E a Universidade de Aveiro tem um novo espaço criado com e para a sociedade o espaço para a discussão da atualidade e debate de novas ideias um espaço para a partilha de conhecimento e de experiências um espaço com gás reservado para si para todos bem vindo ao educação a escuta sejam bem-vindos a mais um educação a escuta uma iniciativa de comunicação de Ciência da Bertrand editora e dali cidade de Aveiro eu chamo alguns altos foi investigadora no centro de investigação didática e tecnologia na formação de formadores em vtrs sendo da invisibilidade as Crianças A Conquista
da cidade é um modo para o programa de hoje e para tal temos hoje conosco Ana Cristina Ferreira autora de mulheres de Daniel Ilha mulheres do meu país publicado em 2022 pela Bertrand e jornalista do público desde 1999 Dedicada os temas de direitos humanos e exclusão social da sua actividade profissional assim como de trabalho voluntário em que está envolvido resultaram várias outras obras como meninos de ninguém viagens brancas movimento pro teto todas as vozes ou the voices ou ainda desafios direitos das mulheres na guiné-bissau em coautoria com Nelson Constantino Lopes e mulheres que São Tomé
e príncipe com dar um pequeno Paraíso Sandra Jorge estudam Matemática não Estrada Coimbra esteve na criação da associação casa da esquina em 2007 e momento coordena com Filipa Alves a casa da esquina uma associação cultural que queria dinâmicas de reflexão e debate em diferentes temas e busca a transdisciplinaridade no campo das Artes temos também Rosa madeira professora do departamento de psicologia da Universidade de Aveiro e investigadora no saída etfs com interesse nas problemáticas da infância Com incidência na construção social da desigualdade diferença como desvantagens a expectativa de grupos sociais específicos coordenadora de 2008 da área
de especialização de educação social do mestrado em ciências da educação mestrado em educação informação envolvido em processos de responsabilização e intervenção social designadamente junto de crianças e jovens ciganas Emigrantes e participa Atualmente de implementação de dois projetos inscritos no programa parte bairro saudáveis com condenação Direta do projeto de jantar a pedra para construir pontes e ainda de um projeto de programas especiais para o impacto social o laboratório de cidadania intercultural plásticos Desde já agradeço a presença das nossas convidadas o que debater a invisibilidade das Crianças na cidade 15 Unidade esta estão Não as crianças na
cidade enquanto espaço público estão incluídas nesta cidade enquanto espaço público lugar de encontro de socialização mas também um gato manifestação e participação de diferentes grupos sociais culturais políticos e geracionais no qual podem expressar a sua voz durante as tenho mais um aniversário de 25 de Abril o 48º e com ele mais uma oportunidade para constatarmos as enormes transformações a que a sociedade Portuguesa tem vindo a assistir nos últimos quase 50 anos nas áreas mais diversificadas da saúde do trabalho da educação ao não significa por antes da sociedade portuguesa seja isenta de problemas desigualdades contradições e
que os oportunidades de participação democrática e frequência definida em ato fizestes vos sejam idênticas hoje falaremos de educação mas não falaremos das crianças e dos e enquanto alunos Estamos em 2022 em 1989 a ONU reconheceu formalmente que as crianças são cidadãs e sujeitos ativos dos direitos com a promulgação da convenção sobre os direitos das Crianças ao mesmo tempo no plano científico tem ser trazida para a discussão a necessidade de compreender os conceitos de participação e de cidadania das crianças e gradualmente através do desenvolvimento da Sociologia da infância depois perguntar Por que razão os discursos sobre
as crianças são Embalados marcados por uma duas visões que um alerta olister a que remete o exercício da Cidadania das crianças para a tutela dos adultos por lagos e aquela que havia Para o Futuro desvendar crianças o papel de futuro ativa 10 ou aprendizes de cidadãos importa pois refletir sobre concessões sobre crianças e infâncias Filhos a visibilidade social e política mas também sobre o projeto e experiências que demonstram as competências das crianças para pensar e Agir sobre os seus mundos e ainda sobre o papel dos adultos a tentar não só educar mas também regular as
condições de existência dos Direitos Humanos próprios das Crianças vou começar com Ana Cristina o seu último livro que leste da Ilha porque acho que no país igualdades que abriu abriu transportam os para a ilha da madeira onde nasceu para compreender através das histórias de várias mulheres de diferentes Gerações as enormes transformações registadas em Portugal deste estado novo com a passagem para a democracia designadamente no âmbito dos papéis de gênero e das relações entre os gêneros Ana Cristina hoje falamos sobre invisibilidades do ponto de vista social e político no seu sentido mais amplo penso que podemos
afirmar que as histórias retratadas e filmes marcam com durante muito tempo esteve reservado às mulheres com um lugar invisível porque a Rosade do espaço público e confirmado a esfera doméstica na sua opinião hoje em dia apesar de tudo e apesar de todas as mudanças e transformações ter-se-á ultrapassado uma dada a representação da mulher associada precisamente ao espaço doméstico e muito menos a esfera pública a uma uma crescente visibilidade das mulheres na esfera pública mas a as mulheres ainda são muitas vezes vistas como figuras estranhas a no espaço público Abaixo saber que ainda há pouco tempo
tivemos a nomeação pela primeira vez de um governo totalitário e de pentear via o mundo bate uma a mesa sobre isso como se nós não se estivéssemos num país em que a 50 53 por cento da população é do sexo feminino e as mulheres têm muito mais muito mais informação superiores agora a uma transformação Bastante grande no que diz respeito a essa saída do Silêncio porque pensamos também do que que era que era o Portugal do Pré 25 de Abril as mulheres que não tinham não tinham lugar no espaço público os próprios nos Passos político
