Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre os timpanismo nos ruminantes bom timpanismo ele pode ser dividido em timpanismo primário e timpanismo secundário o timpanismo primário é quando eu tenho uma retenção do gás no R na forma de bolhas então ele também é chamado de timpanismo Espumoso ocorre uma alteração nessa tensão superficial das bolhas em vez delas estourarem delas coalescer o gás ficar livre e o animal eructar ela fica mantida na forma de espuma e ali misturada na ingesta causando essa distensão sem o animal ter ser capaz de eliminar esses gases Tá
qual que é a etiologia quando que isso vai acontecer pode acontecer quando o animal ingere leguminosas de alto teor de proteínas solúveis e aí esse excesso de proteína pode alterar a tensão superficial dessas bolhas e levar o timpanismo pode ocorrer quando o animal ingere grande quantidade de carboidratos solúveis levando a um quadro de acidose ruminal E aí nesse ambiente ácido vai predominar a multiplicação do streptococos Bobs que é uma bactéria que produz muito muco polissacarídeo E aí esse muc polissacarídeo vai alterar a tensão superficial das bolhas e fazer com que ela fique ali na forma
de espuma e não seja eructar outra situação é quando o animal às vezes ingere uma boa proporção de volumoso em concentrado Porém esse volumoso tem um teor baixo de fibra efetiva às vezes essas fibras são muito pequenas aí não estimula a ruminação na ruminação é secretado o bicarbonato de sódio que tampona esse PH Então se o animal não rumina não é tamponado o PH e o PH ruminal fica mais ácido mais uma vez PH ácido favorece o crescimento do streptococus Bobs que produz o muco polissacarídeo que aumenta a tensão das bolhas E aí essas bolhas
não estouram não formma esse gás líquido mudanças na dieta também pode levar a mesmo forma essa alteração de PH predomínio do streptococos Bobs secreção do mucol sacarídeo e aumento da tensão superficial das bolhas e impedimento da eructação então o que que a gente tem de sinais clínicos esse gás vai se acumular no rumen o rumen fica do lado esquerdo do abdômen predominantemente então sinal Clínico vai começar com uma distensão do lado esquerdo do abdômen inicialmente da fossa paralombar mas vai distendendo à medida que vai agravando o quadro que vai acumulando mais gás essa distensão vai
aumentando do lado esquerdo e em casos graves pode ter a distensão também do lado direito a medida que esse rumem vai ocupando toda a cavidade por conta da distensão no caso do timpanismo primário essa distensão às vezes tende a ser mais ventral do que no timpanismo secundário porque essas bolhas misturadas na ingesta por conta da ingesta Ali vai pesar então tende a ser mais ventral como que eu vou estabelecer o diagnóstico de timpanismo primário primeiro por esse sinal Clínico de de distensão associado a esse histórico de ingestão de leguminosa de ingestão de carboidrato solúvel de
ingestão de baixa ingestão de fibra e tem uma manobra importante que eu vou fazer aqui posso fazer a rinocenter o acessar esse rumen com o trocá ou com uma agulha através da pele se eu acessei esse rumen voltou muito gás livre timpanismo secundário se eu acessei voltou muito pouco gás às vezes voltou um conteúdo líquido misturado com bolhas timpanismo primário outra forma de eu fazer isso é eu fazer a sondagem é oror ruminal desse animal então passo pela sonda pela cavidade oral até o r Se não voltar gás de imediato quer dizer que não é
gás livre se se esse gás não voltar então esse gás tá preso na forma de bolhas ou às vezes eu consigo recuperar um conteúdo ruminal e aí nesse conteúdo ruminal eu consigo visualizar essa espuma essas bolhas então aí eu fecho o diagnóstico de timpanismo primário e aí a forma de tratamento como que seria como que é o princípio desse tratamento eu preciso retirar esse gás do rumen para eu reduzir essa distensão ruminal como que eu retiro esse gás eu posso retirar todo o conteúdo do R através de uma rumenotomia da abertura desse R retirada do
conteúdo ou através da Lavagem via sonda oror ruminal que é mais difícil por conta dessa espuma que impede que dificulta a saída desse conteúdo pela lavagem Tá mas é uma forma de tratamento a outra forma de tratamento é eu reduzir a tensão dessas bolhas para elas estourarem para elas coolcam e liberar o gás fazer esse gás ficar livre no rumen E aí eu posso retirar esse gás por uma rumen centese ou por uma sondagem eh oror ruminal ou o animal vai eructar como que eu reduzo a tensão através desses medicamentos que é o sorbitol ou
