Olá meu nome é Edivaldo Santana mas meus amigos me chamam de bigode moro em Uberlândia Minas Gerais e por muito tempo fui motorista de ônibus interestadual e nesse tempo Trabalhei em algumas empresas que faziam a rota da cidade de São Paulo para algumas cidades do Nordeste recentemente me aposentei e agora me sinto a vontade de relatar algumas experiências que tive durante quase 30 anos de profissão Viajando Pelas estradas Brasil afora a primeira empresa que eu trabalhei não existe mais ela foi vendida e mudou de nome mesmo assim por motivos pessoais Prefiro não revelar o nome
da empresa até mesmo para não fazer publicidade negativa porém vou relatar dois Episódios que aconteceram durante as viagens a minha primeira experiência Sem Explicação aconteceu no final do ano de 99 na rota de São Paulo para Fortaleza era uma viagem bem longa que geralmente duravam três dias de Sofrimento pois os ônibus da aquela época não eram confortveis como os ônibus atuais e os motoristas iam se revesando durante o trajeto o ônibus parti do terminal tit às 22 hor e em Brasília na Tarde do dia seguinte por volta das 14 hor eu já esperava no terminal
rodoviário e de lá eu iria dirigir até Formosa do Rio Preto na Bahia onde outro motorista completaria a viagem conferi os passageiros cumprimentei a todos me apresentei e falei qual seria o nosso percurso e a previsão de cegada Saímos da Capital Federal e fomos em direção à Fortaleza a noite caiu e até o momento tudo estava dentro da normalidade já era quase meia-noite eu tinha passado da cidade de Barreiras no oeste da Bahia e apesar do cansaço da viagem estava bem tranquilo foi quando de repente avistei mais à frente uma mulher aparentemente ferida no meio
da estrada e suas roupas sujas de sangue e ela desesperada pedindo ajuda ela praticamente entrou na frente do ônibus eu fui obrigado a parar e quando abri a porta percebi o desespero da mulher a a essa altura todos os passageiros estavam dormindo vencidos pelo cansaço da longa viagem parei o ônibus liguei o alerta e desci junto com Getúlio o cobrador que viajava comigo para saber o que realmente tinha acontecido ela em desespero falou que o carro que ela estava viajando com o marido tinha capotado e descido a ribanceira mesmo ferida ela estava APAR bem e
nos mostrou o carro mais abaixo voltei para a estrada e por sorte ainda não tinha me distanciado muito de Barreiras era até possível ainda ver as luzes da cidade na mesma hora passou um carro de passeio e eu pedi que o motorista avisasse a polícia e o corpo de bombeiro sobre o acidente eu e Jú Voltamos para o local onde tinha o carro virado mas misterios a mulher desapareceu pensei que ela tivesse ao lado do carro iluminei com a lanterna e pude ver que o carro tinha dois ocupantes um homem morto ao volante e uma
mulher morta no banco do carona eu me aproximei e quando olhei Quase tive um infarto pois a mulher que estava mor presa as ferragens do carro era a mesma mulher que minutos antes me pediu ajuda na hora faltou forças me deu uma fraqueza nas pernas e um arrepio uma sensação de desmaio o Getúlio perguntou se eu conhecia aquelas pessoas eu então chamei para dar a volta e ver quem era mulher Ele sempre teve medo dessas coisas mas devido à adrenalina do momento ele encostou onde estava e olhou o rosto da mulher morta na hora ele
deu um grito saiu correndo subindo a ribanceira Assombrado ficamos na estrada mais um pouco e depois a polícia chegou e me perguntou o que tinha acontecido eu não falei que a mulher havia me pedido ajuda pois no mínimo eles pensariam que eu estava louco por isso falei que o carro estava na minha frente e de repente saiu da estrada os policiais me liberaram e segui minha viagem porém sem tirar aquilo da minha mente dirigi até Formosa e no dia seguinte conduzi o ônibus que fazia a rota inversa de Fortaleza para São Paulo mas aquela cena
da mulher pedindo ajuda não saiu da minha cabeça E para piorar comecei a ter pesadelos com aquela situação temendo aconteceu um acidente comigo conversei com meu superior e expus o que eu e Jú tínhamos visto e falei que depois daquele dia comecei a sonhar com acidente Ele acreditou em mim e ainda me disse que eu não fui o Primeiro nem seria o último motorista da empresa a ver esse tipo de coisas que esses encontros são comuns só que muitas vezes nós nem percebemos em todo caso ele me deu 15 dias de folga para que eu
pudesse ajar as ideias e descansar eu Aproveitei a folga chamei minha esposa e fomos passar uns dias na casa dos meus pais que mora em um pequeno povoado na zona rural do município de Corumbá no Estado de Goiás chegando lá falei com eles que eu tinha visto a minha mãe então foi até a casa de Dona Maria uma mulher que era curandeira e as duas voltaram trazendo algumas fogas para que eu tomasse banho Dona Maria também me rezou e depois me fez repetir algumas orações que segundo ela era para a alma daquelas pessoas depois disso
ela me aconselhou a colocar duas Cruzes no local do acidente uma para o homem e outra para mulher se foi coincidência ou não daquele dia em diante não tive mais pesadelos e passei a dormir tranquilamente a noite toda a minha angústia desapareceu e senti mais leve e descansado assim que os 15 dias de folga terminaram eu voltei para o trabalho e logo na minha primeira viagem quando estava passando no local do acidente eu parei o ônibus desci e coloquei as duas cruzes e acendi algumas velas e fiz uma rápida oração depois daquela experiência eu comecei
a prestar atenção em alguns detalhes das estradas à noite e realmente tem coisas no mínimo inusitadas mas que passa despercebido ou é confundido com situações do cotidiano