Foi. Então, gente, gravação iniciada. Eh, vamos dar início à nossa aula de hoje com menos atraso do que a aula anterior, porque agora já deu para entender como que é o processo aqui, como é que tá o processo do sistema, mas vamos lá. Eh, então hoje dando prosseguimento na nossa disciplina de nutrição funcional e fitoterapia, a gente vai fechar a unidade três falando dos compostos fitoterápicos, tanto aqueles, né, que são os mais comumente utilizados, como eh os compostos fitoterápicos, os os principais compostos, né, aqueles que são eh utilizados dentro da prática nutricional, né? Quais são
aqueles que estão mais eh inseridos dentro da dentro do contexto da nutrição aqui com a gente? Eh, a gente vai falar ainda além dos compostos, a gente vai falar também das principais formas farmacêuticas que são utilizadas atualmente como veículo pros medicamentos fitoterápicos dentro de diferentes abordagens. E é claro, como sempre, a gente trazendo a associação para a nutrição, já que a nutrição vai ser, né, eh, a nossa maneira de de aplicar, de apresentar os fitoterápicos dentro da nossa prática clínica. Então, pra gente começar a falar de compostos fitoterápicos, a gente vai discutir aqui um pouquinho,
né, eh, algumas das principais plantas medicinais que hoje a gente tem aprovação do Ministério da Saúde, como nós falamos nas aulas anteriores, né, para serem utilizadas como fitoterápicos dentro daquele contexto das práticas integrativas. complementares em saúde, né, junto com outras práticas, mas a fitoterapia já sendo, né, reconhecida pelo Ministério da Saúde. E a gente falou nas aulas anteriores de como é o processo para aprovação do uso dessas plantas medicinais dentro do nosso país. a gente falou que precisa ter, né, evidência científica, a gente precisa ter estudos que demonstrem a relação de causa e efeito. A
gente precisa ter estudos que demonstrem, né, eh, os riscos associados. Então, dentre uma gama de de eh medicamentos fitoterápicos que hoje são, opa, que hoje são sumiu tudo aqui, gente, pera aí, voltei. Que hoje são aprovados para utilização dentro do nosso país. a gente pode pensar em alguns, né, mais comuns, como por exemplo alcachofra. E aí, só lembrando para vocês que a gente também já falou em aulas anteriores, quando a gente fala de medicamento fitoterápico, na hora de fazer qualquer prescrição, a gente sempre precisa utilizar o nome eh científico, né, o nome em latim daquele
fitoterápico, o nome em português, ele vai ser opcional. Então vocês vão ver nessa aula que toda vez que a gente tiver falando de exemplos de fitoterápicos, de medicamentos fitoterápicos, a gente sempre vai tratar junto do nome popular, a gente vai eh associar com o nome em latim, com o nome científico daquela planta. Então, dentre os principais aí, né, pensando nesse contexto, e aqui a gente tá falando de um contexto geral, a gente não entrou ainda no contexto da prática nutricional. Mas a gente pode pensar, por exemplo, né, em alcachofra. Hoje em dia a gente encontra
em farmácias, em lojas de produtos naturais, cápsulas de alcachofra, né, que são utilizados, são indicados com funções diuréticas, hipoglicemiante, eh com a o a função de reduzir a colester a o nível de colesterol sanguíneo. São associados também a uma melhora, né, do processo digestivo. alho, né? E aí o alho a gente tem como nome científico alho sativo. É um importante anti-inflamatório, né? Além disso, ele já tem comprovação de função antigripal, analgésica, antisséptico, pulmonar. pode ser utilizado ainda como vermífugo. Claro, para cada uma dessas indicações, pensando na concentração ideal, no tempo ideal e na forma de
administração adequada, mas a gente tem todas essas funções aqui associadas ao alho. E aí a gente pode até pensar, por exemplo, né, eh, no alho como antiinflamatórico, como antiinflamatório, como antigripal, eh, em medicamentos caseiros, né, xarope caseiro, que normalmente leva alho na composição. Por quê? Porque ele tem esse potencial, né, de antibiótico, anti-inflamatório natural. A babosa, né? babosa Aloe Vera, aquela planta lá que tem um gel no meio que é utilizado, né, como cosmético para melhorar a saúde capilar, para reduzir a caspa, mas ela também vai ter funções eh que não são diretamente ligadas à
estética, vai ter funções de saúde, ela é laxativa, ela pode ser utilizada como cicatrizante, ela é analgésica Então ela consegue amenizar a dor. E aí a gente sempre voltando, né, da medicina tradicional, queimadura, você tá com uma queimadura, aí a avó vai lá, pega aquele gel da babosa, passava aquele gel da babosa na queimadura, além de ajudar na cicatrização, por ser analgésico, tópico, aquele gel, ele aliviava a dor da dor local ali naquela naquela queimadura. Então, eh, ela tem esse potencial, né? A camomila, a gente falou bastante de camomila nas aulas anteriores, eh, tá relacionada
principalmente com o seu efeito calmante, mas a camomila, ela também vai apresentar ação antiinflamatória, antisséptica, né? Então, para ser utilizada ali em ferimentos, pensando na na remoção dos microrganismos, né, para evitar a proliferação de microrganismos ou uma infecção. E ainda a camomila, ela tem eh potencial digestivo de melhorar a digestão. o gengibre, né? O gengibre que tá associado eh com ações na região eh da laringe, né? Então, dor de garganta, tosse em excesso, perda de voz, mas também é um excelente anti-inflamatório muscular. Ele tem eh função comprovada no seu uso, né, contra dores musculares, contra
contusões. Adriana falando aqui, camomila também alivia tosse, mas esse alívio da tosse para camomila ainda não foi eh comprovado lá pelo Ministério da Saúde. Então, a gente ainda a gente ainda não associa o seu uso fitoterápico nesse sentido, entendeu? A hortelã tem um ex, o boldo também entra nessa lista. Entra. É que o boldo a gente vai falar dele quando a gente falar de associação com a prática nutricional, mas ele também entra. Eh, a hortelã, né? Então, a hortelã ela tem um um excelente potencial digestivo, né? Então, quando a gente vai assim em restaurante, que
