é o sonho de um homem ridículo é de fiódor Dostoiévski primeiro Eu sou um homem ridículo Agora quase já me tem por louco o que significaria ter ganho em consideração se não continuasse sendo um homem ridículo mas eu já não me aborreço por causa disso agora já não guardo rancor a ninguém e gosto de toda a gente ainda que se filiam de mim sim senhor agora não sei porquê mas sinto por todos os meus próximos uma ternura especial teria muito gosto em acompanhá-los no vosso riso não precisamente nesse riso a minha custa assim pelo carinho
que me inspiram se não me fizesse tanto a pena vê-los a pena que não saibam a verdade ai meu Deus Quanto custa isso de ser um só a saber a verdade mas isso eles não compreendem Não nunca compreenderiam isso e a princípio fazia-me sofrer muito a ideia de parecer ridículo não o pareceram Marcelo sempre foi ridículo e eu já vou sabia talvez desde que nasci talvez já os sete anos eu me apercebesse perfeitamente de que eu era ridículo depois fui para a escola e a seguir para a universidade mas quanto mais aprendia mais obrigado me
envia reconhecer a minha condição de criatura ridícula de maneira que todos os meus estudos universitários não tinha outro objetivo senão o de me demonstrarem e me explicar em a mim próprio as minhas meditações que eu eram ser ridículo na vida me acontecia o mesmo com a ciência todos os anos aumentava e se fortalecer em mim eu conhecimento da minha condição ridícula em todos os em toda a gente se riu de mim mas ninguém sabia o suspeitava-se quer que se existia no mundo um homem que soubesse melhor do que todos eles como eu era Ridículo esse
homem era eu próprio e era precisamente isso que mais me raiva e Cia que não soubessem mas disso eu tinha culpa foi sempre tão orgulhoso que por nada desse mundo teria confessado a ninguém e esse orgulho EA crescendo também em mim com os anos e se eu me tivesse permitido confessar alguém fosse a quem fosse espontaneamente que era um homem ridículo teria imediatamente a medida um tiro na cabeça na tarde do mesmo dia a quanto me fez sofrer na minha Mocidade o medo de não poder talvez conter me dizer de repente o próprio os meus
companheiros mas com o andar do tempo quando me tornei o lote e apesar de continuar reconhecendo cada vez melhor todos os anos essa terrível condição minha fui me sentindo cada vez mais tranquilo não sei porque precisamente por alguma razão que ainda hoje ignoram talvez por essa altura terça introduzido na minha alma o recheio perante determinado conhecimento que humanamente era mais elevado que o meu eu e que foi a convicção adquirida de que tudo neste mundo é Afinal Uno havia muito tempo que o presente tira mas a convicção plena só assentou no meu espírito no último
ano e de uma maneira súbita sentir de um momento para o outro que para mim tudo era diferente que tanto me fazia que o Mundo Existe como não pouco a pouco e a vendo e sentindo que não havia nada fora de mim me parecia que de fato a princípio tinha o e muitas coisas mas adivinhei igualmente depois que antes também não tinha havido nada e que se assim me pareceram foi por alguma razão e pouco a pouco fui me convencendo que daí para diante também não haveria nada a partir dessa altura até agora Deixei de
me preocupar mais com os mortais e quase e quase não voltei a dar-nos atenção o que não tardou a refletir sobre as coisas mais insignificantes Pois me ocorria por exemplo Quando andava pelas ruas dar encontrões em toda a gente e não se julgue que era por eles afundando em meditações isso não podia ser porque eu já tinha de pensar em tudo tudo me era indiferente ainda se ao menos me tivesse entregue a resolução de problemas mas não nenhum só resolvi na minha vida e isso Haha a usar os pontapés dos como tanto me fazia os
problemas afastaram-se de mim sozinhos e mais para diante de repente sobre a verdade sobre a verdade no último mês de novembro precisamente a três de novembro e desde então não se apagou da minha memória nenhum pormenor da minha vida Foi numa noite tão escura tão escura como nunca vi outra tão tenebrosa voltava para casa ali pelas 11 horas da noite e ainda me lembro que ia pensando em que não poderia haver noite mais escura e mais Nóbrega até em sentido físico havia chovido todo dia mais uma a chuva extremamente fria e aborrecida uma chuva dessas
que deprimem o ano e um até o ponto que ainda me lembro de sentir hostilidade contra os homens e de repente a chuva parou e passou a sentir-se uma umidade t e ainda mais úmida e mais fria que a chuva e de todos os lados levantou-se uma espécie de névoa que surgia de cada pedra da rua e de cada esquina quando ao passar uma pessoa se põe a olhar a cuba de longe e ocorreu de repente pensar se os lampiões se teriam apagados seria muito melhor porque com as luzinhas do gás tudo se tornava muito
mais triste pois a luz deixava a ver tudo o mal comer a naquele dia e desde o escurecer que tinha estado em casa de um engenheiro não tinha aberto a boca durante todo esse tempo e cálculo que a minha presença os aborrecesse falavam não sei de quê e de repente por Zero Uma altercar em vedando-se na discussão mas no fundo nada daquilo se interessava de maneira nenhuma isso sabia eu a justiça calor Arão era por si acaba orarem eu de repente fui eles disse deixem de discussões que isso para vocês vem tudo a dar um
mesmo eles em vez de o levarem a mal não fizeram mais nada senão riste de mim porque eu não lhes tinha dito aquilo um ar de censura mas porque tudo me era indiferente eles percebiam claramente que para mim tudo me era indiferente e achar o braço enquanto eu ia pelas ruas pensando na extinção dos lampiões me lembrei de erguer os olhos ao céu estava tremendamente escuro Mas distinguiam-se com toda a nitidez o mais grossas nuvens Claras que por ele vou gravam desgarrados desfeitas e entre elas no espaço vazio grandes manchas negras de súbito descobrir numa
dessas manchas uma estrelinha parei e já observara lá dentro fiz isso unicamente porque aquela estrelinha me sugeriu uma ideia decidi meter um tiro no corpo nessa mesma noite já dois meses atrás eu tinha decidido assim solenemente e apesar de estar tão mal de dinheiro como estava arranjar um bonito revólver o qual tinha carregado naquele mesmo dia no entanto já tinham passado dois meses e o tal revólver e continuava na minha gaveta tão indiferente a ele era tudo que queria esperar por um momento em que assim não fosse embora ignorasse o motivo desse adiamento e quando
voltava para casa todas as noites durante esses dois meses julgava que ia ser essa noite em que eu dava o tiro Estava sempre à espera do momento e de repente aquela estrelinha me sugeriu a ideia e resolvi terminantemente meter a bala no corpo nessa noite não sei porque é a bateria estrelinha sugerido tal ideia mas já aconteceu que enquanto Olhava O Céu uma menina minha cotovelo a rua já estava Deserta completamente deserta e não se via viva alma por aqueles arredores apenas ao longe um cocheiro dormia sobre a boleia de uma carruagem Pode ser que
a Tão menina tivesse apenas oito anos trazia um vestidinho muito fino como agasalho trazia apenas um lenço estava completamente encharcada pela chuva mas o que mais me chamou a atenção foram seus sapatinhos rotos e Molhados de tal maneira que ainda me parece estar a vê-los saltar a minha vista de um modo estranho de repente a menina bateu-me no braço e gritou não sei o que não chorava Mas proferir algumas palavras que não podia articular bem por causa do frio como um labrego e todo o corpo livraria estava tão assustada era o seu medo que no
seu desespero não fazia mais senão balbuciar e gritar sempre o mesmo mas mano voltei a olhá-la mas não disse nada e seguir o meu caminho ela continuou a correr atrás de mim me puxando constantemente pelo braço e gritando nesse tom que nas crianças assustadas denota um desespero conheço esse pão ainda que a pequenina não espreme-se claramente o seu conflito por palavras compreende que a mãe estaria morrendo em casa o que ali devia ter acontecido outra desgraça horrível e que ela sairá de casa para pedir auxílio algum transeunte a fim de encontrar alguma coisa com que
socorrer a mãe mas eu não segui na direção que ela me indicava e até pelo contrário comecei a fugir em tá lá do meu lado a princípio disse que ia procurar um guarda-noturno mas ela abriu as duas mãos e implorante continuou a correr atrás de mim o site ansiosa parecia que tinha medo de me perder eu então me Adiantei e de repente bate com o pé no chão e ela deu um grito gritava angustiosamente meu rico senhor meu rico senhor mas depois parou e de repente Começou a correr pelo meio da rua onde se via
um vulto me deixando para importunar outro subir o meu quinto andar tenho aí um quarto que aluguei tinha uma mulher é um quarto miserável e pequeno tem apenas uma claraboia no teto o meu mobiliário compõe-se de um divã forrado de olhado de uma mesa sobre a qual tem os meus livros duas cadeiras e uma poltrona Esta velha belíssima mas muito cômoda e cento nela sendo a blusa e me ponho a pensar no quarto ao lado separado do meu apenas por um magro tabique 13 dias que já dura o regabofe vive o capitão reformado que também
tinha hóspedes seis homens estavam quase sempre jogando com um baralho velho gorduroso nas noites anteriores se bateram e de dois deles sabia eu que se tinham ultimamente puxado os cabelos a dona da casa pensou em se queixaram mas não se atreveu por medo do Capitão além dos citados vizinhos havia também na casa Uma senhora muito franzina e magra uma provinciana com três filhos pequenos que já tinham adoecido até tanto ela como as crianças têm o medo ridículo do Capitão e sempre que tem hóspedes passam a noite em claro Tremendo e se prestig Nando e o
menorzinho até Shopping de convulsões de tão medroso o tal Capitão sem muito bem costuma algumas vezes pedir esmola aos transeuntes do nieves que prospecto e não se preocupa absolutamente a arranjar emprego embora coisa estranha durante todo o tempo que tem estado na casa nunca me tenha incomodado de maneira alguma É certo que eu desde o princípio evitei o seu convívio e que fiz todo o possível por aborrecê-lo da primeira vez que veio ao meu cubículo me visitar mas que gritem lá do seu quarto quanto quiserem isso me é indiferente eu passo a noite inteira sentado
na minha poltrona e para dizer a verdade nem os discuto a tal ponto que consigo me esquecer deles e dos seus gritos mas passo toda noite em claro já faz um ano que isso acontece eu fico sentadinho na poltrona tem que clareia e sem fazer nada ler só leio de dia estou sentado e nem sequer penso em nada fico sentado tranquilamente desde o pensamento vaguear a luz me consome em uma noite sento-me na mesa pega o revólver e o coloco na minha frente ainda me lembro de que quando coloquei a lhe perguntei a mim próprio
sim e que responde com toda tranquilidade sim por isso decidi meter uma bala no corpo nessa mesma noite eu sabia que nessa mesma noite haveria disso parcelar em irremediavelmente a caixa craniana mas não sabia quanto tempo haveria de continuar ali sentado até esse momento e não há dúvida nenhuma de que teria um tiro na cabeça Essa noite se não fosse por causa daquela pequenina o segundo mas vejam apesar de tudo me ser indiferente sentia por exemplo a dor fim a dor eu a sentia se alguém me tivesse batido teria sentido a dor e o mesmo
no terreno moral se tivesse acontecido algo de triste teria sentido Piedade tal como antes de tudo cemitério tornando indiferente por isso daquela vez sentir compaixão eu não tinha outro remédio senão prestar o meu auxílio alguma pequenina fosse como fosse porque não tinha prestado aquela porque é precisamente nesse momento me ocorreu uma ideia quando ela me puxou pelo braço e me falou e surgiu um problema para o qual não encontrava a resposta era uma pergunta ociosa mas no entanto me aborrecia me deixava de o amor devido a conclusão lógica que eu chegaram à conclusão de que
uma vez que ia arrebentar com a caixa de miolos tudo me devia ser indiferente Mas por que sentiria eu então de repente que nem tudo me era indiferente e que tinha a pena da menina ainda me lembro de que me inspiravam uma autêntica Piedade sim até o ponto de sentir uma dor muito especial me inspirava Piedade uma dor que era absolutamente inverossímil intempestiva na situação em que me encontrava não não consigo descrever bem o meu fugiu sentimento de Então mas esse sentimento ainda perdurava o meu espírito depois de eu ter entrado no meu quarto e
