[Música] [Música] então o objetivo é que essas conferências sejam curtas justamente para que os senhores Não percam o a motivação de continuar vindo né porque não é uma coisa que vai prejudicar muitos deveres estado sobretudo para quem mora mais longe e isso cria também um desejo de quero mais né Se eu disser tudo agora Se eu entregar todo o ouro agora eu não volto na próxima então o objetivo é que eu diga as coisas Pouco a Pouco né mas é claro Isso significa também que eu eh continuarei essas conferências mais uma vez por mês quem
sabe duas vezes por mês claro que quando eu começo tratando das paixões em algum momento mas lá na frente eu deveri também desenvolver mais esse tema das paixões esmiuçando todas as nuances das paixões pra gente entender um pouco mais a relação entre a vida espiritual e também é claro a nossa saúde mental mas num primeiro momento vamos digamos introduzir as paixões com aquelas afirmações mais clássicas da Boa filosofia entrar no tema das virtudes e por fim a gente pode aprofundar mais sobre as paixões de novo então começamos com as paixões passamos para as virtudes e
por fim vamos entrar digamos no aprofundamento no tema das paixões pois bem a Boa filosofia e quando eu digo Boa filosofia Eu me refiro à filosofia de Aristóteles de Santo Tomás aquela filosofia que nós chamamos de Realismo a Boa filosofia aristotélico tomista ela percebe três níveis da ação de ação na natureza humana ou seja na natureza humana há três níveis de ação três níveis de ação o primeiro nível que é o mais inferior de todos é aquilo que nós chamamos de os atos do homem os atos do homem que são aqueles atos involuntários como a
digestão ou a circulação do sangue os batimentos cardíacos Então os atos do homem aqueles atos que são involuntários atos do homem aquilo que é involuntário então é um primeiro nível de ação humana depois nós temos um nível que seria o mais perfeito o nível mais superior que são os atos humanos dessa vez usando aqui o adjetivo atos humanos que são os atos voluntários os atos Livres né então os atos humanos Então se distingue atos do homem de Atos humanos então Aqueles atos voluntários Livres com deliberação e que necessitam de um conhecimento intelectual eu estudei eu
refleti eu tomei uma decisão e essa decisão foi foi um ato voluntário é muito diferente ã da dos atos do homem por exemplo a digestão a circulação do sangue que não tem nenhuma deliberação minha eu não preciso refletir para que o meu meu organismo faça digestão ou para que haja circulação sanguínea não depende de uma reflexão são atos involuntários agora no nível mais superior os atos humanos temos aqui aqueles atos os que são voluntários livres que dependem de um conhecimento intelectual do fim do Objetivo Qual é o meu objetivo n são aqueles atos que dependem
de uma consideração do fim como um objetivo a ser atingido Qual é o meu objetivo O que é que eu intento com esses atos e que nos move essa essa consideração que nos move a procurar os meios de atingir aquele fim Então por meio de atos voluntários e Livres eu me determino a procurar um certo fim um certo objetivo porém entre os atos involuntários e os atos voluntários nós temos um nível intermediário que são justamente as paixões humanas Então temos um nível que é intermediário que são as paixões Então as paixões elas são atos da
nossa sensibilidade da nossa natureza sensível da parte sensível da natureza humana por si mesmas as paixões não são atos voluntários e Livres elas não são atos voluntários e Livres por si mesmas pelo contrário são movimentos da nossa sensibilidade da nossa afetividade são movimentos da nossa sensibilidade mas que podem se tornar atos humanos ou seja atos deliberados Livres através do cultivo das virtudes Então são atos da nossa sensibilidade por elas mesmas as paixões não são atos livres e voluntários mas nós podemos subordinar as paixões à regra ao ditame da razão e a uma ordem da vontade