a silicone tá sedacol ou ruminol são exemplos aí de de apresentação comercial então administro esses Esses medicamentos ruminol geralmente é por via oral então eu passo uma sonda oro ruminal e administro e o sedacol é por vi intravenoso tá então fiz essa administração desses medicamentos vai reduzir a tensão dessas bolhas elas vão estourar vão liberar esse gás e aí ou o animal vai eructar vai arrotar ou esse animal ou eu vou fazer a retirada desse gás fazendo a sondagem oror ruminal ou faz a rumenotomia vou lá com uma agulha percutânea ou um trocater e acesso
esse rum para esse gás sair tá uma vez que esse gás já foi liberado que as bolhas já estouraram e a outra forma quando eu como eu falei em casos mais graves onde eu às vezes não consigo esperar Esses medicamentos agir eu posso fazer ali uma sondagem com uma Sonda bem calibrosa e aí eu vou fazendo a lavagem desse rum para tirar o conteúdo Espumoso ou eu faço a rum anotomia faço a abertura desse rum e Retiro todo esse conteúdo Espumoso ali promovendo o alívio ao animal tá E aí a gente tem o timpanismo secundário
Por que que ele chama timpanismo secundário porque ele vai ser eu não tenho um prejuízo ali na formação do gás que que eu tenha uma impedimento da eliminação desse gás por isso que ele é secundário a esse impedimento esse impedimento pode ser devido a uma falha na eructação pode ser devido a uma obstrução e esofágica essa obstrução pode ser por corpo estranho ou por neoplasia por exemplo aí corpo estranha um animal que come laranja come limão come caroço de manga caroço de abacate isso pode levar obstrução E aí o gás não passa ou pode ser
em casos de neoplasia por exemplo nos bovinos existe a formação do carcinoma de células escamosas ou em região de laringe ou ali de laringe faringe ou em região de cárdia isso impede a eructação o carcinoma de células escamosas no bovino tá muito ligado a ingestão crônica da samamba que ela tem um composto que chama Pita quiloso que ele induz a formação de câncer induz a formação desse carcinoma tá ou pode ser secundar a estenose Às vezes o esôfago sofreu algum dano e houve cicatrização e a estenose E aí isso impede que esse gás que tá
livre que se formou naturalmente saia e aí leva a timpanismo outra situação é quando o animal ingere algum alimento que leve a produção de grande quantidade de gás e às vezes a eructação não ocorre rápido o suficiente isso leva a distensão também a gente tem um um quadro que chama indigestão vagal Onde existe aí uma alteração na motilidade ruminal E aí não tem aquelas ondas de ruminação corretas E aí esse gás não é direcionado ali para o esôfago para ser eructar então ocorre o acúmulo de gás e formação do timpanismo E essas presenças de neoplasias
De traumas de abcessos ou lá no rumem ou no esôfago que pode levar essa dificuldade de eructação sinais clínicos vai ser semelhante ao timpanismo primário Então essa distensão principalmente do lado esquerdo começa principalmente na região de fossa paralombar no caso do timpanismo secundário esse distensão tende a ser mais dorsal então mais na fossa paralombar a medida que vai aumentando que esse rumo fica muito cheio ele pode levar a distensão do flanco direito também como que eu fecho esse diagnóstico posso fazer a rumenos com agulha ou trocater sai o gás aliviou era o timpanismo secundário que
era o gás livre posso também fazer a sondagem or final se saiu grande quantidade de gás era o timpanismo secundário se saiu espuma era o timpanismo primário como que é feito o tratamento eu tenho que retirar esse gás que tá ali como esse gás já tá livre não tem a formação de bolha não precisa usar aquelas medicações que o sorbitol e silicone aqui eu preciso somente retirar esse gás posso fazer essa retirada Por rumenos sintese que seria a punção do rumen com agulha ou com trocater E aí esse gás vai sair posso fazer a sondagem
or minal passo a sonda até o rum e esse gás vai sair pela sonda vai promover o alívio em casos extremos pode ser necessária a rumenotomia da abertura desse rum às vezes porque não tá fluindo pela rinocenter sondagem eu posso fazer abertura cirúrgica do rum para esse gás sair e em casos crônicos de timpanismo os animal tem timpanismo secundário recorrente pode ser necessário fazer uma renost omia que seria uma abertura permanente do rumen pro meio externo e aí geralmente a gente Coloca alguma cânula ou um trocater fixo nesse R E aí sempre que o animal
empanizar o próprio proprietário pode ir lá e abrir essa cânula aí o gás sai e aí ele fecha a cânula novamente é uma alternativa aí pros casos de timpanismo crônico onde eu não consigo tratar aquela causa primária bom sobre o timpanismo era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula