E aí [Música] o Olá seguimos falando sobre direitos de grupos específicos nessa aula de uma maneira bem tranquila diferente até mesmo de alguns impasses o de interpretações que as aulas anteriores podem ter te trazido nós vamos falar sobre um tema que é menos comum para uma parcela da população mas que ainda assim é extremamente relevante e muito delicado porque vamos tratar sobre os direitos das pessoas com deficiência quando nós falamos de pessoas com deficiências são muitas as imagens os pré-conceitos que nos vem à mente as perspectivas pelas quais Nós pensamos os limites e as possibilidades
de integração dessas pessoas na sociedade e eu acredito que você ou senão você algum parente pessoalmente mais velho já deve ter ouvido deve ter falado ou deve ter pensado quando ouvi alguém dizer Nossa aquela pessoa tem deficiência o filho de tal pessoa nasceu com uma deficiência que essa criança ou esse indivíduo com deficiência é alguém plenamente limitado incapaz de ter uma vida social que não vai ter nenhum tipo de desenvolvimento e aí temos como coitado Nossa que judiação são extremamente recorrentes e não são recentes Porque existe uma Sigma social relacionado às pessoas com deficiência o
professor Mas essas pessoas elas são uma quantidade pequena da população porque discuti-las num contexto em que por exemplo nós estamos falando de gênero e sexualidade de relações étnico-raciais de questões relacionadas à idade e gerações porque as pessoas com deficiência não são um contingente pequeno da população brasileira os dados do último censo que é o senso ainda de 2010 já que em 2020 não aconteceu por conta da academia apontavam que 24 por cento da população brasileira tinha algum tipo de deficiência quando nós olhamos dados da Organização Mundial de Saúde eles apontam que cerca de quinze por
cento de toda a população mundial Tem algum tipo de deficiência ou seja falar sobre essas pessoas é falar assim som o próximo o nosso semelhante alguém que está inserido no nosso meio social pensar essas pessoas é pensar a maneira como historicamente foi sendo construída a visão sobre as pessoas com deficiência primeiro por um processo de medicalização e depois sobre uma perspectiva de buscar a sua integração e por quê Porque até algumas Décadas atrás inclusive as classificações de doenças nacionais internacionais tratavam a deficiência como uma doença que era relacionada a uma série de limites que colocavam
a pessoa na condição de que precisava ser tratada para ser reabilitado e se caso fosse uma deficiência que não permitisse a reabilitação aí ela era deixada à margem da sociedade Pense Comigo diferentes tipos de deficiência mas podemos falar sobre deficiências físicas então a pessoa que tem algum músculo algum membro atrofiado ou ausente a pessoa que tem algum problema como por exemplo relacionado à fala a visão audição os problemas relacionados às questões mentais algum tipo de distúrbio algum outro problema de natureza mental que impeça o seu pleno desenvolvimento aos moldes daquele tido como padrão por ainda
outras questões biológicas que são relacionadas a alterações cromossômicas como a síndromes como nós temos o espectro autismo com diversas nuances e que não é facilmente perceptível aos olhos comum ou a síndrome de Down essa muito mais perceptível já que tem todo uma caracterização facial da maneira como essas pessoas manifestam traços que permitem a sua distinção quando a gente pensa todas essas formas de deficiência nós precisamos ter em mente que uma parcela das deficiências são paz a medicalização de tratamento e outra parcela não quando nós falamos sobre pessoas que não tem algum membro não existe uma
medicação que possa resolver o problema ou curar a doença mas isso não significa que essas pessoas não podem ser incorporada sociedade Fique por exemplo os jogos paralímpicos mas durante muito tempo para as pessoas que podiam ser incorporados à sociedade a noção vigente foi a noção de integração e sobre o discurso de que essas pessoas tinham condições conviver de trabalhar de estudar com outras então elas podiam se integrar como se fosse uma espécie de caridade Olha nós estamos concedendo a você o direito de conviver conosco nesse modelo de integração é um modelo extremamente respectivo limitante e
que em muito se aproxima da perspectiva não entrou política que nós discutimos algumas aulas atrás porque ele considera o outro como inferior lembre-se das raízes a né que o política as dimensões de vi o política biopoder a ideia de almoçar a perspectiva de integração de pessoas com deficiência é uma perspectiva limitadora porque coloca esses indivíduos numa tentativa de estabelecimento A Cidade Sem que sejam respeitadas as suas especificidades para tentar suprir esse problema tentar amenizar essa questão nas últimas décadas no Brasil foram desenvolvidas diversas políticas públicas que tem surtido algum tipo de efeito por exemplo a
institucionalização de cotas para que pessoas com diferentes deficiências possam acessar as Universidades públicas e também prestar concursos públicos ou se candidatarem a empregos públicos com contratação direta não existe ainda a definição de pagamento de benefício de prestação continuada é um benefício específico pago a essas pessoas que atendem condições em termos de renda familiar e que ainda não dispõem os requisitos se pertinente para receber em um salário mínimo por benefício ou que sejam passíveis de aposentadoria e por fim existe ainda o estatuto da pessoa com deficiência que foi o grande Marco institucionalizado no Brasil para que