a uma determinação da vontade nós podemos subordinar então esses atos da nossa sensibilidade a uma regra a uma medida que é determinada pela pela razão então em si mesmas as paixões não são atos livres e voluntários Mas podem participar da nossa vontade na medida em que elas obedecem elas podem obedecer a uma regra a uma medida determinada pela razão ao ditame da razão e nesse caso as paixões são dirigidas por aquilo que nós chamamos de virtudes então quando nós dirigimos as nossas paixões elas se tornam então atos virtuosos as virtudes são portanto essa direção Essa
ordem que nós damos nos movimentos das nossas paixões então a as paixões elas apesar de por elas mesmas não ser em Atos livres e voluntários elas podem participar do nosso agir voluntário livre e moral elas podem ser objeto de uma moralidade Isso aqui é bom ou é ruim então as paixões elas podem ser elevadas a um plano superior elas podem participar de um plano superior quando as paixões são dirigidas pelas virtudes Então esse é o nosso intento como católicos é fazer com que as paixões sejam dirigidas por virtudes vamos agora passar a um a um
próximo ponto que é a questão do apetite sensível a questão do apetite sensível pois bem nós temos uma natureza sensível como a dos animais ou seja assim como os animais nós somos capazes de sensações de sentimentos né os cães os gatos eles também podem ter paixões então um cão que está irado por exemplo ou triste Então os animais eles também são capazes de sensações de sentimentos ou seja de Paixões mas a diferença dos animais as os nossos sentimentos as nossas paixões não se encontra num estado puro por quê Porque no nosso caso como seres humanos
a nossa afetiv está ligada ao uso ao exercício da inteligência e da vontade Então nós não temos a nossa afetividade num estado puro Porque nós não somos puros animais no nosso caso a nossa afetividade está ligada à inteligência e à vontade ou seja nós não podemos agir de um modo puramente animal à margem da nossa atividade intelectual e voluntária nós não podemos agir como animais uma uma ação que está completamente à margem separada da nossa inteligência e da nossa vontade pelo contrário existe uma cooperação existe uma mútua cooperação então por exemplo às vezes os sentimentos
afetam os pensamentos então estou me sentindo triste isso afeta as conclusões que eu vou tirar com a inteligência e vice-versa às vezes eu começo a pensar coisas que não são boas hipóteses sobre o futuro e isso repercute lá na sensibilidade com o sentimento de medo ou de tristeza ou de desespero então Nós seres humanos não temos uma afetividade pura pelo contrário ela é sempre ligada ao exercício da inteligência e da à vontade Então posso inclusive tomar uma decisão ruim porque os afetos influenciaram o meu juizo e isso me moveu a uma decisão precipitada Por exemplo
agora ainda que afetividade e vontade a vontade é uma é uma faculdade espiritual é o que nós temos em comum com os anjos e com o próprio Deus então ainda que a nossa afetividade e a nossa vontade possam interagir ainda que que elas possam interagir cada uma possui um objeto diferente existe um objeto próprio da nossa afetividade existe um objeto próprio da nossa vontade ora Qual é o objeto próprio da nossa vontade o objeto próprio da vontade é o bem a vontade se dirige ao bem assim como a inteligência se dirige ao verdadeiro a verdade
esse é o objeto próprio da Inteligência então nós como criaturas inteligentes podemos conhecer a matemática a literatura a filosofia a teologia o objeto próprio da intelig ência é a verdade é o conhecimento das coisas da Verdade das coisas em compensação objeto próprio da vontade é o bem tudo aquilo que é bom pode ser objeto de um desejo nosso eu desejo essa faculdade porque ela vai ser um bem para mim eu desejo a santidade eu desejo esse estado de vida que pode ser o matrimônio tudo aquilo que é bom pode ser objeto de um desejo de
um ato da nossa vontade Ora mesmo quando a gente deseja um pecado cometer um pecado nós não visamos o mal enquanto tal nós visamos Aquele pecado sobre o aspecto de bem sobre a aparência de bem que ele possui parece que uma coisa boa tem uma aparência uma ilusão de bem então nós só somos capazes de fazer o mal e desejar o mal no aspecto de bem nunca enquanto mal visando mal enquanto tal então o objeto da vontade é o bem agora qual é o objeto da nossa eh afetividade do nosso afeto sensível Mais especificamente Qual
é o objeto do nosso afeto sensível os nossos afetos as nossas paixões paixões não mas o nosso afeto o nosso afeto sensível Qual é o objeto do nosso afeto sensível ele não Visa ele não tende ao bem de modo Universal geral não mas ao bem sensível na medida em que ele exerce uma atração sobre a nossa sensibilidade então o objeto do nosso afeto sensível é o bem sensível enquanto ele exerce uma atração sobre a nossa sensibilidade aquilo ali me atrai aquilo ali atrai aquilo ali afeta a minha sensibilidade a minha afetividade então é um objeto
um pouco mais restrito Então a nossa nosso afeto sensível ele se dirige a um bem que lhe causa um desejo sensível uma atração sensível que lhe convém de algum modo algo que me convém de algum modo Então existe uma um motivo aqui de conveniência de conveniência isso aqui é bem importante se isso aqui não me fosse conveniente eu não teria essa atração esse esse desejo essa tendência então por exemplo se nós colocarmos um cachorro diante de uma vitrine de uma joalheria aqueles relógios e joias não exerceriam nenhum interesse pro cachorro mas põe o cachorro diante
do açougue Vamos ver que a ação da sensibilidade do cachorro vai ser outra aquilo ali lhe é conveniente Então existe um apelo da natureza que faz com que aquilo ali Exerça uma atração sobre ele então a diferença entre o objeto da vontade do afeto sensível é que no caso do afeto sensível o objeto é um pouco mais restrito é um bem sensível que exerce uma atração que de alguma maneira ele vai cobrir ele vai saciar uma certa necessidade existe uma razão de conveniência isso aqui me é conveniente de algum modo isso aqui me convém a
uma necessidade minha por exemplo agora pode ser que haja aqui eh uma outra condição uma outra circunstância que diversifica o nosso afeto sensível Pode ser que um certo objeto não seja apenas atrativo e bom pode ser que ele seja também difícil de atingir então pode ser que um certo objeto não seja apenas bom pode ser que ele seja bom e árduo pode ser que ele seja bom e árduo difícil de alcançar então isso significa que o nosso afeto ele deve se distinguir em dois apetites dois apetites a nossa natureza humana nossa natureza animal porque nós
somos animais Racionais ela tem dois apetites dois modos de se sentir atraída por pelo bem sensível dois modos de visar e de tender ao bem sensível primeiramente visando o bem sensível que atrai a a minha sensibilidade a minha afetividade que é o que nós chamamos de apetite concupiscível concel quer dizer que exerce uma atração sobre a minha concupiscência né então por exemplo se eu vejo uma fatia de bolo Muito apetitosa isso exerce uma atração sobre o meu concupiscível eu vejo bem sensível daquela fatia sobretudo se eu estou com fome então quando o bem sensível exerce
uma atração sobre mim nós estamos tratando aqui do apetito concupiscível essa capacidade que nós temos essa faculdade esse apetite de nos sentirmos atraídos pelo bem sensível agora pode ser que seesse bem sensível seja também árduo ele exige da minha parte uma luta para que eu consiga alcançá-lo uma luta para que eu consiga alcançá-lo não é algo simples Como se servir de uma fatia de bolo é algo que exige luta é algo que é árduo e nesse caso nós tratamos do apetite do irací que é quando o bem exige luta por exemplo defender a própria vida
na luta corporal contra um agressor então o bem da minha vida da minha integridade física exige Luta então não é só o bem sensível da minha integridade física é um bem que exige luta porque ele é áo eu preciso vencer eu preciso superar a ação do agressor Então a nossa sensibilidade ela parte ela se divide no apetite concupiscível e no apetite irací agora que nós percebemos isso agora que nós já sabemos disso que nós temos um apetite que é concupiscível e um outro apet que é apetite que é o irací né nossa afetividade nosso nossa
sensibilidade ela se divide em apetite concupiscível ir Cível agora que já sabemos disso podemos tirar uma conclusão que vai nos esclarecer muita coisa ou seja as paixões humanas nada mais são do que Atos dos nossos apetites as paixões nada mais são do que modulações são Atos dos nossos apetites seja do concupiscível seja do irací ou seja uma certa coisa pode exercer sobre mim uma atração eu posso sentir amor ou a perda dessa coisa pode me fazer sentir tristeza então amor e tristeza são atos de um dos apetites que é ou concupiscível ou então aquela luta
corporal do exemplo que eu dei que vai exigir da minha parte ali um enfrentamento então eu vou exercer uma outra paixão que é a ira então é um ato do apetite irací Então as paixões nada mais são do que os mais diversos Atos dos nossos apetites seja do concupiscível seja do irací nós não dizemos Paixões no sentido de que são atos veementes intensos porque é assim que as pessoas pensam hoje em dia em razão das novelas da literatura romântica também paixão parece sempre ser algo que é muito veemente muito muito vivo muito profundo que cega
a pessoa não nós usamos o termo paixão num sentido clássico da filosofia de Aristóteles e de Santo Tomás no sentido original da palavra que vem da palavra psio que significa sofrimento ou seja sofrimento porque o indivíduo sofre a ação daquele obo aquele objeto lhe atrai aquele objeto exerce uma influência sobre ele uma atração sobre ele isso produz em nós uma modificação corporal então por isso dizemos paixão porque diante daquele objeto eu sofro a ação dele eu sou atraído por ele ele causa em mim uma modificação corporal ou seja eu sofro a a daquele objeto do
bem sensível daquele objeto ou do mal sensível então por exemplo nós podemos tremer de medo é uma modificação corporal nós podemos sentir calor por causa da Ira é uma modificação corporal nós podemos sentir o coração bater mais forte por causa do amor é uma modificação corporal Então paixão significa isso esse sofrimento num sentido que não não não implica necessariamente dor é claro né mas sofrer a ação de algo que exerce uma atração sobre mim que me causa uma modificação corporal que me afeta Esse é o significado esse é o sentido Então paixão porque aquela coisa
aquele bem sensível me afeta e me causa uma modificação corporal pois bem passemos agora para o próximo ponto a relação entre as paixões e a nossa [Música] vontade Vamos considerar de novo a relação entre as paixões e a vontade nós já sabemos que nós somos capazes de Paixões por causa do nosso corpo nós temos uma natureza animal nós temos uma natureza mal que nos faz termos algo em comum com os animais que nós conhecemos né claro que nós somos animais Racionais então nós temos algo em comum com os anjos nós temos inteligência e vontade mas
Temos algo em comum com os animais porque temos um corpo temos uma sensibilidade temos as paixões se não fosse o nosso corpo o bem sensível não exerceria uma atração sobre nós que nos comover fisicamente se não fosse o nosso corpo o bem sensível não exerceria nenhuma atração sobre nós que nos comov Então os anjos por exemplo não sofrem nada não são afetados pelos bens sensíveis isso quer dizer que a nossa vontade sendo ela uma faculdade espiritual porque aquilo que nós temos comum com os anjos e com o próprio Deus a nossa vontade sendo uma faculdade
espiritual ela não é capaz de Paixões a nossa vontade não está ligada a nenhum órgão nós podemos exercer a nossa vontade inclusive separado do corpo Então os santos do céu as almas doos Santos eles que estão separados do corpo com exceção de Nossa Senhora é claro as almas os santos tem lá no céu o exercício do amor de Deus a vontade deles continua amando a Deus mas eles estão separados do corpo então a vontade dos Santos Continua em operação mas eles não têm as paixões Porque estão separados do corpo por outro lado a vontade possui
o que nós chamamos de afetos que são os atos da vade Então como é que nós chamamos os atos da vontade chamamos de afetos então quando nós lemos livros espirituais os autores dizem né nos livros de meditação que a pessoa que faz ali a meditação deve elevar a alma em afetos de contrição em afetos de Ação de Graças em afetos de amor a Deus são os atos da vontade então claro nós podemos usar a palavra afeto tanto para tratar das nossas paiões ou melhor das nossas nossos apetites noss nós podemos ter aqui uso desse desse
termo né afeto para tratar da nossa sensibilidade mas podemos usar a palavra afeto termo afeto também para tratar dos atos da vontade Então veja é um termo ambíguo eu posso usar para tratar daquilo que eu tenho de sensível e daquilo que eu tenho de espiritual os afetos da vontade e os afetos sensíveis é preciso que a pessoa reflita de qual afeto ela trata está tratando são os afetos da vontade ou são as paixões depende do contexto depende do uso que a pessoa faz do termo afeto então ainda que os afetos da vontade os atos da
vontade não esteja não estejam ligados a nenhum órgão no entanto a nossa experiência mostra que os afetos da vontade costumam estar acompanhados da Paixão correspondente então por exemplo refletindo sobre algo eu posso ali ter um movimento de alma de indignação e isso sempre vem ou quase sempre vem acompanhado da Paixão correspondente quer dizer a minha sensibilidade reage e eu desenvolvo ali eu me comovo com a paixão daa mas tudo comeou com uma refx euti sobre uma situação fiquei indignado chegi umado de indignação e isso me afetou de maneir que a minha sensibilidade reagiu e eu
tive ali um movimento da Paixão da Ira Então por mais que a vontade ex uma faculdade espiritual ela atua em cooperação com a nossa sensibilidade a nossa sensibilidade reage aos movimentos da vontade aos afetos da vontade existe uma comoção uma repercussão na sensibilidade dos atos da vontade então mencionei aqui a ira mas vale também pro amor espiritual o amor a Deus por exemplo pode me causar uma comoção física de uma alegria espiritual de uma Consolação espiritual de uma alegria sensível então de uma alegria sensível né esse amor espiritual pode causar uma alegria sensível então assim
nós vemos que as paixões podem ser elevadas pela vontade na medida em que a vontade ela determinou Ela acabou repercutindo na nossa sensibilidade promovendo ali uma certa paixão o uma outra precisão de vocabulário já mencionei aqui a questão dos afetos que pode nós podemos usar em dois sentidos afetos da vontade o afeto da sensibilidade eh o termo paixão que Eu mencionei aqui como no sentido que Aristóteles São Tomás eh lidão mas hoje a psicologia moderna preferiria chamar as paixões de Emoções então autores mod não cham as paixões com esse nome clássico da filosofia de Aristóteles
São Tomás mas cham as paixões de Emoções Então é só uma questão de vocabulário Uma Última Questão antes de passarmos para próximo ponto por acaso as paixões elas são más em si mesmas Será que mal é ruim é imoral sentir os movimentos das paixões de modo algum as paixões não são má nelas mesmas as paixões elas são moralmente neutras ou seja um movimento de uma Paixão em si mesmo ele não é nem bom nem mau um movimento de uma Paixão em si mesmo ele não é nem bom nem mau tudo depende da relação desse movimento
da Paixão com a razão com a ordem da Razão com a regra da Razão com a medida da razão se foi um movimento ordenado ou desordenado se foi uma paixão dentro da regra da Razão ou fora da regra da Razão Além disso também depende da do de voluntariedade Foi algo voluntário ou foi algo que eu fiz ou que eu senti de maneira não intencional foi uma fraqueza minha foi um ímpeto meu me veio do fundo da Alma um ímpeto de Ira mas que depois quando me dei conta eu combati e eu Modere ou temperei esse
