Boa noite a todos e a todas. É uma grata satisfação, é uma alegria estar aqui na abertura do sexto webinário, interinstitucional Universo Unitri, os desafios da inclusão social. Hoje quero aqui cumprimentar as nossas convidadas de honra que estão na nossa sala virtual. Liana Arantes, Jaci Costa. É uma alegria estar aqui com vocês. Estou aqui representando E trazendo a ao nosso querido professor Dr. Isidório, que trouxe as nossas palestrantes, as nossas convidadas de honra. Hoje teremos duas dois webinários com temas eh diferentes. Teremos webinário Medidas Socioeducativas com nossa convidada Liana Arantes. Teremos a temática inclusão social
e a mulher idosa na atualidade com JC Costa. Então, gostaria, antes de apresentar as Nossas convidadas e passar a palavra a elas, eh, gostaria de lembrá-los que para interagir com o nosso webinário, vocês podem deixar suas mensagens no nosso chat. E lembrando que precisamos e devemos respeitar e honrar os profissionais aqui presentes. Não podemos admitir mensagens intimadoras, caluniosas, difamatórias, além de não serem boas atitudes, podem ser consideradas cyber bullying. No final do Evento, será fixado um link do formulário de presença na parte superior do chat para vocês poderem confirmar. a sua presença. Sou professora Cristina,
assessora de extensão e pesquisa da Universo Goiânia. Estou aqui juntamente com a professora Luciana Rangel, representando a equipe de cultura, extensão e EAD da SOEC. Sejam todos e todas muito bem-vindas que estão aí no chat da nossa Universo, da nossa UNIT. Eh, professora Liana Arantes, gostaria de apresentá-la. Estendo aqui a os cumprimentos do professor Dr. Isidório que trouxe e gostaria de apresentar a nossa convidada a vocês. A Liana possui graduação em serviço social e pós-graduação em administração hospitalar e terapia comunitária, além de especialização em políticas públicas e socioeducação pela UnB. Atuou como assistente social no
Ministério Público, Tem experiência na área da infância e juventude com ênfase em adolescentes autores de atos infracionários, bem como na área de saúde. É mestre em desenvolvimento e gestão social pela Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia. Em maio de 2009, fez residência social em Lisboa, Portugal, numa experiência teórica vivencial requisito para obtenção do título de mestre em gestão social. licencia leou no curso de serviço social na UNIM Salvador, onde coordenou o NI, núcleo interdisciplinar de saúde e cidadania e também coordenou o estado supervisionado deste curso. Atualmente leciona na pós-graduação do CPS DH e
é facilitadora de círculos de construção de paz. atualmente é assistente social na FUNDAC, trabalhando com formação de profissionais e também com assistente social na CESAB. Seja muito bem-vindo. Repasso a palavra à senhora. >> Muito obrigada, professora Cristina. É Um prazer muito grande estar aqui hoje atendendo esse convite, né? Quero saudar todas as pessoas que nos vê nesse momento, quem se dispôs a tirar um pouquinho do seu tempo para est aqui refletindo conosco sobre essa temática tão importante. Então, de antemão, agradecer o convite da Universo na pessoa do professor Isidoro e as professoras que estão aqui
nos acompanhando, Luciana Cristina e também a professora Jace, né, que na sequência Vai fazer sua fala sobre inclusão e idosos. Mas é uma honra estar aqui atendendo a esse convite. Então, boa noite a vocês, né, que estão aqui conosco, que tiraram um pouco do seu tempo para refletir sobre essa temática considerada tão importante que é a inclusão e a medida socioeducativa, né? Eh, eu sou a professora Liana, já apresentada aqui pela pela professora Cristina. E diante dessa experiência toda que foi Colocada por ela, hoje a gente vai estar mais relacionado à minha experiência na FUNDAC.
em julho próximo, estarei completando 30 anos de experiência no no atendimento socioeducativo, onde nessa oportunidade já passei por muitas eh nuances diferentes. Já tive a oportunidade de trabalhar diretamente com famílias, já tive oportunidade de trabalhar com egressos, já tive a oportunidade de fazer uma série de de trabalhos dentro do socioeducativo. já Fui disponibilizado ao Ministério Público também, mas há 10 anos, desde 2016 eu tenho atuado com capacitação, formação, né, de profissionais que adentram a FUNDAC. A FUNDAC é a fundação da criança e do Adolescente, é um órgão que no estado da Bahia é responsável por
gerir as medidas de internação e de semiliberdade, né? Então, é esse o meu lugar de fala, essa minha experiência nesses anos todos. E eu espero aqui trazer Reflexões, né, que a gente possa, ao longo desses minutos disponibilizados poder refletir um pouco, né, e trazer algumas informações sobre eh essa temática. Então esse é meu lugar de fala, é uma experiência que eu posso dizer longínqua, porque vai caminhando para para 30 anos, onde nesse período, né, foi possível passear por diversas possibilidades de Experiências. Trabalho socioeducativo, ele é um trabalho muito complexo, ele requer bastante atores envolvidos, muitas
pessoas, né? E a oportunidade que eu tenho tido de trabalhar com formação na última década tem me feito aprender muito, né? Porque a gente organiza essas formações. Eu trabalho num local chamado Escola do Sinasi. Então a escola do Sinasi é responsável pela gestão dessas capacitações aqui na Bahia para o meio aberto e mais especificamente para o Meio fechado, né? Então, quero dizer que sejam todos muito bem-vindos, muito bem-vindas a esse eh webinário. E quando a gente fala em medida socioeducativa, gente, a gente já entra, né, numa temática que ela, por si só traz uma complexidade,
né, porque as medidas socioeducativas elas são relacionadas a aos adolescentes que em algum momento da sua vida infringiram a lei, ou seja, eh praticaram atos infracionais. O que está por trás do sistema socioeducativo é o Estatuto da Criança, o ECA de 1990 e o SINASE, Sistema Nacional Socioeducativo. Então, para haver o alinhamento de toda essa prática realizada pela FUNDAC, é necessário que nós sigamos trâmites, legislações, situações complexas, né? porque tudo tem que ser dentro de um contexto eh muito amarrado para que cada estado consiga desenvolver a sua ação, mas que o Brasil, de uma forma
geral, Desenvolva esse sistema socioeducativo de uma da forma mais equânime possível, né? Então, quando a gente fala em medida socioeducativa, a gente tá se referindo a essas medidas que que podem ser imputadas a adolescentes que em algum em algum momento eh eh foi atribuído à prática de ato infracional. Então, quem é esse adolescente? É aquela pessoa que já completou os 12 anos e que ainda não completou os 18 anos. Há muita controvérsia às vezes no entendimento, Né, dessa conceituação. Então, quando aquela pessoa entre 12 anos completos e 18 incompletos, conforme tá previsto lá no Estatuto
da Criança, pratica um ato ilícito, pratica um ato infracional, pratica algo fora daquilo que é esperado eh pela norma social, esta adolescente, né, ou este adolescente, infringindo a lei, teria praticado um ato infracional. Então, a gente fala muito essa palavra e Eu para desenvolver um pouco o meu raciocínio, preciso também trazer alguns conceitos, né? E esse é um deles. O que é um ato infracional, tá? O ato infracional ele é a conduta descrita como crime ou contravenção penal. é o que prevê o ECA, o Estatuto da Criança. Então, se um adolescente ou um adolescente incorrer
na prática de um ato ilícito, este ato é considerado um ato infracional. Então, tudo que rege o sistema socioeducativo é com base no ECA e é com base no SINASE, né? Então, o ato infracional é aqui compreendido como qualquer conduta descrita como crime ou como contravenção penal, tudo aquilo que é considerado ilícito. E dentro desta concepção do que é o ato infracional, né, a gente vai conversar um pouquinho sobre eh a importância da inclusão social, né, e da medida socioeducativa. E aí vou Perguntar de novo, né? vou precisar vir no alinhamento conceitual, porque a gente
vai falar de medida socioeducativa e eu preciso tornar claro qual é a concepção de medida socioeducativa que a gente vai eh trabalhar. Quando a gente, quando eu me refiro à medida socioeducativa, a, eu tô me referindo a todas aquelas medidas que vão poder ser eh imputadas ao adolescente, né, quando do momento da prática desse ato infracional. Então, Essas medidas socioeducativas, vamos dizer assim, a grosso modo, elas seriam como se fossem uma pena, um apenamento pro adulto. Então, no caso do adolescente, tudo que rege a prática do ato infracional não é não é relacionado ao Código
Penal e sim ao Estatuto da Criança e ao Senase, né? Nesse sentido, as medidas socioeducativas também estão contidas e seriam eh adequações, né, de como o Sistema judiciário, como a promotoria, como o judiciário poderia eh tratar, né, através de medidas esses atos infracionais acontecidos. As medidas socioeducativas, elas têm um grau de complexidade, elas vão da medida mais simples até a mais complexa. A medida socioeducativa mais simples seria a advertência, né? Advertência é uma admoestação verbal. Eh, o juiz no momento da audiência conversar com a família, conversar com o adolescente, Aplicar aquela conversa, olha, isso aconteceu,
mas da próxima vez vai haver uma medida mais severa, né? Então, a advertência no momento da audiência é uma medida socioeducativa e ela é a mais simples, mas existem outras, né, como, por exemplo, a obrigação de reparar o dano, e esta também é configurada dentro da audiência, que é quando o juiz se reporta à família e pergunta, né, se a família tem condições para ressir o dano que eventualmente Tenha sido causado por adolescentes, vamos supor, num furto. Esse adolescente praticou um ato infracional análogo a furto, subtraindo um relógio, por exemplo, né? E o juiz, no
momento da audiência pergunta se a família tem condições de fazer o ressacimento aquele bem que foi subtraído. Então, se houver esse entendimento na própria audiência também é resolvida a questão da obrigação de reparar o dano. Como medida socioeducativa, nós também temos a Liberdade assistida e a prestação de serviço comunitário. Todas essas duas medidas, elas são administradas, no caso, pela pelas prefeituras, né? Acompanhada por órgãos especializados, como CREAS, que nós temos diversos e são os CREAS que acompanham a prestação de serviço comunitário, PSC, e a liberdade assistida. A liberdade assistida tem toda uma equipe especializada que