lá na entrada do restaurante tem um chazinho de abacaxi ou um chazinho de hortelã, qual é a função daquilo ali? Além, claro, né, de trazer um sabor, um aroma agradável, esse chá de hortelã, ele tá diretamente associado com a melhora da digestão, principalmente, né, na porção estomacal, porque ele vai facilitar ali, né, a secreção de suco gástrico, então vai acelerar essa digestão. Mas além disso, a otelã é um excelente vermífogo, um excelente analgésico e tá relacionado, né, com efeitos antiespasmódicos, então paraa redução de espasmos musculares de maneira geral, justamente, né, porque ela também tem um
efeito aqui eh anti-inflamatório de maneira eh mais leve, mas tá comprovado. O maracujá calmante, né? Então, a gente fala de uso de maracujá como como calmante, uma coisa que a gente precisa ter cuidado quando fala do maracujá. Parte do maracujá que oferece e efeito calmante não é a fruta, não é a polpa, e sim a flor do maracujá. Então, tanto o efeito calmante quanto o efeito sedativo, eles estão diretamente associados à flor do maracujá e não a polpa. E aí a gente tem até, né, algumas questões populares envolvidas, porque tem gente que fala: "Ai, eu
não posso tomar suco de maracujá porque a minha pressão cai, eu fico com sono." Isso aí é placebo, tá? Só para deixar todo mundo ciente que é efeito placebo, porque no maracujá o que causa esse efeito é a flor. A polpa, a fruta, ela vai ter efeito diurético. E é por isso que quem tem pressão baixa não é recomendado tomar, porque existe o risco de com o aumento, né, da da produção de urina, isso acabar interferindo na pressão arterial também, mas não é porque ele vai ser sedativo, é devido ao fator diurético. Valeriana, Mulungu, a
gente tem um monte de exemplos aí, né? Eh, o próprio C, né, que é também uma folha, eh, tem um efeito purgativo muito, muito bem definido hoje em dia, né? Tanto que Cen era uma planta que antigamente naquela nessas casas de produto natural, naquelas estantes assim, né, que ficava um monte de folhinha seca para fazer chá, Sen você conseguia comprar ali. Hoje em dia tá proibida essa venda. Por quê? Porque o efeito purgativo do Cene, ele é muito elevado, ele é muito intenso. Então isso gera uma diarreia muito intensa. E essa diarreia intensa, ela pode,
né, feita sem controle, ela pode levar a desidratação, a a baixa absorção de nutrientes. Então hoje o C é muito mais controlado do que há alguns anos atrás. E muitos outros exemplos, né? A valeriana, Mulungu, como Valdenice citou aqui, são alguns deles, o boldo que o Rafa tinha perguntado. Então a gente vai ter uma infinidade, né, de plantas aonde a gente descobre quais são todas aquelas que são aprovadas. Farmacopeica brasileira. Existe uma literatura, né, que traz todas as plantas medicinais, todos os fitoterápicos aprovados hoje para utilização no nosso país com as suas funções, com as
suas contraindicações. Então, é interessante para quem quer trabalhar com medicina natural, com fitoterapia, da gente conhecer, né, essa literatura. Mas aqui a gente só vai citar algumas delas, porque existe ainda muita coisa pra gente falar aqui dentro do dentro do conteúdo da nossa aula. E aí esses essas plantas medicinais, como eu falei para vocês, elas vão, né, eh, fornecer esses efeitos de acordo com os princípios ativos que são produzidos ali dentro durante o metabolismo daquelas plantas. Então, foi como eu falei, eh, alho é bom para aquele monte de coisa, mas para eu atingir um efeito
antiinflamatório vai ser diferente a forma de administração, o teor, a quantidade do que eu preciso, por exemplo, para atingir um efeito de eh ataque contra vermes. Por quê? Porque quem vai causar esse efeito não é a planta de maneira geral, mas os princípios ativos fitoterápicos que estão presentes naquela planta. E esses princípios ativos, eles são formados ali dentro, né, daquela da estrutura daquelas plantas, eh, decorrentes do metabolismo da planta. E normalmente esses eh princípios ativos, opa, sumiu a minha tela de novo, esses princípios ativos, eles vão ser eh produzidos, né, durante o que a gente
chama de metabolismo secundário das plantas. Então, o que que é esse metabolismo secundário? O, pra gente entender metabolismo secundário, a gente precisa entender o metabolismo Eita, cadê Jesus? Voltei. A gente precisa entender primeiro o que que é o metabolismo primário. Então, o metabolismo primário é quando a gente associa, né, a utilização dos compostos que são vitais para qualquer organismo. E aí, no caso, a gente tá falando do vegetal da planta, mas isso pode ser associado com o nosso metabolismo também. Então ali no metabolismo primário é onde a gente vai fazer o consumo de carboidratos, proteínas
e lipídios para produção energia, onde esses macronutrientes vão ser utilizados, né, na construção de tecidos, onde a gente vai aproveitar as vitaminas, os minerais pro desenvolvimento das nossas funções fisiológicas. Isso é metabolismo primário. Já o metabolismo secundário, eh, ele é o metabolismo que não vai ser, não vai acontecer ali visando o desenvolvimento do organismo, mas é o metabolismo que acontece quando aquele vegetal, né, quando ele tem que se relacionar, por exemplo, com o meio onde ele tá sendo desenvolvido. Então, esses metabólitos que surgem do metabolismo secundário, eles não vão ser vitais pro desenvolvimento e sobrevivência
do vegetal, mas eles vão ser importantes, por exemplo, eh, quando aquele vegetal ele se encontra em situações de estresse. Então, quando existe um racionamento da da oferta de água, um excesso ou uma queda de temperatura, quando aquela planta é atacada por uma praga ou atacada, né, por um patógeno. E aí esse metabolismo secundário, ele vai ele vai ser eh iniciado como se fosse o nosso sistema imunológico. Vamos fazer associação, não é exatamente isso, né? Mas vamos fazer uma associação nesse sentido. Então, se se chega um corpo estranho, um vírus entra lá na nossa corrente sanguínea,
o nosso sistema imunológico vai ser ativado para produzir ali, né, células que vão atacar aquele corpo estranho. Aqui no metabolismo secundário das plantas vai ser mais ou menos a mesma mesma linha de raciocínio. aquela planta, ela se encontra em situação de estresse. Então, as vias metabó metabólicas secundárias, elas vão ser ativadas para que aquela planta express, né, eh, compostos que vão atacar aquilo que tá causando o estresse no vegetal. Então é por isso que esses metabólitos secundários que são, né, que vão ser aproveitados como princípios ativos fitoterápicos, eles são produzidos nas plantas em pequenas quantidades.