movimento de Ira Foi algo voluntário ou involuntário Foi algo dentro da medida da Razão ou a medida da razão então as paixões em si mesmas elas não são nem boas nem ruins elas são moralmente neutras depende da subordinação desse movimento da Paixão ao ditame a regra a medida da razão e é claro se foi algo voluntário ou involuntário depende da voluntariedade daquele movimento da paixão Vamos agora fazer a classificação paixões dentro de um esquema eh muito conhecido na filosofia de aristotélico tomista nos livros de Teologia Moral também então vamos agora classificar sistematizar melhor dizendo as
paixões nós já sabemos que nós temos dois apetites o conc cível e o irací o concupiscível que se dirige ao bem sensível pura e simplesmente e o hív que se dirige a aquele bem que exige luta que é o bem árduo então com relação ao noso apetite conpel Quais são as paiões que podem nascer do do apetite conul Quais são as paiões que podem nascer do concupiscível se nós estamos em face do bem sensível eu olho aquela fatia de bolo que está lá sobre a mesa então em relação e perdão em face do bem sensível
a minha reação é o amor então em face do do bem sensível a reação é o amor é um amor sensível é amor sensível agora em face do Mal sensível a reação é o ódio Face do Mal sensível então vamos imaginar que haja um animal muito perigoso peçonhento ameaçador vindo na minha direção então a minha reação ali é o ódio Claro a gente pode atribuir uma outra mas vamos ver daqui a pouco mas apenas para exemplificar que em face do Mal sensível a minha reação é o ódio por exemplo uma notícia de algo ruim de
um crime a minha reação é o ódio se se o bem está ausente eu quero a fatia de bolo mas ela não está lá na minha casa o bem está ausente a minha reação é uma tendência desejo é a paixão do desejo quando o bem está ausente a paixão eu desejo é uma tendência eu quero aquilo eu aspiro eu desejo aquilo se o mal está ausente se se trata de um mal ausente a minha reação a minha a paixão que vai nascer é o desejo de se afastar disso quer dizer o mal está ausente Mas
eu não quero que ele venha até mim eu não quero que ele me atinja que ele me faça mal então a minha reação é a fuga é a fuga se eu sei que há um mal que pode me me fazer mal Justamente a minha reação é o afastamento é a fuga é a Paixão da Fuga um ímpeto de fuga uma paixão de fuga se o bem está presente estou degustando comendo aquela fatia de bolo é um bem presente existe uma reação de repouso da minha sensibilidade ela possui o bem que ela aspirava então a reação
é a alegria sensível O prazer é o repouso da minha sensibilidade naquele bem agora se o mal está presente não é uma coisa de ruim que irá acontecer mas que já aconteceu eu estou experimentando esse mal presente na minha vida então a minha sensibilidade sofre isso é a tristeza então a notícia por exemplo de um falecimento desperta em mim a Paixão da tristeza a minha sensibilidade sofre com o mal presente agora com relação a irv relação ao irvel se o bem está ausente mas ele é áo ele exige luta mas eu me atraio por ele
eu sinto que ele é atrativo ainda que ele seja árduo então existe uma outra paixão que é a esperança eu espero alcaná V fazer meu esforço para atingi-lo a paixão que nasce em mim é a esperança o bem ausente ardo Mas pelo qual eu quero lutar agora se se bem está ausente e eu sei que eu não tenho como atingi-lo porque ele é áo demais para mim Então nesse caso é o desespero Então para mim ele é ardo demais eu não me vejo em condições de lutar contra aquilo que me impede obtê-lo então a paixão
do desespero em seguida se o mal é árduo e eu temo que ele possa vir a me atingir então é a paixão do temor Pode ser que ele me atinja eu vou ter que fugir dele então eu é um mal áo que talvez eu não consiga superá-lo Então vem aí a paixão do temor agora se o mal é árduo mas pode ser que eu o vença e eu acho que eu posso superá-lo e mesmo assim eu eu quero lutar porque eu me sinto muito atraído por um certo bem então eu vou enfrentar aquele mal eu
