Olá, acadêmico! Estamos na Unidade 2 de Psicologia da aprendizagem, no Tópico 3: Abordagens de ensino-aprendizagem construtivistas e centradas no aluno. Neste tópico, estudaremos as teorias construtivistas e centradas no aluno do processo de ensino-aprendizagem.
Vamos lá? Um dos princípios mais importantes da psicologia educacional e da aprendizagem é que os professores não podem simplesmente dar conhecimento aos alunos. Os alunos devem construir conhecimento em suas próprias mentes.
Você pode facilitar esse processo ensinando de maneiras que tornem as informações significativas e relevantes para os alunos, dando a eles oportunidades de descobrir ou aplicar ideias por conta própria e ensinando os alunos a conhecer e usar conscientemente suas próprias estratégias de aprendizagem. Você pode dar aos alunos escadas que levam a uma compreensão mais elevada, mas os próprios alunos devem escalar essas escadas. As teorias de aprendizagem baseadas nessas ideias são chamadas de teorias construtivistas de aprendizagem.
A essência da teoria construtivista é a ideia de que os alunos devem descobrir e transformar individualmente informações complexas se quiserem torná-las suas. A revolução construtivista tem raízes profundas na história da educação. Baseia-se fortemente no trabalho de Piaget e Vygotsky, que enfatizaram que a mudança cognitiva ocorre apenas quando as concepções anteriores passam por um processo de desequilíbrio à luz de novas informações.
O pensamento construtivista moderno baseia-se mais fortemente nas teorias de Vygotsky, que têm sido usadas para apoiar métodos de instrução em sala de aula que enfatizam a aprendizagem cooperativa, aprendizagem baseada em projetos e descoberta. Quatro princípios-chave derivados das ideias de Vygotsky desempenharam um papel importante: a aprendizagem social, a zona de desenvolvimento proximal, a aprendizagem cognitiva (ou artesanal) e a aprendizagem mediada. As abordagens construtivistas ao ensino enfatizam a instrução de cima para baixo (top-down) em vez de uma instrução de baixo para cima (bottom-up).
O termo de top-down significa que os alunos começam com problemas complexos para resolver e, então, elaboram ou descobrem (com sua orientação) as habilidades básicas necessárias. A abordagem construtivista funciona exatamente na ordem oposta, começando com problemas (muitas vezes, propostos pelos próprios alunos) e, em seguida, ajudando os alunos a descobrir como fazer as operações. Na abordagem construtivista, também encontramos a interação entre pares, a aprendizagem por descoberta, a aprendizagem autorregulada e a teoria de andaime de Vigotsky, que você confere com detalhes no seu livro didático.
Iremos agora apresentar alguns métodos de aprendizagem cooperativa que constam na literatura. Em um método conhecido, os alunos são designados a equipes de aprendizagem de quatro membros em Divisões de Desempenho de Equipes de Estudantes (DDEE). Os grupos são mistos em nível de desempenho, gênero e etnia.
O professor apresenta uma lição e, em seguida, os alunos trabalham em suas equipes para garantir que todos os membros da equipe dominaram a o assunto. Finalmente, todos os alunos respondem a questionários individuais sobre o material, momento em que podem não ajudar uns aos outros. Um programa abrangente para o ensino da leitura e da escrita nos anos do Ensino Fundamental é a Leitura Cooperativa Integrada e Composição (LCIC), que envolve alunos que trabalham em equipes de aprendizagem cooperativa de quatro membros.
Eles se envolvem em uma série de atividades entre si, incluindo ler um para o outro; fazer previsões sobre como as histórias narrativas sairão; resumir histórias um para o outro; escrever respostas a histórias; e praticar ortografia, decodificação e vocabulário. Eles também trabalham juntos para dominar as ideias principais e desenvolver outras habilidades de compreensão. Durante os períodos de artes da linguagem, os alunos escrevem rascunhos, revisam e editam o trabalho uns dos outros e se preparam para a publicação de livros da equipe.
A literatura ainda aponta para o método Jigsaw; a técnica aprendendo juntos; o método estratégias de aprendizagem assistida por pares e estratégias de aprendizagem cooperativa informal. Para desenvolver o processo de resolução de problemas, pesquisadores desenvolveram uma estratégia de cinco etapas, são elas: identifique problemas e oportunidades; defina metas e represente o problema; explore estratégias possíveis; antecipe resultados e aja; olhe para trás e aprenda. O IDEAO e estratégias semelhantes começam com a identificação cuidadosa do problema que precisa ser resolvido, definindo os recursos e informações que estão disponíveis, determinando uma maneira pela qual o problema pode ser representado (como em um desenho, esboço ou fluxograma) e, em seguida, dividindo o processo em etapas que levam a uma solução.
Por exemplo, a primeira etapa é identificar a meta e descobrir como proceder. Como desenvolver um pensamento crítico com os alunos? Um objetivo principal da escolaridade é melhorar as habilidades dos alunos de pensar criticamente e tomar decisões racionais sobre o que fazer ou no que acreditar.
Exemplos de pensamento crítico incluem a identificação de anúncios enganosos, ponderação de evidências concorrentes e identificação de suposições ou falácias em argumentos. Como acontece com qualquer outro objetivo, aprender a pensar criticamente requer prática. Os alunos podem receber muitos dilemas, argumentos lógicos e ilógicos, anúncios válidos e enganosos e assim por diante.
O ensino eficaz do pensamento crítico depende da definição de um tom de sala de aula que incentive a aceitação de perspectivas divergentes e a discussão livre. Deve haver ênfase em dar razões para as opiniões, em vez de apenas dar respostas corretas. As habilidades de pensamento crítico são mais bem adquiridas em relação a tópicos com os quais os alunos estão familiarizados.
Por exemplo, os alunos aprenderão mais com uma unidade de avaliação da propaganda nazista se souberem muito sobre a história da Alemanha nazista e a cultura das décadas de 1930 e 1940. Talvez, o mais importante, o objetivo de ensinar o pensamento crítico é criar um espírito crítico que incentiva os alunos a questionar o que ouvem e a examinar seu próprio pensamento em busca de inconsistências lógicas ou falácias. Foi um prazer te acompanhar nesta segunda unidade.
Vale a pena lembrar que você não está sozinho nesta caminhada. Sempre que precisar, entre em contato com a gente por meio do telefone 0800 642 5000 ou da solicitação de atendimento, no seu AVA. Até mais!