E aí em cada parte dessa planta, né, em cada estrutura, a gente vai ter princípios ativos diferentes sendo produzidos. E por isso que dependendo de qual função eu quero aproveitar, eu preciso utilizar uma parte diferente da planta. É o que a gente tava falando agora há pouco do maracujá. O maracujá para ele oferecer efeito calmante precisa do consumo da flor do maracujá. E aí quando a gente pensa naquele medicamento lá, naquele passeiflorim, que é um caulante natural, a base de passe flora encarnata, a parte da planta do maracujá que é utilizada para fazer aquilo é
a flor e não a polpa do maracujá, por exemplo. Eh, e aí dentre esses princípios ativos fitoterápicos, os principais que a gente vai ter, né, sendo utilizados como fitoterápicos, eh, são metabólitos, são compostos, como, por exemplo, as antraquinonas, os flavonoides, os taninos, os alcaloides. E aí vocês já viram isso aqui quando a gente estava lá na primeira parte da disciplina falando, né, de nutrição funcional. Por isso que mais uma vez eu volto a bater na tecla com vocês. Não tem como a gente tratar de nutrição e de fitoterapia sem falar de nutrição funcional, porque ambas
estão intimamente ligadas, uma vez que eh os compostos que vão eh causar os efeitos esperados nos medicamentos fitoterápicos, eles vêm dos compostos bioativos que a gente tanto considera na nutrição funcional. Uma grande diferença é que na nutrição funcional a gente vai trabalhar com alimento, alimento na sua forma natural. E na fitoterapia a gente vai trabalhar com eh a concentração desses princípios em outros veículos, seja na forma de chás ou, né, do uso do próprio uso daquele daquele alimento ali, como um tempero, eh, que é o que vocês assim que estiverem formados podem, eh, trabalhar, ou
na forma de medicamentos fitoterápicos, mas que para vocês poderem utilizar na prática de vocês, somente com formação específica. Eh, então as antraquinonas, por exemplo, elas são elas têm um um potente efeito laxante. Os flavonoides, a gente falou deles, são antioxidantes, anti-inflamatórios, estão relacionados com proteção vascular. Os taninos são cicatrizantes, estão envolvidos ali, né, com a melhora de de efeitos de diarreicos. Os alcaloides atuam diretamente sobre o sistema nervoso central. Eh, as muscilagens, por ter a capacidade de formar gel, vai proteger mucosa. As cumarinas são sedativos, podem ter efeitos fotossensibilizantes. é os óleos essenciais que são
extraídos diretamente ali de algumas partes das plantas, eh, eles vão ter múltiplas propriedades, mas tá muito associado com efeito bactericida, anti antimicrobiano, né, eh antiparasitário. Ah, os glicosídes cardiotônicos, né, eles estão relacionados ali a efeitos no tônus muscular da musculatura cardíaca, né? Então, eles vão ser utilizados, por exemplo, eh, em situações onde a musculatura cardíaca, ela não tem mais a capacidade de bombear sangue, né, como deveria. Claro, não é algo que a gente como nutricionista eh pode prescrever, mas existe essa indicação. As saponinas, por serem emocionantes, por misturar água e gordura, elas estão relacionadas com
efeito de redução de colesterol, né? Então são efeitos importantes que tão diretamente relacionadas com esses metabólitos secundários, que muitas vezes também vão ser eh princípios princípios bioativos, compostos bioativos, né, presentes ali no nos alimentos. Por a farmácia pode vender curcumina com piperina sem receita e o nutri sem formação fitoterápica não pode. É uma polêmica, é algo que eh os nutricionistas reclamam, tá? Mas a gente é regido pela legislação do Conselho Federal de Nutrição. No nosso código de ética. Tá descrito lá que nós não podemos prescrever nada que tenha efeito terapêutico de medicamento. Esses compostos, eles
vão oferecer efeito terapêutico associado ao de medicamentos. Então, por isso a gente não pode prescrever. Já na farmácia, quem rege a a o código de ética é o Conselho Federal de Farmácia, de química e Farmácia, né? Então, eh, são regras diferentes, são normas diferentes, é algo que gera muita polêmica, que gera muito burburinho, eh, dentro do do dentro do da própria classe de nutricionistas, mas como nós precisamos sempre agir de acordo com o código de ética, não, a gente não pode nem recomendar, porque doses excedidas podem podem levar a efeitos que ao invés de serem
terapêuticos vão ser tóxicos ou nocivos de alguma forma. Então, a gente não pode nem recomendar. É aquela, aquele famoso, ah, eu vou falar pro fulano tomar, mas a gente nunca vai, por exemplo, assinar uma receita indicando esse tipo de composto. Então, se o cara quiser tomar, ele quer tomar por conta própria, ele tá assumindo risco. A partir do momento que se assinou um receituário como nutricionista, mandando ele tomar um composto que não é permitido por legislação a gente prescrever, qualquer situação desagradável que acontecer, você tá se colocando como responsável por aquilo e a gente pode
perder até o nosso registro no conselho. Então não indico. Melhor a gente trabalhar com o que a gente pode. Vamos ficar regidos pela legislação para não piorar, para não complicar a nossa vida. Eh, e aí existem alguns fatores que vão influenciar tanto dentro da planta quanto dentro do medicamento fitoterápico, a concentração desses princípios ativos e que influenciam diretamente, né, a ação deles ali dentro do organismo. Então, o primeiro fator a gente já discutiu um pouco, tá? Tá relacionado com a parte da planta utilizada, né? Nem todo princípio ativo vai ser expresso, vai ser sintetizado na
planta como um todo. Alguns vão ser expressos na casca, outros na folha, outros no na raiz, outros na flor, outros no fruto. Então, a gente precisa conhecer qual a parte da planta que vai expressar o princípio ativo importante para aquela função que eu quero para fazer a a prescrição daquilo ali, a época da colheita, né, e as condições de cultivo de modo geral. Então, local de cultivo, qualidade do solo, eh por que a gente acabou de falar, a produção desses princípios ativos, ela tá relacionada com o estresse ao qual aquela planta é submetida. Se for