depois de estar já sentado à mesa e me encontrava tão agitado como havia muito não estava uma e não trairá outra no entanto é evidente que eu apesar de ser um homem e não zero Isto é apesar de não me ter ainda transformado 10 é evidente repito que estou vivo e Por conseguinte ainda posso me aborrecer e sofrer se sentir vergonha dos meus atos bem quanto a mim mas se eu por exemplo me Mato Dentro de duas horas que pode me importar essa pobre menina e que podem incomodar a vergonha e o mundo inteiro me
transforma 10 no zero absoluto e poderia realmente a consciência de que eu vou deixar de existir dentro em breve e por consequência de que tudo vai também Deixar de existir não ter a menor influência sobre o sentimento de Piedade que inspira e Cícera nem sobre o sentimento de vergonha pela a imagem de uma pessoa teria incorrido foi só por isso que eu bati com o pé no chão e não sei aquele grito tão furioso porque queria demonstrar que eu não só não sentia Piedade alguma como também era capaz de cometer a grosseria mais desumana já
que dali as duas horas tudo estaria acabado e que já não existiria absolutamente nada vocês me acreditaram se eu lhe disser que foi só por isso que afugentei estou absolutamente convencido disso naquele momento era para mim absolutamente evidente que a vida e o mundo dependiam quase unicamente de mim posso dizer mais ainda que o mundo agora aparecia quase criado para mim apenas pois quando tivesse dado o tiro o mundo deixaria de existir pelo menos para mim isso para não falar é de que talvez realmente não houvesse nada mais para ninguém depois de mim e que
talvez o mundo inteiro quando o meu conhecimento se extinguisse se desvaneceu e se imediatamente como uma visão comum simples atributo desse conhecimento meu e deixasse de existir pois talvez todo esse mundo e todos estes homens sejam unicamente ao mesmo lembro-me de que ir abandonando todas essas novas perguntas que me assaltam uma atrás das outras e pensava qualquer coisa completamente nova para mim tudo isso sentado na minha poltrona sempre a pensar e de repente entre outros me ocorreu um pensamento estranho se eu por exemplo tivesse vivido na lua no outro tempo ou no planeta Marte e
cometido aí algumas são incrivelmente desonesta a mais desonesta que imaginar se possa é que devido a essas eu me tivesse visto aí ultrajado e desonrado de uma maneira como só as vezes pode-se ver no sonhos sob o influxo de um pesadelo e depois na terra não me abandonasse a recordação daquilo que eu tivesse feito nos outros planetas e soubesse Além disso e jamais fosse como fosse havia de voltar a esses outros planetas pergunta então quando eu olhar se a lua aqui da terra tudo seria para mim indiferente ou não me envergonharia ou não então dessas
minhas ações essas perguntas eram ociosas um super flores visto que ali estava o revólver diante dos meus olhos em cima da mesa e que eu sabia de Certeza absoluta que aquilo havia de acontecer e infalivelmente mas no entanto essas perguntas me podiam e molestavam Bom dia que afinal não podia morrer sem ter de qualquer maneira resolvido esses problemas Em resumo aquela menina tchau vou-me pois devido aquelas perguntas adiei a minha morte entretanto no quarto do Capitão reinava silêncio o dono da casa e os hóspedes tinham acabado de jogar e preparavam-se para dormir embora sem deixarem
de resmungar ou de se insultarem até o fim na sua bebedeira então aconteceu me de adormecido de repente coisa que nunca antes me aconteceram sentado na poltrona junto da mesa adormeci de um momento para o outro como se sabe os sonhos são uma coisa muito estranha percebemos neles com uma clareza assustadora com uma artística elaboração certos pormenores ao passo que passamos outros completamente por alto como se não existissem e assim por exemplo com o tempo e com o espaço creio que os sonhos não sonha a razão mas o desejo não a cabeça mas o coração
e no entanto sobre que coisas tão complicadas passa às vezes a minha razão no sonho coisas absolutamente incompreensíveis por exemplo a cinco anos que morreu o meu irmão mas eu costumo vê-lo frequentemente nos meus sonhos toma parte em tudo quanto me interessa falamos longamente de tudo quanto se possa imaginar mas ao mesmo tempo tenho sempre a consciência e nunca me esqueço no momento que haja muito tempo que o meu irmão está morto e enterrado mas a criar é devido o fato de eu não estranhar de maneira alguma sua presença que não instante que o morto
se sente junto a minha me fale porque não se revolta minha razão mas acho é bom agora lhes falar do meu sonho sim nesse tempo eu tive aquele sonho o meu sonho de 13 de novembro o senhores vão me dizer agora que se tratou apenas de um sonho mas é completamente diferente que fosse um sonho ou não fosse uma vez que este sonho me tivessem revelado a verdade porque uma vez que se reconheceu a verdade depois que se verá ela já sabemos que é a verdade única que fora dela não pode haver nenhuma outra quer
estejamos adormecidos ou acordados pois bem se é um sonho por mim é o admito mas essa vida que os senhores tanto apreciam eu estava disposto a deixá-la ver servindo do suicídio ao passo que o meu sonho meu sonho meu sonho veio me revelar uma vida nova grande mar em casa atenção terceiro dizia eu que me deixar adormecer sem dar por isso me parecia que não fazia outra coisa senão continuar meditando acerca desses problemas de repente pego no revólver Isto é me pareceu que pegava nele em sonhos que o a pontual coração ao coração e não
a cabeça quando afinal eu decidir antes meter um tiro na cabeça irrevogavelmente na cabeça e para melhor precisão ainda na ponte direita depois de apoiar o cano contra o peito esperei um segundo apenas um segundo e a luz a mesa EA parede começaram de repente a me cair por cima e a dançar apertei rapidamente o gatilho costumamos sonhar as vezes que nos despencamos de uma grande altura porque nos matar o bônus batem mas não sentimos nenhuma dor nestes casos a menos que uma pessoa se magoe na cama nesse caso sim sentimos uma dorzinha aqui nos