tem condição de acompanhar o adolescente e a prestação de serviço Comunitário, como o próprio nome já diz, seriam medidas que são colocadas pelo juiz para que aquele adolescente eh vá desenvolver sem necessariamente levá-lo a uma medida mais complexa, que seria a privação de liberdade e a semiliberdade. Essas duas medidas mais complexas são aquelas que a FUNDAC administra, né? A semiliberdade, eh, ela restringe essa liberdade, como o próprio nome já diz, que é uma medida em que o adolescente, ele ou adolescente E está livre durante o dia para exercer atividades, para ir paraa aula, para ir
para um estágio, para exercer funções educativas, pedagógicas, né? mas tem a obrigatoriedade de dormir no âmbito da instituição, passar a noite. É por isso que é semiliberdade, é uma uma liberdade, mas intermediada pela obrigatoriedade de dormir na instituição. A FUNDAC, órgão ao qual estou vinculada, ela faz a gestão na Bahia da semiliberdade e da Privação de liberdade, que são as medidas socioeducativas mais gravosas, né, mais extremas. Então, dentro do grau de complexidade, a medida socioeducativa mais simples é a advertência, seguida da liberdade assistida, prestação de serviço à comunidade e internação e semiliberdade, tá? Então, a
semiliberdade, como eu já expliquei, ele pode estar ou ela pode estar livre, porém com a obrigatoriedade de pernoitar na instituição, né? A Internação ela é das medidas socioeducativas. aquela de maior grau de complexidade, né? Porque a privação de liberdade, depois de passar por todo um trâmite judicial, o adolescente apreendido na delegacia especializada, que é a DAI, o adolescente eh levado ao pronto atendimento, que é um órgão, é um uma unidade também da FUNDAC, passa por uma oitiva especializada por assistentes sociais, por psicólogos, né, para na sequência Acontecer o trâmite legal, ou seja, passar pela promotoria,
passar pela defensoria, passar pelo juizado, que é onde de fato vai se concretizar eh a indicação de uma medida socioeducativa. Então, se nesta audiência o juiz ele determinar pela gravidade do ato, né, que esse adolescente ficará privado de liberdade, eh essa medida de internação inicia com 45 dias de internação provisória. é um é um tempo facultado pela legislação, né? São 45 dias em que o judiciário tem para definir dentro dos 45 se o adolescente irá ser liberado ou se cumprirá essa medida, né, que vai variar de 6 meses até 3 anos. É esse o tempo,
né, de medida da internação. Então, assim acontecendo, o juiz ele define pela privação do adolescente e essa privação ela vai acontecer dentro dessa prevalência, né, dos 6 meses aos 3 anos. E durante todo esse período, esse Adolescente fica na na FUNDAC, nas unidades que são diversas. e eu vou mencionar mais à frente, quais seriam para que eh a gente tenha condição de fazer o que é de fato eh o importante que é o trabalho socioeducativo, né? Então esse trabalho socioeducativo é o grande desafio de tirarmos o caráter punitivo desse ato e trazermos uma roupagem diferenciada,
né, onde essa responsabilização Ela seja eh dada mais importância ao aspecto pedagógico em em detrimento do caráter punitivo. Então, não é porque houve um ilícito, houve um erro que a gente vai trabalhar em cima de ficar, né, remoendo aquele erro e sim durante esse período de 6 meses a 3 anos em que o adolescente estiver privado de liberdade, vamos desenvolver todas as nossas ações para que o caráter Pedagógico ele prevaleça e tenhamos sim condição de mudar a trajetória desse adolescente. Porém, gente, isso é de um grau de complexidade imenso, né? Porque, eh, são muitos atores
dentro desse desse contexto, né? São muitos profissionais, são equipe multiprofissionais, são muitos gestores, né? E são muitos administrativos, tá? Então são muitas pessoas que eh vão estar por trás, né, para que a gente consiga cumprir esse grande Desafio de que durante esse período em que o adolescente estiver conosco, né, esse caráter punitivo do seu ato infracional, ele não prevaleça sobre o caráter educativo ou o caráter pedagógico, né? Então, por isso a importância de estarmos aqui hoje trazendo o contexto da inclusão, né, como algo muito importante dentro desta reflexão, né? Porque a inclusão vai ser uma
prática, né, uma prática social que vamos aplicar ao Nosso trabalho. E isso vai aparecer na arquitetura institucional, no lazer, na educação, na saúde, na cultura. Todos os aspectos da vida desse adolescente precisarão ser contemplados, né? E a e o entendimento da inclusão, ele vai precisar fazer parte disso desde o momento da entrada do adolescente até o momento da sua saída, né? Porque o que a gente espera é que esse adolescente durante esse período que passe conosco no socioeducativo, incorpore novas Formas de ver, né, a sua vida para para com ele mesmo, com ela mesmo, para
com a sua comunidade, para com a sua família, para com seus pares mais próximo, né? Mas como é que a gente consegue desenvolver isso tudo que eu tô falando na prática? Como é que afundar que faz acontecer? Como é que a gente consegue, né, eh, adentrar tantas áreas da vida, porque cada um, cada ser em si já é um ser holístico, já Temos diversas dimensões, né? Porque do ponto de vista da saúde somos compreendidos como seres biopsicossociais. Isso quem diz é OMS. Então, cada adolescente já traz a sua complexidade. E aí a gente pensa, cada
um já é complexo e cada complexo, cinco complexos, 10 complexos, 20 complexos, 100 complexos, 300 complexos, aliado à complexidade de cada profissional. 10 profissionais, 20 profissionais, 300 profissionais, 500 profissionais. Então, Na prática, fazer acontecer, né, é o nosso grande pulo do gato e é o nosso o grande motivo da gente estar aqui batendo esse papo hoje, fazendo essa discussão, porque inclusão nesse contexto passa a ser algo de fundamental importância, porque é na inclusão social que a gente vai conseguir garantir que esse adolescente, né, que está fisicamente dentro de uma unidade nossa, cumprindo medida socioeducativa, seja
reconhecido, né, como sujeito, tem a sua História respeitada, tem as suas diferenças também acolhidas, né, e que consigamos demonstrar, trazer à tona as suas potencialidades. Então, olhem como isso é desafiador, né? significa a possibilidade de extrair daquela pessoa o que melhor a gente vai conseguir, né, suplantando aquela prática do ato que foi eh acontecida lá atrás, né? Então essa esse essa ideia da inclusão vai significar essa garantia De acesso a todos esses aspectos. Então, afundar aqu estrutura para garantir uma educação, né, de qualidade, para promover uma escuta qualificada, uma escuta ativa, para dar voz a
esses adolescentes e criar condições que sejam reais, né, para que ele ou ela consigam construir um novo projeto de vida. Esse é o grande objetivo, né? Que aquela pessoa passe por aquele período conosco, porém no seu momento de saída saia com uma nova concepção individual, né, e Coletiva paraa sociedade. Mas o grande problema, gente, é que nem tudo na vida são flores, tá? E pra gente dar conta de conseguir, né, manter eh todo esse trabalho, a gente vai também se deparar com muitos entraves, tá? E esses entraves muitas vezes vão ser alheios a eh a
FUNDAC, né? a Fundac não é uma instituição total, ela por si só não dá conta de Abarcar todos esses aspectos da vida do adolescente. Então, é necessário uma interação com outros órgãos, é necessário um diálogo, né, sempre com a assistência, com a saúde, com a educação, tá? Então, para que a gente consiga fazer acontecer, alguns desafios vão aqui estar presentes sempre, né? Então, a gente vai precisar dialogar com outras instituições e aí vai depender, né, desse diálogo para que algumas coisas aconteçam. Por vezes, vamos encontrar alguns problemas estruturais. A Fundak já é uma entidade caminhando
para 90 anos, né? Então, eh, algumas questões temos unidades mais novas, mas também temos unidades mais antigas. E aí a gestão está sempre atenta para essa essa questão de haver necessidade de fazer reformas, estar investindo para que isso seja minimizado, né? Mas é um trabalho extremamente complexo, árduo, né? E um dos grandes entraves que a gente Encontra para desenvolver isso é a sobrecarga, por exemplo, de profissionais. Então isso por vezes faz com que tenhamos uma rotatividade. Nós conseguimos, temos profissionais efetivos, como é o meu caso, né? Tem alguns profissionais que são concursados, são de cargo
de provimento efetivo, mas temos também profissionais temporários, temos profissionais terceirizados, temos profissionais cargo de confiança, temos profissionais reda. Então, às vezes essa rotatividade, porque não é todo mundo que adentra o socioeducativo que tem condições de permanecer, porque às vezes não se identifica, porque às vezes imaginava que era uma coisa, mas é outra, né? Então, tudo isso eh complexifica a nossa forma de trabalhar, né? Para vocês terem ideia, essa concepção de inclusão, de garantia de direito, ela é uma concepção relativamente nova, né? Porque o Estatuto da Criança ele é de 1990, o ECA. E antes dele
nós vivíamos o Brasil, né, sobre a égede do código de menores, sendo que o primeiro código ele foi em 1927, que é o código Melumatos, e o segundo em 1979, né? Mas não obstante, tantos anos tenham passado e em 90 o ECA tem pontuado uma nova concepção. Em 2012 o SINAS tem trazido novas eh concepções também. Ainda assim, infelizmente, a gente ainda encontra no sistema socioeducativo alguns resquícios Desse passado, né, menorista. Então, uma das formas da gente suplantar para que isso não se torne uma cultura institucional negativa é a capacitação, é a formação profissional, é
trazer novas temáticas, novas reflexões para que esses profissionais que atuam conosco, né, eles se se revejam a cada dia, a cada momento, né, para que tornem-se aptos a lidar com esta complexidade que é o dia a dia do atendimento Socioeducativo. né? Então, alguns problemas eh em nível micro, eles podem, né, ser encontrados e minimizados, mas a gente também vai encontrar nesse contexto alguns problemas de nível macro, né? fatores mais amplos, como, por exemplo, o racismo estrutural, a questão da desigualdade, uma vez que a gente vive num país capitalista, né, num sistema capitalista, o problema da