antes menos os próprios cargos a só tinham uma conjugação masculina só depois é que e com alguma resistência e persistência Passaram a ter também terminações das meninas obrigada Ana Cristina e eu agora com cava a Rosa madeira em articulação com esta com a questão do espaço privado doméstico versus espaço público colocava numa questão diretamente relacionada com as próprias crianças em que medida as crianças se encontram precisamente arredondadas do espaço público e limitadas enquanto sujeitos de direitos e no fundo O que significa de Que forma entende o conceito de cidadania da ou na infância tentar ir
ao encontro do que da Perspectiva da Cristina Porque existe alguma analogia entre a situação das mulheres e das crianças e as mulheres sendo um sendo Sem dúvida nenhuma sujeitos que são parte da força de trabalho são tecedores de Laços afetivos que mantém alguma coisa não e alguma Estruturação das relações em qualquer comunidade tem um lugar fundamental Não é na produção de sentido inclusive para vida cotidiana são invisíveis estiveram muito tempo silenciados por estarem reclusos nos nas relações de domesticidade em casa não é no espaço no espaço doméstico e apesar da sua da sua importância estiveram
até o a sua voz falava de dimensões da vida que pareciam e relevantes para jogar grandes questões Para os grandes causas abstratas e a e a nível geral que se discutiam no espaço público as crianças em algumas mulheres e a Ruth lista fala nisso na sua condição é bastante parecida com a com a das mulheres que não é a sua falta de importância e é o lugar para onde estão retidas é que em si gera invisibilidade e por outro lado as próprias representações que se tem da sua da sua existência enquanto parte da cidade não
é enquanto enquanto parte da Cidade das Crianças a as ideias dominantes ainda alguns anos fizemos um estudo sobre isso quais eram as representações de infância de criança e de educação e o que se verificava que em relação as crianças elas são vistas com filhos portanto quase numa relação de dependência natural das mulheres e emitidas ao espaço domésticos portanto como o filhos como alunos ou seja em pó o teto do investimento público através da Educação De uma de uma estrutura como aluno e tal como também é pouquinho referiu como sujeito de desenvolvimento ou seja com alguém
cujas potencialidades vão surgindo emergindo e sendo revelada ao longo do tempo na ao longo do tempo essa combinação do essa combinação de imagens Não é de alguém e imaturo que está amadurecer que está ao cuidado ao cuidado da família que está ao cuidado ou como objeto de intervenção dos outros criam uma situação de Subordinação de dependência portanto a sua imagem é construída a partir de outras referências que são dos Pais da instituição família ou da instituição educativa e portanto aqui um e quando se pensa na própria criança Oi tem alguém que há de ser que
está sendo não é que está se tornando alguma coisa e essa combinação faz com que nós não vê não tenhamos a perceção também da da do seu próprio lugar tal como disse a Ana Cristina questão do lugar social que as Crianças ocupam dentro das comunidades que é de alguém que não está em condições de reclamar direito raramente nós falamos sobre este com as crianças como sujeitos de direitos porque seus direitos são direitos outorgados ou seja quem reclama os direitos da criança são os adultos os pais eventualmente a cidade Pode reclamar não é mas como a
criança está no espaço privado a cidade o mix esses desse papel de reclamaram a Representação de todos os grupos dizer nacionais de todos os grupos que constituem como como membros o tanto a questão dos direitos das crianças é complexo Porque existe o uma lei uma lei fundamental dos direitos humanos e depois de uma lei específica e que foi retificada como convenção ou seja que prescreve a obrigação ao estado hoje para escreve obrigação a toda a sociedade portanto ela é são sujeitos de Direito com base na lei portanto no Entanto não tem condições tal como os
outros grupos as mulheres ganharam há muito pouco tempo condições para reclamarem a sua condição de sujeito de direito as crianças estão sempre dependentes do quanto a cidade Então a partir do espaço público elas sejam convocadas assumirem o lugar que tem que ocupam por outro lado em visibiliza-se a sua posição como alguém que está numa rede de relações sociais que não está é restrita ao espaço doméstico nem ao Espaço da comunidade nas relações de vizinhança e de quem as conhece ou sequer ao espaço de cidadão que é o aluno não está Ela criança está envolvido as
relações de mercado no mercado de consumo e são aí e invisíveis a dequinho não existe não é seja quando nós falamos de Defesa do Consumidor passamos desapercebidos facto das Crianças entrar em qualquer espaço sem serem assediadas por consumo e serem utilizadas nos momentos de crise para Conseguir manter o mercado a funcionar no entanto o seu reconhecimento do seu direito a ser defendida dos abusos e ainda pouco discutido o nível da comunidade por outro lado a posição das Crianças em relação ao espaço mundo onde se espaço Onde se produz a indústria cultural existe uma indústria cultural
muito agressiva é para fãs é uma Disney Estação das vidas das crianças é com o próprio mercado do do consumo da roupa de vestuário das crianças são alvo comum Consumidores mas são consumidores também é em diretos mas estão uma indústria cultural que é Mundial que é Global e nós sempre quando a remetemos só pro espaço da Escola Universo da da escola ou da família Nós também não estamos a ver as crianças como cidadãos do mundo do mundo auxiliado pelo mercado e portanto também aí agora esse problema tornou-se mais visível por causa dos usos das tecnologias
que as crianças tenham acesso mais direto e a outro o Outro espaço o que que é invisível as crianças são também visíveis nas suas na sua condição de trabalhadores há 11 anos parte deste vídeo ligaram projeto sobre trabalho infantil e nós problematiza vamos e ai inadaptação das expectativas do da exigência de produção das crianças a partir de certa idade falava assim questão de de abuso expectativas e do esforço hoje ninguém problema dizer isso e talvez nunca as crianças trabalhassem Tanto as 8 horas da manhã em qualquer cidade desse mais crianças na rua do que adultos
porque cada carro de adulto leva duas outras crianças trabalhadoras vão dizer não não vão não vão trabalhar vão Porque vão desempenhar funções papéis estão geridos por expectativas o rendimento funcionar dadas positiva ou negativamente e não são remuneradas são as crianças alunas não é são as crianças exatamente as crianças alunas o Ofício do aluno e que depois quando Cumprem a sua jornada de trabalho e falo e cada vez mais preto e já expectativas de rendimento e desempenho das Crianças na creche hoje é assim saem de uma jornada de trabalho então para outro jornada de trabalho e