acorda Pois foi isso mesmo que me aconteceu no meu sonho de então não sente dor Mas pareceu que por causa do Tiro tudo de mim tinha se partido e de repente esse disfasia e tudo à minha volta ficava mergulhado em trevas pavorosas cair quase cego e mudo e compreendi que estava estendido sobre qualquer coisa dura de boca para cima e não via nada e não podia fazer o menor movimento e a minha volta passavam pessoas que gritavam ouvia a voz de baixo do Capitão e a vozinha de soprando da dona de casa e de repente
outra pausa e começar e colocar no caixão e sinto como que os portadores do meu ataúde cambaleiam ao caminhar e me ponho a pensar nisso e de repente tomou pela primeira vez consciência de que estou morto de que eu sou um defunto de que não tenho a mínima dúvida que não vejo nem posso me mover se bem que apesar de tudo sinta e pense mas não tarda que eu me resignar e como costumamos fazer nos sonhos aceito a realidade mas diz que me arrojam a uma cova funda e me Terra todos se retiram e fico
ali sozinho completamente só o que pode dizer se absolutamente sozinho Antes quando me punha a pensar no dia em que me enterrar sem a ideia do sepulcro estava unicamente unida a uma sensação de umidade e de frio e assim era também agora eu sentia muito frio sobretudo na ponta dos dedos Mas além disso não sentia mais nada já havia no sepulcro e coisa estranha não esperava nada pois aceitava sem contradição a ideia de que um morto nada tem que esperar mas aquilo estava muito úmido Não sei não sei entretanto que tempo teria corrido se uma
hora se algum são muitos dias de repente me vem bater no olho esquerdo que tinha fechado uma gotinha de água fria e tinha se infiltrado pela tampa do caixão decorreu um minuto de uma segunda gota me salpicou depois de uma terceira e assim sucessivamente sempre diminuto em um minuto isso produziu em nenhuma contrariedades violenta e de repente sentiu uma dor física no coração a ferida pensei foi aí que a bala se alojou na já gotinha continuava a cair a cada minuto e sempre exatamente no meu olho esquerdo então eu gritei não com a minha voz
visto que não podia fazer movimento algum Mas com todo o meu ser para o autor de tudo aquilo que me sucedia quem quer que sejas se é que existes e que alguma coisa que mais razoável do que aquilo que me sucede ordena também que impõe aqui o seu domínio mas se queres me castigar pelo meu insensato suicídio com a insensatez de continuar a existir ficar sabendo que nada do que me esteja reservado pode se comparar com o desprezo que eu sentirei em silêncio ainda que a minha tortura e o Meu Martírio possam durar milhões de
anos gritei assim depois que a lei é perto de um minuto aquele profundo silêncio e passado esse tempo tornou a cair sobre o meu olho fechado a já acostumado a gota Mas eu sabia sabia de um modo infinito inquebrantável de tudo Iria mudar imediatamente e Eis que de súbito se abre o meu sepulcro Isto é eu não sei ao certo se mil teriam aberto o certo aqui um ser obscuro para mim desconhecido se apoderou de mim e bar que usamos para os espaços interplanetários e de repente recuperei a vista era noite noite profunda e nunca
nunca nunca eu tinha visto obscuridade semelhante atravessamos seus espaços siderais já muito longe da terra pelo fiz pergunta alguma ao meu condutor esperava e sentia um orgulho imenso EA segurei de que não tinha medo e quase desfaleci a de gozo ao o que não tinha não sei quanto tempo teríamos voado assim pelos espaços nem consigo imaginar o bem tudo aquilo aconteceu como costuma acontecer as coisas dos sonhos ultrapassando as leis da razão o espaço eo tempo e ficando tudo limitado aquilo que o nosso coração sonha me lembro que de súbito no meio daquelas trevas divisei
uma luzinha será Sirius perguntei contra minha vontade pois não queria perguntar nada não essa é a mesma estrelinha que tu viste entre as nuvens quando voltávamos para casa respondeu meu ser que me conduzia e do qual eu sabia somente que tinha um rosto humano as coisas estranhas aqueles ser Da onde era simpático e inspirava até uma profunda aversão eu tinha contado Como não ser absoluto e partindo desta hipótese tinha decidido a E agora me encontrava nos braços de um ser que não era evidentemente um ser humano mas que nem por isso deixava de ser uma
realidade e era efectivamente portanto a uma vida depois da morte pensei eu com essa estranha a rapidez daquele que dorme Se bem que a essência fundamental do meu coração conservasse em mim todo uma profundidade já que tem de existir outra vez e outra vez tenho de viver por mandato de não sei de que vontade inapelável não quero que ninguém me vença nem o Milly Tu sabes que eu tenho medo de ti e é por isso que me despreza as de repente para o meu condutor não tinha podido me conter e tinha-lhe feito a humilhante pergunta
que trazia implícita a confissão e sentia no meu coração a dor do meu vexame como uma cunhada o ser não respondeu à minha pergunta e subitamente que ele não me desprezava nem se ria de mim e que nem sequer SIP e dava e que o nosso jogo tinha uma finalidade uma meta desconhecida e misteriosa e que só a minha interessava e o temor cresceu no meu coração algo emanava do meu mudo condutor em silêncio mas dolorosamente sobre mim e me oprime eu coração atravessar vamos obscuras e ignorada as esferas havia já muito tempo que tinham
desaparecido da minha vista as constelações conhecidas não sabia que nos Espaços interplanetários a astros cujos raios de luz levam milhares e até milhões de anos a chegar à terra mas é possível que tivéssemos percorrido já distâncias ainda maiores eu esperava não sabia o que EA nostalgia torturavam o meu coração e de súbito surgiu em mim um sentimento e familiar viosol eu sabia que não podia ser o nosso sol pai da nossa terra o que engendrou a nossa terra mas compreende Em virtude não sei de que com o meu ser que aquele sol era um sol
absolutamente como o nosso que era a sua reprodução e o seu duplo um doce animador sentimento encheu de prazer a minha alma A Preciosa corpórea força da luz que me tinha engendrado encontrou repercussão na minha alma EA fez ressuscitar e eu senti a vida a vida de outrora pela primeira vez depois do meu enterro visto que existe o sol e é um só completamente igual ao nosso exclamei onde está a Terra no meu companheiro me apontou uma estrelinha que despedia um brilho Esmeraldino e vamos precisamente por cima dela como é possível existirem no universo Tais