estigmatização. Então, é um cuidado para Que esse adolescente, essa adolescente que eh está conosco em cumprimento de medida, ao findar, ao chegar no seu momento de desligamento, né, seja abarcado pela sociedade de uma forma mais acolhedora e não de uma forma preconceituosa. Então eu, por exemplo, dentro dessa prática de 30 anos na FUNDAC, alguns desses anos, 7, oito, eu trabalhava como assistente social no programa de Egresso, né, que é um pós-medida, é um programa que a FUNDAC executa e que a gente vai preparando o adolescente, adolescente para que no momento do desligamento ele e aquela
família estejam mais apropriados para ingressar no mercado de trabalho, né? Então, o que é que acontece? Eh, às vezes a sociedade ela não tem o olhar adequado, né, o olhar acolhedor, o olhar sem julgamento, né? E isso é um dos fatores que limitam para que a gente Consiga ter esse esse momento da inclusão de uma forma mais ampliada, como nós gostaríamos, né? Então tem bastante adolescente que vive essa realidade da desigualdade, né, da estigmatização do do próprio racismo. Então já vive isso fora do sistema socioeducativo. Então o ideal seria que ao adentrar o sistema, essa
situação fosse eh minimizada, de preferência nem acontecesse, né? Porque Esse espaço socioeducativo, ele precisa ser um espaço de recomeço antes de mais nada, né? E não um espaço de continuidade e de exclusão, né? Esse é um grande cuidado que nós necessitamos ter. Então, a importância de estarmos aqui refletindo sobre inclusão social no socioeducativo e na execução das medidas socioeducativas é justamente por esse contexto, né? Porque assim, gente, a inclusão é um processo bilateral, né? As que as pessoas excluídas e a sociedade Tem que equacionar de forma parceira, decidindo sobre soluções e efetivando a eh a
equiparação de oportunidade para todos, né? É, então será que esse adolescente que cumpre medida, que está privado, ele está em igual condição, né, de como um outro adolescente que esteja fora do sistema? É essa a nossa luta. Por esse motivo temos adolescentes que fizeram Enem, que passaram no Enem, temos adolescentes cursando universidade E privados de liberdade, né? Então tudo isso às vezes não é divulgado, né? Então, as pessoas se surpreendem um pouco com algumas questões quando em outros espaços, né, eu trago essa minha experiência e eu para todo lugar eu levo essa minha experiência porque
há uma surpresa de tanta coisa que o socioeducativo faz e que a gente nem dá conta, né? Para vocês terem uma noção, no ano de 2009, a professora quando me apresentou falou sobre uma residência Social que eu tive a oportunidade de vivenciar. Eu fiz um mestrado em desenvolvimento e gestão social na escola de administração da Universidade Federal aqui da Bahia e esse mestrado previa uma residência fora do Brasil. Então, quando a gente ingressava, todo cursista sabia que ao término de dois anos iríamos precisar emergir numa prática fora do Brasil. Eu fui desenvolver o meu projeto
em Lisboa, fazendo um comparativo de como é a Prática do ato infracional aqui em Salvador, minha praia, minha experiência, e como era a prática do ato infracional em Portugal, especificamente em Lisboa. Então eu trouxe muitos elementos, né, para fazer essa dissertação. Ela se intitula Ata infracional, um olhar sobre adolescente em conflito com a lei em Salvador. São cerca de 170 páginas, né? em que nessa oportunidade eu pude conversar com adolescentes, Familiares, trabalhadores do socioeducativo e fazer um comparativo das concepções, né, desses profissionais, dessas famílias e desses adolescentes também, eh, pensando eh propostas, né, de modificações
para o futuro. Então, esse mestrado me oportunizou essa imersão eh em Lisboa, que foi uma riqueza muito importante, foi muito rico, né, ter tido a chance de viajar para levar um pouco da Bahia e Trazer essa experiência também do que eu vi lá em Portugal, né? Então, por que que eu tô dizendo tudo isso? Porque essa experiência, né, essa residência social, ela abriu o meu olhar, né, o o meu leque assim paraa compreensão de uma série de questões que eu, enquanto assistente social, naquele momento, exercia a prática, né, e foi o mestrado que abriu, né,
o meu olhar para que eu tivesse condição de me aprofundar naquela temática. Então eu tô dizendo Tudo isso, né, dividindo aqui essa experiência com vocês para dar conta de do quão complexo é a gente trabalhar dentro desse sistema, né, e compreender essa concepção das medidas socioeducativas. E aí, para não perder o que é a nossa temática aqui hoje, que é a reflexão sobre a importância da inclusão, né, eh, na medida socioeducativa, trazendo a minha experiência aqui na FUNDAC em Salvador, Bahia, né? Então, todos esses Fatores que eu pontuei agora a pouco, eh, são fatores que
poderiam, em alguma medida, ã, tolir, né, ou, eh, dificultar, né, a forma da gente executar eh a nossa ação. E torna-se claro que o trabalho inclusivo é um daqueles caminhos bem viáveis para que essa medida socioeducativa se execute, né, dentro de um aspecto mais pedagógico, né, havendo a prevalência do aspecto pedagógico. O aspecto da educação ele é muito Importante, porque necessitaremos eh buscar, né, o conhecimento prévio que aquela pessoa traz e ofertar novas possibilidades de aprendizado, não só do aprendizado escolar, mas do aprendizado atitudinal, do aprendizado humano, do aprendizado, né, de pessoa para pessoa. para
que eh esse atendimento ele seja minimamente efetuado, né, de uma forma efetiva, tá? Quando esse adolescente faz parte do sistema socioeducativo, há um momento em que as equipes técnicas Precisam dialogar para construir junto com este adolescente e a sua família um plano que é o chamado PIA, que é o plano individual de atendimento, né? Ele é previsto também pela legislação específica do SINASE, que eu já mencionei. E esse PIA vai funcionar como se fosse uma bússola, como se fosse um elemento norteador, né, que vai estabelecer metas desde a mais simples até a mais complexa, Considerando
as individualidades, as singularidades de cada pessoa e as aptidões também desse adolescente. Então, o plano individual de atendimento é um planejamento que a equipe técnica das unidades, juntamente com o adolescente e a família desse e também a comunidade, né, vai traçar para que eh haja um planejamento, né, de novas ações, pensando no futuro, no momento da saída, essa reincidência de novas práticas, ela Seja minimizada, ou seja, que aquele adolescente não volte a praticar mais atos infracionais. Então, o plano individual de atendimento é um caminho importante dentro da privação, né, que vai ser esse planejamento da
vida dele ali durante aqueles 6 meses a 3 anos. Outro caminho muito importante, bastante viável, é a questão da escuta, a escuta especializada, a escuta ativa, tá? o incentivo ao protagonismo juvenil, ou seja, tornar aquela pessoa ela mesmo o Cerne da sua vida, ela mesmo o centro eh das suas ações. Então, e fazer com que aquele adolescente se enxergue enquanto centro da sua vida, tá? É também assim um caminho muito importante dentro dessa dessa dessa inclusão social, tá? Então, para isso, são desenvolvidas ações, gente, que vão desde o aspecto cultural, passando por esporte, pela arte,
né? E sabemos que a arte é uma ferramenta poderosa De expressão e reconstrução de identidade, tá? Então, para isso, a gente tem um trabalho muito específico que é chamado de arte e educação. Então, através dessa arte e educação, a socioeducação faz coisas lindíssimas. é poesia, é samba, é música, eh é tocar instrumentos, é expressar essa arte aos adolescentes, né, de uma maneira muito verdadeira, forte, trazendo aptidões que ele nem sabia, que ela nem sabia que desenvolvia. Então, de repente desenvol Escrevem poemas, cantam, dançam, né, de uma maneira assim muito expressiva, tá? Trazendo eh o fortalecimento
dessa reconstrução dessa identidade. Mas nada disso que eu tô aqui contextualizando acontece de maneira isolada, tá? Porque é necessário um trabalho em rede para que isso tudo se configure. E esse trabalho vai necessitar de elementos muito importantes para que essa medida socioeducativa seja cumprida Positivamente. Então, vamos necessitar de diálogos com a família, com a escola, com a assistência, com a saúde, com a educação, com o lazer, né? Todos esses elementos eles precisam estar intrínsecos, né, para que consigamos eh dar conta da complexidade que é o cumprimento de uma medida socioeducativa. Outro ponto muito importante, gente,
que a gente precisa aqui pontuar e entender, tá? É que nem todos os adolescentes eles Vão vivenciar a o comprimento da medida da mesma forma. Por quê? Porque cada pessoa ela é única. Então cada adolescente já traz dentro de si a ebulição do adolescer, né? É uma questão biológica, é uma questão hormonal, é uma questão mental, é uma questão de diversos aspectos aspectos que todos nós que fomos adolescentes tão recentemente passamos, né? Então, é muito importante que a gente consiga visualizar que nem todo Mundo vai passar por essa medida da mesma forma, né? Então é
nesse ponto que precisa haver o respeito à individualidades. Então, nesse contexto, poderemos ter algum adolescente que tenha alguma demanda de saúde mental. Poderemos ter adolescentes que tem alguma especificidade do ponto de vista da deficiência, né? Poderemos ter adolescentes que tenham demandas eh Relativas à população LGBTQI, APN, tá? Então, todo toda situação que se configure, né, em algo que seja eh específico, precisa também ser considerado. Vamos aqui imaginar que adentre no sistema um adolescente que tenha problema auditivo, por exemplo. Então, vai demandar que pessoas que detenham o conhecimento de Libras, por exemplo, né, possam eh desenvolver
o diálogo para que aquela pessoa se torne compreensível, para que O trabalho se desenvolva. Então, são especificidades que necessitamos estar sempre a par, né? Então, é por esse motivo, gente, que falar de inclusão nos leva para um lugar de falar de interseccionalidade também, né? O reconhecimento dessas diferenças e a atuação de de que maneira poderemos atuar sensivelmente sobre cada um desses aspectos, né? Então, nesse viés, o papel dos profissionais que atuam no socioeducativo e que desenvolvem a Medida socioeducativa é de fundamental importância. Por que é muito importante o trabalho profissional? Porque muito mais importante do
que a aplicação de regras, é necessário observarmos a criação de vínculos, né? Temos um teórico muito importante dentro do socioeducativo, que é o professor eh em memória Antônio Carlos Gomes da Costa, com a sua pedagogia da presença, né? Então, o estar presente, o fazer-se presente, o Vincular-se, o criar vínculo é de fundamental importância nesse momento, né, do da do cumprimento da medida, porque a regra ela não pode se sobrepor à construção de vínculo. É muito importante dentro desse contexto praticarmos a escuta, agirmos da forma sem preconceito, né? Acreditando nessa possibilidade de transformação que o adolescente