me vejo em condições de lutar contra aquele mal árduo nesse caso é a Audácia É a Paixão da Audácia um desejo de enfrentar um certo mal que é árduo que exige Luta então vejo o binômio aqui temor quando eu não vejo alternativa senão fugir né temor medo de sofrer aquilo ali medo de mesmo fugindo ter que sofrer um certo mal ou então coragem para enfrentar um certo mal né então é a Paixão da Audácia e por fim quando o mal está presente não é um mal futuro não é um mal possível não é um mal
certo mas futuro não é um mal presente nesse caso existe uma luta e a paixão é a cólera ou a ira é o mal presente então naquele exemplo que eu dei da pessoa que entra em luta corporal contra um agressor Então essas são as 11 paixões eh que nós encontramos nos nos bons livros de filosofia ou de Teologia Moral são atos portanto das nossas do nosso apetite seja do concupiscível seja do irací agora é claro que isso não quer dizer que as paixões se reduzem a 11 Isso é apenas uma classificação esquemática na verdade as
paixões elas admitem inúmeras nuances variações existe uma infinidade de formas de amor exe uma infinidade de formas de Desejo de esperança então por exemplo uma coisa é a tristeza que vem do pecado uma tristeza boa como a contrição outra coisa é uma tristeza Má como a inveja que a inveja nada mais é do que a tristeza pelo bem ali é uma tristeza má Então veja a mesma Paixão pode adquirir contornos muito diferentes é por isso que eu mencionei lá no começo que vale muito a pena esse aprofundamento n porque as paixões podem admitir muitas nuances
alguns autores propuseram e reduzir essas 11 paixões a quatro e paixões fundamentais quatro tendências fundamentais da nossa alma quais são essas quatro tendências fundamentais alegria e tristeza esperança e temor Então as quatro tendências fundamentais são alegria e tristeza esperança e temor na verdade se a gente refletir bem Todas as paixões dependem do amor se a gente ama algo a gente teme perder a gente se alegra em possuir a gente foge do Mal oposto e assim por diante então em última instância a primeira das paixões que dá origem a todas as demais é o amor Último
Ponto a relação entre as paixões e a vida espiritual nós já sabemos que as paixões são moralmente neutras eu posso digamos elas podem ser boas ou más dependendo da subordinação das paixões a regra da razão a medida da Razão ou então se são baiões que foram atos voluntários deliberados porque enfim houve uma um consentimento da vontade ou então foi algo involuntário e refletido então as paixões são em si mesmas neutras depende da subordinação delas a regra ao ditame a medida da razão agora para que a gente possa progredir na vida espiritual então em vista do
Progresso espiritual qual deve ser a nossa atitude diante das paixões por acaso nós devemos visar a superação das paixões a renúncia completa da nossa afetividade sensível Qual deveria ser a nossa atitude como dases devemos visar a renncia completa das paixões a superação da nossa sensibilidade ou não certamente não porque nós somos uma natureza composta de corpo e alma e a vida espiritual ela não consiste na negação do nosso corpo deixemos seit na negação da nossa sensibilidade do nosso corpo Deus nos criou assim então a santidade não significa não implica a impassibilidade da Alma uma alma
impassível nada me afeta diante de uma de um grande uma grande graça não sinto alegria nenhuma ou então diante de um grande pecado não sinto tristeza nenhuma ora Isso se chama dureza de coração cegueira de espírito Mas isso não se chama santidade né eram os estóicos aquela aquela escola filosófica dos gregos antigos que julgavam que as paixões eram doenças da alma e que o sábio não deveria experimentá-las então isso não corresponde a filosofia e a moral católica nós não devemos visar uma alma impassível Não isso não é católico como nós já sabemos as paixões elas