cópias será essa verdadeiramente a lei do universo esse essa é a terra Me diz será uma terra como a nossa uma terra também desde tá daí pobre mas não menos apreciada e Querida em espelho mesmo doloroso amor aos seus mais ingratos filhos uma nossa terra exclamei com o amor arrebatado ao dar irreprimível por aquela Terra Sagrada A lua briga enxovalhado a terra que acabava de abandonar e a figura da menininha que eu espantaram com um grito surgiu instantaneamente na minha memória mas de ver com os teus próprios olhos respondeu meu companheiro de uma tristeza vibrava
na sua voz nos aproximávamos Velozmente do planeta o gigante estava diante dos meus olhos e eu podia distinguir já os oceanos perceber depois os contornos da Europa e de repente acordou no meu coração uma grande Sagrada inveja como poderia existir uma cópia e qual a finalidade de sua existência eu amo e só posso amar essa terra que acabo de deixar na qual perdura uma linda as gotas daquele sangue que ingrato derramei ao me desprender da vida mas nunca nunca deixei de amar a nossa terra e talvez até aquela noite em que abandonei tivesse tido um
momento em que amei mais apaixonada e dolorosamente existe também dor nessa nova terra será que na nossa só podemos viver com a dor ou graças a ela não sabemos amar que outro modo nem conhecemos outro amor eu quero dor para poder amar eu quero sim neste momento apenas Anseio por poder beijar banhado em lágrimas a terra que abandonei eu não quero não aceito nenhuma outra vida senão uma da nossa terra mas o meu companheiro já tinha me deixado sem ter minha percebido tinha chegado àquela outra terra a Clara luz solar de um dia de paradisiaca
beleza creio que me encontrava numa daquelas Ilhas que formam o arquipélago helênico e não era por ventura algum ponto da Costa que ali circunda o mar Egeu era tudo tal como entre nós simplesmente tudo parecia encontrar-se numa disposição firme e resplandecer numa grande Vitória santa e finalmente conquistada o mar suave de um azul escuro para tia suavemente contra o litoral e fingia cê contra ele com um imenso visível e o inconsciente amor às árvores sombrias apareciam em todo o esplendor da floração estou convencido de que as suas folhas enumeráveis me davam as boas vindas o
seu leve e amistoso xuxurro murmurando ignorado as palavras de amor a relva ostentavam uma abertura muito fresca e Brilhante os pássaros cruzavam em bandos pelo ar e os passarinhos pousavam sem ponta de medo nos meus ombros e nos meus braços e davam alegres pancadinhas com as suas asinhas trêmulas e finalmente o olhar que reconhecia também os homens daquela Terra feliz as pessoas se chegavam a mim espontaneamente me rodeavam e me davam beijos era um Filhos do Sol filhos do seu sol como eram bonitos eu nunca vi na nossa Terra homem estão Belos GO e poderemos
encontrar nas crianças nos mais tenros anos um reflexo para Arco e longe vinco e semelhante formosura esses homens felizes tinham rostos claros e cheios de luz no seu rosto trans parecia a inteligência e um saber que permita-me a expressão parecia completo Até a tranquilidade e no entanto esses rostos respiravam um alvoroço especial tanto as palavras como a voz desses homens demonstravam uma alegria pueril ao primeiro olhar que pousei naqueles rostos compreendi logo tudo todo aquela era a terra a terra não manchada pelo pecado original na qual exibe um homens que não tinham pecado e viviam
num paraíso idêntico àquele em que segundo todas as tradições da humanidade viveram os nossos primeiros pais antes da queda tem a mim a diferença A não ser que a terra toda era por todo lado um só Paraíso aqueles homens se aproximavam de mim com afetuosidade e sorriam e me acariciavam me conduziram ao seu lar e todos se esforçavam por me tranquilizar em Ah não me faziam pergunta alguma pareciam saber de tudo e só ansiavam por afugentar o mais depressa possível do meu rosto todo o vestígio de dor quarto agora vejam admitamos que tudo isso foi
apenas um sonho mas a sensação de amor que aqueles homens belos e inocentes M demonstraram perdurem mim através do tempo e eu sinto como esse amor já distante tomba sobre mim eu os vi eu vou te conhecia os amei e mais tarde sofri por eles a Oi tudo e compreende o desde o primeiro instante que eu não poderia entender-los muitas coisas parecia-me incompreensível como parece aos progressistas Russos contemporâneos e aos maus obter portugueses o fato de sabendo ele tanto como sabiam não possuírem a nossa ciência mas não tardei a comprovar que a sua ciência simetria
de conhecimentos diferentes dos da terra e que suas preocupações eram também de outra índole não tinha um desejos estavam tranquilos e contentes não aspiravam tanto como nós a conhecer a vida pois a sua vida estava completamente preenchida mas o seu saber era mais fundo elevado que a nossa ciência porque a nossa ciência procura explicar a vida pretende ser ela mesma acimenta lá para mostrar aos homens como devem viver isto eu com e ao passo que ele já sabem como um de viver e isso eu percebo ainda que não possa compreender a sua ciência me mostravam
eles as suas árvores mas eu não podia sentir do mesmo modo que eles a grandeza do Amor com Que contemplavam tal como se as Tais árvores fossem homens e vejam Pode ser que eu não me engano é o dizer que até falavam com elas sim conheciam a sua língua eu estou convencido de que as árvores os entendiam e olhavam da mesma maneira todo o resto da natureza e os animais que pacificamente viviam com eles e longe de atacá-los os amavam vencidos pelo seu amor apontavam para os outros e me diziam qualquer coisa que eu não
compreendia mas estou convencido de que estavam em relações com as estrelas do céu não por meio do pensamento e de outro modo aqueles homens não se esforçavam para que eu os compreendesse amavam-se sem necessidade disso mas Além disso eu sabia que tem um pouco eles me compreenderiam jamais e por isso nunca disso a lei da nossa terra limitava minha beijar diante deles a terra em que viviam e adorá-la e eles vinham isso e deixavam que eu o fizesse sem dizerem nada sem se envergonhar em de que eu amasse ao mesmo tempo que eles não sofriam