uma planta, por exemplo, eh cujo cultivo seja feito, eh, de forma hidropônica ou eh ou com, como é que é o nome daquilo? em estufa, com controle de temperatura, com controle de umidade do ar, com controle de com controle hídrico. Vocês concordam comigo que essa planta não vai estar sendo sendo submetida a estresse? Outra coisa, paraa planta produzir alguns princípios ativos que estão relacionados com o ataque de pragas ou o ataque de patógenos, essa planta ela precisa ser atacada por pragas e patógenos. Então, plantas que são cultivadas com uso de agrotóxicos, né, de pesticidas, elas
não vão ser eh submetidas ao estresse do ataque de patógenos ou de pragas. Então elas não vão conseguir produzir os princípios ativos sem contar que o uso de pesticida e de agrotóxico, né, mesmo que houvesse a possibilidade da produção de princípios ativos, aí a gente tá querendo eh pegar um princípio ativo que tem potenciais ali terapêuticos, mas tá associando isso com uma alta quantidade, uma quantidade ade excessiva de veneno que tá sendo adicionado naquela produção, naquele cultivo ali. Então, né, como se um fator anulasse o outro. Então, para produzir, para conseguir produzir principio ativo, a
planta tem que ser eh cultivada de maneira orgânica, né? Ela tem que sofrer eh com falta de água em alguns períodos. Então esse controle da hidratação, ele vai ser muito mais restrito, né? a exposição ao calor ou ao frio intenso, ela vai ser estimulada justamente, né, para forçar a planta a produzir esses compostos, esses metabólitos aí que vão ser tão importantes na geração, né, na no cumprimento das funções que a gente espera no nosso organismo. e também os processos de secagem e armazenamento, né? Porque essa planta depois de colhida, né, se ela for armazenada de
forma incorreta, se essa secagem for feita de forma incorreta, isso vai estimular o crescimento ali de fungos e bolores que vão produzir toxinas. Então, né, a gente tá eh acabando diretamente com a o benefício que seria esperado desses princípios ativos. Então existe um cuidado importante aí associado. E quando a gente pensa em pegar esse princípio ativo que tá lá dentro da planta, seja em qual parte for daquela planta e administrar isso pro paciente como um medicamento fitoterápico. a gente não tá falando do uso na forma de alimento ou de chá, mas na extração daquele composto
ativo, né, na concentração daquele princípio ativo e na incorporação daquilo, né, na rotina do teu paciente de alguma forma. Então, a gente vai ter as formas farmacêuticas tradicionais que são utilizadas na fitoterapia, né? As principais formas farmacêuticas são essas aqui. Então, a gente tem formas sólidas, líquidas, pastosas e ainda gasosas, né? Quando a gente pensa em veículo farmacêutico na no na forma sólida, a gente tá falando das cápsulas, aquelas cápsulas, né, manipuladas que vem com princiozinho ativo lá dentro. Eh, os próprios comprimidos. Então, voltando lá no Pasciflorin, o Pasciflorin não é uma cápsula, ele é
um comprimido, né? é um comprimido eh rígido. aquele comprimido ali é uma forma farmacêutica sólida de veicular a passeflora encarnata, os supositórios, né, que vão ser utilizados ali por via retal e ainda na forma de pós, a gente encontra, né, alguns fitoterápicos, eh, que podem ser veiculados eh na forma de pó para serem diluídos ali em água. ou num suco, né? Quando que a gente vai eh utilizar o pó? Quando o paciente tem dificuldade de deglutir cápsula ou comprimido, por exemplo, né? E aí a gente indica aquilo na forma de pó para ser diluído e
facilitar o consumo desse desse fitoterápico pelo paciente. Formas farmacêuticas líquidas a gente tem desde as soluções, né, onde a gente vai ter ali aquele princípio ativo diluído em água, mas também xopes, tinturas, óleos. E aí quando a gente pensa em óleos, a gente tá falando, né, muitas vezes dois próprios óleos essenciais, além de formas pastosas como pomada, gel, creme e ainda formas gasosas como aerossós, né, onde a gente vai ter ali a dispersão desse desse princípio ativo em partículas que vão ser aspiradas pelo pelo paciente. Lembrando que nós, como nutricionistas, ainda que a gente tenha,
né, a habilitação para prescrever fitoterápicos, a gente tem uma um outro limite que a gente precisa seguir, que é o seguinte: a gente só pode prescrever fitoterápico que vá ser utilizado de forma oral. Então a gente pode prescrever fitoterápico, tendo a formação para tal, na forma de cápsula, na forma de comprimido, na forma de pó, de xarope, de solução, mas a gente não pode prescrever, por exemplo, fitoterápico em supositório, porque a gente trabalha dentro da atuação da nutrição com alimentação, com absorção de nutrientes. né, desde a boca até o intestino delgado, mas com absorção de
nutrientes. O supositório ele vai lá no na última porção do intestino grosso, que é o reto. No reto não existe absorção de nada, somente, né, acúmulo de bolo fecal para excreção daquele bolo fecal. Então, a gente nutricionista não pode prescrever supositório. A gente não pode eh prescrever eh formas farmacêuticas de uso tópico, como por exemplo, as pomadas, os cremes, os gés, os aerossolóis, né? Por quê? Porque a gente trabalha com alimentação e absorção de nutriente, pomada para cicatrização, eh gel para usar no couro cabeludo, a gente não pode prescrever, não existe nenhuma justificativa para um
nutricionista prescrever qualquer fitoterápico nessas formas farmacêuticas. e algumas outras formas farmacêuticas, né, um pouco menos comuns, elas envolvem os cataplasmas, os colutórios, que tão aí, né, associados também com uso tópico para cicatrização de feridas, por exemplo. Os enemas, que também recebem o nome de clister, né, tem a mesma função do supositório, só que na forma líquida. Então, eh, em algumas situações, quando, né, o paciente não consegue introduzir o supositório, aquele fitoterápico que vai, por exemplo, né, estimular ali o esvaziamento do reto, ele pode ser eh prescrito, no caso, pelo médico, na forma de enema, eh