para outra jornada de trabalho e para outra e ninguém se apercebe que isso limita profundamente as possibilidades dela seja seus direitos ao lazer aos tempos livres a cultura e tudo isso é um pouco atrás e para fazer assim também a ligação com Ativar que a Sandra tem vindo a desenvolver é com os preços referiu sobre as crianças enquanto consumidor as muitas vezes até ignorado e essa é um dos aspectos sobre os quais a casa da esquina também se tem do grupo sabe mas antes de lhe pedir para falar sobre o último conjunto alargado de actividades
que tem desenvolvido nesse sentido também podemos perceber um pouco o curso que Em casa da esquina foi isso foi segundo foi foi por corrente passa aqui a repetição desde que foi criada em 2008 sobretudo em torno de projetos artísticos portanto a casa da esquina é facto esta Associação de natureza transdisciplinar a mas que cada vez mais passou a integrar propostas de cariz social ambiental também ligados ao feminismo e foi cantando diversos públicos nomeadamente As crianças e eu percebi que um se voltasse um pouco falasse um pouco sobre as obras discurso por causa das que inicia
em 2007 em 2008 conseguimos através da cedência de um espaço dado por uma por um particular que generosamente nos se deu uma casa com dois pisos com a ser um faço uma associação ligada essencialmente à práticas artísticas a verdade é que Fica em Coimbra Coimbra exato e a verdade é que essa não evento espaço até 2008 havia uma necessidade de apresentar os projetos que temos que oferecer a cidade e aí começou a nascer essa essa ideia de que para funcionar realmente era necessário criar redes e colaborar com outras organizações nuvem espaço em 2008 temos essa
sorte das velocidades de alguém que mexer um passo e realmente este servimos para pensar que o nosso problema era o problema de muitas outras Cores muitas outras pessoas ligadas ao as artes EA outras linguagens artísticas achamos que a ser um polo dinamizador numa espécie de laboratório onde se pudesse produzir por projetos acolher projeto de diversas linguagens artísticas mês que tivéssemos faz para conversar para poder coordenar em conjunto outras propostas que não só aquelas que para as quais estavam vocacionados e a verdade é que isso começou A funcionar muito bem foi foi uma muito simples essa
ligação entre organizações nós iniciamos com projetos da área do teatro do cinema de animação da fotografia e rapidamente cada um desses projetos conseguiu com os outros construir propostas essas sim mais transdisciplinares e envolvendo mais a Cometa a casa da esquina também uns trouxe outro tipo de necessidade de reflexão que era A comunidade as atividades artísticas e culturais não estão as vezes muito muito próximas a a uma certa a uma ligação em que a comunidade espectadora das atividades produzidas pelas entidades artísticas e nós queremos mudar um bocado essa forma de estar na cidade e queremos trazer
para dentro da casa a comunidade com as suas propostas e queremos ter uma comunidade mais ativa que participasse em em todos os projetos mas com uma voz ativa e portanto a Partir daí sempre que as crianças também fazem parte desta comunidade elas ganharam essa voz dentro da casa da Esquina ao vivo mente que ao longo do tempo todos estes projectos foram ou forão trazendo e atraindo outros projetos projetos da área da economia dispensar formas alternativas de consumo formas de o momento mais concentradas de viver na cidade a propostas de ligadas a movimentos sociais Projetos de
igualdade de género de direitos das mulheres retirada invisibilidade das mulheres e também estes projetos ligados à construção de uma comunidade diferente em que as crianças tivessem um papel activo ao longo destes anos Este foi tudo correndo muito naturalmente não aquele nenhuma fórmula nenhum sucesso nem havia uma um programa que nós temos feito para que isto acontecesse a comunidade foi se Aglutinar em torno de casa e isto foi surgindo todos estes projectos foram surgindo Tu sempre estou a pensar e que nesse processo as crianças entraram na Esfera em que é quase inimaginável para nós que é
uma pouquinho falava na invisibilidade das crianças como produtores quem trabalha e como consumidores como produtores culturais tanto no e como consumidores e a casa da esquina conseguiu inserir as crianças nessas férias das visibilidade através Do mercado de trocas conte sobre isso daqui daqui daqui daqui a um bocadinho nós queremos que faça as pétalas falasse um pouco mais sobre sobre o Mercado das trocas e outras atividades itens envolvidos muita eu neste momento de sempre perguntar naquela a Cristina é uma questão que tem a ver com algo que também escreveu no seu no seu livro e que
de facto é uma preocupação sua Quando afirma que tem tentado compreender o mundo pela perspectiva dos mais vulneráveis um dos de baixo os da margem muito seus trabalhos e por exemplo os meninos ninguém relatou o mesmo a Dura realidade de crianças e jovens que crescem em Na Margem Não é que crescem em instituições de acolhimento que se movem em territórios de facto muito críticos da cidade a cidade esta que se apresenta também de fato de como lugar De explosão com um lugar com o espaço de desigualdades pergunte Então se podemos ou devemos falar em infância
ou infâncias e possibilidades e limites considera que existem a cidadania destas diferentes infâncias não existe uma mulher portuguesa também não existe uma criança portuguesa Há muitas formas de ser criança Neste País Há muitas infâncias e a algumas delas são é bastante excluídas Não sei a seguir a Rosa sobre a falar sobre isso melhor do que eu ah mas o que eu vejo é que a pobreza é bastante significativa no nosso país é um dos maiores entraves [Música] essa cidadania mais ativa Há muitas crianças que são privadas de muitas ter uma das logo uma educação a
mais eficiente de ter um amigo de ter um Ambiente para crescer que seja mais saudável a e tua mãe ao muitas crianças ainda que crescem em casas com muita violência o que também não acho que dispõe e naturalmente para para para o mundo uma quadro com o nosso e a molde vais comunidades que se destacam que não foram nem destas unidades que Dizem a em condições habitacionais bastante degradadas bairros de lata acampamentos bairros sociais investigados que o tráfico de droga para São comunidades portuguesas mas também em comunidades estrangeiras e entre as comunidades portuguesas simples uma