por minha causa quando arrasado em plântulas beijava os pés pois sabia o amor com que me pagavam as vezes perguntava a mim próprio admirado como poderiam eles ofender uma vez que fosse um homem como eu ou como poderíamos sustentar tão pouco em mim um sentimento de inveja de ciúme às vezes perguntar a mim próprio como é que eu como se fosse o embusteiro e enganador não lhes comunicava a algum dos meus conhecimentos de que naturalmente não tinham a menor ideia para fazê-los cair no espanto ou simplesmente por amor deles eram bonachões e joviais como crianças
vagueavam por entre os seus bosques vizinhos magníficos e floridas pradarias entoando lindas canções e sustentavam se dos frutos das árvores e do leite dos animais que os acompanhavam preocupavam-se pouquíssimo com a alimentação e com o vestuário o amor existia também entre eles e geravam filhos mas nunca Verifiquei que fossem vítimas desses arrebatamentos de Cruel lascívia e se apoderam de quase todos os homens desta nossa terra de todos sem exceção de nenhum e que constitui a única origem a todos os pecados da nossa humanidade alegravam se com os recém nascidos como novos coparticipantes da sua felicidade
não conheciam nem a luta nem a inveja e nem sequer saber o que isso fosse os filhos dos outros eram também seus filhos pois formavam todos uma sua família quase não tinham doenças contanto com a morte e os seus velhos extinguiu-se suavemente como se dormisse rodeados dos seres queridos deitando benção sorrindo e acompanhados pelos seus olhares claros e alegres nunca vi dor nem lágrimas à cabeceira de um moribundo mais um amor exaltado até O êxtase até um verbo tranquilo e puro se poderia quase acreditar que até depois da morte continuavam em e os seus mortos
e que ela não interrompe a sua vida terrena não me compreendiam quando eu os interrogava cerca da vida terrena mas pelo visto estavam tão convencidos de sua existência que nem por um momento se lembravam de pola em dúvida não tinha um templos mas mantinham-se numa identificação Vital com o todo não professavam crença alguma mas possuíam a convicção de que quando as suas alegrias terrenas tivessem alcançado os limites da natureza terrena viria para todos eles tanto para os vivos como para os mortos o mais íntimo contato com o todo aguardavam Alegremente esse momento mas não ansiavam
por que chegasse nem sofriam por causa disso tem um já Como que o seu gozo antecipado na sua alma e comunica e o entre si uns aos outros a noite antes de adormecerem cantavam em coro os harmoniosos exprimiu nestas canções vespertinas os sentimentos que experimentavam durante o dia e gravavam e estimavam o dia que tinha passado exprimiam nessas canções vespertinas os sentimentos que experimentavam durante o dia e gabavam e estimava o dia que tinha um passado despedindo-se dele louvavam a natureza a terra uma área e os bosques louvavam se isso e elogiavam mutuamente nas suas
canções da mesma maneira que louvam as crianças as suas canções eram singelas mas se ponham delas o seu coração e aos corações ela chegavam e não só nas suas canções mais na sua vida toda não fazia um outra coisa senão amarem-se uns aos outros é na verdade uma vida de amor recíproco uma vida grande Universal amor mas alguns dos seus cânticos e tinha uma expressão Triunfal e inspirada não consegui compreendê-los por mais que entendesse a sua letra não podia penetrar todo o seu sentido eram intangíveis para mim a razão ainda que cada vez penetrassem mais
fundo do meu coração sem que eu pudesse me aperceber do que se passava costumava aliás dizer que já anteriormente eu tinha adivinhado tudo aquilo que já na nossa terra o pressentimento de toda aquela Aventura daquele jubiloso cântico de louvor me tinha feito experimentar um entusiasmo estéreo e às vezes excessivo que tudo aquilo eu já tinha visto nos sonhos da minha alma e nos meus sentidos que lá longe na nossa Terra por mais de uma vez me aham as lágrimas o pôr do sol que sempre tinha havido do o no meu olho aos homens da nossa
terra porque não podia Eu odiá-los visto que não usa amava porque não podia perdoar eles porque me faziam sofrer amá-los porque podia amá-los odiando eles me escutavam e eu via claramente que não podia imaginar nada disso mas não me arrependi de ter instalado nessas coisas sabia que eles compreendiam todo o poder da minha nostalgia por aqueles que a tinham abandonado sim quando eu senti a pousar assim no seu de ar como e Aprazível olhar trespassado de amor sentia como entre eles também o meu coração se tornava pura e inocente como deles não lamentava não poder
entender os faltava-me o alento por sentir tão intensamente a plenitude da vida e ficar o silêncio adorando se toda a gente se via agora na minha cara e me afirma que não pode ver se nada semelhante ao que eu estou descrevendo que no meu sonho mas não fiz do que experimentar um sentimento elaborado pelo meu próprio coração e que todos esses pormenores os devia ter arquitetado depois já desperto e quando concordei e disse que podia ser que tivessem razão sabe deram-se as gargalhadas a ilariedade que as minhas palavras provocavam naturalmente eu estava apenas dominado pelo
sentimento do sonho e só este único sentimento perdurava no meu coração que se agrava Mas além disso as visões e as figuras reais do meu sonho Isto é aquelas que ouviram precisamente durante a hora do meu sonho conservavam entre si tal Harmonia eram tão perfeitos tão encantador e sedutoras e peles que ela acordar como é natural não era capaz de tornar a dar-lhe vida da nossa pobre linguagem por isso eu tiver um naturalmente aqui em Pare de ser na minha consciência e se desvanecer em e talvez por isso e sente-se realmente obrigado a imaginar depois
e inconscientemente os pormenores os quais teria encomendado Decididamente a missão de reproduzir dado meu apaixonado desejo que era de certo modo pelo menos o sentimento principal mas no entanto porque não acreditar que tudo foi real Pode ser que fosse mil vezes melhor mais radiante e belo do que eu descrevo pode ser que fosse um sonho mas não é possível que o fosse completamente Polly Vou confiar Liz um segredo talvez tudo isso nem sequer de longe fosse um sonho o sucedeu no início do algo do é algo tão real até a saturação que uma pessoa nem