apresenta, porque do contrário, estaremos sendo contraditórios, né? Porque precisamos agir de acordo eh com que o que o que falarmos necessita ser levado à prática para ser também executado. Então, às vezes o que marca a vida de um adolescente não é a medida em si, mas é o encontro dele com alguém, com o profissional, com um assente social, com um porteiro, com uma copeira, com um sócioeducador, com um gestor, né? Então esse encontro com alguém que seja referência, né, que vai fazer com que esse adolescente se Enxergue de forma diferente e passe, né, a ter
uma crença, acreditar em si de forma diferenciada, né, talvez até como ninguém nunca acreditou nele na vida. Então, é por isso que eu reitero a importância do papel dos profissionais, né, eh, dentro desse contexto, porque o profissional ele tem que ter clareza que cada adolescente traz com ele uma história diferente. Nós somos seres únicos, marcados por contextos Diferentes. Então vai ter o adolescente que vai ser daqui de Salvador, vai ter o adolescente que vai ser da cidade do interior, vai ter o adolescente que vai ser do outro estado, vai ter o adolescente que vai ter
família, vai ter o adolescente que nunca teve família, vai ter o adolescente que tem vivência de rua, vai ter o adolescente que tem vivência de eh convivência comunitária, abrigamento, né? Então são muitos contextos sociais, Familiares, emocionais e essas experiências elas eh individualmente, né, vão vão somar aquele todo que vai formar o que é a vida de cada de cada adolescente que está sob a nossa responsabilidade. Então, mais do que consertar, corrigir, não é essa a nossa intenção, acolher, orientar, criar oportunidades reais de desenvolvimento, é o grande X na questão, né? Então o vínculo construído nesse
cotidiano do atendimento, ele pode ser, ele tem que Ser um fator decisivo para que esse jovem ou essa jovem se sinta reconhecido, respeitado e motivado a construir novos caminhos, né? Então, atuar dentro desse campo socioeducativo, medidas socioeducativas, né, implica num trabalho interdisciplinar. Porque diante da complexidade do que é fazer o socioeducativo, é preciso que o psicólogo traga o seu olhar, o pedagogo traga o seu, o socioeducador traga o seu, o assente social traga o seu, né? Então esse trabalho ele acontece interdisciplinarmente, dialogando com diversas áreas dentro da instituição e com diversas áreas da rede. Precisamos
dialogar com a educação, com a assistência, com a segurança, com a saúde, porque se não tivermos essa rede de apoio que sustente o processo de inclusão, nada do que eu tô falando aqui fará sentido, né? Porque é na prática diária de pequenas ações e na forma de nos relacionarmos que nós Profissionais do socioeducativo vamos poder contribuir para transformar essa medida socioeducativa em algo de cunho eh positivo, né? Então, quando esse adolescente adentra o sistema, ele faz a prática do ato inflacional, é aprendido pela delegacia, né? Então, eh, é muito importante que todo esse trabalho, né,
o qual eu já mencionei, é fundamentado no ECA e no SINASE, ele esteja em consonância. Então, não podem ser ações isoladas, né? Precisa ser, Precisam ser ações coordenadas, né? e ações que se completem dentro da perspectiva do diálogo, dentro de toda essa perspectiva, para que a gente tenha o apontamento, né, de um modelo de trabalho que seja baseado na responsabilização, porque houve a prática de um ato, a pessoa será responsabilizada por ele. Mas dentro desse contexto, o mais importante é garantir, né, a responsabilização através Da revisão daquele ato para que ele não mais incorra, né,
em novas práticas semelhantes, tá? Então isso é garantia de direito. Isso é a garantia de direito. Então, em muitos casos tem adolescentes que passam a cumprir eh essa medida, né? E nem todos vão responder da forma igual, porque cada ser é único. Então, vai ter aquele que vai ouvir mais o que é trazido pela equipe multidisciplinar, interdisciplinar, vai ter aquele que vai Absorver menos, né? Então, alguns vão aproveitar mais o acesso à universidade. Como eu já disse a vocês, tivemos adolescentes que prestarem Enem, temos adolescentes em curso na faculdade. Isso é um grande ganho, né?
Porque faz com que a gente tenha certeza de que aquilo que a gente tá fazendo de fato procede, né? Então, quando esse sistema funciona dessa maneira efetiva, com esses profissionais preparados, com essas Políticas públicas estruturadas, né, e práticas comprometidas com a inclusão, pode ser e deve ser um marco muito positivo para que esse adolescente não seja tratado como um problema e sim como uma forma de transformação da sua trajetória. Então eu posso afirmar de cátedra, porque estou há 30 anos executando essa prática, que não há socioeducação sem inclusão, gente. Porque falar em medida socioeducativa é
reconhecer antes de imaginado que nós Estamos lidando com adolescentes que mesmo tendo cometido algum ilícito, continuam sendo sujeitos de direito, conforme estabelece o ECA e o SINAS, né? Então, a proposta de trabalho não é só responsabilizar e sim educar, acolher, criar possibilidades reais de transformação. E se o sistema falhar e incluir, aí vai haver um distanciamento, né, por conta das próprias desigualdades que o sistema capitalista já implanta aí fora, né? Então, punir sem incluir é Nada mais nada menos do que a repetição de um ciclo, né, que muitos adolescentes que chegam no temas socioeducativos já
vivenciaram. Professora Cristina, eu falo demais, >> professora, tá maravilhoso. Liana, quero lhe apresentar o nosso assessor de cultura que eu lhe disse, né, ele tá voltado, nosso querido João Luiz de Souza. E olha, perfeito. Eu fiz umas anotações aqui antes de passar pro João. Equiperação de igualdade, incentivo ao Protagonismo através da arte na educação. >> Sim, >> n que punir sem incluir não é ressocialização. Achei fantástico. >> Fantástico. Eh, tem uma aluna que colocou aqui, vai ficar gravado, eu quero assistir de novo. é minha área, então eles estão aqui, o nosso chat está maravilhoso, agradecendo
Muito. E eu repasso aqui para João Luiz para nos trazer uma palavra para fazer as considerações junto com a professora senora Liana Arantes. João, seja bem-vindo. >> Boa noite, Cristina. Boa noite, professora Aliana. Boa noite pra nossa equipe, tanto técnica quanto de a equipe que pensa, que é acadêmica, que é artística, que é cultural. Eh, eu, por exemplo, venho de uma experiência De ressocialização, assim que a gente falava muito, através da arte e da cultura. Eu vi, por exemplo, muitos jovens terem suas vidas transformadas através do hip hop, através da dança, através dos cine clubes
com debates depois da sessão de filmes. E tô vendo outras coisas bonitas acontecerem. E eu não sou daqueles pessimistas que ficam se lamureando, acreditando que não tem jeito. Eu sempre acreditei que tem jeito, né? Eu na adolescente, fui um Adolescente rebelde, à minha moda. E quando chegou no terceiro ano do ensino médio me deu uma loucura, eu resolvi, eu vou me preparar para passar para entrar pra faculdade. E resolvi e passei. Fui salvo por uma redação, por uma redação, fruto da leitura, em que eu digo no meu livro que a leitura me salvou. Eh, então
eu tenho, sabe, professora, uma sensação até pelo que a gente lida ao longo desses 40 anos na educação e na cultura, é que A convicção de que a vida humana é merecedora de todas as oportunidades para que ela possa se exercer em plenitude, sempre foi algo que pautou a minha vida. E a vida de muita gente que eu conheço, né? Muita gente. Eu tenho uma amiga que ela cuidou de um aluno até mesmo quando ele esteve preso. Ela ia uma vez por mês ao presídio, visitava, fazia uma função que eu não tenho nem nome para
dar. E esse menino quando saiu, eh, esse jovem Quando saiu já saiu transformado e fez dela uma referência de vida. E hoje ele é professor como ela. >> Que lindo, >> que lindo. Lindo, porque ele ficou tão inspirado pela atitude dela que ele quando saiu foi ser foi ser aprendiz, depois foi ser foi trabalhar, foi fazer outras coisas e resolveu, né, a voltar a estudar e hoje é professor de educação física na rede pública estadual do estado do Rio de Janeiro. Então ele se Propõe a falar, ele visita as escolas, conta a história da vida
dele e outras coisas também. E aí eu fico muito incomodado quando algumas pessoas confundem muito, né? Eu fico incomodado que as pessoas falam assim: "Ah, esse pessoal dos direitos humanos, esse pessoal da inclusão social, esse pessoal quer botar bandido no meio da gente". Não é preciso dizer que o PCD tá na inclusão social. É preciso dizer que o espectro autista tá na inclusão social. É preciso dizer que a creche é um direito humano. Falar mal dos direitos humanos é falar mal de uma rede de possibilidades para melhorarem as nossas vidas que as pessoas não têm
ideia. Elas pensam que direitos humanos só trabalha com, entre aspas, o bandido. Ah, isso tem me incomodado muito. Eu tenho lido pessoas dizendo isso. Ah, o pessoal dos direitos humanos agora apareceu inclusão social. A gente tem que incluir, botar uma pessoa para trabalhar no meio da Gente que já foi presa, detenta, apenada. Eh, isso é um equívoco. Isso é um equívoco e de inclusão humana trata de todos nós. Algo que pode nos fazer amanhã ou agora de repente eh precisar de uma inclusão humana, porque a vida já é uma questão de inclusão humana, né? O
amor, o exercício do namor, do namoro já é uma inclusão humana. Então, eh, a gente tem aí um todo um repertório para explicar a sociedade das possibilidades que essas palavras Representam, né? O Degazi, por exemplo, aqui no estado do Rio de Janeiro, começou a fazer um trabalho com poesia e literatura. Dega é departamento geral de ações socioeducativas. E aí esse trabalho, tem uma poeta chamada Josilene Negra Black, que ela começou a visitar. E aí a coisa foi crescendo, crescendo e ela fez uma feirinha literária com os livros que Eles produziram e que eles não puderam
ver a feira acontecendo. Eles não puderam sair para ir a uma escola onde a feira tava acontecendo. Ela filmou. Ela filmou. e levou para eles verem. E foi uma festa eles vendo aqueles livros feito às mãos, feito por eles nas mãos de outros. E quando entrou um garoto da escola lendo um poema que um deles escreveu, a turma lá no Degaz ficou toda de pé e aplaudiu. >> Maravilha. Aí a gente percebe a dimensão humana que ainda resiste em todos. E aí é o afeto, o carinho, a competência, o acolhimento, o trabalho, a rigidez necessária