ação que é particularmente excluída que a população cigana para Essas crianças são ainda mais ficam ainda mais a margem por Não é questão de colar cruza-se com a questão étnica a biológico ainda mais a margem do que do que as outras crianças e também aqui a ponte para a questão que que eu ia colocar precisamente a Rosa madeira a que tem nos últimos anos não nos últimos anos tem ao longo um pacto de muitos anos solteira e momento presente também a desenvolvido enfim vários projetos que Operado com os atores locais em processos participativos A Diagnóstico
social e promoção da Cidadania acompanhado projetos de investigação-ação participativa com crianças e jovens precisamente em circunstâncias de vulnerabilidade social contra a invisibilidade no espaço público eu gostaria que me falasse um pouco sobre os projetos sempre está atualmente Envolvida precisamente em territórios social e geograficamente e periféricos segregados e em que medida é fundamental a natureza participativa destes movimentos eu estava aqui a a tentar pegar no nos contributos da Sandra e da e da e da Ana Cristina para enquadrar um pouco essa eu falar das das tentativas que se vão fazendo a Sandra chamou aqui atenção para
o quanto o Desenvolvimento da casa da esquina passou por por por por sendo tendo um lugar na cidade ser verão aquilo que oferecia reconhecido como existência na cidade não é o quanto o quanto o que a casa oferecia a cidade foi determinante naquilo em que a casa da esquina 1 e isso me parece que faz alguma ligação com que falou com a Cristina aptamar a questão da Cidadania da infância social das infâncias Chamar a atenção para que elas infâncias a quem não se pede nada não se espera nada nem sequer reconhece a existência em grande
parte por um fator que que é pobreza é uma questão é cidades tem uma identidade não é que queremos sentar como lugar dia de diversão de entretenimento de Convivência de participação de relação entre iguais de fruição né E nesse nesse movimento e nessa visão de cidade Participações que são mais melhoram o pior acolhidas não é dependendo daquilo que se oferece e a casa da eu tinha tinha recurso extraordinário para para oferecer mas nega ou seja deixa eu colocar o foco nessa nessa nessa dimensão deixa na escuridão os grupos que não tem condições pela situação da
pobreza que é uma questão estrutural que é uma questão de um efeito do da desigualdade na distribuição de recurso e que são Remetidos para a periferia e que são retirados de baixo do foco ficam na invisibilidade e entregues a si próprios isso a pobreza é sem dúvida O demarcador importante das discussões na infância nas diversificações das infâncias quando nós falamos nas infâncias e das vezes estamos a falar das Crianças Pobres dos meios de pobreza no meio os esquecidos que saem escapam da visão escapam do projeto do projeto da das cidades e dentro das crianças a
minha trajetória Vem trabalhar com os meninos que moravam atrás das cerâmicas quer cerâmicas na zona de Aveiro eram fonte de riqueza eram os todos os beneméritos do distrito eram proprietários de cerâmica trabalhava se o barro que é barato e trabalhava se de obra das mulheres e das crianças não contratadas e que e que ao abrigo do direito a habitar nos fundos das das fábricas não é e portanto a Na altura foi esse o foco mas agora o que nós vemos o resíduo de disso A pobreza recai de uma forma muito isso mais dramática sobre a
comunidade cigana há efetivamente um não vou somar o que Cristina disse mas se existe um grupo que nesse momento reúne todas as condições para ter não só uma o a sofrer o impacto da inércia das estruturas que está se alto compraste com a evolução O que teve e com aquilo que construiu em torno um pouco da idade ideia da cidade mas que mais do que isso É remetido lá fora porque é pobre não tem condições de fruição de presença física e de existência sofre a questão da hostilidade tanto nós sabemos que a partir daí dos
dos anos 90 mais ou menos começou-se a utilizar o argumento da cultura da diferença cultural para justificar a marginalização e à distância social a segregação espacial de algumas comunidades que se verifica na cidade a cidade tem assim Natal na tem os gatos do pacto meses e tudo isso mais e as nossas cidades tem os gatos da pobreza né agora e o problema da comunidade cigana é que é E aí os remédios para explicação cultural da diferença cultural aquilo que é uma pobreza estrutural é uma marginalização é uma invisibilidade é uma incapacidade daquelas pessoas dizerem eu
sou eu sou português eu sou cidadão eu sou direito e nesse contexto As crianças estão Vítimas extraordinárias desse fenômeno que soma pobreza o argumento da diferença cultural como naturalização das distâncias e das discriminações que tanto dando resposta um pouquinho Manoela como é que nós temos tentado um esforço foi através da investigação nós problema de darmos o quanto uma visão é homogênea de infância e que às vezes também é justificada pela convenção nós por exemplo hoje Vemos as crianças ciganas serem alvo objeto da intervenção Das cpcj pelo absentismo mas não vemos as crianças ciganas serem alvo
de objeto da intervenção da e Quando elas passam frio ou quando o direito à alimentação diária não é assegurada por que se corta um rendimento social de inserção ou quando há uma uma um conflito com a lei de algum elemento da comunidade que todas as crianças são expostas a um comportamento Violento de opressivo ou quando são retiradas as pessoas das suas da sua vida e nós gostávamos imensos de Ver que essa essa e invocação do da condição da criança como sujeito de Direito com interesses superiores da criança o princípio da não discriminação o critério da
participação Será aplicado por todas as instâncias que trabalham com os direitos da criança a maneira como fomos tentamos isso através da investigação participativa dando voz às vários várias infâncias das crianças institucionalizadas das crianças afrodescendentes das Crianças ciganas Dessas vai e ficam à sombra de fora dos focos da luz que é dada sobre a nossa percepção do processo de ser cidadão está na cidade mas isso mostrou-se insuficiente e por isso é que avançamos portanto avançamos já não bastava anunciar Mas o problema da invisibilidade do quanto essas crianças eram penalizados por um conceito normativo de infância e