não são Racionais em si mesmas elas não são Morais em si mesmas elas podem ser bem empregadas ou mal empregadas então em si mesmas elas não são más agora elas podem ser governadas pela nossa vontade para que se tornem participantes dos atos voluntários e livres do homem para que elas se tornem participantes da nossa razão na medida que elas vão seguir obedecer se subordinar à regra da razão a medida dada pela razão então como eu disse nós temos os atos humanos que são os atos voluntários os atos livres e as paixões podem participar dos atos
voluntários e Livres elas podem se subordinar a regra da razão e isso é um bem isso é a perfeição das paixões é uma perfeição das paixões que elas participem do Governo da razão que elas se subordinem a a uma determinação da nossa vontade Então o que faz com que uma paixão seja boa ou má é a conformidade com a regra da razão e é claro com uma determinação uma ordem da nossa vontade então Claro às vezes nós podemos sofrer uma paixão veemente que nós não conseguimos controlar mas nós podemos não consentir com essa paixão veemente
E é isso que basta paraa vida espiritual que a nossa vontade combate essa paixão veemente desordenada e pouco a pouco corrija por meio do Progresso da virtude correspondente temperança humildade castidade e assim por di Então as paixões longe de serem um problema elas fazem parte da perfeição do bem do homem o homem não pode ser perfeito sem moderar sem dirigir sem santificar as suas paixões e é por isso que no Salmo 83 está escrito Vivo o meu coração Isto é a minha vontade e a minha carne ou seja os meus apetites ex no Deus vi
o Mea min exultarão no Deus vivo em Deus vivo coru omeia o meu coração a min ou seja a minha vontade e a minha carne ou seja os meus afetos os meus apetites então assim deve ser o bom católico que Visa a santidade ele deve fazer toda a sua natureza louvar o Senhor não negando as paixões Mas ordenando-as então Eh as paixões elas são moralmente neutras mas nós devemos justamente pelo trabalho das virtudes fazer com que elas participem da nossa razão né da regra da Razão da medida da razão e que também sej Matos idos
pela nossa vontade para que sejam atos Livres né então a gente vê numa carta deixa me lembrar de São Francisco de Sales para Santa Joana de Chantal em que ele manifesta a profunda tristeza dele acho que era por causa do falecimento de alguém acho que do do filho de Santa Joan não me lembro mais mas a gente vê que o santo manifesta uma tristeza totalmente legítima diante daquele falecimento mas uma tristeza toda ordenada ou seja não é porque é santo que ele é impassível mas também não quer dizer que ele vai se afundar nessa tristeza
não ele vai ordená-la ele vai subordiná-lo à luz da razão e a razão à luz da fé né agora para concluir É verdade que certas paixões o nome delas já inclui uma apreciação moral então nós já sabemos que as paixões são moralmente neutras nós podemos usá-las pro bem ou pro mal paraa virtude pro pecado mas certas paixões o nome delas já inclui uma apreciação moral então por exemplo pudor pudor é uma paixão boa por quê Porque se trata da vergonha daquilo que é Eh Ou melhor do temor daquilo que causa vergonha ou que banaliza é
um temor bom é o temor daquilo que é vergonhoso então o pudor é um movimento da paixão que é bom mas já inclui a apreciação moral Quando eu digo pudor eu já me refiro a um temor por algo que deve ser temido né então algo que eu devo evitar né algo vergonhoso algo imoral algo que banaliza o meu corpo por exemplo é o pudor ou então a inveja a inveja quando eu digo inveja eu já me refiro a uma tristeza má uma tristeza pecaminosa então eu já fiz a apreciação moral ao nomear aquela paixão uma
coisa dizer Tristeza pode ser uma tristeza boa uma tristeza má mas quando digo inveja eu já classifico essa tristeza como má porque a tristeza pelo bem Ai eu não queria que aquela pessoa estivesse bem então eu já dei a apreciação moral quando nomeei aquela [Música] paixão