ainda na forma de spray, de vaporização e de ampola, mas dessas formas formas aqui a gente não trabalha com nenhuma delas, visto que nenhuma delas está associada com a absorção. E ainda tem formas farmacêuticas inovadoras, que a gente chama, né, que não são essas formas eh clássicas, mas que hoje em dia a gente pode utilizar como eh alternativas para veiculação de fitoterápicos em algumas populações específicas. Então a gente hoje consegue, né, mandar manipular um fitoterápico, por exemplo, na forma de pirulito, de jujuba, de bombom. Quando que isso vai ser interessante? Quando a gente tá trabalhando
com criança, com idoso, né, que tem criança muitas vezes tem rejeição ao ao consumo, né, de cápsulas ou de comprimidos. criança, aquilo ali, né? Se for na forma de uma solução, de um líquido, de um xarope. Então, a gente já consegue hoje em dia mandar manipular na forma de doces, né? Claro que aqui, né, nessa nessa veícul nesse veículo, eh, não vão ser utilizados, por exemplo, xarope de glicose, né, açúcar na produção desses desses pirulitos ou dos bombons, eh, ou das jujubas, mas vão ser utilizados ali, né, eh, veículos, por exemplo, como a tapioca aqui,
né, que Valdemir tá falando. Ajuba é uma jujuba feita de agaragar, que é um um composto natural, né, retirado lá das algas. Esses bombons, normalmente eles vão ser feitos com alfarroa, que também é um composto natural retirado de uma planta chamada alfarroba. Eh, então a gente tem esse aumento das possibilidades, né, de prescrever fitoterápicos dentro da nossa atuação ali, dependendo da da faixa etária. Para idosos também é bem interessante porque os idosos eles já consomem normalmente, né, um alto volume de medicações. Então, você colocar mais comprimidos ou mais cápsulas na no dia a dia daquele
idoso, pode ser algo bem cômodo para ele, né? E aí seu velho gosta de um docinho. Você botar o velho todo dia para chupar um pirulito ou comer uma jujuba com um fitoterápico, para ele vai ser uma coisa super interessante, super bem aceito. E a gente não mexe mais ainda, né, com a rotina, com consumo ali de cápsulas e comprimidos, que já é algo bastante estressante. É em shake também. Hoje em dia a gente já tem essa possibilidade de mandar manipular eh dentro de shakes. Então nesses shakes, né, eles ajudam muitas vezes a disfarçar o
sabor de alguns compostos. E aí isso vai ser veiculado junto com com eh outros compostos ali como a própria lactose, o soro de leite e ainda dá para adicionar outros compostos bioativos nesses shakes, pensando num produto final. Eh, e ainda, né, essas últimas três aqui na forma de espuma, de bastão cosmético, de gel transdérmico, também não são formas que a gente pode utilizar, mas que na fitoterapia de forma geral, ainda mais pensando, né, na parte da estética, elas vão ser bem interessantes. Então, espumas com princípios ativos, né, que vão favorecer, por exemplo, eh, a desobstrução
de poros, né? Então usa, hoje em dia existe o algum existem alguns limpadores faciais que usam papaína, né, que é uma enzima do mamão, que é um fitoterápico. E aí utiliza-se a papaína para eh desobstrução de poros para limpeza de pele, bastões cosméticos com compostos, né, fitoterápicos para diminuir olheira. Então, por exemplo, bastão de aloe vera para ser usado em olheira, para ser usado em queimadura de sol, né? Então, aqueles pós-sol que dá um efeito refrescante na forma de bastão para eh diminuir aquele efeito da queimadura desagradável e os próprios gansdérmicos, né? E aí o
pós é um exemplo clássico de aloe vera que vai eh além de ser anti-inflamatório, ele é ele é ele tira a dor e eh faz auxilia, né, na minimização desses efeitos aí desagradáveis das queimaduras solares. E pra finalizar, a gente entra então, né, na fitoterapia aplicada no contexto da nutrição. E aí a gente vai destacar aqui alguns fitoterápicos que são muito utilizados dentro do contexto nutricional, né, dentro da nossa prática clínica, com as suas indicações e contraindicações. Então, o primeiro dos fitoterápicos é o psílium, que esse daqui, né, a gente pode prescrever mesmo sem a
formação em fitoterapia. Por quê? Porque o pissílium nada mais é do que uma fibra, né, extraída lá de uma planta, do planta ovata. Eh, quais os benefícios, quando que o psíum vai, né, ser interessante de ser introduzido aqui no contexto da prática nutricional, eh, para auxiliar no controle de glicemia, para melhorar a saúde intestinal. Então, para pacientes, né, que são constipados, é muito comum a gente prescrever psicílium como uma forma de auxiliar nessa melhora do trânsito intestinal. E aí é até legal de falar do psílium, porque a gente tava falando aqui das formas de administração
e o psílium é um fitoterápico que eu já usei na minha prática clínica em diferentes formas. Eu eu gosto muito de eh prescrever o psíum na forma de cápsula, né? Na fórmula eh ele já encapsulado só para enfiar na boca e degutir. Mas eu já prescrevi muitas vezes na forma de pó paraa paciente que não gostava, que não conseguia, que tinha essa dificuldade ali com as cápsulas. E aí esse pó, ele podia ser ou dissolvido, né, num suco e bebido, ou, como a Michele colocou aqui, né, colocar diretamente em cima da da comida. Então é
muito comum a gente associar, né, com frutas, com bastante água. Então não, Adriana, não precisa hidratar ele antes, mas é interessante que a preparação ou a fruta onde ele vai ser adicionado tenha um alto teor umidade, porque aí ele vai absorver aquela umidade ali da fruta, né? e vai formar aquele gel que é o esperado para gerar os efeitos aqui que a gente quer do psílium. Então, eu já coloquei psílium na dieta de paciente de todas as formas possíveis. Tinha paciente que eu prescrevia em pó e falava: "Ai, não consigo, eu sinto gosto". Para mim
não tem gosto de nada, mas dizia: "Ah, eu sinto gosto, eu não consigo, eu não consigo tomar". fica gozmento, porque realmente ele forma gel, eu não consigo comer. Então a gente enfia na cápsula e tu toma cápsula e nem vai sentir. E em contrapartida tinha paciente que não conseguia tomar cápsula e eu colocava em pó e tomava que era uma beleza. Então a gente sempre tem que levar em consideração isso, né? não só eh a melhor forma de administração, mas a melhor forma de administração dentro do contexto de cada paciente, até porque a nutrição é