pela invocação do sujeito da criança da figura da criança como sujeito de direitos que no Caso de alguns grupos era contra os direitos delas porque em nome da proteção elas eram retiradas é uma discussão das famílias em nome da proteção elas eram e tinham uma conflitualidade enorme com as famílias e aumentava violência pelas crianças faltarem à escola e nos os bairros saudáveis vieram trazer uma oportunidade absolutamente fantástica para que nós saíssemos da universidade e foi o chão onde a pobreza se combina com o estigma De diferença cultural com o estigma do crime que a Cristina
também também trata dessas vidas que são marcadas por uma Acredite de preconceitos e distingue mas que ficam coladas a pele das pessoas e portanto neste momento nós estamos a universidade está muitas horas por semana no território Onde por exemplo a cinco anos que se deixou de recolher o lixo com argumento da ilegalidade do terreno E aí é que nós vemos a fragilidade e vulnerabilidade dos Direitos da Criança porque não há quem reclame o direito a obrigação a obrigação o dever de todas as instituições se ocuparem das condições sanitárias viver em volta de lixo é um
erro não ter condições para ir para escola porque tem que atravessar um caminho com poças de água e lama há uma limitação do exercício de direito não é e portanto aí é que nós vemos aí nessa portanto toda a gente se conforma com a ideia de que territórios e legal Pois são pessoas e legais e ilegais independentemente da idade São pessoas que não estão a cumprir deveres não ter questão a comprida vezes não têm direito que essa é uma das perversões do discurso sobre direitos e a sociais direitos e deveres quando não podem não são
equivalentes de forma nenhuma direitos são inerentes à condição humana São Direitos Humanos individuais da própria pessoa irrevogáveis inalienáveis deveres são Consequências disso para quem tem que garantir condições da dignidade e nós vemos um engodo em que nós estamos que temos um texto sobre cidadania sobre direitos da criança mas as crianças pobres que encontram na cidade o argumento da diferença cultural podem ser mantidas o programa de desvantagens muito grande perante o INSS todas as estruturas e Portanto acho que projetos como os bairros saudáveis vieram obrigar a uma infecção do paradigma projetos não São feitos pelos técnicos
na lógica dominante na lógica daquilo que está sob os holofotes que a sociedade civil organizada dos cidadãos que pagam impostos da como o Boaventura fala não é dos círculos dos cidadãos com os muito próximos do Poder dos cinzentos que cumprem os seus deveres e dos não cidadãos não é o briga aqui nós que saiamos dessa esfera próxima do poder que é quem cumpre as Regras os deveres usa os Fundos imagina as soluções para irmos para as periferias e eu tenho alguma esperança de que a condição das crianças como sujeitos de direitos e cidades condições de
participação das Crianças sejam muito melhorada a oração que alguns projetos que enfocam os diagnósticos participativos os projetos de inovação social mas com base participativa partir dos problemas reais vividos pelos pessoas Associação Critério de discriminação positiva de quem está em condições de igualdade possa ser recuperado acho que eu acho que a Não sei se hoje estaria capaz de estar tão convencida Então segura nessa posição posição de que as outras infância são geradas pela sua pela invisibilidade e pela combinação com a pobreza e com a legitimação a naturalização da negligência a naturalização da negligência com o argumento
da diferença cultural se não Tivesse havido investigação acho que de facto as Universidades e não só as instituições da sociedade civil que se ocupam da produção de conhecimento crítico tem papel fundamental é porque é preciso trazer à luz do espaço público essa reflexão essa discussão a pobreza o Roque Amaro diz que a pobreza só passou a ser discutida merecer medidas ativas quando a ciência se ocupou da pobreza quando deu-lhe o nome entidade existência e nós temos que Dar existência as infâncias excluídas e as infância e que são vítimas das próprias concessões da nossa inércia da
inércia de toda a gente relação algumas influências e Rosinha fazendo aqui alguma articulação com a Sandra e com as atividades da casa da esquina a cidade é um local em que há uma grande diversidade de algum lugar de grande diversidade algo mais aos mais diversos níveis e referiu a alguns que interessa de fato De pensar a cidade não é a pensar a cidade o que ela pode e deve ser para ser mais agradável para as pessoas dizerem e agora neste momento a cama costure te falar um pouco sobre os projetos que tem desenvolvido e nada
né tipo as crianças muitas vezes no âmbito de alguns do âmbito da economia solidária mas mas não só falar um pouco sobre isso por favor que Rosinha estava a dizer e A casa de esquina ganhou o projeto mercado de trocas ganham uma dimensão diferente associado a um grupo de investigação que o eco o sol do do Centro de Estudos Sociais que tem uma longa reflexão sobre economias alternativas economia solidária e consumos alternativos e realmente essa associação entre a casa da esquina e o eco sol criou condições para que este projeto a dimensão Em termos de
com que e em termos de concretização que que já levasse já leva 10 anos de existência portanto começou em 2011 e o ano passado completamos 10 anos e continua tem uma continuidade e continuar a ter uma adesão incrível por parte das crianças e das famílias na cidade o mercado trocas nas em 2011 fruto dessa reflexão sobre consumos alternativos feita pela casa da esquina e muito com a ajuda desse do centro de estudos sociais e do do é que O sol e vem inspirado no outro mercado que existia e entretanto terminou que é uma experiência da
Granja do ulmeiro o mercado o mercado de trocas da Granja do ulmeiro quero um projeto da J paz que também muitas das pessoas É nesse projeto também participaram conosco na criação deste deste mercado e é um mercado em que as crianças são protagonistas e é um bocado que nós temos estado aqui a falar nós na casa da esquina pensamos não em Processo de dar vozes dar a dar voz às crianças e ajudar as crianças a terem o papel de protagonistas dos projetos que são dedicados a elas O que são feitos com elas e o mercado