sequer teria podido sonhá-lo Pode ser que fosse a minha alma que engendra se esse sonho mas como ela poderia ter engendrado sozinhas a terrível verdade que eu senti mais tarde como teria podido eu imaginá-la ou sonhar o meu coração sozinho seria possível que o meu é insignificante coraçãozinho e a minha humilde caprichosa razão tivessem podido acenderá semelhante revelação da Verdade julguem os senhores por si mesmos até este momento não falei no caso mas agora vou dizer a verdade toda a conclusão a conclusão fui eu que ter estragado tudo aquilo o quinto sim fim a conclusão
fui ao ter estragado tudo como isso foi a que eu já não sei já não lembro como é que sucedeu o sonho durou milhares de anos e Apenas me deixou uma impressão de conjunto só me lembro de que a queda do pecado original foi eu como uma de espantosos a estricnina estes pelo bacilo que devasta a terra assim devastei eu toda aquela Terra inocente e feliz aqueles homens aprenderam a mentir tomar um Gosto A mentira e reconheceram como eram belos borra Pode ser que a princípio fizessem inocentemente por por o jogo por diversão que apenas
se tratasse de um bacilo mas esse átomo de mentira se enraizou no seus corações e foi do seu agrado e não tardou que deles derivassem a voluptuosidade e essa voluptuosidade engendrou a inveja e esta a crueldade hum não sei eu já não me lembro como mas não tardou que se ver terça e a primeira gota de sangue a princípio apenas sentir um espanto mas depois se assustaram e começaram a se afastar um dos outros vieram as censuras e as incriminações conheceram a vergonha EA erigiram em virtude surgiu o conceito da Honra e cada bando se
uniu à sombra da sua Bandeira começaram a torturar os animais e os animais se afastaram deles foram seu comentário nos bosques e se tornaram seus inimigos se iniciou a luta pela separação pela particularização pela personalidade pelo teu e p e começaram a falar várias línguas conheceram a dor e tomar um gosto dela ansiavam pelo sofrimento e diziam que a verdade só se comparava pelo preço do martírio depois surgiu a ciência como se tinham Tornado Mouse deram mim falar de paternidade de uma lidade e compreendiam estas ideias como tinham se tornado criminosos inventaram a justiça e
redigiram códigos para encerrar em neles e para assegurar o cumprimento desses códigos ergueram a guilhotina não se recordavam daquilo que tinham perdido e não queriam acreditar que alguma vez tivessem sido inocentes e Felizes riam-se até da possibilidade dessa sua felicidade passada e a tá chavão de sonho Fantástico eu quero podiam fazer uma ideia desse estado e acontecia Além disso uma coisa estranha agora que tinham perdido toda a pé na felicidade pretérita e a classificavam de fantasia empenhavam-se a tal. A voltar a ser inocentes e felizes que Se ajoelhe a vão como Crianças antes os desejos
dos seus corações adoravam esses desejos erguiam templos a eles e oravam a sua própria ideia ao seu próprio querer ao mesmo tempo que continuavam acreditar com uma convicção inabalável na possibilidade de cumprir em realizar essa ideia apenas de implorarem por ela de joelhos e no entanto se pudesse ter-se dado o caso de voltar em outra vez aquele inocente venturoso estado que perderam se alguém estivesse Consul e diz perguntando quereis voltará ele teriam respondido resolutamente que não a mim me diziam bom seremos mentirosos Mouse injustos sabemos de lamentamos e essa é a nossa tortura e talvez
por isso nos atormenta temos e castigamos mais do que faria esse juízo misericordioso que há de nos julgar no futuro mas cujo nome nos é desconhecido Mas em compensação possuímos a ciência de graças a ela haveremos de tornar a encontrar a verdade então vamos aceitar lá já com consciência o Saber está acima do sentimento o conhecimento da vida acima da própria vida ciência Nos fará oniscientes a une ciência conhece todas as leis e eu conhecimento da lei da felicidade está acima da própria felicidade era assim e me falavam e avaliar por Tais palavras cada um
deles se tornaram mais apreciadores de si mesmos do que dos outros se tinham valorizado a si mesmos mais do que tudo no mundo sem e não poderia ter sido de outro modo tornaram-se todos estão ansiosos no seu eu que cada um se abanava por rebaixar o primeiro e diminuir o eu do próximo por todos os meios possíveis e só nisso se resume à sua vida foi desenvolvido a escravatura e surgiram até escravos voluntários os fracos se submeteram com gosto aos mais fortes mas com a condição de que estes os ajudassem a subjugar os mais fracos
do que eles surgiram entre eles profetas que eles Falavam do seu orgulho chorando da perda da medida e da harmonia docente o motor mais eles Riam e trouxe a vão desses profetas e acabavam por lapidar os correu o sangue sagrado sobre os umbrais do tempo mas também havia um homem que começaram a discutir a maneira de voltar a uni-los a todos sem que deixar se entretanto de querer assim mesmo os mais que a ninguém nem prejudicará os outros para que todos se tornassem assim a viver em comum formando uma só amistosa e concordes sociedade essa
ideia foi entre eles causa de grandes guerras todos os beligerantes acreditavam ao mesmo tempo que a ciência a une ciência e o instinto da própria conservação obrigariam finalmente os homens a se unirem numa sociedade razoável e cortada para o que no entanto se esforçavam os oniscientes a fim de acelerar as coisas a nar todos os não oniscientes e a quantos não compreendiam a sua ideia pretende que não fosse um obstáculo para o seu Triunfo mas não tardou que diminuísse o sentimento geral da própria conservação e surge sim voluptuosos e soberbos que proclamavam abertamente e desejavam
tudo ou nada foram registradas proezas de todo o gênero e quando não conseguiram nada com elas estavam o recurso do suicídio ouvir religiões consagradas ao culto de não ser e do próprio aniquilamento em honra do eterno repouso no nada até que por fim aqueles homens se cansaram de seus Absurdos esforços e nos seus rostos se refletiam a dor e proclamaram a dor é beleza pois Salvador tem sentido e cantaram uma dor nos seus poemas EUA é uma agitação entre eles torcia as mãos e chorava mas os amava no entanto e talvez mais do que antes