quando é necessário. Mas eu tenho acreditado muito. Os filmes todos que estão em exibição, os grandes filmes que foram pro Oscar, todos falavam de uma possibilidade. >> Sim, >> todos, todos falavam de uma possibilidade. Ah, e é lindo isso porque os filmes acabavam e nós ficávamos crendo, né, crendo na possibilidade mesmo do que a arte é capaz. Os filmes todos trabal trabalharam esse último, esse último ano aí de Oscar, esse que passou. Os filmes quase todos falavam de arte, de afeto, de convivência, de perdão, entendeu? de perdão mesmo, Reconciliação, anistia, no sentido de anistiar um
filho, anistar uma filha, né, que você deixou embora e que precisa retornar, essas questões todas, né? E eu tenho muito orgulho de aqui na universo nós sermos uma instituição que ousa ir até os lugares fazer algum trabalho, algum trabalho de aposta na vida. Na vida, não é? Não à toa, muitos deles nos visitam, muitos deles tornam-se nossos alunos Também, porque suas vidas são transformadas. Então, eu quero muito deixar aqui uma mensagem assim no meu coração. Eu perdi uma grande amiga semana passada. É a primeira vez que eu tô falando em público hoje depois da partida
da Teresa Cristina Roque da Mota, uma grande produtora, professora, dona de editora, é minha parceira no projeto da Universo de libertação de livros. E com a Teresa, Eu aprendi uma fé na vida. Ela dizia para mim: "Não adianta crer em nada que seja invisível se você não crer naquilo que está diante dos seus olhos". É preciso possibilitar, é preciso criar possibilidade, é preciso chegar até lá. Um dia nós fomos a um abrigo de mulheres vítimas de violência e nós fomos vendados. Tivemos que colocar uma venda pra gente não aprender o lugar, né, do do abrigo
de mulheres vítimas de violência. Quando Nós chegamos lá e ela elas um pouco assim deprimidas, desacreditadas, nós abrimos uma poesia de Cecília Merelles, depois com Carolina Maria de Jesus. Quando nós contamos para elas a história da Carolina Maria de Jesus, elas ficaram de pé, se animaram, começaram a contar suas histórias de vida, começaram a falar que gostariam de recomeçar. Se uma catadora de lixo recomeçou e ganhou o reconhecimento, ah, eu também posso. Eu fiquei calado. Eu Disse: "Tereesa, hoje eu não falo. Eu quero viver essa emoção. Eu quero viver essa possibilidade que é o caminho
que tá se abrindo, né? E é claro que algumas a gente passou a acompanhar, não temos, não tivemos contatos iniciais, mas depois elas começaram a nos procurar. Eu sou fulana, conheci vocês lá em tal lugar, sabe, professor? Foi muito bom, foi muito bom. Mas é isso. Fé na vida. Fé na vida. Eh, eu tô cada vez mais convencido Que a leitura, a poesia, artes plásticas, artes visuais, o contato humano, não esse afeto de ser atravessado e não, mas é de ir além da travessia, é de abrir portas, é de abrir caminhos. E acho que isso
é incluir e me permitir também ser incluído. Eu também quero ser incluído. Eu também quero ser, eu quero muito ser incluído na vida dessas pessoas. Não é só eu os Incluir ou eles se incluírem. Não, eu quero me incluir. Eu quero entender o que eles falam. Eu quero aprender qual é o recado deles pra sociedade, o que é dito, o que que significa viver a vida que eles vivem. Quem sou eu para fazer alguma avaliação com todo esse distanciamento, né, com tudo isso que a gente vive. Então, eu acho que eu quero entender e convido
as pessoas a entenderem, a entenderem quem são os outros, né? Quem são os outros, que que é isso que nós chamamos de outros, né? Quem são essas pessoas que nós queremos punir, punir, punir, punir? Quem são? Quem são? Alguma resposta a gente tem que ter, né? Então espero que daqui surjam assim umas formiguinhas nas cabeças e aí as pessoas saiam pensando, né? Né? Você entra no ônibus, no metrô, olha uma pessoa, você faz uma ideia, mas talvez você entrasse mais profundamente. Temos muito a fazer. Começa por nós mesmos. Entendendo o ao redor, entendendo que lugar
é esse que nós estamos, entendendo porque que um aluno olha para mim numa quinta-feira e diz: "Professor, eu vou desistir do curso". Eu disse: "Por quê?" Eu não tô aguentando, professor me sacrificar financeiramente eu até me sacrifico, mas a vida que eu tô levando, Trabalhando de segunda a sábado e só ter o domingo, aí no domingo eu quero jogar uma pelada, no domingo eu quero ver os amigos, quero almoçar com a minha mãe, quero almoçar com meu filho que já é separado, né? já é separado da esposa. E eu disse para ele, segura um pouco.
Eu tenho esperança que isso mude. Mas você passa no cinema, você passa no shopping, aquelas pessoas só têm um dia de folga por semana. E você às vezes exige um bom tratamento, você exige um tratamento VIP para você. Então eu quero deixar aqui essa reflexão. Olha que estrutura injusta, é impensável. Seis dias na semana e apenas um dia para tratar da casa, do mercado, da roupa, disso, daquilo, daquilo outro. As mulheres então com tripla jornada, né? Então fica aí uma reflexão que eu acho que eu fazendo essa reflexão com vocês, Mesmo emocionado, eu quero dizer
que eu confio em vocês. Eu acho que vocês é que podem mudar isso, não é? Nós não podemos perder aluno porque aluno não tem tempo sequer para estudar. Nós não podemos perder. Boa noite. Muito obrigado. >> Que parêntese lindo, professor. Muito obrigada por agregar com tanta sensibilidade, né? Com tanta leveza, com Tanta verdade, eh, a sua fala, né? Eu sou, eu nasci no dia 14 de março, dia da poesia. Nasci juntos. >> Dia da poesia e aniversário da Carolina. >> E aniversário do Castro Alves. É aniversário da professora. Sou poetisa também, né? Então, >> sabe?
Dias nascimento. >> Pois então >> é, o dia 14 de março é um dia considerado ilustre no universo. >> Eu não podia nascer num dia diferente, Né, professor? >> Claro. Parabéns. Parabéns. >> Eu que agradeço. Cadê? >> Vamos lá, Cristina. Vou trazer aqui o chat que tá colocando, agradecendo. Que palestra linda, história muito linda, inspiração e motivação. Que história linda, motivação. Se todos fossem tomados pela humanização, com certeza a vida teria uma outras histórias como esta desse jovem. Parabéns. E os alunos estão aqui agradecendo, Liana, a sua, a sua fala, a sua palestra, a sua
reflexão >> maravilhosa. Tava >> muito boa palestra. Eles estão colocando. Perfeito. E nós agradecemos muito, muito. >> Eu que agradeço. >> Que essa é a inclusão na nossa sociedade, né? Precisamos incluir aí os nossos adolescentes, trazê-los verdadeiramente, mas de uma forma humanizada. Aqui uma parte, Cristina, porque uma grande parcela da classe média acha que incluir o jovem pobre, preto, periférico, não é bom. Mas quando essa classe média que tem os filhos, que consomem drogas, Que tornam-se viciados, eles são os primeiros a buscarem alguma inclusão em algum projeto, em alguma atividade para resgatarem os filhos, porque
os filhos são deles. Mas quando os filhos são dos mais pobres, dos periféricos, dos negros, das mães solteiras que ganham um ou dois salários mínimos, aí eles acham que é problema de polícia. >> Mas quando é problema da classe média e Da classe média para cima, aí o problema é precisamos colocá-los numa terapia, precisamos colocá-los numa clínica, precisamos salvá-los. É isso. Nós pensamos diferente. Nós pensamos que todos merecem salvação. Todos merecem acolhimento. Assim seja. Assim seja. Antes de passar a palavra paraa J, gostaria de fazer um print. Professora Luciana. Professora Luciana também tava lá no
YouTube. >> Antes de passar a palavra para Já, eu vou precisar de um minuto para fazer um fechamento aqui a Lá Bahia, né? Por favor, me pergunte. Claro, claro. >> Achei >> fez seu print? >> Não pode fazer. Luciana não abriu a câmera >> essa. Eh, eu sempre fecho, né? Eu tenho um lado artístico muito presente, viu, professor? Então, Isidor ainda disse: "Ó, use seu lado artístico, então eu Preciso aqui louvar. Então, mesmo tendo passado os minutinhos, eu vou pedir um minuto para fechar da forma como eu gosto, né? E eu acho que o professor
João e mais algumas pessoas aqui vão gostar muito. Quer dizendo assim para vocês: "Ontem um menino que brincava me falou que hoje é semente do amanhã para não ter medo que esse tempo vai passar. Não se desespere, não, nem pare de sonhar. Nunca se entregue. Nça sempre com as manhãs. Deixa a luz do sol Brilhar no céu do seu olhar. Fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Nós podemos tudo, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será. Vamos lá fazer o que será. >> Aché gratidão. >> Lindo, lindo, lindo. Parabéns. Muito
ache. >> Momento lindo, né? Momento lindo. >> Emocionante. >> Eu tinha escolhido a música e o professor falou três vezes: "Fé na vida". Eu falei: "É muita sintonia". A música diz: "Faz na vida e faz no homem". Gente, muito obrigada, viu? Feliz pelo convite. >> Obrigado pela >> gratidão. Gratidão. >> Canção linda. >> Vamos ouvir Jácia. Agora >> vou fazer o print antes de passar paraa Jácia apresentá-la. Vamos lá. Um, dois E. Só um instante. Vou ter que fazer de novo. Lu, apareceu. Vamos lá. Um, dois e >> foi, >> foi. Vou colocar lá no
nosso grupo e já vou passar a palavra já. Sim, >> hoje é a Bahia que vai dominar aqui. >> É >> sim. É um prazer >> convidados de honra, né, professor Dr. Vitório. Gostaria de convidar aqui a nossa convidada ilustre J Costa que abordará o tema inclusão social e a mulher idosa na atualidade. Ah, ja é assessora, assistente social, assessor, assessora técnica dop, desp, né, sempre especialista em trabalho social com família, especialista em gestão, controle e fiscalização da assistente da assistência social, especialista em educação, pobreza e desigualdade social, mestranda, Docente no do ensino superior e
escritora. Seja bem-vinda. >> Bemvind. >> Oi, gente. Boa noite. Professor Luiz, você fez uma reflexão muito importante e aqui, eh, eu já vá até o meu agradecimento por te ouvir. Eu fico grata por ouvir pessoas que trazem sempre, eh, pensamentos que acreditam, né, nas nas outras pessoas. E boa noite a todos e todas nesse momento. Liana é uma colega querida que A gente também já partilhou muitos momentos nas faculdades que ela também andou dando aula. Eu participava tanto das palestras com as turmas, mas também nos TCCs, né, participando das bancas. É um prazer te ouvir.