de trocas e iniciou o que que nós iniciamos é um bocado o espelho desse dessa tentativa mercado trocas funciona com é o mercado de trocas de brinquedos que funciona em diversos espaços da cidade que nós circulando pela cidade passar a conhecer espaços do patrimônio cultural Do patrimônio edificado Jardins públicos que fizemos quatro iniciativas em e vocês podem vir com os brinquedos que tem em casa que que já não querem conquistar não brincam três ele se for mercado onde existe um banco chamado é que o banco Esse é que o banco da moedas as Crianças A
primeira vez que vai em para existir para todos entrar e igualdade possibilidade de trocar essa moeda que se chama Jardim é gerida pelas crianças Durante o decurso do mercado elas estipulam preços para as suas para os seus brinquedos compram e vendem com com aquela moeda e a verdade é que nesse mercado ao longo do tempo a participação das pessoas adultas foi foi se anulando e as Crianças foram ganhando o seu espaço portanto elas é que é um mercado funciona praticamente com as crianças e e agora até já passamos por uma uma uma forma diferente de
ver ao mercado porque parte do ano passado na Reflexão deste tempo de mercado achamos que se calhar fazia sentido serem as crianças a organizar todo o mercado e passar para elas exatamente passar para elas exatamente passar para elas essa tudo tudo tudo o que tenha a ver com o mercado elas próprias iniciaram essa discussão e essa reflexão e acharam que devia devia haver um espaço no mercado onde os pais e as mães pudessem brincar para não estarem interferir a interferir nas trocas que Elas faziam e exatamente embora embora por sangue pela minha observação e das
outras pessoas e isso não seja possível porque as crianças ganham um poder dentro do mercado que afastam completamente as pessoas adultas Oi e para eles Aquilo é importantíssimo não é queria queria relações muito interessantes entre as crianças de brincadeira de reflexão sobre o valor do dos bens que tem e mesmo relativamente Ao consumo e a forma como consomem não é a muitas crianças que chegam ao mercado a pensar que se calhar não vão tocar nada não querem afeta vão assim com o trazem os brinquedos para trocar mas depois acabam por de por perceber que que
ele entra coisa que que podem trocar podem podem ter outros brinquedos e as entusiasmo de chegar ali e ver um brinquedo que já não é novo não tá na loja mas que tem o mesmo o significado Em termos de entusiasmo para a criança que tinha o outro que o pai homem comprassem uma loja que fosse novo é incrível para nós é incrível e eu penso que E desde pequenos momentos é que se vai fazendo e criando construindo uma reflexão alternativa sobre como se consome com os relacionemos com com as coisas como como nos relacionamos com
as outras crianças como é possível as crianças todas naquele ambiente Ganharem novas dimensões para peças para o consumo para o ambiente diz o próximo e dor foi foi um conceito que também nós tentamos aplicar na forma como Agimos na cultura nas atividades artísticas no com público e com as mudanças comunidades nós queremos trazer para a case públicos que não são públicos são próximo e dores de Cultura as pessoas que se tornam elas próprias agentes também dos nossos projetos e muitos dos pelas não conhece espectadores exatamente e alguns dos Projetos refletem os objetos Principalmente as economias
solidárias em que nós temos uma Ferreira do O que é uma forma em que as pessoas trazem livros e levam livros de acordo com o que necessitam e com o que podem não há no limite para trazer né Número limite para levar e essas Feiras alimentam-se das pessoas e fizemos um neste fim de semana que teve mais de quatro centenas de pessoas a trocar livres são férias que se iniciam sem nada em cima das Bancas e acabam às cheias de livro uma festa de livros para trocar E e essa ideia de próximo e dor das
pessoas se envolver em e estarem ligados aos projetos de uma forma muito mais ativa das próprias funciona com que periodicidade não fazer três correntes fazemos um posto de ação do ano tem temos associar e isso a mudança de estação e tentamos fazer sempre uma festa em torno da ideia de trocar brinquedo zido uma festa é o vídeo Porque também a essa parte de social não é as crianças muitas das vezes um para o mercado para brincar muitas encontramos muitas crianças que deixaram de ficar brinquedos está ao brincar em mantas não se conheciam e de repente
estão todas as empresas e cidadãos coisa desses espaços e tempos de brincadeira e de convívio e Cíntia que graça estes Passos brincadeira e de convívio fermentados por este tipo de projetos lá e espaço para estar ao ar livre não é Festa não aos livros com outras crianças que brincadeira assim eu penso que a conversa vai vai longa mas havia uma uma uma questão que eu gostaria de colocar as suas e que vou as três horas e tem a ver com o papel dos adultos qual pensam ser no papel dos atores adultos na promoção da Cidadania
na infância Oi Cristina e começaria pela Ana Cristina eu gostava se calhar de soltar um Bocadinho atrás ou para fazer mais parecida de além disso uma grande mudança na infância que verifiquei a conta da teste deste novo livro O meu da minha filha mulheres do meu país que é quando olhamos para a infância destas mulheres mais velhas a verificamos que as próprias crianças em casa tinha um papel posso que surgiu há algumas mulheres falam da sua infância como se fosse um criadas e recriadas a da família estavam Ali para cirurgias os pais as crianças tinham
e nas festinhas a funções concretas na vida das famílias funcionava como uma espécie de unidades de produção e mesmo trato com os pais era um trato de grande distanciamento as ninguém tratava os pais Porto as pessoas os pais falavam e eles tinham dizer sim senhor sim senhoras a e a Há uma grande transformação que ocorre os Logo dentro de casa dentro de casa da casa de rei da luz e que as relações tornam-se menos verticais e muito mais horizontais as Crianças A vão sendo reconhecidas dentro de casa com pessoas que também tem uma voz e
que mantém uma opinião e isso é eu basta e é bastante curioso porque se não houver essa transformação dentro de casa assim acho que se a criança não sentir dentro da própria família que tenho direito de Expressar-se a concentração de casa mais dificilmente sentirá isso na cidade mais difícil de me sentir a isso no no exterior a agora como é que se pode melhorar perguntava Manoela com essa pode melhorar a situação anterior era isso como é que os adultos podem assumir importância na promoção da Cidadania das Crianças na sua opinião encontra uma lista Norte sou