quando no seu rosto não assomava Ainda nenhuma dor e eram belos e inocentes a terra por eles manchada me parecia então mais valiosa do que antes quando era um paraíso e isso apenas porque nela aparecer a dor eu sempre amei a dor EA tristeza mas só para mim só para mim mas como agora Ele sofreram também chorava de compaixão estendi as minhas mãos e no meu desespero me acusava me amaldiçoava e me desprezava mim próprio dizia eles que tudo aquilo era obra minha e eu apenas eu e mais ninguém é que tinha a culpa de
tudo que eu tinha levado a corrupção a peste EA mentira Em que dia que micro se ficassem desensina armar uma cruz e a levantá-la eu não podia matar a mim mesmo não tinha coragem para fazê-lo mas queria sofrer o tormento pelas mãos suspirava por derramar o meu sangue até a última gota no suplício mas eles não faziam mais do Kefir de mim acabando por dizer que eu era um doido acabado até me defendi mim dizendo que não tinham agora mais do que aquilo que tinham desejado E que tudo isso acontecerá porque tinha fatalmente de acontecer
e Prof em declararam que eu constituía um Perigo Para eles portanto tinham resolvido e encerrar num Manicômio se não desistisse de mim as práticas quando eu uso ouvi dizerem Isto foi tão grande a dor que me três passou a alma que meu coração se compra Angel e eu me se a cair e foi então que despertei do meu sonho era já amanhã o sol ainda não tinha ser Guido eram seis da manhã acordei na minha poltrona a luz se tinha extinguido completamente no quarto contigo e dormiu o capitão e a sua gente e na casa
reinava um estranho silêncio princípio estremecia Assombrado nunca me tinha acontecido nada de semelhante até as coisas pequenas me impressionavam por exemplo jamais adormecerá dessa maneira na poltrona e depois enquanto Me punha de pé e acabava de despertar e que ser de repente a vista no revólver no revólver carregado mas no mesmo instante joguei o para longe a vida grande Sagrada vida abriu os braços em um bloqueio a verdade eterna soluçava e inclusive asmo um entusiasmo incomensurável enchia o meu ser sim vida e anunciar são Anunciação ficou decidida para mim naquele mesmo instante decidida para toda
a minha vida irei e anunciarei o que a verdade uma vez que a vi que a vi com meus próprios olhos e reconheci toda sua magnificência E desde então anunciou a boa-nova Eu amo a todos e mais que a ninguém aqueles que se veem de mim porque amo mais a estes não sei nem tão pouco Posso explicar mas é assim dizem que estou enganado você agora estou enganado como será para adiante sim é provável que tenham razão estou enganado e quanto mais estiver Talvez seja e provavelmente ainda incorrer em erro com frequência Até aprender como
é que se deve prejudicar Isto é com que palavras e com que a todos os é difícil saber agora já é para mim tão claro como a luz mas escutem uma coisa quem é que não erra e no entanto todos se afadigam por um mesmo objeto todos os desvios sabem o último criminoso simplesmente procedem de maneira diversa é esta uma verdade já velha nós vezes aqui outra nova eu não posso me enganar assim tanto Pois eu vi a verdade eu sei os homens podem se tornar belos e felizes sem que para isso tenha de deixar
de viver na terra eu não quero nem posso crer que a maldade seja o estado normal do homem mas eles trocam dessa minha crença não acredito e eu vi a verdade não que já tenha descoberto com a minha inteligência não eu vi o que se chama ver e o seu rosto vivo preencheu minha alma Para toda eternidade eu a vi numa integridade tão completa que como poderia acreditar agora que essa verdade não possa existir também entre os homens e como como poderia eu estar enganado talvez ainda um pouco desorientado é possível também que empregue palavras
estranhas Mas isso não deve durar muito a imagem viva do que vi liberar em minha perna mente e me servirá de norte e de guia a eu estou muito contente e esperançoso e não me cansarei de andar ainda que Peregrina E durante Mil Anos olhe a princípio queria esconder de vocês que tinha sido a cor de sua perdição mas isso teria sido falta da minha parte pois assim tínhamos já a primeira culpa mas a verdade me dizia ao ouvido que eu mentia e salvava do erro e me Dirigiu para o caminho reto Aí eu não
consegui saber como é que alcançaram o paraíso pois não consigo exprimir por palavras Perdi as palavras no sonho pelo menos todas as palavras necessárias as mais precisas Mas isso não importa eu caminharei por esses mundos e anunciarei a boa-nova uma vez que vi com meus próprios olhos ainda que não possa exprimir o que vi mas isso é precisamente que não podem compreender os trocistas teve um sonho como ele próprio diz um Delírio febril o valor se nação a isso É sensato e ficam todos e inchado é um sonho mas o que é um sonho não
segurar nossa vida um sonho esperem que ainda vou dizer ainda mais bem admitamos que isso nunca venha se realizar e este paraíso não chegue nunca ser uma realidade e o próprio admito isso bem pois apesar de tudo continuarei anunciando a boa-nova E no entanto como isso seria simples num dia numa hora tudo mudaria ama a humanidade como a ti mesmo isso é tudo isso é tudo e nada mais é preciso saber as depois como Asus viver e além disso show a uma verdade uma verdade antiga antiquíssima mas que é preciso repetir uma e mil vezes
e que até agora não se o gol dos nossos corações o conhecimento da vida está acima da vida o conhecimento da lei da felicidade está acima da própria felicidade e Isaías aquilo o que se deve lutar contra e eu lutarei Contra isso se todos quisessem tudo mudaria sobre a Terra no momento tanto a mim ando ainda à procura daquela menininha E continuo continuo continuo fala do narrador Carlos Eduardo Valente ator diretor de teatro dublador narrador de audiobooks e também formado em psicologia 65 anos de vida bem vivida e cheio de histórias para contar mas prefere
encontrar em interpretar as histórias dos outros até tentei escrever um pouco mas não tem a disciplina necessária como tem nessas outras áreas citadas depois demorar 20 anos em Porto Alegre voltou a Pelotas onde se formou em psicologia morou em São Paulo um bom tempo e agora mora em Florianópolis para onde voltou depois de 13 anos longe da Ilha sempre na batalha por novos desafios também brinca com fotografia e edição de vídeos porque viver é bom demais contato Carlão
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