essas pessoas passem a ser incluídas e não apenas Integradas essa diferenciação entre integração e inclusão é o grande ponto de atenção para nós pensarmos sobre essas pessoas seja sobre a perspectiva Profissional ou sob a perspectiva cidadã e porquê e quando eu falo sobre a criação das cotas eu estou dizendo o seguinte existe um caminho institucional criado pelo governo brasileiro para que essas pessoas oculta em postos de trabalho ocupem vagas nas universidades e isso é integração possibilitar que essas pessoas estejam nos mesmos ambientes que outras com o estatuto foi definida a necessidade de avançar para promover
a inclusão a inclusão significa oferecer oportunidades para que essas pessoas tenham o pleno desenvolvimento possível a elas dentro dos ambientes Nos quais elas socializam se eu estou falando de uma universidade por exemplo não basta integral aluno o aluno dispondo de cotas eu preciso ter meios materiais equipamentos professores capacitados para que esse aluno de fato possa se integrar ao processo ensino-aprendizagem para que ele possa acessar recursos específicos em termos de materiais para que ele seja é utilizada acessibilidade a sala de aula ou mesmo virtual para que de fato ele consiga circular e ser parte desse ambiente
para que os professores saibam como ensiná-lo e ainda para que seja promovida uma educação inclusiva no sentido de que os seus colegas saibam também como estabelecer uma comunicação assertiva e posso Desenvolver atividades corriqueiras como por exemplo realizar trabalhos em grupos trocar dúvidas sobre conteúdos com esses alunos que tem algum tipo de deficiência o mesmo vale para os espaços de trabalho se eu tenho uma cota que promove a integração das pessoas com deficiência no serviço público mas não existe uma preocupação com a estrutura do espaço físico onde Essas pessoas vão trabalhar um treinamento adequado uma capacitação
para quê a trabalhar com ela saiba e entenda o que ela pode fazer Qual é o seu limite em que ela pode contribuir Então essa cota acaba tendo um caráter formal a crítica inclusive no sentido de que as cotas voltadas ao trabalho tem um caráter integrativo e não inclusivo são no sentido de que na maioria das empresas que contratam pessoas com deficiência EA maioria dos postos ocupados por elas no serviço público São para funções simples básicas corriqueiras muitas vezes aquém das suas possibilidades de desenvolvimento então é a pessoa que arquiva documentos é a pessoa que
fica na recepção entregando senha é a pessoa que oferece algum tipo de informação em um guichê e que não necessariamente dizer uma das mais complexas como o atendimento específico ao público o manuseio de programas ou plataformas específicas a redação de documentos porque essas pessoas ainda são consideradas sob o estigma social de que são menos capazes de que estão menos preparados sendo que há uma série de estudos e pesquisas que demonstram por exemplo de pessoas com limitações em termos de visão audição ou fala desenvolvem mais outras habilidades assim como pessoas com deficiência física não necessariamente são
impossibilitados de desempenhar determinadas tarefas ou pessoas com certas inaptidões ou deficiências relacionadas à área mental também tem várias tarefas que podem executar então a grande crítica Rio grande.de atenção Estatuto da pessoa A ciência é a necessidade de promover uma inclusão mais efetiva Por onde passa essa inclusão ela passa hoje majoritariamente pela Integração no mercado de trabalho porque as crianças com deficiência tem-se integrado em maior ou menor medida nas escolas mas no mercado de trabalho o limite ainda é muito grande um exemplo de uma busca pela superação desse limite mas que ainda é muito incipiente é
o ensino de Libras a língua brasileira de sinais o ensino de Libras hoje só existe de maneira obrigatória no ensino superior portanto é restrito a uma parcela muito pequena da população brasileira e no ensino superior ele é obrigatório apenas para os cursos voltados à área de educação e o curso de pedagogia e psicopedagogia e as licenciaturas cursos de formação de professores de sociologia história geografia matemática etc Qual a finalidade dessa obrigatoriedade é quis professores quando se direcionarem para Educação Básica tem um condições de atender os seus alunos com uma necessidade específica que é uso da
língua brasileira de sinais porque elas têm uma deficiência auditiva percebo então que em termos de avanço ainda é muito restrito e mais do que isso o ensino de Libras é optativo para todas as outras áreas de formação como ser fosse menor - recorrente houvesse uma possibilidade em cima de que em sua futura atuação profissional e quanto aquele que se forma numa área diferente da área de educação você pudesse ter contato com uma pessoa que tem uma deficiência auditiva percebi então que o cuidado de o dicas públicas com as pessoas com deficiência ainda é um ponto
de Atenção se para outras áreas para outros marcadores sociais o multiculturalismo tem se colocado como uma forma de pensar democracia mais inclusiva mais aberta mais voltada à diversidade no caso das pessoas com deficiência os limites o estigma social o preconceito a forma como ainda se busca muito mais uma integração pura simples direta e sem preocupação com esse público do que a sua inclusão é a tônica vigente para você que logo vai estar inserido inserida no seu mercado de trabalho atuando na profissão que você escolheu vale uma reflexão no sentido de começar a pensar sobre o
quanto o seu campo de trabalho é ou não inclusivo sobre quais as pessoas com deficiência você imagina que podem ou não se integrar dentro da sua profissão para quando você estiver lá atuando seja é um pouco mais simples para você imaginar um cotidiano onde haja pessoas com deficiência para além dos estigmas incluídas inclusas dentro daquele espaço onde você também a tua Eu espero que você se lembre disso agora durante a disciplina no restante da sua formação e daqui a pouco no mercado de trabalho até mais E aí [Música]