que há uma grande resistência dos adultos a Permitir que as crianças sejam ouvidas nos assuntos que dizem respeito à a lógica da proteção das crianças e à escolas precisam de feliz realmente a bater jornalistas que o que Conversem com as crianças e com as crianças respondem pelas escolas sobre os assuntos que lhes dizem respeito os pais acontece no às vezes estava acho mesmo muito importante ouvir as crianças e implicam uma uma grande insistência e persistência Assunto dos pais e das escolas e acontece um ter pais que pedem controlar das crianças e já me aconteceu ter
de pedir aos pais para saírem da sala porque eu Pergunta a criança eo adulto respondendo desde criança ou seja acho que há muito a fazer aqui a legumes tem tem de ter um caminho a percorrer no sentido de reconhecerem a esta paciente este direito das Crianças neste logo a terem opinião sobre os assuntos que que Eles dizem a respeito e isso vai ter de mudar de alguma forma por dentro ou seja se calhar explico melhor que depois quando vemos os acadêmicos que fazem a investigação sobre a presença das Crianças nos media a essa crítica A
Crítica de que as crianças são concorridas no segundo dizem respeitos a só que para isso acontecer é de facto necessário muito existência do Jornalista e essa mudança não se faz sou através dos Jornalistas Faz Teatro a sensibilização das famílias e das escolas a e e de outras estruturas ser contadas pelas crianças e o peça Rosa madeira penso que estou aqui é a Cristina falou no aspecto essencial que é a mudança que houve do do lugar das Crianças dentro da família e isso tem muito a ver com o papel do da mudança que foi feita fora
uma dúvida nenhuma que o o investimento na educação O que é feito fora do espaço doméstico e que obriga o reconhecimento da competência da das competências das Crianças as crianças têm mais escolaridade que os pais em muitos casos no caso da literacia Digital vão à frente dos Pais neste momento houve de facto O que as crianças ganharam fora e no México Muito provavelmente contribuiu para essa mudança de um lugar subordinado e silencioso Dentro das famílias isso é uma algo que me ameaça um pouco a segurança dos Pais todos todas as pessoas querem ser Bons Pais
querem ser protetores tem dificuldade em ver os seus filhos é crescerem são forçados a ter uma mudança de mais respeito pela criança na medida em que ela vai se tornando mais com mais tendo as suas competências acrescentadas de leitura do mundo que o entendimento do mundo de inserção do mundo lá fora portanto as cidades Eu Penso que as cidades e que nós adultos que estamos ativos na cidade temos um papel extraordinário para seja no campo acadêmico no campo da comunicação social no campo comércio nós temos uma experiência interessante cima de umas e Comercial de Águeda
tiras convida aceite conversar com um grupo de crianças do pré-escolar sobre o que seria lojas amigos das Crianças um grupo de crianças de 3 a 5 anos foram Descobriram que não tinham será educados para não serem Consumistas que eles eram consumidores indiretos da farmácia na mercearia da padaria e foram visitar com a cumplicidade dos adultos Foram visitar as lojas onde compravam coisas para eles onde eles eram consumidores indiretos e viram que não eram respeitados aí no sentido de que falavam com os adultos mas uma criança que vai comprar pão a uma padaria toda a gente
fala por cima e passa na frente não é toda a gente aonde respeitam uma falta de cuidado as Crianças vão comprar roupa e não se olha para o olhar da criança que escolhe a roupa mas que produto os pais querem tantas crianças A análise pequeninos 3 aos 5 anos e uma associação como esse comercial em que o presidente aceitou reunir com as crianças ver quais eram os critérios e uma loja amiga das crianças e por requisito das não posso esquecer as cinco critérios das Crianças era quando entrassem na loja Eles dissessem bom dia fala assim
com eles e quando Fosse embora e que dissessem obrigado e volte sempre eu as outras era não ter em objetos perigosos e que as farmácias e outras instituições não outros estabelecimentos não pusessem coisas que não querem que as crianças toquem ao alcance delas porque elas estão engana para nós nós encontramos nas farmácias brinquedos no chão quando vamos mexer somos compreendidos e humilhados e portanto faziam essa essa recomendação fazia Outras recomendações também sobre as alturas e os obter um espaço e enquanto as mães escolheram as suas próprias roupas que as lojas roupas das Crianças devem estar
inseridas nas lojas de roupa das Mães e dos Pais para eles terem tempo de escolher não é mas as crianças manifestaram a sua dignidade por tanto foram com um processo educativo com a cumplicidade dos adultos colocaram se nesse lugar de quem se reconhece que tem o papel de consumidor tomar uma posição Crítica mas tiveram de uma associação comercial uma reunião e o presidente disse vocês nos ajudarem a falar com os Comerciantes nós fazemos um concurso do selo das lojas amigos das Crianças em Águeda e portanto e pois o logo que as crianças fizeram na Câmara
e abriram a possibilidade das crianças participarem e falar que os Comerciantes e da associação comercial programa planear onde é que nós vemos a vulnerabilidade da Cidadania das Crianças no ano seguinte o projeto dos adultos a fazer outro era outro outro assunto e portanto todo compromisso que foi feito pela associação comercial com as crianças caiu por terra e as crianças não tiveram nenhum as condições de reclamar a sua dignidade quem tinha um compromisso com associação comercial e portanto quando pergunta o que é o compromisso dos adultos totalmente portanto a a cidadania das Crianças Depende das condições
que toda a cidade Eu penso que espaço público é um espaço é um espaço O Extraordinário para as crianças a Cristina sabe é o lugar não sabemos isso que é o lugar mais seguro para as crianças é rua é onde estão são visíveis pelos vizinhos é onde podem ser protegidas por toda a comunidade é onde são tratadas pelo nome é onde podem fazer sugestões e isso é o que a cidade amiga das crianças e iniciativas que uma cidade das crianças e já sabem o teto sabem isso que as crianças têm uma Leitura direta objetiva e