individualizada para cada um, mas ele vai ter algumas contraindicações. Então, em casos de obstrução intestinal, e aí a gente não tá falando de constipação, mas de obstrução, onde esse trânsito intestinal ele está completamente bloqueado, né, pela presença de bolo fecal já totalmente desidratado ali na porção final, já chegando perto ali do reto, a gente não pode eh dar psí porque eh se não dá para sair as teses que já estão presas ali, não adianta eu melhorar a situação lá em cima, porque aquilo vai continuar acumulando dentro do intestino e aí eu posso ter um quadro,
né, posterior ainda pior. É, então, nesse caso, primeiro esse paciente tem que cuidar da obstrução intestinal e aí ele vai ser submetido pelo médico a uma lavagem intestinal ou a uso de um enema, por exemplo, né, para fazer essa desobstrução. Depois sim a gente pode entrar com cílium para melhorar o trânsito intestinal dele de forma geral. pacientes com dificuldade de deglutição, a gente também não vai eh indicar o psíum justamente porque ele vai formar esse gel, ele vai ficar, né, na ele vai crescer dentro da boca. Então, o paciente que não consegue deglutir, e aí
a gente tá falando de dificuldade de deglutição, não é o cara que não sabe tomar comprimido, mas que realmente tem alguma patologia, né, alguma eh alguma questão relacionada com eh a perda desse tôus muscular aqui da região da laringe. a gente não vai indicar psílium para esse cara. Ou então o paciente que não bebe água em quantidade suficiente. O psílium para ele funcionar ele tem que formar gel, mas para ele formar gel tem que ter consumo de água. Então não adianta. E aí o psílium é uma das questões, né? A gente tá falando aqui de
fitoterápico, mas é o mesmo princípio de entupir o paciente de cereal integral, por exemplo. Não adianta você mandar o paciente comer arroz integral, macarrão integral, farelo de aveia, se o cara não bebe água. Porque se você entupir o cara de fibra, mas ele não tiver água ali para fazer essa fibra formar gel, o efeito vai ser o oposto. Essa esse esse bolo fecal, ele vai ficar parado ali no intestino, cada vez mais reabsorvendo água daquele bolo fecal e cada vez mais piorando o trânsito intestinal. Então você fez a anamnese do paciente, o cara diz para
você que ele passa o dia inteiro e se se bobear, ele não lembra de beber dois copos de água. Primeira coisa que a gente tem que fazer é melhorar essa ingestão hídrica para depois pensar em colocar um psílium ali na conduta dietética dele. E são realmente coisas, né, como a Michele falou, a gente vê muito e são coisas que a gente não pode não levar em consideração, né? Porque é justamente isso, você tá entrando com uma alternativa para melhorar uma situação, mas no caso de uma anamnese que não foi bem feita, você só vai piorar
o quadro daquele paciente. Eh, outros fitoterápicos, chá verde, né, ele tem aí e efeito termogênico, antioxidante. Então, é muito interessante utilizar o chá verde pelo seu efeito termogênico eh em dietas para controle de peso, né? Eh, mas ele vai ter porque ele vai estimular a queima de calorias, né? Então ele vai estimular o aumento do valor energético total e vai facilitar a perda de peso, mas ele vai ter algumas contraindicações importantes. Então, gestantes e lactantes e para eh e para gestante e lactante, a gente não vai nem eh focar no chá verde, mas tudo o
que for eh termogênico, tudo que for estimulante é proibido tanto para gestante quanto para lactante. primeiro pelo risco, né, de eh de aborto, né, porque isso pode eh isso estimula, na verdade, as contrações musculares, dentre elas a do a do endométrio. E dependendo ali de qual fase da gravidez aquela gestante tá, isso pode, né, até levar ao aborto. ou ainda mesmo se for uma gestante já em fase final de gestação, tem os riscos de parto prematuro, de descolamento de placenta. Então a gente nunca vai indicar nenhum tipo de chá, né, eh que seja estimulante, que
seja eh termogênico para gestantes. E ele também vai ser contraindicado para hipertensos, para indivíduos danciosos, para indivíduos com insônia. porque ele é estimulante. E se é estimulante tem cafeína. A gente não indica, né, para pacientes que podem ter a pressão arterial aumentada por causa da cafeína e pacientes com ansiedade, a mesma coisa. cafeína estimulante pode agravar as as crises de ansiedade para pacientes oncológicos também é contraindicado, como o Rafael falou. Eh, outro outro fitoterápico hibisco, né, ele é diurético, ele é antioxidante, a gente utiliza muito o hibisco em casos de retenção hídrica leve. Então o
paciente, né, que tem ali, que apresenta, ah, no final do trabalho o dia inteiro, no final do dia, eu me sinto com as pernas pesadas, com as pernas inchadas. A gente pode prescrever hibo para esse paciente. No caso de vocês, vocês podem prescrever chá de hibisco. O nutricionista formado em fitoterapia, ele pode prescrever o hibisco em cápsulas. E aí essa quantidade, ela vai ser mais elevada que a do chá. O efeito vai ser potencializado, mas nada impede vocês quando se formarem de prescreverem isso aqui em chap. E aí, contraindicação gestante, lactante e pessoas que têm
pressão baixa. Mesma coisa do maracujá, ele é diurético, né? E aí, se é diurético, quanto mais água se perde na urina, menor vai ser o volume de sangue circulante nas veias. Se o paciente tem pressão baixa, essa pressão tende a cair ainda mais. Então pode ser perigoso o gengibre, o gengibre ele vai eh ele tá associado, né, com a melhora da digestão. Então ele é bem indicado, né, para processos ali de quando o paciente ele come, fica se sentindo muito encanzinado, né? Eh, tá relacionado também com a melhora do do quadro de náuseas também. é