Eu até pensei, sabe, que ela não fosse dar uma palinha na música, mas graças a Deus, senão ia dizer: "Uai, não vai cantar não, minha filha", né? Porque ela gosta de cantar. canta muito bem e assim é sempre uma honra tá ouvindo você também, viu L? >> Olha, e eu acho que a Liana Arantes já esteve num evento do Corujão da Poesia online. >> É, né? Que bom. Tá vendo? E então, né? Eh, o Isidoro também é um grande amigo que a gente sempre tá junto em alguns momentos. Já convidei também vários momentos para estar
com a gente alguns seminários, com os nossos alunos na UNIP, né, na universidade e também eh eu participo da pós-graduação, dou aula também na própria eh no Centro de Pesquisa CEPEX, que é o mesmo que a Liana também, né, tá lá com a gente. Eh, professora Cristina, vocês todas que estão aí, né, acho que tem a Luciana também. Boa noite a todas vocês. Enfim, né, falar de de inclusão social e principalmente eh no âmbito do gênero feminino. A gente vai falar da mulher idosa na atualidade. Eh, eu trabalhei no Cris, né, também um período logo
no início da minha da minha carreira profissional, né, do meu Z Profissional, foi no Cras. Eh, também foi presidente do Conselho Municipal de Assistência Social em Salvador eh de3 a 2016, primeiro como vice, depois como presidente. Estive também no Conselho Municipal da Pessoa ah, no período de 3 anos, de 17 a 20. E foi um período muito rico. E assim, ah, hoje eu sou uma pessoa idosa, graças a Deus, tenho 61 anos, mas eu já militava, né, no âmbito da política pública em defesa dos direitos da pessoa idosa aqui no Município de Salvador, fazendo parte
do Fórum Estadual da Pessoa Idosa, sempre nas reuniões e procurando defender também, né, seus direitos, viabilizando os seus direitos sociais. O COM compéio também participei do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência aqui em Salvador, eh, no âmbito do governo. E hoje, como foi dito aí, estou na assessoria técnica da Diretoria de Proteção Social Especial da Sempr, Secretaria de Promoção Social, Esporte, Combate à Pobreza e Lazer. Então, eh, estive também um período pessoal na supervisão técnica de ILPI, né, de instituição de longa permanência para pessoa idosa na DPSe. Então, tem pouco tempo que eu saí da
supervisão para estar na assessoria e foi um momento também que a gente participou muito ativamente com o Ministério Público nas ILPIs aqui em Salvador. Então, falar de inclusão, né? E Liana trouxe algo muito Importante também na questão da inclusão, que a traz a questão dos meninos, né, em medida socioeducativa. E hoje nós vamos falar da pessoa idosa, a mulher idosa, né, essa mulher idosa, a mulher idosa, ela já sofre, a princípio, ela já tem ah uma estima, né, para falar de de mulher, porque tem a questão do machismo, que muitos, né, maltratam as mulheres. Isso
aí já é uma questão eh desde o princípio, desde os primórdios, a gente vê a questão do da violência Contra a mulher. Eh, então, mas eu queria trazer um leve, né, panorama, um bem breve panorama do crescimento da população idosa, não é? Eh, no censo de 2010, inclusive, do IBGE, tratava que nós tínhamos um crescimento dessa população de 10.8%. Isso em 2010, quando chegamos em 2024, nós tivemos uma estimativa de 16,5%. Então, observe o crescimento, né? Em 2050 estima-se ter uma projeção, Conforme dados, né, do IBGE, que teremos 25,5%, né, dessa pessoa idosa. Então, nós
vamos ter muito mais pessoas idosas que nós estamos num país que está envelhecendo. E essa sociedade odierna, e eu diria principalmente na atualidade mesmo, não tem estado preparada nem sensível a conviver no âmbito da inclusão da mulher idosa em todos os aspectos falando. E aí a gente traz inclusive algo que é Bem pertinente, a gente tá falando os desafios dessa longevidade. Quais são os desafios que a gente pode estar enfrentando hoje enquanto mulher idosa na atualidade? Eh, vamos observar, né, num aqui eu falo a nível de Salvador, porque eu conheço pouco o Rio de Janeiro.
Fui, tem tempo que eu fui ao Rio, conheço São Paulo, Goiânia, viu? Morei em Goiânia há 12 anos, amo Goiânia. E aí a gente observa algumas barreiras Físicas em algumas dessas cidades. Aqui, por exemplo, falando de Salvador, nós temos algumas barreiras físicas. Então, já é um desafio para essa longevidade. Quantas mulheres hoje fazem uso, né, de uma moleta, de uma bengala, tem comorbidade, tem mobilidade reduzida? Aí observa que tem uma cidade que foi projetada, entretanto não tem acessibilidade e a gente traz, né, pontuando Calçadas irregulares, transporte público inadequado que limitam o direito de ir e
vir. como que eu vou incluir essa pessoa idosa nesse sentido com essas barreiras. Então são vários pontos que vão surgindo, né, nas minhas conjecturas, como resolver isso? E aí eu trago um pouco da nossa prática no Conselho Municipal da Pessoa Idosa, porque no peito que estive ali os conselheiros, não só da sociedade Civil, mas do governo falava muito de ajustar essas questões, principalmente a acessibilidade, porque muitos locais não têm acessibilidade para a pessoa idosa. Os ônibus, por exemplo, eu vou, ah, eu vou estar incluindo para um passeio. Será que eu penso quando eu faço um
passeio de lembrar que existem mulheres idosas que não têm condição de subir um degrau muito alto? E eu já vi isso na própria instituição De longa permanência, que faz o passeio e que leva também essas mulheres idosas para, né, sair daquele local que se encontra para incluir no mundo, para incluir nessa internacionalidade, buscar que também seja hoje. É algo que eu eu eu observo muito, é a questão da barreira social. também é um desafio dessa mulher idosa na atualidade. Por quê? Porque existe um preconceito muito grande geracional, né? Aí vem a questão do etarismo. Isso
inviabiliza que as pessoas tenham eh acesso e sejam incluídos e incluídas em determinados locais, em determinados lugares. E a mulher ela já sofre, já tem, né, essa questão eh ah muito grande dessa exclusão por ser mulher. A gente observa isso. Eu vou falar um pouquinho mais para frente do em relação ao etarismo. E acontece que todos observam diz assim: "Ai, o que que essa mulher velha quer na rua? O que que essa mulher velha quer na Praia passeando?" Até ri, né? E observe inclusive num outro momento uma atriz que eu não vou mencionar o nome,
estava num numa das praias do Rio de Janeiro e as pessoas na rede social estavam ah utilizando de preconceito porque ela estava de biquíni mostrando, né, o seu corpo com as suas, né, o envelhecimento natural. Aí falavam das estrias, falavam das ã de outras questões, mas bem agravantes que eu nem gostaria de mencionar. E eu fiquei pensando, por que Que não essas pessoas não entendem que vão envelhecer e se não vão envelhecer vão morrer, porque se não envelhece morre. Então nós precisamos pensar nessa questão da sensibilização para a inclusão dessas mulheres em qualquer lugar no
âmbito da sociedade. Então a mulher idosa, por exemplo, no mercado de trabalho, e eu vou sempre repetir que tem realmente na o preconceito por ser mulher e ainda por ser mulher idosa. Quando você entra em alguns lugares, eu já observei muito isso, tanto no setor público quanto no privado, muitas pessoas dizem: "Ah, você devia dar lugar a outra pessoa jovem". Isso eh como que essa pessoa não fosse capaz de exercer o que tá fazendo ali. E quando a gente fala de inclusão, me faz pensar na possibilidade de incluir essas mulheres idosas no mundo do trabalho
no âmbito da própria experiência que ela carrega, que ela Tem. Me permitam trazer, não é, um trecho da Bíblia que fala exatamente sobre várias mulheres, da sua importância. E aí eu me lembro muito bem que Sara quando deu a luz tinha seus 90 anos. E hoje na rede social a gente observa um desafio na longevidade. É uma barreira que encontra uma mulher hoje de 500 anos, 55 anos, que porventura queira dar a luz. A sociedade, as pessoas hoje começam a usar de preconceito para com essa Mulher. Por que não a mulher dar a luz se
ela tem condições de dar a luz na idade? Não é? Então são várias coisas que vão surgindo nessas barreiras. E aí falar sobre inclusão e principalmente falar sobre inclusão da mulher idosa, eu vou mencionar aqui alguns pilares da exclusão na atualidade. E um desses pilares, eu até já mencionei anteriormente, que é o etarismo. Aí vem a questão dos estereótipos negativos que associam à velice, a Incapacidade, como própria trouxe, não enxergam que essa mulher idosa pode est trazendo uma grande contribuição para os mais jovens. Quem dera todos os jovens ou alguns deles ou parte desses ouvissem
os mais velhos, as mulheres, principalmente nas suas famílias, né, que cuidam mais, que tem mais aquele momento mais de carinho. E olha que hoje a gente observa que as mulheres idosas não são mais como as anteriores queavam Eh de forma isolada. só fazendo crochê, fazendo tricô, muito pelo contrário. A mulher idosa hoje, ela própria vai buscar essa inclusão, não só no mundo do trabalho, mas também para estar viajando, curtindo as suas férias, aposentadoria, não tá em casa cuidando de neto, porque era realmente o que trazia e ainda traz, né, os resquícios na história de criação
de neto, de olhar neto para o filho sair, enfim. Então, esses pilares da exclusão na atualidade, primeiro etarismo. E olha que isso a gente sofre também no próprio trabalho. Eu, enquanto pessoa idosa, eu já ouvi piadinhas. Inclusive, no momento que eu ouvi a piada, não é em relação à velice, eu a logo refuto. Você tá observando que você tá tratando de etarismo e eu posso te processar por conta disso. Isso é um preconceito. E aí a pessoa, não estou brincando, mas São brincadeiras que podem estar trazendo, né, eh, consequências pra própria pessoa. Então, é muito
importante trazer essa questão da inclusão social. E eu parabenizo aqui, inclusive e a a faculdade, né, universidade, né, ao universo trazer essa temática nesse webinário quando tá alcançando várias pessoas em vários lugares, né, não só em Goiânia, mas em vários estados, inclusive aqui na Bahia, alunos nossos e Ex-alunos também, colegas fazendo parte. Então, esses pilares de exclusão, a gente precisa estar pensando de que forma podemos dirimir, não é? A exclusão digital, por exemplo, eu já ouvi vários pontos ah trazendo assim como crítica na rede social. Vocês devem ter visto também quando uma pessoa, uma mulher,
inclusive põe lá a figura de uma mulher, é idosa e que pede ao filho para, ah, me lembre aí, vê se você consegue aqui abrir o meu E-mail. Ah, mas qual a senha? Eu não sei. Ah, então não vou fazer, não tenho como fazer. A mãe fala: "Ou avó que for, é porque é para mim". Então, observem, né, essa questão dessa exclusão digital, a dificuldade de acesso a serviços digitalizados. é uma exclusão, né? É um pilar da exclusão atual. Entretanto, a gente observa também alguns avanços nesse aspecto da digitação, né, da questão da eh da
tecnologia mesmo. Elas superamo. Muitas mulheres hoje idosas superam o medo da tecnologia como ferramenta de autonomia e elas própria procur próprias procuram o protagonismo vencer isso, ter autonomia para observar, ler o WhatsApp, entrar, né, no espaço ali da rede, comentar, postar. Então, é algo já vem sendo vencido. E é importante a gente tratar isso porque para eu incluir uma mulherosa hoje na sociedade, na contemporaneidade, na atualidade, Eu preciso pensar de que forma estarei contribuindo para esse avanço. Um outro ponto que eu apenas mencionei aqui, que é um dos pilares da exclusão, é a perda de
rede de apoio, gente. e conexões sociais significativas. Nós precisamos publicizar qual é essa rede de apoio e que pode estar trazendo conexão social com essas pessoas, com essas mulheres idosas. Por exemplo, um centro dia. O centro dia é que essa essa mulher idosa possa estar Ali o dia inteiro interagindo com outras pessoas, não é? Trazendo as suas experiências. Não é para estar ali fazendo um crochê, nem fazendo um tricô. Mas é tratando de assuntos pertinentes para a evolução e que essa rede que a gente vai trazer, por exemplo, mencionar aqui o Conselho Municipal da Pessoa
Idosa, Conselho Estadual da Pessoa Idosa, trazer o Ministério Público, Defensoria Pública, fazer algo, ações que possa estar em rede, né, e trazer o CR, o CRAS para entender que essa pessoa, essa mulher idosa, ela precisa estar incluída nesses espaços. Então, algumas estratégias de transformação precisam ser pensadas. E como que a gente vai incluir se a gente não tiver políticas públicas votadas para essas mulheres idosas de forma que venham avançar, tendo boas práticas no âmbito dessas políticas públicas e sociais. Por quê? Porque a inclusão vai trazer exatamente isso, o Protagonismo, autonomia. Então são estratégias de transformação.
