de advocacia. Então você tem a possibilidade de pesquisar, entender como esse essa pessoa vai. Tem os escritórios que são grandes, que trabalham em grande escala, que trabalham, ok, que não seja para
você, mas tem muitas pessoas que trabalham de forma individual ou que tem uma estrutura pequena que talvez consigam te ajudar. Eu não consigo entender porque eu entendo que se você não consegue, por Exemplo, aplicar um contrato para quem faz serviço de RH, para uma pessoa que faz entrega logística, por mais que você fale que você vai usar o mesmo modelo de contrato, é totalmente diferente. O serviço de entrega são totalmente diferentes. Então assim, eu não consigo entender que você vai conseguir padronizar isso. >> E a e aí eu até digo, e aí se padronizar vai
dar erro, >> vai ter risco muito grande. É, eu não Consigo visualizar, mas eu entendo sim que você consegue buscar parceiros jurídicos que não tem um custo elevado e que você no final vai entender que ele não foi um custo, que ele fez foi um grande investimento para você tomar as melhores decisões do teu negócio, seja ele pequeno, médio, grande, o que for. Legal, Cris. Obrigada pelo teu tempo. Quero te ver aqui. Ainda não falamos hoje de reforma tributária, mas acho que é um assunto pra gente Comentar mais para frente. Vamos falar sobre isso. >>
Obrigada por por você ter ficado com a gente aqui até agora. Obrigada para você também ficou acompanhando a gente aí durante pelo menos 53 minutos aqui no meu reloginho. Obrigada. >> Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade e tô à disposição. Quando quiser mais baterpapo, a gente vem para conversar. Muito obrigada. Tô bom. >> Obrigada. [música] >> [música]