anti-inflamatório e esse essa ação anti-inflamatória dele tá muito relacionada com a mucosa gástrica justamente por essa questão da melhora da digestão, mas o gengibre é estimulante, então a gente deve evitar o uso em excesso nas gestantes e aqui no caso em pessoas com distúrbios hemorrágicos, porque o gengibre ele pode favorecer ser, né, as hemorragias. Eh, na verdade ele reduz a coagulação sanguínea. Então, pessoas que já sofrem com algum tipo de distúrbio que favoreça a hemorragia, a gente tem que ter muito cuidado no uso do gengibre. Alcachofra. A alcachofra ela é interessante, né? Quando a gente
pensa na função hepática, ela vai estimular a produção de bil, ela vai eh estimular o a destoficação natural que o fígado faz, né, dentro do metabolismo. Ela é muito utilizada também, né, como uma maneira de de potencializar uma dieta para dislipidemia. Então, o paciente que apresenta ali, né, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, a gente já faz uma uma intervenção dietética voltada, né, para redução de gordura naquela dieta e adicionar a alcachofra como fitoterápico dentro dessa prescrição, vai potencializar o efeito daquela dieta. Mas a alcachofra ela vai ser contraindicada em casos de pacientes que tenham cálculo na vesícula, né,
cálculos biliares ou obstrução biliar. Quando esse cálculo já desceu pro colédoco e já não tem mais como a Billy sair de dentro da vesícula para chegar lá no doeno, não se pode dar alcachofra pro paciente, porque a alcachofra vai estimular a produção de bil, a bil sai do fígado e vai ser armazenada na vesícula. Se o colédopo tá fechado, aquela aquela bil ela vai acumular na vesícula de em quantidade maior do que a vesícula pode suportar e pode levar, né, a ao rompimento da vesícula dentro do dentro do peritônio, dentro do corpo, que pode levar
a infecção generalizada. Então, de maneira nenhuma, né, a gente vai eh indicar o cachofra. E novamente eu falo para vocês a importância de uma namnese muito bem feita. Além disso, ela vai ser paciente que tirou a vesícula, pode consumir? Pode, mas ali vai ser meio que não vai fazer muito efeito porque não vai ter onde o onde o fígado onde a bil ser armazenada. Então o fígado ele vai produzir mais bil, mas essa bil vai acabar sendo reabsorvida pelo fígado e metabolizada. Então não vai ter muito, não vai ter muita, não vai ter uma indicação
realmente muito clara nesse sentido, né? Eh, e uma outra coisa importante, pessoas com alergia a plantas do gênero as terace, que são camomila, eh, valeriana, dentre outras, elas também não podem consumir alc. Não é algo comum, tá? Mas quando o cara tem alergia, ele sabe que tem. E aí na anamnese, quando você pergunta, você é alérgico a alguma coisa? ele vai te falar, eu sou alérgica a camomila. Nesse momento a gente precisa saber que esse paciente não pode consumir alcachofra de jeito nenhum, porque acachofra também é um terace e vai, né, gerar esses efeitos eh
alérgicos, esses sintomas alérgicos naquele paciente. E aí esses sintomas podem ir desde coceira pro mancha vermelha no corpo até um choque anafilático. Aí vai depender do nível da alergia e da quantidade de alcachofra que ele consuma. A canela. A canela ela é termogênica, ela é estimulante, ela auxilia no controle glicêmico. Então para pacientes, né, que t diabetes, que t hiperglicemia, que apresentam ali, né, alguns picos glicêmicos. Eh, é interessante a gente eh colocar a canela dentro desse plano alimentar, né? Mas tem as suas contraindicações, gestante lactante, né? meio óbvio. Eh, até hoje fala-se, né, do
chá de canela ser abortivo. Hoje a gente já sabe que não é só o de canela, mas eh o de canela é um dos que mais se fala, né, nesse efeito e em altas doses pode causar toxicidade hepática. Então esse uso tem que ser controlado, a cúrcuma, né, do nosso do nosso tempero cúrcuma, mas que também pode ser utilizado como medicamento encapsulado, eh é anti-inflamatório, então é um excelente anti-inflamatório natural, tá muito associada no manejo de doenças inflamatórias e aí a gente vai desde obesidade, câncer, doença inflamatória intestinal, eh, eh doenças neurológicas que também estão
associadas com essa inflamação sistêmica, doença cardiovascular, todas elas vão se vão ter benefícios do uso da cúrcuma. E aí a gente fala, né, quando pensando em dieta mesmo, um paciente obeso, né, um paciente altamente inflamado. A gente fala para esse paciente eh duas a três vezes na semana ele utilizar cúrcuma na produção na no na cocção do arroz para trazer esse efeito anti-inflamatório ali, né, dentro do plano alimentar dele. Mas eh dentre as contraindicações, a gente vai ter pacientes com cálculos biliares, né? Então, tem pedra na vesícula, não pode consumir distúrbios hemorrágicos e uso de
anticoagulantes, porque a cúrcuma também vai eh estar relacionada, assim como gengibre, devido ao seu potencial antiinflamatório, ele tá relacionado com a diminuição das taxas de coagulação sanguínea. Então, um paciente que tem qualquer tipo de distúrbio, que leva a hemorragia ou que já usa anticoagulante, né, por qualquer motivo, a gente não vai prescrever cúrculo. Maracujá, efeito anciolítico leve, né? Então ele pode ser utilizado em distúrbios do sono e ainda para pacientes, né, ansiosos, estressados, para eh melhorar os efeitos de tratamentos medicamentosos que esse paciente já esteja fazendo. Mas a gente tem que ter cuidado quando o
paciente usa sedativo. Então, o cara tem eh, ah, eu sou ansioso, eu tenho ali os meus sintomas de ansiedade, eh, eu tomo um ansiolítico, mas eu não tomo nenhum remédio para dormir. A gente pode prescrever a flora. Agora, o paciente que usa rivotril, o paciente que usa quetiapina, o paciente que usa rasapina, que são medicamentos sedivos, né, que tem esse essa função de inibir o sistema nervoso central ali, né, na hora da da tomada daquela medicação, não pode associar com passeflora, porque isso pode, né, levar a a uma inibição muito potencializada que pode causar até