Nó nós temos inclusive as políticas públicas voltadas à pessoa idosa. Nós temos a legislação, nós temos a lei, né, 10.741 de 2003, que é o Estatuto da Pessoa Idosa, que reza lá os seus direitos, deveres e tudo mais. a gente tem a política nacional da pessoa idosa. Nós temos aí uma ampla eh normativa no âmbito da política pública que precisam ser efetivadas para essas Mulheres que a gente tá trazendo no âmbito da mulher aqui, mulher idosa, para que tenhamos boas práticas que mudem, que incluam, que possam estar observando que essa mulher que estava excluída em
algum ponto, hoje ela teve transformação. E aí quando você trouxeana a transformação, né, desses jovens em medida socioeducativa, me passou assim, né, me traz a memória também alguns meninos que a gente tem, que a gente Recebe lá eh na secretaria, na diretoria de proteção social, nós temos meninos também que estão lá estagiando, outros estão eh cumprindo lá também um período, né? Ah, alguns como jovem aprendiz também. Então, a gente precisa pensar como que é traçar estratégias de transformação para essas pessoas, essas mulheres idosas no âmbito das boas sáticas que podemos, né, estar realizando. E aí
eu trago aqui eh um conceito, né, Da Organização Mundial de Saúde que vai falando sobre a cidade amiga do idoso, da pessoa idosa, que agora até a nomenclatura, né, mudou a mudança no próprio estatuto, teve uma alteração, pessoa idosa, uma cidade amiga da pessoa idosa, ela estimula o envelhecimento ativo a otimizar oportunidades. Olha aí, eu incluí essa pessoa na saúde, participação e segurança na educação. Vocês que estão na rede, na educação e nós também que fazemos parte, né, dessa Rede educacional, como ah sejam vocês gestores ou mesmo nós como docentes ou docentes também. A gente
observa que hoje nós temos um número grande de pessoas idosas estudando. Inclusive eu voltei agora a fazer depois do mestrado e de escrever e tudo mais, ter o serviço, eu tenho o curso de serviço social, eu sou teóloga também. E aí eu voltei agora a fazer eh uma outra graduação que é direito. Estou no sexto semestre e eu estou numa sala que tem, Né, heterogênea. É uma sala, uma classe heterogênea. Eu não me sinto nenhum momento menor que diminuída por, entende? Então assim, nas universidades hoje vocês podem observar que nós temos inclusive alunas também, né,
no curso de serviço social, nós temos aqui pessoas, mulheres idosas e isso é muito importante. E quando, professor Luiz, você trouxe aqui o fato daquele aluno que disse assim: "Eu vou desistir, você não faz ideia do que eu já ouvi isso de Mulheres idosas na sala de aula que disseram no final pró, eu só não desisti hoje porque você trouxe uma fala muito importante em meio à aula de você se apropriar, de você ser independente. Olha que coisa". Então assim, é transformação, é inclusão social. Eu está falando de inclusão é dizer que você é capaz,
que você pode estar ali onde você quer estar. Então, mulher idosa na atualidade pode estar em qualquer lugar. Então essa cidade amigas da pessoa idosa precisa pensar em espaços externos acessíveis, transporte público prioritário, respeito e inclusão social mesmo, de fato, efetivamente, porque quando a gente entra num transporte coletivo, aqui por exemplo, seja no no ônibus ou mesmo no metrô, as pessoas assumem o lugar que é da pessoa idosa. e às vezes vira pro lado para que não Faça de conta que não tá vendo a pessoa idosa. Isso é falta de respeito. Então, sensibilizar a sociedade
não é fácil em relação à inclusão da pessoa, inclusive da mulher idosa em qualquer espaço. Não é fácil. Mas nós precisamos entender que esses espaços eles são possíveis tá incluindo essas pessoas, seja na saúde, bem-estar, na educação e tecnologia, lazer, por que não incluir essa mulher Idosa no lazer para descansar, para desestressar, né? Então eu, por exemplo, enquanto e como mulher idosa, mulher idosa na atualidade, eu me sinto pertencente de onde eu quiser, de onde quiser estar. E nada vai mudar isso, entende? na minha mente. E é isso que a gente tem que tá trazendo,
a inclusão dessa mulher idosa na atualidade, onde quer que ela esteja, porque essa evolução que a gente pode observar, eh, viver mais, exige novas formas de viver. Então é o foco deve migrar da sobrevida para qualidade de vida. Envelhecer com qualidade. A gente precisa procurar isso, envelhecer com qualidade, qualidade de vida. E existem vários projetos que a gente pode estar pensando também, tá, para a o sucesso, projetos de sucesso para essas pessoas, para essas mulheres idosas. Por exemplo, a inclusão digital que já foi mencionada aqui, Alfabetização tecnológica para autonomia. Perfeito. E eu me lembro bem
que nós orientamos uma instituição aqui eh que trabalha com serviço de convivência e fortalecimento de vínculo, executa, né, esse serviço eh da sociedade civil em parceria com a secretaria. E no seu plano de trabalho, nós orientamos que ele também incluísse exatamente a tecnologia para a pessoa idosa. E o projeto dele, ele mudou o Nome e colocou inclusão digital para a pessoa idosa. Então, é pensar numa inclusão de alfabetização tecnológica da pessoa idosa para que ela tenha sua autonomia e não dependa das pessoas em todo momento quando for utilizar um celular, quando for utilizar a o
computador, sabe? Então, algo que a gente precisa também pensar enquanto sociedade é a questão da troca geracional. Por que não pensarmos em incluir essas Pessoas idosas num conto de história nas escolas? Sabe? É algo que eu tenho pensado, porque quando a gente uma visita também dos adolescentes nas instituições de longa permanência para a pessoa idosa, quantas mulheres que estão ali que não vem seus netos, eu já vi várias falando isso, sente falta dos seus netos e alguns adolescentes saindo das escolas, indo para lá, já é algo que vai comunicar, né, um programa, né, seria interessante
isso, eh, essa Mentoria entre jovens e idosos, incluir é pensar em projeto de sucesso, é pensar em mudança, transformação de pensamento dessa sociedade que que é discriminatória, que vive discriminando, que vive com preconceito. Precisamos sensibilizar essa sociedade que a pessoa, inclusive a a mulher idosa na atualidade, ela precisa ser vista, sair da invisibilidade. você passou uma pessoa ali, uma mulher idosa e às vezes ela é invisibilizada Porque não enxergaram da importância que ela tem. Então, pensar nisso. E aí a gente vai trazendo, já que teremos até 2050 um avanço muito grande, né, no âmbito do
envelhecimento. Esse roteiro para inclusão até 2030, vamos traçar um diagnóstico, mapear a questão dessas barreiras locais para mudar, para incluir. Nós precisamos mudar, pensar em mudança e com e propor essas mudanças. E olha, a gente só vai Propor isso se a gente estiver no lugar correto, né? Por exemplo, vamos fazer valer e lá na na onde tá na na Câmara Municipal Legislação. Observe que em Salvador as pessoas idosas pagam transporte público, só é liberado a partir de 65 anos, porque o Estatuto da Pessoa Idosa também reza que é uma legislação local, mas a maioria das
capitais, se não todas, exceto Salvador, pelo que eu vi uma reportagem, mas eu posso me certificar Com vocês, que Salvador ainda é a única capital que as pessoas idosas têm que pagar o transporte. público até os 65 anos, só é liberado a partir de 65 anos. Então, nesse roteiro para inclusão, a gente pode pensar em traçar diagnóstico para enfrentamento, mapeamento de barreiras locais. Segundo ponto, gente, é uma adaptação, reformas urbanas, capacitação digital. incluir é pensar em como eu vou atingir essa população Para melhoria, para qualidade de vida e consolidação, políticas que venham trazer emprego, que
tem uma saúde preventiva e de qualidade. E aí tem nossa colega Liana também, ela trabalha na saúde, né, gente? E a gente sabe que é algo que deixa muito a desejar no âmbito que o SUS é um programa muito bom, né? É muito bom o SUS. A política do SUS, de saúde do SUS, eh era para ser bem bem mais ah gestada, gerida. Lamento porque muitas pessoas, inclusive mulheres, né, que procuram mais os médicos, os homens às vezes vão, me desculpe os homens aqui, não tô fazendo nenhuma discriminação a vocês, mas os homens vão com
aquele cuidado de que a própria mulher que o leva, a própria mulher que empurra para fazer os exames, a própria mulher que incentiva, mas as mulheres idosas elas procuram mais, né, se cuidar. Então é algo que a gente precisa tá Pensando também nessa transformação. Então eu fico pensando em algumas mulheres idosas que não tiveram hoje, né, e que a gente pensa que anteriormente elas não tiveram acesso à educação. Quantas, né, na nossa família, inclusive avó, eu conheci muito pouco a minha avó, até me parece uns 15 anos, né? Depois a minha avó veio a falecer,