de qualidade sobre como os espaços podem ser lugares de convivência intergeracional e definição e de invenção de ações portanto a cidade deve tomar medidas de latitude de mudar o paradigma em vez de pensar numa cidade para as crianças é construir uma cidade com as crianças e eu penso que isso é o principal papel professores de investigadores polícias Comerciantes comunicação social pessoas que trabalham com os média essa Convocação e aos pouquinhos Esse reconhecimento externo vai mudando os medos dos Pais vai também criando confiança vai trazer os pais para esfera pública vai diz privatizando as relações domésticas
vai democratizando as relações no espaço doméstico e pode realmente a ser um contributo importante mas tem que ser um compromisso e que leva a uma mudança de paradigma que olhar a partir do Olhar da posição do grupo mais vulnerável é o grupo social Que ainda não pode reclamar os seus direitos e nome próprio mesmo no tribunal quando falam falam a intenção da cpcj só é feita com consentimento dos Pais aí nós vemos a fragilidade da condição da sua condição de sujeito de direitos o que nós temos feito com os meninos da comunidade cigana dizer videiros
é isso mesmo colocamos no centro e eles são investigadores eles são que ele lê o ambiente quem lê a questão do lixo da alimentação da Vizinhança das famílias da relação cotidiana com a escola e tudo isso são eles que leem e que ia o fato deles serem capazes de ler e ter em adultos que te fazem ressonância Dessa voz e os ajudam a produzir mensagens está a mudar profundamente a a visão que as famílias EA comunidade têm do lugar das crianças e da própria escola eles agora já são convidados porque reconhece que eles têm o
que dizer e o que eles têm a dizer muda não só a sua condição mas a Condição dos idosos dos doentes das Mães sobretudo por produtores é né é o papel dos adultos dos adultos é darem mais passo a voz das crianças não é e não se deixará intimidar Por que possa vir a verdade é que com uma Rosinha estava a falar nós temos imensos os exemplos de situações e de projectos em que as crianças tomam a voz a sua voz e os resultados são surpreendentes são incríveis o caso do bairro do ser vidros é
é um deles mas há Uma série de estômago Recordar que nós o presente um encontro organizado aqui há 3 anos atrás de construir cidades com as crianças e a diversos exemplos onde de projetos um das Crianças tomam a sua voz e e que os resultados são incríveis não é São surpreendentes nós que não esperemos não é nossa sociedade a comunidade que não espera das Crianças um papel muito ativo pode ficar surpreendido com o a percepção que elas têm da própria Comunidade e e as sugestões que trazem as vezes extremamente inovadoras criativas e muito interessantes e
portanto nós não devemos ter medo de dar de dar voz às crianças elas são um grupo fundamental da construção das cidades não é elas são uma parte fundamental das cidades e acima de tudo outras peças ou porque eu penso que a medida que as crianças vão ganhar dessa voz a todos os outros grupos vão se na alta em não é vão sendo Influenciados por essa alteração não é as crianças também influenciam a voz das crianças da cidade e nós ouvirmos e o poder autárquico ouvir e fizer alterações de acordo com as necessidades de dos mais
dos mais jovens a verdade é que todos nós adultos também ganhamos com isso e vamos ter uma cidade muito melhor para viver não é com a colaboração de todos acho que é fundamental que é forma facto ideal para para Terminarmos nossa nossa conversa temos ainda no entanto algumas sugestões de leitura e começamos naturalmente com o livro da Ana Cristina Pereira Mulheres Da Minha Ilha mulheres do meu país já que hoje o referimos é um livro que é e as vidas de várias mulheres que nasceram com intervalo de mais de 50 anos e que através das
histórias destas mulheres com prendas transformações ocorridas em Portugal e em particular no território específico da Ilha da Madeira a partir das vozes que não fazem parte das estruturas de poder uma sugestão de leitura da Ana Cristina Pereira que aqui deixamos fazemos também [Música] encontro naval Expresso e também de Caju Neto libertem as Crianças A Urgência de brincar e ser ativo a nós estivemos aqui a pouca a conversar precisamente sobre a necessidade que as crianças têm de conviver de brincar de sair dos Passos o Confinado da sua casa e para o espaço exterior a tu vai
para a escola e portanto este este é um livro de leitura obrigatória para quem se interessa por estas questões dizia o professor Carlos Neto em 2015 estamos a criar crianças Totós e uma imaturidade inacreditável fora da escola Nós deixamos brincar ao ar livre fechamos Em casa numa redoma almofadada a rua que Desempenha um papel determinante nas nossas infâncias do nosso um território proibido para os nossos filhos As crianças brincam e Mexe em si cada vez menos açúcar porque temos as crianças este livro apresenta um conjunto de estratégias para invertermos esta situação potencialmente catastrófica e desenvolvemos
a magia da infância ao devolvermos Aliás a magia da infância aos nossos filhos só assim poderemos ter Adultos felizes e saudáveis no outro registo e Oi Raquel Varela para onde vai Portugal permitimos pensar um pouco sobre o Portugal dos dias de hoje sabemos que o mundo muda mesmo que a terra parece estar parada ela move-se mas o mundo não muda sozinho para melhor como fundamento da Democracia é hoje exige o central da civilização e esses mais intervenção da sociedade recuperação do controle da população sobre a res publica em vez de se limitar Um cheque em
branco passado no ato Eleitoral de quatro em quatro anos e e como assustam final fazemos este livro de Nuno Pinto Martins educar pela positiva um guia para pais e educadores uma perspectiva diferente daquela que que hoje trouxemos neste livro são os leitinho relatados algumas pistas a para ajudar os mais novos a resolverem problemas desenvolverem sua autonomia Responsabilidade e características essenciais para a criação felizes e se tornem adultos realizados festa emagrecer as nossas realidades penso que foi facto muito bom Temos esta oportunidade para conversarmos e lembrar também que as diversas missões programas de educação a escuta
poderão ser visualizadas nos canais da E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí [Música]