o coma, dependendo aí da da do medicamento e do teor deflora que coloca ali junto. E pra gestante tem que ter cautela, porque a gestante já tem uma tendência, né, a ter uma uma diminuição do funcionamento do sistema nervoso central de modo geral, uma vez que muito da energia vai para pro bebê e aí a gestante já sente sono naturalmente, né? usar maracujá pode acabar eh levando, causando essa inibigção também excessiva ali na paciente gestante. E por último, o boldo que o Rafa tinha perguntado lá no início, né? O boldo ele vai ser super indicado,
né, para distúrbios hepáticos. Então ele vai estimular a produção de bile. Ele estimula além da produção de bil, ele vai estimular a vesícula a jogar essa bil lá dentro do intestino. Então a galera, né, quando tá ali enjoado, que bebeu muito ou então que comeu comidas muito gordurosas, consome extrato de boldo, né? seja o chá, seja o boldo macerado, eh porque ele realmente tem uma ação, eh, no sistema hepático muito potente. Além disso, ele é hepatoprotetor, ele protege, né, as células do fígado e é antioxidante, mas ele é contraindicado na gestação, ele também tem risco
aburtivo. Eh, e ainda, assim como a alcachofra que estimula a função hepática, ele vai ser contraindicado no caso de obstrução das vias biliares. E aí pra gente fechar a nossa aula, né? Eh, ah, pera aí que eu tô vendo que tem um monte de pergunta aqui no chat. Deixa eu abrir o chat. Ah, minha tela tá estranha. Achei. Não vou pular aqui. Eh, essa daqui do paciente que tirou a vesícula já tinha respondido. Ã, como nutricionista, sem formação específica, posso receitar enzimas digestivas como betaína, HCL, papaína, bromaína, pepsina? Não, você pode receitar o consumo de
eh alimentos que contenham enzimas digestivas. Nós nutricionistas não podemos receitar enzimas. A gente não pode receitar eh a gente não pode receitar enzima porque enzima é considerado medicação, né? Então a gente não pode. Cúrcuma longa e curcumina são a mesma coisa. Cúrcuma longa é o nome científico da planta cúrcuma. Curcumina é o composto bioativo presente na planta cúrcuma. Boldo Chile também possui as mesmas funções. Essa aí eu vou ficar te devendo, Adriana. Eu vou pesquisar depois para te falar, porque eu não sei se essa classificação de boldo do Chile se ela tem eh os mesmos
princípios. Quer dizer, na verdade não é nem isso. Eu não sei se o boldo que a gente trata na fitoterapia é o boldo do Chile, porque eu já ouvi essa esse nome boldo do Chile, mas em outro em outro contexto, mas eu posso procurar isso pra gente conversar em outro momento. Pode ser? Todos esses chás têm dose limite? Pode tomar todos os dias? Com certeza tem dose limite, né? Eh, mas essas doses limites elas vão depender de faixa de faixa etária, né, de gênero, se é homem ou mulher. Então, eh, a gente precisa avaliar isso
aqui em cada situação. De maneira geral, né, os chás eles podem ser consumidos diariamente. Uma, duas doses de chá diariamente, de modo geral, tá? eles não são eh eles não são considerados tóxicos ou enfim potenciais ali, né, de causar qualquer problema, mas a gente precisa avaliar caso a caso. Ah, e aí era isso que eu ia falar também. Eh, todos esses aqui que a gente conversou, vocês formados, vocês podem prescrever na forma de chá, né? O hibisco, o chá verde, a própria canela, eh, o boldo, eles podem ser prescritos por vocês na forma de chá,
tá? O gengibre, a cúrcuma, a canela podem ser também prescritas na forma de tempero pros alimentos. O maracujá ele pode ser prescrito, né, ainda que o efeito ansiolítico ele esteja mais associado a flor, ele pode ser prescrito na forma de suco. O boldo, a gente pode prescrever chá de boldo, boldo macerado, né, aquele extrato acoso de boldo. Eh, então nenhum desses a gente não pode prescrever, mas vai depender da forma de administração. concentração do composto bioativo, colocar aquilo ali dentro de uma cápsula e aí prescrever como um fitoterápico. Isso aí é que a gente não
pode sem a formação específica. Então, pra gente finalizar, né, eh, desde que, seguindo orientações seguras, a fitoterapia ela é hoje em dia comprovada como uma prática eficaz, né? Eh, a gente sempre, claro, tem que levar em consideração que cada fitoterápico vai ter as suas contraindicações específicas. E aí eu reforço mais uma vez a importância de uma anamnese bem feita crucial na indicação ou na contraindicação de fitoterápicos em cada caso de cada paciente. E é claro, essa prescrição, ela sempre vai ter que ser feita por um profissional habilitado. Então, no caso de nós como nutricionistas, ou
que tenham feito a prova de especialista da ASBRAN, ou que tenham, né, se formado em uma pós-graduação com pelo menos 200 horas de carga horária voltada para fitoterapia especificamente. E aí a gente finaliza o conteúdo de hoje. Deixa eu ver aqui que vocês estão falando. Dê uma pesquisada no Google. O boldo do Chile e o boldo brasileiro ajudam a melhorar a digestão e diminuir os gases, principalmente quando tomado na forma de chá ou logo após as refeições. É, então de repente eles são realmente plantas diferentes, né, mas que tem aí efeitos semelhantes. E o nome
científico do bolo tá errado. Esse era o nome que tava no material de vocês. Então, se tá errado, é o nome do material que tá errado. Mas depois eu posso dar uma olhada lá para conferir. Eu não sei qual foi o, como é que é o nome daquilo? Qual foi o o a referência que eles usaram aqui pro material? Mas esse nome é do material de vocês. De repente tá tá com o nome de o nome de um, mas com o nome científico de outro. Isso aí realmente vai ter que ser confirmado em outro momento.
Ó, Rafael tá falando que pesquisou e é esse nome mesmo. Então, de repente, Valdenis, você tá pensando no nome científico de outra variedade de boldo. Tá bom, gente? Então, a gente vai finalizar a nossa a nossa aula de hoje por aqui e aí a gente fecha a unidade três. Na próxima aula a gente inicia a última unidade. Oi, Alice. A gente inicia a última unidade do nosso conteúdo e aí eu acho que a gente tem mais três ou quatro encontros para fechar o conteúdo da nossa disciplina antes da P2. Então, me despeço de vocês por
aqui. A gente se vê terça-feira que vem. Um beijo para todos, boa noite, bom descanso e lembrem-se que essa é a última semana para realização das APS. Semana que vem já tem a entrega. Beijo, beijo.