mas naquele período ela lia muito pouco porque ela não teve a oportunidade de ficar na escola o Tempo inteiro, não é? A minha mãe, ela hoje tem 82 anos, ela estudou aquele 5into ano lá atrás, quem quem é da minha geração deve lembrar, mas ela lê muito bem, ela escreve. Mas quantas mulheres hoje idosas ainda na atualidade estão fora da sala de aula? E aí a gente tem que incentivar buscar a Eja, não é? Educação de jovens e adultos. Elas podem hoje estar aí, ó, buscando, né, uma graduação. Claro. Então, quando eu penso em inclusão
social, eu penso em pontos estratégicos que a gente não traga só a crítica, mas que a gente possa tá trazendo a possibilidade de sugestões para mudança, de sugestões de como e quem poderá tá atuando de forma que contribua. Am para a inclusão da pessoa e da mulher idosa na atualidade, onde ela quiser estar. Nós precisamos entender que a mulher, por ser mulher, já enfrenta, não é? Como eu mencionei aqui anteriormente, uma discriminação, ela já enfrenta um preconceito por ser mulher. Então, eu que eu gostaria de concluir dizendo exatamente eh que nós precisamos, fazendo uso inclusive
de uma frase, dar voz, autonomia. Nós precisamos dar voz a essas mulheres idosas na atualidade. Autonomia, Respeito, não só na rua, na sociedade, onde quer que esteja, mas na família, principalmente, ou no meio digital. Envelhecência é uma fase de reinvenção, não de fim. Por isso, sejamos mulheres idosas, corajosas, que queiram estar mesmo incluídas, inseridas num âmbito e no local onde a gente queira estar. Nós não podemos mais nos calar, nós não podemos mais nos ah Distanciar, né, de várias coisas que a gente poderia e pode estar aproveitando. Então essa é a minha fala e eu
concluo exatamente, né, trazendo aqui que nós possamos ah discutir mais essa temática e mais uma vez parabenizo ao universo pela temática, agradecendo meu querido amigo Isidoro, Jorge e a vocês também que estiverem, que estão aqui conosco, a Liana. E é isso, gente. Muito obrigada. Se tiverem alguma pergunta ou algo assim, eu estou à disposição. Muito Obrigada. Já somos nós que agradecemos. E eu trago aqui a voz dos nossos alunos da comunidade que tá aí, né, de Salvador, Recife, Goiânia, São Gonçalo, Campos, Uberlândia e perdão se eu não vi outra cidade. Mel Portela, que sempre está
conosco nos webinários, ela colocou aqui: "Eu com 80 anos de idade, cursando Direito em Salvador, em 23/04/26, Meu aniversário. Eh, se tudo correr bem, mais uma graduação em direito. Parabéns, Mel. Parabéns adiantado, né? Já que o aniversário dela é dia 23. que Deus lhe abençoe muito. E os alunos colocaram eh eh vários comentários agradecendo e eu trago aqui uma reflexão ass escutando a a sua o seu webinário, a sua palestra, que envelhecer a gente precisa envelhecer com qualidade. Fui na minha endócrina, ela falou: "Cristina, antes a gente cuidava da doença, hoje a gente previne a
doença. Então, se a gente se cuidar agora, daqui 10 anos, você vai estar uma idosa saudável." E incluir é uma mudança de pensamento. A gente precisa mudar esse pensamento, né? Ah, idosa não pode ter cabelo comprido. Idosa não. Idosa pode ter o cabelo que quiser, a cor que quiser, onde quiser e sensibilizar essa sociedade da importância, Né, da dos nossos idosos, a importância que temos à sociedade, né? Então, fico muito feliz, fico muito grata representando aqui ao universo e não sei se Liana vai voltar para que a gente possa finalizar esse webinário. Você agradecer >>
eh você podia voltar, e nos presentear com mais uma canção que possa fechar maravilhosa que foi, né? A sua, a câmera tá fechada. >> É. você. >> Então, quero agradecer muito, Jim e agradecemos aqui nosso querido Isidório hoje que trouxe duas convidadas excepcionais. >> Obrigada. Você >> eram com muita maestria e tocou o nosso coração, nos sensibilizou quanto os nossos adolescente, quanto os nossos idosos. É importante, >> estamos à disposição. Quando precisar, >> vamos incluir, realmente ter essa Inclusão social, eh, e vamos abrir o nosso coração. Eu repasso aqui a palavra paraa Jácia fazer os
comentários finais. Professora Luciana, tem algum comentário? algum o nosso chato e maravilhoso como sempre. O professor João Luiz, ele saiu porque a energia acabou na casa dele, aí ele caiu. >> Eu quero, eu gostaria só de parabenizar a Liana e a Jaciara pelas palavras. Eh, o chat lá tá maravilhoso, né? os alunos elogiando as palestras e assim como Cristina falou, eh, ficar idoso, né, hoje, eh, todo mundo sabe que a gente vai ficar idoso um dia, mas é uma virada de chave de pensamento. Eh, saber que a gente tem que prevenir para daqui 10, 15
anos a gente tá com qualidade de vida. cuidar da nossa do nosso mental, do nosso físico, né? É muito importante, mas sabendo que nós podemos estar onde quisermos, conforme a palavra aí da Liana e da Jaciara colocou, a Jaciara colocou muito bem agora na palestra dela E os alunos estão lá elogiando muito, muito, muito, falando que palestra top, eh, agradecendo ao universo pela iniciativa e é isso, pessoal. com muita maestria, vocês trouxeram muito conhecimento pra gente. Obrigada, Cristina também, ao João, a todo mundo aí que organizou, o professor Isidoro, né? Que momento maravilhoso a gente
tá vivendo hoje, né? E tal, e os aos alunos que assistirão posteriormente também terão aí um momento de pausa, de Reflexão, muito maravilhoso. A Liana tem uma voz linda. Obrigada. E é isso, parabéns, parabéns mesmo para vocês pela maestria de dessa noite maravilhosa. >> Gratidão, professora Luciana, antes de passar para Eliana, gostaria de passar para pra J para ela fazer as considerações finais. >> É isso. Dizer que eu tô muito feliz, foi um momento muito rico. Eu aprendi muito também aqui essa noite. Falou muito ao Meu coração, tanto a Liana quanto o professor Luiz. São
pontos que nos emociona, né? >> E é muito importante e assim agradecer a vocês, né? E estou à disposição. Quando quiserem, gente, não tem problema nenhum. Pode acionar. E é isso. E até breve. Um breve, quem sabe, né? A gente se vê aí em Goiânia, que eu tô pretendendo voltar a Goiânia depois de tantos anos sem ir aí. Tá. >> Ah, venha nos visitar, venha nos Visitar. Você tem meu contato, >> eu não conheço ainda. Tá vendo? >> Então venha também venha visitar a Goiânia, venha comer pamonha. >> B, tô com saudade da pamer a
carajé. >> Ah, pode vir. >> Eu amo, amo, amo a Carajé. Essa nem se fale ela gosta dela quentinha. >> É. E o piqu também >> vou conhecer. >> É um prazer, viu? já se te receber aqui conosco. >> Eliana, será que você nos >> Sim, com certeza uma atenção. >> Vamos lá. Quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou morrer na solidão. É preciso ter cuidado para mais tarde não sofrer. É preciso saber viver. Toda pedra no caminho, você pode retirar. Uma flor que tem espinhos, você pode se
arranhar. Se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver. É preciso saber viver. É preciso saber viver. É preciso saber viver. saber viver. Então, professora, muito obrigada, Universum. Gratidão, gratidão. Quero oferecer essa canção, Liana, à nossa reitora. Sim, >> professora Jaína, que fez 80 anos, que é nossa inspiradora, que é nossa orientadora E que ama essa canção. >> Está dedicada à professora Jaína. >> Vamos dedicar a nossa querida reitora, professora Jaína. Agradecemos muito a senhora. Agradecemos aqui ao brilhantismo e a importante contribuição das nossas convidadas paraa sociedade. Agradecemos aqui também
em nome os nossos diretores, diretoras, nossos coordenadores, as coordenadoras, professores e professoras. Agradecemos a equipe digital, agradecemos ao professor Dr. Isidoro, que nesse instante representa toda a nossa equipe de extensão EAD e cultura, que organizou esse webinário e que convidou, né, professor, que é nosso assessor acadêmico de Salvador, da Universou aqui Liana e convidou Jace. Agradecemos professor Isidoro, agradecemos a toda a equipe e agradecemos também aquele aluno e aluna e o público em geral que posteriormente Assistirão esse webinário. Eu só abro um parêntese aqui os alunos que estavam perguntando, os certificados ficarão disponível no app
do aluno na aba certificado com 10 dias e vocês têm 5 dias para assistir esse webinário. sinal lista de presença e receber o seu certificado. Esse webinário ele fica gravado no nosso canal. Gratidão. Boa noite a todos. >> Boa noite. >> Boa noite, J. Boa noite, boa noiteia. Vem, vem aqui nos ver. >> É, >> beijo, beijo. Beijo, >> beijo, pessoal. Muita Deus abençoe todos. >> Tchau, Luciana. Tchau. Tchau. Tchau. >> Tchau, Leandro. >> Tchau, J.